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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: quarta-feira, 20 de abril de 2016

Embrapa e outros especialistas defendem novo Código Florestal em audiência no STF


Ao defender o Código Florestal na audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir a norma, o professor Evaristo Eduardo de Miranda, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, disse que o órgão que ele representa participou de todo o processo de elaboração da Lei 12.651/2012.

Ele revelou que a Embrapa está muito perto das realidades agrícolas, que têm uma história local, e que pode ajudar o legislador com uma visão territorial multidimensional. Evaristo disse que defende a manutenção de toda a norma, com destaque para os artigos 3º (parágrafo único) e 15º, em nome dos pequenos agricultores.

Ao lembrar que o Brasil é um dos países que mais protegem seu território (29% da área do país é protegida, segundo ele), o chefe da Embrapa Monitoramento explicou que além de preservar, o Brasil exige que os agricultores participem desse esforço de preservação. Ele disse que o agricultor pode produzir e pode preservar. E foi esse equilibro que a norma procurou trazer.

Uma das contestações contra o Código é exatamente em face do uso do chamado Módulo Fiscal. Segundo ele, o conceito de Módulo fiscal, previsto na norma, é o mínimo que uma família precisa para sobreviver no campo. Esse módulo varia de tamanho: se está numa região de solo pobre, o módulo é maior. Se está em área de terra de melhor qualidade, o módulo é menor. Abandonar esse critério, para o representante da Embrapa, seria grave, porque esse critério é objetivo e quantificado por município.

Com informações do STF e foto de Rosinei Coutinho/SCO/STF

É possível proteger o meio ambiente e manter o desenvolvimento, diz pesquisador

O pesquisador Gerd Sparovek, coordenador do Laboratório de Geoprocessamento da Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz/USP, apresentou na audiência pública sobre o Código Florestal, realizada pelo Supremo Tribunal Federal, dados de inteligência estratégica e espacial no apoio à decisão da interface entre agricultura e meio ambiente.


Aldo Rebelo afirma que nova legislação harmoniza proteção ambiental e agricultura

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, relator na Câmara dos Deputados do projeto de lei que originou o novo Código Florestal brasileiro (Lei 12.651/12), defendeu o marco legal. Segundo ele, a legislação anterior era um conjunto de normas que já não cumpria a função de harmonizar a proteção ao meio ambiente e a proteção da riqueza da produção agropecuária e da indústria. O ministro foi um dos palestrantes da audiência pública sobre o tema, realizada nesta segunda-feira (18), no Supremo Tribunal Federal (STF).





:: quarta-feira, 20 de abril de 2016

ADIs contra o produtor

Ações Diretas de Inconstitucionalidade que contestam novo Código Florestal podem causar impacto de até R$200 bilhões anuais no Valor Bruto da Produção Agrícola

Assessoria de Comunicação CNA

Para o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Rodrigo Justus, é preciso conciliar a produção e conservação




A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou na tarde desta segunda-feira (18) da audiência pública, realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute questões relativas ao novo Código Florestal. O presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Rodrigo Justos, foi um dos 22 participantes escolhidos para falar sobre as quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 4901, 4902, 4903 e 4937) contra dispositivos da Lei 12.651/2012, que alteraram o marco regulatório da proteção da flora e da vegetação nativa no Brasil.

De acordo com Rodrigo Justus, caso os dispositivos sejam declarados inconstitucionais e sejam implementados, as perdas sociais e econômicas para o setor agrícola serão enormes: estudos realizados mostram que, pelo menos, 40% das terras de produção seriam retiradas, impactando em, no mínimo, R$ 200 bilhões anuais no valor bruto da produção de 500 bilhões de reais. “Também teríamos um custo de recuperação de um trilhão e 60 bilhões de reais” “Além do passivo de 80 milhões de hectares de APP e Reserva legal”.

Outra preocupação manifestada pelo presidente da Comissão diz respeito aos impactos na balança comercial, uma vez que ela é assegurada pelo setor agrícola, através dos superávits de exportação. “A aplicação das ADIs é inexequível da forma como está sendo posta. É preciso buscar meios que possam conciliar produção e conservação”, observou.
 


Para Rodrigo, a revogação de parte de lei relativa à regularização, mitigação e adaptação das áreas afetadas pode afetar a produção de café em Minas Gerais; de maçã em Santa Catarina, e de uva no Rio Grande do Sul. E, em consequência, a exportação desses produtos pelo Brasil. Hoje, em várias regiões, o café é plantado em áreas inclinadas.  Em Minas, 70% da produção da cultura é em encosta. “Caso a inconstitucionalidade seja aceita, nos tiraríamos mais da metade da produção de café do estado de Minas para a recuperação de vegetação nativa”, frisou. Essas culturas, com grande participação do Brasil no mercado internacional, serão destinadas apenas ao consumo próprio. “Deixaremos de ser o maior exportador de café”, ressaltou.

Outro exemplo salientado pelo representante técnico da CNA foi em relação a Aquicultura, que é realizada na beira nos cursos dos rios. Segundo ele, caso seja declarada a proibição dessa atividade nessa localidade, não há como exercer a aquicultura.

Legislação ambiental  – As leis ambientais no Brasil exigiram a adaptação dos produtores ao longo dos anos e, desde então, gera uma série conflitos em relação à sua aplicação, tomando como referência os códigos  1934, 1965 e agora o de 2012 . “Com a lei de crimes ambientais e todas as regras aplicadas à limitação do uso da terra, muitos produtores passaram a ser fiscalizados e atuados. Existe um conflito social entre os órgãos de fiscalização e os produtores. Os agricultores passaram a ter suas atividades sob suspeitas, criando um grande um impacto em suas vidas”, salientou Rodrigo Justus.
 
Se forem considerados inconstitucionais os artigos 67, 68 e 61 da Lei 12.651/2012, no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4901, 4902,4903 e 4937, haverá, na prática, a extinção do programa de regularização ambiental, pois esses dispositivos tratam da forma como os proprietários rurais deverão agir no espaço e no tempo para restaurar a vegetação nativa para atingir os percentuais exigíveis de Reserva Legal.

 








:: terça-feira, 19 de abril de 2016

Uma Fronteira loteada

CPI investiga terra indígena em Roraima
 

Agência Boa Imprensa

 

deputado federal Valdir Colatto

A criação de uma área indígena que destrói as cidades de Pacaraima e Uiramutã, em Roraima, pode isolar a fronteira norte do Brasil, naquela unidade da Federação. A propósito, o deputado federal Valdir Colatto [foto ao lado] quer ouvir indígenas, Exército e Ministério da Defesa na CPI de FUNAI. Sete de seus requerimentos foram aprovados pela CPI que investiga as ações da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Os requerimentos solicitam documentos e informações consolidadas aos ministros da Defesa; do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Justiça e da Casa Civil, bem como do Reitor da Universidade de Brasília. Um dos pedidos solicita ainda que a CPI ouça lideranças indígenas.

O deputado Colatto, que é sub-relator da CPI, evidenciou a importância do requerimento remetido ao Ministério da Defesa. “Queremos saber qual é o posicionamento do Ministério da Defesa quanto à criação da Terra Indígena no município de Pacaraima tendo em vista sua origem de natureza militar, a partir da instalação do 3º Pelotão Especial de Fronteira, na década de 1970”, justificou.

Para o parlamentar, a criação de uma terra indígena naquele município reforça a percepção de que está em andamento um processo para unir a Terra Indígena (TI) Raposa/Serra do Sol à reserva Ianomâmi, isolando por completo a fronteira norte do Brasil em Roraima.

Colatto requereu ainda a presença dos líderes indígenas Álvaro Tukano, da etnia Tukanos, da região de São Gabriel da Cachoeira/AM, e Almir Suruí, da etnia Suruís, da TI Sete de Setembro, em Cocal/RN, e ainda da tenente do Exército Brasileiro Sílvia Nobre Lopes, servindo no Hospital Central do Exército no Rio de Janeiro.

“Queremos ouvir os citados, pois os mesmos são oriundos de três regiões diversas da Amazônia e têm revelado excepcional liderança e independência de ação ao longo de suas trajetórias de vida”, justificou o deputado Colatto. A data das audiências será marcada pela presidência da CPI.

 





:: sábado, 16 de abril de 2016

O Bispo do CIMI também não sabia de nada...

            O Bispo do CIMI também não sabia de nada... Se não sabia... agora já sabe!

Que o Cimi responda pelos seus crimes. 

                        Devolva as terras aos proprietários!

Diante de provas, presidente do Cimi se diz envergonhado de ações no MS

Nyelder Rodrigues

CPI apura atuação do Cimi em ações violentas na disputa por terras em Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação)


O presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), Dom Roque Paloschi, se disse envergonhado com as denúncias feitas pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Cimi nesta tarde, com uma lista de nomes de pessoas, contratadas pelo conselho, e que teriam envolvimento em situação de conflitos, incentivando retomadas de terras no Estado.
Entre os denunciados está o jornalista do Cimi no Estado, que tinha um notebook - apreendido - com instruções de como fabricar bombas caseiras, gás lacrimogênio, armas artesanais, entre outros. Documentos com dicas de como fraudar contas bancárias também foram encontradas salvas no computador do jornalista.
'Como presidente, não tenho como controlar o que cada um carrega no celular ou equipamento. Não podemos admitir qualquer atitude contrária e garanto que não é orientação do Cimi motivar ou incentivar as ocupações', esclareceu o arcebispo.
Após a apresentação de um livro ata de 2009, onde foi relatado detalhes do armamento de indígenas e incitação às lutas que por terra que ocorrem no Estado, Dom Roque Paloschi emendou: 'Nos envergonhamos disso'. O presidente do Cimi também disse que todas as denúncias serão averiguadas internamente e as medidas cabíveis serão tomadas.
A CPI do Cimi é composta pela presidente, deputada Mara Caseiro (PSDB), o vice-presidente, deputado Marquinhos Trad (PSD), o relator, deputado Paulo Corrêa (PR), além de Onevan de Matos (PSDB) e Pedro Kemp (PT).





:: segunda-feira, 11 de abril de 2016

Falácia da FUNAI, CIMI e Ongs

Antropólogo rebate modelo de terra defendida por ONGs

Segundo ele, tese de garantir mais terra aos indígenas é falácia e defende que tenham acesso à saúde, educação, habitação, segurança, lazer e esportes

Do Progresso

Mesmo com demarcação, aldeias são desprovidas de infraestrutura e  indígenas não têm acesso à cidadania. (Foto: Divulgação)

Mesmo com demarcação, aldeias são desprovidas de infraestrutura e indígenas não têm acesso à cidadania. (Foto: Divulgação)

O antropólogo Adauto Anderson Carneiro, que atua como assistente técnico, perito e consultor em Antropologia, está rebatendo o atual modelo de terra indígena defendido pelo governo federal através da Fundação Nacional do Índio (Funai) e de Organizações Não Governamentais (ONGs) que sobrevivem da exploração da causa indigenista. “A maioria dos índios brasileiros vive na miséria e, apesar de imensas áreas delimitadas como indígenas, eles ocupam pequenas porções de terra”, enfatiza. “Nossos índios são impedidos de progredir e registram Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior ao dos indígenas bolivianos”, alerta Adauto Anderson Carneiro. “Graças à epidemia de laudos antropológicos falsos, o Brasil registra fábrica de terras indígenas no Sudeste, de índios no Nordeste e de latifúndios na Amazônia”, definiu.

Segundo Adauto, os procedimentos irregulares tornaram-se rotina na Fundação Nacional do Índio. “O caso do Pico do Jaraguá é a maior fraude recente da história do País”, denunciou, referindo-se à área de 1,7 mil hectares classificada pela fundação como de ocupação tradicional indígena. O antropólogo diz que as fraudes costumam ser orquestradas. “Pega-se uma família – com ou sem origem indígena – que aprende alguns cânticos e umas palavras da etnia a ser identificada. Daí, basta reclamar na Funai que dá um jeito de confirmar a ocupação tradicional indígena”, descreveu, explicando as fábricas de índios e de terras indígenas.

Quanto aos latifúndios, a ideia é caracterizar a existência de uma organização de grandes proprietários rurais interessados em expulsar comunidades indígenas de suas áreas. “Aí, cria-se uma reserva indígena e se estabelece o conflito com o conceito de que são índios indefesos contra latifundiários poderosos”, observou Carneiro. Com a autoridade de quem é pós-graduado em Direito Constitucional e pós-graduado em Etnologia Indígena da América Latina, e de ter atuado como perito e assistente técnico em demarcações de terra indígenas e quilombolas, Adauto Anderson Carneiro critica a fala do secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, para quem a demarcação das terras indígenas é uma “dívida histórica do governo brasileiro com relação a esses povos”.

