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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Arcebispo refuta ideia tola sobre São Francisco

Arcebispo refuta ideia tola sobre São Francisco e a Criação

Posted: 02 Aug 2015 02:12 PM PDT

Mons. André-Joseph Léonard, primaz da Bélgica explicou por que não está bem amar “esse espírito franciscano beato que celebra sem matizes a beleza do cosmos”.
Mons. André-Joseph Léonard, primaz da Bélgica
explicou por que não está bem amar “esse espírito franciscano beato
que celebra sem matizes a beleza do cosmos
”.
Luis Dufaur





Mons. André-Joseph Léonard, arcebispo resignatário de Bruxelas e primaz da Bélgica, fez ressalvas a uma falsa interpretação do espírito de São Francisco de Assis e sua relação com a natureza. O prelado falou em entrevista a Le Vif/L’Express.

O arcebispo se disse “perplexo” com essa ilação de São Francisco com a natureza, porque “muitos o admiram pelo fato de que ele cantou a beleza da natureza e pregou aos pássaros difundindo uma concepção muito otimista da Criação”.

Mons. Léonard diz que o defeito não está em São Francisco, mas naqueles que tentam manipular sua imagem para passar uma mensagem ambientalista enganosa e profundamente danosa.
“Na realidade, a vida dos homens e dos animais é trágica. A vida animal é uma carnificina, um mata-mata. É muito bonito pregar aos pássaros, mas quando eles veem um verme na terra, eles o devoram. Quando um gato vê um rato, ele não lhe faz coisas muito simpáticas!”, observou.

O arcebispo continuou atraindo a atenção dos leitores para a realidade deste vale de lágrimas.
“‘Bendito sejas nosso irmão vento’, exclama São Francisco.
Embora esse vento – comentou D. Léonard –,
quando sopra a 300 quilômetros por hora, é um inimigo”.
Ele agradece a São Francisco por ter louvado em seu cântico o sol, a lua, as estrelas, a água, o fogo, o vento.

“‘Bendito sejas nosso irmão vento’, exclama ele.

“Embora esse vento – prosseguiu o prelado –, quando sopra a 300 quilômetros por hora, não e um irmão muito cômodo. É antes um inimigo.

“Nosso irmão fogo, a gente o aprecia na lareira esquentando a casa, mas não incendiando as florestas. Felizmente São Francisco não abençoou nossos irmãos crocodilos e serpentes!

Felizmente ele não disse ‘Louvado sejas Tu, Senhor, por todas as tuas criaturas, especialmente pela minha senhora irmã cobra. Tu a tens dotado de músculos poderosos, de um veneno ativo e de uma língua afiada que lhe permite afogar e envenenar sua pequena vítima em questão de minutos!”.
Mons. Léonard esclareceu sua atitude diante da natureza dizendo que ele é um ardoroso defensor dos versículos 18 e seguintes do capítulo VIII da carta de São Paulo aos Romanos. Ali está dito que a Criação, em seu estado atual, ‘foi sujeita à vaidade’ e ‘entregue ao cativeiro da corrupção’.
“Não esqueçamos nunca isso. São Francisco canta a beleza da Criação, embora ela seja terrivelmente cruel. A Criação nos alimenta, mas também nos mata. Ela contém todos os vírus que envenenam nossa vida. Eu não amo esse espírito franciscano beato que celebra sem matizes a beleza do cosmos”, concluiu o douto arcebispo.
Tubarão branco ataca surfista Mick Fannig na África do Sul.
“Não esqueçamos nunca que São Francisco canta a beleza da Criação,
embora ela seja terrivelmente cruel.
A Criação nos alimenta, mas também nos mata”, lembrou o arcebispo.
Como que confirmando a prudente observação do arcebispo belga, viralizou na internet a filmagem do ataque de dois tubarões brancos ao tricampeão mundial de surfe, o australiano Mick Fanning, que estava disputando uma final na África do Sul.

Na Austrália, o tubarão branco é bem conhecido como especialmente assassino, a ponto do governo sistematizar sua caça em águas territoriais.

Tubarão assassino cuja espécie e protegida multiplica mortes na Austrália

Austrália manda abater tubarões assassinos e ambientalistas fazem algazarra
 
Porém, militantes ambientalistas do gênero utópico e irracional de que falou Mons. Léonard promovem manifestações para ‘salvar’ esse feroz habitante do mar.

Mick sobreviveu ao ataque na praia de Jeffrey's Bay dando fortes pontapés no nariz dos predadores assassinos que tentavam mordê-lo. Chegando lanchas de auxílio, os tubarões fugiram sem fazer mal ao surfista, noticiou o jornal argentino Clarin.

A final foi suspensa e Mick comemorou o feito fazendo um churrasco para amigos e participantes da competição.

Na falsa ideia da relação de São Francisco com a natureza, ao maltratar os tubarões Mick agiu como inimigo da Criação.

Na ótica correta explicada por Mons. Léonard, o surfista agiu em perfeita consonância com a ordem natural pregada por São Paulo e o grande Santo de Assis. Inclusive quando contribuiu para ‘aquecer o planeta’ com um merecido churrasco! Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.




:: segunda-feira, 20 de julho de 2015

Calor ou gelo?

Cientistas preveem mini-idade do gelo

Posted: 19 Jul 2015 08:18 PM PDT

O rio Tamisa, Londres, congelado na anterior mini-Idade do Gelo, século XVII
O rio Tamisa, Londres, congelado na anterior mini-Idade do Gelo, século XVII




Um grupo de cientistas vaticina irregularidades na atividade solar dentro de cerca de 15 anos, e que poderemos ter que encarar uma “mini-Idade do Gelo” a partir de 2030.

Esta tese resulta de um novo modelo de ciclo solar que consegue prever que a atividade do Sol vai ficar reduzida em cerca de 60% durante a década de 2030.

A confirmar-se esse cenário, viveremos condições semelhantes às que se verificaram aquando da chamada “mini-Idade do Gelo” que começou em 1645.

Até agora nunca nenhum modelo científico tinha conseguido prever com precisão as flutuações na atividade solar, algo que a professora de Matemática Valentina Zharkova, da Universidade de Northumbria, no Reino Unido, e os seus colegas de estudo acreditam ter finalmente conseguido.

Feira sobre a Tamisa congelada, fevereiro 1814.jpg
Feira sobre a Tamisa congelada, fevereiro 1814.
“Encontramos componentes de onda magnética que aparecem aos pares, originários de duas capas diferentes no interior do Sol. Ambas têm uma frequência de aproximadamente 11 anos, ainda que esta frequência seja ligeiramente diferente e se compensem no tempo.

“Durante o ciclo, as ondas flutuam entre os hemisférios Norte e Sul do Sol. Combinando ambas as ondas juntas e comparando-as com os dados reais para o ciclo solar atual, descobrimos que as nossas previsões mostraram uma precisão de 97%”, destaca Valentina Zharkova, citada pela Europapress.

Com base nestas conclusões, depois das análises feitas no Observatório Solar Wilcox na Califórnia, este grupo de cientistas acredita poder dizer com exatidão que no Ciclo Solar 26, que se refere ao período entre 2030 e 2040, haverá uma redução significativa na atividade do Sol pelo fato de as suas ondas magnéticas ficarem “fora de sincronização”.

“No Ciclo 26, as duas ondas refletem-se exatamente entre si: chegando ao mesmo tempo, mas em hemisférios opostos do Sol.

“A sua interação será prejudicial, até quase anularem-se entre si. Prevemos que isto dará lugar a um mínimo de atividade solar”, destaca a investigadora.

Patinadores sobre o rio Sena, Paris 1608. (Museu Carnavalet, Paris).
O memorialista Saint-Simon conta que as taças de água congelavam na mesa do rei Luis XIV.
ZAP - Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: segunda-feira, 13 de julho de 2015

Conferência: Laudato Si

Conferência: Laudato Si, a encíclica do Papa Francisco, provoca grande polêmica no mundo inteiro

Laudade Si

A última encíclica do Papa Francisco, Laudato Si, tem provocado grande polêmica no mundo católico, científico e cultural. Prof. Luiz Carlos MOLION e o escritor Luis DUFAUR fazem um balanço da encíclica, um mês depois de sua publicação.

Dia 16 de julho
Club Homs
Av. Paulista, 735, às 19,00 hs.

  • Prof. LUIZ CARLOS MOLION

Meteorologista brasileiro, professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas.

  • LUIS DUFAUR

Escritor e pesquisador do IPCO – Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

A INSCRIÇÃO É GRATUITA, MAS OBRIGATÓRIA.

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:: domingo, 12 de julho de 2015

Refazendo a história 2

América: esperança do século XXI


Plinio Corrêa de Oliveira

 

Virgem dos Navegantes, obra de Alejo Fernández (1531-1536). Primeira pintura sobre a descoberta da America. Alcázar de Sevilha (Espanha) [Foto PRC]

Virgem dos Navegantes, obra de Alejo Fernández (1531-1536). Primeira pintura sobre a descoberta da America. Alcázar de Sevilha (Espanha) [Foto PRC]

Transcrição do artigo distribuído pela Agência Boa Imprensa em outubro de 1992.

Aproximando-se a celebração do Descobrimento da América, aprendemos a considerar a obra de Portugal e Espanha como uma grande glória da América Latina e um triunfo da civilização cristã.

E ela realmente o é: a entrega à Igreja e à Cristandade de um mundo novo. Obra de evangelização e civilização, em que se irmanaram missionários e colonizadores. Obra celebrada pelos Romanos Pontífices, como Pio XII, que destacou “o fato colossal de que, um século após o Descobrimento, a América era virtualmente católica” (Radiomensagem de 12-10-1949).

Entretanto, deparamo-nos agora com uma propaganda concertada nas três Américas e no mundo. Ela exagera alguns excessos e injustiças ocorridos na execução de tal obra, os quais podem acontecer em toda ação humana, tentando apresentar essa magna empresa como um genocídio e mera atividade de imperialismo econômico, na qual os governos colonizadores teriam contado com a cumplicidade da Igreja.

A instauração da civilização cristã no Mundo Novo é agora qualificada pura e simplesmente como uma destruição de “culturas superiores” dos indígenas. Pior do que isso: certos “teólogos da libertação” chegam a sustentar não só que foi um mal substituir as religiões indígenas pela católica, mas que os missionários deveriam ter-se deixado “catequizar” pelo paganismo ameríndio, o qual teria uma visão mais autêntica de certos aspectos da divindade e das relações do homem com o cosmos… Vão nesse sentido, as declarações do antigo frade franciscano Leonardo Boff, feitas para quem quiser ler (“Jornal do Brasil”, Caderno “Idéias e Ensaios”, 6-10-91).

Com Cristovão Colombo chegou à América a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo

Com Cristovão Colombo chegou à América a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo

O movimento baseado em alegações de tal gênero, as quais até há pouco teriam parecido um delírio, vai tomando tal vulto na Europa, que, na cidade de Puerto Real — o porto dos Reis Católicos, perto de Cádiz (Espanha) —, a prefeitura decidiu construir um monumento (esculpido pelo amigo de Fidel Castro, o artista equatoriano Guayasamin) de desagravo às “vítimas” do Descobrimento, e de desdouro a Isabel a Católica, a grande rainha que apoiou a expedição de Colombo. Monumento este que não foi executado, devido a uma sadia reação da opinião pública espanhola, decorrente, em larga medida, da vigorosa campanha de repúdio promovida por “TFP-Covadonga”, entidade coirmã da TFP brasileira.

Na Alemanha, o Conselho Missionário Católico, com o aplauso de diversas revistas religiosas, pediu que o dia 12 de outubro de 1992 seja considerado não um dia de alegria, mas de tristeza.

Universidades europeias têm realizado fóruns, durante os quais é denegrida a colonização e a evangelização da América. Chegam a fechar os olhos para a realidade de os povos latino-americanos serem a esperança da Igreja e da civilização cristã para o século XXI. Defendem a adoção da chamada civilização indígena como modelo de vida coletivista e de suposta harmonia ecológica igualitária do homem com a natureza.

Tribalismo IndigenaEm nossa pátria, tais ideologias vêm se manifestando há alguns anos. São conhecidas, por exemplo, as poesias e escritos de D. Pedro Casaldáliga, Bispo de São Félix do Araguaia, nos quais ele renega a obra evangelizadora de santos e missionários. Não lhe escapa nem o Bem-aventurado José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil. Já em 1977, quando tal movimento estava no início, denunciei as mencionadas ideologias no livro “Tribalismo indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI”. Nessa obra, solidamente documentada, há uma previsão do que, precisamente, está acontecendo hoje.

Tendo as coisas chegado a esse ponto, compreende-se facilmente quanto é oportuno empreender alguma ação que salvaguarde, em tal matéria, a honra da Igreja e da nação brasileira. E que também faça justiça à ação previdente e benemérita do Infante D. Henrique, o Navegador, e de D. João II, Rei de Portugal, a quem como católicos e como brasileiros natos ou de adoção, tanto devemos.

Assim, a TFP resolveu fazer um apelo a seus sócios, cooperadores e correspondentes, existentes em mais de 200 cidades do Brasil, pedindo-lhes que comecem a realizar, nos meios onde atuam, um trabalho de esclarecimento sobre temas tão importantes.

Fala-se tanto, e com toda razão, do mal que a propaganda das seitas protestantes vem ocasionando à Igreja Católica, na América Latina em nossos dias; mas, a nosso ver, a campanha que estamos denunciando causa-lhe dano muito maior. É a própria missão outorgada pelo Divino Mestre à Igreja — “ide, pois, e ensinai a todos os povos …. ensinando-os a observar tudo o que vos tenho mandado” (Mt. 28, 18-19) — que está sendo, dessa forma, acusada e vilipendiada. Fonte: ABIM

 





:: sábado, 11 de julho de 2015

Crucifixo comunista?

Crucifixo comunista? Reinaldo Azevedo sobre o Papa Bergoglio


O cardeal argentino Jorge Bergoglio recebe de Morales o símbolo do comunismo com o Cristo: sujando as mãos com o sangue de 150 milhões de crucificados

O cardeal argentino Jorge Bergoglio recebe de Morales o símbolo do comunismo com o Cristo: sujando as mãos com o sangue de 150 milhões de crucificados

O cardeal argentino Jorge Bergoglio recebe de Morales o símbolo do comunismo com o Cristo: sujando as mãos com o sangue de 150 milhões de crucificados

Sou católico, mas o papa Francisco não me representa. Sei que, em certa medida, a afirmação soa absurda, mas vou fazer o quê? Eu poderia fazer uma graça e dizer que, existindo, como existe, um papa emérito, Bento XVI, tenho a chance de escolher. Mas, evidentemente, isso não contenta. O chefe da Igreja Católica, infelizmente, é o argentino Jorge Bergoglio. Quem recorrer ao arquivo poderá constatar que ele nunca me encantou.

Evo Morales, o protoditador da Bolívia, presenteou o sumo pontífice com uma monstruosidade herética: a foice e o martelo do comunismo, onde estava o Deus crucificado. Bergoglio fez um muxoxo protocolar, mas sujou as mãos no sangue de 150 milhões de pessoas. Ao fazê-lo, (re)rencruou as chagas de Cristo e se alinhou, lamento ter de dizer isto, com aqueles que O crucificaram.

“Ah, o papa não tem nada com isso! Não tinha como saber o que faria aquele picareta!” Ah, não cola! A Igreja Católica de Roma está banida da China, por exemplo. Ficou na clandestinidade na União Soviética e nos países da Cortina de Ferro. Inexiste na Coreia do Norte e enfrenta sérias dificuldades em Cuba. Um delinquente político e intelectual como Morales não pode ofender moralmente mais de um bilhão de católicos com aquela expressão demoníaca. O papa que recusasse a ofensa. Mas ele não recusou. E foi além.

