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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: sábado, 17 de junho de 2017

Os verdes vão para o mato

        Eleições francesas: os verdes vão para o mato

Nelson Ribeiro Fragelli

 

Eleições francesas: os verdes vão para o mato

As eleições presidenciais deste mês na França revelaram uma rejeição a dois engodos demagógicos: o socialista e o ecologista. O Partido Socialista Francês corre o risco de desaparecer. Perdeu mais de 260 deputados. E os verdes do Partido Ecologista não ficaram atrás nessa queda livre. Dos 459 candidatos, apenas um poderá ainda vir a ser eleito no segundo escrutínio das eleições parlamentares no dia 18 de junho. Os verdes se tingem sempre de vermelho, aliando-se aos socialistas ou aos comunistas. Desta vez a escolha de pigmentação foi má, pois ossocialistas franceses obtiveram apenas 7,4% dos votos, e os comunistas2,7%.

Já se foram os tempos em que a falácia do aquecimento global e dodegelo nos polos encontrava crédulos ingênuos. Se há cinco anos oPartido Ecologista tinha 17 deputados e dois ministros nomeados pelopresidente Hollande, nas últimas eleições um desses ministros — a entãopresidente do Partido, Cécile Duflot, da pasta da Igualdade Territorial e da Habitação — ficou em terceiro lugar em sua circunscrição, longe do primeiro colocado, um jovem de apenas 28 anos. Antigos militantes ecologistas que deixaram o partido verde e se apresentaram como candidatos de outros grupos políticos de esquerda conseguiram eleger-se.

Os franceses sentem-se ameaçados: em sua coesão nacional, pela imigração desmesurada; em sua coesão familiar, pela educação escolar; em sua coesão econômica, pela administração confiscatória socialista.Paira no ar um grave sentimento de injustiça. Suas preocupações, portanto, vão bem além da preservação de insetos, da tosse dos pássaros ou da pretensa diminuição das florestas. E por isso não fizeram dos verdes seus representantes no Parlamento, deixando-os no mato.

 





:: quarta-feira, 14 de junho de 2017

Bin Laden e o canivete

Bin Laden e o canivete

 

Evaristo E. de Miranda

Evaristo de Miranda recorre ao postulado segundo o qual os homens podem ser divididos em dois grupos os que usam e os que não usam canivete para lembrar um drama pessoal: o dia em que quase perdeu o seu

 

Orestes Quércia, ex-prefeito, ex-deputado, ex-governador e ex-senador, falecido em 2010, numa reflexão transcendental, me disse um dia em Fernando de Noronha (sic!), que os homens podiam ser divididos em dois tipos: os que usam e os que não usam canivete.

Na categoria dos que usam canivete está a maioria dos agricultores,agrônomos, vaqueiros, fazendeiros e técnicos agrícolas. Por que o canivete é tão fundamental para esses profissionais e para outros? A resposta me foi dada pelo agrônomo José Galvão, grande especialista da cultura do café, lá em Mococa(SP), nos longínquos idos de 1970: o canivete é fundamental para chupar uma laranjinha no pé. E para picar o fumo no preparo de um cigarrinho de palha.

Voilà! Evidentemente, os canivetes também servem para muitas outras aplicações neste mundo de Deus. Quem não conhece a história da jovem senhora que acumulava canivetes suíços com vistas ao seu futuro.

Tudo ia bem entre os usuários de canivetes até o fatídico 11 de setembro de 2001. Orquestrado pelo terrorista Bin Laden, o ataque ao Pentágono e às Torres Gêmeas teve um impacto enorme sobre os usuários de canivetes e sobre as indústrias que os produzem, até na Suíça. Os EUA implantaram medidasde segurança extremamente rígidas. Foram seguidos pela Europa e depois por todoo mundo, incluindo o Brasil.

Resultado: impossível pegar um avião com um canivetena cinta, na mochila ou no bolso.

As urnas transparentes, colocadas logo após os sistemas de detecção de metais dos aeroportos, encheram-se de canivetes, de tamanhos e marcas diferentes: Corneta, Laguiole, Victorinox, Leatherman. Canivetes de alto valor afetivo, que durante anos andaram lado a lado de seus usuários, terminaram lançados nessas urnas. O ex–proprietário abalado mal podia se despedir, enquanto os alto falantes anunciavam a chamada para embarque noseu vôo. O destino dessas urnas e de seu precioso e diversificado conteúdo, queinclui perigosas tesourinhas e assustadores cortadores de unha, é um dosgrandes mistérios da humanidade. Deveria ser objeto do jornalismo investigativo.

Há tempos, vivi um drama canivético. Quase uma tragédia.Viajava para Brasília. Ao passar a mochila pelo detector de metais no Aeroporto de Viracopos: problema. O funcionário avisou que havia um canivete dentro da minha mochila. Não era possível. Era. Ao abrir a mochila, para minha surpresa,descobri que, por alguma razão, havia esquecido essa relevante ‘‘arma’’ num dos bolsos. Os funcionários da segurança me convidaram a lançar o canivete na urna.Com ele, eu não embarcaria. Decidi retornar. Depois de refletir, tomei a decisãode esconder meu canivete em algum lugar do aeroporto, para tentar recuperá-lo emmeu retorno. Onde? Câmeras por toda a parte. Alguém poderia monitorar minhadeambulação. Havia gente se deslocando em toda a área. Finalmente, encontrei um esconderijo junto a um extintor de incêndio, um local aparentemente fora do alcance da vídeo vigilância local, moderna, tecnológica e implacável. Coloquei o canivete atrás do extintor. Dei uma benção. Rezei para que nenhum incêndio ocorresse no local. Que ninguém tivesse de recorrer ao extintor. Torci também para que ninguém viesse fazer uma faxina nos nichos dos extintores. Fiz promessa para São Longuinho, santo protetor dos usuários de lanças, facas, peixeiras,facões, terçados e canivetes. E embarquei.

Minhas reuniões em Brasília foram um tormento. O tempo todo imaginando algum felizardo encontrando meu canivete de estimação. Voei devolta. Desembarquei angustiado, tarde da noite, em Viracopos. Oaeroporto estava vazio. Rapidamente caminhei para o locus do extintor. Passei amão por trás do cilindro vermelho.

Apalpei e logo encontrei meu canivete. Aleluia! Para minha surpresa, ele estava um pouco molhado. Não me indaguei muito sobre a origem daquela umidade. Tenho certeza. Foram lágrimas.

 Fonte: Agro DBO 86





:: segunda-feira, 12 de junho de 2017

Verdes sem argumentos


Verdes sem argumentos: o Brasil está alimentando mais de um bilhão de pessoas!

Posted: 11 Jun 2017 01:30 AM PDT

A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante.
A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante (dados finais de 2015), sendo que um resultado abaixo de 250 kg/pessoa/ano significa insegurança alimentar e implica importar alimentos.

Em 2014, um país altamente industrializado como a Coreia do Sul importou US$ 27 bilhões em alimentos. Outra grande economia, o Japão, teve que importar US$ 68,9 bilhões. E a gigantesca China flagelada por uma reforma agrária socialista e confiscatória bateu recorde com US$ 105,2 bilhões.

Estes e outros dados impressionantes foram reunidos por Evaristo de Miranda, doutor em Ecologia e Chefe Geral de Monitoramento por Satélite da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e publicados em artigo da “Revista Agro DBO”.

Eles desfazem os mitos catastrofistas e miserabilistas do movimento ambientalista-comunista sobre um falso esgotamento dos recursos do planeta, sobre um não menos fantasioso excesso de habitantes acrescidos de uma pregação eclesiástica comunistoide pela redistribuição da terra e aos recursos naturais.

Já se pode definir a missão do Brasil como sendo a de saciar a fome do planeta, diz Evaristo de Miranda com os aplausos dos nutricionistas. A fome será um problema, mas não do Brasil.

Só a nossa produção de grãos é suficiente para alimentar quatro vezes a população brasileira ou mais de 850 milhões de pessoas.

Mais de 40 milhões de toneladas de frutas por ano. Foto no CEAGESP.
Mais de 40 milhões de toneladas de frutas por ano. Foto no CEAGESP.
Além de grãos, o Brasil produz anualmente cerca de 35 milhões de toneladas de tubérculos e raízes (mandioca, batata, inhame, batata-doce, cará, etc.). Comida básica para mais de 100 milhões de pessoas.

Acrescentem-se mais de 40 milhões de toneladas de frutas, entre as quais 7 milhões de toneladas de banana, ou uma banana/habitante/dia. A laranja e outros citros totalizam 19 milhões de toneladas/ano. E cresce todo ano a produção de uva, abacate, goiaba, abacaxi, melancia, maçã, coco…

Hortaliças?: 10 milhões de toneladas por ano, com uma diversidade impressionante, resultado do encontro da biodiversidade nativa com os aportes de verduras, legumes e temperos trazidos por portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, teutônicos. E por aí vai longe.

Cerca de um milhão de toneladas de castanhas, amêndoas, pinhões e nozes, além dos óleos comestíveis, da palma ao girassol, e de uma grande diversidade de palmitos. E se não bastar, 34 milhões de toneladas de açúcar/ano.

Por isso, o especialista conclui que a produção vegetal do Brasil já alimenta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, usando apenas 8% do território nacional.

E depois vem a produção animal. Em 2015, o País abateu 30,6 milhões bovinos, 39,3 milhões de suínos e quase 6 bilhões de frangos. Quer dizer, produziu cerca de 25 milhões de toneladas de carnes!

35,2 bilhões de litros por ano. Gado leiteiro da fazenda Agrindus
35,2 bilhões de litros por ano. Gado leiteiro da fazenda Agrindus
O consumo médio de carne dos brasileiros é da ordem de 120 kg/habitante/ano ou 2,5 kg por pessoa por semana.

Desses, 42 kg/habitante/ano são de carne bovina; 45 kg de frango e 17 kg de suínos, além do consumo de ovinos e caprinos (muito expressivo no Nordeste e no Sul), de coelhos, de outras aves (perus, angolas, codornas…).

Há ainda os peixes, camarões e crustáceos (cada vez mais produzidos em fazendas), além de outros animais.

Em matéria de leite, o Brasil produziu 35,2 bilhões de litros (contra 31 bilhões de litros de etanol); 4,1 bilhões de dúzias de ovos e 38,5 milhões de toneladas de mel em 2015.

Em 50 anos, observa Evaristo de Miranda, de importador de alimentos o Brasil se tornou uma potência agrícola, o preço dos alimentos caiu pela metade, permitindo à grande maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada, e a erradicação da fome.

CNBB, MST e verdes contra a verdade conhecida enquanto tal.
CNBB, MST e verdes contra a verdade conhecida enquanto tal.
Essas realizações são também fruto da modernização agrícola.

O que teria ocorrido na sociedade sem esse desenvolvimento da agricultura? Certamente, uma sucessão de crises intermináveis.

Portanto, devemos agradecer todos os dias aos agricultores pelo seu esforço de modernização e por tudo que fazem pelo País.

A Nação e suas lideranças devem assumir a promoção e a defesa da agricultura e dos agricultores, com racionalidade e visando ao interesse nacional.

Mas, acrescentamos nós, não é isso o que fazem os ativistas embandeirados de vermelho e símbolos socialistas, ou os pretensos arautos “verdes”. 

Nem sequer aqueles órgãos da CNBB criados para subverter a vida nos campos e nas cidades.





:: segunda-feira, 5 de junho de 2017

Agricultura lidera preservação

Agricultura lidera preservação no Brasil

Ninguém preserva mais a vegetação nativa do que os produtores rurais

Evaristo de Miranda

Grande produtor de alimentos, energia e fibras, o Brasil é uma potência em preservação ambiental, com mais de 66% de seu território recoberto por vegetação nativa. E esse número sobe para quase 75% quando agregadas as áreas de pastagem nativa do Pantanal, do Pampa, da Caatinga e dos Cerrados. Toda a produção de grãos (milho, arroz, soja, feijão...), fibras (algodão, celulose...) e agroenergia (cana-de-açúcar, florestas energéticas...) ocupa 9% do País. Os agricultores preservam mais vegetação nativa no interior de seus imóveis (20,5% do Brasil) do que todas as unidades de conservação juntas (13%)!

Esses dados, da Embrapa, resultam principalmente das informações tabuladas do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, criado pela Lei 12.651/12, o novo Código Florestal, que acaba de completar cinco anos. Mais de 4,1 milhões de imóveis rurais, somando uma área superior a 410 milhões hectares, estavam cadastrados no Serviço Florestal Brasileiro até maio de 2017.

Os agricultores informaram detalhadamente, num mapa com base em imagens de satélite e em diversas fichas, todo o uso e ocupação de suas terras, em conformidade com o Código Florestal. É como se ao declarar o Imposto de Renda o contribuinte informasse a planta da casa, a disposição de cada móvel, o uso de cada cômodo e ainda, na Amazônia, por exemplo, deixasse claro que não utiliza 80% de seu apartamento a título de reserva legal. E que cuida de tudo e paga impostos, mesmo sobre o que lhe é vedado usar.