Ele não economiza críticas a Paulo Maldos. “Com esta declaração, entendemos na época, que a preocupação maior da Secretaria Geral da Presidência da República estava focada na demarcação das terras indígenas e não na dignidade do cidadão indígena”, ressalta. “Toda a mídia, inclusive a internacional, gritam a toda tinta, que para que eles não sofram nem continuem sendo ludibriados, que a terra é a solução para o indígena, no entanto, os indígenas precisam de saúde, educação e por incrível que pareça, embora eles convivam com a natureza, eles são mal alimentados, subnutridos”, argumenta.

O antropólogo afirma que a questão indígena é um dos grandes desastres sociais de país, mas também é o de mais fácil solução. “A questão indígena só é um problema devido ao enorme número de indigenistas, isto é, pessoas que vivem basicamente da desgraça do povo indígena e que acreditam, sinceramente, que sabem o que é melhor ao povo indígena do que o próprio índio”, ressalta. “O povo indígena no Brasil é miserável, vive em condições horrorosas pelos padrões de nossa sociedade, passam fome, frio, tem baixo nível educacional, péssimas perspectivas de crescimento futuro, e são assolados por doenças”, denuncia. “Não bastasse isso, a taxa de mortalidade infantil entre os indígenas é quatro vezes maior que a média brasileira e isso não se resolve com demarcação”, conclui.

Para Adauto Anderson Carneiro, algumas perguntas exigem respostas: por que os indigenistas querem manter o status quo do povo indígena? Para que alguém quer manter o povo indígena em tal estado de miséria? Para que mantê-los na condição de Museu Vivo? “Este apartheid moderno, em que coloca o cidadão indígena preso na era neolítica, forçando a cultuar usos e costumes que não condizem com a nossa realidade de sobrevivência, forçando a se criar ilhas de miséria em um mar de prosperidade, tem que ser interrompido”, ressalta. “Os índios estão passando fome, não têm saúde ou educação de qualidade. Suas moradias, quando existentes, são as mais precárias possíveis. Faltam estradas. Falta tudo. Deve ser um dos raros casos em todo o mundo em que uma riqueza serve apenas para trazer pobreza e sofrimento”, observa.

Justiça

Por outro lado, enquanto os indígenas são oprimidos por uma miséria absoluta, a fábrica de índios e a fábrica de terras indígenas está operando a todo vapor, mesmo com o Supremo Tribunal Federal (STF) já tendo balizado o que é “ocupação tradicional” no território brasileiro, em fragrante desrespeito a máxima instância do Poder Judiciário do Estado Brasileiro. “As recentes decisões do STF têm nos dado ânimo para continuar esta luta pelo respeito à Constituição Federal ao que se refere a terra indígena e a real ocupação tradicional contra aqueles que querem balcanizar o Brasil, ceifando parte do território produtivo do pais e tentam relativizar a propriedade privada”, avalia.

Para Adauto Anderson Carneiro, o Judiciário tem conseguido trazer a segurança jurídica a alguma propriedades e impedir a sanha demarcatória de alguns órgãos. Ele cita como exemplo alguns processos demarcatórios como a Terra Indígena Rio Preto (Enawe-Ene-Nawe); Terra Indígena Manoki (Irantxe); Terra Indígena Myky (Munku); Terra Indígena Wawi (Kisedje); Terra Indígena Uirapuru (Paresi); Terra Indígena Paukalirajaussu; Terra Indigena Wédeze e Terra Indígena Batelão (Kayabi), todas no Estado de Mato Grosso, que tiveram a demarcação suspensa pelo STF.

Outros processos de demarcação suspensos citados por Adauto Anderson Carneiro são: Terra Indígena Caxixó, em Minas Gerais; Terra Indigena Curral de Arame (Guarani), no Mato Grosso do Sul onde não foi reconhecida a ocupação tradicional; Terra Indígena Governador (Gavião), no Maranhão; Terra Indigena Guyraroká (Guarani), no Mato Grosso do Sul, onde não foi reconhecida a ocupação tradicional.

http://www.progresso.com.br/dia-a-dia/antropologo-rebate-modelo-de-terra-defendida-por-ongs#.VShDHgSbgiY.facebook

 





:: quinta-feira, 7 de abril de 2016

Delenda Reforma Agrária!

TCU paralisa reforma agrária por rombo de R$ 2,5 bi. Entre beneficiários irregulares, há um senador

Auditoria feita pela corte revelou que entre os beneficiados do programa federal estão políticos, donos de veículos de luxo, pessoas falecidas e até crianças

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a paralisação imediata do programa de reforma agrária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em todo o país. A medida cautelar emitida pelo tribunal decorre de uma auditoria que identificou mais de 578.000 beneficiários irregulares do programa do governo federal. Nas contas da corte, o rombo potencial é de aproximadamente 2,5 bilhões de reais, por causa dos créditos e benefícios atrelados à previsão de 120.000 assentados entre 2016 e 2019.

São dezenas de problemas de extrema gravidade identificados pela corte de contas, entre eles a relação de 1.017 políticos que, criminosamente, receberam lotes do programa. A relação inclui 847 vereadores, 96 deputados estaduais, 69 vice-prefeitos, quatro prefeitos e até um senador. O TCU não divulgou a lista desses políticos beneficiados. A auditoria revela centenas de outros casos, como a concessão de lotes para pessoas de alto poder aquisitivo, como donos de veículos de luxo como Porsche, Land Rover ou Volvo, apesar de a regra do programa definir o benefício somente a família com até três salários mínimos. De acordo com o TCU, 26.818 beneficiários ganham bem mais do que isso, sendo que em 202 casos apresentaram renda superior a 20 salários mínimos. Há 37.000 pessoas falecidas cadastradas como beneficiárias do programa.

As irregularidades atingem praticamente 30% de toda a base de beneficiários do programa, que é da ordem de 1,5 milhão de famílias. Em 11.000 casos, o cônjuge de uma pessoa que já foi contemplada com um imóvel pelo programa é novamente atendido com uma segunda moradia. A precariedade do programa é tanta que há pessoas com idade de um ou dois anos de idade que também receberam imóveis. Milhares de beneficiários pelo programa possuem diversos cargos públicos, o que é proibido por lei. Foram encontrados ainda 61.000 empresários beneficiados pelo Incra. Outros 213 processos aprovados beneficiam estrangeiros.

Para medir a quantidade de concessão de lotes para pessoas de alto poder aquisitivo, o TCU adotou como critério a oferta de lotes para pessoas que tenham carros com valor superior a 70.000 reais. Foram identificados 4.293 proprietários nessa condição, todos eles donos de carros de luxo.

Os achados de auditoria já levam em conta explicações dadas pelo próprio órgão federal aos auditores da corte de contas. O ministro relator do processo Augusto Shermann criticou duramente o programa e relembrou que o Incra tem descumprido há anos determinações já feitas pelo TCU em relação à concessão dos benefícios. 'É um processo que está sendo feito totalmente à margem da lei', disse o ministro.

O colegiado do TCU foi unânime nas críticas ao programa e na necessidade de completa reestruturação do Incra e de seu trabalho. Em janeiro, a Controladoria-Geral da União (CGU) já havia demonstrado problemas graves do programa. O tribunal determinou ao Incra que apresente medidas para resolver cada um dos problemas identificados e que submeta essas ações para, após análise do TCU, seguir com as ações de assentamento de famílias e desapropriação de áreas.

(Com Estadão Conteúdo) - Veja.com




TCU paralisa reforma agrária após identificar 578 mil beneficiários irregulares


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  • Lauro Alves/Agência RBS/Folhapress

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TCU (Tribunal de Contas da União) determinou a paralisação imediata do programa de reforma agrária do Incra em todo o país. A medida cautelar emitida pelo tribunal decorre de uma auditoria que identificou mais de 578 mil beneficiários irregulares do programa do governo federal.

São dezenas de problemas de extrema gravidade identificados pela corte de contas, entre eles a relação de 1.017 políticos que, criminosamente, receberam lotes do programa. O TCU não divulgou a lista desses políticos beneficiados.

A auditoria revela centenas de casos bizarros, como a concessão de lotes para pessoas de alto poder aquisitivo, donas de veículos de luxo como Porsche, Land Rover ou Volvo. Há 37 mil pessoas falecidas cadastradas como beneficiárias do programa.

As irregularidades atingem praticamente 30% de toda a base de beneficiários do programa, que é da ordem de 1,5 milhão de famílias.

Em 11 mil casos, o cônjuge de uma pessoa que já foi contemplada com um imóvel pelo programa é novamente atendido com uma segunda moradia. A precariedade do programa é tanta que há pessoas com um ou dois anos de idade que também receberam imóveis.

Milhares de beneficiários pelo programa possuem diversos cargos públicos, o que é proibido por lei. Foram encontrados ainda 61 mil empresários beneficiados pelo Incra. Outros 213 processos aprovados beneficiam estrangeiros.

Para medir a quantidade de concessão de lotes para pessoas de alto poder aquisitivo, o TCU adotou como critério a oferta de lotes para pessoas que tenham carros com valor superior a R$ 70 mil. Foram identificados 4.293 proprietários nessa condição, todos eles donos de carros de luxo.

Os achados de auditoria já levam em conta explicações dadas pelo próprio órgão federal aos auditores da corte de contas. O ministro relator do processo Augusto Shermann criticou duramente o programa e relembrou que o Incra tem descumprido há anos determinações já feitas pelo TCU em relação à concessão dos benefícios. 'É um processo que está sendo feito totalmente à margem da lei', disse o ministro.

O colegiado do TCU foi unânime nas críticas ao programa e na necessidade de completa reestruturação do Incra e de seu trabalho. Em janeiro, a CGU (Controladoria-Geral da União) já havia demonstrado problemas graves do programa.

O tribunal determinou ao Incra que apresente medidas para resolver cada um dos problemas identificados e que submeta essas ações para, após análise do TCU, seguir com as ações de assentamento de famílias e desapropriação de áreas.

 





:: quarta-feira, 30 de março de 2016

O Brasil em Histórica Encruzilhada

Manifesto: O Brasil em Histórica Encruzilhada

Após a provável queda do PT, o cuidado com falsos rumos para o Brasil.

Clique na imagem abaixo e leia a denúncia na íntegra:


Brasil

O Brasil está numa encruzilhada histórica. A serpente malfazeja que há três décadas, com engodos e artimanhas, vem conduzindo o país pela via da esquerdização, encontra-se agora em agonia.

Junto ao réptil estertorante – que de certo ainda aposta numa sobrevida, talvez com as bênçãos da sempre presente esquerda eclesiástica  – apresentam-se novos personagens, já velhos conhecidos, indicando outros rumos… para salvar o mesmo projeto que ameaça levar o Brasil para o abismo!

Um deles aponta para um socialismo mitigado – como se o veneno fosse benéfico em menor dose. Outro reergue a bandeira do ecologismo radical, chancelada por pseudo-teologias. Um terceiro, ostentando a defesa da ordem, oculta no entanto um dirigismo análogo ao das esquerdas. O quarto, por fim, aproveita-se da sensação de sufocamento para chamar a um abandono de toda e qualquer autoridade.

Nas apreensões e incertezas próprias a momentos como o atual, esses falsos rumos podem bem tentar a Nação. Entretanto, a solução verdadeira não está por ser inventada. Trilhando as vias da fidelidade aos princípios da Civilização Cristã, o Brasil, sempre fiel a si mesmo, poderá esperar as bênçãos do Cristo Redentor.

Eis algumas sugestões para traduzir na prática tais princípios:

  1. Respeito ao direito de propriedade e à livre iniciativa;
  2. Fim da psicose ambientalista;
  3. Redução da carga tributária;
  4. Relações exteriores que engrandeçam o Brasil;
  5. Defesa da família nos moldes tradicionais, como celula mater da sociedade;
  6. Respeito e lugar de honra às Forças Armadas e à Polícia;
  7. Um sistema eleitoral que garanta a representatividade das eleições;

Clique aqui ou no botão abaixo e conheça o Manifesto na íntegra.






:: domingo, 27 de março de 2016

Ressurreição!

Ressurreição!

'Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou como tinha dito'.

[Comentário]
'Cristo, Senhor Nosso, não foi ressuscitado: ressuscitou. Lázaro, foi ressuscitado. Ele estava morto. Outrem que não ele, isto é Nosso Senhor, o chamou da morte à vida. Quanto ao Divino Redentor, ninguém O ressuscitou. Ele mesmo a Si próprio Se ressuscitou. Não precisou que ninguém O chamasse à vida. Retomou-a quando quis.