Em Santa Cruz de la Sierra, nesta quinta, Bergoglio fez um discurso que poderia rivalizar com o de Kim Jong-un, aquele gordinho tarado que tiraniza a Coreia do Norte. Atacou o capitalismo, um “sistema que impôs a lógica dos lucros a qualquer custo, sem pensar na exclusão social ou na destruição da natureza”, segundo ele. E foi além: “Digamos sem medo: queremos uma mudança real, uma mudança de estruturas. Este sistema já não se aguenta, os camponeses, trabalhadores, as comunidades e os povos tampouco o aguentam. Tampouco o aguenta a Terra, a irmã Mãe Terra, como dizia são Francisco”.

É de embrulhar o estômago. Em primeiro lugar, esse papa, com formação teológica de cura de aldeia, não tem competência teórica e vivência prática para cuidar desse assunto. Em segundo lugar, os movimentos que hoje lutam pela preservação do planeta são exclusivos de regimes democráticos, onde vige o capitalismo. Ou este senhor poderia fazer essa pregação na China, por exemplo, onde o capitalismo de estado é gerido pelo Partido Comunista?

Pior: o papa está numa jornada que inclui o Equador e a Bolívia, duas protoditaduras que, na pegada da Venezuela, instrumentalizam o discurso anticapitalista para dar força a milícias que violam direitos individuais e que não reconhecem a propriedade privada como motor do desenvolvimento.

Evocando um igualitarismo pedestre, disse Sua, não mais minha, Santidade: “A distribuição justa dos frutos da terra e do trabalho humano é dever moral. Para os cristãos, um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres o que lhes pertence”. A fala agride a lógica por princípio. Se o tal “que” pertencesse aos pobres, pobres não seriam. A fala repercute a noção essencialmente criminosa de que toda a propriedade é um roubo. Como esquecer que essa concepção de mundo de que fala o papa já governou quase a metade do mundo e produziu atraso, miséria e morte?

Eu já tinha tido cá alguns engulhos quando, recentemente, o cardeal argentino resolveu se meter a falar sobre a preservação da natureza, com uma linguagem e uma abordagem que lembravam o movimento hippie da década de 60. Ele voltou ao ponto: “Não se pode permitir que certos interesses — globais, mas não universais — submetam Estados e organismos internacionais e continuem destruindo a Criação”.

Como? O homem destruindo a Criação? O catolicismo de Francisco, na hipótese benevolente, se esgota numa leitura pobre do Gênesis. Na não benevolente, é apenas uma expressão do trogloditismo de patetas terceiro-mundistas como Rafael Correa, Evo Morales, Nicolás Maduro e Cristina Kirchner.
O próximo papa, por favor!
Por Reinaldo Azevedo





:: sábado, 11 de julho de 2015

A falta de capitalismo


Três mitos sobre o capitalismo no

discurso do papa

Veja - Leandro Narloch - O caçador de mitos


O papa Francisco deu um discurso claramente anticapitalista ontem na Bolívia. Defendeu mudanças estruturais contra a “ditadura sutil” das forças do mercado. “Reconhecemos que este sistema impôs a lógica dos lucros a qualquer custo, sem pensar na exclusão social ou na destruição da natureza?”, disse ele. Há na fala do papa pelo menos três mitos frequentemente repetidos sobre o capitalismo. Estes aqui:
“O capitalismo destruiu a natureza”

A princípio parece difícil de discordar do papa. Da Revolução Industrial do século 19 até a China dos dias de hoje, o avanço das fábricas cria nuvens negras nas cidades. O que pouco se diz é que só depois de um certo nível de prosperidade (criada pelo capitalismo) surge a preocupação dos cidadãos com o meio ambiente.
Isso fica claro com o seguinte dilema. Imagine o leitor que está à beira de morrer de fome e consegue caçar um pato. Mas tem um problema: trata-se de um animal em extinção, talvez o último sobrevivente daquela espécie rara de pato. Quem preza pela própria vida até lamentaria o fim da espécie, mas comeria o infortunado pato sem pensar demais. Já se o leitor está de barriga cheia, fica mais fácil poupar o animal. Do mesmo modo, só países enriquecidos pelo capitalismo podem se dar ao luxo de se importar com a natureza.
Os economistas chamam esse fenômeno de “curva ambiental de Kuznets”. Quando um país atinge a marca de 4 mil dólares de renda per capita, a ecologia entra na agenda pública. Florestas, animais, ar e rios limpos ganham relevância. Mais uma vez é o exemplo da China, que agora, mais rica, luta para despoluir as cidades. Países comunistas (de verdade, não como a China hoje) nunca chegaram a esse nível de renda – não à toa, avançaram sobre a natureza com muito mais força que os capitalistas.
“O capitalismo nos tornou egoístas”

Bem, seria preciso encontrar um modo de medir o egoísmo em diferentes épocas. Parece impossível – ou seja, a opinião do papa é frágil. Também sem provas ou medições, poderíamos supor o contrário. Assim como a prosperidade possibilitou a preocupação com a natureza, facilitou a caridade e a preocupação com o próximo. Aqui também vale um exemplo. Se o leitor tem três sacos de batata em casa, e vai precisar de todos os três nos próximos meses, fica difícil doar um deles. Mas se o estoque conta com vinte sacos de batata, destinar alguns aos pobres se torna barato. O capitalismo de massa, ao possibilitar a abundância, barateou a caridade – e deu força a outras lógicas, além da “lógica do lucro” do discurso do papa. Estão aí os grandes bilionários do mundo, como Bill Gates, que doa mais da metade da sua fortuna, para provar que é mais fácil ser caridoso quando rico. Como diz Deirdre McCloskey, da Universidade de Chicago, “o capitalismo não corrompeu a natureza humana – pelo contrário, ele a melhorou”.
“O capitalismo exclui os mais pobres”

Antes do capitalismo industrial, quatro em cada dez pessoas morriam ou durante a gestação ou até completar 15 anos. Crises de fome ceifavam 10% a 15% da população pelo menos uma vez por século. Vestidos e casacos, de tão caros, apareciam em testamento como herança. Quase todos os gordos eram ricos, mas só os ricos tinham comida de sobra.  Quem ingeria 900 calorias por dia poderia se considerar sortudo – hoje temos que nos esforçar para ingerir menos que 2400 calorias. A altura média dos homens passou de 1,68 metro (em 1700) para 1,77 hoje. Desculpa, caro papa Francisco, (...) não foi o capitalismo que excluiu os pobres, e sim a falta de capitalismo.
*****
Obs. A Igreja condena o comunismo como intrinsecamente mau. 'O comunismo é intrinsecamente mau, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a Civilização Cristã.' (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937) O capitalismo é legítimo pois respeita o direito de propriedade e a livre iniciativa, mas é condenável nos seus abusos.




:: sábado, 11 de julho de 2015

Ecologistum

Habemus papam ecologistum

 Evaristo E. de Miranda[i]

 A encíclica Laudato Sí, do Papa Francisco, emprega 74 vezes a palavra “natureza”, 55 vezes “meio ambiente” e uma só vez a expressão “Jesus Cristo”, aquela que designa a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Já o mestre galileu, não divinizado, chamado apenas de Jesus, aparece 22 vezes, o mesmo número de citações do termo “tecnologia” e menos de metade da “ciência”, evocada 55 vezes. Contudo, a Academia Pontifícia de Ciências, com mais de uma dezena de prêmios Nobel, parece não ter contribuído muito e não é evocada. A palavra democracia não existe no texto.

A encíclica é densa. Merece leitura, estudo e reflexão. Nela, a questão ecológica é abordada,não apenas em sua dimensão “natural” stricto sensu. O documento aborda seu contexto humano, social, político, religioso e cultural. O texto não é dirigido apenas a bispos e católicos. Fato raríssimo, o Papa fala na primeira pessoa do singular. Ele deixa de lado o “Nós”, o plural majestático, característico de pronunciamentos pontifícios. Ele se dirige aos crentes (judeus, muçulmanos...) e aos não crentes. Para falar à humanidade, o Papa evoca a responsabilidade de todos em gerir a terra como a nossa casa comum. Ele defende um crescimento econômico com temperança e sobriedade, fundado na mudança de comportamentos.

Novos “ismos”. A encíclica não usa uma única vez as palavras capitalismo e socialismo. Apenas ao evocar a história, menciona o nazismo e o comunismo. Já alguns “ismos”, de natureza eminentemente comportamental, são de uso amplo no texto: consumismo, individualismo, relativismo, antropocentrismo, realismo, condicionalismo e ceticismo.

A encíclica repercutiu positivamente na mídia. O dever jornalístico levou a muitos artigos e editoriais com pretensão de resumir o documento. Tarefa difícil. Outros ainda fizeram e fazem leituras seletivas do documento para sustentar, justificar ou ampliar suas teses tradicionais. Tem gente que não leu e gostou. Outros não leram e não gostaram. Sobre um documento que coloca muitos questionamentos, cabem algumas questões pouco lembradas.

Ciente da complexidade do tema abordado, o Papa Francisco reitera: “Há discussões sobre problemas relativos ao meio ambiente, onde é difícil chegar a um consenso. Repito uma vez mais que a Igreja não pretende definir as questões científicas nem substituir-se à política, mas convido a um debate honesto e transparente, para que as necessidades particulares ou as ideologias não lesem o bem comum.” (188). Pode-se indagar: os homens e as sociedades podem ser geridos por consenso? Existe alguma nação funcionando por consenso? Quais ideologias lesam o bem comum? Quem pode identificá-las? Qual a diferença entre necessidades (termo da encíclica) e interesses (termo na mídia) particulares na temática ambiental?

A geografia da poluição. O balanço ecológico do progresso planetário, logo no primeiro capítulo, é negativo, pessimista e pouco equilibrado. Ele fala de poluição generalizada provocando milhares de mortes prematuras. Contudo, mais generalizado ainda foi o aumento da esperança de vida e da educação em todo o planeta, acompanhando o crescimento industrial e a tecnificação da agricultura. Nunca se viveu tanto, nunca se comeu tanto, nunca se estudou e se votou tanto em todo o planeta, como atualmente.

Os problemas de poluição não existiam nas sociedades pré-históricas. Se eles são constantes e concomitantes ao desenvolvimento, também foram e são resolvidos pelos avanços da ciência e da tecnologia. Na linha dessa preocupação pontifícia, por que a exportação de indústrias poluidoras para países periféricos, como parte da estratégia de limpeza ambiental praticada há décadas em nações desenvolvidas, não foi lembrada?

Conversando com idosos. “Em muitos lugares do planeta, os idosos recordam com saudade as paisagens de outrora, que agora veem submersas de lixo.” (21). Essa afirmação parece um pouco reducionista quando consideradas as condições insalubres nas quais se vivia até o começo do século XX na Europa e nas quais ainda vive grande parte da população mundial. Não há razão para não se investir numa gestão mais eficiente dos resíduos e na redução de sua produção, mas as paisagens de outrora, mesmo na Europa, sem drenagem ou barragens, eram marcadas por enchentes, epidemias, doenças crônicas, períodos de fome, com pessoas subnutridas em habitats insalubres, sem aquecimento ou energia elétrica.

A memória desses idosos deve lembrar o que era a vida cotidiana em tais paisagens, sobretudo no inverno ou em tempos de seca. Seus filhos são mais altos e já perdem em estatura para seus netos, graças à nutrição adequada, como ocorre agora em muitos países em desenvolvimento.

Progresso e tecnologia. As sociedades economicamente desenvolvidas têm os meios para cuidar de sua biodiversidade, para reduzir a poluição da terra e do ar, para proteger e manter limpos os seus mares e rios. Elas universalizaram o saneamento básico com tecnologias avançadas de gestão de efluentes, incomparáveis às utilizadas em estações de tratamento de esgoto do Brasil, por exemplo. Nos países ricos, o ciclo de vida das mercadorias é planejado; o lixo é classificado, tratado e reciclado; muitos ecossistemas estão preservados e são desfrutados por uma população com amplas garantias sociais e com acesso a uma intensa vida cultural.

Ao associar o uso de insumos modernos na agricultura apenas a seus possíveis efeitos tóxicos, a encíclica não faz justiça à segurança alimentar conquistada por recordes de produção. Nem aos ganhos de qualidade nutritiva e sanitária, e à queda no preço dos alimentos que esses mesmos insumos, frutos de ciência e tecnologia, permitiram obter beneficiando, sobretudo, os mais pobres. Unilaterais, os oráculos consultados pelo Papa, não tiveram aqui e alhures o justo equilíbrio. “Para os países pobres, as prioridades devem ser a erradicação da miséria e o desenvolvimento social dos seus habitantes” (172), diz o Papa. Como atingir esses objetivos sem crescimento econômico e novas técnicas e tecnologias? Por consenso?

O Papa Paulo VI já evocara o tema ambiental, em 1971, na Pacem in terris. João Paulo II foi o primeiro a convidar para uma conversão ecológica, apesar da mídia tratar a ideia como novidade da Laudato Sí. Ele o fez em 2002, ao assinar com o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, uma declaração comum pela salvaguarda da Criação, em Veneza.

Bento XVI tratou de ecologia ao longo de todo o pontificado. Na Caritas in Veritate (2009), ele dizia: “Quando a Igreja Católica toma a defesa da Criação, obra de Deus, ela não deve apenas defender a terra, a água e o ar (...) mas também proteger o homem contra sua própria destruição”. Sob seu pontificado, o menor Estado do planeta tornou-se neutro em emissão de carbono e adotou metas ambientais ambiciosas. Não há indústria poluidora em seus 44 ha (só faltava!). O papamóvel foi transformado em veículo flex. Painéis solares fornecem energia para a sala de audiências ao lado da Basílica de S. Pedro. Bento XVI também plantou uma floresta de 7.000 ha na Hungria, destinada a compensar as emissões de gases de efeito estufa do Vaticano. Se o Papa Francisco pode dirigir injunções ambientais aos outros países é porque também, de certa forma, o Vaticano fez sua lição de casa.

[i] Pesquisador da Embrapa, doutor emecologia, diretor do Instituto Ciência e Fé.





:: sábado, 11 de julho de 2015

Encíclica pessimista e injusta

Laudato Si’: regozijo na esquerda, perplexidade e crítica entre os que querem o bem dos pobres

Posted: 07 Jul 2015 10:30 PM PDT

Francisco I em Sarajevo onde um imprevisto quebrou sua férula
Francisco I em Sarajevo onde um imprevisto quebrou sua férula
Luis Dufaur





Passados poucos dias da publicação da muito aguardada encíclica sobre o meio ambiente Laudato Si’ do Papa Francisco I, a expectativa vem deixando o lugar ao desinteresse, à decepção e, com inusitada força, à crítica pela imersão em matérias que não corresponde à Igreja se pronunciar.

Sem dúvida, os assessores do Papa Francisco se esforçaram para manipular realidades materiais, científicas e econômicas para encaixa-las num cenário passível de um juízo moral ou religioso.

Porém, o recurso foi mal sucedido e a Laudato Si’ parece ser ter virado contra a intenção original. O resultado tem sido uma crítica nutrida por parte de fontes católicas que desaprovam a distorcida intromissão na seara científica e econômica.

Do lado do ambientalismo radical e da teologia da libertação não faltaram carregados elogios ideológicos que duraram poucos dias.

Do lado católico, especialmente daqueles profundamente interessados pelo bem dos homens e especialmente dos pobres, vieram notáveis contravapores.

Fazemos votos para que elas ajudem a corrigir o tom verde-vermelho que assumiu a malograda redação final da Laudato Si’.

Nessa perspectiva reproduzimos a continuação uma dessas críticas formulada pelo jornalista Miguel Angel Belloso, diretor da revista ‘Actualidad Económica’ de Madri, vice-presidente do Observatório do Banco Central Europeu, membro da Fundação de Estudos Financeiros e do Conselho Econômico e Social da Comunidade de Madri.



Um Papa pessimista e injusto

Miguel Angel Belloso,
diretor de ‘Actualidad Económica’ de Madri,
vice-presidente do Observatório do Banco Central Europeu,
membro da Fundación de Estudios Financieros
e do Consejo Económico y Social de la Comunidad de Madrid.
Sempre considerei a fé como um motor de esperança e de alegria. Professei também uma grande admiração pelos papas João Paulo II e Bento XVI.