Em 1.º de fevereiro publicamos no jornal O Estado de S. Paulo os primeiros resultados do CAR (Cadastro Ambiental Rural: a hora dos fatos). Agora, os dados finalizados pela Embrapa demonstram o papel único da agropecuária na preservação ambiental.

No Sul, as unidades de conservação e as terras indígenas, juntas, protegem 2%, enquanto os produtores preservam 17% da região nos imóveis rurais. As áreas preservadas pelos agricultores superam em mais de oito vezes as protegidas. Considerando apenas a área agrícola, os produtores preservam 26% das terras, número bem superior à exigência do Código Florestal.

No Sudeste, ainda sem disponibilidade dos dados do Espírito Santo, os produtores preservam um território equivalente a 17% da região, em vegetação nativa e ecossistemas lacustres e palustres. Já as áreas protegidas equivalem a 4%. Na área rural, eles preservam 29% de suas terras, também bem acima da exigência do Código Florestal.

No Centro-Oeste, ainda sem disponibilidade dos dados de Mato Grosso do Sul, os produtores preservam em seus imóveis um território equivalente a 33% da região, ante 14% em áreas protegidas. Mais uma vez, no conjunto da área agrícola, os produtores preservam um porcentual superior à exigência do Código Florestal: 49% das terras, praticamente a metade.

No Norte, no Estado do Tocantins a agricultura preserva o dobro da área total de unidades de conservação e terras indígenas: 20% ante 10%. E em seus imóveis os produtores apresentam uma taxa de preservação da vegetação nativa de 56%! Esse é o único Estado da região não inserido integralmente no bioma Amazônia. Nos Estados amazônicos a proteção ambiental é muito abrangente: 71% do Amapá, 53% do Amazonas e 50% do Pará – além de amplos territórios recobertos por floresta tropical em terras devolutas.

No Nordeste,estima-se que apenas 36% dos imóveis rurais se tenham cadastrado no CAR. Isso limita a interpretação do uso das terras. Mas basta para indicar o papel dos agricultores na preservação da vegetação. Na maioria dos Estados nordestinos, os produtores preservam mais de 50% da área de seus imóveis, quando a exigência é de 20% (salvo em parte do Maranhão). A área preservada por essa parcela de agricultores cadastrados já representa cerca de 20% da região, enquanto as áreas protegidas conservam menos de 10%. É provável que os agricultores nordestinos preservem três vezes mais territórios na Mata Atlântica, na Caatinga e nos Cerrados do que todas as unidades de conservação e terras indígenas da região, juntas.

E se ao total das áreas de vegetação nativa preservada forem agregadas as pastagens nativas?Ninguém plantou a vegetação do Pantanal, do Pampa, da Caatinga, dos Cerrados e dos campos de altitude exploradas de forma sustentável pela pecuária. Essa vegetação nativa é mantida em equilíbrio pela pecuária há séculos. Com essa vegetação conservada se chega a quase 75% do território nacional.

Não há, no Brasil, nenhuma categoria profissional – minerador, médico, professor, industrial, militar, promotor, economista ou funcionário – que preserve tanto o meio ambiente como os agricultores. Salvo na Amazônia, não existe nenhuma instituição, secretaria de Estado, órgão federal ou estadual, empresa privada ou organização não governamental que preserve tanta vegetação nativa como os produtores rurais. E contra os quais – pasmem! – algumas instituições ainda pretendem organizar uma verdadeira “inquisição informatizada” para analisar a situação ambiental de cada um no Programa de Regularização Ambiental (PRA), que sucederá ao CAR.

Esse enorme esforço de preservação nos imóveis rurais beneficia toda a Nação. A responsabilidade e os custos decorrentes da imobilização e da manutenção dessas áreas recaem inteiramente sobre os produtores, sem contrapartida da sociedade, principalmente dos consumidores urbanos. A Embrapa calculará o valor e o custo de toda essa área imobilizada. Desde 1990 se fala em pagar por serviços ambientais. Esse conto de fadas até hoje não foi efetivado. Cidadãos estão dispostos a protestar pelo meio ambiente em zona rural, mas não cogitam de pagar por isso. Destes os produtores esperam, no mínimo, menos demonização de suas atividades, maior conhecimento de sua realidade e o justo reconhecimento. É sempre bom lembrar que vilão e vileza derivam de vila, cidade.

*Doutor em ecologia, é chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite

Fonte: OEstado de São Paulo, 05 Junho 2017

 





:: domingo, 4 de junho de 2017

Fora da insanidade

EUA desiste de acordo “mãe da natureza” assinado em Paris

Posted: 03 Jun 2017 01:30 AM PDT

O anúncio luminoso foi feito para comemorar em 2015. Mas hoje a leitura é outra: "O Acordo de Paris já era".
O anúncio luminoso foi feito para comemorar em 2015.
Mas hoje a leitura é outra: 'O Acordo de Paris já era'.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







As quimeras se complicam na hora de tomar contato com a realidade. É o caso do Acordo de Paris, aprovado na 21ª Conferência das Partes (COP-21) da Convenção-Quadro das Nações em dezembro de 2015.

Dito acordo pretendia conter um não provado aquecimento global, dentro de certos limites, segundo informou a agência AFP. 

O objetivo declarado é que pelo fim do século a temperatura global não suba mais de 2ºC acima da “temperatura média da era pré-industrial”. Qual foi essa média pré-industrial, desde quando se contabiliza a era industrial e qual é a média atual?

Segundo os promotores ideológicos verdes do “acordo de Paris” a “era pré-industrial” de cujo clima se tem vestígios abarca por volta de 130.000 anos.

Mas os indicadores são muito aproximados e nesse lapso de tempo enorme houve oscilações sumamente grandes para mais e para menos.

O saída dos alarmistas foi uma simplificação: a partir da década de 1850 começou o uso de termômetros!. Então a comparação é com essa década. Na nossa década a temperatura média global estaria por volta de 0,8ºC acima da década de 1850, após significativas oscilações.

Os dados da natureza não dizem muito sobre o futuro super-aquecimento acenado como um espantalho.

O rugido que sai do fundo da militância verde-vermelha é a vontade dissimulada de extinguir a civilização em que vivemos para nos encaminharmos a uma vida utópica tribal-anarquista.

O índio vivendo nu na mata em aldeamentos paupérrimos e raquíticos seria o ideal possível para a sobrevivência do planeta. Em suma, o comunismo utópico de Karl Marx acrescido de requintes totêmicos no gosto da Teologia da Libertação.

Políticos animados pela utopia de esquerda fingem vitória para esconder fracasso previsível.
Christiana Figueres, secretária-executiva; Ban-ki-moon, secretário geral da ONU;
Laurent Fabius, presidente da COP21; François Hollande, presidente socialista da França

As utopias costumam ser loucas. E esta o é também em nome de uma metafísica igualitária.

Mas, como essa proposta não será acompanhada pela humanidade que quer melhorar seu nível de vida, então ela tem que ser apresentada por fatias. E o “acordo de Paris” é a fatia que está sendo discutida.

A aplicação desse acordo envolveria uma sangria faraônica de recursos econômicos e sociais em nível planetário, numa aventura rumo ao inverossímil. O homem é impotente diante das colossais forças naturais que determinam o clima e os sacrifícios que lhe seriam impostos visam esse inverossímil.

Então não espanta que toda forma de inconvenientes inviabilize a aplicação desse Acordo assinado em Paris. Porém, a aliança ecológico-comunista não cessa de promover iniciativas que sob pretexto de evitar um apocalipse climático, achatará o nível de vida dos homens.

Os 196 países signatários voltaram a se reunir em maio para preparar a reunião geral da COP 23, que se realizará em novembro em Bonn, Alemanha. Essa assembleia voltará a discutir quem faz o quê para impedir o suposto aquecimento do planeta.

A reunião prévia consistiu num fabuloso palavrório, que terá ainda outros capítulos, regados por milhões de euros desembolsados por contribuintes de todo o mundo.

Show “Fiat Lux” projetado sobre a basílica de São Pedro enfatizou a meta tribalista panteísta miserabilista contida na COP21 e na carta “Laudato Si
Show “Fiat Lux” projetado sobre a basílica de São Pedro enfatizou
a meta tribalista panteísta miserabilista contida no acordo de Paris e na carta “Laudato Si'”
As discussões já estavam difíceis na COP21 e na COP2 (realizada em Marrakesh em 2016).

Depois veio a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Quando candidato, ele já havia anunciado que se fosse eleito abandonaria o acordo de Paris.

Elegeu-se e veio então o pânico!

As autoridades nomeadas para a direção da área de Meio Ambiente provocaram mais calafrios...

E alívio para os cientistas sérios e os cidadãos americanos arrepiados pelo utopismo apocalíptico dos funcionários da administração Obama que deixaram seus cargos.

A demagogia verde estourou. “Esse acordo internacional é a última esperança para os pequenos Estados insulares”, disse chorosamente Thoriq Ibrahim, ministro de Meio Ambiente das Ilhas Maldivas nas conversações prévias em Bonn, com base nas vantagens que pensava arrecadar para mirabolantemente impedir o aumento do nível dos oceanos.

Veja mais sobre essa tapeação:

Ilhas do Pacífico crescem em altura e extensão e desmentem alarmismo climático

Ambientalismo: o clima não muda? Falsifiquemos os mapas!

Aumento do nível dos mares é a “maior mentira já contada”

Os compromissos espalhafatosamente anunciados em Paris seriam especialmente ruinosos para o Brasil.

Prévia da COP23 em Bonn aguardava ansiosa a anunciada desistência dos EUA
Prévia da COP23 em Bonn aguardava ansiosa a anunciada desistência dos EUA
Mas serviria para impulsionar o tipo de comunismo tribalista apregoado pelas ONGs ambientalistas mais radicais e órgãos como o Conselho Indigenista Missionário, extensão subversiva da CNBB.

As normas, regulamentos e leis deverão ser necessariamente muito dolorosas para os cidadãos e as economias nacionais, que serão gravemente atingidas e restringidas.

Para os políticos, regras impopulares significam perder eleições e as benesses dos cargos públicos. Então, nessas reuniões os representantes tentam aparentar que farão maravilhas, enquanto retorcem os termos dos imensos regulamentos para não se exporem às críticas dos eleitores em seus países.

Para os verdes, trata-se de apertar o cumprimento da insanidade assinada.

O neocomunismo fantasiado de verde visa primariamente derrubar a maior das economias capitalistas. Mas se os EUA caírem fora desse bailado, tudo muda.

No Centro Internacional de Congressos de Bonn, Yvon Slingenberg, representante da União Europeia, comentou com ansiedade que “nós todos aguardamos a decisão final da administração americana”.

Os povos europeus serão outras das grandes vítimas das draconianas medidas miserabilistas desejadas pelos fanáticos verdes. Mas, para os burocratas de Bruxelas, intoxicados de utopismo, isso importa pouco.

Em Washington, uma fonte do Departamento de Estado esclareceu que o país quer “ficar garantido de que as decisões da COP23 não trarão prejuízo” à sua política, à competitividade de suas empresas, nem ao seu crescimento econômico.

É o que todos querem para os seus países, menos os fanáticos ambientalistas.

Trump anuncia saída dos EUA do acordo de Paris, em roda de imprensa, Washington
Trump anuncia saída dos EUA do acordo de Paris,
em roda de imprensa, Washington
Ainda em Bonn, os negociadores se pavoneavam pelos corredores anunciando que recusavam renunciar às “conquistas” do Acordo de Paris, obtidas após árduos anos de discussões.

A China, máximo poluidor do planeta, assinou o acordo com a ressalva de que só aplicará à medida que sua economia o permita. O que significa que fará o que lhe der na telha.

Obama fez uma trapaça legal para assinar. Dilma Rousseff prometeu uma meta mais irrealizável do que os outros países, a qual poderá custar no mínimo 40 bilhões de dólares e servirá para perseguir o produtor rural.

Mas o furor verde-vermelho concentrado contra os EUA tomou um balde de água fria quando o presidente Trump anunciou no 1º de junho que pulava fora dessa insanidade.

O anúncio teve grande repercussão mundial, como testemunhou 'The New York Times'. A utopia comuno-tribalista saiu como fera ferida de morte.

Ainda haverá passos complementares para encerrar a presença americana no Acordo. Porém é certo que o gigante tendo caído fora, muitos outros países farão pelo menos corpo mole e o 'acordo de Paris' pode ficar tão aleijado quanto o extinto 'Protocolo de Kyoto'.

Para salvar a cara, a propaganda catastrofista anuncia que a China e a Índia se transformarão nos líderes planetários na luta para controlar a temperatura global.

