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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Falso consenso

Consenso científico sobre aquecimento global tem pés de barro

Posted: 04 Dec 2016 07:30 AM PST

Pânicos ideologicamente enviesados e não ciência constituem a base do falso "consenso científico" sobre o aquecimento global
Pânicos ideologicamente enviesados e não ciência
constituem a base do falso 'consenso científico' sobre o aquecimento global
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Impor “soluções” drásticas porque 97% dos cientistas diz que virá um cataclismo universal se não são implementadas logo, aqui e agora sem ouvir outra opinião: esse é um dos mais arrogantes sofismas do alarmismo em favor do “aquecimento global”.

Porém, a alegação é patentemente falsa segundo demonstraram no The Wall Street Journal Joseph Bast, presidente do Heartland Institute e o Dr. Roy Spencer, da Universidade de Alabama – Huntsville e pesquisador líder no Advanced Microwave Scanning Radiometer do NASA's Aqua satellite há já alguns anos.

Eles estudaram três fontes principais dessa alegação e concluíram que estavam repletas de erros e tinham origens de escasso valor.

1. Em 2009, a Universidade de Illinois consultou os seus estudantes perguntando se “as temperaturas globais tinham aumentado por uma contribuição significativa do fator humano”.

Ninguém se espantou com o resultado: 97% respondeu “sim”, posta a pressão propagandística e o risco da nota baixa.

Mas só 79 cientistas aceitaram responder à pergunta que tinha um viés tendencioso. Não é fonte para uma informação apresentada como definitiva até em discursos do presidente Obama!

2. Em 2010, um estudante da Universidade de Stanford. Califórnia, escreveu que entre 97% e 98% dos “mais prolíficos postuladores da mudança climática” acreditavam que “os gases estufa de origem humano foram responsáveis pela maior parte do “incontestável” aquecimento”.

Ele, na realidade, só consultou a opinião de 200 especialistas quando esses se contam por milhares. Mais uma fonte de ínfima atendibilidade.

3. Em 2013, o blogueiro John Cook definiu que 97% das ementas (abstracts) dos estudos “peer-reviewed” mostravam acreditar que a “atividade humana é responsável por algum tipo de aquecimento”.

Porém um estudo mais exaustivo do trabalho de Cook mostrava que só 0,3% dos 11.944 trabalhos que ele dizia ter compulsado concluíam que a “atividade humana está causando a maior parte do atual aquecimento”. Nota zero.


Pelo menos 31.072 cientistas americanos pediram por escrito ao governo recusar o falso "consenso"sobre o aquecimento global
Pelo menos 31.072 cientistas americanos pediram por escrito ao governo
recusar o falso 'consenso'sobre o aquecimento global
O fato e que está cheio de cientistas, meteorologistas e investigadores que não acreditam que a atividade humana esteja superaquecendo o planeta.

Só 39,5% dos 1.854 membros da American Meteorological Society que responderam a uma pesquisa análoga em 2012 disseram que o calor gerado pela atividade humana possa ser perigoso.

Finalmente, o famigerado Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da ONU, reclamou falar em nome de 2.500 cientistas embora muitos deles desmentiu ter assinado o documento ou mesmo ter sido consultados.

Mas o IPCC escreveu em relatório de repercussão mundial que todos esses cientistas afirmam que “está acontecendo uma interferência humana no sistema climático e que a mudança climática representa riscos para os sistemas humanos e naturais”.

Em sentido contrario, o Petition Project, grupo de físicos e químicos sediado em La Jolla, Califórnia, recolheu muitas mais assinaturas — mais de 31.,000 (mais de 9.000 deles com título de Ph.D.), num apelo defendendo a posição oposta.

Veja mais: 31.072 cientistas americanos denunciam exageros de Al Gore e do catastrofismo midiático

O abaixo-assinado foi republicado em 2009, e a maioria dos assinantes reafirmou ou mesmo ampliou sua adesão à primeira versão do apelo.

A petição sustenta que “não há provas científicas convincentes de que a liberação pelos humanos de CO2, metano ou algum outro gás estufa esteja causando, ou possa vir a fazê-lo, num futuro previsível, um esquentamento catastrófico na atmosfera da Terra e uma perturbação do clima do planeta”.

Os doutores Joseph Bast e Roy Spencer avaliando todos esses “pro” e “contra” concluíram com uma clareza de entrar pelos olhos que não há “consenso” entre os cientistas a respeito da existência de um aquecimento global de origem humano do qual possa advir alguma catástrofe.

O mais vergonhoso foi que cientistas alarmistas percebendo que não tinham como fundamental na ciência suas pretensões em matéria de aquecimento climático, começaram a falsificar os dados nos laboratórios.

O mais rumoroso e infame escândalo ficou conhecido como “Climate-Gate”. Nele, foram interceptados e-mails de renomados cientistas combinando como esconder a falta de “aquecimento global” porque os dados não batiam com o que eles queriam.

A imensa NASA também teve cientistas infiéis que cozinharam os registros em 2007. Eles diziam que o ano mais quente do século aconteceu em 1934 quando o alarmismo postula que estamos aquecendo mais e mais e nessa data o mais tórrido ano teria sido o de 1998.

Eles então recalcularam os registros para que parecesse que 1998 tinha sido o mais quente em seus livros até essa data.



O Premio Nobel Ivar Giaever esmaga o “aquecimento global” no Council for the Lindau Nobel Laureate Meeting, 1º de julho 2015. 
fonte: Blog Verde nova cor do comunismo


 




:: segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A morte de Fidel Castro e suas “carpideiras”

A morte de Fidel Castro e suas “carpideiras”

Paulo Roberto Campos

 

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

 

A choradeira das esquerdas nacionais e internacionais — tanto do âmbito temporal quanto religioso — chegou ao auge e beira ao ridículo com a morte do “coma-andante” Fidel Castro. Este representava para as esquerdas uma utopia que precisava a todo custo sobreviver, apesar de ser tão velha quanto o próprio tirano da Ilha-presídio. Mas a Providência Divina o chamou para prestar suas contas no Supremo Tribunal de Deus.

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Enquanto rolam as lágrimas das novas “carpideiras” do século XXI — os companheiros de Fidel e a mídia camarada dele —, o autêntico povo cubano comemora [fotos ao lado e abaixo]. Os cubanos celebram a expectativa do início do esperado fim do tirânico regime comunista que torturou de modo tão cruel, física e psicologicamente, lançando-os escravizados na mais negra miséria moral e material.

Sobretudo os cubanos no exílio, longe das garras do regime opressor, comemoraram euforicamente o dia 25 de novembro; celebrações que em Cuba foram evidentemente mais comedidas — aí daqueles que manifestarem grande alegria…. O luto é imposto e obrigatório! “Hay que llorar”

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Para os cubanos autênticos, “No hay que llorar”…

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Da obra intitulada “O Livro Negro do Comunismo — crimes, terror e repressão”(1999) [capa ao lado], muito bem documentada e de autores insuspeitos(*), pois pertencentes à ala esquerdista, no capítulo “Cuba. O interminável totalitarismo tropical” (entre as págs. 769 a 789), copiei para nossos leitores alguns trechinhos que demonstram que não há razão para lamentos e prantos. Marquei em negrito algumas frases.

“[...] Em 8 de janeiro de 1959, Castro, Guevara e os barbudos fazem uma entrada triunfal na capital. Desde a tomada do poder, as prisões de Cabana, em Havana, e de Santa Clara foram palco de execuções em massa. De acordo com a imprensa estrangeira, essa depuração sumária fez 600 vítimas entre os partidários de Batista, em cinco meses. Organizaram-se tribunais de exceção, criados unicamente para pronunciar condenações. ‘As formas dos processos e os princípios sobre os quais o direito foi concebido eram altamente significativos: a natureza totalitária do regime estava ali inscrita desde o início’, comprova Jeannine Verdès-Leroux. Realizaram-se simulacros de julgamentos num ambiente de feira: uma multidão de 18.000 pessoas reunidas no Palácio dos Desportos ‘julga’ o comandante batistiano Jesus Sosa Blanco, acusado de vários assassinatos, apontando os polegares para o chão. ‘É digno da antiga Roma!’, exclamou. Ele foi logo fuzilado.

[...]

“Desde a tomada do poder, surdas lutas viscerais minaram o jovem governo revolucionário. Em 15 de fevereiro de 1959, o primeiro-ministro Miro Cardona demitiu-se. Já comandante-chefe do exército, Castro substituiu-o. Em junho, decidiu anular o projeto de organizar eleições livres, anteriormente prometidas para um prazo de 18 meses. Perante os habitantes de Havana, justificou a sua decisão através desta interpelação: ‘Eleições! Para quê?’ Negava desse modo um dos pontos fundamentais inscritos no programa dos revolucionários anti-Batista. Além disso, suspendeu a Constituição de 1940, que garantia os direitos fundamentais, para governar exclusivamente por decreto — antes de impor, em 1976, uma Constituição inspirada na da URSS. Teve igualmente o cuidado de promulgar dois textos legais, a Lei nº 54 e a Lei nº 53 (texto relativo à lei sobre as associações), que limitavam o direito dos cidadãos a associarem-se livremente.

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

“Castro, que trabalhava então em estreita relação com os seus próximos, tratou de afastar os democratas do governo e, para conseguir esse objetivo, apoiou-se no seu irmão Raul (membro do Partido Socialista Popular, isto é, do PC) e em Guevara, sovietófilo convicto. Em junho de 1959, cristalizava-se a oposição entre liberais e radicais acerca da reforma agrária lançada em 17 de maio. O projeto inicial visava constituir uma média burguesia fundiária através de uma redistribuição de terras. Castro escolheu uma política mais radical, sob a égide do Instituto Nacional de Reforma Agraria (INRA), confiado a marxistas ortodoxos e do qual ele foi o primeiro presidente. Rapidamente, anulou o plano proposto pelo ministro da Agricultura, Humberto Sori Marin. Em junho de 1959, e para acelerar a reforma agrária, ordenou ao exército que tornasse o controle de cem latifúndios na província de Camagiiey.

[...]

“A violência do regime penitenciário atingiu tanto os presos políticos quanto os de direito comum. Começava com os interrogatórios conduzidos pelo Departemento Técnico de Investigaciones, a seção encarregada dos inquéritos. O DTI utilizava o isolamento e explorava as fobias dos detidos: uma mulher que tinha horror a insetos foi encarcerada numa cela infestada de baratas. O DTI usou pressões físicas violentas: havia prisioneiros que eram forçados a subir escadas calçando sapatos recheados com chumbo, e em seguida eram atirados degraus abaixo. À tortura física juntava-se a tortura psíquica, frequentemente com acompanhamento médico; os guardas utilizavam o pentotal e outras drogas, a fim de manter os presos acordados. No hospital de Mazzora, os eletrochoques eram usados com fins repressivos, sem qualquer restrição. Os guardas empregavam cães de guarda, procediam a simulações de execução; as celas disciplinares não tinham água nem eletricidade; o detido que se pretendia despersonalizar era mantido em completo isolamento.

[...]

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

“A prisão mais tristemente célebre foi, durante muito tempo, a de Cabana [foto ao lado], onde foram executados Sori Marin e Carreras. Ainda em 1982, cerca de cem prisioneiros foram ali fuzilados. A ‘especialidade’ de Cabana eram as masmorras de reduzidas dimensões chamadas ratoneras (buracos de rato). Ela foi desativada em 1985. Mas as execuções prosseguem em Columbio, em Boniato, prisão de alta segurança onde reina uma violência sem limites e onde dezenas de políticos são mortos de fome. Para não serem violentados pelos presos de direito comum, alguns se lambuzam com excrementos. Boniato continua a ser ainda hoje a prisão dos condenados à morte, sejam políticos ou de direito comum. É célebre pelas suas celas de rede de arame, as tapiadas. Por falta de assistência médica, dezenas de prisioneiros encontraram a morte nessas celas. Os poetas Jorge Valls, que devia cumprir 7.340 dias de prisão, e Ernesto Diaz Rodriguez, assim como o comandante Eloy Guttierrez Menoyo, testemunharam as condições particularmente duras que ali vigoram. Em agosto de 1995, ocorreu uma greve de fome lançada conjuntamente pelos presos políticos e pelos de direito comum, a fim de denunciar as condições de vida deploráveis: alimentação péssima e doenças infecciosas (tifo, leptospiro-se). A greve durou quase um mês.

“Algumas prisões voltaram a pôr em vigor as jaulas de ferro. No fim dos anos 60, na prisão de Três Macios dei Oriente, as gavetas (celas), destinadas originalmente aos presos de direito comum, foram ocupadas pelos presos políticos. Tratava-se de uma cela de 1 metro de largura por 1,8 metro de altura, e com um comprimento de uma dezena de metros. Nesse universo fechado, em que a promiscuidade é dificilmente suportável, sem água nem higiene, os prisioneiros permaneciam semanas, às vezes vários meses.

[...]

“As visitas dos familiares proporcionavam aos guardas o ensejo de humilhar os detidos. Em Cabana, eles deviam se apresentar nus perante a família. Os maridos encarcerados eram obrigados a assistir à revista íntima das esposas.

“No universo carcerário de Cuba, a situação das mulheres é especialmente dramática, uma vez que elas são entregues sem defesa ao sadismo dos guardas. Mais de 1.100 mulheres foram condenadas por motivos políticos desde 1959. Em 1963 elas eram encarceradas na prisão de Guanajay. Os testemunhos reunidos estabelecem o uso de sessões de espancamento e de humilhações diversas. Um exemplo: antes de passarem pela ducha, as detidas deviam despir-se diante dos guardas, que lhes batiam. No campo de Potosi, na zona de Lãs Victorias de Ias Tunas, contavam-se, em 1986(**), três mil mulheres encarceradas — estando misturadas delinquentes, prostitutas e políticas. Em Havana, a prisão de Nuevo Amenacer continua a ser a mais importante. Amiga de Castro de longa data, representante de Cuba na UNESCO nos anos 70, a doutora Martha Frayde descreveu assim esse centro carcerário, onde as condições de vida eram particularmente duras:

‘A minha cela tinha seis metros por cinco. cinco. Éramos 22 dormindo em catres sobrepostos a dois ou a três. [...] Na nossa cela, chegou a acontecer de sermos 42. [...] As condições de higiene tornavam-se totalmente insuportáveis. As tinas onde devíamos nos lavar estavam cheias de imundícies. Tornara-se absolutamente impossível fazer a nossa toilette. [...] Começou a faltar água. A limpeza dos banheiros tornou-se impossível. Primeiro encheram e depois transbordaram. Formou-se uma camada de excrementos que invadiu as nossas celas. Depois, como uma onda irreprimível, atingiu o corredor e depois a escada, escoando-se até o jardim’.[...]

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

“No decorrer do verão de 1994, Havana foi palco, pela primeira vez desde 1959, de violentos tumultos. Candidatos à partida, não podendo embarcar nas balsas, as jangadas improvisadas [foto ao lado], confrontaram-se com a polícia. Nas ruas do bairro Colomb, a avenida marginal — o Malecón — foi saqueada. O restabelecimento da ordem implicou várias dezenas de detenções, mas, finalmente, Castro autorizou novo êxodo de 25 mil pessoas. Posteriormente, as partidas não cessaram, e as bases americanas de Guantánamo e do Panamá estão saturadas de exilados voluntários. Castro tentou igualmente travar essas fugas em jangadas, enviando helicópteros para bombardear as frágeis embarcações com sacos de areia. Cerca de sete mil pessoas pereceram no mar durante o verão de 1994. Ao todo, estima-se que um terço dos balseros morreu durante a fuga. Em 30 anos, teriam sido entre 25 mil e 35 mil os cubanos que tentaram a fuga pelo mar. No total, os diversos êxodos fazem com que Cuba tenha atualmente 20% dos seus cidadãos no exílio. Numa população global de 11 milhões de habitantes, perto de 2 milhões de cubanos vivem fora da ilha. O exílio desarticulou as famílias, e são incontáveis as que estão dispersas entre Havana, Miami, Espanha ou Porto Rico…

[...]

“Em 1978, havia entre 15.000 e 20.000 prisioneiros de opinião. Muitos vinham do M-26, dos movimentos estudantis antibatistianos, das guerrilhas de Escambray ou dos antigos da baía dos Porcos. Em 1986, estimava-se de 12.000 a 15.000 o número de prisioneiros políticos encarcerados em 50 prisões ‘regionais’ distribuídas por toda a ilha.

“Desde 1959, mais de cem mil cubanos conheceram os campos, as prisões ou as frentes abertas. Entre 15.000 e 17.000 pessoas foram fuziladas. [...]”.

(Stéphane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek, Jean-Louis Margolin, ”O livro negro do comunismo. Crimes, terror e repressão”, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro).

*       *       *

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Como acima mencionei, os autores do “O Livro Negro do Comunismo” são esquerdistas. Assim sendo, as cifras por eles citadas devem ser ampliadas, pois, o número de prisioneiros, torturados, fuzilados no famoso “paredón” está baseado em registros oficiais. Mas quantos infelizes “desapareceram” sem nenhum registro? Há outras informações seguras — por exemplo, as que constam no livro “Cuba comunista: vergonha de nosso tempo e de nosso continente” (1997), de autoria do cubano Sergio F. de Paz — denunciando que quase 500.000 de seus conterrâneos foram encarcerados ou passaram por campos de trabalho forçado. Sem falar de dezenas de milhares de cubanos afogados nas tentativas de fuga pelo mar. Também sem registrar que, devido à ideologia materialista do regime comunista, Cuba conta com altos índices de suicídios e abortos. A respeito, recomendo outro excelente livro “Hasta cuándo las Américas tolerarán al dictador Castro, el implacable stalinista que continua oprimiendo al pueblo cubano, y amenazando a naciones Hermanas?”, publicado em 1990 por iniciativa de “Cubanos Desterrados” (Miami). [Foto acima].

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Fidel Castro — palavras inesquecíveis

Com tal “curriculum” nas costas, acumulado por quase 50 anos de tirania comunista, não causa surpresa a declaração de Fidel Castro ao jornalista Jean-Luc Mano, da revista “Paris Match”, em 29-10-1994:

“Eu irei para o inferno, e sei que o calor ali será insuportável… E lá chegando, encontrarei Marx, Engels, Lenine. E também encontrarei você, porque os capitalistas também vão para o inferno, sobretudo se desejam gozar a vida”.

Não se pode desejar o Inferno para ninguém. Convém, entretanto, lembrar que Fidel sabia perfeitamente da existência do Céu e do Inferno, pois estudou em colégio dos Padres Jesuítas, onde fez o catecismo.

Com o desaparecimento de sua única figura carismática e “legendária”, como a esquerda sobreviverá? Como tentará manter-se viva após a morte do tirano? Surgirá algum líder esquerdista substituto ao qual ela possa agarrar-se para não naufragar? Tal homem será do mundo laico ou do mundo eclesial? Conseguirá esse novo líder manter Cuba num regime castrista sem Castro? Quem viver, verá!

Mas, considerado sob outro aspecto, a choradeira dos companheiros do velho tirano é compreensível. Eles temem que um dia Cuba se veja totalmente livre do regime comunista e, desse modo, a antiga “Pérola do Caribe” volte à prosperidade de que outrora gozava.

Encerro transcrevendo o artigo abaixo, que explica esse temor das esquerdas e aponta o papel que Cuba exerce (exercia?) para o comunismo internacional. Seu autor é Plinio Corrêa de Oliveira — o líder anticomunista que mais se dedicou na defesa do povo cubano — e foi divulgado pela “Agência Boa Imprensa” em julho de 1992, ano em que a URSS desmoronava.