Nenhum deles deixou de assinalar os grandes desafios que a humanidade enfrenta, mas ambos mostraram uma grande confiança no indivíduo e contemplavam o mundo com o otimismo próprio do crente.

Em muito pouco tempo, o Papa Francisco impulsionou uma revolução na Igreja.

A sua nova encíclica, 'Laudato si', a sua carta pastoral 'Evangelii gaudium', assim como as suas frequentes intervenções nos foros públicos refletem um pessimismo ontológico perturbador.

Segundo Francisco, o mundo está a desmoronar-se à nossa volta sem que façamos qualquer coisa para o evitar. Os pobres são cada vez mais pobres. As desigualdades são maiores do que nunca e os bens necessários para sustentar a vida humana são cada vez mais inacessíveis.

Mas estas ideias, lançadas sem o acompanhamento de um único dado, como se fossem um dogma de fé, não resistem à mais pequena análise empírica e estão completamente erradas.

Se já é duvidoso do ponto de vista científico que estejamos em presença de uma mudança climática originada pelo homem, e não por circunstâncias relacionadas com a natureza do planeta, é falso que o crescimento econômico aumente a degradação do meio ambiente.

Num editorial publicado no Catholic Herald Philip Booth escreve:

'Como é habitual, as análises de Francisco sobre o estado econômico do mundo são tremendamente pessimistas.

“É correto dizer-se que a poluição origina mortes prematuras e muitos argumentam que as mudanças climáticas estão por trás dos efeitos nocivos.

“Mas, por outro lado, o cenário subjacente é um incremento colossal da esperança de vida e da saúde como consequência do desenvolvimento econômico. E em muitas zonas do mundo, o ambiente está a melhorar espetacularmente.'

Francisco I recebe ao líder do MST, João Pedro Stédile
Francisco I recebe ao líder do MST, João Pedro Stédile
Assim é: se se quiser abordar com honestidade o problema, este não reside nos países ricos mas naqueles onde não funciona a economia de mercado ou não existe liberdade nem democracia.

A China, por exemplo, é dos mais contaminantes.

Durante a maior parte do século XX, os Estados comunistas foram os que tiveram mais poluição e um ambiente mais degradado, enquanto os capitalistas limpavam a atmosfera de elementos tóxicos.

Há solução para os problemas do meio ambiente mas esta não se encontra na ecologia, que com o pretexto de tornar-nos a vida mais agradável apoia o intervencionismo político e quer travar o progresso técnico e o desenvolvimento econômico.

A solução depende de que cada vez maiores partes do mundo se incorporem no mercado e se orientem para ele.

Um estudo recente do Banco Mundial indica que o número de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólares por dia – o limiar da pobreza – diminuiu em mais de 30% desde 1981, e um relatório da Universidade de Oxford, que corrobora outro similar da ONU – pouco suspeita de ser capitalista –, confirma esta descida dramática e augura que a pobreza será completamente erradicada nos países em desenvolvimento nos próximos 20 anos se os progressos se mantiverem ao ritmo atual.

A Associação Americana para o Avanço da Ciência também assinala que a esperança de vida aumentou sustentadamente desde há 200 anos, devido à diminuição das doenças cardiovasculares nos países ricos e à menor mortalidade infantil nos pobres.

Se fizermos comparações estatísticas entre os países mais orientados para o mercado e os menos, comprovaremos que são os primeiros os que providenciam melhores condições aos desfavorecidos.

O que melhora os níveis de vida é a industrialização e o livre comércio e não as economias dirigidas ou autossuficientes.

E são também aqueles que impulsionam as migrações das zonas rurais para as cidades, que não são os lugares sujos e desagradáveis que Charles Dickens descrevia, mas antes uma oportunidade para ganhar um salário mais alto e viver confortavelmente.

Nos países emergentes, mil milhões de pessoas entrarão na incipiente classe média nas próximas duas décadas, de modo que a desigualdade global também está a diminuir.

Apesar de os meios de comunicação sugerirem o contrário, o número de conflitos civis e de guerras está no ponto mais baixo da história, segundo a ONU.

Estes são os dados, mas é como se a verdade fosse uma inconveniência para Francisco e para o conjunto da esquerda.

Francisco I e o ditador comunista cubano Raúl Castro
Francisco I e o ditador comunista cubano Raúl Castro
Francisco é um Papa decididamente político, um socialista convencido de que se a humanidade exibe resultados tão desastrosos é porque os seus dirigentes renunciaram ao seu papel executivo, que bem orientado daria lugar a um mundo melhor do que o governado pela força espontânea dos indivíduos atuando livremente no mercado.

Muitas das opiniões da sua última encíclica são inaceitáveis, inapropriadas ou infundadas.

Engana-se quando diz que a salvação dos bancos foi feita à custa da população, pois a falência foi evitada para garantir as poupanças dos mais necessitados.

A imaginária submissão da política aos poderes financeiros, às multinacionais ou à tecnocracia destila um aroma a um esquerdismo antiquado que não resiste a um único assalto: mesmo nos países mais livres e democráticos, o peso do Estado e a intervenção dos políticos na vida econômica são tão perniciosos como dispensáveis.

Francisco chega a ser ofensivo ao assegurar que a propriedade privada não pode estar acima do bem comum, quando é precisamente ela que o origina.

Só o que se considera próprio estimula o cuidado e a atenção das pessoas para o preservar e enriquecer, quer seja uma quinta ou uma reserva de elefantes, enquanto o público, como mostra a experiência, é habitualmente pasto da negligência e do saque dos que, não se sentindo envolvidos, o maltratam e exploram por o considerarem alheio.

Nesta desastrosa encíclica, Francisco segue a narrativa segundo a qual o chamado neoliberalismo despojou o mundo das suas naturais abundância e bondade.

A partir desta concepção nostálgica e pessimista incita os governos à ação para reverter as perdas materiais das últimas décadas.

Mas nem estas foram tão grandes nem a ação do governo é o meio mais conveniente para procurar o bem comum.

Os católicos tiveram muito azar com este Papa.

Converteu-se num poderoso aliado das teses errôneas da esquerda que nunca proporcionaram o bem-estar geral e sustenta umas posições infelizes que casam muito mal com o seu papel de líder religioso mundial.

(Fonte: Diario de Notícias, Lisboa, 26 junho 2015).
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: domingo, 5 de julho de 2015

Foie gras e irracionalidade

Foie gras e irracionalidade

Revista Catolicismo, Nº 774, julho/2015

 

foie gras

Os gregos antigos ficaram conhecidos como os pioneiros da filosofia; os romanos pelo seu corpo de leis; os medievais pelo seu cristianismo autêntico, que inspirou a filosofia escolástica e a arte gótica. Os séculos futuros poderão classificar nossa época como a da irracionalidade total.

A cada dia se nos impõe uma nova insensatez. Seja nas modas, no plano intelectual, nos costumes, nas leis que vão sendo aprovadas.

Evidências de furar os olhos e sobre as quais se assentaram durante milênios todas as civilizações, mesmo as mais diferentes e até opostas, são agora alegremente (ou imbecilmente) contestadas, apesar de decorrerem da própria natureza das coisas

Não, caro leitor, não vamos falar aqui da teoria de gênero. Poderíamos nos referir a ela, mas não é o nosso tema de hoje.

Vamos tratar de um assunto culinário, pois até lá chega a irracionalidade. Trata-se da proibição do foie gras (fígado gordo), uma iguaria muito apreciada.

foie grasO que é o foie gras? É um patê gorduroso feito com o fígado dilatado de patos, gansos ou marrecos. Essa dilatação pode ser o resultado orgânico de uma ave que se alimentou a seu bel-prazer e engordou muito, como pode também ser induzida, fazendo com que as aves sejam submetidas a uma vida confinada com alimentação forçada.

Quem não gosta de uma camada de foie gras no pão, seja no café da manhã ou como antepasto? Seria um erro achar que é uma iguaria apenas dos ricos. Quantos camponeses por esse mundo afora, e não só na França, criadores de aves, se beneficiam de vez em quando do foie gras extraído de um de seus animais mais gordos!

Pois bem, agora a Câmara Municipal de São Paulo aprovou uma lei proibindo o consumo de foie gras! Ele decorreria de uma crueldade para com as aves!

Não vamos nos deter no aspecto legal, pois uma lei desse tipo só teria sentido se promulgada no âmbito federal. É ridículo obrigar o paulistano a deslocar-se até um município vizinho, como Guarulhos ou São Caetano, por exemplo, para servir-se de foie gras.

Segundo historiadores, os primeiros foie gras datariam de três mil anos antes de Cristo e teriam sido detectados pelos egípcios em gansos selvagens, imigrados às margens do rio Nilo. Os egípcios concluíram que algumas espécies de aves migratórias poderiam se superalimentar naturalmente, para conseguir sobreviver durante o inverno, ou para enfrentar longos trajetos migratórios. Eles começaram então a desenvolver a prática da engorda dos gansos, de maneira a obter o foie gras.

O foie gras também é citado na época romana. Horácio descreve um magnífico banquete, no qual o fígado de um ganso branco engordado com figos estaria no menu.

O chefe de cozinha Gabriel Matteuzzi, formado na Escola Hofmann, em Barcelona, explica que a engorda ou confinamento de animais não se aplica apenas aos patos e gansos, mas também aos bovinos, galinhas e perus, para que deem mais carne. “Vamos proibir tudo isso? Vamos proibir a pesca de arrastão, porque prejudica nossa fauna marinha? [...] Essa lei abrirá precedente para futuras leis? Ou simplesmente estamos perdendo nosso poder de livre-arbítrio?” questiona ele. (“Folha de S. Paulo”, 23-5-15)

A esta altura, o leitor talvez esteja se perguntando o que tem a ver esse tema com a seção “Por que Nossa Senhora chora”.

Tem muito a ver, pois a proibição do foie gras é mais um exemplo da influência deletéria exercida por certa corrente ecologista radical que nega o preceito bíblico de que os animais devem estar submetidos ao homem e servi-lo. Para essa corrente, haveria uma igualdade de direitos entre homens e animais, o que é frontalmente contrário à ordem da Criação e ofende o Criador.

Relata a Sagrada Escritura: “Então Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra’” (Gen. 1,26).

 





:: sexta-feira, 3 de julho de 2015

Pseudociência

Aquecimento global: pseudociência baseada em fraudes

Luis Dufaur

 

Ambientalismo e Ecologia

Em brilhante conferência promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, o Prof. Ricardo Felício desfaz os mitos divulgados pelo ambientalismo alarmista.

Em 25 de junho último o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO) promoveu no Club Homs, situado na Avenida Paulista da capital bandeirante, uma conferência do Prof. Dr. Ricardo Augusto Felício sobre “Aquecimento global – pseudociência e geopolítica”.

Graduado em Ciências Atmosféricas, mestre em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e doutor em Geografia, o Prof. Felício é docente na Universidade de São Paulo (USP).

Abrindo a sessão, o Dr. Adolpho Lindenberg [foto abaixo], presidente do Instituto, destacou a importância do tema e narrou interessantes episódios de sua vida empresarial relacionados com o mesmo.

Da esq. p/a dir.: Dr. Paulo Henrique Chavez, Dr. Eduardo de Barros Brotero, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Dr. Adolpho Lindenberg e o Prof. Ricardo Augusto Felício

Da esq. p/a dir.: Dr. Paulo Henrique Chavez, Dr. Eduardo de Barros Brotero, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Dr. Adolpho Lindenberg e o Prof. Ricardo Augusto Felício

Por exemplo, lembrou que duas décadas atrás sua construtora edificou um hotel em Manaus, mas que a maioria dos operários, constituída por indígenas, mal conseguia trabalhar devido a problemas de doenças e subnutrição.

O Dr. Adolpho montou então um hospital de emergência que tratou dos índios durante três meses.

Certo de que fizera uma obra de beneficência, contou depois o fato a um líder político ambientalista de São Paulo.

Este ficou furioso: “Não! A ideia não é socorrer os índios! É aprender com os índios! A pior coisa para o ambientalismo é inserir um primitivo na civilização!”

Ecologia e ambientalismoCom base em suas experiências, o Dr. Lindenberg testemunhou que o fundo do ambientalismo é um embate contra a civilização, em especial contra a Civilização Cristã.

E acrescentou que o ambientalismo hoje é um refúgio dos líderes esquerdistas que não falam mais em estatização, mas em ecologia. É uma nova religião. Passou a Idade Média, passaram-se os Tempos Modernos, agora a “bola da vez” é a ecologia e o ambientalismo.

O carnaval ecológico de tonalidade esquerdista parte de duas ideias provenientes do mundo científico: 1ª) a temperatura do mundo está subindo; 2ª) o aquecimento global é provocado pelo homem.

*       *      *

Ecologia e ambientalismoO climatologista palestrante fez de início a clássica distinção entre hipótese e tese. “Alguém pode pensar que uma borboleta batendo suas asas pode modificar o clima de Júpiter… Pode pensar, mas isso é apenas uma hipótese!”

Para que seja tese é preciso demonstrar a hipótese com evidências cientificamente válidas. Caso contrário, esta não se sustenta.

O Prof. Felício enfatizou que o aquecimento global é uma hipótese, e não uma tese, uma vez que não se sustenta em realidades provadas.

Ele destacou que a pseudociência do aquecimento global tem sido promovida pelo Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC em inglês), organismo político da ONU envolto em sucessivos escândalos e que exibe suas fontes científicas em notas de rodapé.

O próprio Senado americano, após verificar a ausência de evidências científicas nas hipóteses espalhadas pelo IPCC, retirou-lhe todo o financiamento.

O Prof. Felício disse que mudar é próprio do clima, que significa mudança. E que combater as mudanças é tão tolo como combater o clima.

Afirmou que historicamente houve períodos cíclicos quentes e frios, e que hoje vivemos num período interglacial quente. Mas bem fraquinho, pois houve períodos em que a temperatura global chegou a 10º acima da média atual e não representou nenhum problema.

No último século, os anos mais quentes transcorreram nas décadas de 1930 e 1940. No fim do século XX a temperatura ficou abaixo desses auges e hoje a Terra está esfriando.

Ecologia e ambientalismoO climatologista apontou também o hábito dos alarmistas verdes de anunciar catástrofes para dentro de cem anos ou mais… E acrescentou que nessa data tais pessoas já não estarão vivas e ninguém poderá cobrar-lhes o que disseram… Mas o mal estará feito.

É sempre um “monstro” que eles criam e, à medida que nos aproximamos dele, os incorrigíveis verdes o empurram mais para frente…

O professor projetou recortes de jornais e revistas do século XX, com o papel até amarelado, anunciando catástrofes das mais variadas que hoje verificamos que não ocorreram.

As provas aduzidas por tais órgãos eram de uma superficialidade risível: as quadras de tênis de Wimbledon… Era tudo absurdo, sem evidências de que a Terra estava se transformando numa bola de sorvete, mas a mídia divulgava assustadoras propagandas.

A ciência do aquecimento global é a “terra da fantasia”, defendeu o meteorologista. O clima não é um resultado do que o homem faz.

Os verdadeiros agentes do clima são o sol, que oscila muito, os oceanos (72% da superfície terrestre), os vulcões e as nuvens.

Ecologia e ambientalismo

Ainda segundo o palestrante, as nuvens são uma enorme incógnita sobre o clima, movimentando 25 a 30% da energia de todo o planeta Terra. Nesse sentido podemos dizer que nada sabemos de climatologia, mas os verdes nos anunciam toda espécie de coisas, que em última análise são mentiras.

A atmosfera da Terra é composta de 78% de nitrogênio, gás neutro, 21% de oxigênio e 0,9% de argônio. Os gases residuais constituem 0,039%. Dentro destes se contabiliza o CO2, que atinge a proporção de 0,033% da atmosfera e é o mais importante dos gases residuais.