Tudo quanto se refere a Nosso Senhor tem sua aplicação analógica à Santa Igreja Católica. Vemos freqüentemente, na História da Igreja, que quando Ela parecia irremediavelmente perdida, e todos os sintomas de uma próxima catástrofe pareciam minar seu organismo, sobrevieram sempre fatos que a tem sustido viva contra toda a expectativa de seus adversários. (...)

Ainda mesmo quando Ela parece inteiramente abandonada, e ainda mesmo quando o concurso dos meios de vitória mais indispensáveis na ordem natural parece faltar-lhe, estejamos certos de que a Santa Igreja não morrerá. Como Nosso Senhor, Ela se soerguerá com suas próprias forças que são divinas. E quanto mais inexplicável for, humanamente falando, a aparente ressurreição da Igreja - aparente, acentuamos, porque a morte da Igreja nunca será real, ao contrário da de Nosso Senhor - tanto mais gloriosa será a vitória.

Nestes dias turvos e tristonhos, confiemos pois. Mas confiemos não nesta ou naquela potência, não neste ou naquele homem, não nesta ou naquela corrente ideológica, para operar a reintegração de todas as coisas no Reino de Cristo, mas na Providência Divina que obrigará novamente os mares a se abrirem de par em par, moverá montanhas e fará estremecer a terra inteira, se tal for necessário para o cumprimento da divina promessa: 'as portas do inferno não prevalecerão contra ela'.' (Plinio Corrêa de Oliveira, 'Páscoa', 'Legionário' N.° 559, 25 de abril de 1943).





:: sexta-feira, 25 de março de 2016

Já pensou se os nossos campos estivessem nas mãos do MST?


MT exporta 'um navio' de soja por dia

Da Redação
Escoamento mato-grossense entra na fase mais movimentada. Volume remetido diariamente é suficiente para lotar uma embarcação em Santos

O escoamento da safra recorde de soja, estimada em mais de 100 milhões de toneladas no ciclo 2015/16, no país, entra em seu período mais movimentado neste mês e atinge marcas impressionantes. A Rumo, maior concessionária de ferrovias do Brasil, vem remetendo, somente de Mato Grosso para o porto de Santos (SP) um volume equivalente a um navio carregado de grãos por dia.

Sete comboios de cerca de 80 vagões partem diariamente dos terminais de Rondonópolis e outros dois saem de Alto Araguaia, ambas cidades localizadas no sudeste mato-grossense. Os trens carregam, juntos, perto de 50 mil toneladas de soja, volume suficiente para encher 1,4 mil caminhões – ou um navio graneleiro. 

Essa movimentação ocorre em um ano em que o País se supera na produção e na exportação de soja. Para a safra 2015/2016, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma colheita de 101 milhões de toneladas e embarque de 56,75 milhões de toneladas do produto em grão. Em relação a 2014/15, o primeiro número representa 4,95 milhões de toneladas a mais (aumento de 5%) o segundo, 2,43 milhões de toneladas (4,5%). 

Para chegar a esse volume nas exportações, o Brasil precisa exportar uma média de 155 mil toneladas da oleaginosa em grão por dia. Em março, um terço desse volume sairá de Mato Grosso, o maior produtor nacional, via ferrovia. 

Mato Grosso está produzindo 28,5 milhões de toneladas de soja na safra 2015/16, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Nesta época do ano, o Estado passa a exportar mais de 1 milhão de toneladas por mês, principalmente para a China. 

As exportações têm estimulado uma produção cada vez maior de grãos. No caso da soja, aproximadamente três quartos da colheita brasileira devem ser exportados nesta temporada, conforme a Conab. Além das 56,75 milhões de toneladas em grão que estão deixando o País, o setor deve embarcar 15,5 milhões de toneladas de farelo e 1,4 milhão de toneladas de óleo, totalizando 73,65 milhões de toneladas em exportações. 

Conforme dados do Imea sobre os embarques de soja, números referentes ao realizado em fevereiro, o porto de Santos (SP) foi o principal destino do grão com mais de 288 mil toneladas exportadas, seguido por Santarém (PA) com movimentação de outras 175,8 mil toneladas e Paranaguá (PR), com mais 117,26 mil toneladas. 

Diario de Cuiaba,
Quinta-feira, 24 de março de 2016




:: domingo, 20 de março de 2016

Pronunciamento do Príncipe Imperial do Brasil


           Neste momento de grande agitação nacional, quando os olhares se voltam para alternativas de um futuro melhor para a Nação, S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, segundo na Linha de Sucessão ao Trono, dirige-se ao povo brasileiro. Ver em:



Pró Monarquia




:: domingo, 20 de março de 2016

Índios autênticos x índios fabricados pelo CIMI e FUNAI

Índios defendem sitiantes e expulsam grupo invasor em MS
Situação foi denunciada na Polícia Federal e Ministério Público
Por: Valéria Araújo - Imagens: Marcos Ribeiro


Grupo de mais de 100 indígenas da Aldeia Bororó, decidiram dar um basta nas ocupações de terras que estão ocorrendo na Região Boquerão, e expulsaram grupo invasor, que queria ocupar sitio de propriedade do empresário José Goulart. O fato ocorreu na noite de ontem (17). Do total de 10 pequenas propriedades rurais, sete já foram ocupadas.
De acordo com o terena Antônio Vilhalba Ramires, a previsão é de que chegue a 400 o número de indígenas que vão combater as invasões. 'Esses indígenas que estão invadindo terras estão se aproveitando da cesta básica e do incentivo da Funai. Eles têm terra e se aproveitam das cestas e dos incentivos que dão para eles invadirem. 
Nós que somos índios trabalhadores, que não somos sustentados pela Funai, dependemos do trabalho, que muitas vezes vêm destes sitiantes. Nós moramos aqui há anos em harmonia. Não é justo o que está acontecendo com os brancos. Estão sendo expulsos de suas casas. Eles já foram expulsos uma vez e serão novamente, quantas vezes for necessário. Estes invasores não representam a vontade dos índios da reserva de Dourados', destaca.
De acordo com o sitiante José Goulart, ontem 40 indígenas tentaram invadir sua propriedade rural. Ele disse que ficou assustado porque acamparam em frente a sua casa e pareciam estar armados. 'Geralmente eles acampam em frente ao local que vão ocupar. Depois, a noite expulsam os proprietários. É um verdadeiro terror. Me senti muito aliviado quando vi que indígenas daqui vieram nos ajudar', conta.
O sitiante, que vive em área de 20 hectares, diz que já pediu reintegração de posse mas a Justiça aguarda manifestação do Ministério Público Federal. Hoje de manhã grupo de indígenas denunciaram os invasores na sede da Polícia Federal e Ministério Público Federal. Abaixo você vê o vídeo com os indígenas defensores:




:: domingo, 13 de março de 2016

Se a Monarquia é um sonho,


Foto de CMB - DF.

Se a Monarquia é um sonho,

a República é um pesadelo...

Essa foi a obra da República nos últimos anos

RUI BARBOSA (*)

A falta de justiça, Senhores Senadores, é o grande mal de nossa terrra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo o nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. 
A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta dos homens, os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação. Insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto...
Essa foi a obra da república nos últimos anos... No outro regime (monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais.
Na república os tarados são os tarudos. Na república todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos hoje com as fórmulas e aparências, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando.
Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoría de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente.
E nessa destruição geral das nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruina da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem...

(*) Político, diplomata, advogado e jurista brasileiro. Representou o Brasil na Conferência de Haia. Membro e fundador da Academia Brasileira de Letras foi seu presidente entre 1908 e 1919. Trecho do discurso: 'Requerimento de Informações sobre o Caso do Satélite – II', no Senado Federal. Obras Completas – Vol. XLI – 1914 – Tomo III – pp. 86/87.

PRÓ MONARQUIA – Rua Itápolis, 873 – 01245-000 – São Paulo, SP
Tels. 2361-3214 e 2368-1028 – monarquia.org.br





:: domingo, 13 de março de 2016

Aos eventuais sucessores do governo PT

Mensagem aos eventuais sucessores do governo PT

 

Manifestação contra o governo PT na Av. Paulista no dia 13 de dezenbri de 2015 [Foto PRC]

Manifesto do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Caso venha a ocorrer o impeachment, o governo que suceder o PT, ou respeita os pontos abaixo descritos, decorrentes da ordem natural das coisas, ou aprofundará inexoravelmente o fosso entre governo e população, levando a novas crises, quiçá à ingovernabilidade.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, unindo sua voz aos milhões de brasileiros que ora protestam contra a demolição do País, levada a cabo por 13 anos de governo do PT, deseja exprimir seu anseio de que, de uma vez por todas, essa demolição tenha fim.

Um dos caminhos legais para cessar tal demolição é o impeachment, cujo processo iniciou-se em 2 de dezembro último. Caso esse processo chegue vitoriosamente a seu termo, a mudança de situação colocará os sucessores do atual governo diante de uma conjuntura que vai muito além do impasse meramente político.

Trata-se da própria convivência harmônica e proficiente entre o Estado e a Nação, entre o Governo e o País. Convivência essa que não existe quando o Estado é aparelhado por um partido.

Trata-se da identidade do Brasil, com vistas a sua grandiosa missão, que lhe está reservada nos desígnios da Divina Providência.

Diante disso, constatamos que o divórcio entre o Estado e a Nação vem ocorrendo paulatinamente, à medida que o governo, nos últimos anos, contrariamente aos anseios da opinião nacional, veio levando o Brasil rumo a um mal disfarçado socialismo. Tal fratura entre Brasil oficial e Brasil real emite uma eloquente mensagem aos eventuais sucessores do atual governo: o Brasil ordeiro e pacato quer continuar fiel aos princípios que o nortearam desde seu nascimento, às margens do Ipiranga, como nação independente. Dentre esses princípios, hoje postos em xeque, convém ressaltar:

  • O instituto da família como união entre um homem e uma mulher, a celula-mater da sociedade, que tem direito à proteção do Estado e à não-interferência deste naquilo que cabe aos pais decidir;

  • O sagrado direito de propriedade particular, amparado pelo 7º e 10º Mandamentos da Lei de Deus, sem os quais o indivíduo passa a ser mero agente do Estado;

  • O respeito às instituições, ao estado de direito e à soberania nacional, em contraposição à insegurança jurídica causada pelos desmandos de cunho socialista, pelas agitações sociais e invasões de propriedades, incluindo as que se efetuam utilizando como massa de manobra indígenas ou pretensos silvícolas;

  • O incentivo à livre iniciativa;

  • O devido respeito ao papel desempenhado pela Polícia e pelas Forças Armadas, sempre dentro de suas próprias atribuições;

  • O distanciamento em relação a governos de tendência marxista que oprimem suas populações, marcadamente o cubano;

  • O convívio fraterno e harmonioso entre as classes sociais, evitando promover igualitarismos demagógicos e antinaturais que a todos prejudicam, especialmente aos mais pobres;

  • O direito à vida, desde a fecundação até a morte natural;

  • A rejeição à absurda Ideologia de Gênero.

Caso venha a ocorrer o impeachment, o governo que suceder o PT, ou respeita os pontos acima descritos, decorrentes da ordem natural das coisas, ou aprofundará inexoravelmente o fosso entre governo e população, levando a novas crises, quiçá à ingovernabilidade.

É o que já em 1987 previra Plinio Corrêa de Oliveira, ao descrever, com lucidez a bem dizer profética, as calamidades que decorreriam do processo de esquerdização do País:

“É de encontro a todas essas incertezas e riscos que estará exposto a naufragar o Estado brasileiro, desde que a Nação se constitua mansamente, jeitosamente, irremediavelmente à margem de um edifício legal no qual o povo não reconheça qualquer identidade consigo mesmo.

Que será então do Estado? Como um barco fendido, ele se deixará penetrar pelas águas e se fragmentará em destroços. O que possa acontecer com estes é imprevisível”. (Projeto de Constituição Angustia o País, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1987)

Já anteriormente, em 12 de setembro de 1968, em célebre conferência pronunciada em São Paulo, no auditório superlotado da Casa de Portugal, o mesmo intelectual e homem de ação brasileiro afirmava:

“Nosso País é um País cordato, um País que ama a mansidão, um País cuja história tem fugido às lutas. Mas se algum dia alguém de nós se aproximar e disser: És ainda o Brasil cristão? Não aceitas a pressão que se deseja fazer contra ti? Eu tenho a certeza que essa nação responderá com uma força que ainda ninguém lhe conhece, mas que está nascendo nas tormentas do momento atual, responderá como Nosso Senhor: Ego sum. E os povos todos da Terra e todos os agitadores serão obrigados a se prostrar. E os agitadores cairão por terra porque conhecerão isso que existe entre outras coisas de autenticamente novo no Brasil novo: é a decisão de progredir fiel a si mesmo e fiel à tradição cristã; fiel à família, fiel à propriedade e de lutar com uma força que impressionará o mundo contra quem quer que imagine que sua mansidão é moleza e que contra ele pressões possam trazer resultado”.

Voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira na Manifestação do dia 13 de dezembro de 2015

Voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira na Manifestação do dia 13 de dezembro de 2015

Aproveitamos o ensejo para declarar que, como católicos, apostólicos e romanos, os membros e colaboradores do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira têm a consciência tranquila e ufana ao tomar esta posição. Pois que não é ela outra coisa senão o respeito, em termos de vida civil, aos princípios da doutrina social da Igreja, conforme sempre a ensinou o Magistério Pontifício, independente do que agora possam dizer em sentido contrário membros ditos “engajados” ou “atualizados”, do clero ou do laicato, altamente qualificados ou não, de modo individual ou incorporado.

Peçamos à Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, que ampare com Sua maternal proteção nossa Pátria, na difícil encruzilhada em que se encontra.

 





:: sábado, 12 de março de 2016

MST invade viveiro de pinus

MST invade viveiro de pinus 

e causa prejuízo de mais de R$ 5 milhões

O ataque aconteceu na área do Projeto Quatro, em Quedas do Iguaçu, no Paraná

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Painel Florestal
 

Mais uma ação da criminosa, desta vez, com o envolvimento de cinco mil mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, destrui aproximadamente 1,2 milhão de mudas de pinus de um viveiro do Projeto Quatro, da Araupel, em Quedas do Iguaçu, no sudoeste do Paraná.

A invação aconteceu na madrugada desta quarta-feira, 8, numa ação relâmpago que causou um prejuízo estimado em R$ 5 milhões. Desde julho de 2014, quando a fazenda de reflorestamento foi invadida por centenas de famílias, o clima é tenso na região e a titularidade da área vem sendo disputada na Justiça.

 

“Em março, a empresa teve duas vitórias no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRT4), o que alterou os ânimos do MST”, avalia a empresa. “Há mais de um ano a Araupel tem a seu favor um mandado de reintegração de posse e aguarda o cumprimento por parte do governo do estado.” Neste período, a Araupel calcula perdas de mais de R$ 35 milhões com as invasões.

No site oficial do MST, o grupo justifica a ação para denunciar o que eles consideram 'modelo destrutivo de agronegócio'.

O episódio, mais uma vez, foi amplamente repudiado. O assunto foi, inclusive, pauta extraordinária de um evento do setor florestal que aconteceu na Federação das Indústrias do Paraná na tarde desta quarta-feira.

O G7 - grupo que reúne as principais entidades representativas do setor produtivo paranaense - deve divulgar uma nota de repúdio exigindo que o governo determine o cumprimento da ordem judicial para que as famílias de sem-terra deixem a área.

A Associação Brasileira dos Produtores de Mudas Florestais também divulgou nota se manifestando contra a ação. 'Não podemos, em hipótese alguma, permanecer calados diante de tais atrocidades', ressaltou o presidente da entidade, Ricardo Vilela.

Nas redes sociais, a página 'Sou a Favor da Araupel' recebeu inúmeras manifestações de apoio.

NR: Aproveite e deixe também a sua manifestação em favor da Araupel.

 





:: sábado, 12 de março de 2016

Exército do Stedile destroi 1,2 milhão de mudas de pinus no Paraná

                           Exército do Stedile destroi 1,2 milhão de mudas de pinus no Paraná


NOTA OFICIAL: CNA repudia atos de violência contra o setor produtivo

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repudia os atos de violência praticados contra o setor produtivo em Quedas do Iguaçu (PR), no último dia 8




A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repudia os atos de violência praticados contra o setor produtivo em Quedas do Iguaçu (PR), no último dia 8.

Durante a madrugada, cerca de 5 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram uma área de reflorestamento da Araupel e incendiaram os viveiros da propriedade, destruindo cerca de 1,2 milhão de mudas de pinus que estavam sendo preparadas para o plantio. 

Numa ação aparentemente articulada, outro grupo de manifestantes (da mesma origem) invadiu as instalações da Yara Brasil, empresa de fertilizantes em Porto Alegre.

Além de colocar em risco a integridade física das pessoas e causar danos à propriedade privada, fatos como este afetam duramente a atividade econômica. É mais um atentado insensato ao segmento produtivo que ainda apresenta resultados positivos, gera emprego, renda e mantém o equilíbrio das nossas contas externas.

Num cenário econômico já carregado de dificuldades e incertezas, a última coisa de que o nosso país precisa é de uma escalada da violência e da ilegalidade que destrua de vez a segurança de quem trabalha e produz.

A CNA espera que as autoridades públicas cumpram seu papel e ajam antes que o país assista a uma onda de desordem com consequências ainda mais graves.

Publicado em: 09/003/2016




:: terça-feira, 8 de março de 2016

Fatos e documentos inéditos

                         Fatos e documentos inéditos revelados em notas biográficas de Plinio Corrêa de Oliveira

Livro revela virulência da luta de bastidores travada no Brasil entre o catolicismo tradicional e o nascente progressismo católico sob o pontificado de Pio XII. O Papa estava a par da polêmica e atuou contra o progressismo católico, em apoio às teses de Plinio Corrêa de Oliveira. 


Frederico Romanini de Abranches Viotti (*)

Uma compilação de memórias de Plinio Corrêa de Oliveira com mais de 800 páginas traz pela primeira vez à tona detalhes inéditos sobre os primeiros embates, no Brasil, entre o catolicismo tradicional e o progressismo dito católico.

O livro, publicado sob o título “Minha Vida Pública” pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, revela a articulação, no ano de 1935, de uma congregação secreta de freiras, composta por moças da melhor sociedade de São Paulo, as quais foram formadas na mentalidade progressista por uma professora belga, Adèle de Loneux.

Este grupo foi a ponta de lança do movimento progressista em São Paulo, e desenvolveu uma campanha surda contra as Congregações Marianas e o grupo do jornal Legionário liderado por Plinio Corrêa de Oliveira.


Dr. Plinio afirma que o seu livro “Em Defesa da Ação Católica” teve como objetivo combater os desvios e a mentalidade errada observada nessas moças e em outros próceres progressistas, como Alceu Amoroso Lima (o Tristão de Athayde, da literatura). Essas pessoas estão no nascedouro dos tristes desvios da Ação Católica no Brasil, movimento que desaguou depois nas CEBs e na própria Teologia da Libertação.

Plinio Corrêa de Oliveira se refere também à estreita amizade que no início o ligava a Alceu Amoroso Lima. Esta amizade só se rompeu quando ele derivou rumo ao progressismo e se tornou o líder brasileiro da esquerda católica.


Núncio D. Aloisi Masella
Outros fatos inéditos são detalhados, como as dificuldades colocadas por D. José Gaspar de Affonseca e Silva, então Arcebispo de São Paulo, para a publicação do livro “Em Defesa da Ação Católica”, obrigando a uma intervenção direta do Núncio D. Aloisi Masella [foto], que ordenou ao Arcebispo a liberação do livro.

Também é detalhado o vendaval que soprou sobre Dr. Plinio depois da designação para Arcebispo de São Paulo de D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, o qual moveu verdadeira perseguição contra o grupo do “Legionário”.

Documentos inéditos publicados no livro revelam ainda que Pio XII acompanhava atentamente a polêmica no Brasil, e em várias ocasiões tomou medidas que representaram apoio indireto, ou mesmo direto, à posição assumida pelo grupo do “Legionário”.

Mais fatos como estes vêm detalhados nessa obra, escrita em linguagem amena e coloquial, o que o torna de fácil leitura.

_______ 

OBSERVAÇÃO: Este livro está em oferta especial por R$ 85,00 na Livraria Petrus, por tempo limitado. Para adquiri-lo click aqui. Digitar PR85 no campo “Código Promocional” para obter o desconto, pois o preço de tabela é R$ 145,00.
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(*) Frederico Romanini de Abranches Viotti e advogado e colaborador da ABIM. 




:: terça-feira, 1 de março de 2016

Mentalidade socialista-marxista causa do fracasso

                                     Causa da débâcle econômica

 

A responsável efetiva pela gravíssima crise que atinge o Brasil é a mentalidade socialista-marxista que fracassou completamente no mundo comunista, mas que insistem em implantá-la em nosso País.

Comunismo

Mais de uma vez esta coluna do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira apontou para o estranho fato dos órgãos de imprensa internacionais jogarem a culpa quase exclusivamente no vício da corrupção pela hecatombe econômica que se abateu sobre o Brasil, a Argentina, a Venezuela e a Bolívia. No Brasil, todas as críticas convergem para demonizar o PT, o Governo Dilma e seu ancestral ideológico, Lula, pelo fato de serem desonestos, popularescos e visarem apenas perpetuarem-se no poder.

Assim agindo, a imprensa tira de foco a principal causa de nossos males: o vírus da mentalidade socialista-marxista que impregna o subconsciente dos terceiro-mundistas, e, que, dessa maneira fica intocado, como se não fosse um vírus maligno, e como se não tivesse havido um fracasso universal do socialismo.

De modo esquemático, assim poderíamos enumerar algumas de suas máximas:

  • Desde os tempos da fundação da Petrobrás ressoa em nosso pobre País o velho e desgastadíssimo slogan de que “o petróleo é nosso”, e, por ser nosso, sua exploração não pode ser confiada a particulares que visariam apenas obter lucros…
  • A melhoria das condições de vida das classes mais desfavorecidas só é alcançável por meio de reformas de base socialistas e populistas, ou seja, por meio de injeções de dinheiro estatal em programas sociais.
  • Como a luta de classes é um “dogma”, a única maneira dos pobres se defenderem dos bancos e dos capitalistas é eleger um partido dos trabalhadores para resguardar seus direitos.
  • Estatizar, controlar e criar um emaranhado de leis e decretos visando impedir lucros extraordinários dos “donos do dinheiro”.
  • Estimular um sentimento nacionalista, revanchista, contrário ao capital estrangeiro, em especial se for norte-americano.

Diria o conselheiro Acácio, tudo pode resumir-se numa singela redistribuição de bens: “a riqueza de um país assemelha-se à um bolo, cumpre dividi-lo em partes iguais independentemente de quem o fez.”

Esse modelo — se é que essa conjunção de ideias, geradas a partir de ressentimentos e de preguiça em esforçar-se e superar-se, pudesse ser qualificado de modelo — foi abandonado pelos partidos socialistas do mundo inteiro e poucos têm a pertinácia de advogar por estatizações e confiscos. Muito pelo contrário dessa mentalidade retrógrada do velho socialismo, hoje é um fato aceito pela maioria dos economistas e filósofos sociais, que a função do governo é criar uma estrutura jurídica que garanta aos particulares operarem de acordo com regras claras e estáveis. O fato de o Estado exercer atividades econômicas soa hoje tão esdrúxulo quanto deputados julgarem questões jurídicas ou juízes aprovarem leis. Atividades econômicas estatais fiscalizadas pelo próprio Estado assemelham-se à nomeação da raposa para guardar as galinhas.

Resultados inevitáveis: corrupção e ineficiência no mais alto grau. A solução não é salvar a múmia socialista simplesmente nomeando diretores honestos e capazes. São coisas incompatíveis. Pessoas honestas na função pública só surgem e continuam desse jeito mediante um refinado sistema de meritocracia que só as empresas particulares estão aptas a ter. O lucro é intransigente — os chefes de empresa precisam prestar contas aos acionistas — para demonstrar sua capacidade de liderança, honestidade e senso operativo.

O Brasil, a Argentina, a Venezuela, o Equador e a Bolívia, estão pagando um alto preço por suas políticas nacionalistas, popularescas, estatizantes, tendo em comum uma oposição ferrenha aos EUA (a esquerda ainda se ressente de sua vitória hoje tão distante na Guerra Fria).

Infelizmente, o homem é o único animal que tropeça uma e outra vez na mesma pedra, com seus pés, mãos e cabeça. Por isso, não é a toa que continuamos e continuaremos a insistir que a corrupção e o baixo nível dos seus governantes são decorrências necessárias da mentalidade socialista.

 





:: domingo, 28 de fevereiro de 2016

O heroico coronel colombiano Plazas Vega

CONVITE


O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira esta promovendo importante conferência no Club Homs (Av. Paulista, 735, na cidade de São Paulo), às 19:00 hs do próximo dia 3 de março (Quinta-Feira).

         O conferencista será o valoroso Coronel Luis Alfonso Plazas Vega [foto], que estará no Brasil por apenas alguns dias. No Club Homs ele falará sobre a retomada do Palácio de Justiça da Colômbia, invadido em 1985 pelo movimento terrorista M-19, numa tentativa de se implantar, por meio de um golpe, o regime comunista em seu país. Os terroristas do M-19, após executarem friamente alguns magistrados, funcionários e pessoas do público — desesperados com a pronta reação militar liderada pelo Cel. Plazas Vega —, atearam fogo no edifício, deixando um saldo de 98 mortos.