 

Cuba e o submarino

Plinio Corrêa de Oliveira

Se há no mundo atual um reduto revolucionário onde a bandeira comunista parece insultar os raios do sol com sua presença, esse reduto é Cuba.

Um pouco por toda parte, os comunistas ficaram estarrecidos e desconcertados com a espetacular degringolada do bloco soviético. Ora, o constatar que a Rússia soviética de repente se pulveriza, representou um baque psicológico espantoso para os comunistas no mundo inteiro.

Entretanto, é um fator de alento para todos eles ver que, na pequenina Cuba, ainda arde uma Tróia comunista, irradiando para as três Américas os seus malfazejos eflúvios eletro-políticos.

A Ilha-Prisão das Antilhas, porém, está imersa no caos. Castro parece estar com ‘falta de ar’, e a única saída possível para a sua delicada situação é o apoio propagandístico que lhe venha do exterior. Nesse sentido, caravanas faceiras de forâneos não têm faltado para lhe dar o indispensável respaldo.

[na foto ao lado, à esq. de Fidel Castro]

Alegres próceres da esquerda católica brasileira, como Frei Betto [na foto ao lado, à esq. de Fidel Castro], Frei Boff e quejandos, lá estiveram. Fazendo coro com ecologistas e tribalistas, esses homens-show da teologia da libertação entregaram-se à mesma lenga-lenga de sempre, cujos termos são mais ou menos os seguintes: Em Cuba, vive-se feliz. Lá há miséria, é verdade. Mas qual é a diferença entre miséria e pobreza? E, no total, uma suportável pobreza não será melhor do que o consumismo?

Não podendo fazer outra defesa da ilha-cárcere, seus propugnadores entregam-se a essas desajeitadas defesas do miserabilismo. E pouco se incomodam de, por essa forma, concorrerem para que ali se perpetuem as brutalidades, as inclemências e os crimes do comunismo staliniano, fracassado no Leste europeu.

[na foto ao lado, à esq. de Fidel Castro]

Tudo isso não obstante, o melhor proveito da presente situação cubana para os interesses do comunismo internacional, ainda acaba sendo aquele de porta-bandeira.

Só para comparar, afigure-se o leitor um submarino no qual o periscópio, ademais de sua função ótica, exercesse também outra, à maneira de escafandro, sendo responsável pela introdução do ar no interior da nave.

Pois bem, Cuba, de momento, representa o papel desse periscópio hipotético. Em meio à tripulação comunista sub-aquática, imersa nas águas da miséria, minguada, desanimada e asfixiada à vista do naufrágio do comunismo russo, ela introduz o ar nesses pulmões. De maneira que, se eles ainda respiram, é porque Cuba respira. E isso é de muito grande alcance.





:: quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Acordo do Clima vai custar US$ 40 bilhões

Acordo do Clima vai custar US$ 40 bilhões ao Brasil, diz Maggi

'Quem vai pagar esta conta?', questiona o ministro da Agricultura em Marrakech
POR BRUNO BLECHER



Maggi lembra que o Brasil tem 61% do seu território coberto por matas e é responsável por 14% da água doce do Planeta (Foto: Agência Brasil)

'Os agricultores e pecuaristas brasileiros são os atores que podem ajudar o meio ambiente, mas devem ser compensados por isto', disse hoje à GLOBO RURAL por telefone o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que está em Marrakech, Marrocos, onde participa da COP 22, a Conferência Mundial do Clima.
Maggi lembra que o Brasil tem 61% do seu território coberto por matas e é responsável por 14% da água doce do Planeta, mas mesmo assim o governo se comprometeu a reduzir os gases efeito estufa.
'Aos produtores rurais cabe a tarefa de reflorestar 12 milhões de hectares e recuperar 15 milhões de pastagens degradadas para melhorar a eficiência da pecuária e evitar novos desmatamentos. Também cabe ampliar a área de plantio direto, a redução uso de nitrogênio nos adubos usando inoculação de rizobiuns nas gramíneas', disse o ministro, que calcula o custo das intenções previstas no Acordo de Paris em cerca de US$ 40 bilhões.

'Quem vai pagar esta conta?', questiona o ministro, acrescentando que os agricultores do Brasil fornecem alimentos a bilhões de pessoas usando 8% do território nacional para plantio e 19,7% para pecuária e ainda preservam às suas custas 11% do território brasileiro em suas propriedades.

'Os produtores de outros países não carregam estes custos nas costas', disse Maggi.

O ministro vai pedir durante a COP 22, em Marrakech, que os produtos agrícolas brasileiros tenham preferência no mercado global, em função de cumprirem regras ambientais rigorosas. Ele falará no painel 'O papel do Brasil, da agricultura e da silvicultura no Acordo de Paris' na próxima quinta-feira (17/11).

'O clima é um fator importante na produção agropecuária do país, o que motiva os agricultores a preservar o equilíbrio ambiental”, disse Maggi.





:: quinta-feira, 17 de novembro de 2016

COP 22: Ministro joga as cartas

Blairo Maggi põe a Reserva Legal na mesa das negociações climáticas COP 22


Como havia prometido, nosso Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, cobrou hoje na Conferência do Clima, em Marrakech, um tratamento diferenciado à agricultura brasileira em função das nossas restrições ambientais. 

Ao final da palestra do Professor Marcos Jank, Maggi fez uma explanação clara sobre o custo privado da nossa Reserva Legal ressaltando o peso desse custo na competitividade da nossa produção em relação aos nossos concorrentes. Veja o vídeo.

O Ministro colocou o custo privado do Código Florestal Brasileiro na mesa das negociações climáticas. 'Imputar sobre o produtor brasileiro o custo de reflorestamento mais o custo do Código Florestal sem que haja uma contrapartida financeira ou de preferência de mercado dos países ricos, nós não vamos conseguir avançar', disse Blairo.

'Aos produtores rurais brasileiros cabe a tarefa de reflorestar 12 milhões de hectares e recuperar 15 milhões de pastagens degradadas para melhorar a eficiência da pecuária e evitar novos desmatamentos. Também cabe ampliar a área de plantio direto', disse o ministro, que calcula o custo das intenções previstas no Acordo de Paris em cerca de US$ 40 bilhões.

Este blogger, que tem clareza sobre essa nuance da nossa lei florestal há vinte anos, riu muito da cara do Fernando Sampaio nesse vídeo. Além de Marcos Jank e Fernando Sampaio, no vídeo também estão o Presidente da Embrapa, Maurício Lopes, o Diretor Técnico da CNA, Assuero Veronez e o Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).

Imagem: Ministério da Agricultura e video publicado originalmente na página do Ministro Blairo Maggi no Facebook.



Donald Trump brasileiro?: Blairo Maggi pedirá, na COP 22, compensação à agropecuária brasileira por cuidados ambientais



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) adotará uma posição firme na COP 22, a Conferência da ONU sobre o clima que se realiza até a próxima sexta-feira (18) em Marrakech, no Marrocos. O ministro Blairo Maggi, que integra a comitiva de governo, defenderá que os produtos agropecuários brasileiros tenham preferência no mercado global, em função de cumprirem regras ambientais rigorosas.

O ministro vai reforçar que o Brasil tem 61% de sua vegetação nativa preservada e de adotar práticas protecionistas no cultivo, como o plantio direto, por exemplo. Blairo Maggi, que falará na próxima quinta-feira (17) no painel O papel do Brasil, da agricultura e da silvicultura no Acordo de Paris, tem defendido que ministros da área participem cada vez mais das discussões internacionais sobre meio ambiente, ”colocando a realidade do produtor nas grandes decisões”.

O assessor especial do Mapa para Desenvolvimento e Sustentabilidade, o ambientalista João Campari, que integra a comitiva do Ministro, lembra que Blairo Maggi cobrará compensações pelas práticas e regras ambientais seguidas por agricultores brasileiros. “Queremos ser compensados por todos esses cuidados que são compartilhados com o bem-estar da população dos demais povos”, destaca. “Temos aqui leis muito severas para o uso da terra, mais do que em qualquer outro país”, acrescenta.

Veja o que este blogger escreveu quanto Blairo Maggi anunciou a contratação de João Campari para o Mapa: Ambientalista assume assessoria especial do Ministro da Agricultura

O ministro vai defender ainda a pecuária, em contraponto a opiniões de que a produção de gado contribui para poluir a atmosfera. Artigo publicado na conceituada revista Nature, assinala Campari, revelou que os gases dos animais são compensados pelas pastagens plantada para alimentá-los.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Kleffman Group mostra que os produtores brasileiros já cumpriram as metas estabelecidas no Acordo do Clima com 14 anos de antecedência. O estudo sobre a Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é o destaque da edição de novembro da revista Globo Rural que está nas bancas. O estudo, objeto da reportagem de capa,

O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Silva, e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, também viajam a Marrakech.

Com informações e imagem do Mapa





:: quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Vereador indígena pede investigação

Vereador indígena defende que Polícia Federal investigue indústria da invasão de propriedades


Vereador defende que Polícia Federal investigue quem está por trás das ocupações de áreas nas imediações da Reserva Indígena e alerta as autoridades sobre estranhos. (Foto: Marcos Ribeiro)

O vereador indígena Aguilera de Souza (PSDC) classificou ontem como 'muito importante' as denúncias feitas pelo cacique guarani Renato Machado, uma das principais lideranças da Reserva Indígena de Dourados, sobre uma manipulação nas invasões de propriedades vizinhas às aldeias. 'Li a matéria antes de sair de casa e posso afirmar que essa situação preocupa muito as famílias da Reserva Indígena de Dourados, mesmo porque não concordamos com essas ocupações', enfatizou Aguilera de Souza em entrevista por telefone. Ele passou o dia ontem em Ponta Porã e retornaria para Dourados somente no período da noite.

Um dia antes, durante a sessão da Câmara Municipal de Dourados, o vereador ocupou a tribuna para cobrar uma investigação séria da Polícia Federal (PF) sobre a presença de famílias indígenas de outros municípios e até de outras etnias nas ocupações de áreas particulares em Dourados. 'A Polícia Federal precisa investigar isso, porque essas pessoas vem de outras localidades e acaba passando para a sociedade a impressão que as ocupações estão partido das famílias indígenas de Dourados', ressaltou o vereador.


Vereador Aguilera de Souza afirma que índios de outras etnias e de outras cidades estão inflando invasões de propriedades. (Foto: Divulgação)

Na visão do parlamentar douradense, está em curso uma 'indústria de invasão' que não resolverá a falta de terras para as famílias que queiram produzir para viver do próprio sustento. 'Também precisamos destacar que a violência é muito elevada entre as comunidades indígenas e que o sangue dos povos está nas mãos de toda sociedade a partir do momento em que o Estado não se preocupa em desenvolver políticas públicas voltadas para nossa gente', desabafou Aguilera de Souza.

Na tarde de ontem, a deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), presidente da CPI do Cimi na Assembleia Legislativa, classificou como graves as denúncias feitas pelo cacique guarani Renato Machado em entrevista exclusiva ao O PROGRESSO. A liderança afirmou que as invasões de 14 áreas ur banas às margens da Perimetral Norte, não representam a vontade das lideranças das Aldeias Bororó e Jaguapirú. 'Ali tem professores de Amambai, diretora de escola, professores e servidores de universidade e até funcionário público que estão querendo apenas um terreno', denunciou Renato. 'Minha preocupação é que essas invasões acabem provocando discriminação da sociedade douradense com os povos indígenas, mesmo porque convivemos pacificamente com a população e nunca invadimos terra de ninguém', completou o líder indígena.

O deputado Zé Teixeira classificou como muito grave a denúncia que as invasões de sítios e pequenos lotes às margens da Perimetral Norte não partiram da comunidade e estão sendo orquestradas por pessoas de outras aldeias e funcionários de ONGs que incentivaram a invasão. 'Fiquei estarrecido ao ler que os líderes das invasões chegaram a procurar as lideranças das aldeias Jaguapirú e Bororó em busca de apoio para as ocupações', ressaltou Zé Teixeira.

Mara Caseiro, 3ª vice-presidente da Assembleia Legislativa, também comentou a denúncia. 'O cacique Renato Machado afirmou que se fosse identificada cada pessoa responsável pelas ocupações, as autoridades saberiam quem é da reserva indígena e quem veio de fora', alertou a deputada.

A deputada defende que a Assembleia Legislativa colha o depoimento de lideranças como Renato Machado para esclarecer as invasões. 'Temos que ouvir essas vozes de indígenas indignados com a essa situação instalada não apenas em Dourados, mas em todo o Mato Grosso do Sul', completou. 'Devemos chamar esse cacique para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pois contribuirá muito para nossa investigação imparcial e responsável', destacou Mara Caseiro.



 
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Sem Medo da Verdade 
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 308 - 16/11/2016 
www.paznocampo.org.br





:: segunda-feira, 14 de novembro de 2016

COP22 em suspense

Ambientalismo radical sem rumo na COP22 Promessas de Trump trazem esperança

Posted: 13 Nov 2016 03:58 PM PST

COP22 01, feita para impor medidas ditatorialistas caiu na confusão com a eleição de Trump
COP22 01, feita para impor medidas ditatorialistas caiu na confusão com a eleição de Trump
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A Cúpula do Clima COP22 (Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática 2016) iniciou em Marrakesh suas sessões pouco antes da eleição presidencial nos EUA.

O objetivo era específico: transformar em normas concretas os utópicos objetivos fixados na COP21, em dezembro de 2015, em Paris.

O obstáculo máximo era – e continua sendo – a ratificação do acordo parisiense pelos EUA. Embora o presidente Obama e o Secretário de Estado John Kerry tenham assinado esse cerebrino acordo, a lei americana exige a ratificação dos acordos internacionais pelo Senado em Washington.


Porém, antes da eleição do novo presidente, já esse Senado tinha maioria republicana que tudo levava a crer que recusaria dita ratificação.

Nesse caso, o acordo de Paris, ficaria tão oco e ineficiente para os utopistas verdes como o protocolo de Kyoto.

Mas os representantes da confraria universal ambientalista reunidos e bem pagos pela ONU e pelos respectivos ministérios e secretarias do Meio Ambiente do mundo todo pareciam ter acreditado na imensa mentira de uma vitória da democrata Hillary Clinton.

Então seria a grande festa: os EUA capitularam!

A maior potência industrial e maior impulsionador da prosperidade como meta da civilização, da propriedade privada e do agronegócio, aceitaria as drásticas imposições miserabilizantes que se cozinhariam no COP22.

Da China, maior poluidor universal ninguém protestaria. Assinou tudo, prometeu tudo, mas deixou claro que acataria os compromissos segundo lhe desse na telha. Em poucas palavras, desrespeitaria tudo. E a confraria verde-vermelha não teria nada a dizer.

A COP21 fixou objetivos assustadores, a COP22 devia consumar opções escorchantes
A COP21 fixou objetivos assustadores, a COP22 devia consumar opções escorchantes
Mas eis que a realidade bateu na porta da magna assembleia dos utopistas e Marrakesh.

Como escreveu o correspondente do jornal “El Mundo” de Madri, “todos os esforços coroados de sucesso nos últimos anos para criar um mínimo de consenso podem voar pelos ares da noite para a manhã após a eleição para presidente dos EUA de um cético recalcitrante que chegou a qualificar a mudança climática de ‘conto da carochinha’. Literalmente”. 

Nós também achamos que é um ‘conto da carochinha’ e discernimos que por trás dele há uma manobra de metamorfose do comunismo, falido com a URSS, e que tenta voltar travestido de verde.

O jornal espanhol lembrou outras afirmações muito verdadeiras de Donald Trump como “as turbinas eólicas, ou aerogeradores, são a pior ameaça contras as águias... Isso que fala a mídia sobre o aquecimento global é uma ficção”.

O recém-eleito anunciou que poria na direção de sua equipe de transição na poderosa Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA) ao “cético mor” Myron Ebell, que condenou a ratificação do acordo de Paris por parte de Obama de “clara usurpação inconstitucional da autoridade do Senado”.

Essa “usurpação” visa impedir que o Senado pudesse recusar o acordo de Paris.

O jornal reconhece que se os EUA dão marcha ré, será impossível evitar que tirem o corpo os países emergentes responsabilizados pelas maiores emissões de CO2.

Até a própria União Europeia, uma das maiores fanáticas das miragens aceitas no acordo, hoje debilitada pelo Brexit, poderia reformular seus objetivos.

Nesse caso, o acordo de Paris – pomposamente apresentado como “legalmente vinculante”—viraria “papel molhado”.

Um pânico discreto correu por Marrakesh que se assemelhou a um formigueiro que recebeu um pisão, para usar uma imagem da natureza.

Os militantes das ONGs verdes ali presentes fizeram censuras radicais à decisão do povo americano, que revelaram antes de tudo seu ditatorialismo e impotência.

Em outubro, Trump externou a intenção de “eliminar entre 70% e 80% das regulações do EPA”, equivalente a nosso Ministério de Meio Ambiente.

“Faz frio em Nova Iorque e estamos em julho, onde diabos está a mudança climática?”, escreveu Trump em sua conta de Twitter.

O ministro de relações exteriores do Marrocos Salaheddine Mezouar, tentou tranquilizar a torcida internacional verde, anunciando que tentará um diálogo com a nova administração americana.

Mas a verdadeira tranquilidade virá com a aplicação séria das promessas do novo eleito que afastem o pesadelo das legislações e controles que afogam o progresso dos países livres.

O blog “Código Florestal” sublinhou muito a propósito que a “vitória de Donald Trump mostra a força oculta do mundo rural”.

“O povo da roça surpreendeu indo em massa às urnas e consagrando a vitória de Trump.

“A professora de Ciências Políticas da Universidade de Wisconsin-Madison, Kathy Cramer, passou a última década no interior do estado de Wisconsin conversando com a população rural sobre política e oferece uma boa explicação para a eleição do Republicano:

“As pessoas do campo se sentiam maltratadas, como se não estivessem recebendo sua parte.

“’Esse sentimento é composto principalmente de três coisas’, explica Cramer.

‘Primeiro, as pessoas sentiam que não estavam recebendo uma parte justa das decisões políticas. Por exemplo, as pessoas diziam: Todas as decisões são tomadas em Madison e Milwaukee (grandes cidades) e ninguém está nos ouvindo.

‘Ninguém está prestando atenção, ninguém está vindo aqui e nos perguntando o que pensamos. As decisões são tomadas nas cidades, e temos de cumpri-las.

Acordos prévios garantiram que a COP22 incluiria as teorias da
Acordos prévios garantiram que a COP22
incluiria as teorias da 'Laudato Si' impregnadas de Teologia da Libertação
‘Segundo, as pessoas reclamavam que não estavam recebendo uma parte justa de serviços públicos. Havia no campo uma sensação de que toda a atenção pública e o dinheiro era sugado por Madison (capital), mas nunca gasto em lugares como o deles’, diz ela.

“E em terceiro lugar, as pessoas sentiam que não estavam sendo respeitadas. ‘Elas diziam: A verdade é que as pessoas na cidade não nos entendem. Eles não entendem o que é a vida rural, o que é importante para nós e quais os desafios que enfrentamos. Eles pensam que somos um monte de roceiros racistas’, disse Cramer ao The Washington Post.