E, apesar disso, os ambientalistas ainda pretendem que o CO2 é o culpado pelas mudanças climáticas!

O grande produtor de CO2 são os oceanos. Os insetos produzem mais CO2 do que os seres humanos! É impossível falar que os homens são culpados pelo aumento de CO2, acrescentou o professor.

Se houve um aumento, embora infinitesimal, no último século, só pode ser atribuído aos oceanos. Esse aumento teria feito subir o índice até 0,04%, ou mais 0,007%.

O CO2 gera ciclos de crescimento dos vegetais e os dados dos satélites mostram que a vegetação do planeta está aumentando. O CO2 funciona como um fertilizante porque é o gás da vida! Mas os verdes o apresentam como um vilão!

Ecologia e ambientalismoO Prof. Felício disse que todos os cientistas sabem disso: quanto mais CO2 na atmosfera, tanto melhor para o planeta.

Experimentos aumentando o CO2 em estufas e ambientes abertos apontam para um crescimento diretamente proporcional das plantas.

Porém, a pseudociência ambientalista inventou novos terrores: segundo o apelidado Himalaiagate, as geleiras do Himalaia iam derreter. Tudo não passou de uma fraude, inclusive econômica. As tabelas da temperatura da Terra foram alteradas no escândalo de Climategate para justificar teorias apocalípticas.

Os alarmistas forjaram “modelos” climáticos que só funcionam no computador e não correspondem à natureza. Isso não é fazer ciência.

Ecologia e ambientalismoO professor projetou documentação do próprio IPCC para mostrar o “alto índice de picaretagem” do terrorismo climático anticientífico.

Mas, à falta de provas científicas, os inescrupulosos “heróis do clima” apelam para um princípio jurídico: o da precaução.

Eles alegam que, como não há certeza de que o CO2 produz mudanças, deve-se por precaução implementar medidas como se houvesse certeza.

Nesse caso, o que resulta é jogar a ciência no lixo e controlar o clima com base em acórdãos de juízes ou decretos de políticos!

Em nome desse princípio passaram a sabotar as instalações humanas. As hidrelétricas, por exemplo. O Brasil é um grande prejudicado e o custo será sentido durante décadas.

Ecologia e ambientalismoO Prof. Ricardo demonstrou com números as absurdas despesas governamentais para supostamente controlar as emissões de CO2, até nas obras da Copa 2014!

Comentou ainda que até 2020 o Brasil gastará mais de 500 bilhões de reais em controles ambientais, dinheiro suficiente para resolver definitivamente o problema habitacional no País, doando casas para todos os que não têm. Em vez de gastar com bobagens, poderiam dar casas para todos! Mas isso é apenas um exemplo.

*       *      *

Ecologia e ambientalismoNo final do evento, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança [foto] agradeceu ao palestrante pela sua brilhante apresentação, baseada na realidade objetiva e ululantemente óbvia, da natureza tal qual Deus a criou.

No site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (http://ipco.org.br ) pode-se ver o vídeo completo da conferência com todos os dados, números, quadros e ilustrações projetadas pelo Prof. Ricardo Augusto Felício. Fonte: ABIM

 





:: quinta-feira, 2 de julho de 2015

Proposta de implantação da Monarquia Parlamentarista Constitucional

Pró Monarquia

25 de junho às 07:30 · 

VAMOS MONARQUIZAR!

A Pró Monarquia – Secretariado da Casa Imperial do Brasil – divulga a discussão sobre a implantação do Parlamentarismo Monárquico no Brasil disposta no Portal e-Cidadania, um espaço institucional on-line de participação política, disponibilizado pelo Senado Federal para que o cidadão brasileiro possa colaborar de forma mais direta e efetiva com o processo de atuação parlamentar e legislativa do Senado.

Caso a proposta de implantação da Monarquia Parlamentarista Constitucional alcance 20 mil assinaturas, o projeto será remetido à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), e apreciado pelos Senadores da República.

Pedimos o apoio de todos os monarquistas assinando esta proposta legislativa e dando impulso à Causa Monárquica, assim como divulgando e compartilhando este projeto com a família, amigos e conhecidos, angariando o máximo de assinaturas possível para que a proposta seja levada à CDH.

Lembramos que após registrar seu nome e e-mail em suporte a essa ideia, o Senado enviará outro para sua caixa de entrada, para que se confirme o apoio.


Segue o link para a assinatura: 
https://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia…

Senado Federal - Programa e-Cidadania - IdeiasLegislativas

Apoie essa Ideia Legislativa: 'Implantação da Monarquia Parlamentarista no Brasil'

WWW12.SENADO.GOV.BR





:: quinta-feira, 2 de julho de 2015

O pânico das delações premiadas




Quem acompanha regularmente o noticiário percebe que, à medida que avança a Operação Lava Jato, o desconcerto e o desespero tomam conta das hostes petistas, governamentais e adjuntas.

Os protestos contras as alegadas 'arbitrariedades' de Sérgio Moro se avolumam e chegam ao patético, ao atribuírem ao Juiz a violação dos 'direitos humanos' e de fazer o País viver um regime fascista e ditatorial!

Delação de Ricardo Pessoa

A delação de Ricardo Pessoa, com suas revelações de dinheiro sujo na campanha da Presidente, na campanha de Lula, no caixa do PT e de importantes Ministros (para ficar só nisso), acendeu muitos sinais de alarme.

Sob o comando de Lula (sempre ele, o homem que manda em tudo e nunca sabe de nada) começou a campanha organizada do PT e de aliados contra as 'arbitrariedades' na Lava Jato.Ainda segundo a imprensa, Dilma Rousseff 'declarou guerra' ao empreiteiro Ricardo Pessoa; com uma frase, típica de organizações mafiosas, a Presidente disse não respeitar 'delatores'. E o PT cobra o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelo 'descontrole' da PF.

Fermando Pimentel, o petista Governador de Minas, também enroscado em graves denúncias, cujas capilaridades tocam o imenso esquema corrupto montado pelos governos petistas nas instituições do Estado, reclama do 'uso abusivo de instrumentos de investigação'.

Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, preso em Curitiba, desabafa que o País vive um 'regime de exceção'. E o jurista Celso Bandeira de Mello, amigo de Lula, próximo ao PT - e que considera José Dirceu o maior homem público do Brasil - investe contra o Juiz Moro, acusando-o de sujeitar os presos a tortura psicológica e de usar a delação de 'forma equívoca'.

Razões escusas

Afinal, qual o motivo de tanto horror e tanta fúria com a Operação Lava Jato e, sobretudo, com as delações premiadas? Estarão estes defensores da 'legalidade' realmente preocupados com os detidos? Não se entende porque investem contra as delações premiadas, que só beneficiam, em termos penais, quem as faz. O que parece motivar esta orquestração?

Segundo estudiosos do instituto da 'delação premiada', esta é a única forma de quebrar a solidariedade que costuma reger uma organização criminosa, a famosa omertà ou pacto de silêncio entre mafiosos. Tal omertà, que implica nunca colaborar com as autoridades, é o mecanismo que protege os cabecilhas da organização criminosa. 

Na eventualidade de uma investigação que prospere, tal omertà permite que só sejam entregues ao rigor da lei figuras subalternas, as quais esperam, mais cedo ou mais tarde, ser beneficiadas por algum favor corrupto, obtido por seus 'capos'. Lembram-se das promessas feitas a Marcos Valério de 'melar' o julgamento do Mensalão?

A 'delação premiada', ao romper a cumplicidade e solidariedade reinante na organização criminosa, com consideráveis vantagens penais para os delatores, acaba por incentivar a quebra do 'pacto de silêncio' e ajuda a expor os verdadeiros cabecilhas da organização, bem como suas entranhas e mecanismos de funcionamento.

É por este motivo, a meu ver, que a gritaria só aumenta, na proporção da importância das 'delações premiadas'.

Fonte: Radar da mídia




:: terça-feira, 30 de junho de 2015

Boi internacional

Boi internacional





Entre 2000 e 2014 a receita brasileira com a exportação de

 carne bovina saltou 727%, saindo de US$ 779 milhões para 

US$ 6,4 bilhões
Entre 2000 e 2014 a receita brasileira com a exportação de carne bovina saltou 727%, saindo de US$ 779 milhões para US$ 6,4 bilhões. 

Ao todo são 151 clientes internacionais, para o produto in natura e 103 para a produção industrializada. O levantamento foi divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), confirmando que a proteína está entre os principais produtos da pauta exportadora do país. 

O crescimento é sustentado em três fatores chave no mercado internacional: aumento da renda, mudança nos hábitos de consumo e crescimento populacional. 

Com a abertura de novos mercados como Estados Unidos e Japão os pecuaristas brasileiros podem sentir novo aquecimento na demanda. 

A expansão faz do Brasil o segundo maior fornecedor mundial de carne bovina, com 17% de participação nas vendas mundiais. Somente os Estados Unidos tem presença maior, de 19% do volume. 

Estima-se que a oferta global chegará a 59,7 milhões de toneladas neste ano. Só no mercado brasileiro a cadeia produtiva da carne movimenta recursos de R$ 167,5 bilhões ao ano, gerando perto de sete milhões de empregos, aponta a CNA.

Publicado em: Gazeta do Povo, 
29/06/2015




:: sábado, 27 de junho de 2015

O Papa Verde

O Papa Verde

“Vamos ser claros. O planeta não está em perigo. Nós estamos em perigo. Nós não temos o poder de destruir o planeta – ou de salvá-lo. Mas temos o poder de nos salvar”.  Michael Crichton

O Papa Francisco lançou, semana passada, com grande entusiasmo e estardalhaço, sua mais recente Encíclica, voltada, desta vez, para os problemas ambientais.

Redigida provavelmente por seu staff mais à esquerda, a nova Encíclica ‘Laudato Si’ se confunde, em alguns tópicos, com aqueles velhos conhecidos manifestos do Greenpeace ou do Clube de Roma, tal a quantidade de clichês e fetiches ambientalistas. No referido documento, o Papa voltou artilharia contra os combustíveis fósseis, o consumismo desenfreado, assim como defendeu enfaticamente o uso sustentável dos recursos.

A Terra, nosso lar, está começando a parecer mais e mais como uma imensa pilha de sujeira. Em muitas partes do planeta, o lamento de idosos é que, algumas belas paisagens de outrora estão agora cobertas de lixo”, disse o Papa. Num outro trecho, Sua Santidade observa que “Nunca magoamos e maltratamos tanto o nosso lar comum, como nos últimos 200 anos.” No tocante à Sustentabilidade, Francisco foi também enfático: “A ideia de crescimento infinito ou ilimitado, que parece tão atraente para os economistas, financistas e especialistas em tecnologia … é baseada na mentira de que há um suprimento infinito de recursos na Terra, e isso leva à deterioração do planeta, que está sendo sugado e ressecado além de todos os limites.

Em vista da quantidade de incorreções, parece evidente que o Papa está sendo, no mínimo, muito mal assessorado, até porque maldizer o progresso e, principalmente, a utilização dos combustíveis fósseis é o mesmo que legar aos mais necessitados, objetos principais das preocupações papais, a pobreza eterna.

Ao contrário do que diz Francisco, depois da Revolução Industrial a humanidade progrediu de maneira excepcional, aprendeu a explorar os recursos naturais de forma muito mais eficiente, a produzir alimentos e distribuí-los como nunca antes na História. De acordo com dados recentes da FAO, o percentual de subnutridos nos países em desenvolvimento, em relação ao total da população, vem apresentando uma firme tendência declinante, tendo baixado de 33% em 1970 para 16% em 2004.  Tudo isso graças à crescente mecanização do campo e à utilização cada vez maior de fertilizantes químicos modernos, bem como a disseminação das sementes geneticamente modificadas.

Em relação aos recursos naturais não renováveis, diferentemente do que sustentam os próceres da sustentabilidade, mesmo com todo o progresso econômico havido nos últimos duzentos anos – e graças ao extraordinário avanço tecnológico -, as reservas provadas de petróleo, minério de ferro, carvão e muitos outros recursos só fizeram aumentar. Ou seja, não há nenhuma razão para acreditar que estamos “sugando e ressecando” os recursos do planeta “além dos limites”.

Sobre os “malditos” combustíveis fósseis, como bem colocou Roger Pielke, em artigo para o “Financial Times”, “Se quisermos reduzir as emissões sem condenar vastas áreas da humanidade à pobreza eterna, teremos de desenvolver tecnologias de energia de baixo custo e baixo teor de carbono que sejam apropriadas tanto aos EUA quanto à Bulgária, Nigéria ou Paquistão. Mas isto implicará sacrifício; exigirá investimentos de recursos significativos ao longo de muitas décadas. Até que estas tecnologias sejam trazidas à fruição, devemos trabalhar com o que temos. No mundo rico escolhemos crescimento econômico. É cruelmente hipócrita que nós tentemos impedir que os países pobres cresçam também. Se formos realmente forçados a nos adaptar a um planeta com clima menos hospitaleiro, os pobres, no mínimo, devem enfrentar o desafio com as mesmas vantagens de que hoje dispõem os ricos.

Ora, se os seres humanos consomem hidrocarbonetos, é porque eles nos garantem níveis de prosperidade, conforto e mobilidade como nenhum outro combustível.  A energia deles obtida melhora nossa saúde, reduz a pobreza, permite uma vida mais longa, segura e melhor.  Ademais, o petróleo não no fornece somente energia, mas também plásticos, fibras sintéticas, asfalto, lubrificantes, tintas e uma infinidade de outros produtos.

O petróleo talvez seja a mais flexível substância jamais descoberta,” escreveu Robert Bryce em “Power Hungry”, um livro iconoclástico sobre energia. “O petróleo”, diz ele, “mais do que qualquer outra substância, ajudou a encurtar distâncias.  Graças à sua alta densidade energética, ele é o combustível quase perfeito para a utilização em todos os tipos de veículos, de barcos a aviões, de carros a motocicletas.  Não importa se medido por peso ou volume, o petróleo refinado produz mais energia do que praticamente qualquer outra substância comumente disponível na natureza.  Essa energia é, além de tudo, fácil de manusear, relativamente barata e limpa”.  Caso o petróleo não existisse, brinca Bryce, “teríamos que inventá-lo”.

Algum dia, no futuro, certamente haverá fontes de energia tão ou mais abundantes, eficientes, limpas e economicamente viáveis que os hidrocarbonetos. Em termos de rendimento econômico e ambiental, essas novas fontes  deverão produzir o máximo de energia, em escala sustentável e, principalmente, no menor espaço possível, já que uma das maiores carências da humanidade é a terra utilizável.  Quanto mais terras nós ocupamos para produzir energia, menos espaço teremos para as florestas, a agricultura e a pecuária.  Mas esta revolução energética parece ainda distante.  O fato é que as ditas “energias verdes”, meninas dos olhos de ambientalistas – solar, eólica e biocombustíveis -, além de estarem bem longe de uma escala sustentável, precisam de grandes espaços para que sejam minimamente viáveis.

O Papa fala de “belas paisagens”, evocando provavelmente um suposto “Jardim do Éden” que, no entanto, lamento dizer, jamais existiu fora dos Livros Sagrados. O que teria sido esse paraíso maravilhoso do passado mítico?  Um tempo em que quatro crianças em cinco morriam antes dos cinco anos?  Quando uma mulher em seis morria no parto?  Quando a esperança média de vida era de 30 anos?  Ou quando pragas varriam o planeta e ondas de fome dizimavam milhões de uma só vez?

Como nos lembra Alex Epstein, o ambiente natural não é, nem nunca foi, um local seguro e saudável; não é outro o motivo por que os seres humanos historicamente tinham uma expectativa de vida tão baixa. Ao contrário do que dizem por aí os naturalistas, a “Mãe Natureza” nos ameaça permanentemente com microrganismos ansiosos para nos matar, além de forças naturais que podem facilmente nos esmagar.  Se não modificássemos o meio ambiente em nossa volta, se não procurássemos extrair dele os recursos necessários à nossa defesa e bem estar, provavelmente ainda estaríamos vivendo a Idade da Pedra – comparem, por exemplo, as taxas de mortalidade do temível vírus ebola na África Negra e em países desenvolvidos, como Alemanha e Estados Unidos.

