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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: segunda-feira, 21 de julho de 2014

Fabulosas jazidas de gás e petróleo na Patagônia irritam ambientalistas


Fabulosas jazidas de gás e petróleo na Patagônia irritam ambientalistas

Posted: 20 Jul 2014 01:30 AM PDT

Por vezes até a natureza traz surpresas aos dirigentes eclesiásticos e políticos, empenhados em levar seus países a uma miséria como a cubana, apresentada por eles como mais de acordo com a pobreza ensinada por Jesus Cristo (e pelo “Capital” de Karl Marx)!

Na Argentina, por exemplo, a presidente “chavista” Cristina Kirchner está ativamente empenhada em quebrar a riqueza agropecuária do país e das classes tradicionais e conservadoras ligadas à terra.

Enquanto ela não consegue frear a produção e as exportações recordes de produtos agrícolas, outra notícia lhe veio a contragosto de uma frente diversa.

Na província de Neuquén, Patagônia, ficou impossível omitir a existência das mais promissoras jazidas de gás e petróleo do mundo, noticiou a agência AFP

Em 2013, o governo americano qualificou a jazida de Vaca Muerta, na província de Neuquén, como a 2ª maior reserva mundial de gás de xisto e a 4ª em petróleo de xisto.

Segundo a Accenture, a maior empresa de consultoria do mundo, Vaca Muerta tem o maior potencial de produção de combustíveis fósseis não convencionais conhecido fora dos EUA.

Enquanto algumas das maiores companhias petrolíferas do mundo estão disputando áreas, outras já começaram a extração.

Só que o método de extração é o fracking ou fragmentação hidráulica, arbitrariamente detestado pelo ambientalismo.

A formação geológica de Vaca Muerta se estende numa área de 30.000 km2, onde os combustíveis fósseis não convencionais podem ser extraídos numa profundidade pequena para estes casos, numa região quase despovoada, sem riscos nem mesmo hipotéticos de danificar alguém.

Segundo dados da Administração americana para Informação sobre a Energia, o potencial de Vaca Muerta é de 27 bilhões de barris. Essas reservas de gás e petróleo atenderiam às necessidades da Argentina durante 400 anos.

Assim que começou a produção, mais uma surpresa: por baixo de Vaca Muerta, numa profundidade média de 5.000 metros, existe outra jazida de gás e petróleo de xisto com tamanho e potencial aproximados, segundo as primeiras estimativas, aos da própria Vaca Muerta.

Trata-se da jazida de Los Molles, que poderia começar a ser explorada dentro de cinco anos, segundo informou “Clarín” de Buenos Aires.

“Nós falamos de Vaca Muerta, mas Los Molles é tanto ou mais importante como reserva de gás e petróleo”, explicou o engenheiro Gustavo Nagel, presidente da estatal de Neuquén GyP.

Apontando gráficos, a deputada provincial Beatriz Kreitman, ativista ambientalista empenhada em desmoralizar o aproveitamento dessa riqueza, disse: “A pérola de Vaca Muerta é Los Molles ... é o segredo melhor guardado”.

A empresa alemã Schlumberger já trabalha nas perfurações de Vaca Muerta. Os especialistas provêm de todo o mundo: mexicanos, dominicanos, poloneses, além de argentinos de todas as províncias.

As tecnologias de fragmentação hidráulica usadas no local são menos poluentes que as da exploração de combustíveis fósseis convencionais.

Mas a obstinação ambientalista contra o progresso não pondera as boas razões. E no caso argentino, ela se tornou subitamente muito “espiritual”, inimiga da riqueza, segundo certas pregações ouvidas em igrejas “progressistas” ou em discursos panteístas e neocomunistas verdes.
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo





:: domingo, 20 de julho de 2014

O que esperar do emprego em 2014?

Caindo na real

Correio Braziliense - 17 de julho de 2014 - José Pastore

Os brasileiros viram com muita melancolia que a sua equipe de futebol não é o que diziam os entendidos e os apostadores que viam o Brasil como o favorito na Copa do Mundo. Terminado o certame, caímos na real constatando o que já sabíamos, ou seja, que nossa vida depende mais dos empregos do país do que das bravatas dos jogadores.