“Quando falamos de população rural – acrescenta Código Florestal – aqui não estamos falando apenas de quem vive na roça. Mas de quem vive em comunidades, mesmo em cidades, ligadas ao campo e longe dos centros de poder que sugam os recursos e atenção pública e desdenham do mundo rural.

“Esse ressentimento acumulado no campo por décadas deu a vitória a Donald Trump e está também presente aqui no Brasil. Que fique a lição para nossos políticos.

“Este blog não enxerga ninguém, nenhum líder, no Brasil capaz de dar vazão a esse sentimento do mundo rural”, concluiu “Código Florestal” .

Nosso blog “Verde: a cor nova do comunismo” tampouco enxerga esse líder de que Brasil tem tanta necessidade e que até clama em altas vozes por ele quando censura a corrupção e má conduta da classe política.

Aguardamos com esperança que a administração de Donald Trump ponha em prática suas promessas, sem renunciar entretanto a uma atitude saudável de crítica construtiva e desconfiança positiva .

Agindo segundo prometeu, o novo presidente transmitirá uma mensagem altamente benéfica para o mundo todo, com destaque para o nosso Brasil, tão maltratado pela seita verde-anarquista. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.






:: sábado, 12 de novembro de 2016

Francisco, movimentos “populares” e cheque em branco

Francisco, movimentos “populares” e cheque em branco

5 de novembro 2016: Papa Francisco, no Auditório Paulo VI (Vaticano), no III Encontro Mundial dos Movimentos Populares

Ao tentar revitalizar as combalidas esquerdas latino-americanas, desacreditadas por fragorosas e sucessivas derrotas, o Papa Francisco reafirma a cada dia o caminho esquerdista de seu Pontificado e parece querer assumir o papel de líder revolucionário. Com essa postura, que compromete seriamente o seu prestígio e decepciona um número cada vez maior de católicos, não se sabe realmente aonde ele deseja chegar, pois, ao mesmo tempo, parece esquecer-se do drama do povo cubano, escravizado por 50 longos anos de ditadura comunista.

Gonzalo Guimaraens – Destaque Internacional (*) 

Com um discurso empolgado para 170 agitadores sociais de mais de 65 países dos cinco continentes, o Papa Francisco concluiu no dia 5 de novembro, no Auditório Paulo VI, no Vaticano, o III Encontro Mundial dos Movimentos Populares [foto acima] (no final, o link para a íntegra de tal discurso).


No Encontro, o líder marxista do MST, Stédile, 
cumprimenta o Papa
Ele se referiu aos agitadores comuno-católicos João Pedro Stédile, chefe do MST e promotor da violência no Brasil, e Juan Grabois, do “movimento de trabalhadores excluídos” e incentivador da violência nas periferias de Buenos Aires, na Argentina, chamando-os de “poetas sociais” e “seguidores de Jesus”.

Em seguida, deu-lhes um “cheque em branco” para promoverem a revolução social: “Faço meu o grito de vocês”, disse textualmente o Pontífice. 
Participou do Encontro o ex-presidente e ex-guerrilheiro José Mujica, do movimento terrorista Tupamaros, que assolou o Uruguai nas décadas de 60 e 70.
Após sussurrar uma discreta ressalva — “talvez não estejamos de acordo com tudo” —, sugeriu-lhes deixar de lado “certos nominalismos declaratórios, que são belas frases, mas que não conseguem sustentar a vida de nossas comunidades”, e partir para a agitação contra os atuais sistemas socioeconômicos, que qualificou de “terroristas”. Em seguida, convocou os “movimentos populares” a não aceitarem e não se deixarem “desmobilizar” por “implantes cosméticos” ou “planos assistenciais”, a não se deixarem “conduzir como gado” e a rechaçarem a “tentação da canga”, que reduziria os agitadores a um papel de “atores secundários”. 
Delegação do Brasil no Encontro no Vaticano com os dizeres 'Fora Temer'

De modo difícil de entender, o Papa Francisco reafirma o caminho esquerdista de seu Pontificado, em momentos em que as esquerdas latino-americanas estão sofrendo fragorosas derrotas. O Papa parece desejar assumir um papel de líder revolucionário, tentando revitalizar as esquerdas latino-americanas que estão caindo no maior descrédito. Realmente, não se sabe aonde ele pretende chegar com essa insistência em apoiar as esquerdas, comprometendo seriamente o prestígio de seu Pontificado e causando decepção em inúmeras pessoas. Ao mesmo tempo, ele parece se esquecer do drama do povo cubano, escravizado por 50 longos anos de ditadura comunista.

______________ 

(*) Notas de “Destaque Internacional”. Documento de trabalho, em 6 de novembro de 2016. Este texto, traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser reproduzido em qualquer mídia impressa ou eletrônica. 
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Editoriais Relacionados: 
Francisco, 'beatificação' publicitaria de revolucionários e 'vendaval' social 
(sobre o I Encontro Munidal de Movimientos Populares, realizado en Roma en 2014) 
http://www.cubdest.org/1406/c1411franciscomst.htm

Bolívia: Francisco, a foice e o matelo”
(sobre o II Encontro Mundial de Movimentos Populares, realizado em Santa Cruz de la Sierra, Bolivia en 2015). 
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscoboec.htm

Francisco, consumismo, miserabilismo e Boff
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscomiser.htm

Francisco, aventura ecológica e “lacuna” científica 
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscoeco.htm 

Francisco, os comunistas e os pobres
http://www.cubdest.org/1506/c1506pobresfran.htm

Francisco, ecoterrorismo e miséria
http://www.cubdest.org/1506/c1505eco.htm 

Texto completo do discurso de Francisco
http://movimientospopulares.org/el-discurso-completo-de-papa-francisco-a-los-movimientos-populares/ 





:: segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A máfia do clima

Alarmistas 'formam uma máfia que se apossou da questão clima', dizcientista dinamarquês

Posted:06 Nov 2016 01:30 PM PST

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Nesta semana entrou em vigência o acordo de Paris, assinado na COP21 em dezembro de 2015.

Ainda falta muito para saber se vai ser posto em prática pelas maiores economias responsabilizadas do 'aquecimento global'.

Nas circunstâncias atuais, continuam válidas as posições expostas por Bjorn Lomborg, cientista político dinamarquês, em entrevista a VEJA na sede da COP15, em Copenhague.

As suas declarações giraram em volta do escândalo do “Climagate” um caso de corrupção científica-ideológica que tinha no fulcro grandes ativistas do 'aquecimento global'.

Chama a atenção o quanto a situação atual de deturpação de dados continua vigente, e acrescida, nos ambientes aquecimentistas. Por isso reproduzimos a continuação 

Qual foi o estrago do 'climagate'?

O que está claro é que havia uma inclinação evidente para não compartilhar dados com pesquisadores cujos trabalhos não reforçariam a teoria do aquecimento global. Possivelmente, os dados foram mascarados, o que não significa exatamente uma falsificação.

O escândalo não pode ser considerado apenas uma tempestade em copo d’água. O que eles fizeram é muito sério e perturbador. Tem implicações muito maiores.

Esses cientistas formam uma máfia que se apossou da questão do clima.

Tive muitos problemas com essa máfia do clima. Quando estava escrevendo meu livro, tentei me corresponder com alguns daqueles pesquisadores que detinham dados pelos quais eu tinha interesse.

Recebi de volta algumas mensagens em cujo campo de destinatário eu fui incluído por engano. Foram mensagens reveladoras. Elas diziam: 'Esse homem é perigoso. Não forneçam nenhum dado a ele. Devemos ter cuidado em não deixar que nossas informações apareçam em pesquisas públicas'.

Por que o senhor é cético em relação ao aquecimento global?

Discordo da forma como as discussões sobre esse tema são colocadas. Existe a tendência de considerar sempre o pior cenário – o que aconteceria nos próximos 100 anos se o nível dos mares se elevar e ninguém fizer nada.

Isso é irreal, porque é óbvio que as pessoas vão mudar, vão construir defesas contra a elevação dos mares.

No entanto, isso é só uma parte do que tenho dito. Sou cético em relação a algumas previsões, sim. Mas sou cético principalmente em relação às políticas de combate ao aquecimento global.

O problema principal não é a ciência. Precisamos dos cientistas. A questão é que tipo de política seguir. E isso é um aspecto econômico, porque implica uma decisão de gastar bilhões de dólares de fundos sociais.

Em outras palavras, não sou um cético da ciência do clima, mas um cético da política do clima. Basicamente, digo que não estamos adotando as melhores políticas porque não estamos pensando onde gastar o dinheiro para produzir os maiores benefícios.

Com que cenários é razoável trabalhar quando se fala da elevação do nível dos oceanos?

Quando perguntamos aos cientistas do IPCC qual seria o resultado mais provável do aquecimento sobre o mar, eles disseram que o nível das águas subiria entre 18 e 59 centímetros. Esse é o parâmetro mais aceitável. Não faz sentido trabalhar com cenários de até 6 metros, como quer o Al Gore, ex-vice-presidente americano. Porque é tão improvável que isso aconteça quanto que não haja elevação alguma.

Análises e argumentos baseados no pior dos piores cenários induzem ao pânico, e o pânico não é a melhor forma de fazer um bom julgamento.

Quais são esses impactos?

Costumamos esquecer que a maioria dos lugares ricos no mundo conseguirá lidar com o aquecimento global.

A Holanda tem 60% de sua população vivendo abaixo do nível do mar. O principal aeroporto de Amsterdã fica 3 metros e meio abaixo do nível do mar. É simplesmente uma questão de tecnologia. Ninguém que vai à Holanda fica pensando: 'Ai, meu Deus, estou abaixo do nível do mar'.

Não que isso não seja problemático ou custoso. Mas é um custo que chega a 0,5% ou no máximo 1% do PIB.

Então, é bom enfatizar, o Rio de Janeiro nunca vai submergir, tampouco Nova York. Nos últimos 150 anos, o nível do mar subiu 30 centímetros.

Fala-se muito do impacto causado pela forma como as pessoas desperdiçam produtos e energia. Como o senhor faz no seu dia a dia?

Há muita confusão em torno desse debate sobre consumo ético, como se a questão toda se resumisse ao que a pessoa faz. Acho que reduzir tudo à idéia de que você deve fazer algo sobre seu consumo não é o melhor caminho.

Ambientalismo radical quer mudar a natureza humana, para escravizá-la num estilo de vida tribal gnóstico.
Ambientalismo radical quer mudar a natureza humana,
para escravizá-la num estilo de vida tribal gnóstico.
Se todos no mundo ocidental trocassem suas lâmpadas atuais por um modelo mais econômico, ao final de um ano as emissões se reduziriam apenas o equivalente à quantidade de CO2 que a China joga na atmosfera em um dia.

Resumindo: organizações verdes querem mudar a natureza humana, dizendo que não se deve querer ter ou gastar mais. É muito difícil mudar a natureza humana. Prefiro mudar a tecnologia. Assim,poderemos fazer o que quisermos, mesmo emitindo CO2.

As empresas estão fazendo sua parte?

A maioria das coisas que se veem por aí é marketing. É o chamado banho verde. Estão fazendo economia de energia como sempre fizeram, desde o início do século XIX, de quando datam as estatísticas.

Todas as empresas, em todos os lugares, inclusive nos Estados Unidos e na Europa, vêm reduzindo o desperdício de energia. Mas é óbvio que o que estão economizando são dólares. Não há nada de errado nisso. Só não devemos achar que elas estão salvando o planeta.

Por que o crescimento populacional não é levado em consideração nas discussões sobre clima?

Se fosse possível limitar substancialmente o crescimento da população mundial, provavelmente as emissões não aumentariam tanto. Mas você só consegue alterar essa variável dramaticamente num regime autoritário como o da China, onde o governo determina que os casais só podem ter um filho. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.





:: domingo, 6 de novembro de 2016

INCRA, nova fase

INCRA, nova fase

A realidade mudou completamente, abre-se o caminho para a pacificação nacional
Fim da Terrabrás? Precisa punir os invasores e entregar os títulos de propriedade aos assentados para estimular aqueles que querem produzir.

Denis Lerrer Rosenfield

O noticiário político está tão voltado para questões urgentes - como a aprovação da PEC 241, do teto do gastos públicos, e a reforma da Previdência - que iniciativas importantes terminam por ser relegadas a segundo plano. Nesse caso se encontram mudanças importantes no Plano Nacional de Reforma Agrária que estão sendo implementadas, mostrando outra face do governo Temer. A reforma fiscal tem, aqui, uma contraparte essencialmente social.

O presidente tem dado orientações explícitas a esse aspecto social de sua atuação, enfatizando todo um novo processo de aprimoramento dos instrumentos de obtenção de terras, de titulação dos assentamentos, de novo processo de seleção dos beneficiários e de regularização de terras cultivadas, sem a anuência do INCRA. No dizer do presidente desse órgão estatal, Leonardo Góes, 'o governo federal busca dar maior segurança jurídica àqueles que têm terra e produzem, além de promover o acesso à terra a quem quer produzir alimentos'.

Em pouco tempo será publicada uma medida provisória (MP) voltada para o equacionamento dessas questões. Ela se caracteriza por seu perfil eminentemente técnico, avesso a problemas de ordem ideológica. Só esse ponto já seria suficiente para definir a nova gestão do INCRA.

Em vários momentos das administrações anteriores, com a ressalva da gestão Guedes, esse importante órgão deixou de ser propriamente um órgão de Estado para se tornar um instrumento dos movimentos sociais. Agora a orientação técnica é predominante com um sentido de Estado.

A questão da titulação é, certamente, uma das mais importantes em pauta. Uma particularidade dos assentamentos da reforma agrária, até aqui, consistia no fato de serem tutelados pelos movimentos sociais, que ali fincaram um dos pilares de sua militância e de recrutamento de membros para invasões.

Um assentado é, assim, não só tutelado pelo Estado, mas, principalmente, pelo MST. Não são produtores autônomos, mas objeto de uma política assistencialista, voltada para a criação de uma clientela política.Também não são propriamente agricultores familiares, por não deterem a propriedade de suas terras.

Com a titulação abre-se a possibilidade de se tornarem verdadeiramente agricultores familiares, com melhores condições de obtenção de crédito, de compra de maquinário e de assistência técnica. Um agricultor familiar entra numa relação de mercado, tem melhores condições de trabalho e de educação para seus filhos, vislumbrando-se um futuro melhor.

Contraste-se, por exemplo, a condição dos agricultores familiares no sistema integrado de produção no Sul do País, envolvendo as cadeias produtivas do tabaco (pioneira), de aves e de suínos e se estendendo a outros setores produtivos, com dos assentados. Uns são prósperos, outros vivem em favelas rurais.

Muitos assentamentos têm agricultores produtivos, que almejam tornar-se familiares, mas se veem impedidos por não poderem adquirir terras de seus vizinhos que não produzem e vivem da assistência estatal. Pelos critérios atuais, ao cultivarem as terras desses seus vizinhos, que podem tê-las cedido mediante um contrato informal de arrendamento ou de compra e venda, eles se encontram em situação irregular. Aliás, ambos estão, por não serem proprietários de suas respectivas terras. São tutelados, não têm liberdade de escolha.

Pela nova MP, porém, poderão regularizar sua situação, aumentando a produção de alimentos, e a terra pode ser cultivada por quem quer realmente produzir. É urgente este novo reordenamento fundiário, corrigindo aquelas anomalias, ainda defendidas por movimentos sociais ideologicamente obtusos.

A nova seleção de beneficiários almeja ser técnica e transparente, deixando de ser um instrumento do MST, que tinha a função de escolher os beneficiários, aumentando assim a sua militância. Várias denúncias,aliás, têm aparecido envolvendo pessoas que já são proprietárias, funcionários públicos, militantes, etc.

Incra. Chegou a impedir novos assentamentos para que essas anomalias fossem devidamente corrigidas. O descalabro era enorme, produzido, principalmente, pelo viés ideológico e político-partidário que presidia o processo seletivo. Haverá, agora, um papel mais importante das prefeituras e, sobretudo, maior divulgação de todo esse processo.

Outro ponto diz respeito à obtenção de terras para a regularização fundiária, por exemplo, na Amazônia Legal, ou para os assentamentos da reforma agrária. Há a necessidade de acelerar os trâmites administrativos, para tudo se resolver o mais rapidamente possível.

Imagine-se a situação de um proprietário que tem a sua terra invadida enquanto decisões judiciais de reintegração de posse não são cumpridas. O Pará é um Estado que vive enorme crise, numa situação que poderíamos designar como terra sem lei.

Um tal mecanismo de obtenção de terras, a preços vigentes e com pagamento em dinheiro - e não necessariamente mediante Títulos da Dívida Agrária -, seria um instrumento que poderia facilitar o equacionamento de tais conflitos, além, evidentemente, de maior respeito à lei, não seguida em vários Estados do País. Seriam compras nas condições de uma economia de mercado.

O campo brasileiro foi, nos governos petistas, um terreno privilegiado de conflitos, como se tivéssemos aqui uma 'luta de classes' que terminaria com a vitória 'revolucionária' dos ditos 'movimentos sociais'. O setor rural, a despeito dos ideólogos esquerdistas, foi, porém, objeto de uma verdadeira reforma, que tornou o Brasil um dos maiores produtores mundiais de alimentos.

A realidade mudou completamente nas últimas décadas. Cabe, agora, uma nova legislação e uma nova política que reflitam e deem conta desta nova situação. O caminho abre-se à pacificação nacional.

Fonte - O Estado de S.Paulo


 

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:: quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Trapaça ambientalista


Como podem mídia, chefes de Estado e religião enganar tanto sobre questões ambientais?

Posted: 31 Oct 2016 04:53 PM PDT

Para fazer rir: Obama e Xi Jinping presidem os países que mais produzem CO2. Mas a enganação é apresentar esse gás incolor como fumaça!
Para fazer rir: Obama e Xi Jinping presidem os países que mais produzem CO2.
Mas a enganação é apresentar esse gás incolor como fumaça!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Nicolas Loris, um economista especializado em questões energéticas e ambientais da The Heritage Foundation, levantou uma questão que soa engraçada.

A grande mídia está sempre ecoando boatos, trabalhos pseudocientíficos ou científicos enviesados sobre o aquecimento global. Até aqui, nada de novo.

Porém, esses supostamente bem informados ou até eruditos órgãos, na hora de informar sobre o demonizado CO2, ilustram suas matérias com torres de fábricas soltando colunas de fumaça ou centrais nucleares emitindo vapor de água.

Mas o CO2 é um gás incolor! Será que esses zelotes do meio ambiente não têm notícia desse dado elementar?

O CO2, além de incolor, é inodoro e não tóxico. Os homens saudáveis exalam CO2 quando respiram e não sai fumaça. Acresce que o CO2 é o alimento indispensável para o crescimento dinâmico das plantas.

Quando o presidente Obama assinou juntamente com a China o acordo obtido na COP21 de Paris, o jornal oficial chinês “The South China Morning Post” foi o primeiro a transmitir a informação.

E ilustrou a matéria com imagens de fábricas emitindo repelentes e assustadoras colunas de fumaça preta. No pé da foto, a reputada agência Reuters explicava: “Colunas de fumaça saem das chaminés de uma fábrica química em Hefei, na província de Anhui”.

Toda a matéria do artigo era sobre a redução das emissões de CO2 que estariam esquentando o planeta por culpa da civilização humana!