O heroico coronel colombiano comandou com muito êxito a operação militar, desalojou os guerrilheiros, resgatou com vida quase 300 pessoas detidas como reféns dentro do Palácio de Justiça e restabeleceu a ordem.

Por artifícios empregados pela esquerda colombiana — aos moldes semelhantes à “Comissão da Verdade” criada no Brasil — o Cel. Plazas Vega fora condenado a 30 anos de prisão, acusado de ser responsável pelo desaparecimento de alguns terroristas. Entretanto, em dezembro último, após ter cumprido 8 anos e meio de prisão, foi inocentado e libertado pela Suprema Corte do país, que constatou que a sentença condenatória havia se fundamentado em falsos testemunhos...

         Tal fase da vida corajosa desse militar colombiano pode ser considerada uma grande epopeia. A fim de melhor tomar conhecimento desse ato de heroísmo e das injustiças sofridas, convidamos nossos leitores para a conferência. A entrada é franca, necessitando apenas a inscrição por meio do site do Instituto que organiza o evento, no seguinte link:

http://celplazas.ipco.org.br/celplazasvega

CORTE SUPREMA DECRETOU A IMEDIATA LIBERTAÇÃO DO CORONEL ALFONSO PLAZAS VEGA. A RESPEITO, ASSISTA O VÍDEO:





:: domingo, 28 de fevereiro de 2016

Vitória em Roraima é comemorada por ruralistas

Suely Campos será homenageada por moradores

 da Serra da Lua e do Tucano


A governadora Suely Campos receberá neste sábado, 27, uma homenagem da Associação dos Moradores e Produtores Rurais da Serra da Lua e Associação dos Moradores da Serra do Tucano.

A cerimônia vai ocorrer na Fazenda Renascer, durante o Festejo que comemora os 112 anos da comunidade Serra da Lua. A homenagem é referente a todo trabalho realizado pela governadora para que a criação de unidade de conservação do lavrado fosse retirada do decreto Nº 6754/2009.

No ano de 2006 foi elaborado um projeto para a criação de unidade de conservação do lavrado, que elegiam áreas dentro do estado de Roraima para sua implantação.

Esse mesmo projeto foi respaldado pelo Decreto Presidencial Nº 6754, de 2009, cujo objeto impusera ao Estado para efetuação das transferências de terras da União, a criação da unidade de conservação do lavrado, e outras reservas de conservação ambiental.

O município do Bonfim esteve com duas áreas pretendidas: A região do Tucano, local para onde migraram os rizicultores oriundos da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, local com polo de produção de grãos, carnes e fruticultura, contribuindo diretamente com o PIB (Produto Interno Bruto) do Estado.

 E ainda a região da Serra da Lua, considerada o berço da pecuária em Roraima, que perpetua essa atividade até os dias atuais, abastecendo o mercado local e vendendo para o estado do Amazonas, e tem propriedades centenárias.

Os moradores e produtores das duas regiões juntamente com a prefeitura do Município do Bonfim se posicionaram contra esse projeto, buscando alternativas para resolver a pretensão de mais uma reserva de conservação em Roraima.

Uma das moradoras que faz parte da Associação, Cristiane Thomé, afirmou que o empenho de Suely Campos foi fundamental.

 'A classe produtora já sofreu muito com a criação de reservas dentro do Estado, e a governadora conseguiu reverter o Decreto, nos dando seguridade para continuarmos nosso trabalho que já é feito há anos em Roraima', destacou.

O jornalista Nelson Ramos Barretto, que visitou a região em meados do ano passado com o seu colega Paulo Henrique Chaves, também foi convidado, tendo em vista o seu trabalho jornalístico em prol dos ruralistas ameaçados pelo decreto do ex-presidente Lula da Silva.





:: domingo, 21 de fevereiro de 2016

Falso mito da esquerda católica

Esquerda católica sustenta falso mito
Gregorio Vivanco Lopes
Enquanto o chamado Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) vai perdendo a credibilidade (se é que algum dia a teve) entre os próprios homens do campo, a esquerda católica se obstina em defender com unhas e dentes os restos de prestígio desse movimento subversivo.
Nascido das entranhas poluídas da “Teologia da Libertação” como movimento auxiliar da revolução social comunista, o MST recentemente resolveu ficar ecologista, para estar aggiornato com a última moda das esquerdas. De vermelho virou verde, como um esperto camaleão.
Mesmo assim, está difícil pegar. Como isso “não cola”, a propaganda tem insistido em promover o personagem que foi escolhido para ser o símbolo do MST, o marxista João Pedro Stédile.
Alguns dados sobre ele – suas ligações com a esquerda católica e sua adesão ao ecologismo – nos são fornecidos em interessante artigo “O Natal de Stédile”, do jornalista Mario Sergio Conti, publicado no blog leonardoboff.com (22-12-15). Sintomático o trecho que abaixo reproduzimos.
*        *        *
“O Brasil é o país que abriga o maior rebanho católico do mundo. Entre eles está João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem Terra. Ele é primo de Dom Orlando Dotti, bispo de Vacaria, no Rio Grande do Sul, e de vários frades capuchinhos. Os primos párocos marcaram a sua formação franciscana, que considera ‘mais atual do que nunca’.
“Stédile sustenta que o líder religioso da hora, o papa Francisco, ‘tem um comportamento revolucionário’. O pontífice, disse ele no intervalo de uma peregrinação pelo interior paulista, ‘teve uma experiência política no peronismo, é um nacionalista que defende os pobres e é contra o abuso do capital’.
“Para ele [Stédile], a encíclica papal sobre o meio ambiente ‘é uma obra histórica maior do que dez COP21, a conferência da ONU sobre o clima, que não serviu para nada’.
“O MST se atualizou na teoria e na prática nos últimos anos. O movimento, diz Stédile, é contra a ‘reforma agrária burra’, que só se preocupa com a divisão dos latifúndios. Advoga que a agricultura produza alimentos saudáveis para o povo, em vez de exportar commodities. Prega a ‘agroecologia’, técnicas de cultivo que não vitimem a natureza.
“Ele também se insurgiu contra o machismo, disseminado no meio rural, inclusive no MST. O movimento conseguiu que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra, passasse a entregar títulos de propriedade a casais de sem-terra gays.”
*        *        *
O realce de Stédile lhe vem do apoio que recebe da esquerda católica e de certas tubas midiáticas. Ora, que pessoas e movimentos que se dizem católicos, se obstinem em propagandear e patrocinar tal homem e tal movimento, quando este último visivelmente já declina, põe em evidência quão perniciosa tem sido para o Brasil a atuação da corrente denominada “esquerda católica”.

E a utilização para tão funesta empresa do sagrado nome de “católico” só pode provocar indignação.




:: segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

NASA constata esfriamento...

NASA: desmatamento contribui a esfriar o planeta

Posted: 13 Feb 2016 11:30 PM PST

Satélites da NASA para fazer análises quase simultâneos da Terra
Satélites da NASA para fazer análises quase simultâneos da Terra
Luis Dufaur





Um novo estudo da NASA publicado no dia 14.12.2015 na revista científica Nature Climate Change veio perturbar seriamente o catastrofismo racional. Do irracional melhor não excogitar, pois seus defensores darão de ombros e seguirão com seu realejo apocalíptico aquecimentista.

O estudo da NASA verificou que a Terra esfriou nas áreas de pesada industrialização, onde houve maior perda de cobertura florestal e foram consumidos maiores volumes de combustíveis fósseis,

Segundo o “livrinho vermelho” do terrorismo sensacionalista verde, deveria ter acontecido o contrário.

Pois, para ele, o consumo desses combustíveis em fábricas, carros ou termoelétricas é o que está aquecendo a temperatura global e preparando uma catástrofe em virtude da emissão de CO2 e de outros gases de efeito estufa. Por isso, sofismam eles, seria necessário ir minguando a civilização.

Porém, a conclusão da pesquisa referida veio desmontar essas teorias enviesadas. O trabalho foi assinado pela Dra. Katherine D. Marvel, do NASA Goddard Institute for Space Studies e visou conferir se os cálculos das temperaturas futuras estavam levando em conta todos os fatores que pesam nas projeções do clima vindouro.

Um simples leigo fica abismado que esse estudo não tenha sido feito no início da onda de especulações sobre o aquecimento do planeta presente e futuro.

Mas, para quem está acostumado a lidar com o viés ideológico e a falta de ciência que subjaz nos pânicos ambientalistas, essa ignorância de fato não espanta.

Um porta-voz da NASA citado pelo jornal inglês “Express” explicou que “para quantificar a mudança climática era necessário saber os valores dos chamados ‘Transient Climate Response (TCR)’ e ‘Equilibrium Climate Sensitivity (ECS)’” da Terra.

O TCR é indispensável nas previsões de até um século, e o ECS o é para os séculos futuros.

Afinal é mera propaganda com viés ideológico: Greenpeace protesta contra desmatamento na Amazônia, em Durban, África do Sul.
Afinal é mera propaganda com viés ideológico:
Greenpeace protesta contra desmatamento na Amazônia, em Durban, África do Sul.
O porta-voz acrescentou ser “bem conhecido” que as grandes emissões das “erupções vulcânicas” ou de grandes centrais energéticas esfriam o planeta, pelo menos temporariamente, pois as partículas poluidoras refletem os raios solares para fora da Terra.

A consequência é que os grandes volumes de micropartículas jogados no ar pela poluição funcionam como espelhos que repelem a irradiação solar e fazem cair a temperatura na superfície terrestre.

“De modo semelhante, mudanças na superfície da Terra como o desmatamento aumentam a quantidade de luz que é reenviada pela Terra para fora”, esfriando a temperatura.

A climatologista Kate Marvel teve dificuldades para explicar o fato identificado, pois esvazia os mitos ambientalistas.

As nuvens naturais ou resultantes da contaminação do ar, como o smog e a fumaça, são exemplos dos chamados aerossóis.

A Dra. Kate disse: “Os aerossóis de sulfato, que são gerados pela queima de combustíveis fósseis, contribuem para o arrefecimento atmosférico. Eles estão mais ou menos confinados no hemisfério norte, onde vive a maioria dos homens que emite poluição”.

Disse ainda que o efeito esfriante não havia sido detectado anteriormente por causa de maus cálculos do TCR e do ECS.

De agora em diante, os modelos climáticos existentes deverão levar em conta os valores certos para não serem desclassificados como simplistas.

Ambientalistas extremistas não vão ligar para a ciência. Os moderados e sensatos vão faze-lo? Protesto contra o desmatamento, Praça da Estação, Belo Horizonte.
Ambientalistas extremistas não vão ligar para a ciência.
Os moderados e sensatos vão faze-lo? Protesto contra o desmatamento, Praça da Estação, Belo Horizonte.
Os pesquisadores vinham confiando em estimativas simplificadoras na hora de calcular o efeito na temperatura de outros gases que não o CO2, como é o caso das micropartículas da poluição, por exemplo, acrescentou.

O climatologista Gavin Schmidt, diretor do próprio famoso Goddard Institute for Space Studies (GISS) da NASA e coautor do trabalho agora publicado no Nature Climate Change, reconheceu a impropriedade dos cálculos precedentes.

A NASA constatou assim a carência de índices fidedignos fundamentais nos modelos de mudança climática.

De fato, eles vinham projetando climas futuros marcados por um aquecimento global que, entretanto, não dá sinais certos de existir.  Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo






:: domingo, 14 de fevereiro de 2016

Agricultura trazendo alternativa para salvar o Brasil da dengue

Aviação agrícola
Colatto leva proposta ao Ministério da Saúde para combater o mosquito da dengue
Além de documentos com pareceres técnicos informando da eficácia no uso de aviões para liberar inseticidas, o parlamentar apresentou emenda à MP 712/2016 que prevê ações de combate ao mosquito da dengue

Santa Catarina 3/2/2016 – O combate ao mosquito aedes aegypti, causador da epidemia da dengue, além do surto de Zika vírus e Chikungunya, que assombram o Brasil, pode ter a aviação agrícola como aliada. 

A proposta elaborada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e encaminhada ao Ministério da Saúde (MS) pelo deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) prevê que aviões usados para pulverizar defensivos agrícolas sejam utilizados para fazer o fumacê aéreo nas cidades.

Colatto, que é engenheiro agrônomo, recebeu a visita dos técnicos do Sindag, e do também assessor técnico Eduardo Cordeiro de Araújo, em dezembro, quando levou a proposta ao Ministério da Saúde, porém, ainda aguarda posicionamento. “Inseto se combate com inseticida e o mosquito é inseto e não é vírus”, destaca. 