Infelizmente, no campo do emprego, vamos tão mal quanto no campo do futebol. Os dados disponíveis antecipam dias difíceis para quem busca nova colocação no mercado de trabalho. Emprego depende de vendas e de investimentos. Nas duas áreas, o país patina. Vejamos por quê.

No primeiro semestre deste ano, as vendas no setor imobiliário despencaram. Há cidades como São Paulo em que as vendas caíram 50% no período. Quem tem imóvel para vender sabe que os preços estão sendo revistos para baixo e, mesmo assim, está difícil encontrar compradores capacitados. Para o campo do emprego, essa é má noticia porque a desaceleração do mercado imobiliário desestimulará a geração de postos de trabalho no setor da construção civil, o que já está acontecendo.

O setor da construção vem se desaquecendo também pelo término das obras relacionadas com a Copa do Mundo e com o grande atraso nos empreendimentos do PAC financiados pelo governo. A diminuição das vendas é igualmente preocupante no setor de veículos, que envolve muitos empregos diretos e indiretos. A prorrogação da redução do IPI sozinha já não tem a força que tinha em 2008-09 para estimular vendas e aumentar a produção, com a consequente expansão do emprego.

As últimas previsões do setor automobilístico indicam redução da produção de 10% para este ano, o que é muito grave, pois esse setor responde por 25% do PIB industrial. Os reflexos sobre o emprego já começaram. No primeiro semestre, as empresas suspenderam turnos de trabalho, deram férias coletivas, entraram em lay off e demitiram empregados.

Tais medidas vão se alastrando porque a cadeia produtiva do setor é muito longa. Quando a montadora esfria, os reflexos nas autopeças, fundições e metalúrgicas são devastadores. Por serem empresas menores, muitas delas não conseguem antecipar férias ou praticar o lay off e, por isso, simplesmente demitem empregados.

No setor do comércio, a apreensão é idêntica. As vendas caíram pelo quarto mês consecutivo e recuaram 2,1% no mês de junho em relação ao mesmo período de 2013. A Copa do Mundo trouxe mais problemas do que soluções. A coincidência do Dia dos Namorados - a terceira melhor data em faturamento para os comerciantes - com o dia de abertura do evento e os vários feriados decretados nas cidades-sede afastaram os consumidores, prejudicando o desempenho das vendas e a contratação de pessoal adicional.

O encarecimento do crédito e a inflação elevada jogaram água fria no varejo, com exceção dos televisores. No primeiro semestre, frente à igual período de 2013, as vendas acusaram redução de 1,5%. O índice de confiança dos consumidores vem caindo dia a dia nas principais praças comerciais.

O índice de confiança dos produtores também é declinante. No radar internacional, o Brasil deixou de ser a bola da vez. A confiança dos CEOs mundiais em relação ao nosso país, medido pelo YPO Global Pulse, recuou 35% em relação ao que foi em outubro de 2010.

A desconfiança reinante não decorre apenas do fiasco da Copa do Mundo, mas de situações muito objetivas, pois o país cresce pouco, a inflação é alta, a infraestrutura está em frangalhos, a produtividade é baixíssima, o cipoal trabalhista só aumenta, e os salários, contribuições e impostos não param de subir.

Por isso, vislumbro dias difíceis para o emprego ao longo dos próximos 12 meses. Apesar de as eleições prometerem injeção de ânimo no trabalho de curta duração e de o Brasil desfrutar de taxa de desemprego bastante baixa, os sinais indicados são bastante preocupantes. O próprio investimento está estagnado há vários meses. Isso se reflete na geração de empregos que, no primeiro semestre de 2014, foi 32% menor do que em 2013 e 46% menor do que em 2012.

Se levarmos em conta os fatos que estão por acontecer, a preocupação é redobrada. Lembro aqui o tarifaço dos preços públicos agendado para 2015, em especial na área de energia com graves desdobramentos para outros setores. Adiciono a ameaça de racionamento de água em São Paulo e outras regiões assim como a provável falta de energia elétrica em vários estados do país.

Oxalá o Brasil fique livre das manifestações e depredações de prédios públicos, lojas e bancos que adicionam incerteza e inibição de investimentos. Sim, porque o desrespeito ao direito de propriedade praticado nas barbas de autoridades é péssimo sinal para quem pretende investir. A conjugação desses fatos conspira contra um bom ambiente de negócios e inibe os investimentos e a geração de empregos de boa qualidade.