Com esta foto, site ambientalista sublinha a importância de reduzir logo as emissões de CO2.
A foto impressiona mas não tem nada a ver com o tema. E trapaça jornalística.
O que aconteceu com esses sábios do ambientalismo? Não lhes ocorre encontrar ilustrações que não patenteiem perfeita ignorância sobre o que é o CO2? Seria mais responsável e de causar menos vergonha!

É claro que os leitores comuns tampouco sabem da ausência total de cor do CO2. Os ambientalistas desejosos de impor suas leis ao mundo podem, assim, enganá-los à vontade.

Mas isso é idoneidade científica? Deontologia jornalística? Ilustração séria?

A mentirada já foi impressa em massa, no papel ou em bytes, em jornais e revistas de papel ou em páginas virtuais, e aos bilhões de exemplares.

Para maior injúria à razão, o próprio “The South China Morning Post” ilustrava o problema das mudanças climáticas com fotos de cidadãos chineses pedalando em meio de nuvens, essas sim tóxicas, de poluição em Pequim.

Jornais desde a Austrália até o Brasil reproduzem cenas análogas com idênticos dizeres. Nada a ver com nada. A poluição chinesa não é fruto do CO2 e ninguém lhe diz para mudar o clima. Nem os mais descabelados ambientalistas!

Como pode essa mentira deslavada encher as páginas da mídia? Não haverá um cientista pela “mudança climática” que avise aos jornalistas seus amigos sobre o absurdo em que incorrem em larga escala? Ou não há?

Nada!

É como se esses famosos cientistas ambientalistas, ganhadores de Prêmios Nobel e comendas nacionais, além de substanciosos prêmios econômicos e até cadeiras de ministérios, não soubessem o elementar.

E o que dizer dos jornalistas que caíram nessa? Rir? Chorar? Rasgar as vestes? Faltam palavras...

Personalidades como o presidente dos EUA, Barack Obama, enchem a boca com expressões como “mudança climática”. Mas não sabem que o clima está sempre mudando e que a expressão é uma mera redundância etimológica que não diz nada?

Num site ambientalista esta foto 'prova' o mal que faz o CO2.
Em outro serve para 'provar' o aquecimento climático.
Num outro, os perigos do câncer.
Serve para 'provar' tudo menos que seja maléfico o CO2 inodoro, incolor e benéfico !
Trombetear a “mudança climática” como sendo uma realidade é o mesmo que alertar contra a “luz iluminante”, a “água molhante”, o “frio esfriante”, e assim infinitamente, pronunciando muitas palavras e não dizendo nada.

Os problemas da China, com seu ar e água poluídos, são verdadeiramente sérios. Obama poderia ter falado disso quando esteve nesse país para assinar o acordo de Paris, mas sua preocupação foi com o inexistente!

Não havia um assessor, dos muitos que por ofício tem o presidente americano, que lhe sugerisse não falar coisas em sentido, nem que lhe soprasse alguma outra fórmula, ainda que meramente verbal?

Mas a mídia mundial levou muito a sério os sem-sentidos, os vácuos verbais, as ausências de pensamento, o desconhecimento da ciência, a falta de percepção da natureza, patenteados por Obama na hora de assinar o Tratado de Paris. Aliás, é a de tantos outros “responsáveis pelo planeta”.

O presidente Xi Jinping disse outras tantas, mas já avisou que não vai cumprir qualquer coisa que disser ou assinar a respeito. E ninguém vai lhe cobrar os incumprimentos.

Entretanto, há verdadeiros problemas ambientais. Basta ver as fotos de rapazes estudando com lanternas na Índia, por não terem acesso à eletricidade. Ou as da Coreia do Norte sumida na escuridão por falta de energia. Ou ainda as obsoletas fábricas da era soviética envenenando o ar, os assentados na miséria em terras de reforma agrária em Cuba, ou até mesmo no Brasil, em via de degradação.

Mas, para a mídia e os oráculos da sabedoria ambientalista, nada disso importa. Nem sequer existe. Só há uma realidade (aliás, um dogma); só há uma Inquisição santa: é a verde anarquista.

Não adianta serem pegos em flagrante, pois continuam a enganar desinibidamente a humanidade. E tanto mais agora, quando dispõem de uma encíclica igualmente libertada da verdade científica e do respeito objetivo da natureza: a “Laudato Si’”! Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.





:: terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sarney Filho abre o Governo para ONGs e pretende frear expansão da soja

Sem Medo da Verdade 
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 304 - 31/10/2016 
www.paznocampo.org.br
Caso não esteja visualizando o texto deste boletim, acesse através do endereço 
http://www.paznocampo.org.br/boletim
Sarney Filho abre o Governo para ONGs e pretende frear expansão da soja



As organizações NÃO governamentais, ou ONGs, estão de volta ao Governo. A porta lhes foi aberta pelo atual Ministro do ½ Ambiente, José Sarney Filho, ou Sarneyzinho. Depois de expulsar a economia convencional da Amazônia sem deixar nada no lugar, o movimento ambientalista radical agora quer expulsar a economia convencional do restante do país e provavelmente só deixará musgo sobre pedra.

O movimento ambientalista radical agora se volta para o Cerrado brasileiro e usará como arma seu braço dentro do Governo Temer: Sarneyzinho. 'A moratória da soja precisa ser estendida ao Cerrado', disse ele no evento de comemoração da dez do pacto firmado pela industria da soja e o Greenpeace na Amazônia. 'E, para isso, iremos publicar a partir de março dados em tempo real sobre o desmatamento do bioma', completou Sarneyzinho causand o uma saia justa na plateia onde estavam representantes de tradings como Bunge, JBS e ADM, ambientalistas e empresas como Mc Donald's e Carrefour.

A moratória da soja na Amazônia completou dez anos em vigor forçando produtores de soja na região a expandir a produção sobre áreas de pastagens. Dessa forma, o pecuarista ficou com a culpa e o agricultor ficou com o mercado. Agora, as ONGs pretendem forçar a tolerância zero para a abertura de novas áreas no Cerrado, última fronteira agrícola brasileira. Mais que isso: As ONGs pretendem aproveitar o movimento e a presença de Sarneyzinho no Governo continuar admoestando a cadeia da carne.

Em nome do congelamento da Amazônia as ONGs e os ambientalistas radicais aceitaram entregar o Cerrado: a Amazônia seria preservada e, em contrapartida, o plantio de soja avançaria no Cerrado onde o boi já estava. Foi mais ou menos esse o acordo tácito feito pelas ONGs. Esse blog sempre alertou que era questão tempo até as ONGs romperem o acordo. Agora que as coisas parecem sob controle na Amazônia e as ONGs estão de volta ao Governo, o movimento ambientalista se volta para o irmão feio da Amazônia, o Cerrado.

Frederico Machado, do WWF, disse ao jornal Valor Econômico que é de extrema importância levar o pacto de desmatamento zero para o Cerrado. 'Esperamos ansiosamente discutir potenciais expansões do pacto para além do bioma amazônico', diz de Keith Kenny, vicepresidente global de sustentabilidade do McDonald's, em nome do European Soy Customer Group, o grupo mais influente de compradores de soja da Europa. Kenny enviou cartas pressionando a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Foi fácil para a indústria da soja e da carme abandonar a pecuária diante dos ambientalistas radicais há dez anos ao assinarem a tal moratória da soja na Amazônia. Eles estavam de olho no Cerrado. Vejamos como o agro e o neg ócio vão de portar desta vez. Será que juntos, como agronegócio? Ou será que o negócio vai deixar o agro isolado novamente.

O diretor de sustentabilidade do JBS, Márcio Nappo, anda dando pistas. Nappo disse no evento que é preciso 'esticar a regra'. Ou seja, todos os frigoríficos devem operar com a mesma política de preservação. O JBS foi um dos primeiros a sentar no colo do Greenpeace.

Com informações do Valor Econômico e foto de Elza Fiuza/Agência Brasil
  






:: sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Brasil preserva mais de 50% de vegetação nativa

Brasil preserva mais de 50% de vegetação nativa

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Em entrevista à TV Gessulli, Evaristo de Miranda, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, enfatizou que no Brasil preserva até 61% de vegetação nativa. A análise foi feita através das pesquisas desenvolvidas pela empresa brasileira e é vislumbrada a partir da expectativa do resultado final do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

No Brasil existe uma atribuição das terras e, frequentemente, corresponde ao uso. Hoje, de acordo com Miranda, 17% território nacional é atribuído para conservação ambiental;  13% para terras indígenas. “Essas duas juntas somam 30% do Brasil. Temos depois, aproximadamente, 20% do território de vegetação nativa, mas em locais muito isolados”, conta. “Então, metade do país hoje é de vegetação preservada. Além disso, os agricultores em suas propriedades preservam, isso representa 11% território nacional.”

O pesquisador enfatiza que, provavelmente esse número será até mais, “porque o registro do CAR mostra que, talvez chegue entre 14% até 17%. Se chegar a isso vai significar que os agricultores preservam mais florestas que todas as unidades de preservação juntas, olha o papel que tem a agricultura na preservação. Um país que preserva até 61% do seu território e utiliza para a produção de grãos, energia , floresta plantada 8% apenas da sua superfície”, destaca.

Miranda enfatiza que é calunioso dizer que o Brasil não preserva. “Fiz um estudo dos 12 maiores países do mundo, eles preservam em media 8 a 9% do território e o Brasil 30%. Criticar o Brasil por isso é um erro”, aponta.

Assista a entrevista na íntegra:

Redação Avicultura Industrial
http://www.aviculturaindustrial.com.br/imprensa/brasil-preserva-mais-de-50-de-vegetacao-nativa/20160707-170605-P643





:: quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Nova CPI da FUNAI e do INCRA

Nova CPI da FUNAI e do INCRA: os tumores precisam ser lancetados

 

Péricles Capanema

 

Repito, já disse em outras ocasiões, no Brasil nutrimos tumores de estimação; para piorar, tantas vezes com temor reverencial. Enquanto não tivermos deles o horror que uma pessoa saudável experimenta de abscesso no próprio intestino, o país permanecerá infectado.

 

Agora busco distante uma ilustração aterradora, em Uganda, centro da África, quase 250 mil quilômetros quadrados, perto de 40 milhões de habitantes, mais de 40% católicos. Agnes Igoye hoje é uma ugandense ativista, 44 anos. Sua vida começou horripilante, agredida por atavismos bárbaros. O pai, chefe de uma tribo da etnia Teso, na garupa de bicicleta levou a mãe através da selva, leões rondando a trilha, até um hospital, onde a menina nasceu no dia seguinte. Pelos costumes da etnia, não se comemora nascimento de menina. Mulheres que não concebem meninos podem ser devolvidas às famílias e o dote dado por elas cobrado por maridos insatisfeitos. Situações dantescas de tumores de estimação.

 

Na família, Agnes Igoye foi, em fileira, a terceira menina. A tribo queria um garoto para herdar a chefia do pai. Este, contudo, formação católica, outra mentalidade, não se importava, gostava muito das filhas. Teve ainda dois meninos. “Meu pai era o filho mais velho do chefe da tribo e herdou as terras e a liderança do meu avô. Como foi educado na escola da missão católica, tinha uma visão diferente da dos demais. Era contra algumas tradições como, por exemplo, a poligamia. Rompeu com os costumes, educou os filhos de forma ocidental. Todos fizemos faculdade. Meu pai também se recusou a receber dinheiro ou bens em troca de suas filhas para casá-las”.

 

Agnes Igoye fala sobre sua experiência: “As lembranças mais duras de minha vida estão relacionadas ao Exército de Resistência do Senhor (ERS). [O Exército de Resistência do Senhor chegou a ter 60 mil crianças em sua frente de batalha]. Eram guerrilheiros cruéis. Eu era adolescente, tinha 13 ou 14 anos quando o ERS atacou minha vila. Meu pai não queria abandonar os Tesos naquela situação. Mudou de ideia quando soube que estavam sequestrando as meninas. Fomos morar em um convento, também em Pallisa, que servia de abrigo para refugiados. Recomeçamos a vida do zero”.

 

Em Uganda continua a existir o dantesco tráfico de meninas. Agnes Igoye hoje treina funcionários para identificar traficantes de pessoas, capacitou cerca de dois mil. Pelo jeitão, ela já desconfia. Relata o trabalho: “Quando terminei a escola, fui estudar ciências sociais. Comecei a trabalhar como agente na Imigração. Uma vez um homem estava tentando atravessar a fronteira. Decidi detê-lo, foi intuitivo. Ele era membro do ERS, procurado por matar mulheres e crianças”. No outro dia, descobriu mulheres que seguiam o chefe do ERS. Pediu para serem tratadas como vítimas: “Quando meus superiores me perguntaram como os identificava, falei sobre gestos, atitudes e maneirismos. Respondi-lhes que poderia treinar outros para fazer o mesmo. Fui então nomeada gerente de treinamentos. A partir daí, passei a treinar policiais para detectar suspeitos”.

 

Agnes aponta o objetivo do trabalho: “Na África, há todo tipo de tráfico de pessoas. Os criminosos atraem as vítimas com promessas de emprego. Pagam a viagem delas e depois cobram a quantia, dizendo que vão descontá-la do salário. Dizem, então, que as vítimas não estão rendendo. Há ainda o tráfico de órgãos, de crianças para adoção, para sacrifícios religiosos, e de meninas e meninos para servirem aos guerrilheiros. Trabalhamos em uma campanha pelo fim do tráfico infantil em Uganda. A ideia é informar a população. Como muitas comunidades não têm rádio nem televisão, levamos vítimas resgatadas nas escolas, para contarem o que houve aos alunos. São relatos de trabalho e casamento infantil (legais no país), crianças usadas como soldados nos conflitos. O método funciona. Em 2013, resgatamos por volta de 800 pessoas, o dobro do ano anterior”.

 

Por que a África acolhe tal abominação, que faz jorrar na memória o plangor de Castro Alves? “Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade. Tanto horror perante os céus?!” A razão, simples e trágica, está na tumoração social, são costumes selvagens vistos com apatia onde dominam e deveras no mundo todo. Houvesse horror lá e alhures, nada disso aconteceria. Recordo, tais crimes persistem em parte como chaga social, em boa parte por decorrência de descolonização imprudente e utópica, capitaneada pelas esquerdas de vários matizes.

 

Terminou a ilustração, agora o Brasil, exponho escândalo tumorigênico de décadas, na raiz causas aparentadas com as africanas, enraizados e péssimos atavismos. A Câmara dos Deputados vai instalar, segunda vez, a Comissão Parlamentar de Inquérito da FUNAI e do INCRA. A primeira, boicotada, teve fim melancólico em agosto último, sem relatório final. A CPI foi criada em outubro de 2015 para investigar supostas irregularidades na demarcação de terras indígenas e quilombolas, além dos conflitos agrários e a relação das entidades do governo federal com ONGs. A lista não deixa dúvidas, estamos diante de focos de agitação, roubalheira, incompetência e malbarato de recursos públicos. Fatores de empobrecimento, torram montanhas de dinheiro do contribuinte, que poderia ser utilizado para educação, saúde, geração de empregos. O normal seria despertarem horror.

 

Leitor, um teste. Você pode estar em qualquer lugar do Brasil. Procure o assentamento da reforma agrária mais próximo. Qualquer um, novo ou velho, existe esta loucura no Brasil há mais de 30 anos. Tente entrar e dar um passeio sem estar acompanhado por ninguém do MST ou da CPT. Provavelmente, não vai conseguir, são áreas vigiadas. Se conseguir, observe com seus próprios olhos a situação dos assentados, converse com eles, sem ninguém do MST, CPT ou INCRA por perto. Nem de gente indicada por eles. Aí você perceberá a realidade tétrica, ocultada cuidadosamente. Vá lá, faça você mesmo o teste. Terra indígena demarcada? Mesma coisa. Pergunte a quem conhece o que está acontece hoje na Raposa Terra do Sol. São tumores de estimação.

 

E, repetindo os mesmos mantras, defendendo o indefensável, continua a farândula de CNBB, MST, CPT, CIMI, partidos de esquerda, girando em torno da vítima, o Brasil. Que a CPI tenha lucidez e coragem para lancetar o pus. E, por fim, não deixe de aprofundar o que, na primeira vez, declarou o general Guilherme Theóphilo, até há pouco comandante militar da Amazônia: existem clandestinos dez mil hectares plantados de coca na Amazônia, ademais de exploração de muitos minérios valiosíssimos, ilegalmente enviados para o Exterior.






:: segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Aquecimento ou congelamento?

Srs. ambientalistas: afinal, acabaremos requentados ou congelados?

Posted: 16 Oct 2016 12:30 AM PDT

Acima: planeta consumido pelo aquecimento global. Embaixo cartaz coberto pela neve em South Boston, fevereiro 2015
Acima: planeta consumido pelo aquecimento global.
Embaixo cartaz coberto pela neve em South Boston, fevereiro 2015
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O site Newsbusters, dedicado a surpreender as contradições da grande mídia esquerdista, teve a paciência de conferir as manchetes de grandes jornais e revistas da década de 1970 com as atuais - uma distância de quase meio século.

O site focou especialmente o tema do 'aquecimento global'.

O que achou?

Algo de cair de costas.. Se a reação certa é de pasmo ou de riso, ou outra qualquer, fica a critério do leitor. O cômico Bill Maher fez rir largamente seus telespectadores.

Porque a constatação básica é que há meio século a mídia, impressa ou televisiva, sensacionalista ou pretensamente séria, trombeteava que o mundo estava fadado a um congelamento global que aconteceria em nosso século.

Eis algumas manchetes e conteúdos:

St Petersburg Times: poluição causaria Idade de Gelo.
(4 de março de 1970)
Sob a manchete 'Invernos mais frios precedem Nova Era Glacial', o sisudo 'Washington Post' escrevia em 11 de janeiro de 1970 que 'cientistas preveem uma Era Glacial no futuro'. Confira: Washington Post

No dia 15 do mesmo mês, o grande jornal da Califórnia 'Los Angeles Times' não ficava atrás perguntando se 'a humanidade não está fabricando para si uma Nova Era Glacial'. Confira: 'Los Angeles Times'

No dia 4 de março do mesmo ano, o 'St. Petersburg Times' antecipava os atuais catastrofistas, pondo atribuindo aos homens a causa de mudanças climáticas rumo a um frio devastador: 'Poluição poderia causar Era Glacial relata Agência'. Confira.

O prestigiado 'Boston Globe' de 16 de abril, vinha logo atrás anunciando previsões assustadoras para o nosso século: 'Cientistas predizem nova era de gelo no século XXI'. Confira clicando aqui.

No dia 26 de junho de 1970, o 'St. Petersburg Times' voltava a pôr a culpa do congelamento universal nos homens e em sua civilização: 'A poluição apontada como causa da ameaça da Era de Gelo'. Confira aqui.

No dia 18 de julho, o volumoso 'New York Times' engajava toda a sua influência no blefe daquele momento, oposto ao alarmismo atual sobre o derretimento do Ártico: 'Estudos da imprensa dos EUA e soviética focam um Ártico mais frio'. Confira aqui.

Na Austrália, no dia 19 de outubro de 1970, o 'Sydney Morning Herald' se somava ao coro midiático das calamidades ambientais nunca acontecidas e divulgava um artigo que hoje poderia ser reproduzido como sendo 'a última palavra' em qualquer panfleto ambientalista. Confira.

O site Newsbusters também foca um artigo da revista Newsweek de 28 de abril de 1975 sobre 'O mundo esfriando'..