Segundo ele, oferece-se a aviação agrícola e os defensivos agrícolas para combater o mosquito da dengue no país.  “É a agricultura trazendo uma alternativa para salvar o Brasil da dengue”, destacou o parlamentar em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados na terça-feira 3/2 a espera de um retorno do MS.

Nesta semana, o governo editou a Medida Provisória (MP) 712/2016 que reforça o combate ao mosquito aedes aegypti. Como forma de viabilizar o fumacê por via aérea, o deputado Valdir Colatto apresentou emenda à MP 712/2016, que inclui a aplicação de inseticidas por meio de aeronaves dentre as formas de ação.

A ideia é aplicar pelo ar o mesmo inseticida hoje usado em terra nos chamados fumacês. “A vantagem da aplicação aérea é a possibilidade de atingir fundos de terrenos baldios e áreas longes do alcance das caminhonetes e equipes que hoje visitam e aplicam os produtos”, explica o deputado Colatto.

O uso de aviões para combate a mosquitos é comum nos Estados Unidos e em diversos países da América Latina, como o México. No Brasil, a técnica também já foi utilizada. Em 1975, os aviões agrícolas foram responsáveis pela eliminação dos focos de mosquitos culex na região da Baixada Santista, em São Paulo. 

Na época, com três aplicações em quatro semanas, a estratégia acabou com um surto de encefalite que assolava municípios como Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

O Sindag vem insistindo na proposta, e, segundo eles, sempre é ignorado pelo governo federal e com forte resistência das autoridades que coordenam o Programa Nacional de Controle da Dengue. 

Apesar disso, o Sindag emitiu considerações sobre a nota técnica que restringe o uso de aplicações aéreas de inseticidas por aeronaves no controle de surtos de dengue. A expectativa é de agora, depois do País fechar 2015 registrando mais de 1,5 milhão de casos de dengue no ano, e com o risco também da chikungunya, do vírus zika e agora da febre da floresta, a proposta receba a devida atenção. Em Santa Catarina, dados apontam 3.605 casos de dengue em 2015.

DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA: a febre do Zika vírus é uma doença causada pelo vírus Zika transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o aedes aegypti, infectado. A febre Chikungunya, é uma infecção viral causada pelo vírus Chikungunya, também transmitida pela picada da fêmea do mosquito aedes aegypti infectada pelo vírus. 

(discurso na Câmara dos Deputados em Anexo)(Documento de emenda a MP 712/2016 em anexo)





:: domingo, 14 de fevereiro de 2016

CIMI tenta escapar da investigação

Deputada diz que vai acionar o CNJ contra decisão que suspendeu CPI do Cimi

Ricardo Campos Jr.

    A deputada estadual Mara Caseiro (PMDB) vai acionar o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para questionar a validade da decisão que suspendeu a CPI do Cimi, da qual ela é presidente. O juiz federal de Campo Grande Pedro Pereira dos Santos suspendeu os trabalhos do grupo por entender que a assembleia estava legislando sobre a demarcação de terras indígenas


Segundo informações da assessoria de imprensa da parlamentar, a comissão, na verdade, apura se integrantes do movimento indigenista estariam incitando e financiando invasões de terras em Mato Grosso do Sul.

Uma resolução assinada por Mara foi publicada hoje no Diário Oficial da Casa de Leis. Ela questiona também se houve imparcialidade na decisão, já que Pereira atua em interesse das comunidades indígenas, muitas delas ligadas ao próprio Cimi, segundo assessoria de imprensa.

Se o CNJ encontrar erro técnico, o ato é anulado. Se realmente a atitude do magistrado tiver sido tendenciosa, ele pode sofrer processo disciplinar. A reclamação da deputada ao CNJ terá cópia encaminhada à Corregedoria Geral do TRF (Tribunal Regional Federal) – 3ª região.

A Justiça interveio na situação depois que a DPU (Defensoria Pública da União) entrou com ação civil pública em favor das comunidades indígenas. A decisão favorável foi tomada em janeiro deste ano. Fonte: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/mara-caseiro-aciona-o-cnj-contra-decisao-que-suspendeu-cpi-do-cimi





:: sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Transgênicos do Bem

Transgênicos do Bem

Xico Graziano, 02/02/2016

Pernilongo transgênico vira sucesso contra a dengue. A inusitada notícia vem de Piracicaba (SP). Lá, recente experimento, realizado a campo, com machos de Aedes aegypti, modificados geneticamente, conseguiu reduzir em 82% a geração de larvas do inseto. Gol de placa da engenharia genética.

Entenda como funciona a técnica: quem pica o ser humano, e transmite assim o vírus da dengue, é a fêmea do mosquito (ou pernilongo). Ela busca sugar sangue humano, e o armazena em seu abdômen, pois precisa desse alimento, e unicamente dele, para fazer vingar seus incontáveis ovos que nascerão posteriormente nos recipientes com água de chuva deixados por aí. Por sua vez, os machos transgênicos, apelidados de “transmosquitos”, produzem descendentes defeituosos, que portam uma proteína causadora de morte prematura, pouco antes de se tornarem alados. Muito bem.

Acontece que as fêmeas do Aedes somente aceitam ser fertilizadas uma única vez. Então, quando copuladas pelos machos transgênicos, elas terão seu ciclo de vida encerrado sem a geração de filhotinhos, o que provocará uma tendência de redução da população do inseto transmissor de doenças. Melhor que pulverizar inseticidas.

Quem criou esses novos heróis na luta contra a dengue, e agora se percebe também contra o zika e a chikungunya, foi uma empresa britânica, a Oxitec. Seus cientistas denominaram de OX513A a linhagem de pernilongos transgênicos trazidos para o Brasil. E o responsável por realizar a experiência por aqui foi o prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato. Tudo, por enquanto, ainda é preliminar. Mas o resultado exitoso indica um incrível sucesso da ciência na luta contra as enfermidades endêmicas transmitidas por insetos. Zero agrotóxicos.

Seriam os ecologistas radicais, aqueles que se opõem tenazmente à engenharia genética, contrários ao controle da dengue através dos insetos transgênicos? Sei não. Provavelmente permanecerão em silêncio, quiçá estupefatos, talvez meio confusos ao verificarem que os organismos transgênicos, que tanto combatem, podem servir ao bem-estar da humanidade. Não pela primeira vez. Os entendidos sabem que as insulinas produzidas por bactérias geneticamente modificadas auxiliam no combate da doença da diabetes há pelo menos 40 anos. E jamais reclamaram dessa maravilha da medicina.

Técnicas revolucionárias da biotecnologia geraram, especialmente na última década, centenas de drogas ou vacinas que se estima beneficiarem 325 milhões de pessoas no mundo. Alguns exemplos são inimagináveis. Cabras que produzem leite contendo o ativador de plasminogênio (TPA), uma proteína utilizada para dissolver coágulos sanguíneos em vítimas de ataque cardíaco; vacas que produzem lactoferritina, uma proteína do leite humano com poderes antibacterianos, útil no tratamento de pacientes imunossuprimidos; bananas que contém uma vacina para a hepatite B, capaz de auxiliar tremendamente os países em desenvolvimento, onde a doença mata 10 milhões de pessoas anualmente. Nenhum ambientalista reclamou desses organismos geneticamente modificados (OGMs) com funções medicinais.

Da mesma forma, nunca se soube de alguém, ecologista ou naturalista, que reclamasse dos deliciosos queijos europeus, camemberts, gorgonzolas e que tais, cujo leite de onde se originam sofre, há tempos, a fermentação com microrganismos transgênicos. Estes são super-produtivos, capazes de acelerar o processo de fabricação do coalho sem comprometer sua qualidade organoléptica. Em todos esses casos, medicinais ou alimentares, o êxito da biotecnologia é universalmente aceito.

Há dois meses, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA aprovou, após longas análises de biossegurança, a comercialização de um tipo de salmão transgênico. Sua modificação genética, promovida a partir do gene de outra espécie do peixe, quase dobra o potencial de crescimento do animal. A composição nutricional e o sabor continuam o mesmo, a carne mais colorida. Menos tempo na criação, mais proteína e sabor no prato.

Na agropecuária, porém, os produtos transgênicos continuam recebendo forte resistência. Por que? Desconheço a resposta certa. Existe uma discriminação contra o agronegócio, como se a transgenia interessasse apenas aos grandes produtores. Mas, em 2014, as lavouras transgênicas se estendiam por 181,5 milhões de hectares, cultivados em 28 países, por 18 milhões de agricultores. E não se relata na literatura internacional qualquer problema de saúde humana advindo da ingestão desses alimentos.

No início, fazia sentido certo temor. Quando, em 1982, um grupo de cientistas belgas conseguiu, pioneiramente, retirar um pedaço do gene de uma espécie e inserir no cromossomo da outra, parecia perigoso hibridar cargas genéticas, de plantas ou animais, sem cruzamento sexual. Todos pedimos uma “moratória” de 5 anos. Nesse contexto surgiu uma nova disciplina: a “biossegurança”. Suas regras, adotadas nos laboratórios de ponta, foram sendo estabelecidas de forma muito rigorosa. Hoje, passadas três décadas, podem os consumidores ter certeza: os requisitos da biossegurança garantem a qualidade dos alimentos transgênicos. Agora, das salsichas, salgadinhos, bolos de confeitaria e tantas gororobas vendidas por aí, vai saber.

Conclusão: existe, claramente, um problema “ideológico” dentro do ambientalismo, que o coloca contra os transgênicos da agricultura. Os demais, tudo bem. É estranho. Mas a evolução científica é uma força motriz sem marcha-à-ré. Tampouco admite maledicência, nem preconceito. Que os transmosquitos nos ajudem a combater, não apenas a dengue, mas também o pensamento retrógrado.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 02 de fevereiro de 2016





:: terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Aquecimento com termômetro enferrujado


Criança nasce verde-vermelha e berra: 2015 foi o ano mais quente! Quem é o pai do mostrengo?

Posted: 30 Jan 2016 11:30 PM PST

Manipulação de dados para fazer acreditar que 2015 foi o ano mais quente da história
Manipulação de dados para fazer acreditar que 2015 foi o ano mais quente da história
Luis Dufaur





Como virou costumeiro na passagem do ano, a mídia espalhou relatórios anunciando que o ano que findou foi o mais quente “desde que existem registros”. Assim, 2015 teria batido os recordes históricos de calor global.

Para se justificar, a ideologicamente incansável confraria alarmista apela para estudos que ela trombeteia ruidosamente, mostrando dados parciais e ocultando outros verdadeiramente cruciais.

Como o simples leigo não tem tempo nem condições de compulsar os complicados relatórios e análises dos cientistas, acaba sendo enganado por uma informação enviesada.

Um exemplo de manipulação entre muitos outros. Segundo o jornal “El Mundo”, de Madri, “o ano 2015 foi de longe o ano mais quente de todo o registro histórico”.

O jornal menciona que “o dado” foi publicado pelas mundialmente famosas NASA e NOAA (Administração para o Oceano e a Atmosfera dos EUA). Para maior impacto, o jornal sublinha que o novo recorde “acrescenta-se ao anterior recorde de 2014, que já ficou como o ano mais quente na escala global desde que começaram os registros globais em 1880”.

E a lista dos recordes continua: nove dos 10 anos mais quentes da série histórica aconteceram desde o início do século XXI e os primeiros 15 anos do milênio estão entre os 16 mais calorosos da lista, etc., etc.

Após os assustadores recordes, o jornal espanhol cita comentários espalhafatosos, propaladores de calamidades universais, pedindo medidas utópicas drásticas e irrealizáveis.

Entre elas “a descarbonização total no ano 2050”, reclamada pelo diretor do Instituto de Potsdam para a Investigação do Impacto Climático, Hans Joachim Shellnhuber, um militante anti-humanidade posto em relevo durante o lançamento da encíclica “Laudato Si’”.

O “golpe” é, entretanto, assaz velho. Os “registros históricos” que vêm desde 1880, mencionados no artigo para basear o alarmismo, foram colhidos por uma velha rede de termômetros de mercúrio.

As medições satelitais posicionam a temperatura de 2015 na média dos últimos 20 anos. 1998 e 2010 foram mais quentes que  2015. Imagem cortesia de drroyspencer.com.
As medições satelitais posicionam a temperatura de 2015 na média dos últimos 20 anos.
1998 e 2010 foram mais quentes que  2015. Imagem cortesia de drroyspencer.com.
Essa rede, ainda parcialmente em funcionamento, contribuiu muito nos inícios da climatologia. Mas ficou difícil de manter-se e por isso está dessueta, antiquada, imprecisa, fornecendo dados parciais e sendo cada vez menos usada.