Foi somente graças à nossa intervenção não natural e, principalmente, ao uso de energia barata, abundante e confiável (leia-se: hidrocarbonetos) que hoje vivemos em um ambiente onde a água que bebemos e os alimentos que comemos não vão nos fazer mal, e onde podemos lidar com um clima frequentemente hostil sem grandes conseqüências à nossa segurança.  Energia e recursos são essenciais para construir casas resistentes, purificar a água, produzir grandes quantidades de alimentos frescos, gerar calor e refrigeração, construir hospitais e fabricar produtos farmacêuticos, entre muitas outras coisas.

Ao contrário do que diz o Papa e malgrado toda propaganda ambientalóide, é justamente nos países mais ricos e desenvolvidos da Europa e da América do Norte que – apesar da utilização abundante de petróleo e derivados, além de um “consumismo” considerado exacerbado pelos arautos do catastrofismo ecológico – o meio ambiente é hoje menos poluído, graças principalmente ao desenvolvimento tecnológico.  Quem passeia pela Europa Ocidental ou pela América do Norte, não vê esse meio ambiente degradado mencionado pelo Papa, muito pelo contrário.  Já nos países mais pobres, com pouco acesso aos combustíveis fósseis e às novas tecnologias, e onde os mercados são quase inexistentes, a situação é muito diferente…

Com todo respeito que Sua Santidade merece, maldizer o progresso econômico e tecnológico alcançado pelo ser humano nos últimos duzentos anos chega a ser uma heresia.  Nossa expectativa de vida hoje é 2,5 vezes superior ao que era antes do advento da Revolução Industrial.  Não seria exagero dizer que, atualmente, há uma certa abundância de alimentos, remédios e inúmeras outras facilidades derivadas, principalmente, do desenvolvimento tecnológico acelerado havido nos últimos dois séculos.  Há 200 anos, nem mesmo o mais visionário dos ficcionistas poderia conceber que tantos homens estariam convivendo no mundo, em relativa harmonia e muito mais conforto do que era possível imaginar naquele tempo.

Apesar dessas evidências, os ambientalistas ainda insistem em maldizer o progresso humano.  Essa gente vê, por exemplo, na agricultura intensiva e mecanizada – atividade sem a qual, muito provavelmente, seria praticamente impossível alimentar um contingente tão numeroso – apenas uma ameaça ao meio ambiente.  Na sua visão doentia e deturpada da realidade, os automóveis estão destruindo a atmosfera e as indústrias, e irão transformar o planeta num enorme e estéril deserto.  Os idólatras do atraso enxergam cada nova descoberta tecnológica como uma ameaça macabra.

Não se conhece, por exemplo, qualquer forma de energia economicamente viável que os ecologistas aprovem.  Eles se opõem ao petróleo, ao gás, ao carvão, às hidroelétricas e à energia nuclear.  Concordam apenas com as matrizes eólica e solar, que juntas seriam capazes de produzir uma quantidade ínfima do que se consome atualmente no mundo.  Certamente, acreditam que a vida na Idade Média era melhor do que é hoje…

Que o Papa não se iluda: o principal objetivo dos ambientalistas a quem ele tem escutado é muito menos limpar o ar ou as águas do que demolir a civilização industrial.  Eles não visam à melhoria das condições de saúde da humanidade, mas à implantação de um modelo onde a natureza deve ser adorada como uma entidade sagrada, intocável, a exemplo de alguns totens idolatrados por povos primitivos.

A “Mãe Natureza”, segundo os fundamentalistas do meio ambiente, tem um valor “intrínseco” e deve ser venerada acima de qualquer coisa, inclusive do bem estar humano.  Como conseqüência desse dogmatismo, o homem deve abster-se de utilizar a natureza visando ao benefício ou ao conforto próprio.  Como estamos diante de uma entidade supostamente divina, qualquer ação humana que provoque mudanças no ambiente original seria, necessariamente, imoral. 

Fonte: http://www.institutoliberal.org.br/blog/o-papa-verde-2/





:: terça-feira, 23 de junho de 2015

Juventude conservadora

   A CNBB decrépita e a Juventude da Fé Católica.

FratresInUnum.com

Da matéria de Alexandre Trindade, Assessor de Imprensa da Câmara dos Deputados, sobre o encontro de Lula com religiosos, dentre os quais, Dom Pedro Luiz Stringuini, bispo de Mogi das Cruzes e em cujo perfil no facebook encontramos a reportagem:

Entre os debates públicos mais preocupantes, o bispo ressaltou a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, em análise na Câmara dos Deputados. A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil já se manifestou contra a redução da maioridade penal. Dom Pedro relatou debate realizado em Mogi e demonstrou sua preocupação ao notar fortes sinais de conservadorismo numa parcela de nossa juventude, inclusive nos seminarista [sic], que segundo ele “estão inseridos numa juventude mais conservadora, uma juventude mal informada, manipulada pela mídia”.

O blog “Os amigos do presidente Lula” (!) cita o bispo ipsis verbis:

“É importante reconhecer o senhor e os avanços em seus oito anos de governo. Mas, diante da crise atual, esse esforço tem de ser continuado […] Realizamos um grande debate sobre o assunto na Câmara Municipal de Mogi, e, em determinado momento, me surpreendi com a presença de um grupo de jovens que não conhecia. Para nossa surpresa, eram jovens a favor da redução da maioridade penal, e jovens da periferia (…) Comentamos na Igreja como os novos seminaristas estão mais conservadores. Não só eles. Eles estão inseridos numa juventude mais conservadora, uma juventude mal informada, manipulada pela mídia”,

Fratres in Unum pode confirmar que, em reunião à portas fechadas na Assembléia Geral dos Bispos em Aparecida deste ano, nossos ilustres pastores debateram calorosamente sobre a guinada conservadora da juventude católica. Lamentavam, sobretudo, sua militância na internet.

Entre vestes rasgadas e arroubos escandalizados, um importante arcebispo teve de tomar a palavra para dizer o óbvio: “não há como esperar nada de diferente dos jovens, já que nossa casa está uma completa bagunça”.

Domingo, 15 de março de 2015 - Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Domingo, 15 de março de 2015 – Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Lamentavelmente, boa fatia de nosso episcopado não enxerga um palmo diante da face, não vê a trave nos próprios olhos e ainda tem coragem de falar em juventude “mal informada, manipulada pela mídia” (!), quando, na verdade, foi justamente o advento da livre informação, o acesso a documentos do Magistério da Igreja e a difusão da Fé pelos blogs e redes sociais que retirou os fiéis da caverna de ignorância em que nossos bispos enfiaram a Igreja nas últimas décadas.

Os tiozões da CNBB acham que para atrair os jovens basta promover liturgias bizarras, com braços pra cima e iê-iê-iê. Crêem que importar o mundanismo para dentro da Igreja é o suficiente, aquele mundanismo que eles, nas décadas de 60 e 70, utopicamente e sem Fé, viam como a salvação da Religião.

Destroem a catequese, banem qualquer reverência na liturgia, aparelham as paróquias e pastorais de militantes esquerdistas, proscrevem qualquer jovem minimamente conservador dos seminários — e para tudo isso, não hesitam em lançar mão de todos os procedimentos, mesmo os mais vis, os mais cruéis, numa verdadeira inquisição progressista! Não são capazes de reconhecer o fracasso de sua geração, que esvaziou igrejas, destruiu altares, extirpou, ou ao menos tentou extirpar, a fé do povo brasileiro.

Seus projetos são um verdadeiro fiasco em todos os sentidos: não conseguem, com toda a estrutura da Igreja no Brasil, colher sequer um terço das assinaturas pretendidas para uma reforma política ridícula e tendenciosa. E ainda abrem a boca para se colocar contra a maioria esmagadora (87%) da população, que quer a redução da maioridade penal.

Ah, façam-nos um favor! Reconheçam a falência de sua geração decrépita, má formada (basta ver o nível intelectual da maior parte de nossos bispos), manipulada pelos inimigos da Igreja. A ideologia senil dos senhores perdeu a batalha para a juventude da Fé verdadeira.

Matéria de http://fratresinunum.com/





:: terça-feira, 23 de junho de 2015

“Tem de desapropriar”, diz líder do MST

Novas Favelas rurais para o exército do MST engordar as verbas

“Tem de desapropriar”, diz líder do MST sobre nova reforma agrária de Dilma

Por Luciana Lima - iG Brasília |

MST calcula que durante o 1º mandato da presidente houve a 'reconcentração' de 100 milhões de hectares em latifúndios e exige compromisso do governo com metas de assentamento

Enquanto o governo prepara um novo plano de reforma agrária para ser apresentado no próximo mês, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem tentado influenciar e conseguir o compromisso do governo da presidente Dilma Rousseff com a desapropriação de terras consideradas improdutivas e com o assentamento de 120 mil famílias só neste ano. Além disso, o MST quer que Dilma adote no novo plano uma meta de assentamentos anual de pelo menos 50 mil famílias.

Um dos coordenadores do movimento, Alexandre Conceição avalia que durante o governo de Dilma houve a criação de uma séria de normas, as quais ele denomina de “entulho agrário” que dificultaram a distribuição fundiária no campo. Pelos cálculos do MST, no primeiro mandato de Dilma, cerca de 100 milhões de hectares acabaram se “reconcentrando” em latifúndios devido a essas regras.

 Entre as normas mais criticadas pelo movimento estão a que impede desapropriações no semiárido nordestino e a que limita em R$ 100 mil o valor da terra para cada família assentada.

O novo plano foi sinalizado pela presidente durante o lançamento do Plano Safra para a Agricultura Familiar, nesta segunda-feira (22), no Planalto, que deverá destinar neste ano e em 2016, R$ 28,9 bilhões em crédito para pequenos agricultores.

Em meio às políticas anunciadas, Dilma apontou eixos da política agrária com o objetivo de estimular o cooperativismo e o desenvolvimento da agroindústria familiar no campo. Esses, entre outros fatores, são apresentados pelo governo como formas de se criar uma classe média rural no país, promessa de campanha da presidente.

“Nada disso adianta se não desapropriar terra. Vou fazer cooperativismo no ar? Vou fazer agroindústria no mar?”, questiona Conceição. “Nós precisamos acabar com os acampados no Brasil e para isso tem que desapropriar terras e não só fazer discurso”, enfatiza.

 O governo, no entanto, ainda não fala em números e só deve apresentá-los em julho, quando o plano deverá ser lançado como mais uma “agenda positiva” do Planalto.

Durante a cerimônia, a presidente disse que pediu ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, a elaboração do plano diário para ser apresentado em 30 dias. “Realmente, o ministro Patrus terá muito o que fazer”, disse Dilma.

De acordo como ministro, a proposta já está sendo conversada com entidades de luta no campo, inclusive com o MST, mas tem também ouvido governadores dos estados e prefeitos para que, em julho, possa ser apresentada pelo governo.

'Estamos construindo uma proposta (de reforma agrária) em sintonia, ouvindo outros parceiros dentro do próprio governo, estamos conversando com governos estaduais e municipais, e estamos também conversando com entidades. Nossa ideia é no começo de julho apresentarmos a proposta à presidente Dilma', disse o ministro, que não deu detalhes da linha a ser seguida pelo governo.

 Patrus só sinalizou que o novo plano focará na melhoria das condições dos atuais assentamentos e em assentar as famílias que hoje já se encontram acampadas.  'O passo seguinte é o desenvolvimento efetivo da agricultura familiar, para que se torne cada vez mais produtiva, eficiente, sustentável', afirmou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-06-23/tem-de-desapropriar-diz-lider-do-mst-sobre-nova-reforma-agraria-de-dilma.html

 





:: segunda-feira, 22 de junho de 2015

Radicalismo verde


Radicalismo verde na encíclica Laudato Si gera aflição Declaração de Voice of the Family

Posted: 21 Jun 2015 09:12 PM PDT

Lançamento da encíclica Laudato Si
Lançamento da encíclica Laudato Si', Vaticano, 18 de junho de 2015



ROMA, 18 de junho de 2015 – A coalizão internacional Voice of the Family está profundamente preocupada pela ausência, na encíclica Laudato Si, de qualquer reafirmação do ensinamento da Igreja contra a concepção e pela procriação como fim primeiro do ato sexual.

A encíclica publicada nesta manhã afirma oportunamente que “a defesa da natureza não é compatível .... com a justificação do aborto” (no 120) e “que o crescimento demográfico é plenamente compatível com um desenvolvimento integral e solidário” (no 50).

Contudo, a omissão de qualquer referência ao ensinamento da Igreja sobre a contracepção deixa os católicos despreparados para resistir ao programa internacional de controle da população.

“Deus ordenou ao homem: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a’ (Gn 1, 28)”, declarou Maria Madise, porta-voz de Voice of Family, “mas o movimento ecológico vê o crescimento da população como uma ameaça”.

“Os países em desenvolvimento se desmoronam com os anticonceptivos e estão submetidos a fortes pressões para legalizar o aborto.

“Dado que a contracepção e a ecologia caminham com tanta frequência de mãos dadas, preocupa profundamente que o ensinamento da Igreja sobre a primazia da procriação não seja reafirmado”, deplorou.

Patrick Buckley, lobista da Sociedade de Proteção aos Nascituros (SPUC) na ONU, notou que:

“a encíclica convida, nos parágrafos 173-175, a reforçar a ação internacional em matéria de ambiente, mas esquece ao mesmo tempo de preparar os católicos para as consequências evidentes dessa ação: um recrudescimento das tentativas de impor ainda mais a contracepção e o aborto aos países em desenvolvimento”.

Hans Schellnhuber promove a ideia de reduzir a humanidade em 80%
O Prof. Hans Schellnhuber foi uma das pessoas escolhidas pela Santa Sé para apresentar a encíclica à imprensa nesta manhã.

Schellnhuber é conhecido por ter declarado que a “‘capacidade de acolhimento’ do planeta” situa-se “abaixo de um bilhão de pessoas”. A população mundial deveria portanto ser reduzida em mais de 80% para alcançar esse objetivo.

John-Henry Westen, cofundador de Voice of the Family e redator-chefe de LifeSiteNews, comentou:

“O professor Schellnhuber é um ativista favorável à criação de um governo mundial dotado de poderes para impor medidas necessárias para resolver a crise do meio ambiente, a qual, segundo ele, exige uma diminuição da população.

“Neste contexto, as referências na encíclica à necessidade de uma ‘verdadeira autoridade política mundial’ com o poder de ‘sancionar’ são profundamente preocupantes.”

Ontem foi anunciado que o professor Schellnhuber acabava de ser nomeado membro da Academia Pontifícia de Ciências pelo Papa Francisco.

Em novembro próximo, a Academia Pontifícia de Ciências acolherá um colóquio para discutir sobre a utilização das crianças como “agentes da mudança”.

Ele prevê, na ordem do dia, refletir sobre as estratégias possíveis para convidar as crianças a se tornarem emissárias do programa ecológico mundial.

Tais ações parecem estar aprovadas pela encíclica nos parágrafos 209-215. Alguns dos implicados nos ateliês do colóquio, como Jeffrey Sachs, estão entre os mais veementes promotores da contracepção e do aborto como meios indispensáveis ao controle da natalidade.

John Smeaton: “Os pais católicos devem resistir a todos os ataques contra as nossas crianças, mesmo quando eles vêm do interior do Vaticano.”
John Smeaton: “Os pais católicos
devem resistir a todos os ataques
contra as nossas crianças, mesmo
quando eles vêm do interior do Vaticano.”
John Smeaton, cofundador de Voice of the Family e diretor do SPUC, declarou:

“O movimento ecológico internacional procura com frequência convencer as crianças de que o mundo está superpovoado e que isso deve ser resolvido pelo controle da natalidade por meio da contracepção e do aborto.