Para sustentar a enganadora hipótese, a revista cita o 'quase unânime' consenso entre os meteorologistas segundo o qual o arrefecimento global 'reduzirá a produtividade agrícola pelo resto do século'.

Essa produtividade acabou aumentando de modo exponencial, mas isso não interessa ao alarmismo ecologista, que não liga para a natureza nem para a verdade.

Newsweek: o mundo esfriando (28 de abril de 1975)
'Newsweek' cita em seu favor um relatório da Academia Nacional das Ciências dos EUA que imaginava que 'uma mudança climática de grandes proporções forçaria ajustes econômicos e sociais numa escala universal'. Confira: Newsweek.

Como dissemos acima, Newsbusters reproduz um programa do cômico Bill Maher, que suscita a hilaridade dos telespectadores comentando os blefes.

Reproduz também um vídeo de noticiário da CBS, apresentado por Walter Cronkite em setembro de 1972.

Nele o famoso jornalista insiste na hipótese-realejo dos precursores daqueles que hoje aterrorizam os homens com quase idênticos argumentos, mas com sinal aquecimentista.

Compreendemos o riso do humorista, mas não é a nossa atitude diante do ridículo pego in flagrante delicto.

Estamos constatando e divulgando em nosso blog o que temos encontrado por trás desses pânicos midiáticos: a metamorfose do comunismo encalacrado que acabou desabando com a URSS.

Astuciosamente, os militantes da esquerda vermelha passaram a explorar argumentos supostamente baseados em ciências que cuidam do meio ambiente.

A manipulação visa derrubar a civilização ocidental e cristã e apressar a utopia do caos anárquico e tribal sonhado pelos utopistas pré e pós-marxistas, e até pelo próprio Marx.

Nessa metamorfose, eles vêm sendo poderosamente auxiliados pela Teologia da Libertação e pelos órgãos eclesiásticos que essa teologia infiltrou, como a CNBB, CIMI, MST, para só citar esses e poupar nossos leitores de uma extensa lista.


Bill Maher: O 'esfriamento global' não foi só uma gafe de Newsweek:

Assim Walter Cronkite alertava para a 'Nova Era Glacial' que estava vindo:
Fonte: Blog Verde nova cor do comunismo




:: sábado, 15 de outubro de 2016

A destruição do último reduto petista

A destruição do último reduto petista

O PT não se contentou em quebrar a Petrobras e a Eletrobras durante os governos Lula e Dilma. Esfacelou também a Embrapa, referência em pesquisas agropecuárias. E, pior: o partido continua administrando a estatal

A destruição do último reduto petista

DEMANTELAMENTO: A empresa, uma ilha de excelência técnica, está sendo dilapidada pelo PT

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) sempre foi considerada uma ilha de excelência técnica. Depois de mais de 13 anos sob administrações petistas, transformou-se em mais uma estatal que o PT teve a proeza de desmantelar. E essa não é a única má notícia para os que zelam pela aplicação correta dos recursos públicos. A ascensão de Michel Temer à Presidência não impediu que os petistas permanecessem até hoje no comando dos postos-chave da estatal. Ou seja, o horizonte é ainda mais nebuloso. Documentos obtidos por ISTOÉ retratam um cenário caótico. Desde dívidas tributárias milionárias, devido a uma péssima administração, a denúncias graves por desvios de recursos. A unidade da Embrapa em Brasília, por exemplo, até hoje paga parcelas de uma multa milionária por descumprir a legislação tributária. Uma auditoria interna do órgão também apontou que o dinheiro obtido com a venda das safras de milho cultivadas anualmente simplesmente tem desaparecido. O desfalque pode chegar a quase R$ 6 milhões.

O aparelhamento do PT na Embrapa começou no governo Lula, foi ainda mais acentuado com Dilma Rousseff e resiste até hoje, mesmo com a gestão do novo ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). O presidente da estatal Maurício Antônio Lopes foi nomeado a pedido da própria Dilma. Já sua subordinada Vânia Beatriz Castiglioni, diretora de Administração e Finanças, não esconde de nenhum funcionário que é filiada ao PT e afilhada política da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Vânia é personagem principal em uma dessas irregularidades na gestão da Embrapa. Uma de suas decisões grosseiras custou aos cofres da empresa pública R$ 20 milhões referentes à multa por não recolhimento de tributos à Receita Federal. A dívida, originalmente, foi estipulada em R$ 40 milhões, mas a assessoria jurídica da Embrapa conseguiu reduzir para R$ 23 milhões. O montante foi parcelado em 60 vezes e, até agora, foram pagas cerca de 20 parcelas. Porém, por desleixo com os recursos públicos, as parcelas são sempre pagas com atraso e, por isso, corrigidos com juros altíssimos. Conforme está descrito no Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) de 22 de agosto de 2016 a dívida principal era de R$ 399 mil. Mas, devido ao atraso, passou para R$ 873 mil, mais que o dobro. Procurada para explicar o motivo da multa, a Receita Federal explicou que “devido ao sigilo fiscal, não comentaria o caso de contribuintes específicos”.

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A negligência petista
A Embrapa devia R$ 23 milhões em tributos à Receita que deveriam ser pagos em parcelas de R$ 399 mil, mas devido ao desleixo da diretora petista do órgão, que pagava com atraso, a prestação subiu para R$ 873 mil. Em sindicâncias internas, verificou-se também o desaparecimento de dinheiro arrecadado com a venda de alimentos produzidos nos campos experimentais

BARBEIRAGEM: Vânia Beatriz Castiglioni, diretora de Administração e Finanças da Embrapa, é afilhada da senadora Gleisi Hoffmann. Suas decisões equivocadas geraram um prejuízo de R$ 20 milhões à estatal

BARBEIRAGEM: Vânia Beatriz Castiglioni, diretora de Administração e Finanças da Embrapa, é afilhada da senadora Gleisi Hoffmann. Suas decisões equivocadas geraram um prejuízo de R$ 20 milhões à estatal

Móveis na fogueira

Em um episódio anterior, Vânia chegou a ser investigada pela Controladoria-Geral da União por supostas irregularidades na criação da Embrapa Internacional, nos Estados Unidos, que acabou interrompida pelo Ministério da Agricultura. A iniciativa foi feita sem ser submetida ao conselho de administração da estatal. No relatório, a CGU lança suspeita sobre uma empresa que financiou o projeto, a Odebrecht na Venezuela, que bancava as ações da Embrapa no país vizinho. O negócio teve apoio dos ex-presidentes Lula e Hugo Chávez. A CGU apontou a iniciativa como irregular.

Mesmo quando não aparece sua digital nas irregularidades, Vânia acaba pagando por omissão. Um parecer da assessoria jurídica da Embrapa obtido por ISTOÉ culpou a diretora por não acompanhar a sindicância que detectou desvio de recursos da venda de safras de milho cultivada em 70 hectares da Embrapa Hortaliças, situada na cidade do Gama. Além de desaparecer com o dinheiro, o chefe-geral da unidade, Jairo Vidal Vieira, este ligado ao grupo do ex-ministro Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula, também não revelava o montante arrecadado por ano com a venda do alimento. Servidores do setor contaram que cada hectare produz 150 sacas. Cada uma é vendida a R$ 50. Sob essa conta, o total vendido por ano seria de R$ 525 mil. A prática delituosa ocorre desde 2006, quando Lula era presidente.

Como se não bastassem esses prejuízos, a administração do departamento de hortaliças da Embrapa ainda queimou em uma fogueira, durante três dias, peças do mobiliário antigo que iria para leilão, como mesas, cadeiras e bancadas de laboratórios. A ordem era limpar o galpão para receber a ilustre visita da senadora Kátia Abreu,à época ministra da Agricultura. A PF investiga o caso – mais um exemplar, entre tantos, da delituosa gestão petista.

Foto: Orlando Brito





:: domingo, 9 de outubro de 2016

Essa misteriosa Reforma Agrária brasileira

               Essa misteriosa Reforma Agrária brasileira

                                                                                                                                         
                                                                                       Percival Puggina. Artigo publicado em

 

 Há cerca de 20 anos, visitei diversos assentamentos do Incra no sul do Rio Grande do Sul. Alguns tinham barreira no acesso. Ninguém podia entrar sem autorização e a autorização era negada a curiosos. Eu era exatamente isso. Os que visitei estavam praticamente inativos, sem aproveitamento. Quase não se percebia sinal de vida. Em um deles, porém, encontrei animais de pasto e vasta extensão cultivada, prenunciando generosa safra. Pertencia a uma família de vários irmãos, procedentes da região noroeste do Estado, que trabalhavam seus lotes em conjunto. Fui conversar com eles e perguntei o motivo do contraste em relação aos demais assentados. A resposta foi surpreendente - eles plantavam. No entanto, fariam a colheita e iriam embora porque a vizinhança era perigosa. À menor desatenção, eram roubados.

***

 Os órgãos destinados à Reforma Agrária no Brasil operam com a terceira geração de servidores. As duas anteriores se dedicaram a fazer a reforma agrária e hoje se beneficiam da aposentadoria. Uma terceira vai tocando o trabalho, olhos no desenvolvimento de suas vidas funcionais. Nada haveria de extraordinário nisso. É o que acontece em todo o órgão público longevo e os órgãos públicos costumam ser longevos. Depois que o Estado abre uma porta ou um guichê, dificilmente essa abertura se fecha. O que torna incomparável a atuação dos órgãos de reforma agrária, hoje convergentes no Incra, é a constrangedora falta de dados sobre aquilo que é objeto de seu oneroso trabalho, oficialmente iniciado há 54 anos com a criação da Superintendência de Reforma Agrária.

Nesse 'já longo andar', nosso país optou por ir na contramão da tendência mundial, que é de concentração das propriedades rurais para torná-las mais produtivas e eficientes, com ganhos de competitividade e rentabilidade. Essa tendência, natural e inevitável, reduziu a menos de 5% a população rural dos países desenvolvidos, inclusive nas potências agrícolas com as quais o Brasil compete. Resultado? Maior renda per capita no campo, aproximando-a da renda média do meio urbano.

Para atender a esse projeto de desenvolvimento com farol voltado para o século XIX, o Brasil dedicou à Reforma Agrária uma formidável extensão de terras. 'Quantos milhões de hectares?' perguntará o leitor. Pois é, meu caro. Ninguém sabe! Pelo que encontrei enquanto tentava descobrir, trata-se de algo entre 40 e 80 milhões de hectares. Por outro lado, ninguém - ninguém mesmo! - sabe o que acontece nos assentamentos. As perguntas mais naturais da sociedade, que paga a conta da 'reforma agrária' e os salários dos servidores ativos e inativos do Incra, não têm resposta. O que produzem essas dezenas de milhões de hectares destinados a resolver o problema social do campo pelo tão ambicionado projeto do MST e seus assentamentos? Os técnicos sequer arriscam palpite. Provavelmente se trata de insignificante fração do que poderia ser produzido se adequadamente aproveitado. Não é por acaso que o Incra aparece, mesmo nos levantamentos do próprio governo, como um dos principais responsáveis pelo desmatamento em certas regiões do país.

Até agora, o que de mais robusto se produziu com essa política foi o MST, com aquele extraordinário suporte que as organizações internacionais a serviço do comunismo dedicam aos que abraçam estratégias e pedagogias revolucionárias. Venderam caro - e, mesmo assim, parcela significativa da sociedade comprou - a ideia de que todo brasileiro nasce titular de um direito natural a receber dos demais um lote de terra para dela fazer o que bem entender, inclusive nada.

Ah, se fosse produtivo o que já se destinou para reforma agrária! Ah se não houvesse o MST, pedagogicamente, ensinado violência, desrespeito à lei e uma ideologia de primatas! Ah, se tivesse sido aplicado em educação junto aos excedentes do meio rural tudo que foi gasto para promover algo cujo resultado não se vê nem se conhece! O Brasil estaria num outro estágio de desenvolvimento socioeconômico, regido com maior racionalidade e paz.

 

________________________________
* Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.





:: sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Grito longe dos Excluídos

O que berra o “Grito dos Excluídos”

Revista Catolicismo, Nº 790, Outubro/2016

 

Grito dos Excluídos

Cid Alencastro

Patrocinado pelas pastorais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), coadjuvadas por movimentos de invasão de terras e de casas, eufemisticamente denominados “movimentos sociais”, realizou-se no dia 7 de setembro último o denominado “Grito dos Excluídos”.(*)

A data em que se comemora a independência nacional é escolhida a dedo para indicar que o povo ainda não seria independente, pois estaria preso nas engrenagens malsãs do capitalismo. Só um socialismo — soviético, chinês, cubano, vietnamita, ou outro, pouco importa — traria a redenção popular, com tintas de ecologismo. Tese perfeitamente comunista, diga-se de passagem, mas que neste ano se mostrou claramente nos fatos ligados ao “Grito”.

Acontece que o povo brasileiro, suficientemente inteligente e perspicaz para não entrar em canoa furada, não tem feito eco a esse “grito”. A não ser, evidentemente, os agitadores de sempre, que conseguem ainda arrebanhar um punhado de inocentes-úteis ou incautos. Com isso, depois de duas décadas de insistência, o “Grito” não tem obtido melhor sorte que os chamados Fóruns Sociais, em seu afã de lançar o Brasil numa revolução de cunho igualitário-socialista.

De fato, segundo Ari Alberti, da coordenação do “Grito dos Excluídos”, o evento existe há 22 anos e nasceu com a ideia de que “é preciso construir um projeto popular de sociedade. Passados esses 22 anos a gente percebe que as mudanças estruturais não aconteceram”, afirma ele melancolicamente.

Grito dos Excluídos

Convido o leitor a prestar atenção no folheto de propaganda do “Grito”, na Arquidiocese de São Paulo [foto]. A cena é dominada por uma mulher histérica que abre uma bocarra num ricto de angústia e desespero. Junto a ela, uma espécie de demônio esboça um sorriso sarcástico enquanto segura um maço de notas, ao que parece de dólares. Sua boca demoníaca expele uma chama que se espraia pelo ambiente e serve de leito para corpos insepultos. A cena é infernal e repugna a toda alma que conserve algo de ordenação e pureza. Completam o folheto frases contra o capitalismo, bem como a exaltação do socialismo, além da designação dos autores: as Pastorais sociais e outros coadjuvantes.

O Santuário de Aparecida costuma ser escolhido como um dos focos do “Grito”. Em 7 de setembro, uma publicação anunciava: “Aparecida deve receber 100 mil romeiros para o Grito dos Excluídos, hoje”. Entretanto, depois do evento, a notícia era: “Cer­ca de 2 mil ro­mei­ros, se­gun­do o San­tuá­rio de Apa­re­ci­da, par­ti­ci­pa­ram do ato”. Parece que ao encontro marcado faltaram nada menos que 98 mil!

Mesmo esses 2 mil, como é evidente, são em grandíssima parte romeiros que aproveitaram o feriado para prestar suas homenagens à Padroeira do Brasil, e não para participar de qualquer movimento de agitação. Lá chegando, toparam com os tais “excluídos”. Não só com eles, mas também com o bispo emérito de Blumenau (SC), dom Angélico Sândalo Bernardino, que conduziu “a reflexão sobre o tema do Grito, ‘Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata’. Tema inspirado em frase do Papa Francisco, dito durante o Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em julho de 2015, na Bolívia”.

Desta vez o “Grito dos Excluídos” levou às ruas um tema mais diretamente ligado à política e focou suas manifestações contra o novo governo de Michel Temer. Ou seja, inconformidade notória com o desprestígio de Dilma, e com ela o de Lula e do PT. Para o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, o plano de governo Temer vai levar milhões de pessoas à exclusão social. “Por isso estamos hoje pelo ‘Fora Temer’”.

Outro foco de manifestações do “Grito”, além de Aparecida, foi a Catedral da Sé, em São Paulo. Só que “as es­ca­da­ri­as da Ca­te­dral, na Pra­ça da Sé, reu­ni­am me­nos de 100 pes­so­as, às 9h30, ho­ra mar­ca­da pa­ra a con­cen­tra­ção dos par­ti­ci­pan­tes do 22.º Gri­to dos Ex­cluí­dos”.

Um terceiro foco foi a Avenida Paulista, cujo ponto de encontro foi na altura da Praça Osvaldo Cruz. Ali havia número um pouco maior de pessoas, não por causa dos “excluídos”, mas porque nesse local se reuniam promiscuamente todos os adeptos esquerdistas do “Fora Temer”, quais sejam o MST, o PT, o MTST e quejandos. Em busca de popularidade, compareceram também Fernando Haddad, prefeito de São Paulo candidato à reeleição, e o candidato derrotado ao Senado e agora postulante a vereador, Eduardo Suplicy, além de outros políticos petistas. Foi um pouco frustrante para eles, pois a passeata que se seguiu não teve maior impacto.

Grito dos Excluídos

Ao que parece, o fracasso reiterado do “Grito dos Excluídos” em convencer os pobres de que o socialismo resolverá seus problemas, está levando à exasperação os promotores dessas manifestações. Em consequência, a utilização de uma linguagem demagógica e fora da realidade. Por exemplo, Dom Milton Kenan Junior, bispo da Diocese de Barretos (SP) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da CNBB, desabafou: “Esse sistema [o capitalismo] é insuportável. É um sistema que exclui e gera grande massa de humanos vivendo nas periferias do mundo, sem acesso ao que é fundamental e necessário à vida. E leva uma grande massa a se contentar com as migalhas que caem da mesa. É um sistema que nega à grande maioria das pessoas os acessos às condições básicas”.

Pena que o Bispo Kenan se tenha esquecido de que a maior miséria sempre foi produzida pelos sistemas socialistas, como ocorreu na União Soviética e, na atualidade, em Cuba, Venezuela, Coreia do Norte etc.

Evidentemente ninguém nega que o capitalismo atual tenha defeitos e lacunas a serem corrigidos. Mas enquanto regime que defende a propriedade privada e a livre iniciativa, ele está de acordo com a ordem natural das coisas. Enquanto o socialismo, por seu caráter estatizante e igualitário, é fundamentalmente rejeitável.

Mas isso não interessa aos promotores do “Grito”. E enquanto ficam gritando palavras de ordem de índole socialo-comunista, o autêntico povo brasileiro não lhes dá atenção…

 

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Nota:

(*) Os dados para este artigo foram extraídos das seguintes fontes: “Agência Brasil” (1º-9-16); Revista “Isto é” (7-9-16); “O Estado de S. Paulo (7 e 8-9-16); “O Globo” (8-9-16).





:: quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Lula, um leão rouco

Lula, um leão rouco, 

sem dentes nem garras

A maior vítima da violência do PT será o cidadão, que não terá como melhorar de vida

*José Nêumanne

05 Outubro 2016 | 03h02

O profeta Lula estava particularmente inspirado quando foi votar para prefeito em São Bernardo do Campo, onde mora. “O PT vai surpreender nesta eleição”, previu com precisão instantânea. Pois seu partido surpreendeu mesmo, ao cair de terceiro em número de prefeituras em 2012 para décimo lugar neste pleito. “Quanto mais ódio se estimula, mais amor se cria a favor”, disse, em forma de oração. “Só há um jeito de eles tentarem me parar: evitar que eu ande pelo Brasil”, ameaçou o santo guerreiro contra o dragão da maldade da burguesia infame. O loroteiro está de volta, olê, olê, olá!