Ela vem sendo abandonada após os satélites se revelarem muito mais precisos, abarcadores, confiáveis, modernos e continuamente renovados.

Há 25 anos que a própria NASA defende que “a análise satelital da atmosfera superior é a mais precisa e deveria ser adotada como a via padrão para monitorar as mudanças da temperatura”.

A rede de satélites vem funcionando apenas desde a década de 70 e é aquela que fornece os dados considerados mais objetivos pelos cientistas sérios.

As medidas da temperatura da atmosfera terrestre feitas pelos satélites apontam que 2015 não só não foi o ano mais quente do registro histórico (dos satélites é claro), mas esteve longe de sê-lo.

Os dados estatelais do último ano concluem que a temperatura da atmosfera inferior da Terra – na qual vivemos e respiramos – de 2015 ocupou o terceiro lugar entre os anos mais quentes, num período em que não houve oscilações de temperatura relevantes.

Em outras palavras, a temperatura global está estável. Mas a estabilidade admite subtis oscilações que não indicam tendência para cima ou para abaixo, mas para a continuidade no mesmo patamar, e 2015 foi muito pouco maior.

Os climatologistas da Universidade de Alabama, Huntsville, informaram que a temperatura média global de 2015 ficou 0,44 graus Celsius acima dos recordes dos anos recorde de 1981 e de 2010 por causa da anomalia atribuída a um “El Niño” excepcionalmente intenso, fenômeno que não é relacionado nos exageros alarmistas.

A NASA tem uma frota de satélites em órbita estudando todos os aspectos do sistema terrestre. Mas o alarmismo não quer saber de seus dados quando não servem a seus objetivos ideológicos.
A NASA tem uma frota de satélites em órbita estudando todos os aspectos do sistema terrestre.
Mas o alarmismo não quer saber de seus dados quando não servem a seus objetivos ideológicos.
O Dr. Roy Spencer calculou que o aumento foi de 0,27ºC, o terceiro maior no registro histórico dos satélites, iniciado em 1979.

1998 continua o ano mais quente desde o início das medições satelitais. E a estabilidade é a nota dominante.

A grande interrogação que ficou de pé foi por que os cientistas alarmistas foram puxar seus dados de uma rede desclassificada e que não atende às exigências da ciência moderna.

Por que não usaram os dados satelitais à sua disposição, os quais atendem as necessidades do conhecimento científico atualizado?

Esse estranho seletivo que prefere o impreciso contra o mais preciso é contrário ao método e à filosofia da ciência.

A conduta estranha e contraditória só se explica pelo fato de que o sistema não confiável serve ao alarmismo, e o mais confiável, não!

Então que a ciência vá às favas! Viva o dado inexato e a rede vetusta!

Acresce-se que os registros da rede antiga permitem aos seus atuais incondicionais ir até o século XIX em suas comparações.

Mas existem outros sistemas cientificamente aceitos que permitem estabelecer a temperatura global durante a maioria dos dez mil últimos anos. A medição por meio de amostras de gelo tiradas da Groenlândia, da Antártica ou outras geleiras milenares é um exemplo.

Esses procedimentos mostram que nos últimos milênios houve anos e períodos muito mais quentes que os dois últimos séculos.

Vade retro Satana! Esses tampouco servem para semear pânico ideológico!

As medidas registradas pelos satélites também foram confirmadas de modo independente pelas medições da temperatura feitas com balões.

Resultado: até os balões foram desclassificados como heréticos “céticos” pelos inquisidores que defendem o dogmático aquecimento global.

Então, perguntou James M. Taylor, do Heartland Institute, em Forbes, como é que os ativistas do aquecimento global deram à luz essa criança do alarmismo constante e espalham afirmações escandalosamente falhas como essa de que 2015 foi o ano mais caloroso jamais registrado?

A única resposta, conclui Taylor, é que nós estamos diante de enganosas falsificações cerebrinas, de registros de temperatura manipulados e de uma mídia obsequiosa que só pensa em impulsionar a agenda do ativismo radical verde.  Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Choque de realidade não cura a psicose ambientalista


“Profecias” catastroficamente erradas não desanimam catastrofismo verde! –2

Posted: 24 Jan 2016 11:30 PM PST

Paul Ehrlich profetizava a virtual extinção da humanidade pela fome num planeta sem recursos naturais pelo ano 2000 ou antes
Paul Ehrlich profetizava a virtual extinção da humanidade pela fome
num planeta sem recursos naturais pelo ano 2000 ou antes
Luis Dufaur





continuação do post anterior: “Profecias” catastroficamente erradas não desanimam catastrofismo verde! –1



8. Peter Gunter, professor da North Texas State University, também escreveu em 1970:
“Os demógrafos concordam quase unanimemente na seguinte lista de acontecimentos: por volta de 1975 se produzirão fomes generalizadas na Índia; elas vão se espalhar por toda a Índia, Paquistão, China, Extremo Oriente e África. Pelo ano 2000 ou, como se pode supor, ainda mais cedo, as Américas do Sul e Central lutarão para sobreviver, carentes de víveres. Pelo ano 2000, o mundo inteiro, com exceção da Europa Ocidental, América do Norte e Austrália, terá falta do necessário para comer”.

9. Em janeiro de 1970, a então renomada revista “Life” informava que
“os cientistas têm provas experimentais e teóricas sólidas que abonam as seguintes predições: em uma década os habitantes das cidades terão que usar máscaras anti-gás, para sobreviver à poluição do ar... por volta de 1985 a poluição da atmosfera terá reduzido pela metade a quantidade de luz solar que chega até a superfície da Terra...”

10. O ecologista Kenneth Watt declarava à revista “Time” que “com o crescente aumento do índice de nitrogênio no ar, é apenas uma questão de tempo para que a luz desapareça da atmosfera e que toda parcela da terra fique inaproveitável”.

Os grandes nomes políticos, ontem como hoje fingiam acreditar nos blefes ambientalistas.
Os grandes nomes políticos, ontem como hoje
fingiam acreditar nos blefes ambientalistas.
11. Barry Commoner predizia que a chuva de poluentes orgânicos acabaria com o oxigênio nos rios dos EUA, extinguindo por sufocamento os peixes de água doce.

12. Paul Ehrlich também explorava o tema, vaticinando em 1970 que a “poluição do ar com certeza estará ceifando milhares de vidas dentro de poucos anos”. Ehrlich desenhou um cenário no qual 200.000 americanos morreriam em 1973 por causa de “desastres causados pelo smog” em Nova York e Los Angeles.

13. O incansável vidente Ehrlich, em maio do mesmo ano de 1970, dizia para a revista “Audubon” que o DDT e outros hidrocarbonetos clorados “poderiam ter reduzido substancialmente a expectativa de vida das pessoas nascidas a partir de 1945”. Segundo ele, os americanos que viram a luz a partir de 1946 teriam a expectativa de vida reduzida a apenas 49 anos, índice que cairia a 42 anos por volta de 1980.

Em 2015, a expectativa de vida no nascimento da população total dos EUA era de 79,68 anos; para os homens: 77,32 anos; e para as mulheres: 81,97 anos, segundo o CIA World Factbook. Mas isto é mera ciência – para pior “capitalista”! – diante da qual o alarmismo verde torce o nariz e prossegue com suas fraudes!

14. O ecologista Kenneth Watt antevia: “Pelo ano 2000, se continuarem as tendências atuais, estaremos consumindo tanto petróleo que não haverá mais. Você vai ao posto de gasolina e diz ‘enche’, e o frentista vai responder: ‘desculpe, mas já não há mais nada’”.

Em 2016 há tanto petróleo que seu preço está caindo assustadoramente!

15. Harrison Brown, cientista da reputada Academia Nacional de Ciências dos EUA, publicou um gráfico na também prestigiosa “Scientific American” mostrando que as reservas de cobre conhecidas pela humanidade se esgotariam totalmente pouco após o ano 2000. Mas que as de chumbo, zinco, estanho, ouro e prata se esgotariam antes de 1990.

Se alguém tem notícia da desaparição dessas commodities avise, por favor.


O
O 'Dia da Terra' perdeu embalo, mas as profecias enganosas continuam sendo marteladas.
Foto: o Earth Day 2013 no Canadá.
16. O pai do “Dia da Terra”, senador Gaylord Nelson, escrevia em “Look” que “o Dr. S. Dillon Ripley, secretário do Smithsonian Institute, acredita que dentro de 25 anos, por volta de 75% a 80% de todas as espécies animais terão se extinguido”.

2016: sem palavras.

17. E, para variar, o incansável Paul Ehrlich vaticinava em 1975 que
“posto que mais de 90% das florestas tropicais úmidas originárias teriam sido derrubadas na maioria das regiões dentro de 30 anos mais ou menos, é de se esperar que a metade dos organismos existentes nessas áreas desaparecerá junto com elas”.

18.  Kenneth Watt voltava a apavorar as mentes com uma iminente Era Glacial.
“O mundo se encaminha acentuadamente para um resfriamento”, disse ele em conferência. “Se as tendências atuais continuarem, a temperatura média global do mundo em 1990 será em média cerca de quatro graus mais fria, e onze graus mais fria no ano 2000. Isso é o dobro do necessário para nos imergir numa era glacial”.
2016: então para o que fazer campanhas mundiais contra o aquecimento global e assembleias planetárias como a COP21, assinar tratados universais e propor gastar centenas de bilhões para lutar contra o CO2?

Se desde 1970 algo houve de realmente catastrófico nesta matéria foi o erro das profecias ambientalistas. Mas os arautos do catastrofismo não arredam o pé, apesar de os fatos, a ciência e a razão humana desmentirem suas pregações.

A única coisa que permanece nos pesadelos ambientalistas é uma ideologia, de fundo neotribal comunista, panteísta e anticivilizatória que tivemos oportunidade de denunciar com abundante documentação neste blog.

O
O 'Dia da Terra' já não mobiliza. Encenações teatrais preenchem o vazio.
O Earth Day 2015 na Índia.
Mas os profetas aterrorizadores têm espaço garantido na mídia.
O professor Mark J. Perry, a quem devemos o resumo do exaustivo trabalho investigativo do jornalista Ronald Bailey, parafraseia a mesma pergunta feita por Bailey em 2000:

Se for como eles dizem, como estará a Terra quando se celebre o 60º Dia da Terra, no ano 2030?

Bailey predizia em 2000 um mundo futuro muito mais limpo e muito mais rico, com menos fome e desnutrição, menos pobreza, maior expectativa de vida, minérios e metais mais em conta. Ele hoje seria condenado como um “cético”, embora tenha sido o que mais acertou!

Mas Bailey tinha uma predição conclusiva sobre o “Dia da Terra” no ano de 2030:

“Haverá um grupo desproporcionalmente influente de profetas do fim do mundo augurando que o nosso futuro – em boa medida, o nosso presente – nunca será tão desolador”.

Em outras palavras – conclui Perry – as campanhas midiáticas, a histeria e as previsões apocalípticas espetacularmente erradas continuarão sendo espalhadas pelos “distribuidores de embustes ambientais”.

Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Samarco e psicose ambientalista

Mineração e histeria ecológica
 

Terá ocorrido no Brasil um desastre atômico? O vazamento da barragem da Samarco, 10ª exportadora do Brasil, e seus 4 mil empregos diretos viraram acontecimento megacatastrófico,  sem sê-lo, e gerou histeria jurídica punitiva irracional, que bem pode ter efeitos sociais danosos, piores que a passagem da enxurrada dos rejeitos.
 
A enxurrada jamais foi tóxica nem continha metais pesados perigosos. Para sanar tanta desinformação, é útil explicar que o minério extraído pela Samarco é o itabirito,  cuja composição é, grosso modo, a seguinte: 54% ferro, 34% sílica (areia), 1% alumina (terra), 0,5% manganês, 0,2% calcário, 0,2% magnésio e 0,05% fósforo – elementos encontrados no corpo humano, afora outros nada tóxicos.
 
Para separá-los e concentrar o teor do ferro, é preciso um processo industrial chamado flotação, feito, simplesmente, com amido de milho.

Onde a toxidade e os metais pesados? O ferro resultante da flotação (65% + 1% de sílica) afunda e a borra sobe com a ajuda do amido de milho.

Os rejeitos nas barragens são compostos aquosos de terra e areia (sílica, alumina, calcário), um pouquinho de fósforo, manganês, ferro dissolvido e magnésio, além de resquícios insignificantes de outros elementos.
 
Os rejeitos são mais parecidos com as terras marginais desbarrancadas pelas enchentes dos rios do que os rejeitos químicos de dezenas de indústrias (couro, plástico, borracha), arsênico das garimpagens de ouro, de siderúrgicas e de fornos de gusa, que ficam na beira do Rio Doce e afluentes, inclusive indústrias de celulose de alto teor de toxicidade, sem falar nos esgotos não tratados de dezenas de cidades e lugarejos da bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo.
 