José Pastore é professor da FEA-USP, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio SP e membro da Academia Paulista de Letras.




:: domingo, 20 de julho de 2014

Vou votar no agronegócio

Vou votar no agronegócio

*Coriolano Xavier
 

O Brasil é o 4º maior produtor agrícola do mundo.  Também o 2º maior exportador de alimentos do planeta e desde os idos de 1980/1990 o campo brasileiro caminha em rota ascendente na produção de grãos e proteína animal. Fez isso principalmente com saltos de eficiência, incorporando tecnologia, modernizando seu parque de máquinas e equipamentos e gerando agrociência tropical altamente competitiva. Construiu assim uma das pontes mais sólidas que levarão o Brasil para o futuro.

O agronegócio brasileiro garantiu comida na mesa dos brasileiros e foi ferramenta importante para amenizar o efeito de desigualdades sociais. Gera 30% dos empregos do país e, com sua estratégia modernizadora, impulsionou postos de trabalho na indústria e no setor de serviços. Foi, enfim, fator importante para a interiorização do desenvolvimento e o surgimento de uma nova classe média rural, que alimenta o dinamismo de muitos segmentos de bens de consumo ou serviços como educação, turismo, cultura e lazer.

No front externo, o agronegócio firmou-se como protagonista com as vendas de commodities e hoje responde por 40% das exportações brasileiras. Mas agora sua presença no mercado internacional também cresce com as multinacionais brasileiras de alimentos e até com a exportação de conhecimento tecnológico - como é o caso da atuação de profissionais da Embrapa e do IAC (iniciativa privada, idem), só para ficar em um exemplo.

Claro que o setor ainda tem lições de casa por fazer, como o aprofundamento de políticas e práticas pró-sustentabilidade, que garantam às agro sociedades o passaporte para décadas vindouras. Mas mesmo com passivos nessa área, o progresso do agronegócio rumo a um perfil sustentável é digno de nota: em 20 anos aumentou de 45% a 70% a produtividade de algodão, arroz, milho, soja e trigo, e recuou em mais de 60% o consumo de óleo diesel durante a safra. Em carnes, produz hoje uma tonelada (metade frango, metade suíno) com apenas 1/8 da área utilizada com o mesmo objetivo, nos anos 1960/1970.

Por isso, nas próximas eleições acho que o meu primeiro voto será no agronegócio. A partir dessa escolha, então, vou alinhar propostas e candidatos com os meus valores políticos, ideológicos e de cidadania, para daí selecionar quem vai levar meu voto para dentro da urna, seja na esfera federal ou estadual. Aliás,acho que todo mundo poderia fazer ao menos um exercício de pensamento, para ver como ficariam suas escolhas eleitorais, se fossem harmonizadas com propostas que estimulem e valorizem o homem do campo e a família rural.

Falo como cidadão nascido, criado e maturado em uma megalópole e veja que isso não significa conflito de interesses, pois o sucesso do campo e da cidade são coisas convergentes. Afinal, se votar é um ato de compromisso com o futuro da sociedade, no caso do Brasil, esse futuro certamente passa pela estabilidade, evolução e crescimento do agronegócio, neste momento.

*Coriolano Xavier é membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e professor do núcleo de estudos do agronegócio da ESPM.

Fonte: Alfapress Comunicações

 





:: segunda-feira, 14 de julho de 2014

Cientistas refutam alarmismo

Cientistas refutam alarmismo com “derretimento” da Antártida

Posted: 13 Jul 2014 01:30 AM PDT

Antártida continente com 70% da agua doce do mundo, vulcões e montanhas
Antártida continente com 70% da agua doce do mundo, vulcões e montanhas
A recuperação cíclica da calota polar do Ártico levou os ecologistas a buscar na Antártida uma nova “prova” – na verdade, um pretexto – para justificar a ‘montagem’ ambientalista radical de um futuro aumento apocalíptico do nível dos mares.

Tomados de súbito interesse pela Antártida – e não por toda ela, mas apenas pela costa ocidental, ou Antártida do Oeste – ‘verdes’, apocalípticos e mídia esqueceram-se do Ártico.

Sem darem nenhuma explicação ao púbico, por eles ludibriado e apavorado durante alguns anos pela manipulação do derretimento cíclico do Ártico, correm agora para espalhar pânico pelo suposto derretimento do gelo antártico.