Não tardou para as urnas o estarrecerem. Nem precisou sair de casa: Orlando Morando (PSDB) e Alex Manente (PPS) disputam o segundo turno em São Bernardo. O companheiro Tarcísio Secoli, favorito do prefeito Luiz Marinho, seu sucessor no Sindicato dos Metalúrgicos, do qual Lula ascendeu para a glória política, ficou em terceiro, com menos de um quarto dos votos válidos: 22,6%. Em termos proporcionais, superou o poste que ele elegeu em São Paulo em 2012: Fernando Haddad protagonizou o maior vexame da história do partido ao ser massacrado pelo tucano João Doria, que o derrotou no primeiro turno por 53,3% a 16,7%. Em gíria de turfe, Haddad nem pagou placê.

E no dia em que constatou que as eleições “consolidam a democracia no Brasil”, Lula deu uma desculpa esfarrapada para o fiasco histórico: “A imprensa está em guerra com o PT há sete anos”. Para ele, “as pessoas se enganam quando (pensam que) uma TV, um jornal, pode tudo. Não pode. O povo é que pode tudo”. No caso, não lhe falta razão: numa democracia, como reza a Constituição da República, todo o poder emana do povo e para ele é exercido. As urnas não falam, mas o povo fala nelas. E a lorota de Lula tornou-se senha para a violência: mais tarde, constatada a derrota de Haddad, militantes petistas impediram que a repórter Andréia Sadi, da GloboNews, concluísse um boletim ao vivo na sede do PT, no centro de São Paulo.

Um tsunami de votos soterrou o partido que se diz da classe operária, mas passou 13 anos, 4 meses e 12 dias usando o poder federal para atuar como despachante de empreiteiros e amigos empresários emergentes que, em troca de contratos superfaturados, engordaram os cofres dos petistas e do PT em proporções nunca ousadas antes. Até recentemente, ingênuos, como o autor destas linhas, imaginavam que havia apenas uma corrente de escândalos de corrupção – Santo André, mensalão, petrolão, etc. –, conectados e consequentes um do outro. Agora é possível perceber que não é só isso. Trata-se, sim, de um assalto planejado, organizado e realizado para esvaziar todos os cofres públicos ao alcance de suas mãos.

A 53.ª (Arquivo X) e a 54.ª (Ormetà) fases da Operação Lava Jato trouxeram à tona revelações impressionantes sobre a gestão dos desgovernos Lula e Dilma. Nunca antes na História deste país um chefe da Casa Civil respondera por violações do Código Penal. José Dirceu, “capitão” do time de Lula em seu primeiro governo, está preso em Curitiba, acusado de haver delinquido quando cumpria pena na Papuda, em Brasília, condenado por corrupção e outros crimes pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no caso mensalão. Antônio Palocci Filho, primeira eminência parda de Dilma, após ter sobrevivido a 19 processos criminais no mesmo STF e ter violado o sigilo bancário de um pobre trabalhador, o caseiro Francenildo dos Santos Costa, foi recolhido ao xadrez, acusado de ter pago dívidas de campanha da chefe com dinheiro sujo.

Gleisi Hoffmann, ex-chefa da Casa Civil e senadora (PT-PR), é acusada de ter recebido R$ 1 milhão de propina da Petrobrás para comprar votos. Acusação igual é feita ao marido dela, Paulo Bernardo, suspeito de haver furtado R$ 7 milhões em prestações mensais de funcionários do Ministério do Planejamento que requeriam empréstimos consignados.

Guido Mantega, preso e solto pelo juiz Sergio Moro, foi outro ex-ministro do Planejamento a protagonizar processo criminal, em que foi delatado por Eike Batista, “bom burguês” escalado por Lula entre “campeões mundiais” do socialismo de compadrio, de havê-lo achacado no gabinete do Ministério da Fazenda. Palocci também foi ministro da Fazenda de Lula, que se diz o mais “honesto dos seres humanos”. Enquanto Dilma se põe acima de suspeitas por não ter contas bancárias no exterior.

No palanque, a esquerda insistiu que Dilma foi usurpada por Michel Temer, o vice duas vezes eleito com ela, no impeachment, cujo rito legal foi cumprido à exaustão. Em São Paulo, Luiza Erundina, do PSOL, e, no Rio, Jandira Feghali, do PCdoB, pediram votos repetindo essa patranha de consolar devoto. A ex-prefeita teve 3,2% dos votos e a carioca, 3,3%.

Fernando Haddad, contrariando o comportamento belicoso de seus apoiadores, cumprimentou João Doria pela vitória. No entanto, a agressão à repórter de televisão não foi, como devia ter sido, evitada por seu candidato a vice, Gabriel Chalita, nem por seu antigo colega de Ministério de Lula, Alexandre Padilha, que, conforme depoimento do colunista do Globo Jorge Bastos Moreno, se mantiveram impassíveis diante do lamentável fato. Assim, deram o sinal de que a oposição do PT e aliados de esquerda não se limitará à irresponsável tentativa de impedir que sejam feitos os ajustes sem os quais o Brasil não conseguirá recuperar-se da crise provocada pela longa duração do próprio reinado na República.

O governo de Temer, também cúmplice no desmantelamento do Estado brasileiro nas gestões petistas, sofrerá boicote impiedoso. Mas a maior vítima será, como sempre, o cidadão, que amarga desemprego, inflação e quebradeira. E se verá às voltas com vândalos nas ruas queimando carros e quebrando vidraças. O PT não é cachorro morto e seu chefão, Lula, ainda será o leão rouco que ruge mesmo tendo perdido dentes e garras.

*Jornalista, poeta e escritor

Fonte: OESP, 5/10/20106





:: quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Fraqueza e impunidade

TCU libera reforma agrária a pedido do Incra apesar dos indícios de fraude

O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu na semana passada parte da medida cautelar que paralisou, em abril, o Programa Nacional de Reforma Agrária. À época, o TCU identificou suspeita de irregularidades na concessão de lotes e benefícios a 578 mil assentados do programa. 'Após solicitação do Incra, que apresentou um plano de providências ao Tribunal para sanar as irregularidades apontadas, o TCU decidiu suspender por 120 dias os casos que apresentem determinados indícios de irregularidades – de 15 tipos de suspeitas de fraude apontadas, o TCU liberou temporariamente beneficiários enquadrados em nove deles', informou o TCU em nota na última quinta-feira, 22 de setembro.


Já na gestão de Michel Temer, o Presidente do Incra, sob forte pressão do MST, se reuniu na véspera do feriado de 7 de setembro com ministros do TCU para pedir a liberação. Relembre: Presidente do Incra pede ao TCU que libere reforma agrária

O tribunal informou que atendeu ao pedido do Incra porque entendeu que parte dos beneficiários acabaram sob suspeita de fraude 'por falhas nos cadastros e banco de dados do Incra e não necessariamente por ação do agricultor.' Ainda de acordo com o TCU, serão exigidos do assentado documentos que comprovem a sua regularidade com o programa de reforma agrária para acesso a benefícios como crédito rural e assistência técnica. Além disso, o Incra terá que encaminhar à corte um relatório mensal 'das providências adotadas e resultados alcançados durante a vigência da suspensão da medida cautelar.'

Irregularidades

A decisão de abril do TCU impedia o Incra de fazer tanto a seleção de beneficiários quanto novos assentamento em terras destinadas à reforma agrária. A decisão foi tomada diante de indícios de irregularidades ocorridas na concessão de lotes do Programa Nacional de Reforma Agrária. Entre as irregularidades estava a concessão de benefício a servidores públicos, empresários, estrangeiros, aposentados por invalidez e até a pessoas falecidas.

Também foram encontrados casos de concessão de benefícios a pessoas com sinais de riqueza, como veículos de alto valor, além de pessoas com renda superior a três salários mínimos e vários políticos. Segundo o relatório do ministro Augusto Sherman, o corpo técnico do TCU informou a ocorrência de indícios de irregularidades em todos os estados do país.
Fonte: http://www.codigoflorestal.com/2016/09/tcu-libera-reforma-agraria-pedido-do.html





:: segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Alimentar o mundo

Alimentar o mundo

Isso exige inovação empreendedorismo, parcerias, coordenação público-privada

EVARISTO DE MIRANDA

26Setembro 2016 | 05h00

Divida a produção de grãos de um país pelo seu número de habitantes. Se o resultado ficar abaixo de 250 kg/pessoa/ano, isso significa insegurança alimentar. Países nessa situação importam alimentos, obrigatoriamente. E são muitos os importadores de alimentos vegetais e animais em todos os continentes, sem exceção. O crescimento da população, da classe média e da renda, sobretudo nos países asiáticos, amplia anualmente a demanda por alimentos diversificados e de qualidade, como as proteínas de origem animal.

O mais vendido refrigerante do mundo define sua missão como a de “saciar a sede do planeta”. A missão do Brasil já pode ser: saciar a fome do planeta. E com os aplausos dos nutricionistas.

Em 2015 o Brasil produziu 207 milhões de toneladas de grãos para uma população de 206 milhões de habitantes. Ou seja, uma tonelada de grãos por habitante. Só a produção de grãos do Brasil é suficiente para alimentar quatro vezes sua população, ou mais de 850 milhões de pessoas. Além de grãos, o Brasil produz por ano cerca de 35 milhões de toneladas de tubérculos e raízes (mandioca, batata,inhame, batata doce, cará, etc.). Comida básica para mais de 100 milhões de pessoas.

A agricultura brasileira produz, ainda, mais de 40 milhões de toneladas de frutas,em cerca de 3 milhões de hectares. São 7 milhões de toneladas de banana, uma fruta por habitante por dia. O mesmo se dá com a laranja e outros citros, quetotalizam 19 milhões de toneladas por ano. Cresce todo ano a produção de uva,abacate, goiaba, abacaxi, melancia, maçã, coco... Às frutas tropicais e temperadas se juntam 10 milhões de toneladas de hortaliças, cultivadas em 800 mil hectares e com uma diversidade impressionante, resultado do encontro da biodiversidade nativa com os aportes de verduras, legumes e temperos trazidos por portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, teutônicos e por aí vai, longe.

À produção anual de alimentos se agrega cerca de 1 milhão de toneladas de castanhas, amêndoas, pinhões e nozes, além dos óleos comestíveis – da palma ao girassol – e de uma grande diversidade de palmitos. Não menos relevante é a produção de 34 milhões de toneladas de açúcar/ano, onipresente em todos os lares, restaurantes e bares. A produção vegetal do Brasil já alimenta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, usando para isso apenas 8% do território nacional.

E a tudo isso se adiciona a produção animal. Em 2015 o País abateu 30,6 milhões de bovinos, 39,3 milhões de suínos e quase 6 bilhões de frangos. É muita carne.Coisa de 25 milhões de toneladas! O consumo médio de carne pelos brasileiros é da ordem de 120 kg/habitante/ano ou 2,5 kg por pessoa por semana. A estimativa de consumo médio de carne bovina é da ordem de 42 kg/habitante/ano; a de frango,de 45 kg; e a de suínos, de 17 kg; além do consumo de ovinos e caprinos (muito expressivo no Nordeste e no Sul), de coelhos, de outras aves (perus, angolas,codornas...), peixes, camarões e crustáceos (cada vez mais produzidos em fazendas) e outros animais.

O País produziu 35,2 bilhões de litros de leite (ante 31 bilhões de litros de etanol), 4,1 bilhões de dúzias de ovos e 38,5 milhões de toneladas de mel, em 2015. É leite, laticínios, ovos e mel para fazer muitos bolos, massas e doces nas casas do maior produtor de açúcar.

Em 50 anos, de importador de alimentos o Brasil tornou-se uma potência agrícola.Nesse período, o preço dos alimentos caiu pela metade e permitiu à maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada e a erradicação da fome. Esse é o maior ganho social da modernização agrícola e beneficiou,sobretudo, a população urbana. O Brasil saiu do mapa dos países com insegurança alimentar.

Como crescimento da população e das demandas urbanas, o que teria acontecido na economia e na sociedade sem esse desenvolvimento da agricultura? Certamente, uma sucessão de crises intermináveis. Era para a sociedade brasileira agradecer todo dia aos agricultores por seu esforço de modernização e por tudo o que fazem pelo País. A Nação deve assumir a promoção e a defesa da agricultura e dos agricultores, com racionalidade e visando ao interesse nacional.

De 1990 a 2015 o total das exportações agrícolas superou US$ 1 trilhão e ajudou a garantir saldos comerciais positivos. A Ásia responde hoje por 45% das exportações do agronegócio brasileiro e a China, sozinha, por um quarto desse montante. Com a China, um parceiro estratégico para o futuro da agropecuária brasileira, criaram-se perspectivas novas e mútuas para indústrias de processamento, tradings e para investimentos em infraestrutura de transporte,armazenagem e indústrias de base.

A recém-concluída missão de prospecção e negócios de quase um mês por sete países da Ásia, liderada pelo ministro Blairo Maggi, buscou um novo patamar de inserção da agropecuária no comércio internacional. Acompanhado por uma equipe ministerial e por cerca de 35 empresários de 12 setores do agro, essa missão histórica percorreu China, Coreia do Sul, Hong Kong, Tailândia, Mianmar, Vietnã,Malásia e Índia. Alimentar o mundo é sinônimo de alimentar a Ásia. Isso exige empreendedorismo, inovação, coordenação público-privada e parcerias de curto e de longo prazos.

Mas o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, juntamente com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, tem uma meta ambiciosa:passar de uma participação decrescente de 6,9% no comércio agrícola internacional para 10%. E ser capaz, em breve, com tecnologia, sustentabilidade,competência e competitividade, de alimentar mais de 2 bilhões de pessoas.


 http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,alimentar-o-mundo,10000078155




:: domingo, 25 de setembro de 2016

Invasões e volta do MDA

sábado, 24 de setembro de 2016

Presidente da Contag defende invasões de propriedade e pede volta do MDA

O presidente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, defendeu as invasões de propriedade e a violência como 'unica forma' de pressionar o governo pela reforma agrária. “O governo só vai atrás de onde tem luta. É o extremo.” disse Broch em entrevista ao programa Direto ao Ponto do Canal Rural. 

Em abril passado, o Secretário de Finanças da Contag, Aristides Santos, também defendeu publicamente as invasões de propriedade em cerimônia no Palácio do Planalto. “A forma de enfrentar a bancada da bala contra o golpe é ocupar as propriedades deles ainda lá nas bases, lá no campo. E é a Contag, é os movimentos sociais do campo que vão fazer isso. Vamos ocupar os gabinetes, mas também as fazendas deles”, disse Santos na ocasião.

Veja a declaração:

O ato do Secretário da Contag foi decisivo para a toma de posição do setor rural a favor do impedimento da Presidente Dilma Rousseff. Agora a Contag volta a defender o ato ilegal das invasões de propriedade por meio das declarações de seu presidente.

Broch também pediu a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) que foi diluído por Michel Temer em sua primeira reforma ministerial. O MDA foi aparelhado pela Contag e o MST na era petista e era utilizado para transferir recursos públicos aos movimentos do campo. Para Broch, a extinção da pasta decorre de 'um ranço existente na política brasileira'.


A íntegra da entrevista vai ao ar no próximo domingo às 20:30 no Canal Rural.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil fonte:http://www.codigoflorestal.com/2016/09/presidente-da-contag-defende-invasoes.html




:: domingo, 18 de setembro de 2016

O STF, o STJ e o Novo Código Florestal

O STF, o STJ e o Novo Código Florestal

Aldo Rebelo*

“Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês” Gênesis, I, 29

O Supremo Tribunal Federal (STF) apreciará em breve dispositivos do Novo Código Florestal, em ações de inconstitucionalidade ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Da mesma forma, chegam ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgados dos Tribunais de Justiça originados de ações do Ministério Público dos Estados. Não obstante as dúvidas do Ministério Público, a Lei 12.651/2012 já reúne efeitos positivos para a natureza, a agropecuária e o interesse nacional. Os quatro anos de vigência da norma ocorrem sem retrocessos ou ofensas à Constituição, que em seu artigo 23 orienta o poder público a conciliar a proteção do meio ambiente, a preservação das florestas, da fauna e da flora com o fomento da produção agropecuária e a organização do abastecimento alimentar.

O Novo Código Florestal criou o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que agregou, até 31 de junho último, 3,67 milhões de imóveis rurais, uma área de 383.453.328 hectares, ou 96,4% da área da agricultura e da pecuária do País. Já 17 Estados estão trabalhando em seus Programas de Recuperação Ambiental (PRA), como define a lei. Desde que o novo código entrou em vigor, o acompanhamento feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) não revelou aumento nas taxas de desmatamento no País. Na Conferência do Clima da ONU de 2015, em Paris, a lei foi apresentada como trunfo do Brasil para o cumprimento de suas metas climáticas, tanto por porta-vozes do governo federal quanto de organizações não governamentais (ONGs).

Além de instrumento moderno de gestão territorial, o CAR está levando as propriedades rurais para a legalidade. Depois de se inscrever no CAR e aderir ao PRA, o produtor assina um termo de compromisso. E, portanto, em vez de sanções administrativas, os agricultores são chamados a participar do esforço de preservação, com exigência de prestação de serviços ambientais.

A nova legislação florestal é herdeira das melhores tradições jurídicas de Portugal e do Brasil, desde as Ordenações Manuelinas e Filipinas à independência do País, quando o patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva idealizou pela primeira vez o conceito de reserva legal. Reúne hoje o consenso de todo o governo federal, como testemunhou a audiência pública do STF conduzida, em abril, pelo ministro Luiz Fux, relator das ações propostas pelo Ministério Público. O Novo Código Florestal foi defendido na sua integridade por representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama.

Atuei como relator do novo código na comissão especial da Câmara dos Deputados criada em 2009 para analisar os projetos de lei que propunham a revisão do Código Florestal, cuja primeira versão data de 1934. O esforço para harmonizar essa legislação nos conduziu à realização de mais de 200 audiências públicas e privadas. A comissão deteve-se demoradamente no exame do código, ouvindo ambientalistas, agricultores, criadores, pesquisadores, ONGs, juristas e gestores ambientais.

O extenso debate no Parlamento construiu amplo apoio político ao projeto. Os principais partidos, do governo e da oposição, votaram majoritariamente na proposta. A primeira versão do Novo Código Florestal foi aprovada na Câmara por 410 votos contra 63; no Senado, por 59 a 7.

A lei constitui, portanto, o pacto possível para assegurar aos produtores rurais a legalização de suas atividades com as respectivas garantias de proteção do meio ambiente e da natureza. O novo código equilibra a atividade produtiva, respeita o meio ambiente e oferece segurança social e jurídica a milhões de pequenos produtores, em troca de serviços ambientais.

Especialmente o artigo 68 estabelece que as obrigações dos agricultores fiquem submetidas à lei, ou seja, às exigências da época em que as propriedades foram abertas. O camponês não poderá ser multado no século 21 pela remoção de vegetação nativa da área rural feita no governo de Martim Afonso de Souza ou de Duarte Coelho, no século 16.

Com efeito, a revogação de parte do código proposta pelas ações de iniciativa do Ministério Público e de ONGs no STF, no STJ e nos Tribunais de Justiça retira a eficácia da lei, depois de quatro anos de vigência, e anula toda a segurança jurídica, social e ambiental construída até agora. Leis estaduais já em vigor correm o risco de ser revogadas, prejudicando o trabalho de cadastro já concluído de milhões de propriedades rurais.