“Há hoje um grave perigo de nossas crianças serem expostas a esse programa, sob a roupagem de sensibilização para as questões ecológicas.

“Os projetos da Academia Pontifícia de Ciências e a ausência na encíclica de um ensinamento claro sobre esses perigos nos deixam em alerta.

“Os pais católicos devem resistir a todos os ataques contra as nossas crianças, mesmo quando eles vêm do interior do Vaticano.”
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo

Quem é Voice of the Family?

Voice of the Family é uma coalizão internacional de organizações pela-vida e pela-família, animadas por leigos engajados, tendo como fim oferecer sua experiência e seus recursos aos responsáveis pela Igreja, à mídia, aos organismos com fim não lucrativo e aos governos, antes, durante a depois do Sínodo dos bispos católicos sobre a família.

Voice of the Family pode ser contatada por e-mail no endereço enquiry@voiceofthefamily.info ou por telefone em +44 (0)20 7820 3148 (linha fixa no Reino Unido).

Voice of the Family reúne 24 organizações nos cinco continentes.





:: domingo, 21 de junho de 2015

Palestra dia 25

Conferência: Aquecimento global – pseudociência e geopolítica

Ricardo Felicio800

Estamos assistindo à novela da seca, em São Paulo e adjacências, na qual muitos consideram a possibilidade dela ser consequência do aquecimento global, do CO2, do efeito estufa etc.

O IPCO – Instituto Plinio Corrêa de Oliveira -, continuando sua luta de esclarecimento da opinião pública sobre temas da atualidade, convidou para nos explicar este complicado tema um grande climatologista da USP, o Prof. e Dr. Ricardo Augusto Felício.

Para ele, o aquecimento global não passa de uma FARSA.

CLIQUE AQUI e faça,  sem perda de tempos, a sua inscrição!

 

Dia 25 de junho

Club Homs

Av. Paulista, 735, às 19,00 hs.

A INSCRIÇÃO É GRATUITA, MAS OBRIGATÓRIA.

Não deixe de se inscrever,  no link abaixo.

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:: segunda-feira, 15 de junho de 2015

Teologia verde

Um “papa verde” abalaria a combalida união dos católicos e da humanidade

Posted:14 Jun 2015 01:30 AM PDT

Card. Turkson: associando a linguagem ambientalista
com a da Teologia da Libertação.
Luis Dufaur





Kate Galbraith, jornalista especializada em energia e clima, escrevendo para ForeignPolicy, ficou estranhada quando ouviu o cardeal Peter Turkson,presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz no Vaticano, falando diante de uma plateia modesta numa universidade católica da Irlanda.

Estranhada naturalmente não porque estivesse falando numa instituição da Igreja, da qual ele é um hierarca, mas pelo teor de suas palavras.

Com efeito, ao acentuar a importância de cuidar do meio ambiente – que obviamente não pode ser descuidado por toda pessoa razoável, e máxime cristã –, a linguagem do prelado aproximou-se rapidamente da Teologia da Libertação (TL).

Ora, até anos recentes a TL não se interessava pela natureza. Foi quando seus apelos à luta de classe perderam eco e aderentes, que ela também passou de vermelho para verde, ainda que só por fora.

A jornalista viu no pronunciamento do cardeal Turkson uma preparação para a ideia de os “ricos” são culpados pela pobreza também porque danificam o o meio ambiente. Afirmações como essa, segundo Kate, estariam semeando as bases de uma era de “guerras climáticas”.

Essas guerras de fato não existem. Há, sim, guerras marxistas de classe, como as tocadas pelas FARC na Colômbia; ou análogas, como as impulsionadas na Europa Central por Vladimir Putin, um saudosista da URSS, e as promovidas pelo Estado Islâmico ou o Boko Haram em nome do Corão, e ainda outras ditadas pela cobiça.

Só uma manipulação das palavras para esconder outros significados explicaria algo que pudesse ser aludido como “guerras climáticas”.

O que são as 'guerras climáticas' envolvendo pobres contra ricos?
O cardeal referiu-se às “ameaças que surgem da desigualdade global e da destruição do meio ambiente que estão inter-relacionadas”.

Para a especialista, começou aparecer que a anunciada “encíclica sobre ecologia é uma dádiva para ambientalistas, e uma dor de cabeça para políticos conservadores que elevam a economia acima da ação climática”.

Kate lembrou que do Vaticano não só chegam apoios à Teologia da Libertação, mas também apoios às teorias ambientalistas.

O tema ambiental é mais científico e político, mas o papa Francisco tenta incluí-lo nas considerações religiosas.

“Não sei se (a atividade humana) é a única causa, mas principalmente, em grande parte, é o homem que esbofeteou o rosto da natureza”, disse o pontífice numa viagem à Ásia, quando conversou sobre mudança climática com o rei de Tonga e manifestou preocupação de que as Filipinas “provavelmente seriam gravemente afetadas por uma mudança climática”.

O cardeal Turkson tentou apoiar o ambientalismo radical no segundo capítulo do Gênesis, em que o homem é posto no Éden para “lavrá-lo e conservá-lo”, texto, aliás,tradicionalmente interpretado num sentido que desmente as elucubrações ambientalistas.

Porém, logo passou a emitir julgamentos contra os proprietários, como se eles não estivessem preservando suficientemente a Criação.

“Requeremos uma ‘conversão ecológica’, uma mudança radical e fundamental de nossas atitudes perante a criação, os pobres e as prioridades da economia global”, disse o prelado, evocando as increpações do ex-frei Boff ao capitalismo, acusado de predador.

Kate observou que o cardeal Turkson, bem como Papa que ele estava representando, poderiam evitar a questão politicamente polarizadora da ciência climática, esquivando-sede um debate que está atolado em deturpações de dados e não estimula ações para ajudar o planeta.

O mesmo religioso citou o Papa Francisco: “O que não é contestado é que nosso planeta está ficando mais quente”.

O Cardeal Turkson vem aproximando os movimentos sociais como o MST com a Santa Sé. Reunião Global de Movimentos Populares outubro 2014.
O Cardeal Turkson vem aproximando os movimentos sociais como o MST
com a Santa Sé. Reunião Global de Movimentos Populares outubro 2014.
Ora, é precisamente isso que está sendo mais do que contestado e o Papa emitiria um julgamento categórico e excludente numa matéria alheia à sua missão, favorecendo a agitação das esquerdas.

Para a jornalista, agindo assim o cardeal Turkson ateia uma discussão danosa que desmoraliza a sociedade baseada na propriedade privada, na livre iniciativa e na poupança ou capital. Portanto, na Lei de Deus.

Se a encíclica ecológica partir desses pressupostos acidentados e nunca demonstrados, provavelmente acabará multiplicando rachaduras entre os fiéis sob o atual pontificado.

Por certo, uma posição do Papa sobre o clima como a anunciada pelo cardeal, será recebida como  um estímulo para as esquerdas abraçarem Francisco, observou Kate.

Elas já comemoramo fim da linha estrita da Igreja quanto aos homossexuais e saúdam como vitória histórica o acordo que a diplomacia vaticana ajudou a forjar com Cuba.

Obviamente as pessoas seriamente engajadas em melhorar as condições da humanidade vão se sentir julgadas e condenadas por essa visualização.

Stephen Moore, economista-chefe da Heritage Foundation, chegou a escrever: “O papa Francisco — e digo isto como católico— é um completo desastre quando se trata de pronunciamentos políticos.”

Manipulação da temática ambientalista para estimular a luta de classes causará inúmeros danos e não resolverá os problemas ambientais.
Manipulação da temática ambientalista para estimular a luta de classes
causará inúmeros danos e não resolverá os problemas ambientais.
E acrescentou: “Sobre a economia, e agora sobre o meio ambiente, o Papa aliou-se à extrema esquerda e adotou uma ideologia que tornará as pessoas mais pobres e menos livres.”

Para que suscitar essas oposições?

Compreende-se, mas não se justifica, que esse desserviço provenha do ambientalismo mais radical, tendente ao tribalismo e ao comuno-indigenismo.

Mas vir logo da Santa Sé, que deveria ser o polo que une e harmoniza?

Kate prevê um auge de tensões quando o Papa visitar osEUA.

Francisco discursará perante as Nações Unidas, que tanto se empenham em promover a cultura da morte. Vai se reunir com Obama na Casa Branca e falará ao Congresso a convite do presidente da Casa, onde predomina a resistência à agenda climática de Obama, que elimina empregos, multiplica o intervencionismo estatal e empobrece os cidadãos.

O “satã” do ambientalismo radical, os EUA, não vai sair incólume dessa viagem. E os extremistas verdes já esfregam as mãos.

E o efeito desse entrechoque será sentido em todo o mundo. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo






:: quarta-feira, 10 de junho de 2015

Agropecuária X estado intervencionista e confiscador

Deputado mineiro enaltece a agropecuária 


Discurso na Câmara dos Deputados -- MISAEL VARELLA  

Sr. Presidente, Sras. e Sr. Deputados, em meio a toda crise que assola o país, nossa agropecuária ainda surpreende. Vejamos o ocorrido na segunda edição da Feira Três Lagoas Florestal e os seus bons resultados, pois surpreenderam até os organizadores do evento: um público de 13 mil pessoas e o volume de negócios acima dos R$ 60 milhões.

O diretor executivo do Painel Florestal, Robson Trevisan, que organizou a feira, disse que esta edição foi marcada pela participação de um público mais técnico e que foi às compras. Antes de a feira começar, a estimativa de que o público visitante atingisse uma média entre 20 e 25 mil pessoas, o que não ocorreu.

Tivemos visitas de muitas famílias, mas o que predominou foi a presença de empresas que queriam comprar e outras que vieram dispostas a vender. Muitas empresas apresentaram descontos de até 15% e fecharam muitos negócios, o que nos mostra que a região de Três Lagoas é um polo florestal, destacou Trevisan.

A grande surpresa foi o volume de negócios gerados, pois as perspectivas mais otimistas eram de que os valores comercializados ficassem no máximo em R$ 50 milhões devido ao cenário econômico adverso — de alta de juros, inflação maior e elevação de preços da energia e combustíveis.

Na Feira, os eventos técnicos — como o Ambienta e o Inova —deram o tom que os participantes queriam. Os dois eventos abordaram as iniciativas de sustentabilidade utilizadas pelas empresas do setor florestal, além de práticas tecnológicas inovadoras, novas técnicas de cultivo, plantio, evolução genética, apresentação de novas máquinas.

Foram mais de 30 palestras e isso permitiu, aos participantes, o fechamento de muitos negócios e o agendamento de visitas técnicas, que resultarão em mais contratos assinados, avaliou Trevisan.

Sr. Presidente, peço o apoio de meus pares aos projetos que garantem e venham garantir nossa agropecuária, propriedade privada e livre iniciativa que – sem o peso do estado intervencionista e confiscatório — vem contribuindo não apenas para nos trazer divisas, mas para colocar alimentos bons e baratos à mesa dos brasileiros.




:: quinta-feira, 4 de junho de 2015

Comunismo aliciando nas federais

UFSC oferece estágio para estudantes 

atuarem no MST










Antonio Pinho

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está oferecendo vagas de estágio na área de saúde para que estudantes atuem em invasões e assentamentos do MST, em Santa Catarina. 

O estágio é oferecido pelo Núcleo de Extensão de Educação em Saúde e por um grupo chamado Brigada Estudantil de Saúde, nome que faz clara referência às Brigadas Vermelhas, grupo terrorista da extrema esquerda italiana, nascido no final dos anos 60 do século passado.

A UFSC tem um longo histórico de colaboração com o que há de mais radical na esquerda. Nos anos 90 premiou Fidel Castro com um título de Doutor Honoris Causa. O ditador cubano chegou até a escrever uma carta de agradecimento à universidade. Agradeceu à distância aos patéticos bajuladores de uma universidade que nunca conheceu e, provavelmente, nunca conhecerá. 

Anualmente ocorrem as Jornadas Bolivarianas e a Semana Paulo Freire no campus de Florianópolis. Em 2014, por exemplo, ao mesmo tempo em que dezenas de estudantes venezuelanos eram mortos nas ruas por apenas exercer seu direito de protestar, na UFSC a esquerda mais radical defendia o modelo totalitário do governo de Maduro, na décima edição das Jornadas Bolivarianas.

A extrema esquerda da UFSC também apoia as invasões de terras do MST, em Santa Catarina. A invasão de terra ocorrida no final de 2013, em Florianópolis, chamada de Ocupação Amarildo, contou com estreita colaboração de vários professores e alunos de diversos cursos da universidade, incluindo membros do bolivariano IELA, instituto da UFSC que sempre apoia iniciativas da esquerda radical não só da UFSC, mas da grande Florianópolis como um todo.

Cabe, obviamente, questionar: qual o propósito de recrutar estagiários entre os estudantes da universidade e enviá-los a invasões do MST? A Brigada Estudantil coloca a coisa não como um simples estágio, mas sim um “estágio de vivência interdisciplinar” no MST. 

Não se trata de um estágio em que o aluno apenas prestará serviços de saúde, atuando como uma espécie de enfermeiro. O próprio nome sugere que o propósito é que o estagiário vivencie a realidade do MST. 

A intenção dos que promovem isso só pode ser uma: não é para formar médicos e enfermeiros, mas militantes políticos radicais, para os quais o direito à propriedade privada será letra morta. 

Assim vão se transformando universitários em militantes em processo de formação, e no futuro médicos e enfermeiros transmutam-se em agentes da revolução.

Os assentamentos e invasões do MST servem como pequenas Cubas para o recrutamento e formação de militantes socialistas. 

Estamos diante de mais uma das tantas formas pelas quais o mal vai se propagando pela sociedade. O uso do adjetivo “popular” (educação popular, saúde popular) é apenas um rótulo, uma máscara a ocultar valores e ideologias que resultam na tirania cruel do totalitarismo. 

A universidade não é algo mal em si, mas converte-se numa máquina multiplicadora do mal quando, infiltrada por agentes subversivos, se presta a dar apoio a grupos com um modus operandi claramente terrorista, como o MST.         


http://www.midiacapital.com/antonio-pinho/ufsc-oferece-estagio-para-estudantes-atuarem-no-mst




:: segunda-feira, 1 de junho de 2015

Os sem terra de propaganda...

PARECE QUE É, MAS NÃO É

Jacinto Flecha

Muitos que assistiram ao filme “Os Dez Mandamentos” devem ter-se perguntado como o diretor Cecil B. de Mille conseguiu mostrar a enorme fenda abrindo-se nas águas do Mar Vermelho, para os hebreus o atravessarem a pé enxuto. O truque foi uma grande gelatina, na qual um possante ventilador abriu uma fenda. Filmada esta cena, o deslocamento dos hebreus amedrontados foi depois acrescentado em estúdio, por superposição de imagens contidas em outro filme. Artifícios assim perderam espaço para a informática, com seus efeitos especiais estupendos.

Imagens forjadas podem ser inocentes, mas podem também camuflar intenções sem nenhuma inocência. Quando manipuladas pela propaganda, podem produzir no público impressões falsas. Ou seja, parece que é, mas não é; ou então é, mas parece que não é. Muito complicado isso? Não se preocupe, pois vamos passar aos exemplos.

Uma grande foto de primeira página na imprensa mostrou um auditório repleto de pessoas assistindo a uma conferência em Brasília. Quase todos usavam chapéu de palha com aba larga, de dar inveja a qualquer mexicano. A impressão era: um operoso grupo de trabalhadores rurais, acostumado à faina do campo, ouvindo atentamente as informações de entendidos, a fim de aprimorar seus conhecimentos agropecuários. Mas alguns detalhes dão o que pensar: Todos os chapéus eram iguais; todos eram zero quilômetro; naquele recinto fechado, provavelmente com ar condicionado, não havia o menor risco de o sol fritar cabeças que estivessem descobertas; e qualquer agricultor autêntico sabe que a boa educação manda não usar chapéu dentro de casa.