Enquanto a calota de gelo do Ártico é muito pouco profunda e seu derretimento não produz efeitos sensíveis, a massa de gelo acumulada na Antártida é colossal.

A Antártida é um continente com planaltos, sistemas montanhosos e vulcões. É também o mais alto em média (acima de 2.000 metros), o mais frio e seco, com ventos registrados de até 320 km/h.

Seu manto de gelo possui em média dois quilômetros de espessura, sendo a máxima de 4.776 metros. O volume dessa cobertura é estimado em 25,4 milhões de quilômetros cúbicos, que contêm 70% de toda a água doce do planeta.

Por certo, água doce não falta, mas esse volume parece uma ninharia se comparado ao volume de água salgada nos oceanos: 1,332 bilhões de quilômetros cúbicos!

Dados da Woods Hole Oceanographic Institution, de Massachussetts, instituição privada que investiga desde 1930 as relações entre as massas de água e o resto do planeta.

A Antártida pode derreter-se toda que os oceanos pouco vão mudar; nem New York, nem o Rio de Janeiro serão engolidos pelas águas.

Vulcões e não o aquecimento global explicam
derretimento parcial de alguns glaciares
Porém, o viés alarmista dos infatigáveis ambientalistas exagera dados colhidos na Antártida do Oeste – e quase só nela – para fazer acreditar que o ’aquecimento global’ está derretendo o continente antártico. E que, em consequência, centenas de milhões de pessoas terão que migrar das cidades costeiras ou serem engolidas pelo mar em crescimento furioso.

Entrementes, pesquisadores do Instituto Geofísico da Universidade de Texas–Austin (UTA’s Institute for Geophysics), concluíram que a diminuição das geleiras na Antártica Ocidental se deve ao calor geotermal gerado pelos abundantes vulcões da região. E nada tem a ver com o aquecimento global.

O estudo foi publicado na sisuda revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” e noticiado por diversos órgãos de imprensa como FoxNews.

Os pesquisadores verificaram que o glaciar flutuante Thwaites está diminuindo em virtude do calor geotérmico produzido pelo magma terrestre e pelos vulcões submersos. Esse glaciar é chave para compreender um hipotético aumento dos níveis dos mares, levando-se em conta sua inusual mutabilidade.

Na Antártida há pelo menos 20 vulcões ativos. Em 2011 foi descoberta uma cadeia de vulcões submersos, vários dos quais ativos. Um deles é enorme, segundo Philip Leat, vulcanólogo a serviço do British Antarctic Survey e que participou na descoberta.


Os pesquisadores do UTA usaram técnicas de radar para mapear o fundo marítimo sob o glaciar e encontraram níveis de calor muito acima do imaginado e nunca antes verificados.

Esse calor explica o que acontece na geleira flutuante Thwaites, explicou o chefe do estudo David Schroeder.

“É o mais complexo ambiente termal que se possa imaginar”, acrescentou o coautor Don Blankenship. “Tentar criar um modelo dele é virtualmente impossível”.

Mas a verdade e a ciência pouco importam ao alarmismo ambientalista e aos cientistas ideologicamente engajados. Para eles, a Antártida vai para o colapso porque o planeta aquece por culpa da civilização humana. É dogma.

Superfície gelada da Antártida vem batendo recordes.
Estado em 16/09/2013. Linha laranja: média anos 1981-2010.
Recentemente, o glaciologista da NASA Eric Rignot profetizou que o derretimento da superfície de gelo da Antártida ocidental é “imparável” e fará subir dramaticamente o nível dos mares.

Porém, os relatórios sobre a superfície total das geleiras antárticas apontam um crescimento geral continuado, sempre superando recordes. No fim do mês de maio, o gelo antártico atingiu o máximo tamanho desde que começaram as medições em 1979.

Hoje a superfície gelada atingiu 13 milhões de quilômetros quadrados — portanto, 10,3% acima da média de 11,7 milhões de km2 do período 1981-2010. O recorde anterior foi de 12,7 milhões de km2 em 2010.

Mas, a utopia anticivilizacão ocidental não quer saber da realidade. O neocomunismo tem outras metas e se a ciência não serve para essas metas, que se dane, a revolução “verde” não pode parar!
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: quarta-feira, 9 de julho de 2014

Índio condena FUNAI


                      Alvaro Tukano: Queremos desenvolver nossas comunidades, 

                                                 mas a FUNAI diz não.