O “acordo mãe da natureza” não é mais poderoso do que as forças colossais da própria natureza! E não adianta os radicais utopistas chorarem as mágoas de seu sonho alucinado!
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: terça-feira, 23 de maio de 2017

Descoberta “exorciza” pânico pela falta de água doce

Descoberta “exorciza” pânico pela falta de água doce

Descoberta “exorciza” pânico pela falta de água doce

Mais um pesadelo tramado nos laboratórios do ambientalismo neocomunista parece ter-se felizmente desfeito à luz do sol: pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, excogitaram uma “peneira” de óxido de grafeno [ilustração acima] que filtra o sal da água do mar a baixo custo, em escala industrial, explicou a BBC. Assim poderá ser resolvido um dos grandes problemas de certos países — a escassez de água doce —, desmentir o ambientalismo e confirmar o plano divino de os homens se multiplicarem ocupando toda a Terra. Fonte: ABIM






:: domingo, 7 de maio de 2017

Resfriamento global! em Bordeaux


Geadas no fim de abril danificaram vinhedos em diferentes châteaux da região. Em alguns, a perda estimada é de 100% da produção


03 maio 2017 por Isabelle Moreira Lima

Produtores de vinhos franceses estão desolados: depois de Champagne e da Borgonha, foi a vez de Bordeaux sofrer o efeito de temperaturas negativas em plena primavera. 
Segundo os vignerons, como são chamados os vitivinicultores franceses, os vinhedos da região foram acometidos pela pior geada em 25 anos. 
Para completar, o timing foi péssimo, pois graças a uma primavera prematura, as plantas já estavam em estado avançado de crescimento. Isso significa que os brotos “queimados” pelo gelo podem até renascer, mas não com a mesma qualidade. 

Vinhedos de Fronsac, em Gironde, Bordeaux, que teve a pior geada do século na última semana. Foto: Philippe Roy | Aurimages

O clima entre os produtores de Bordeaux é tão ruim – com o perdão do trocadilho – que são fortes os rumores de que a safra 2017 pode nem mesmo existir. No geral, há poucos dados sobre os estragos porque os produtores ainda estão tentando conter os efeitos da geada. 
Presidente do sindicato dos viticultores locais, Xavier Coumau escreveu em sua conta do Twitter que mandava boas vibrações para todos aqueles que lutam contra o congelamento de Bordeaux. Segundo ele, pelo menos metade da safra foi perdida. 
Em entrevista por e-mail, Jean-Jacques Dubourdieu, diretor dos Domaines Denis Dubourdieu, nomeou sua mensagem como “lágrimas de gelo”. Três dos cinco châteaux que compõem seus domínios foram gravemente afetados: Clos Floridene, Château Haura e Château Cantegril.
Segundo ele, Cabernet Sauvignon e Sémillon, duas cepas que amadurecem mais tardiamente, são suas esperanças; enquanto Sauvignon Blanc e Merlot, as mais precoces, serão raras em 2017. “Não há o que fazer, não há o que dizer. Estou realmente triste”, afirma. 
Perdas foram registradas em Graves, Pessac, Listrac, Moulis, Margaux, Entre-Deux-Mers e em partes de Saint Emilion e de Pomerol.

Mas nem tudo é desespero. O CEO dos châteaux d’Yquem e Cheval Blanc, Pierre Lurton afirmou que nas duas propriedades as perdas foram mínimas. Já em seu projeto pessoal, em Entre-Deux-Mers, o prejuízo foi de 75% das safras. “Não consigo ficar bravo. É a natureza”, afirma. 




:: sábado, 6 de maio de 2017

Falsos índios criam confusão em Brasília

                Falsos índios criam confusão em Brasília


No dia 25/4, houve um conflito entre índios e a PM, em Brasília, durante manifestação na qual eles reivindicavam a demarcação de mais terras indígenas. Os índios, inclusive, ameaçaram a vida dos policiais atirando flechas sobre eles.

No dia seguinte aos caos provocado em Brasília, começaram a proliferar na internet denúncias e fotos de que muitos dos índios na manifestação são falsos, sendo, na verdade, brancos ou mestiços. Confiram as fotos:







   
Fonte: CM Jornal

Chamoua atenção de muitos o fato de os índios estarem fazendo uso das maisrecentes conquistas do mundo moderno. Estas fotos abaixo também tiverammuita repercussão na internet: 


Se mantendo atualizado nas últimas fofocas do WhatsApp 

Dando aquela voltinha de roller só pra descontrair entre uma manifestação e outra 

Conferindo o saldo da conta, porque sem grana ninguém vive


Fonte: Facebook


Voltarama circular imagens do caso dos falsos índios que estão roubando terrasna Bahia de muitos produtores rurais. Eles fazem até cadastro cominformações mentirosas na FUNAI para legitimar a fraude. Isto foinoticiado com bastante propriedade pelo Jornal da Band em 2014 (clique aqui para conferir esta reportagem).

Fonte: Facebook
   




:: domingo, 30 de abril de 2017

Despejo do Lula

E Lula acordou num sítio que não era dele

por Percival Puggina. Artigo publicado em


Para contar desde o começo essa história do sítio de onde Lula se auto despejou, eu preciso começar por seu personagem mais estranho - Fernando Bittar. Ele é dono de um local aprazível onde não chegava telefonia celular. A propriedade precisava de cuidados e reformas para cuja execução não dispunha de renda suficiente. Mas não se deixou abater por isso.

 Disposto a transformar o Santa Bárbara num pequeno paraíso serrano, para onde nunca ia nem iria, o remediado Bittar, em vez de pedir orçamento para três empreiteiros e escolher o de menor preço, como faríamos nós, perguntou a seus universitários botões: qual é a maior empreiteira do país, universitários? E os botões, em coro lhe responderam: a Odebrecht. Não havendo discordância entre os informantes, Fernando decide. Que seja a Odebrecht.

 A poderosa construtora de hidroelétricas, portos e rodovias, despacha engenheiros para Atibaia. E a obra foi feita, ficando pronta bem antes da Linha 6 do metrô de São Paulo. Mas faltavam detalhes. Se alguma vez na vida você tentou falar com empresa de telefonia celular por telefone, deve saber o quanto isso é difícil. Imagine, então, conseguir dela a instalação de uma torre, só para você, em meio aos matagais e matacões de despovoada serra. Impossível? Não ao Fernando. Ele ligou para a OI e conseguiu sua torre. Também a velha cozinha não estava legal. Era preciso melhorar aquela parte da casa. Para a impressionante e complexa tarefa, nosso herói chamou outra grande empreiteira, a OAS, terceira no ranking das maiores do país.

Agora, pasmem. Quando tudo ficou pronto, num lance de fazer inveja a João Pedro Stédile, o ex-presidente Lula irrompe no Santa Bárbara, sem foices nem bandeiras vermelhas, com aquela entourage que a nação lhe disponibiliza vitaliciamente para que nunca mais na vida necessite ir até a adega buscar uma garrafa. E de tudo, a partir daí, usou e abusou em 111 visitas até seu auto despejo.

Gostaria de haver assistido aquela alvorada de uma nova consciência na alma de Lula. Só pode ter sido algo assim. Veja se não. Ele acordou, esfregou os olhos, contemplou assustado seu entorno, sacudiu a galega até despertá-la e disparou: 'O que estamos fazendo aqui, mulher? Não me chamo Fernando e não moro em Atibaia! Vamos embora deste lugar!'. E se foram para nunca mais voltar.

Nem Luiz Inácio, nem Fernando. Só alguns milhares de garrafas de vinhos finos, se não resgatadas, dormem serenas na fria encosta da Serra do Itapetinga.

 






:: segunda-feira, 24 de abril de 2017

Descoberta exorciza pânico de falta de água doce


Descoberta exorciza pânico de falta de água doce

Posted: 23 Apr 2017 01:30 AM PDT

O óxido de grafeno permite criar membranas altamente eficiente e econômica para dessalinizar a água do mar.
O óxido de grafeno permite criar membranas
altamente eficientes e econômicas para dessalinizar a água do mar.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Felizmente, mais um pesadelo maquinado nos laboratórios do ambientalismo neocomunista parece ter-se desfeito como um pesadelo à luz do sol. E isso em virtude do talento humano aplicado, da ciência e da tecnologia bem ordenadas a seus fins.

“Verdes”, mas também alumbrados das esquerdas e Campanhas da Fraternidade, entre outros, ficavam martelando que a água doce escasseia, é rara e cara. E jogavam a culpa na civilização moderna, que a usaria inescrupulosamente.

A ficção vem acompanhada de ilustrações propagandisticamente aterradoras e projeções para um futuro que nenhum dos homens hoje vivos poderá conferir.

Porém, o bom senso e a ciência objetiva falavam outra linguagem: água há à vontade no planeta. E se ela vier a faltar, a inteligência que Deus deu ao homem aí está para resolver os problemas até nas regiões naturalmente mais secas.

Mais de 70% da superfície do planeta está coberta pela água salgada dos mares. Ela não poderia ser dessalinizada e aproveitada?

A dificuldade consistia em que as técnicas para dessalinizar em grande escala são caras.

Agora, pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, excogitaram uma ‘peneira’ de grafeno que remove o sal da água do mar a baixo custo. A invenção, segundo a BBC, tem o potencial de ajudar milhões de pessoas sem acesso direto à água potável.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na renomeada publicação científica Nature Nanotechnology.

O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, como o diamante e o grafite, mas muito fácil e barato de produzir.

Seu derivado químico, o óxido de grafeno, é altamente eficiente na filtragem do sal, muito melhor que as membranas de dessalinização existentes.

O grafeno, descoberto em 1962, foi pouco estudado até que pesquisadores da Universidade de Manchester, analisando em 2004 sua estrutura, verificaram que consiste em uma camada fina de átomos de carbono organizada em uma espécie de treliça hexagonal.

Filtro de grafeno é tão fino que deixa passar as moléculas de água mas bloqueia os sais.
Filtro de grafeno é tão fino que deixa passar as moléculas de água mas bloqueia os sais.
Sua força elástica e condutividade elétrica tornaram-no um dos metais mais promissores para futuras aplicações.

Rahul Nair, que liderou a pesquisa, revelou, no entanto, que o óxido de grafeno pode ser feito facilmente em laboratório, informou “La Nación” de Buenos Aires.

Nair e seus colegas puderam ajustar as membranas de grafeno para deixar passar mais ou menos sal de modo mais eficiente e muito mais econômico que os filtros conhecidos até agora.

O grafeno já começava a ser considerado o material do futuro quando a equipe criou o filtro que resolveria a escassez de água potável e que é capaz de ser produzido em escala industrial.

“O óxido de grafeno pode ser produzido por simples oxidação em laboratório', explicou à BBC Rahul Nair, chefe da equipe. “Para produzi-lo em grande volume e pelo custo, o óxido de grafeno tem uma vantagem potencial”.

“Nós conseguimos controlar a dimensão dos poros na membrana e efetivar a dessalinização que antes não era possível”, sublinhou Nair.

A descoberta deverá ainda passar pelo crivo da indústria de baixo custo e da resistência ao contato com a água do mar.

Porém, segundo a BBC, seu desenvolvimento é promissor.  Fonte Blog Verde a nova cor do comunismo




:: segunda-feira, 17 de abril de 2017

Biomas da CNBB


Biomas preocupam a CNBB, mas não as dezenas de milhões de católicos que abandonaram a Fé

Posted: 16 Apr 2017 07:41 AM PDT

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão. Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão.
Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Campanha da Fraternidade de 2017 abordou mais uma vez a questão ambiental, como já fez em edições anteriores. O tema foi “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Quando falei isto a meus amigos, aliás muito enfronhados na problemática ambientalista brasileira, iniciou-se uma conversa amável que degenerou na máxima confusão.

Afinal de contas o que e que é a CNBB entende como bioma e o que tem a ver essa campanha com a religião católica, perguntavam todos.

Por isso quando vi o artigo “Biomas brasileiros — cultivar e cuidar” do Emmo. Cardeal arcebispo de São Paulo D. Odílio Scherer, achei que iria a ouvir algo bem definido e esclarecedor.

E acabei estarrecido pela radicalidade dos propósitos expostos com dulçurosa redação.

A escolha do tema foi influenciada, escreveu o prelado, pela encíclica ‘Laudato si’, do papa Francisco (2015).

Voltou-me à mente a euforia das esquerdas latino-americanas mais extremadas com dita exortação.

Veja: Encíclica Laudato Si’ causa perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda

Mas, o alto eclesiástico, explicou que a CNBB com essa campanha na Quaresma visou convidar os cristãos a refletirem sobre as implicações da sua fé em Deus.

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Ele reconhece que o tema soa abstrato e distante da religião, objeto de ocupação apenas para especialistas e ambientalistas de carteirinha.

Leia-se MST, CIMI, ONGs nacionais e internacionais, Funai e outros tentáculos mais ou menos combinados com a CNBB para fazer a revolução no Brasil.

O arcebispo paulista também reconhece que “para a maioria das pessoas, talvez o conceito ‘bioma’ seja até desconhecido”.