Tudo ali parece que é, mas não é – tão falso quanto remendo em roupa de festa junina. A foto mostrava os personagens por trás, não permitindo apreciar os rostos curtidos dos agricultores. E o leitor acredita que ali houvesse algum agricultor de rosto curtido? Só se foi curtido pelo sol da praia. Mas por que usaram aquela fantasia? Ora essa! É claro que alguns agitadores bem remunerados tinham de parecer agricultores diante do respeitável público – uma ilusão de ótica proposital e propagandística.

Vamos a outro caso. O Incra precisava mostrar serviço, e publicou um livreto ufanista intitulado Balanço da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar – O Futuro Nasce da Terra. A foto da capa mostra assentados usando enxadas, e ninguém faz objeção a isso. Mas quem tem alguma vivência de assuntos agrícolas, vê logo que a metade desses sem terra de propaganda empunha a enxada de modo errado, ou seja, não sabe usá-la. Parece que é, mas não é – outra ilusão de ótica encomendada. Para que serve essa pose fotográfica com maus atores? É que a distribuição de terras pelo Incra tem sido um total e rotundo fracasso, resultando nas favelas rurais. Daí uma foto para os marqueteiros transmitirem a impressão de que tudo corre às mil maravilhas.

Recursos como esse já são marca registrada. Uma cena exaustivamente repetida no noticiário mostra bandos do MST empunhando foices e enxadas em manifestações ou invasões. Foice e enxada são instrumentos muito primitivos, mas em pleno uso até hoje. E necessários, pois os pastos precisam ser roçados e o capim precisa ser capinado. Se o agricultor sabe mesmo usá-los, não lhe falta emprego.

Os bandos de sem-terra de manifestação sempre exibem foices e enxadas, parecendo reivindicar com isso um lugarzinho para exercer suas aptidões. Acontece que a prática dos agricultores verdadeiros desenvolveu um modo muito cômodo de transportar a foice ou a enxada de casa para a roça e vice-versa: vai no ombro, em posição mais ou menos horizontal. Alguns até penduram no cabo uma sacola contendo gêneros diversos. Esse conjunto fica nas costas (na cacunda, dizem os lavradores), contrabalançado na frente pela mão que segura a outra ponta do cabo.

Como é que os sem-terra de manifestação seguram foices e enxadas? Em pé, como se fossem lanças, alabardas ou porretes. Atitude claramente agressiva, de quem está pronto para atacar quem lhes atravesse o caminho. Poderiam ser instrumentos de trabalho, mas tornam-se armas ameaçadoras quando usadas por sem-terra de invasão. O respeitável público é induzido a ver a imagem de um lavrador, mas a intenção agressiva é bem clara; e esta os proprietários de terras invadidas conhecem bem.

Bandos de sem-terra de barraca multiplicam-se Brasil afora. Mas o que de fato se multiplica são as barracas pretas, quase sempre desabitadas, que congestionam as estradas e o noticiário. A impressão é de trabalhadores rurais à procura de trabalho, enquanto os proprietários rurais não conseguem contratar trabalhadores de verdade, obrigados assim a adquirir dispendiosas máquinas agrícolas para realizar o serviço. Uma antiga música carnavalesca não deixa por menos: “Enquanto isso, na minha casa, ninguém arranja uma empregada”.

Esses bandos comandados por agitadores fariam boa figura “assentados” em tratores ou colheitadeiras. Mas será que eles são mesmo gente querendo trabalhar? Aí se pode ter muito mais segurança: parece que é, mas não é.





:: segunda-feira, 1 de junho de 2015

Agricultura salva queda maior do PIB



E a produção da Reforma Agrária???



Presidente da CNA destaca desempenho do agronegócio e quer manutenção de estímulos como financiamento e crédito acessíveis ao produtor
Assessoria de Comunicação CNA
A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, no biênio 2014/2015, alcançou 201 milhões de toneladas 


O setor agrícola, com crescimento de 4,7% no primeiro trimestre de 2015, impediu que o Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentasse um desempenho ainda pior do que a queda de 0,2%, conforme divulgou nesta sexta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, é em função desse desempenho que o “agronegócio precisa continuar recebendo crédito e financiamento adequados capazes de garantir mais produção e produtividade, além de manter a contribuição decisiva do agronegócio na manutenção do superávit da balança comercial brasileira”. 


A agropecuária foi o único setor que apresentou variação positiva entre os segmentos que compõem a formação do PIB, indicam os números do IBGE. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2015 e o quarto trimestre de 2014, o PIB agropecuário garantiu crescimento de 4,7% e contribuiu com R$ 79,6 bilhões no produto gerado no país no primeiro trimestre deste ano. Equivalente a 5,65% do total gerado, R$ 1,408 trilhão. 

Agronegócio lidera economia - Mesmo com as medidas adotadas pelo Governo Federal, com o objetivo de reequilibrar as contas públicas, análise técnica da CNA avalia que o PIB do setor agropecuário (da porteira para dentro) poderá crescer 1,8%, em 2015. 

Ao mesmo tempo, estimativas do mercado financeiro e do Banco Central mostram que a economia brasileira como um todo terá desempenho negativo, perto de 1%, este ano. 

A CNA lembra ainda que o agronegócio tem sido fundamental para a diminuição do déficit da balança comercial brasileira em 2015. O setor apresentou saldo positivo de US$ 14,6 bilhões na balança comercial do primeiro trimestre de 2015, enquanto a balança total fechou o período com déficit de US$ 5,6 bilhões. 

Houve retração nos outros setores que compõem o PIB, conforme mostra o IBGE. Na comparação entre o quarto trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2015, o consumo das famílias e os gastos do governo apresentaram retração de 1,5% e 1,3%, respectivamente. Já bom desempenho do setor agropecuário pode ser explicado por diversos fatores. 

Números expressivos - A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, no biênio 2014/2015, alcançou 201 milhões de toneladas, ou seja, 8,1 milhões de toneladas a mais em comparação com as 192,9 milhões de toneladas produzidas entre 2013 e 2014, sendo 4,2% maior, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE). 

As principais commodities produzidas no país, soja e milho, apresentaram expansão da área cultivada, de 4,7% e 0,1%, respectivamente, e de produtividade de 5,5% e 2,19%, respectivamente. A produção de soja expandiu-se expressivos 10,6%. 

A desvalorização do real tem dado fôlego às exportações do agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre de 2015, houve aumento das exportações de produtos florestais, em US$ 1,11 bilhão, café, em US$ 1,12 bilhão, e cerais, farinhas e preparações, em US$ 246,50 milhões. 

Outros produtos agropecuários obtiveram ótimo desempenho no período e contribuíram para o desempenho do setor. Foram os casos dos sucos, fumo e seus produtos, apresentaram vendas adicionais no valor de US$ 210,66 milhões no primeiro trimestre do ano. 




:: quarta-feira, 27 de maio de 2015

Agro-recorde

Agro-recorde - Celso Ming,

Neste ano, a agricultura brasileira deverá ultrapassar um marco histórico. Produzirá mais de 200 milhões de toneladas de grãos, entendidos como tais cereais, leguminosas e oleaginosas. Há pelo menos 40 anos, o Brasil deixou de ser conhecido apenas pelas suas monoculturas: café e cana. É hoje referência mundial num setor complexo, mais comumente chamado de agronegócio.

Em apenas dez anos, a produção de grãos aumentou 62% e a de cana de açúcar, 66%, com um crescimento de apenas 19,2% da área plantada,o que mostra o enorme incremento de produtividade. Isso aconteceu não somente por meio de incorporação de tecnologias modernas de seleção de sementes, preparo de solo, plantio, armazenamento e processamento. Reflete avanço da mentalidade empresarial no setor, que abrange não apenas empresas, mas também a agricultura familiar.

Crítica recorrente que se faz à política econômica é a de que o Brasil não tirou proveito do último período de bonança, que se estendeu de 2002 a 2012, marcado pelo grande boom das commodities — e não só das agrícolas. Isso não vale para o agronegócio.

No Brasil, o agronegócio não é regado a subsídios, como acontece na maioria dos países ricos. Se conta com boa oferta de crédito é também porque é merecedor. Vem obtendo sucesso num ambiente hostil em que outros setores, especialmente a indústria, vêm quebrando a cara. Avança a despeito da política econômica muitas vezes predatória. Nos últimos dez anos, por exemplo, o governo sangrou o setor do álcool e do açúcar com sua política de represamento dos preços dos combustíveis. Nada menos que 60 usinas foram fechadas desde 2009, cerca de 70 estão em recuperação judicial e sabe-se lá quantas mal conseguem sobreviver.

Centros de decisão importantes do governo trabalharam contra o uso de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) e atrasaram o desenvolvimento da Embrapa nessa área.

O agronegócio se tornou um setor vencedor a despeito da infraestrutura sucateada ou inexistente, que atravanca os corredores de exportação no auge da safra. Enfrenta o alto custo Brasil e segue batendo recordes, apesar do forte período de estiagem que assola várias regiões do País, a mesma que vem servindo de desculpa para lambanças e fiascos da política econômica.

Não se podem ignorar os graves problemas da desigualdade e da fome que ainda persistem no Brasil. Nem os desastres ambientais provocados por manejos irracionais dos recursos naturais, especialmente nas áreas de fronteira agrícola. Mas não dá para ignorar, também, que o sucesso do setor praticamente sepultou os problemas produzidos no passado pelo latifúndio e esvaziou os movimentos de reforma agrária.

Publicado em O Estado de São Paulo, 16 de maio de 2015

 





:: domingo, 17 de maio de 2015

Brasil deve colher mais uma safra recorde de grãos em 2015

Brasil deve colher mais uma safra recorde de grãos em 2015

Viviane Novaes e Luiz Patroni

Produção brasileira deve chegar a 202 milhões e 226 mil toneladas. Número representa um aumento de 0,7% sobre a estimativa



A produção brasileira de grãos deve chegar a 202 milhões, 226 mil toneladas. Isso representa um aumento de 0,7% sobre a estimativa do mês passado e um recorde nacional.

“O clima ajudou, o mercado tem sido favorável de fato, a questão cambial tem sido um estimulo. Uma parte expressiva dos produtos que estão sendo colhidos aí, comercializados. No conjunto, ultrapassar os 200 milhões de toneladas é um número importante pro Brasil”, diz João Marcelo Intini, diretor de Política Agrícola da Conab.

A Conab destacou a região de MATOPIBA, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Os números mostram um crescimento expressivo da produção de grãos nessa região.

Cinco anos atrás, o MATOPIBA produzia 12 milhões e 300 mil toneladas, o equivalente a 8,3% da produção nacional. Para a safra atual, a previsão é de quase 20 milhões de toneladas: 9,7% do total.

'É uma região com alta tecnificação, os produtores já aprenderam a lidar com aqueles solos ali, já aprenderam a lidar com a janela curta de chuva”, explica André Nassar, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

A Conab divulgou também que a safra de trigo, que é colhida no inverno, pode chegar ao recorde de sete milhões de toneladas, um milhão de toneladas a mais do que no levantamento de abril.

'Nós ficamos surpresos com a intenção de plantio, então isso reflete muito na expectativa e na tendência de preço do produto, isso faz com que o produtor invista mais uma vez no trigo como uma cultura de inverno”, explica Rubens Rodrigues, presidente da Conab.
A safra de soja também é a maior já registrada no Brasil: 95 milhões de toneladas, com aumento de quase 800 mil toneladas sobre a estimativa anterior.

O Brasil nunca colheu tanta soja. Crescimento de 10% e novo recorde, resultado do aumento da área plantada e também da produtividade. Que poderia, inclusive, ter sido ainda maior.

'Tínhamos o potencial para produzir ainda mais, mas em função de fatores climáticos, principalmente no início do plantio e também no pleno desenvolvimento das culturas agora no mês de janeiro, o potencial ficou bastante reduzido em algumas áreas”, esclarece Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja/MT.

Contratempos a parte, o saldo foi positivo. De Norte a Sul, todas as regiões produziram mais, destaque para o Nordeste e o Norte, onde proporcionalmente o avanço foi maior.

Em Mato Grosso, responsável por aproximadamente 30% de toda soja produzida no país, a colheita acabou e também foi recorde: quase 28 milhões de toneladas. Os agricultores já venderam 75% deste volume e o restante está guardado em silos.

Na fazenda do agricultor Fernando Ferri, em Campo Verde, no sudeste do estado, 28 mil sacas estão armazenadas. A colheita terminou em março, com rendimento de 57 sacas por hectare. “Teve um incremento de produtividade de três sacas em relação ano passado, mas três sacas abaixo do investimentos. Não alcançamos devido a seca inicial”.

Apesar da produtividade um pouco aquém da desejada, o agricultor está satisfeito. A safra marcou a inauguração do primeiro armazém da fazenda. “É a realização do sonho de todo produtor, que quer ter seu armazém próprio. É um marco que diferencia o antes e o depois da fazenda”.

Fonte: Globo Rural





:: domingo, 17 de maio de 2015

Fachin no STF representa o avanço do projeto de poder do PT

          Fachin no STF representa o avanço do projeto de poder do PT

Prezado Sr.

Diga Não

Atenção: estaé a segunda parte da campanha para pedir que os senadores não aprovem aindicação de Fachin para o STF. Portanto, trata-se de uma campanha diferente,que pode ser assinada por todos aqueles que assinaram aprimeira.

Na última quarta-feira (06/05), o indicado para ocupar a vaga de JoaquimBarbosa no STF, Luiz Edson Fachin, foi sabatinado pela Comissão de Constituiçãoe Justiça do Senado.

Recebeu 7 votos contrários e 20 votos a favor. Mesmo tentosido realmente questionado por alguns dos senadores,principalmente no que diz respeito à sua atuação como advogado durante o períodoem que foi procurador do estado do Paraná, algo que é proibido pela constituiçãodeste estado, o indicado conseguiu preservar o favoritismo para a vaga. 

http://www.citizengo.org/pt-pt/22987-fachin-no-stf-representa-o-avanco-do-projeto-poder-do-pt-diga-nao

Fachin tentou também encobrir suas posições heterodoxas e radicais a respeitoda instituição familiar. Além disso, como disse o jornalista Reinaldo Azevedo,'ele não renegou o artigo que escreveu em 1986 em que defende confisco de terrase expropriação de áreas produtivas'.

Embora tenha recebido maior número de votos favoráveis, quem decidirámesmo sua aprovação será o plenário, que votará no próximo dia 19.Temos pouco tempo para pressionar os senadores e pedir que eles nãoaprovem a indicação de Fachin para o STF pelas seguintes razões:

  • Fachin é mais uma peça importante para o PT e seu projeto de poder, que tem como um dos objetivos o aparelhamento completo do poder judiciário e a intensificação do ativismo judicial.
  • Ele defende teses radicais contrárias à família natural. Por exemplo, defende o absurdo 'direito de pensão para amantes”. O Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), do qual é um dos diretores, apoia a destruição da família por meio do estabelecimento dos mais diversos tipos de 'arranjos familiares”.
  • Ele exerceu a advocacia de forma irregular durante o período que foi procurador do estado do Paraná.

Assine a campanha para enviar um e-mail aos senadores líderes debancada no plenário do senado e pedir que eles que rejeitem aindicação de Fachin para a vaga no STF.

http://www.citizengo.org/pt-pt/22987-fachin-no-stf-representa-o-avanco-do-projeto-poder-do-pt-diga-nao

Sua participação na primeira parte da campanha foi muitoimportante. Os mais de 30.000 e-mails enviados aos principais senadoresda CCJ contribuíram para gerar um ambiente de pressão e motivaram os (poucos)senadores que realmente fazem oposição a fazer questionamentos sérios. 

Portanto, sua participação nesta segunda etapa é ainda mais importante. Asituação é difícil, mas não podemos desistir. 

Obrigado por seu comprometimento!

Um forte abraço.