O dramático da enchente foi o volume grande e denso que varreu a superfície dos rios e as margens até o oceano.

 Enquanto passava a massa de rejeitos, diminuiu o oxigênio das águas matando peixes e depositou-se nas margens.

Mas passou uma vez só como tsunami. A cor barrenta posterior sobe do leito e vem da lavagem pelas águas dos barrancos cheios de lama.

Houve mortandade de peixes como na Lagoa Rodrigo de Freitas? Nem de longe. O gado morreu em massa nos bebedouros dos rios? Ninguém relatou tamanha destruição. A água já está potável e os peixes já são vistos em cardumes na água doce. Pescadores, com caniços lançados no rio (a provar que estariam pescando), se queixam da falta do pescado.

No mar, o dano foi mínimo, a mancha, com a cor barrenta de todo rio, não ameaça a vida marinha. Nenhum relatório comprova o desastre. O Rio Amazonas entra no oceano 80 quilômetros adentro com a água barrenta vista a olho nu da estação espacial.

O que precisa acabar são os desatinos jurídicos e o perverso intento de que cabe à Samarco, sozinha, salvar o Rio Doce, que está morrendo há muito tempo.

 Contra a Samarco e, em certos casos, contra a Vale e a BHP Billinton (acionistas), existem 150 ações individuais e 34 coletivas, verdadeira babel. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já foi assinado com o Ministério Público e depositados, aqui e acolá, R$ 1,8 bilhão, afora as inúmeras ações reparadoras da Samarco: reforço das barragens, reconstrução de pontes, recuperação de bacias hidroelétricas, dinheiro, casas, roupas, remédios, água mineral ou caminhões-pipa para as cidades ribeirinhas, indenizações e reparações e mais um rol de providências,  desnecessário enumerá-las, até porque me falta legitimidade para tanto.
 
Falo por minha conta e risco e pelo que me relatam os engenheiros de minas, meus amigos.

Cumpre agora à União e aos estados de Minas e Espírito Santo pensar no emprego das pessoas e conjuntamente ordenar os procedimentos jurídicos indenizatórios, conceder reduções condicionadas de impostos e abrir linhas de crédito para a Vale, a Samarco e outras mineradoras usarem ou venderem os rejeitos como matéria-prima para fazer ecoblocos (construção civil) e camadas de compactação rodoviária.
 
Fazer do limão uma limonada. Os aviões caem de vez em quando e nem por isso as companhias aéreas são fechadas. Minas possui cerca de 600 barragens e os melhores técnicos barragistas do Brasil.

 A impressão que se tem é a de que querem acabar com as mineradoras, preservar a natureza e proibir a mineração. Noutras palavras, parece que se quer acabar com Minas Gerais, cujo nome evoca, desde as bateias de ouro e diamantes, o destino natural:  minas, ferro, aço, indústrias de transformação que utilizam o minério e as derivações como matéria-prima, sem esquecer o nióbio de Araxá.
 
Mineração envolve risco. Os prejuízos devem ser sanados; pessoas morreram e bens produtivos foram destruídos bem como casas. Mas que haja ordem e racionalidade e não o festival desconexo de justiciamentos e multas bilionárias.

Fonte: Correio Braziliense - Página: 11 - Autor: Sacha Calmon
Data: 17/01/2016




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2016

82% do povo acha que o Btasil está no rumo errado

          O Brasil na contramão


Desde o início da era petista, em 2003, nunca tantos brasileiros avaliaram que o Brasil está indo na contramão quanto agora. Segundo pesquisa inédita do Ibope, 82% do povo acha que o País está no rumo errado. 

Só 14% acham que o Brasil vai na direção certa e 4% não sabem dizer. É como se o País seguisse pelo acostamento da mão oposta.


A contrariedade com o rumo nacional é maior entre os jovens (88%), nas grandes cidades (87%), no Sudeste (87%) e entre quem ganha mais (88%). 

Mas também é alta em redutos governistas: 77% no Nordeste e entre os mais pobres. Pior: pela primeira vez, as opiniões dos brasileiros sobre os rumos do País coincidem com o que eles leem e ouvem falar. 

A percepção pessoal costuma ser bem mais otimista do que a coletiva. Não mais: 82% versus 85%. 

(Coluna do José Roberto de Toledo - Estadão)




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sarney Filho quer impedir a produção de arroz

Projeto torna ilegal a produção de arroz 


  
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 350/15, do deputado Sarney Filho (PV-MA), que altera o novo Código Florestal (Lei 12.651/12) ampliando as responsabilidades de recuperação ambiental dos produtores rurais.

O projeto altera o conceito Área de Preservação Permanente (APP), para “as faixas marginais de qualquer curso d’água natural, perene ou intermitente, desde o seu nível mais alto da cheia do rio”.

Hoje o conceito contido no código para APPs é de “faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular”.

Durante a reforma do Código Florestal a mudança na base de cálculo da área de APP do leito cheio para o leito regular foi uma forma de retiras das áreas de proteção as várzeas onde se planta arroz em muitas regiões do sul e norte do país.

Ao contar as APP a partir do leito cheio, as áreas de várzeas passam a ser consideradas leito do rio, onde é ilegal plantar arroz ou qualquer outra cultura.

Conforme destaca Sarney Filho, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) evidencia a necessidade de as margens de cursos d’água voltarem a ser demarcadas a partir do nível mais alto da cheia do rio, como ocorria antes da aprovação do novo código.

“A substituição do leito maior do rio pelo leito regular para a definição de Área de Preservação Ambiental torna vulneráveis amplas áreas úmidas em todo o país, particularmente na Amazônia e no Pantanal”, ressalta Sarney Filho sem fazer referência à produção de arroz.

O projeto ainda altera o conceito de de nascente contido no código para “afloramento natural do lençol freático, ainda que intermitente, que dá início a um curso d’água”. Hoje o conceito é “afloramento natural do lençol freático que apresenta perenidade e dá início a um curso d’água”.

O parecer do relator, deputado Rodrigo Martins (PSB-PI), foi favorável à proposta. “No que concerne ao restabelecimento da delimitação da APP a partir do nível mais alto do leito do curso d’água, consideramos que a alteração, além possibilitar a proteção essencial às áreas úmidas do País, contribuirá para a redução das perdas patrimoniais e de vidas humanas associadas às enchentes e a outros desastres naturais”, complementou o deputado também sem fazer referência ao problema dos cultivos de várzea.

Tramitação

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural já havia rejeitado o projeto, que agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, em seguida, pelo Plenário.
Fonte: http://www.codigoflorestal.com/2016/01/projeto-de-sarney-filho-torna-ilegal.html#more




:: domingo, 24 de janeiro de 2016

Fundamentalismo

             De onde veio este papo de fundamentalismo

 

Trata-se de uma ação coordenada e inteligente para bloquear a resistência religiosa à Nova Ordem Mundial pela via da estigmatização verbal: qualquer tipo de pretensão pública da religião ou das pessoas religiosas deve ser taxada implacavelmente como “fundamentalista”

Memorial cross

Pixabay CC0

 

Quando você expõe um argumento racionalmente, com todo rigor metodológico, apresentando fontes primárias, documentação farta, e o seu interlocutor lhe fixa o rótulo de “fundamentalista”, inicialmente você tolera, mas depois começa a desconfiar que a recorrência da ideia não é casual…

De fato, hoje em dia, quanto mais uma pessoa repete chavões como quem pontifica infalivelmente, respaldado pelo chorum uníssimo da coletividade, mais é necessário averiguarmos qual a origem do bordão, essa sim, quase sempre infalivelmente ignorada pelo acusador.

O termo em questão foi uma invenção de teólogos conservadores presbiterianos e batistas que, por volta de 1910, para se distinguirem de teólogos “liberais”, acabaram por se autodenominarem “fundamentalistas”.

Contudo, a noção de “fundamentalismo” sofreu uma mutação, e esta sua nova acepção foi criada propositalmente para liquidar com a resistência religiosa ao secularismo-laicismo imposto pelos agentes globalistas com sua nova ética relativista.

Numa obra muito conhecida sobre o tema, Karen Armstrong afirma que o “fundamentalismo” é um fenômeno recente, característico do final do século passado.

“Um dos fatos mais alarmantes do século XX foi o surgimento de uma devoção militante, popularmente conhecida como ‘fundamentalismo’, dentro das grandes tradições religiosas. Suas manifestações são às vezes assustadoras. Os fundamentalistas não hesitam em fuzilar devotos no interior de uma mesquita, matar médicos e enfermeiras que trabalham em clínicas de aborto, assassinar seus presidentes e até derrubar um governo forte. Os que cometem tais horrores constituem uma pequena minoria, porém até os fundamentalistas mais pacatos e ordeiros são desconcertantes, pois parecem avessos a muitos dos valores mais positivos da sociedade moderna. Democracia, pluralismo, tolerância religiosa, paz internacional, liberdade de expressão, separação entre Igreja e Estado – nada disso lhe interessa” (Karen Armstrong, Em nome de Deus. O Fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo, Companhia das Letras, São Paulo, 2009, p. 9).

Pouco mais abaixo, a autora explicita ainda mais o motivo pelo qual seria necessário enquadrar os tais “fundamentalistas”: “Em meados do século XX acreditava-se que o secularismo era uma tendência irreversível e que nunca mais a fé desempenharia um papel importante nos acontecimentos mundiais. Acreditava-se que, tornando-se mais racionais, os homens já não teriam necessidade da religião ou a restringiriam ao âmbito pessoal e privado. Contudo, no final da década de 1970, os fundamentalistas começaram a rebelar-se contra essa hegemonia do secularismo e a esforçar-se para tirar a religião de sua posição secundária e recolocá-la no centro do palco” (Ibidem, p. 10).

Em outras palavras, a preocupação fundamental da autora é assegurar aos agentes secularistas que continuem expandindo-se vorazmente, corroendo as raízes religiosas do ocidente, confinando os “religiosos” em sua intimidade até que os mesmos sejam totalmente aniquilados, e o homem pós-moderno possa continuar sendo alvo de um projeto pseudo-civilizatório irreligioso.

“No início de seu monumental Projeto Fundamentalista, em seis volumes, Martin E. Marty e R. Scott Appleby afirmam que todos os ‘fundamentalismos’ obedecem a determinado padrão. São formas de espiritualidade combativas, que surgiram como reação a alguma crise. Enfrentam inimigos cujas políticas e crenças secularistas parecem contrarias à religião. Os fundamentalistas não vêem essa luta como uma batalha política convencional, e sim como uma guerra cósmica entre as forças do bem e do mal. Tentam aniquilá-lo e procuram fortificar sua identidade sitiada através do resgate de certas doutrinas e práticas do passado. Para evitar contaminar-se, geralmente se afastam da sociedade e criam uma contracultura; não são, porém, sonhadores utopistas. Absorveram o Racionalismo pragmático da modernidade e, sob a orientação de seus líderes carismáticos, refinam o ‘fundamental’ a fim de elaborar uma ideologia que fornece aos fiéis um plano de ação. Acabam lutando e tentando ressacralizar um mundo cada vez mais cético” (Ibidem, p. 11).

A obra citada por Karen Armstrong é a maior enciclopédia sobre o  “fundamentalismo”, composta em cinco volumes, escrita ao longo de quatro anos e conduzida sob os auspícios de – nada mais, nada menos que – a Fundação MacArthur, que patrocina centenas de projetos de pesquisa científica.

Trata-se de uma ação coordenada e inteligente para bloquear a resistência religiosa à Nova Ordem Mundial pela via da estigmatização verbal: qualquer tipo de pretensão pública da religião ou das pessoas religiosas deve ser taxada implacavelmente como “fundamentalista”.

Para eles, a religião deve ser aprisionada na vida privada, até desaparecer por completo. Toleram momentaneamente conviver com ela, desde que se restrinja à intimidade de cada indivíduo e não tenha nenhuma incidência na coletividade. E tudo em nome de um secularismo que precisa se impor, a despeito da reação espontânea do povo, que anseia pela transcendência, pela espiritualidade.

O pior é que muitos que se presumem espertos, até mesmo dentro da Igreja, acabam por apregoar justamente este conceito, construído para exterminá-los. Caíram numa armadilha preparada justamente para não ser percebida, e caíram feito patinhos. Sucumbiram à sua própria ausência de fundamentos e, chamando os outros de “fundamentalistas”, não perceberam que foram induzidos a fazê-lo e que o uso indiscriminado do termo “fundamentalismo” favorece unicamente um esquema de poder. Fonte: Agência Zenit 

* Pe. José Eduardo, Doutor em Teologia Moral e pároco da Diocese de Osasco.