E explica que “trata-se de um ambiente da natureza que tem um conjunto de características próprias e hospeda diversas espécies vivas bem harmonizadas com esse ambiente”.

Como é que as invasões das fazendas por indígenas atiçados pelo CIMI e denunciadas documentadamente na CPI de Mato Grosso do Sul servem para “harmonizar” as ‘espécies vivas do ambiente’ jogando num luta fratricida uns brasileiros contra outros? Visivelmente há muitas coisas que não colam.

Quanto mais lia, menos entendia... É um modo de dizer, acho que entendia cada vez mais.

Prosseguindo me deparei com que “todos os biomas brasileiros estão ameaçados e a principal ameaça é representada pela interferência indevida do homem neles. (...)

Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos
Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos 'biomas'.
E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?
“certas formas de manejo florestal, agricultura ou criação de gado, e mesmo de urbanização, podem produzir profundas alterações no delicado equilíbrio dos biomas.

“Por motivos econômicos, a natureza acaba sendo vista como fonte de recursos disponíveis, sobre os quais o homem avança com a vontade de se apropriar, sem considerar as consequências presentes e futuras de sua intervenção no ambiente da vida.

“A natureza ferida e desrespeitada pode voltar-se contra o próprio homem, que se torna a sua vítima”.

Simples: a gloriosa sucessão de gerações de produtores agropecuários que regaram o solo brasileiro com seu sangue, com seu suor e suas lágrimas para tirar o Brasil da incultura e da barbárie são os maiores inimigos do País (ou de seus biomas)!

E Deus que mandou os homens ocuparem a Terra toda, será por caso inimigo dos biomas?

Então a Campanha da Fraternidade 2017 visa conscientizar os cristãos dessa realidade execrada pela CNBB após piruetas verbais bem do gosto dos “verdes” e das esquerdas subversivas.

Dita conscientização, acrescenta o artigo comentado, não fica no campo. Deve ir por cima das cidades e de seus habitantes que constituem a larga maioria da população nacional.

E como na cidade não existe o famoso “bioma” na acepção adotada pela CNBB, o artigo excogita a existência de um “bioma urbano” . Nele ‘o ser humano é seu principal agente ativo e passivo’.

Por que não mencionar também os passarinhos, animais de afeição, e em ultima análise, insetos, baratas e ratos que pululam desagradavelmente nas cidades, se a acepção adotada é para ser levada a sério?

O Exmo. arcebispo reconhece por fim que haverá “quem pergunte: por que motivo a Igreja Católica se preocupa com uma questão que não é propriamente religiosa? E por que promove essa reflexão justamente no tempo da Quaresma, marcadamente religioso e cristão?”

Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG, o bioma parece ter progredido.
Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG,
o bioma parece ter progredido.
É a pergunta de todo mundo que tem um resto de fé e de lógica.

E responde que “a atitude religiosa decorrente da fé cristã não se expressa apenas em cultos, ritos, preces e exercícios propriamente espirituais. A fé cristã integra todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”.

Mas é essa fé católica que está sendo abandonada no Brasil, não só na prática nas igrejas mas “todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”!

E a grei confiada à CNBB está se dispersando a ponto de ficar reduzida a um mero 50% – segundo dados do IBGE e da Datafolha – quando em 1940 os católicos eram 95% segundo o mesmo IBGE? 

Essa perda massiva da fé católica não pede uma retomada fervorosa da pregação que inspirou o nascimento do Brasil e seu desenvolvimento através dos séculos de sua história?

A CNBB não responde ao clamor dessas dezenas de milhões de almas que se perdem no materialismo ambiente e prefere ficar na encíclica Laudato si’ levada como bandeira pelo bolivarianismo e populismo subversivo latino-americano!

E nos quase divinizados biomas.... que são explorados como ‘slogans’ do ambientalismo radical!
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: sábado, 15 de abril de 2017

A carne é forte e global

Setor de carnes é um dos raros em que o Brasil é referência global

Eraldo Peres - 21.mar.17/Associated Press
Workers prep poultry at the meatpacking company JBS, in Lapa, in the Brazilian state of Parana, Tuesday, March 21, 2017. Brazil
Funcionários em unidade da JBS no Paraná

A exportação brasileira de carnes cresceu 13% ao ano desde 2000 e atingiu US$ 14,4 bilhões em 2016. Ocupamos o 2º lugar no ranking mundial, exportando carne de aves para 160 países (1º do mundo), bovina para 138 países (2º lugar) e suína para 88 países (4º lugar).

A exportação é volumosa e diversificada em produtos e destinos neste setor, sem dúvida um dos mais dinâmicos do agronegócio mundial. Se o Brasil sair do mercado mundial, haverá uma imediata escassez, que impactará a segurança alimentar de boa parte da população mundial.

Os principais fatores que explicam o sucesso do Brasil nas proteínas animais são:

Disponibilidade de milho e farelo de soja: principais componentes da ração usada para criar aves e suínos, esses dois itens respondem por mais da metade do custo de produção dos animais. A maioria dos países que produzem carne no mundo importa soja e/ou milho das Américas, o que encarece o seu custo de produção.

Produtividade: genética avançada e uso de insumos modernos garantem elevadas conversões alimentares na produção de aves e suínos (kg de ração por kg de carne). No boi, o melhoramento de capins tropicais e do gado zebuíno (puro ou cruzado com raças europeias) gerou 143% de ganho de produtividade desde 1990.

Status sanitário: o Brasil tem sido privilegiado pela ausência de graves epidemias que atingem a pecuária em outros continentes, como a influenza aviária, a doença de newcastle, a peste suína, a diarreia epidêmica porcina e a vaca louca.

Coordenação da cadeia produtiva: exemplos notáveis de coordenação e eficiência da cadeia de carnes são:

a) o sistema de integração lavoura-pecuária na produção primária de grãos e bovinos;

b) a integração vertical entre pequenos produtores de suínos e aves e as indústrias processadoras, sejam elas privadas ou cooperativas;

c) a amplitude e a eficiência da cadeia fria, que vai do processamento à geladeira dos consumidores no país e no exterior;

d) a grande quantidade de auditorias, certificações e padrões privados que garantem qualidade, sanidade, rastreabilidade e bem-estar do animal.
Vale destacar que a maior parte dos países importadores impõe rígidos sistemas de aprovação de cada unidade brasileira que quer exportar: acordo sanitário internacional, preenchimento de questionários e auditorias que vão habilitar e monitorar só uma parte das unidades.

Esse processo é moroso e pouco transparente, repleto de travas sanitárias, técnicas e burocráticas, não raro sem base científica e previsibilidade. Nossos frigoríficos são constantemente inspecionados por técnicos e clientes dos países importadores: em 2016, só a JBS e a BRF receberam 550 auditorias do exterior.

Curiosamente vários países que hoje restringem a carne brasileira não aplicam internamente os mesmos critérios exigidos nas importações. A realidade nua e crua de grande parte dos países em desenvolvimento é triste: abate de animais vivos em mercados molhados (chamados de 'wet markets'), sujeira e contaminações por toda a parte, animais heterogêneos e sem controle sanitário de origem, trabalhadores descalços, sem camisa, luvas ou toucas de proteção, ausência de cadeia fria no mercado e nas casas.

Padrão, sanidade, qualidade e cadeia fria infelizmente são a exceção, e não a regra, para a maior parte dos consumidores do planeta.

O setor de proteínas animais é um dos raros segmentos da economia em que nos tornamos referência global, graças a exportações que agregam volume, qualidade, sanidade e preços acessíveis, além de boas perspectivas. Basta dizer que, enquanto a demanda mundial por alimentos aumentará 46% até 2050, a procura por proteínas animais crescerá 95%, mais que o dobro. 





:: sábado, 8 de abril de 2017

Produtores rurais ajudam na preservação do ambiente inteiro

 Produtores rurais ajudam na preservação do ambiente inteiro

O investimento em tecnologia e o reflorestamento aumentam a produtividade no campo e ajudam a reduzir o desmatamento. Um raio-x da Embrapa em propriedades rurais comprova que os agricultores brasileiros estão preservando mais o meio ambiente. Veja a matéria que foi ao ar ontem no Jornal da Band:


Comentários

Apruccap disse…
Enquanto isso, os proprietários rurais de áreas delimitadas comoUnidades de Conservação são tratados como lixo pelo governo federal epelo ICMBio, que tentam retirá-los de suas terras com base em decretoscujos critérios de desapropriação não são esclarecidos e que também jácaducaram. São esses produtores rurais que protegem os parques e tolhem apresença de madeireiros, caçadores, palmiteiros e passarinheiros,sempre com risco pessoal e de suas famílias. Mas para o governo federal,o ICMBio e a maioria da população brasileira, extremamente ignorantequando se trata de analisar questões aparentemente simplórias, osproprietários que tiveram a infelicidade de estar instalados nessasáreas são vilões, que devem ser tirados do mapa. Depois que a área é'limpa', lá vem a licitação para grandes empresas explorarem atividadesde turismo, trilhas, hotelaria, lojas, estacionamento e outras noslocais confiscados dos produtores rurais. http://www.codigoflorestal.com/2017/04/produtores-rurais-ajudam-na-preservacao.html





:: segunda-feira, 3 de abril de 2017

O colapso do discurso petista

O colapso do discurso petista

 Toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais

 OESP, Editorial, 03 Abril 2017

 

A derrota sofrida pelo PT na eleição municipal de São Paulo foi tão acachapante que o partido resolveu tentar descobrir, com método científico, as razões desse desastre, que foi especialmente doloroso na periferia da capital, antigo reduto petista. Para isso, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, foi aos bairros mais pobres da cidade para entrevistar os eleitores que, embora tivessem votado no partido entre 2002 e 2012, se negaram a votar em Dilma Rousseff para a Presidência em 2014 e em Fernando Haddad para a Prefeitura em 2016.

O resultado desse trabalho ilustra o quão descolado da realidade está o discurso petista voltado para os mais pobres. Mais do que isso, permite perceber que esses eleitores, diferentemente do que apregoam os ideólogos petistas, consideram o Estado, e não a “burguesia”, como seu inimigo, valorizam a meritocracia e entendem que a crise ética da sociedade não é resultado de vícios estruturais, e sim de mau comportamento individual, que deve ser resolvido, antes de mais nada, pela família.

A pesquisa foi feita entre 22 de novembro de 2016 e 10 de janeiro deste ano, baseando-se em entrevistas em profundidade com moradores de bairros periféricos de São Paulo, acima de 18 anos, com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos e que deixaram de votar no PT. Ao menos 30% dos entrevistados são ou foram beneficiários de programas sociais implementados pelos governos petistas. Ou seja, é o perfil tido como característico do eleitor petista, ao menos no imaginário dos que consideram o PT representante natural dos “excluídos”.

Como hipótese,o estudo afirma que o padrão de vida na periferia melhorou como resultadodireto das políticas dos governos petistas, mas essa melhoria levou osmoradores a “se identificarem mais com a ideologia liberal, que sobrevaloriza omercado”. Com a crise econômica, prossegue a hipótese, esses moradores, aocontrário do que os petistas certamente esperavam, reagiram movidos pela“lógica da competição”, isto é, pela ideia de que é preciso que cada umtrabalhe duro para superar os problemas. Tal visão é incompatível com umaideologia que anula o indivíduo em favor da “classe trabalhadora”.

De um modo geral, a pesquisa concluiu que a política “não é prioridade no cotidiano” dos entrevistados. Quando falam do tema, em geral abordam os escândalos de corrupção. O estudo constatou também que “as categorias analíticas utilizadas pela militância política ou pelo meio acadêmico não fazem sentido para os entrevistados”, isto é, os embates entre “direita” e “esquerda” ou entre “reacionários” e “progressistas” simplesmente “não habitam o imaginário da população”. Além disso, constatou a pesquisa, “a cisão entre a classe trabalhadora e a burguesia também não perpassa o imaginário dos entrevistados”.Isso significa, em outras palavras, que toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

O estudo é obrigado a reconhecer que “o principal confronto existente na sociedade não é entre ricos e pobres, entre capital e trabalho, entre corporações e trabalhadores”, e sim “entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes”. Para os entrevistados, “todos são vítimas do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. A maioria, ademais, se disse favorável a “uma atuação mais integrada entre poder público e iniciativa privada em favor da coletividade”.

Dessa forma, segundo a Fundação Perseu Abramo, “abre-se espaço para o ‘liberalismo popular’, com demanda de menos Estado”. A entidade sugere que, se quiser voltar a prevalecer nas urnas, “o campo democrático-popular precisa produzir narrativas contra-hegemônicas mais consistentes e menos maniqueístas”. É o reconhecimento, afinal, de que a estratégia petista de hostilizar as “elites” fracassou, e é também a prova de que um projeto político que racionalize o Estado, estimule a iniciativa privada e premie os melhores e mais esforçados é eleitoralmente viável.