Guilherme Ferreira e toda a equipe de CitizenGO






:: sexta-feira, 15 de maio de 2015

Só faltou Fachin dizer que é da TFP

A TFP está procurando a carteirinha do Fachin...

Quem está sendo enganado?

SABATINA

A sabatina de Luiz Edson Fachin para a vaga de Joaquim Barbosa - durou 11 horas - no Supremo, revelou um advogado capaz de voltar atrás numa série de posições jurídicas e pessoais para encantar os senadores e conseguir vencer essa etapa. Ele levou respostas prontas para determinadas perguntas e não se arriscou: preferia lê-las. Fachin foi para a sabatina acompanhado da mulher e duas filhas para enaltecer seu lado família. E protagonizou momentos de pieguice: um deles foi lembrar seus tempos de coroinha. No final da sabatina de Luiz Edson Fachin, tinha senadores que acreditaram no que falou, enquanto outros apostavam que sua ladainha ensaiada escondia o que ele realmente sente e no que acredita. Um dos senadores, mais irônico, não resistiu: “Só faltou Fachin dizer que é da TFP”. Como se sabe, Tradição, Família e Propriedade é uma antiga entidade de inspiração católica de direita. Hum, hum! 

Por Alfredo Sartory em 14 de Maio de 2015

http://www.diarionline.com.br/index.php?s=colunas&id=11&&cid=1070






:: quinta-feira, 14 de maio de 2015

Fachin 1 x 0 Brasil.

Fachin 1 x 0 Brasil. Ou: A oposição que não se opõe

A longa sabatina desta terça-feira acabou com a aprovação preliminar do indicado por Dilma para a vaga no STF, o mesmo advogado que a apoiou abertamente na campanha e defende os invasores do MST. Um país que tem uma presidente incapaz de aparecer na televisão sem gerar um panelaço como reação, que possui uma das mais baixas taxas de aprovação da história democrática, deve conseguir colocar seu indicado sem maiores dificuldades na instituição mais importante da República, pois a guardiã da própria Constituição. O que se passa?

O Brasil carece de uma oposição verdadeira, que faça justiça a tal nome. Com raras exceções, nossa “oposição” não sabe se opor. Não estou aqui defendendo uma oposição nos moldes do PT no passado, com postura sempre destrutiva, só pensando no poder e nunca no país. Não! Queremos e precisamos de uma oposição responsável, que saiba separar seus próprios interesses políticos daqueles do país como um todo. Mas pergunto: colocar Fachin no STF atende aos interesses da nação?

Seu passado o condena, e não estamos falando de um passado longínquo, típico da juventude utópica, e sim do passado recente. O problema de Fachin nunca foi a falta do “notório saber jurídico”, como no caso de Toffoli. O problema é a ideologia, como também no caso de Toffoli, que consegue unir o inútil ao desagradável no caso. Como a oposição pode aceitar um ministro no STF com credenciais tão “progressistas”, ou seja, com viés ideológico claramente de esquerda e contra o próprio conceito do STF como guardião da Constituição?

É verdade que o discurso do indicado foi bem diferente na sabatina. Fachin teve que rejeitar seu passado para ser aprovado pela CCJ. Mas, como Merval Pereira bem colocou, foi preciso rasgar tudo que fora escrito antes. Ou seja, ou estamos diante de um ator cínico, ou de alguém que não tem posições convictas. Em ambos os casos não parece alguém adequado para ocupar o cargo no STF. Diz Merval:

De duas, uma. Ou a presidente Dilma está arrependida de ter indicado o jurista Luiz Edson Fachin para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, ou está dando gargalhadas diante das respostas dele na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Por que o Fachin que esteve ontem a responder aos senadores não é o mesmo que escreveu textos que colocavam em dúvida o direito à propriedade ou questionavam a família tradicionalmente formada. 

Fachin ontem nem precisou explicitar o pedido para esquecerem o que escreveu. Ele mesmo tratou de fazer uma releitura de anos e anos de militância jurídica, explicando que todas as ideias polêmicas que defendeu ao longo de sua vida eram apenas questões que estavam sendo “problematizadas” em discussões acadêmicas, e não representam o pensamento que vai guiá-lo se for aprovado pelo Senado para o STF.

Na verdade, o que se viu ontem no Senado foi um jurista quase conservador, defensor da tradição, família e propriedade. Ao jurista que escreveu um prefácio de um livro a favor da bigamia, afirmando que as ideias pertenciam a “mentes generosas e corajosas, preocupadas incessantemente com o que nos define como humanos”, o jurista sabatinado respondeu ontem: “Sempre acreditei que os valores da família, de pátria e de nação são fundamentais para progredir”.

Como acreditar na sinceridade de Fachin? Só alguém muito ingênuo mesmo. E como defender, então, a postura de nossa “oposição”, especialmente a tucana? Enquanto a sabatina acontecia, os principais nomes tucanos estavam em Nova York, curtindo uma festa em homenagem a Fernando Henrique Cardoso. Álvaro Dias, que vinha se destacando pela firmeza contra o PT, parece ter colocado o regionalismo acima de tudo, e se transformou num advogado de defesa de Fachin. Como ter esperanças assim? Só mesmo nas tais raras exceções, que citei antes, como no caso de Ronaldo Caiado:

Se dependermos do PSDB, teremos um STF bolivariano! Como escreveu Ricardo Vélez-Rodriguez, não dá para confiar numa “oposição” dessas, que some no momento crítico de ocupar a vaga do STF com um camarada militante:

Na data marcada para o debate, senadores importantes do PSDB não estarão presentes na Comissão que sabatinará o candidato. Estarão em Nova Iorque, participando de uma comemoração internacional que exalta o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Isso é dar muito mole para a petralhada. O PSDB, aliás, já deu mole quando Fernando Henrique, na época do Mensalão, desistiu de incentivar o processo de impeachment contra Lula, preferindo “deixá-lo sangrar”. Aconteceu o que era de se esperar. O sapo barbudo deu a volta por cima, se reelegeu e elegeu (e reelegeu) o seu poste, com toda a série de desgraças que se abateram sobre o Brasil, deixando-nos prostrados do jeito que todo mundo conhece. [...] A oposição brasileira não propõe porque não se opõe. E não se opõe porque foi cooptada pelo Estado Patrimonial. 

Fachin no STF será mais um duro golpe contra o Brasil, contra nossa democracia republicana, contra aqueles que defendem o Estado de Direito em vez do arbítrio. Pensar que o PT bolivariano avança mesmo nessa crise política e econômica, em meio a mais alta taxa de rejeição da presidente, é um espanto. Um espanto que só é possível pela pusilanimidade e conivência dos tucanos.

Rodrigo Constantino





:: segunda-feira, 11 de maio de 2015

Gás das Florestas

Florestas tropicais crescem mais rápido com aumento de emissões de CO2


Luis Dufaur

 

Florestas tropicais crescem mais com aumento de emissões de CO2. Floresta de Wharanaki Falls, Nova Zelândia

Florestas tropicais crescem mais com aumento de emissões de CO2. Floresta de Wharanaki Falls, Nova Zelândia

 

De acordo com o jornal britânico The Daily Mail, estudo patrocinado pela NASA afirma que as florestas tropicais crescem mais rápido quando aumenta a proporção de CO2 na atmosfera.

O estudo concluiu que as florestas tropicais estão absorvendo 1,5 bilhões de toneladas de CO2 por ano, fato que estimula a fotossíntese e as faz crescerem mais.

As florestas tropicais úmidas, como a amazônica, absorvem o excesso dos gases estufa numa proporção maior do que a imaginada, com benéfico efeito de equilíbrio.

“Esta é uma boa notícia, porque as florestas boreais colhem menos esses gases, enquanto as florestas tropicais podem continuar absorvendo-os durante muitos anos”, disse o Dr. David Schimel, pesquisador do Nasa’s Jet Propulsion Laboratory da Califórnia, que liderou o estudo.

Ele disse que o Brasil desmatou 4.848 quilômetros quadrados entre agosto de 2013 e julho de 2014, uma superfície assaz pequena se comparada com os 6,1 milhões de quilômetros quadrados da floresta amazônica: é menos de sua milésima parte.

A vegetação em geral absorve cerca de 2,7 bilhões de toneladas de CO2, ou 30% do emitido por obra humana.

Renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, Pés velhos não absorvem CO2, mas novos sim.  Floresta amazônica.

Renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, Pés velhos não absorvem CO2, mas novos sim. Floresta amazônica.

 

Porém, a proporção da absorção varia segundo a idade dos pés. As árvores velhas que predominam nas florestas já estão formadas e não precisam de muito mais CO2 para se desenvolverem.

Porém, as árvores novas absorvem muito CO2, pois precisam dele para crescer.

A moral da história é que renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, ainda que se suponha de modo anticientífico que o CO2 faz mal à vida na Terra.

O Dr Schimel e seus colegas publicaram seu estudo nos Proceedings of National Academy of Sciences. Eles usaram modelos computacionais, imagens satelitais, dados de experiências com fotossínteses, além de fazerem um mapa mostrando como as florestas absorvem o CO2 da atmosfera.

Ele explica: “O que nós acabamos construindo neste estudo é uma teoria da fertilização produzida pelo CO2 com base em fenômenos em escala microscópica e observações em escala global que pareciam contradizer esses fenômenos”.

O CO2 equivale a um fertilizante, mas é repudiado por uma seita ambientalista que quer tornar infértil todas as iniciativas da civilização.

 





:: sexta-feira, 8 de maio de 2015

Com Fachin no STF, família e propriedade em risco

                                         Com Fachin no STF, família e propriedade em risco





A Presidente Dilma Rousseff indigitou, há algumas semanas, o advogado e professor Luiz Edson Fachin para ocupar a vaga do Supremo Tribunal Federal aberta com a saída prematura do Ministro Joaquim Barbosa. Para ser aprovado, seu nome precisa ainda passar por sabatina no Senado.

Logo que foi conhecido, o nome de Fachin começou a enfrentar resistências de variadas índoles.

De acordo com opiniões, nos meios jurídico e político, Fachin está envolvido em episódios na sua carreira profissional – supostas irregularidades cometidas enquanto foi procurador do Estado do Paraná – que deitariam sombras sobre uma das exigências para o cargo de Ministro de Supremo Tribunal, a “ilibada reputação” (*). Motivo pelo qual sua sabatina já foi adiada duas vezes.

Além disso, a indicação da Presidente não deixou de chocar amplos setores da sociedade, uma vez que Dilma Rousseff preferiu apostar na radicalização política.

O Brasil vive um clima de crescente e público descontentamento em relação à Presidente, a seu mentor político, Lula, ao Partido dos Trabalhadores e à agenda ideológica que estes tentam impingir ao País. Entretanto, Dilma Rousseff, ao indicar o nome de Luiz Edson Fachin, um advogado das causas do MST, chegado ao sindicalismo da CUT e simpatizante do próprio PT, apostou precisamente no reforço desta agenda de esquerda, aparelhando a Suprema Corte do País.

Inequívoca influência marxista
Quem se debruça um pouco sobre os escritos de Luiz Edson Fachin – disponíveis na Internet para quem os quiser consultar – não tem dificuldade em notar a inspiração marxista de seu pensamento.

A dinâmica social para ele se centra na luta de classes entre oprimidos e opressores, e considera que a presente estrutura jurídica acaba por causar uma exacerbação das desigualdades. Favorável a uma igualdade radical e anti-hierárquica, Luiz Edson Fachin mostra-se, no campo das relações familiares, contrário ao modelo exclusivo da “matrimonialização da família” e considera a propriedade privada uma perversão humana.

Fazendo eco ao slogan de “um outro mundo é possível”, dos Fóruns Sociais Mundiais (que reúnem as esquerdas radicais dos mais diversos países) Luiz Edson Fachin afirma que é necessário “sonhar com outro porvir”. Ou seja, uma ordem socialmente orientada a nivelar os indivíduos (o Homem Coletivo).

Para Fachin, trata-se de “produzir alterações estruturais, reforma econômica e social de tendência nitidamente intervencionista e solidarista”, atingindo de maneira frontal o tratamento jurídico da propriedade e da família.

Propriedade e “função social”
Em seus escritos, Luiz Edson Fachin, investe decididamente contra a propriedade privada no campo, atacando o que qualifica como “modo de produção capitalista” que, segundo ele, causa crescente apropriação dos bens e riquezas por parte de uma minoria, em relação a uma maioria da população explorada em sua força de trabalho.

Por isso, torna-se necessário, para Fachin, o “redimensionamento do direito de propriedade” que o subordine a sua “função social”, um jogo de palavras que considera a função social como antagônica à própria propriedade privada, rumo à extinção desta.

Um adversário da família cristã
Fachin também se mostra um adversário da instituição familiar, concebida segundo a Lei Natural e os princípios cristãos, e tão relacionada com a mentalidade e os costumes do povo brasileiro.

Ele propugna a busca de uma “estrutura familiar justa e inclusiva” com a “superação do estatuto jurídico da família monogâmica”, em que todas as relações possam ser reconhecidas como “familiares”, em nome dos princípios da afetividade e do direito à busca da felicidade e do bem-estar.

Seus escritos, em matéria de família – envoltos em empoladas sentenças – não são desprovidos de certa arrogância de uma esquerda bem-pensante. Por isso Fachin afirma, com despeito, que grassa hoje no Direito de Família, tanto em tratados como nos tribunais, “um coro crédulo e entusiástico da manualística rasteira, uma gosma com verniz de epidérmico conhecimento provinciano e surreal”.

Ativismo judicial no Supremo Tribunal Federal
Ao considerar em breves traços o pensamento jurídico de Luiz Edson Fachin cabe uma dúvida: qual a importância destas opiniões doutrinárias para alguém que, uma vez ministro do Supremo Tribunal Federal, passará a ser um “guardião da Constituição” e, portanto, a julgar segundo o texto desta? É precisamente neste ponto que se encontra o maior perigo.

Adepto de uma profunda reforma da ordem jurídica, Luiz Edson Fachin vê o Direito como tendo um papel dialético de “promover a emancipação”. Defensor de que a constitucionalidade das regras se altere de acordo com as mudanças da sociedade “pela força criadora dos fatos”, ataca o dogmatismo enclausurado dos acomodados. Fachin mostra-se assim um defensor do ativismo judicial, o qual aplicará indubitavelmente em suas decisões no STF.

Misteriosas cumplicidades
É muito estranho que no campo dito “oposicionista” se encontrem defensores do nome de Fachin para o Supremo Tribunal Federal. Ressalta, desde logo, a defesa apaixonada feita pelo Senador Álvaro Dias. E, conforme o noticiário, também José Serra seria favorável ao nome de Fachin.

Esta talvez seja uma das mais estranhas lições da presente e grave crise do Brasil. O projeto autoritário de poder do PT – de conotações ideológicas inequívocas, destruidor das instituições do Estado e mentor de uma tentacular máquina de corrupção – só sobrevive pela moleza, conivência e cumplicidade de uma “oposição” que finge ser aquilo que não é.

Torna-se, pois, necessária, mais do que nunca, uma pressão da sociedade sobre os Senadores para que não aprovem o nome de Luiz Edson Fachin para a vaga do Supremo.

Seu pensamento jurídico constitui uma ameaça à preservação dos institutos da Família e da Propriedade no Brasil.

(*) Este artigo já estava no blog quando a Consultoria Legislativa do Senado lançou uma nota sobre o exercício da advocacia, por parte de Luiz Edson Fachin, depois de ser nomeado procurador do Estado do Paraná, cargo que ocupou entre 1990 e 2006: 'Pode-se concluir que, tendo o Sr. Luiz Edson Fachin tomado posse após janeiro de 1990, quando já se encontravam em vigor as proibições de advogar constantes tanto da Constituição do Paraná quanto da Lei Complementar no 51, de 1990, a atuação no âmbito da advocacia privada, concomitantemente com o exercício do cargo de Procurador do Estado, viola, prima facie, o ordenamento legal'.