Essas ações também ameaçam diretamente cerca de 4,6 milhões de pequenos agricultores, que representam 89% dos estabelecimentos agropecuários e ocupam 11% do território nacional. A troca de critérios objetivos para definir pequenos produtores, como reivindicam, pode resultar no desaparecimento deles, que contribuem com 50% para o valor da produção agropecuária nacional (Censo 2006). Diante da nova situação, milhões de pequenas propriedades não teriam como sobreviver.

A agricultura e a pecuária são elementos fundadores da identidade nacional. Ajudaram a formar a cultura, a música, a culinária, o idioma e a psicologia do nosso povo. Em meio às grandes dificuldades econômicas, a agricultura e a pecuária seguem criando empregos, ampliando a riqueza do País e assumindo imensa responsabilidade no equilíbrio da balança comercial do Brasil.

Os tribunais superiores certamente saberão julgar as dimensões democráticas, sociais, culturais, econômicas e ambientais contidas na avançada legislação florestal brasileira.

*Jornalista, foi ministro de Estado, presidente da Câmara dos Deputados e relator do Novo Código Florestal

Fonte: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-stf-o-stj-e-o-novo-codigo-florestal,10000076503





:: terça-feira, 13 de setembro de 2016

Neste momento triste?

                                                         Neste momento triste?

Neste momento o Brasil não tem razão para estar triste, mas para pular de alegria. Antes, estava angustiado pelas algemas de 13 anos de retrocesso



Péricles Capanema 

Na manhã de 3 de setembro, diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, nos jardins do Vaticano, o Papa Francisco feriu, dói dizê-lo, a maioria dos católicos brasileiros. Estavam presentes o cardeal-arcebispo de Aparecida, alguns bispos, o embaixador brasileiro junto à Santa Sé, no total umas 300 pessoas. Palavras do Pontífice: “Estou contente com a imagem de Nossa Senhora aqui nos jardins. Em 2013 prometi voltar a Aparecida. Não sei se será possível. [...] Convido-os a rezar para que ela continue a proteger todo o Brasil, todo o povo brasileiro, neste momento triste. Que ela proteja os pobres, os descartados, os idosos abandonados, os meninos de rua. Que ela salve o seu povo com a justiça social”. 

A CNBB rapidamente acertou o passo, em nota divulgada em 7 de setembro: “Vivemos um triste momento. [...] A histórica desigualdade social não foi superada. Corremos o risco de vê-la agravada pela desconstrução de políticas públicas, que resultam em perda de direitos”. E as manifestações do “22º Grito dos Excluídos”, bafejadas por ela Brasil afora na data da independência, tiveram como parceiras MST, CUT além de partidos como PSOL, PCO, PC do B, PCR e PT distribuindo panfletos e berrando o “Fora Temer” e “Diretas Já”.

Volto ao Papa Francisco. Onde está a ferida? Claro, as três palavras “neste momento triste” causaram perplexidade. É triste o momento pelo qual passa o Brasil? Agravou a estranheza o possível cancelamento de sua viagem a Aparecida em 2017. Não foi ambígua a declaração, elas constituíram apoio à presidente cassada e às suas políticas. Era notório, pelo caráter augusto da investidura petrina, não ser politicamente prudente avançar mais na expressão do pensamento, sob pena de ruidosa inconformidade na grossa maioria das escandalizadas ovelhas, cuja defesa dos lobos foi confiada por Cristo ao Sucessor de Pedro. Sentiriam que estava sendo escancarada a porta do redil. A declaração trouxe à memória palavras de frei Betto em Cuba, sob silêncio dos órgãos da Santa Sé, um ano atrás: “Toda a esquerda latino-americana que conheço está muito feliz com o Papa Francisco”. 

Atendo-me aos fatos: não sei se inocente-útil; de qualquer maneira, sem lesionar o respeito filial, o curso da lógica leva até lá, companheiro-de-viagem. E o ponto final da viagem na mente os que comandam a jornada é o regime comunista.

Sob muitos pontos de vista, neste momento o Brasil não tem razão para estar triste, mas para pular de alegria. Antes, estava angustiado pelas algemas de 13 anos de retrocesso e exclusão. Retrocesso em suas possibilidades de caminhar na rota da prosperidade, exclusão de políticas que favorecem os pobres em longo prazo. Havia inclusão social: o povo estava incluído na rota que passa pela Venezuela e leva à situação de Cuba. Não custa lembrar que em 2016, segundo o insuspeito Latinobarómetro, 72% das pessoas na Venezuela confessaram que nos últimos 12 meses lhes faltou comida. Sem eufemismos, passaram fome. 

Diante da grave caminhada do Brasil, os católicos brasileiros estavam especialmente aflitos ao constatar que a CNBB permaneceu obstinada em favorecer a ascensão ao poder e a apoiar um governo promotor de políticas destruidoras da moral católica na vida familiar e social (e agora, mantendo a rota, sôfrega, aproveita-se das palavras do Papa Francisco para uma vez mais proclamar que tem lado). 


Acima falei em alegria. Outro motivo de felicidade, esse permanente, é ler ensinamentos de grandes Papas do passado, que desanuviam o espírito. São Pio X [foto] advertiu: “Os verdadeiros amigos do povo não são inovadores nem revolucionários, mas tradicionalistas”. 

E Pio XII, jamais utilizando a linguagem habitualmente imprecisa e favorecedora dos objetivos revolucionários da CNBB (só lembro aqui a dose de hoje: a histórica desigualdade social não foi superada), ensinou: “Num povo digno de tal nome, todas as desigualdades decorrentes não do arbítrio, mas da própria natureza das coisas — desigualdades de cultura, de haveres, de posição social, sem prejuízo, bem entendido, da justiça e da mútua caridade — não são, de modo algum, um obstáculo à existência e ao predomínio de um autêntico espírito de comunidade e fraternidade. Mais ainda, longe de ferir de qualquer maneira a igualdade civil, elas lhe conferem seu legítimo significado; ou seja, que perante o Estado cada qual tenha o direito de viver honradamente a própria vida pessoal, na posição e nas condições em que os desígnios e disposições da Providência o colocaram.”

Reitero, são motivos perenes de júbilo, paz e certeza, neste momento, por outras razões, de tristeza e perplexidade. 




:: domingo, 11 de setembro de 2016

Temer: desista de conquistar adversários



Não subestimem

Péricles Capanema

Vou começar pelo fim, a surpresa, comum, vale mais que o conhecimento; este virá, a seu tempo. Não subestime, fuja dos otimismos como da peste, não se deixe embeiçar pela (tantas vezes) balela da pacificação. 

Firme alianças com amigos, desista de conquistar adversários, pelo menos parte deles. São como serpentes sopitadas pelo frio. Esquente-as, ao recobrar movimentos, o que primeiro farão será picá-lo. Acabou a introdução.

Veja isto. Em 5 de maio de 1789, os Estados Gerais (ou Ordens) se reuniram em Versalhes. Cerca de 600 deputados do povo (o Terceiro Estado ou Ordem, se quisermos), 300 da nobreza (Segundo Estado) e 300 do clero (Primeiro Estado). 

Em 17 de junho os deputados do Terceiro Estado se rebelaram, declararam-se em Assembleia Nacional, exigiam a Constituição. Em 24 de junho a grande maioria dos deputados do clero os apoiou. No dia seguinte, 50 deputados da nobreza se uniram ao grupo, já majoritário. Em 27 de junho, Luiz XVI convidou seu “fiel Clero” e sua “fiel Nobreza” a se juntar aos deputados do Terceiro Estado.

E então a Assembleia Nacional se proclamou Assembleia Nacional Constituinte com o objetivo de dar à França uma carta estável, garantidora de direitos, democrática, progressista. Os acontecimentos se precipitaram rumo à revolução. 

Poucos dias depois, 12 de julho, os líderes revolucionários, açulados pelas vitórias, tendo como massa de manobra agitadores exacerbados, foram até a fortaleza da Bastilha. Ali houve combate. O governador, marquês de Launay, ordenou cessar fogo tranquilizado pela promessa de que ele e seus soldados teriam a vida salva. 

Acordo logo descumprido, o marquês foi linchado e os revolucionários passearam com sua cabeça fincada numa lança pelas ruas de Paris. Manhã de 14 de julho de 1789, a Bastilha estava nas mãos dos insurrectos. Na tarde, o duque de Liancourt avisou Luiz XVI, que perguntou apalermado: “É uma revolta? Respondeu o duque: “Não, Majestade, uma revolução”. 

O rei não levou a sério o duque. Às 18 horas, ordenou às tropas, abandonar Paris. A monarquia caiu em 21 de setembro de 1792. O monarca perdeu a vida, guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Sua mulher, a rainha Maria Antonieta, teve a cabeça cortada em 16 de outubro de 1793. O filho, seria Luiz XVII, de 1785, morreu na prisão, provavelmente em 1795. A filha Maria Teresa, de 1778, conseguiu escapar, foi a duquesa de Angoulème, falecida em 1851. 

Constituições? Uma em 3 de setembro de 1791, outra em 24 de junho de 1793, uma terceira em 22 de agosto de 1795, a quarta foi de 13 de dezembro de 1799, logo a seguir outra de 2 de agosto de 1802, mais uma de 18 de maio de 1804. O Terror pelo meio. 

Na França se consolidou a ditadura bonapartista, com a sequela de guerras sem fim. Quantos perderam a vida nas matanças? Estimativas variam, algumas chegam perto dos cinco milhões. Ah, faltou uma constituição, a Constituição Civil do Clero, de 1790, que confiscou os bens imobiliários da Igreja e tornou os sacerdotes funcionários do Estado.

Aqui começo à vera o artigo. Na China, perguntado sobre as agitações de rua no Brasil, o presidente Michel Temer deu o tom da resposta do governo: “São pequenos grupos, parece que são grupos mínimos, né? As 40 pessoas que estão quebrando carro? Não tenho numericamente, mas são 40, 50, 100 pessoas, nada mais do que isso. 

Agora, no conjunto de 204 milhões de brasileiros, acho que isso é inexpressivo”. A seguir, em outro episódio, repete o amadorismo inconsequente. Cercado de ampla publicidade entrou numa loja chinesa para comprar um par de sapatos. Gastou aproximadamente R$389,00. Sentadinho satisfeito, só de camisa experimentando os sapatos mostram fotos suas publicadas por toda parte na China e no Brasil. 

A visita de Temer àquele país teve entre os objetivos ampliar vendas de produtos made in Brazil. Claro, reagiram consternados e incrédulos os calçadistas brasileiros, impiedosamente atingidos pela concorrência chinesa. DaAbicalçados recebeu um par de sapatos nacionais grátis, 'para que possa verificar a qualidade', disse seu presidente Heitor Klein. Temer gastou ainda aproximadamente R$195,00 em um agrado para o filho, um cachorro eletrônico. Desagrado igual na indústria de brinquedos.

Outras na mesma rota que, não depende de mim, é incoercível, representam autodemolição. Em estratégia para se aproximar dos movimentos sociais, o governo promoveu reuniões com grupos ligados às questões da terra (MST e movimentos afins), noticiou o Estadão. Eliseu Padilha, na Folha, afirmou que o governo ia separar a luta política dos protestos. 

Vamos à distinção artificiosa: luta política, ouvidos moucos, coisa para os partidos da base aliada; protestos com pauta, outra coisa. “Quando for protesto com uma pauta de reivindicação, como a reforma agrária, vamos chamar estas pessoas para conversar no Palácio do Planalto, ouvi-los e buscar uma negociação', afiançou Padilha. 

Exemplo, a conversa que teve e mais quatro ministros com representantes do MST. O governo comemorou o fato: 'Ficamos mais de três horas conversando com estas lideranças do grito dos excluídos, e acertamos um encaminhamento de negociação'. A reforma agrária é um desastre, torra dinheiro público num misto de roubalheira, incompetência e coletivismo. 

Não melhora a situação da gente do campo, espanta investimentos. Não tem importância, é xodó das esquerdas, tumor de estimação a ser nutrido com cuidado. Até que intoxique o corpo inteiro. O gesto foi aceno amigo para as lideranças extremadas abrigadas no MST, FNL, CUT, MTST. 

Deus queira, vou repetir, que o futuro não escancare, foram mais alguns episódios de tática suicida, no mínimo amadorismo insensível às consequências, embaído pelo engodo da pacificação.

Outra. Michel Temer em 7 de setembro tomou vaia de plateia muito próxima ao palanque oficial, isto é, estava ali porque o governo lá a havia colocado. A colunista Eliane Cantanhêde procurou verificar o fato estranho e encontrou explicação desconcertante:

 “[As vaias] partiram de 120 convidados da USP. O convite à universidade é tradicional, mas o governo mudou, esqueceu de atualizar a lista de convites e instalou o inimigo ao lado da tribuna de honra – onde estavam Temer e Marcela”. E exemplifiquei com poucos fatos, a lista é grande.


Por que comento tais fatos? Treze anos de PT arrebentaram o Brasil. O governo tem condições de restaurar parte do estrago, já é muito, se parar de dar tiros no pé.




:: segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Nunca um charlatão foi tão longe

                                       O fim do torpor

Notas & Informações - O Estado de São Paulo,31/8/16.

O impeachment da presidente Dilma Rousseff será visto como o ponto final de um período iniciado com a chegada ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, em que a consciência crítica da Nação ficou anestesiada a ponto de humilhar os brasileiros honestos, elegendo o que ele mesmo chamava de “postes” — nulidades políticas e administrativas que ele alçava aos mais altos cargos eletivosapenas para demonstrar o tamanho, e a estupidez, de seu carisma.

Muitoantes de Dilma ser apeada da Presidência já estava claro o mal que olulopetismo causou ao País. Com exceção dos que ou perderam a capacidade depensar ou tinham alguma boquinha estatal, oscidadãos reservaram ao PT e a Lula o mais profundo desprezo e indignação.Mas o fato é que a maioria dos brasileiros passou uma década a acreditar naslorotas que o ex-metalúrgico contou para os eleitores daqui. Fomos acompanhados por incautos no exterior.

Raros foram os que se deram conta de seus planos para sequestrar a democracia e desmoralizar o debate político, bem ao estilo do gangsterismo sindical que ele tão bem representa. Lula construiu meticulosamente a fraude segundo a qual seu partido tinha vindo à luz para moralizar os costumes políticos e liderar uma revolução social contra a miséria no País.

Quando o ex-retirante nordestino chegou ao poder, criou-se uma atmosfera de otimismo no País. Lá estava um autêntico representante da classe trabalhadora, um político capaz de falar e entender a linguagem popular e, portanto, de interpretar as verdadeiras aspirações da gente simples. Lula alimentava a fábula de que era a encarnação do próprio povo, e sua vontade seria a vontade das massas.

O mundo estendeu um tapete vermelho para Lula. Era o homem que garantia ter encontrado a fórmula mágica para acabar com a fome no Brasil e, por que não?, no mundo: bastava, como ele mesmo dizia, ter “vontade política”. Simples assim. Nem o fracasso de seu programa Fome Zero nem as óbvias limitações do Bolsa Família arranharam o mito. Em cada viagem ao exterior, o chefão petista foi recebido como grande líder do mundo emergente, mesmo que seus grandiosos projetos fossem apenas expressão de megalomania, mesmo que os sintomas da corrupção endêmica de seu governo já estivessem suficientemente claros, mesmo diante da retórica debochada que menosprezava qualquer manifestação de oposição. Embalados pela onda de simpatia internacional, seus acólitos chegaram a lançar seu nome para o Nobel da Paz e para a Secretaria-Geral da ONU.

Nunca antes na história deste país um charlatão foi tão longe. Quando tinha influência real e podia liderar a tão desejada mudança de paradigma na política e na administração pública, preferiu os truques populistas. Enquanto isso, seus comparsas tentavam reduzir o Congresso a um mero puxadinho do gabinete presidencial, por meio da cooptação de parlamentares, convidados a participar do assalto aos cofres de estatais. A intenção era óbvia: deixar o caminho livre para a perpetuação do PT no poder.

O processo de destruição da democracia foi interrompido por um erro de Lula: julgando-se um kingmaker, escolheu a desconhecida Dilma Rousseff para suceder-lhe na Presidência e esquentar o lugar para sua volta triunfal quatro anos depois. Pois Dilma não apenas contrariou seu criador, ao insistir em concorrer à reeleição, como o enterrou de vez, ao provar-se a maior incompetente que já passou pelo Palácio do Planalto.

Assim, com seu fracasso retumbante, ajudou a desmascarar Lula e o PT. Eis seu grande legado, pelo qual todo brasileiro de bem será eternamente grato.





:: segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A Antártica está esfriando


A Antártica está esfriando e confraria alarmista procura escapatória

Posted: 28 Aug 2016 01:30 AM PDT

O gelo da Antártica está crescendo 1% cada década. A linha amarela indica a média da expansão invernal.
O gelo da Antártica está crescendo 1% cada década.
A linha amarela indica a média da expansão invernal.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Após o ciclo periódico de contração da superfície do Ártico ter atingido seu máximo e reiniciado a fase periódica de expansão, os semeadores de pânico verde como que se esqueceram desse polo.

Já não lhes servia para espalhar medos e especulações assustadoras sobre o não demonstrado “aquecimento global” produzido pelos homens.

Então, e sem se envergonharem, pularam de polo. Passaram a tentar impor seus medos antiprogresso e anticivilização espalhando que a Antártida estava derretendo. E, mais uma vez, por culpa do aquecimento planetário, do qual os seres humanos seriam os vilões!

Na realidade, apenas uma área circunscrita da Antártica perdeu gelo, pela influência de correntes cálidas vindas do Pacífico. Nos cómputos globais o gelo antártico não faz senão crescer.

Já tivemos ocasião de reproduzir em diversos posts dados que denunciam essa manipulação ideológica e expõem a realidade em termos objetivos.

Confira: NASA: gelo na Antártica não cessa de crescer e faz descer níveis dos oceanos

Os polos não derretem, os ursos passam bem, os mares não sobem e não morremos assados, comemora veterano comentarista do tempo

Cientistas refutam alarmismo com “derretimento” da Antártida

O Ártico cresce, os ursos não morrem e os “verdes” procuram apocalipse na Antártica

Aquecimentistas presos no gelo antártico

CONFIRA A LISTAGEM DE 15 POSTS SOBRE O TEMA

Porém, o ambientalismo apocalíptico não se interessa pela verdade científica nem pela observação tranquila da natureza. E continua a bombardear a opinião pública com pânicos infundados.

Mais recentemente, autoridades ligadas ao movimento verde passaram a reconhecer a improcedência dos medos do “derretimento” da Antártida atiçados por cômodos laboratórios, equipes de redação, órgãos governamentais e internacionais e até por ONGs verdes mais fanáticas.

A Antártida vista de satélite.
A Antártida vista de satélite.
O biólogo Prof. Fernando Reinach teve a nobre coragem de vir a público no jornal “O Estado de S.Paulo” para avisar: “A Antártida está esfriando”.

“Existem dados detalhados da variação da temperatura nessa região desde 1951, explica ele. Coletados em diversas estações científicas, registram a variação diária da temperatura, e sua variação ao longo das estações do ano. Um gráfico dessas temperaturas ao longo do tempo mostra um aquecimento e resfriamento ao longo de cada dia, combinados com uma variação ao longo do ano, esfriando no inverno e esquentando no verão”.

Após ponderar a evolução dessas medições para cima e para baixo até nossos dias, o Prof. Reinach sublinha que a Antártica se transformou “em um ícone do aquecimento global” resultante da “chegada das mudanças climáticas causadas pelo homem”.