:: quarta-feira, 29 de março de 2017

Tribo brasileira indenizada por danos espirituais

Tribo brasileira indenizada por danos espirituais provocados por queda de avião

Caos contemporâneo...

 

Indígenas reclamavam quatro milhões de reais devido a um acidente aéreo em 2006, alegando que a zona onde habitavam ficou contaminada pelo combustível e que os espíritos das vítimas tinham permanecido no local.

PÚBLICO 

28 de Março de2017, 0:00

 

Raoni Metuktire, líder da tribo, ganhou fama nos anos 80 ao acompanhar Sting numa digressão mundial para apelar à preservação da Amazónia D.R.

Uma das maiores companhias aéreas brasileiras, a Gol, vai pagar quatro milhões de reais (quase 1,2 milhões de euros) a uma tribo indígena devido à queda de um avião em 2006, na qual morreram 154 pessoas, entre as quais um português.

Um avião comercial da companhia colidiu, em pleno voo, contra um jacto privado por cimada reserva da tribo Caiapó, na floresta da Amazónia. Os indígenas deixaram a zona, recusando-se a regressar, mas alegando que a região onde habitavam ficou contaminada pelo combustível das aeronaves e marcada pelo sangue e presença dos espíritos das vítimas, noticia uma reportagem do programa Fantástico da Globo.

Os destroços do avião da Gol continuam no local. Por isso, os indígenas pediram uma indemnização por danos espirituais. Mas o pedido de compensação financeira engloba danos materiais, devido à destruição de várias habitações e de um centro de saúde.

Na altura do acidente o jacto privado, um Embraer Legacy 600, estava a viajar rumo aos EUA e conseguiu aterrar em segurança num aeroporto nas proximidades depois de bater na asa do Boeing da Gol, que se despenhou na zona de Mato Grosso, na Amazónia,vitimando as 154 pessoas a bordo.

O Ministério Público brasileiro, a companhia aérea e os representantes da tribo chegaram a um acordo inédito para que fosse pago a compensação financeira total exigida. 

https://www.publico.pt/2017/03/28/mundo/noticia/tribo-brasileira-recebe-quatro-milhoes-por-danos-espirituais-provocados-por-queda-de-aviao-1766744

 





:: quarta-feira, 29 de março de 2017

A CNBB joga contra os pobres

A CNBB joga contra os pobres

Os pobres, que a Igreja tem o compromisso de defender, serão os grandes perdedores de um eventual fracasso da reforma da Previdência

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e também arcebispo de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha, e outros dirigentes da entidade divulgaram manifesto contra a reforma da Previdência. Onze bispos da Província Eclesiástica de Belo Horizonte fizeram o mesmo.

A Igreja Católica tem uma milenar história de defesa e amparo dos pobres. Antes do surgimento do Estado de Bem-Estar Social no século XX, a Igreja e outras denominações religiosas se incumbiam, ao lado de instituições de caridade, de apoiar as classes menos favorecidas, fornecendo-lhes abrigo e alimentação.

pobreza diminuiu em todo o mundo. Na Europa do século XVIII, 90% da população era de pobres. Hoje, graças ao desenvolvimento, eles são menos de 10% dos europeus. A globalização, que permitiu a ascensão da China e de outros países emergentes, retirou da pobreza um bilhão de pessoas. O trabalho assistência aos pobres tornou-se menos relevante

Não faltam credenciais à Igreja para defender os pobres, mas ela se enganou nesse caso. De fato, o fracasso da reforma conduziria o governo federal à insolvência fiscal. O calote prejudicaria os milhões de investidores que compraram títulos do Tesouro, inclusive os fundos de pensão dos quais dependem milhares de aposentados e as pessoas físicas que, direta ou indiretamente, investem suas poupanças em papéis públicos federais.

A insolvência geraria o fenômeno conhecido como “dominância fiscal”, isto é, a situação em que o Tesouro não consegue financiar sua dívida no mercado e passa a fazê-lo mediante emissão de dinheiro. O Banco Central perde a capacidade de assegurar a estabilidade da moeda. A inflação foge do controle e pode nos levar de volta aos horrores da hiperinflação.

Como aprendemos, os pobres são os que mais sofrem com a inflação. Ao contrário dos ricos, os pobres não têm como recorrer a mecanismos de proteção contra a alta dos preços e à corrosão inflacionária de seus salários. Os ricos até ganham. Por isso, a inflação é um meio perverso de cobrar indiretamente impostos dos pobres e de concentrar a renda do país.

O manifesto dos bispos está cheio de equívocos. Afirma que a reforma prejudica os pobres. É o contrário. Os perdedores serão os não pobres, que hoje se aposentam com 30 ou 35 anos de contribuição. Os pobres, que labutam grande parte de sua vida no mercado informal, não conseguem comprovar o pagamento de contribuições previdenciárias nesse período. Por isso, se aposentam aos 65 anos, que é a idade mínima prevista no projeto de reforma. Os ricos obtêm a aposentadoria com pouco mais de 50 anos.

O manifesto é um rosário de equívocos. A preparação dos bispos tem mais a ver com filosofia, direito canônico e teoria eclesiástica. Eles não estudam economia. Por isso, na sua boa-fé e no anseio de defender os pobres, podem ter recorrido a informações inadequadas, que os levaram a não entender as consequências sociais da rejeição da reforma.

CNBB não percebeu que o atendimento de sua proposta seria a desgraça dos pobres.

http://veja.abril.com.br/blog/mailson-da-nobrega/a-cnbb-joga-contra-os-pobres/





:: sexta-feira, 24 de março de 2017

Palestra e Lançamento

Aos caros Amigos,

Está chegando o dia:

Palestra e Lançamentodo Livro “utopia igualitária – Alvitamento da dignidade humana” de AdolphoLindenberg.

Próxima sexta-feira,24 de março/2017 
Esperamos porvocê!
Local: Livraria Cultura – Iguatemi Shopping Brasília(DF)


Preço do exemplar: R$ 30,00 (trinta reais)

17 hA manifestação de superioridade deum homem em relação a outro é sempre chocante, ofensiva, revoltante? Asuperioridade gera necessariamente uma opressão do superior sobre o inferior,como afirmam os marxistas? A libertação desse jugo não requer a eliminaçãoprogressiva de todas as superioridades?

Os contrastes entre os muito ricose os muito pobres não são de molde a nos afrontar e despertar vontade de alteraro atual establishment? Não somostodos filhos de Deus, não partilhamos da mesma natureza, não temos os mesmosdireitos? Deus, que é Pai e é bom, amando todos os seus filhos, pode aprovar aexistência de desigualdades de classes, de fortuna, de saúde, e tantas outras? Oaforismo segundo o qual se dois seres forem totalmente iguais um deles ésupérfluo, é verdadeiro ou falso?

Tais perguntas, que ouvimos comfrequência, indicam o quanto a utopia igualitária influencia a mentalidade dohomem moderno.

Essas e outras questões o Dr.Adolpho Lindenberg enfrentará na próxima conferência, na Livraria Cultura,sustentando que a ditadura do igualitarismo constitui um violento atentadocontra a liberdade e a própria dignidade da pessoa humana.

 

Data:sexta-feira,24 de março de 2017

Horário: 19horas
Local:
LivrariaCultura – Iguatemi Shopping Brasília (DF) -Lago Norte

 





:: terça-feira, 21 de março de 2017

PF foi irresponsável

“PF foi irresponsável e o pecuarista, o elo mais fraco da cadeia, vai pagar a conta”, dispara o vice-presidente da SRB

O pecuarista e vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Pedro de Camargo Neto, disparou: “A PF foi irresponsável. Acho que existe pontualmente algo muito real e que tem de ser penalizado, mas é menor do que foi apresentado. Por ser menor, me preocupa o estrago que possa provocar”.

Ele critica o fato de a PF ter anunciado a operação Carne Fraca como a maior da sua história. Segundo ele, o tamanho do problema é menor em relação ao estardalhaço que foi feito. Na sua opinião, quem vai pagar a conta é o pecuarista, o elo mais fraco da cadeia, disse. (Estado, 20/03/2017)

 

Quem vai processar o delegado da PF?

Richard Jakubaszko 

 

Processar o delegado, esta é a pergunta que não quer calar, e que estou me fazendo desde a última sexta-feira, 17/3, quando o delegado midiático da Polícia Federal (PF), Mauricio Moscardi Grillo, foi aos holofotes denunciar o que considera um escândalo nacional de os frigoríficos venderam carne podre, adulterada, vencida, misturada com papelão e coberta de ácido ascórbico, acusado mentirosamente de ser cancerígeno.

Ora, que provas o delegado e seus mais de 900 agentes apresentaram? Três ou quatro conversas telefônicas, das quais tiraram ilações estapafúrdias. Numa delas, envolveram o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio, muito provavelmente o objetivo principal dessa desastrada operação Carne Fraca, para enfraquecer o político nomeado por Temer, porque ele teria a função, determinada pelo presidente e seus parceiros peemedebistas, de um lado, para desconstruir a LavaJato, da qual faz parte o delegado Moscardi Grillo. De outro, a intenção de desmoralizar o ministro, que já andava comentando a futura troca do atual comandante da PF, coisa que os delegados não desejam.

A ação da PF é um crime lesa-pátria, pela leviandade, por demorar 2 anos numa operação, classificada como a maior de todos os tempos da PF, e que não apresenta nada conclusivo, apenas ilações e convicções, como parece ser o modismo entre procuradores e policiais, e que judicializaram o país. O exemplo maior dessa patacoada é a mistura de papelão em carnes, um absurdo de entendimento. Por que demorou 2 anos para vir a público?

Então, que se processe judicialmente esse delegado, por abuso de poder no exercício de um cargo público. Que se afaste esse delegado dessa operação, que não é verdadeira e nem ameaça a saúde pública, e que o Ministério da Agricultura faça a lição de casa. Que se processe esse delegado pela conduta midiática, escandalosa, e por colocar em risco a balança comercial brasileira, a imagem do país nessa área de alimentos, produção que nos concedeu o privilégio de ficarmos de fora da crise que se abateu no planeta desde 2008, quando o sistema financeiro americano quase implodiu o mundo.

Para os brasileiros vai ficar a imagem, por algum tempo, de que comemos carne podre, misturada com ácido ascórbico e papelão. Não vai adiantar muita coisa o presidente Temer ter convidado os embaixadores para uma churrascaria, as redes sociais ridicularizam essas atitudes. O ministro Blairo Maggi vai ter muito trabalho para desmontar essa trapalhada da PF, as empresas JBS, Seara, Marfrige BRF não possuem forças para desmentir sozinhas as mentiras, e nem a grande mídia quer saber disso, pois não vai abrir espaço para desmentidos. O que a mídia deseja é a grana para pagar espaços publicitários dessas empresas, para custear as futuras operações escandalosas.

Neste exato momento em que publico este post, realiza-se a coletiva da Abiec e da Associação de Proteínas, em São Paulo, para esclarecer fatos do setor. Não será suficiente, os importadores europeus e chineses já começaram a pressão, e pedem para trancar as importações de carnes brasileiras. O Brasil vai perder.

O Brasil vai perder ainda com as ações midiáticas e judiciais dos veganos e ambientalistas; o Brasil vai perder com as ações de advogados americanos que vão processar na justiça americana a JBS e a BRF para obter compensações pelas perdas dos seus clientes no mercado acionário. E lá essas indenizações podem quebrar qualquer empresa que já esteja fragilizada.

Então, que se processe o irresponsável! É a minha opinião, como brasileiro e cidadão. Tudo isso, porque acredito que praticar cidadania não é exercer a plena hipocrisia. Com a prática de mais de 50 anos de jornalismo no agronegócio, tenho minhas convicções, também.

Entrevistas para gerar fatos e frases de efeito para alguns jornalistas da mídia repercutirem não vai adiantar nada. Precisa-se de punição exemplar dos delegados aproveitadores de plantão, que abusam de seu cargo e função pública. https://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2017/03/quem-vai-processar-o-delegado-da-pf.html

 





:: quarta-feira, 15 de março de 2017

Preserva mais o meio ambiente

Ninguém no Rio Grande do Sul preserva mais o meio ambiente do que os agricultores gaúchos

Agricultores gaúchos são responsáveis pela proteção ambiental do Rio Grande do Sul. Estudo do Pesquisador da Embrapa, Evaristo de Miranda, com base nos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostra que as Unidade de Conservação e Terras Indígenas ocupam 1% da área do estado enquanto as áreas preservadas em propriedades privadas ocupam 21% da área rural. 'Não há ninguém no Rio Grande do Sul que preserve mais o meio ambiente do que os agricultores', disse Evaristo ao Canal Rural.

O estudo analisou mais de 450 mil propriedades rurais incluídas no CAR.

Eis aí mais um dado positivo para o setor rural derivado do CAR. Ainda bem que temos um Evaristo. Seria melhor ainda se tivéssemos vários.
Fonte: Código ambiental
Veja a matéria do Canal Rural.

Embrapa levanta áreas preservadas pela agricultura no RS

Foto: Gite/Embrapa

Gite/Embrapa - Mapa das áreas preservada e protegidas no RS - por biomas

Mapa das áreas preservada e protegidas no RS - por biomas

As áreas preservadas pela agricultura brasileira são o foco das mais recentes pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, com base nos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em março, o Gite concluiu os números referentes ao estado do Rio Grande do Sul. Os primeiros levantamentos mostram que 13% da área total do Estado está preservada pela agricultura e que 1% da unidade federativa corresponde a áreas protegidas por terras indígenas e unidades de conservação. Esta etapa foi apresentada pelo pesquisador e coordenador do estudo, Evaristo de Miranda, na Expodireto Cotrijal 2017, realizada nos dias 6 e 9 de março, em Não-Me-Toque, RS.

Os dados analisados são provenientes das declarações e mapas cadastrados pelos agricultores no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) – sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Em janeiro, a base de dados do SiCAR foi integrada ao Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (SITE) da Embrapa, possibilitando o cruzamento com outras bases de dados. De posse deles, o Gite começou um trabalho de análises comparativas, nos estados, entre as áreas protegidas e as preservadas. Além do Rio Grande do Sul, estão sendo analisados os dados do Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Maranhão.

Neste primeiro momento, foram utilizados quatro planos de informação em um imóvel rural: áreas de preservação permanente, de reserva legal, de vegetação excedente e de hidrografia.

No Rio Grande do Sul, Evaristo de Miranda explica que o estudo utilizou as declarações de 455.295 imóveis rurais, totalizando uma área em torno de 16 milhões de hectares.

Segundo o pesquisador, o uso da pampa, bioma característico do Estado, trouxe uma particularidade às análises do CAR no Rio Grande do Sul. Isso porque, ele explica, ao realizar o cadastro de seus imóveis, os agricultores podem ter declarado a área de pampa como pastagem, ao invés de vegetação preservada. “Dessa forma, a porcentagem das áreas preservadas pela agricultura no Estado poderão ser maiores”, observa. Miranda adianta que futuros estudos do Gite reclassificarão as áreas da pampa - dentro desses imóveis rurais - como vegetação preservada a fim de se ter uma visão mais completa do papel da agricultura na preservação da vegetação nativa.

Preservação pela agricultura

Em fevereiro, foram comparadas as áreas preservadas e protegidas no Mato Grosso. Em um encontro realizado na sede da Aprosoja, em Brasília, DF, o chefe-geral, Evaristo de Miranda, entregou mapas e tabelas contendo as análises em níveis do Estado, de microrregiões e de municípios.

De acordo com o estudo, a área preservada pela agricultura totaliza 32,5 milhões de hectares do Estado, o que corresponde a 36% de sua área. A área protegida, por sua vez, corresponde a 19% do território do Mato Grosso. Ou seja, no Mato Grosso a agricultura preserva quase o dobro do que está protegido por unidades de conservação e terras indígenas.

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/21288877/embrapa-levanta-areas-preservadas-pela-agricultura-no-rs

 





:: segunda-feira, 13 de março de 2017

Profecias verdes erradas


Profecias ambientais alarmistas da ONU erraram, constatou cientista

Posted: 12 Mar 2017 12:30 AM PST

Patrick Michaels
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Quando nossos amigos “verdes” da ONU perceberão que não é boa ideia fazer predições de desastres vindouros?, indagou o cientista Patrick Michaels, do Cato Institute, em seu blog em Forbes.

De fato, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) em 2005 predisse que em 2010 haveria 50 milhões de “refugiados climáticos” ‒ população que emigra pela deterioração climática. O UNEP até elaborou um mapa mostrando exatamente de onde emigrariam todos esses milhões.

Foi um erro mortal, segundo os censos recentes, diz Michaels. Pior ainda, a população está crescendo rapidamente onde o UNEP dizia que iria emigrar.

O realejo “verde” insistia que fluxos de refugiados ambientais sairiam das ilhas tropicais de nível pouco acima do mar, por causa dos furacões cada vez piores e mais frequentes.

Maldivas
O caso de figura deveriam ser as Bahamas que têm mais ciclones que qualquer outro lugar da terra. Entretanto a população aumentou 14% desde o ano 2000.

E as ilhas Salomão se saíram melhor: mais 20%. Nas Seychelles os habitantes cresceram 9%.

Para o cientista, a história recente revela que os órgãos da ONU funcionam como uma central sistemática de desinformação climática.

Michaels aponta alguns dos exageros inverossímeis, aliás já desmentidos, espalhados pelo Painel Intergovernamental para as mudanças climáticas ‒ IPCC, e seu autoproclamado e inexistente consenso na ciência climática.

Quando o governo da Índia desmentiu a fantasia do IPCC segundo a qual desapareceriam os glaciares do Himalaia que alimentam o rio Ganges, o então chefe do IPCC, o indiano Rajenda Pachauri, respondeu que o governo indiano apelava a uma “ciência vudu” que não afinava com a pífia ciência verde.

Mas, há anos, diz Michaels, verifica-se que o grande aprendiz de vudu é a ONU e seu órgão, o IPCC. O Rajenda Pachauri renunciou envolto em escândalos de corrupção na Índia em empreitadas que enganosamente tentavam evitar a desertificação que adviria com o fim dos glaciares do Himalaia.

Naquele relatório, o IPCC sustentava que 55% da Holanda já estavam abaixo do nível do mar.

Ainda defendia que em mais nove anos o crescimento da vegetação tropical planetária diminuiria pela metade em virtude de um massivo declínio das chuvas anuais. Hoje a América do Sul perde parte da safra pelo excesso de chuvas.

Todos estes erros se devem a um azar? perguntava Michaels.

Ciência ambientalista: aprendiz de vudu?
Os cientistas são humanos e podem errar. Mas, responde Michaels, o esquisito é que as gafes da ONU têm sentido único. 

Nunca se encontra um erro na outra direção, quer dizer, subestimar as mudanças climáticas.

Em cada “erro”, o IPCC apelou para literatura que não foi conferida no sistema “peer-review”.

Num trabalho sem viés ideológico deveria haver possibilidades mais ou menos iguais de erro num sentido ou num outro. E o modo de corrigir os erros seria dar liberdade aos cientistas para opinar normalmente.

Qual é a probabilidade de que uma moeda caia do mesmo lado seis vezes sucessivas? É 0,015%.

Porém, os cientistas da ONU consideram que um nível de 0,05% de probabilidade é um nível suficiente para achar que uma hipótese pode ser aceita, conclui Michaels.

E com esse grau de probabilidade de estarem certos pretendem reformar o mundo e pô-lo de ponta cabeça! Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.





:: terça-feira, 7 de março de 2017

Utopia igualitária

CONVITE

Palestra: 

UTOPIA IGUALITÁRIA — Aviltamento da dignidade humana 


Adolpho Lindenberg irá expor em sua conferência no Club Homs, no próximo dia 16 (quinta-feira), que a ditadura do igualitarismo constitui violento atentado à ordem natural das coisas e discorrerá a respeito do papel e da extensão da utopia igualitária moderna, na vida do homem do século XXI. 

O expositor — que é presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, Arquiteto, Fundador da Construtora Adolpho Lindenberg — demonstrará que a hierarquia social não é uma “cascata de desprezos”, mas sim um fator de harmonia e concórdia entre classes sociais distintas. 

A manifestação de superioridade de um homem em relação a outro é sempre chocante, ofensiva, revoltante? A superioridade gera necessariamente uma opressão do superior sobre o inferior, como afirmam os marxistas? A libertação desse jugo não requer a eliminação progressiva de todas as superioridades? 

Os contrastes entre os muito ricos e os muito pobres não são de molde a nos afrontar e despertar vontade de alterar o atual establishment? Não somos todos filhos de Deus, não partilhamos da mesma natureza, não temos os mesmos direitos? Deus, que é Pai e é bom, amando todos os seus filhos, pode aprovar a existência de desigualdades de classes, de fortuna, de saúde, e tantas outras? O aforismo segundo o qual se dois seres forem totalmente iguais um deles é supérfluo, é verdadeiro ou falso? 

Tais perguntas — que ouvimos com frequência e indicam o quanto a utopia igualitária influencia a mentalidade do homem moderno — serão respondidas por Adolpho Lindenberg, que recentemente lançou a obra com o título em epígrafe. Ele sustenta que a ditadura do igualitarismo constitui um violento atentado contra a liberdade e a própria dignidade da pessoa humana.

Para se inscrever, gratuitamente, a fim de assistir tal conferência, click no seguinte link: 





Data:   16 de março de 2017
Horário:   19h
Local:   Clube Homs (Av. Paulista, 735)
São Paulo – Capital










:: quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Carnaval Vermelho - Terra sem Lei

FNL invade fazendas em 12 Estados pelo 'Carnaval Vermelho'

Comandos locais da Polícia Militar confirmam ocupações em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso e Distrito Federal

 

SOROCABA – Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) invadiram cerca de 100 fazendas em doze Estados, entre a madrugada de sábado e a manhã deste domingo (19), na ação chamada “Carnaval Vermelho” pela reforma agrária. O líder da frente, José Rainha Junior, afirma ser “uma das maiores jornadas de luta em ocupações de terra no Brasil”. Segundo ele, para cobrar a distribuição de terras, estão mobilizados mais de 10 mil militantes e camponeses.

Até a tarde, os comandos locais da Polícia Militar confirmavam ocupações em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso e Distrito Federal. Em outros Estados, a PM não tinha sido informada das ações. “As ocupações têm como objetivo chamar a atenção do governo para o descaso que vem tratando a reforma agrária, que há muito tempo está paralisada”, informa nota distribuída pela FNL.

Em São Paulo, a reportagem confirmou invasões de 16 propriedades nas regiões de Itapetininga, Andradina, Araçatuba, Bauru e no Pontal do Paranapanema. Só no Pontal, palco dos maiores conflitos agrários do Estado, foram ocupadas dez fazendas. Os sem-terra cortaram cercas e cadeados para entrar nas áreas. Em algumas áreas, a ocupação foi feita por grupos pequenos, com até 20 militantes, segundo a PM.

Em entrevista, Rainha Junior disse que a situação nocampo é grave. “A miséria e o desemprego aumentam a cada dia e a política dogoverno é investir bilhões no agronegócio, enquanto o pequeno agricultor fica àmíngua.” Ele cobrou a criação de um ministério para a agricultura familiar.'O governo investe no sistema prisional e esquece a agricultura familiar, que fixa o homem no campo. Estamos voltando ao Brasil Colônia, com nossas terras sendo vendidas a grupos estrangeiros por preço de banana, enquanto milhares de sem terra vivem na extrema pobreza, na beira de estradas, debaixo de lonas pretas.”

O Estado de S.Paulo, 19 Fevereiro 2017 - José Maria Tomazela ,





:: segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Alarmismo climático


Físico do MIT pede fim do “doutrinamento com doidices” do alarmismo climático

Posted: 19 Feb 2017 01:50 PM PST

Richard S. Lindzen: “histerias” ambientalistas obedecem a uma maliciosa “guerra” montada por propagandistas das esquerdas
Richard S. Lindzen: “histerias” ambientalistas obedecem
a uma maliciosa “guerra” montada por propagandistas das esquerdas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O físico da atmosfera Richard S. Lindzen, professor emérito da cátedra Alfred P. Sloan de Meteorologia no famoso Massachusetts Institute of Technology (MIT), voltou a refutar com abundante documentação os mitos catastrofistas contidos no pânico do “aquecimento global”, informou o jornal The Telegram, de Worcester, Massachusetts.

Na sua palestra, intitulada “Aquecimento Global ou Alarmismo Climático?”, ele desfez as demagógicas manchetes midiáticas que anunciam que “o mundo está chegando a seu fim”.

Isso absolutamente não está acontecendo, disse o Prof. Lindzen.

Um “aumento completamente insignificante” da temperatura global num décimo de grau centígrado constatado em 2016 serviu para o banzé midiático aterrorizar o mundo com a afirmação de que foi “o ano mais quente desde que se tem registro”.

Ele mostrou gráficos de oscilações da temperatura global acontecidas ao longo dos séculos e sublinhou que ditas oscilações são perfeitamente normais.

“A relação entre um modesto aquecimento e uma catástrofe que paira sobre nós é algo gritantemente falso”, disse Lindzen.

Ele alertou também contra o “doutrinamento das jovens gerações com doidices dessas”.

Os mares subiram de nível nos últimos 10 mil anos, a mudança climática é cíclica e natural, o aumento de CO2 por causa humana desde o início da Revolução Industrial é contestável.

Essas e outras “histerias” existem por causa de uma maliciosa “guerra pela energia” montada por propagandistas das esquerdas, que promovem “qualquer outra fonte de energia desde que não preste”.