Por certo, o Prof. Reinach não se inscreve entre os cientistas objetivos que contestam essas interpretações enviesadas com fundo ideológico ou extra científico.

Por isso seu avalizado testemunho é muito significativo.

Pois ele conclui: “Mas agora tudo mudou. Analisando os dados de temperatura das últimas duas décadas, os cientistas descobriram que, a partir de 1998, a temperatura da região começou a cair.

“A temperatura do ar vem diminuindo com a mesma velocidade com que vinha aumentando no final do século 20.

“Agora, com 20 anos de dados, todos concordam que isso é uma realidade.

“A Península Antártida vem esfriando. E, se isso continuar, o aquecimento que aconteceu de 1950 a 2000 pode ser revertido.”

O categorizado autor do artigo reconhece a perplexidade dos cientistas engajados na tese aquecimentista.

Segundo Reinach, esses cientistas “concluíram que, tanto o grande aumento no passado quanto essa diminuição recente, se devem a variações climáticas cujos ciclos se medem em décadas e que, portanto, nem o aquecimento anterior nem o resfriamento recente se devem às mudanças globais do clima, mas a fenômenos locais da península, que nem sequer se estendem para todo o continente da Antártida”.

Ou por outra, os cientistas aquecimentistas raciocinaram levianamente, e os antiaquecimentistas tinham razão!

O biólogo reconhece que “é claro que essa descoberta vai ser usada pelos detratores do aquecimento global”, talvez tentando esvaziar o fundamento científico de seus adversários.

Ele aduz que a natureza não agiu segundo “o esperado pelos modelos de aquecimento do planeta”. Modelos esses que, segundo os antialarmistas, são forjados em laboratórios e carecem de conexão com a realidade empírica.

Reinach constata também que as oscilações para cima dos registros da temperatura serviram de “boa propaganda” para a confraria ambientalista com suas dramatizações de pinguins morrendo, etc.

Entretanto, ele não desiste da hipótese do aquecimento global, mas afirma tratar-se de “um fenômeno mais lento” que “é difícil de medir”, porque deve se levar em conta a “presença de muitas outras variações grandes de temperatura”.

Por certo, não é com base em hipóteses baseadas em fenômenos mensurados com tanta dificuldade que se pode impor à humanidade mudanças radicais de civilização.

O Prof. Reinhach lembra que na História “muitas verdades aceitas pela maioria dos cientistas, como a de que o Sol girava em torno da Terra, se mostraram equivocadas”.

É um bom argumento para se sair elegantemente do erro do “aquecimento global” e do falso consenso que haveria em torno dele.

Mas o “aquecimento global” é um dogma muito forte, e pô-lo em dúvida pode atrair severas penas sobre os “hereges”.

O biólogo então prefere ver no “esfriamento da Antártica” uma “anomalia” que de futuro ajudará a entender melhor o dogma do “aquecimento global”.

“Só o tempo dirá”, conclui o artigo, tirando o corpo da espinhosa situação em que o esfriamento da Antártida deixou a confraria verde-vermelha. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo






:: quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A política indigenista, sem disfarce

'O direito penal e o ódio étnico'

 

Luana Silva e Benedicto Neto - Advogados

 

24 AGO 2016

 

A prisão dos fazendeiros nos atingiu a alma. Sabemos da injustiça contra eles, e não sucumbiremos diante do sentimento de impotência que minimiza e humilha a pessoa humana.

O epicentro do Manifesto Comunista de Marx é a classe social, com essência econômica. Disse Marx que a história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes.

Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e aprendiz; numa palavra, opressores e oprimidos,em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta.

Naqueles idos de 1848 eram eles e nós. Neste século XXI somos nós e eles. As lutas movidas pelo ideário comunista visavam um desfazimento da dicotomia opressor e oprimido.

A política indigenista, sem disfarce e sem melindre, se embriaga da ideologia comunista às avessas. O que na essência buscava transformação revolucionária, hoje prega a segregação eterna, pois hoje se reveste de caráter étnico. 

O eles e nós antes definidos por pobres e ricos, hoje são índios e brancos; e qual é a possibilidade de uma transformação revolucionária quando o epicentro da luta é a raça? A continuar assim, inexoravelmente será uma guerra terminada pela destruição das duas “classes”.

As lutas vermelhas, já hipócritas, eram adstritas aos direitos civis. As mesmas lutas, agora étnicas, se armam com o direito penal.

Os defensores dos “direitos” dos índios batem continência ao comunismo. O executor e o fiscal da lei, de olhos vendados diante da própria lei, engatilham o instituto penal da prisão como Robin Hood numa versão indígena, escolhem lado nesta guerra ideológica subtraindo e distribuindo a liberdade.

As Cruzadas indigenistas primeiro saquearam as nossas fazendas, e agora pretendem nos destruir a dignidade.

O ordenamento jurídico veda fazer justiça com as próprias mãos, invasão de propriedade privada é crime. O Estado conta com mais de 120 propriedades invadidas por índios, destruídas, dilapidadas, incendiadas. São fatos comprovados, e não meros indícios. 

Vivemos um direito penal deturpado que se presta a legitimar barbáries de um circo de horrores em que os índios, diante das câmeras, amarraram, torturaram e assassinaram o produtor Arnaldo em Douradina.

Imbuídos de onipotência diante da defesa institucional que recebem, divulgaram que retomariam fazenda por fazenda até concluir a autodemarcação de seu território, e declararam guerra ao Estado publicando uma carta prometendo que vão avançar nas invasões de propriedades privadas.

Em Caarapó invadiram e destruíram fazendas e diversos sítios de pequenos produtores, queimaram viaturas e amarraram, espancaram e encharcaram de gasolina agentes policiais. 

Neste contexto, os índios estão livres e os produtores rurais, que buscam a tutela jurisdicional como máxima expressão da democracia, estão presos, e são obrigados a suportar a “aplicação da lei” com toda carga de um ódio étnico.

Não só Marx inspira a política indigenista. Thomás de Aquino também tem seu papel na atuação dos representantes dos índios, que hão de estar imbuídos da doutrina da guerra justa para com tamanha veemência legitimar tais condutas.

A miopia indigenista ofusca o discernimento dos Poderes que veem mas não enxergam a diferença entre agir e resistir.

Enquanto os índios agem, dando um passo à frente, invadindo propriedades, os produtores apenas resistem, simplesmente não dando um passo atrás, na verdadeira e legítima defesa de seus direitos.

*Luana Ruiz Silva e Benedicto Arthur de Figueiredo Neto, advogados.

 

http://www.correiodoestado.com.br/opiniao/luana-silva-e-benedicto-neto-o-direito-penal-e-o-odio-etnico/285195/

 

 





:: quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Crescimento da agroenergia

                                    A sustentabilidade da energia

                         Já somos uma das economias de mais baixo carbono, mas os países desenvolvidos precisam avançar – e muito – na descarbonização de suas economias para chegar perto do que fazemos.

                                                                                                            Evaristo E. de Miranda - 17 Agosto 2016

 A fonte de 68% da energia renovável no País, que garantiu 28% da matriz energética brasileira em 2015, é a agropecuária. Um caso único no mundo para um país industrializado e com as dimensões territoriais do Brasil. Além disso, no ano passado, pela primeira veza geração de eletricidade de origem eólica ultrapassou a de origem nuclear. Foram 1.859.750 toneladas equivalentes de petróleo (TEP) asseguradas pelos ventos, ante 1.267.124 TEP geradas por usinas nucleares, segundo o sempre excelente Balanço Energético Nacional (BEN), recém publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

 A geração da energia nuclear mantém-se constante há anos. E não houve, nem haverá no curto prazo, nenhum aumento do parque nuclear. Já o setor eólico se beneficia de numerosos incentivos, cresceu 77% em um ano e seguirá crescendo. Mas a contribuição das eólicas na matriz energética ainda é pequena: 1,3%. Esse marco histórico das eólicas passou quase despercebido, assim como o papel da agricultura na geração de energia renovável.

 A participação da energia renovável na matriz energética nacional foi de 41,2% em 2015. Um recorde fantástico. E já chegou a mais de 45% em alguns anos, em função de fatores climáticos, da economia, etc. A média mundial de energia renovável nas matrizes energéticas é de apenas 13,5%. Essa contribuição é ainda menor nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): 9,4%. Ou seja, nas nações desenvolvidas mais de 90% da energia é suja, vinda em geral de petróleo, gás e carvão mineral. Isso pode ser avaliado nas emissões de CO2.

 Cada brasileiro emite sete vezes menos CO2 do que um americano e três vezes menos do que um europeu ou um chinês,apesar da enorme população da China. Graças às energias renováveis, na produção de 1 MWh o setor elétrico brasileiro emite três vezes menos CO2 do que o europeu, quatro vezes menos do que o norte-americano e seis vezes menos do que o chinês.

 Além de grande produtora de alimentos e fibras, a agropecuária nacional ampliou em magnitude única no planeta sua capacidade de gerar energia. A agricultura brasileira produz combustíveis sólidos (lenha e carvão vegetal), líquidos (etanol e biodiesel), gasosos (biogás e gás de carvão vegetal) e energéticos (cogeração de energia elétrica e térmica com subprodutos agrícolas, como bagaço de cana-de-açúcar, lixívia,palhas, cavacos, etc.).

 Só os produtos energéticos da cana-de-açúcar garantiram 16,9% do total da energia consumida no Brasil em 2015, uma contribuição superior a todas as hidrelétricas juntas (11,3%)! Lenha e carvão vegetal contribuíram com 8,2%, ajudando a mover caldeiras e fornos,desde os das padarias e pizzarias até os das siderúrgicas de ferro gusa. Por fim, biodiesel, lixívia, biogás e outros resíduos asseguraram 3,1% de nossa matriz energética. Hoje, só o sebo de boi – um resíduo de frigoríficos – garante cerca de 20% da produção de biodiesel. O resto vem dos óleos vegetais, sobretudo de soja.

 Para produzir alimentos, fibras e energia a agricultura brasileira consome energia na matriz (diesel para suas máquinas, energia elétrica, etc.). Quanto? 4,4%, segundo os dados do Balanço Energético Nacional. E ela devolve 28%.

 A agricultura é o setor que menos consome energia e 4,4% é para toda a agropecuária: produção de alimentos, fibras e energia. O consumo específico para gerar energia é bem menor. Uma série de detalhamentos acerca do desempenho energético de várias cadeias produtivas está sendo calculada pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Embrapa.Nos dados do BEN 2015, a geração de energia (hidrelétricas, termoelétricas, usinas nucleares) consumiu 10,7% da energia da matriz.

 A agroenergia é o resultado da transformação da energia solar em energia química pelas plantas. França, Japão ou Canadá poderiam produzir 28% de sua matriz energética com sua agricultura,como faz o Brasil?

 Provavelmente, sim, mas consumiriam mais de 50% em sua matriz energética para realizar tal “feito”. Por quê? O clima limita a geração de agroenergia em países temperados. Em altas latitudes a fotossíntese só é possível na primavera-verão, de três a cinco meses, com cultivos de ciclo curto, como milho ou beterraba.

 Já em países tropicais, com temperaturas elevadas, a fotossíntese é possível praticamente o ano todo, com cultivos de ciclo longo, como cana-de-açúcar, dendê, mandioca. Um campo de cana-de-açúcar ou de dendê é uma das mais eficientes e rentáveis usinas solares existentes!

 Aqui, ganhamos mesmo em culturas de ciclo curto (soja, milho, girassol), pois é possível garantir duas colheitas em um ano (safras de verão e inverno). Outros países tropicais poderiam produzir mais energia renovável. Mas não o fazem. Além da geografia, é fundamental usar uma tecnologia agrícola tropical inovadora – e, nisso, o Brasil é reconhecidamente um líder mundial.

 A contribuição da agroenergia na matriz energética brasileira continuará crescendo. E já seria maior se políticas erráticas e erradas não tivessem vitimado o etanol.

 O uso eficiente de resíduos e a integração produtiva levarão a novos saltos tecnológicos, como etanol de segunda geração e gaseificação de palhas. Com novas hidrelétricas em funcionamento, mais o crescimento da agroenergia, das eólicas e da energia fotovoltaica, o País poderá atingir 50% da matriz energética com fontes renováveis. Já somos uma das economias de mais baixo carbono do planeta. Podemos melhorar, mas os países desenvolvidos precisam avançar – e muito – na descarbonização de suas economias para chegar perto do que fazemos. Quando o assunto é meio ambiente, como enfatiza o atual ministro da Agricultura, o agronegócio brasileiro é muito mais solução do que preocupação.

Fonte:  http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-sustentabilidade-da-energia,10000069995  





:: terça-feira, 16 de agosto de 2016

Livro denuncia montagem verde

Livro denuncia montagem verde contra agricultores e pecuaristas

Posted: 14 Aug 2016 02:49 PM PDT

Richard Jakubaszko
Richard Jakubaszko
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




“Questões ambientais não são de causa antropogênica, ou seja, não foram causadas pela ação humana”: é o que concluiu o jornalista Richard Jakubaszko após longos anos de estudo e análise.

Ele expôs suas conclusões em substancioso livro: “CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?” (DBO Editores Associados, São Paulo, 2015, 287 páginas).

O autor explica que “depois de mais de 8 anos estudando a fundo quase todas as ‘acusações’ e ‘ameaças’ dos ambientalistas, em que um mosaico multifacetado de problemas devastadores são divulgados no dia a dia, especialmente através da mídia, acabei por me deparar diversas vezes com a aversão humana ao debate de ideias, manifestada por contestações”.

Jakubaszko não é o primeiro em fazer esta dolorosa constatação. Já há muitos anos distintos cientistas brasileiros e estrangeiros vem sofrendo essa “aversão à razão” na própria pele. Até com injusta marginalização pessoal pela mídia e órgãos científicos dependentes das recursos de governos e organismos internacionais.

Esse ambientalismo não é outra coisa senão aquilo que nós denunciamos continuadamente no nosso blog: uma metamorfose do velho comunismo falido com a URSS.

Essa metamorfose infiltrou, deturpou e gerou um movimento tingido de “verde” que surpreendeu muitas pessoas que não imaginariam essa ousadia.

A transformação foi levada adiante por velhos militantes vermelhos – marxistas ou análogos – e  ‘companheiros de estrada’ que ficaram desempregados.

Eles souberam adaptar a filosofia socialista-comunista e mascarar seu linguajar visando sempre a meta utópica de um comunismo anarco-tribal que Marx e seus seguidores sonharam num auge da intoxicação ideológica.

O substancioso livro do jornalista Richard Jakubaszko
O substancioso livro do jornalista Richard Jakubaszko
Para tal era preciso que ninguém percebesse a manobra e ninguém bradasse “o rei está nu”. Porém, houve quem viu, as denúncias se multiplicaram e os livros sobre o caso apareceram. O do jornalista Jakubaszko é um dos mais recentes e mais interessantes.

O ambientalismo genuinamente vermelho, mas camuflado de falso verde, escolheu a estrada da “aversão à razão” e do patrulhamento ideológico como é de praxe nos regimes totalitários ou socialistas-comunistas.

“Os grupos ambientalistas exercem patrulhamento e pressão sobre os céticos, de natureza política e econômica impensáveis, dignas dos tempos de difícil convívio humano”, escreve Jakubaszko.

A “Inquisição verde” está ativa. Os cientistas honestos e objetivos são suas vítimas previamente apontadas, julgadas e condenadas sem direito de defesa.

Nesse ambiente, a ciência é manipulada e desvirtuada com intuitos ideológicos pela utopia marxista e por seus postuladores habilmente infiltrados em órgãos públicos e internacionais, além de ONGs militantes e na grande mídia.

Esse ativismo não fica por ai.

“Todavia, ignorando dificuldades e realidades que trazem à sociedade em geral, diante de suas ações, explica o autor do livro que comentamos, as entidades ambientalistas e ONGs estão sempre preparando um novo tratado que se anuncia cada vez mais radical com base no propalado aquecimento global”.

E Jakubaszko testemunha: “uma das principais acusações que provocaram contrariedades em minha ótica de perceber e avaliar a questão ambiental está no comportamento das ONGs e de alguns de meus colegas jornalistas que, de forma insistente e até mesmo radical, continuam culpando produtores rurais como os principais criminosos ambientais do planeta. (...)

“Mas além dessa falsa acusação contra agricultores e pecuaristas somam-se outras, como a prática de trabalho escravo, trabalho infantil, contaminação do solo, dos rios e dos alimentos por uso de agrotóxicos e fertilizantes, além da derrubada de árvores”.

Vermelhos e verdes visam mesmo objetivo. Ambientalistas e
Vermelhos e verdes visam mesmo objetivo.
Ambientalistas e 'movimentos sociais' contra o progresso da agropecuária.
Em termos nossos, é a velha pregação da luta de classes contra os patrões feita outrora pela “vanguarda do proletariado” e hoje por certas ONGs militantes que se arrogam a representação dos estratos inferiores da organização material para condenar os superiores.

“No transcorrer das páginas deste livro procuro dar respostas a essas acusações, algumas procedentes, apesar de serem exceções, mas a maioria delas levianas e infundadas, pois mostram visões urbanas daquilo que seja o produtor rural brasileiro, considerado uma espécie de Jeca Tatu moderno, ainda inculto, mas que enriqueceu às burras e que continuaria ganancioso”.

O livro do jornalista Richard Jakubaszko apresenta uma densa e qualificada documentação das melhores fontes brasileiras, entre as que se destacam os professores Luiz Carlos Baldicero Molion e José Carlos Parente de Oliveira.

É uma obra indispensável para quem queira manter uma visão da realidade verdadeiramente despoluída de slogans e distorções eco-radicais e sustentar seu pensamento com informações verdadeiramente científicas, objetivamente apresentadas e raciocinadas. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.






:: domingo, 14 de agosto de 2016

CONVITE — Conferência sobre “Teologia da Libertação”

CONVITE — Conferência sobre “Teologia da Libertação”

 

Teologia da LIbertação

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira convida o público para uma conferência a respeito de um velho fantasma que parecia morto e sepultado: a “Teologia da Libertação”. Entretanto, tal “fantasma” está reaparecendo em ambientes do clero progressista de esquerda.

Teologia da LIbertação

O evento ocorrerá no próximo dia 18 (5ª. feira), no Club Homs (endereço abaixo), e terá por orador o Prof. Julio Loredo de Izcue [foto], autor do livro TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO — Um salva-vidas de chumbo para os pobres, lançado na Itália e agora no Brasil. Loredo reside em Milão e é presidente da TFP italiana.

Essa adulterada “Teologia” tenta sobreviver bafejada pela ala mais progressista da “esquerda católica” com o objetivo de promover luta de classes e de raças, conforme a ideologia marxista.

 

Teologia da LIbertação

 

Um dos exemplos disso: a participação de João Pedro Stédile, chefe do MST, no “Encontro Mundial dos Movimentos Populares” realizado no Vaticano.

Devido à gravidade da crise na Santa Igreja, temos como católicos o dever de defendê-la, empenhando-nos em conhecer as suas causas.

Para fazer sua inscrição na conferência click aqui:

http://teologialibertacao.vive.ipco.org.br/inscricao-direta

Para outras informações click no seguinte link:

http://teologialibertacao.vive.ipco.org.br/Renasce-Teologia-da-Libertacao#

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Teologia da LibertaçãoCLUB HOMS

Av. Paulista, 735 (próximo do metrô Brigadeiro – na capital de São Paulo).

Dia 18 de agosto, às 19,00 hs.

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