Urso polar não é bicho bonzinho mas feroz. Sobe no gelo para para catar, matar e comer animais marinos.
Urso polar não é bicho bonzinho mas predador feroz.
Sobe no gelo para para catar, matar e comer animais marinos.
Mas propaganda alarmista apresenta como vítima.




:: segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Ordem no campo

Ordem nocampo

O registro eletrônico obrigatório no CAR levou os imóveis rurais à legalidade

Até o final do ano passado, quase 4 milhões de imóveis rurais – uma área total de 399.233.861 hectares – estavam inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico obrigatório para todas as propriedades no campo instituído pela Lei 12.651/12, o chamado Novo Código Florestal. O número representa 76% dos imóveis rurais registrados pelo Censo do IBGE de 2006 (5.175.636 unidades). Uma reportagem publicada pelo Estado no início de fevereiro revelou a adesão majoritária ao CAR, salvo no Nordeste, onde o prazo de registro dos imóveis foi prorrogado para os pequenos produtores.

Os dados do CAR foram integrados ao Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (Site) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A correlação entre as informações técnicas do CAR, como a geocodificação das propriedades por satélite, e os mapas de exploração do Site divididos por tipos de área – preservação permanente, reserva legal, interesse social e utilidade pública, entre outras categorias – revelou a importância da atividade agropecuária para a preservação ambiental, contrariando uma ideia erroneamente difundida de que o agronegócio contribui para a degradação do meio ambiente. Como toda generalização, esta também não haveria de resistir à objetividade dos dados.

Em São Paulo, os imóveis rurais preservam em vegetação nativa uma área correspondente a 15,3% do Estado. A área preservada pelos agricultores é maior do que a soma de todas as unidades de conservação e terras indígenas. Em outros Estados, a contribuição da agropecuária para o meio ambiente é ainda maior. Em Mato Grosso, as áreas de atividade agropecuária garantem duas vezes mais proteção ambiental do que as unidades de conservação em terras indígenas. E a abrangência tende a aumentar, pois embora tenha havido um incremento de 12,5% dos imóveis rurais do Centro-Oeste inscritos no CAR em relação ao número do Censo de 2006, ainda há propriedades sem o registro obrigatório. A participação da agricultura brasileira nos esforços de preservação ambiental foi apresentada nas Conferências do Clima, em Paris e Marrakesh, e da Biodiversidade, em Cancún, como um trunfo do Brasil no cumprimento de suas metas climáticas, tanto pelo governo federal como por organizações não governamentais.

O registro eletrônico obrigatório no CAR levou os imóveis rurais à legalidade. No momento do cadastro, caso haja alguma irregularidade, o produtor assume o compromisso de saná-la com o Programa de Recuperação Ambiental (PRA). Com bom andamento em 17 Estados, o PRA amplia a prestação de serviços ambientais pelos agricultores e lhes oferece segurança jurídica pela exploração regular das áreas.

Fruto de extenso debate em audiências públicas e privadas, além dos ensejados no Congresso Nacional, o projeto do Novo Código Florestal foi aprovado na Câmara por 410 votos e no Senado por 59 votos. Consenso no governo federal, defendido em sua integralidade pela Embrapa, pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama – e sem retrocessos ou ofensas à Constituição –, o diploma legal assegura aos produtores rurais a segurança de suas atividades mediante as respectivas garantias de proteção ambiental. Os avanços trazidos em 2012 pelo Novo Código Florestal, no entanto, estão ameaçados por Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL, que questionam no Supremo Tribunal Federal (STF) a validade de 58 dos 84 artigos da Lei 12.651/12. Em São Paulo, o Tribunal de Justiça (TJ-SP) suspendeu os efeitos da Lei Estadual 15.684/15, que trata do PRA, gerando enorme insegurança jurídica para milhares de produtores rurais impedidos de regularizar seus imóveis e apresentar as devidas ações de recuperação ambiental.

Relator das ADIs no STF, o ministro Luiz Fux negou as liminares solicitadas pela PGR e realizou uma consulta pública, quando declarou que “a lei está valendo e tem sido aplicada, mas também tem havido muito descumprimento sob a invocação de sua inconstitucionalidade, ainda em grau inferior”. É chegado o momento de a Suprema Corte dar a palavra final, ratificando a vigência do Novo Código Florestal, e, assim, assegurar a ordem no campo.

O Estado de S. Paulo, 13 Fevereiro 2017

 





:: sábado, 4 de fevereiro de 2017

Esposa, mãe, católica e marqueteira

                 Esposa, mãe, católica e marqueteira

                                                                                                                             Péricles Capanema

 

Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

Kellyanne Conway foi lançada em 2016 no centro da política norte-americana. Nascida em 1967, católica com títulos universitários prestigiosos, é casada com conhecido advogado e mãe de quatro filhos. Na vida profissional é marqueteira consagrada.

Seu (até agora) grande feito foi ser a primeira mulher a chefiar uma campanha presidencial nos Estados Unidos. A partir de 17 de agosto último, diante de perspectivas nada alentadoras, assumiu o bastão e mudou o rumo delas, conseguindo para Donald Trump consagradora vitória no Colégio Eleitoral. Atualmente é conselheira presidencial, posição de topo. Tem mais: vem sendo apelidada jocosamente de whisperer, para indicar que tem os ouvidos de Donald Trump. Logo estará na lista das mulheres mais poderosas dos Estados Unidos.

*       *       *

Em Washington, no dia 27 de janeiro último, foi realizada a 44ª Marcha pela Vida, em protesto pela aprovação do aborto em 1973 pela Suprema Corte (caso Roe versus Wade). A manifestação recebeu estímulo público de Trump: “A Marcha pela Vida é muito importante. Para todos os que estão se manifestando, meu inteiro apoio”. Nela discursou o vice-presidente Mike Pence, que “em nome do Presidente” deu as boas-vindas aos participantes. Também discursou Kellyanne Conway, começando assim: “Sou uma esposa, uma mãe, uma católica, conselheira do presidente dos Estados Unidos”. [foto acima, durante o evento].

Tais palavras estilhaçam o politicamente correto (entre nós, não entre eles). Não custa lembrar que meses atrás a revista VEJA (18-4-16), em reportagem sobre a atual primeira-dama Marcela Temer, pôs no título: “Bela, recatada e do lar”. Foi um deus nos acuda. Ironias, deboches, ataques, insultos encheram as páginas da imprensa tradicional e das redes sociais. O que respigo abaixo é apenas pequeno exemplo das centenas de milhares de manifestações. Diana Corso, psicanalista e escritora: “Acho que a pobre Marcela acabou carregando o ônus da onda de retrocesso. A existência dessa mulher nos coloca frente àquilo que temos lutado para não mais ter que ser”. Cláudia Tajes, escritora: “Não haveria nada de errado com a descrição se ela estivesse nas páginas de uma revista no início do século passado. Um mundo que só fala de empoderamento feminino e seus derivados só pode debochar ao ver uma guria de 30 anos ser retratada desse jeito. Coitada dela”. Nana Soares, jornalista: “Esta manchete parou no século 19. Estamos no século 21”. E vai por aí afora.

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Nos Estados Unidos, comentários desse naipe são anacrônicos. Kellyanne Conway, ao destacar como características que especialmente preza seu papel de esposa e mãe e sua condição de católica, lembrando só a seguir que ocupa um dos mais poderosos cargos na Terra, tem inteira consciência que tal enumeração a faz simpática no país inteiro e a fortalece na Casa Branca.

Por quê? Existiu nos Estados Unidos, décadas a fio, um enorme setor a bem dizer invisível. Oculto, um verdadeiro país conservador, vivendo em torno da família e do trabalho. A imagem dos Estados Unidos era outra, projetada pelos holofotes de Hollywood e pela fanfarronice emproada dos setores liberals (o que lá significa ter pelo menos propensões esquerdistas e libertárias), que gostam de monopolizar microfones. Impostura gigantesca que mandava e desmandava. Até que em certa hora o país majoritário se cansou do cabresto e da asfixia. Organizou-se, buscou participação nas universidades, presença nos meios de comunicação, influência na política. Enfrentou obstáculos sem nome, mas também obteve êxitos retumbantes, um dos quais foi o período Reagan de oito anos. As refregas continuam, polarizam a nação. Em suma, movimentos conservadores fizeram com que o país invisível tomasse consciência de si, opinasse e finalmente se afirmasse como parte influente, com direito a vez, voz e voto.

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Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

O acontecimento faz lembrar a lenda bretã da “cathédrale engloutie” (catedral submersa, engolida pelas águas), nas costas da ilha de Ys. Em certas ocasiões, os habitantes da região escutam badalar de sinos e ouvem cantos sagrados. Quando a água está muito transparente, lhe veem os contornos. A ação lúcida de lideranças responsáveis fez emergir das águas a catedral do país conservador nos Estados Unidos.

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Temos também entre nós há um Brasil invisível, desprezado, para cuja voz poucos atentam, mas que tem consciência de que pode ditar rumos, caso aflore. É uma catedral cujos sinos bimbalham, clamando por vir à tona. O Brasil foi colocado entre os países emergentes (com Rússia, Índia, China, África do Sul, o grupo BRICS). Antes, temos emergência mais urgente para fazer. Conscientizar, empoderar (já empregando o neologismo) grandes multidões, falar, libertar setores agora sufocados. Quando o Brasil, abaixo da linha da água, hoje invisível, se afirmar na proporção correta, será completamente normal uma mulher de grande expressão, no meio de aplausos, proclamar-se ufana esposa, mãe e católica. Como acontece nos Estados Unidos.

 





:: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Cadastro Ambiental Rural

Cadastro Ambiental Rural – hora dos fatos

No Brasil a salvação do meio ambiente, da biodiversidade e da economia está na lavoura

Evaristo de Miranda
O Estado de São Paulo, 01 Fevereiro 2017

 

A agricultura brasileira conta com um novo e poderoso instrumento de planejamento e análise: o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Seus dados revelam o papel decisivo da agropecuária na preservação ambiental e apontam tendências, até então desconhecidas, na ocupação das terras.

Criado pela Lei 12.651/2012, o CAR é um registro eletrônico, obrigatório para imóveis rurais. Até 31 de dezembro de 2016, mais de 3,92 milhões de imóveis, ocupando um total de 399.233.861 hectares, estavam inseridos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) integrou ao seu Sistema de Inteligência Territorial Estratégica os dados geocodificados do CAR com o perímetro dos imóveis e os mapas das áreas exploradas, consolidadas, de preservação permanente, de reserva legal, de interesse social, de utilidade pública, etc. São 18 categorias de uso e ocupação das terras, geocodificadas em cada imóvel. E para cada categoria há, em geral, mais de um polígono ou mancha demarcada. São centenas de milhões de polígonos, com bancos de dados associados, trabalhados pela equipe do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Embrapa.

O Censo do IBGE de 2006 registrou 5.175.636 estabelecimentos agrícolas no Brasil. O conceito de imóvel rural do CAR e o de estabelecimento agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são bastante próximos. Até o final de 2016, um total de 2.923.689 imóveis rurais estava cadastrado no Sicar, 75,8% do esperado, tendo 2006 como base. As unidades ainda não cadastradas – 1.251.947 – estavam localizadas essencialmente no Nordeste.

No Censo de 2006 havia 3.454.060 estabelecimentos agrícolas no Nordeste, mais da metade dos agricultores do Brasil. Destes, apenas 836.169 estavam cadastrados no Sicar em 2016, algo como 34% do esperado. Como disse o ex-ministro Aldo Rebelo, no semiárido a maioria dos produtores nunca ouviu falar nem de CAR nem de internet.

No restante do Brasil, os imóveis rurais pulularam. No Norte, o número de imóveis cadastrados no CAR é 23,3% maior do que os detectados no Censo de 2006. O aumento também se verificou no Sul (14%), no Centro-Oeste (12,5%) e no Sudeste (8,1%).

O CAR não é um censo, mas é muito preciso para certas variáveis ao trabalhar com declarações expressas em mapas sobre imagens de satélite. A área dos imóveis no CAR, cerca de três quartos do total dos estabelecimentos agrícolas de 2006, já totalizou 399.233.862 hectares.A área apropriada pela agricultura teria crescido 65.553.825 hectares (19,6%) em dez anos.

O dado é paradoxal. De acordo com o IBGE, a área total da agricultura brasileira vinha declinando. Em 1985, era de 374.934.797 hectares;em 1995, 353.611.191 hectares; e em 2006, 333.680.037 hectares.Uma redução constante da área total da ordem de 12% ou a perda de 45 milhões de hectares entre 1985 e 2006. Os dados iniciais do CAR parecem negar essa tendência.

O maior aumento da área declarada com relação ao Censo de 2006 ocorreu no Norte:133,6%! No Centro-Oeste, o crescimento foi de 13,8% e no Sudeste, de 5,9%. Até o Nordeste, tão pouco cadastrado no CAR (34%), já totaliza uma área de 55.788.137 hectares,ou 73% dos 76.074.411 hectares do Censo 2006! Única exceção: a redução de 7,3% na área declarada no Sul, apesar de um número de imóveis cadastrados 14% superior ao do Censo de 2006.

A área apropriada pela agricultura em dez anos passou de 38,7% para 47% do território nacional? Seria uma inversão na tendência declinante da área da agricultura? O tamanho médio dos imóveis teria passado de 64 hectares em 2006 para 102 em 2016? Não é o que parece. Ou, ao menos, as primeiras análises da Embrapa indicam outras realidades.

No Norte, a expansão seria em parte o reflexo de políticas de regularização fundiária e da tentativa de muitos de materializar uma posse precária de terras. Isso causa uma grande sobreposição de áreas. Em todo o País, outros fenômenos se conjugam:imprecisões na delimitação dos imóveis, sobreposições, diversos erros de registro e inconsistências na base de dados. Ainda assim, merecem aplausos os organizadores do CAR e os gestores do Sicar, por obterem o resultado de um extraordinário trabalho coordenado e coletivo junto a quase 4 milhões de produtores rurais.

Área apropriada não significa área explorada. O início do tratamento dos dados do CAR pela Embrapa apresenta fatos incontornáveis sobre o papel da agricultura na preservação de ecossistemas e biodiversidade. Boa parte dessas áreas agrícolas é ocupada por florestas, água e vegetação nativa.

Em São Paulo, de longa história agrícola, áreas de preservação permanente, reserva legal, vegetação excedente, ambientes lacustres e palustres, em 302.337 imóveis rurais já cadastrados, totalizam 3.808.519 hectares, 15,3% do Estado ou 22% da área rural.

Os produtores preservam 21,3% do bioma Cerrado no Estado e 12,4% da Mata Atlântica. A área total preservada pelos agricultores é maior do que todas as unidades de conservação e terras indígenas existentes em São Paulo.

Em Mato Grosso, de agricultura mais recente, as áreas agrícolas preservam quase o dobro do existente em unidades de conservação e terras indígenas! E novas áreas serão ainda agregadas, pois restam imóveis por cadastrar.

A Embrapa divulgará novos resultados agregados do CAR para Estados, municípios e cadeias produtivas. E com análises e mapas detalhados das áreas preservadas e do custo decorrente para o produtor, sem contrapartida da sociedade. Eles revelarão, conforme dados iniciais indicam e ao contrário do que alguns desinformados afirmam,que no Brasil a salvação da biodiversidade, do meio ambiente e da economia está na lavoura.

* Doutor em Ecologia, É Chefe Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite

 





:: terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Paz no Campo no Canal do Boi

Paz no Campo no Canal do Boi

No final do ano foi exibida a tradicional participação de fim de ano de S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, no programa Zebu para o Mundo, apresentado por Luiz Crozara e exibido Canal do Boi, tendo o programa sido gravado na Sede Social da Pró Monarquia – Casa Imperial do Brasil, em São Paulo.

Afeito desde a infância ao ar-livre, o Príncipe Imperial é Coordenador Nacional e Porta-Voz do Movimento Paz no Campo, percorrendo todo o território nacional na defesa do agronegócio, realizando conferências e travando contato com lideranças rurais de todo o País. Sua Alteza é também autor do bem sucedido livro “Psicose Ambientalista – os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã”, já em sua quarta edição, onde denuncia a farsa do “aquecimento global”.

Foi também mais uma oportunidade para que o Príncipe Imperial demonstrasse a inegável superioridade na postura, na intelectualidade e no preparo para servir à Nação de um Príncipe sobre a de qualquer político da República, fazendo com que a mensagem monárquica alcançasse telespectadores do programa e contribuindo para sua formação humana e intelectual.

A participação de Sua Alteza no programa pode ser assistida acessando o link:

https://www.youtube.com/watch?v=nNJE9mrAgEE


Na mesma ocasião, também foi entrevistado o jornalista e monarquista Nelson Barretto, membro do Paz no Campo “exilado” em Brasília, que tratou sobre a ingerência e desmandos de instituições republicanas impregnadas pelo marxismo cultural, e que agem justamente na promoção dos ideais do ecoterrorismo, que vai completamente contra a índole do povo brasileiro e à boa ordem colocada por Deus Nosso Senhor na Criação.

Fonte: Pro Monarquia

A participação do jornalista Nelson Barretto pode ser assistida acessando o link:

https://www.youtube.com/watch?v=k9YaGoCy7_8

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:: terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Uma nova religião


Para Prêmio Nobel o “ aquecimento global é uma nova religião”

Posted: 28 Jan 2017 11:30 PM PST

Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973.
Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973 renunciou à famosa American Physical Society (APS) em 13 de setembro de 2011 como forma de condenar a posição oficial da associação em favor do 'aquecimento global'.

Giaever é professor emérito do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York, e da Universidade de Oslo.

Em 2007, a APS adotou uma declaração oficial segundo a qual as atividades humanas estão mudando o clima da Terra.

“As evidências são incontestáveis: O aquecimento global está ocorrendo”, afirmava o documento repelido pelo Prêmio Nobel.

“Se não forem empreendidas ações mitigadoras provavelmente acontecerão rupturas significativas nos sistemas físicos e ecológicos da Terra, nos sistemas sociais, atingindo a segurança e a saúde humana. Precisamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de agora”, martelava o documento.

Giaever enviou na oportunidade um e-mail para Kate Kirby, chefe da APS, explicando que “ele não pode conviver com essa declaração” quando a temperatura global continua “surpreendentemente estável”.

Na APS, explicou o cientista, pode-se discutir todos os temas científicos, menos um que é tratado como tabu intocável: “o aquecimento global deve ser tratado como evidência indiscutível?”

“A alegação de que a temperatura da Terra passou de 288,0 para 288,8 graus Kelvin em cerca de 150 anos, se for verdade significa que a temperatura tem sido surpreendentemente estável, e a saúde humana e a felicidade melhoraram indiscutivelmente neste período de 'aquecimento'”, acrescentou o Prêmio Nobel.

“Aquecimento global”, guerra ao desmatamento, etc.: dogmas de uma nova religião

Para o Prêmio Nobel, “o aquecimento global se tornou uma nova religião”

“Ouvimos muitas advertências semelhantes sobre a chuva ácida, há 30 anos e o buraco de ozônio de 10 anos atrás ou o desmatamento”, defende ele apontando profecias catastrofistas que não se verificaram.

“O aquecimento global tornou-se uma nova religião. Nós frequentemente ouvimos falar do número de cientistas que o apoiam. Mas o número não é importante:... Só importa saber se os cientistas estão corretos. E, realmente nós não sabemos no que é que consiste o efeito real da atividade humana sobre o temperatura global”, acrescentou.

Giaever é um dos cientistas mais proeminentes citados em Relatório hoje histórico da Comissão do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado dos EUA.

Ele figura entre os 400 “cientistas dissidentes” que denunciaram em manifesto o mito do “aquecimento global” e que hoje aumentaram para 700.

Giaever também foi um dos mais de 100 signatários da carta de 30 de março de 2009 ao presidente Barack Obama, criticando sua postura sobre o aquecimento global.

É de se desejar que o novo presidente americano Donald Trump que mostra sensibilidade para posições afastadas do utopismo 'verde' reconheça agora os méritos de cientistas como Giaever.

Ele é figura de destaque numa legião de cientistas objetivos que vêm sendo menosprezados e até punidos pelo radicalismo ambientalista instalado na administração pública americana. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Falta ainda o tridente

Agro Brasil - Empreende, Preserva e Transforma

O Ministério da Agricultura produziu um vídeo mostrando algumas verdades sobre a nossa agricultura. O ministro Blairo Maggi tem apresentado o vídeo em suas viagens internacionais. 
O Brasil agradece à pujança do agronegocio. Ele só existe porque nos livramos em parte do socialismo, mas falta ainda desmontar o tridente: FUNAI, INCRA e IBAMA.
Assista e ajude a divulgar:





:: sábado, 28 de janeiro de 2017

Vegetação nativa preservada ocupa 61%

Vegetação nativa preservada ocupa 61% da área do Brasil, diz Embrapa

Dados foram apresentados em palestra no lançamento da colheita em MS.
Agricultura ocupa apenas 8% do território nacional e pastagens 19,7%.

Anderson ViegasDo G1 MS

Abertura da colheita da soja em Mato Grosso do Sul; área utilizada pela agricultura representa apenas 8% do território nacional (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Área utilizada pela agricultura representa apenas 8% do território
nacional (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

Estudo do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta que a vegetação nativa preservada ocupa 61% de todo o território brasileiro. O número foi apresentado nesta quinta-feira (26), pelo coordenador do grupo, Evaristo Miranda, em palestra na abertura oficial da colheita da soja, promovida na fazenda Jotabasso, em Ponta PorãMato Grosso do Sul.

Miranda explicou que dos 850.280.588 hectares que compõem o território brasileiro, 11% são de áreas de vegetação nativa em propriedades rurais, como as de reserva legal (RL) e de proteção permanente (APPs); 17% são de vegetação nativa em unidades de conservação; 13% são de vegetação nativa em terras indígenas e 20% de vegetação nativa em terras devolutas, relevos, águas interiores, etc, o que totaliza os 61%.

Esses dados, conforme o coordenador do Gite, foram atualizados no fim do ano passado pela Embrapa, com base em informações da própria instituição e de outros órgãos do Poder Público e entidades da iniciativa privada, como: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ministério do Meio Ambiente, Fundação Nacional do Índio (Funai), Agência Nacional das Águas (ANA) e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG).

Os outros 39% do território brasileiro, conforme o levantamento da Embrapa, estão distribuídos entre as áreas ocupadas pelas lavouras e florestas plantadas, com 8%; pastagens 19,7% e cidades, macrologística, infraestrutura, energética, mineradoras e outras, com 11,3%.

“Nestes 8% de áreas cultivadas está toda a cana-de-açúcar, toda o reflorestamento, os grãos, a citricultura, enfim, tudo o que plantamos. Essa agricultura deste tamanho, que preocupa o mundo e que faz um monte de coisa utiliza somente 8% do território brasileiro, imagina se utilizasse 20% , o que também não seria nada, comparando com outros países, imagina o tamanho que poderia ser esse setor”, ressaltou o pesquisador.

Ele comentou que quando somada a área da agricultura e da pecuária e ainda as áreas de vegetação nativa preservadas dentro dos imóveis rurais, as propriedades rurais representam um total de 38,7% do território nacional.

Coordenador do Gite da Embrapa, Evaristo Miranda (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Coordenador do Gite da Embrapa, Evaristo Miranda
(Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

“Esses dados estão sendo apresentados pelo ministro Blairo Maggi [Agricultura, Pecuária e Abastecimento] nos eventos que ele vai no exterior como o 'Green Card' [referência ao cartão que garante a residência permanente de estrangeiros nos Estados Unidos] da agricultura brasileira. Quando se vai discutir sobre agricultura e preservação ambiental em outros países, questionamos como está a situação daquela nação em relação a esses aspectos. Eles têm os dados é só apresentarem para compararmos”, desafiou.

Miranda lembrou ainda que o produtor rural brasileiro trabalha com base em uma das mais rigorosas e restritivas leis ambientais do mundo e citou, como exemplo, a questão das margens de rios, que na legislação brasileira são definidas como APPs, onde é proibido o cultivo.

“Esse é um trabalho que a Embrapa fez quando ainda estava se discutindo o Código Florestal. Em El Salvador, as áreas de margens de rios são totalmente ocupadas por pequenos e grandes produtores. Na Costa Rica tudo é ocupado com culturas e banana. No México, nas margens do rio Papaloapan as áreas são totalmente cultivadas. São depósitos aluviais. O lado do rio é o melhor lugar que tem para plantar. A civilização se desenvolveu cultivando ao lado dos rios. Assim é no Chile, na Argentina, na China, no Senegal e nos países desenvolvidos também, como ao longo do rio Ródano, na França; no rio Reno, na Alemanha; o Vale do Pó, na Itália; o rio Quadalquivir, na Espanha; o Tejo, em Portugal; o Danúbio, na Áustria e o baixo Reno, na Holanda, entre outros. Já o Brasil preserva, e por lei obrigatória, se tem de preservar as margens do rio. Não estou falando contra ou defendendo a legislação brasileira, só estou mostrando como é a lei brasileira e a comparação com outros países”, ressaltou.

O coordenador do Gite destacou ainda que com o novo Código Florestal, o produtor terá de recompor muitas áreas. As estimativas, conforme ele, é que dos 8% do território brasileiro que é utilizado atualmente para a agricultura, entre 35 milhões de hectares e 95 milhões de hectares, vão ser utilizados para a recomposição de APPs e RLs.http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2017/01/vegetacao-nativa-preservada-ocupa-61-da-area-do-brasil-diz-embrapa.html

Assista apresentação completa:http://www.canalrural.com.br/videos/soja-brasil/para-embrapa-produtor-rural-tem-que-orgulhar-profissao-77734