:: quarta-feira, 9 de julho de 2014

Brasil é campeão mundial da preservação

Brasil é campeão mundial da preservação

Por Paulo Roque

 Esta é a opinião de Evaristo de Miranda, um dos cientistas brasileiros mais respeitados na área ambiental. Doutor no assunto, ele fala sobre diversos aspectos, que envolvem clima, produção de alimentos e preservação da natureza.

 Evaristo de Miranda

Doutor em Ecologia e coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (GITE) da Embrapa

 

“A dimensão tecnológica não existe na nova lei florestal.”

 

AGROANALYSIS — A disputa entre ruralistas e ambientalistas acirrou ou amenizou depois da aprovação do novo Código Florestal?

Evaristo de Miranda — Os embates são bem mais complexos. Não são apenas dois atores, e sim uma multiplicidade. As circunstâncias mudaram, mas o emperramento de vários processos não ajuda a ter uma perspectiva mais construtiva. Veja, por exemplo: o novo Código Florestal foi aprovado (Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012), e foram dois anos para a esfera governamental começar a operacionalizar efetivamente o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA), ainda pendentes de problemas técnicos e legislações estaduais. Sem essas normas de execução, os produtores foram pressionados no sentido de pagar multas indevidas, que vêm sendo inscritas na dívida ativa da União, conforme denunciado pela área agrícola.

A lei pode amenizar as disputas evocadas em sua pergunta, mas ela precisa ser regulamentada e aplicada com uma exegese equilibrada, e não ignorando direitos dos produtores, como o de não possuir Reserva Legal quando o desmatamento ocorreu em conformidade com a legislação de sua época. O artigo 68 da nova lei, que trata desse tema, segue ignorado e tratado como se não existisse nos manuais e cartilhas sobre CAR e PRA.

AGROANALYSIS — Por que  a legislação  ambiental é pobre em conteúdo tecnológico?

Evaristo de Miranda — A dimensão tecnológica não existe na nova lei Florestal. A agricultura foi tratada, nos debates,pela mídia e na legislação, como uma prática do Neolítico. Um exemplo é a proibição de cultivar encostas, exploradas no mundo inteiro – como em arrozais irrigados e cultivos de chá e de café na Ásia; plantios de batatas e cereais nos Andes; viticultura e fruticultura na Europa etc. Cultivar encostas no Brasil com tecnologias de conservação de solo e água, com cultivos perenes como café, seringueira, eucalipto, fruteiras, pastagens etc., não causa maior impacto ambiental.

A legislação ambiental deveria ter proibido nas encostas a agricultura sem tecnologia e sem boas práticas agronômicas e premiado a agricultura sustentável, com tecnologia. Para muitos, por ignorância ou má-fé, esta última agricultura não existe. E alei generaliza a proibição de uso das encostas no Brasil como se fosse um sinônimo de devastação ambiental.

A revisão futura da lei retomará o uso da tecnologia na agricultura, dimensão a ser incentivada,e não punida ou ignorada.

 AGROANALYSIS — E  a criação  indiscriminada de unidades de conservação e terras indígenas?

Evaristo de Miranda — A criação não é indiscriminada. Ela segue a lógica e a pressão de diversos grupos sociais. O que não existe é planejamento estratégico desse conjunto de atribuições de porções territoriais, destinado exclusivamente a minorias, finalidades ou grupos específicos. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (em outubro de 2013),1.098 unidades de conservação (UCs) ocupam 17% do Brasil. Para a FUNAI, as 584 terras indígenas (TIs) ocupam aproximadamente 14% do território nacional. Quando reunimos as duas categorias, eliminando sobreposições, elas ocupam 247 milhões de hectares ou 29% do País. Segundo a IUCN (International Union for Conservation of Nature),os onze países com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados existentes no mundo (China, EUA, Rússia etc.) dedicam 9%, em média, de seus territórios às áreas protegidas. Com quase 30%, o Brasil é o campeão mundial da preservação. No caso das UCs, a legislação ambiental brasileira ainda define, no seu entorno externo, uma zona de amortecimento onde as atividades agrícolas são limitadas por determinações da gestão e do manejo da UC (proibição de transgênicos, de pulverizar com aviação agrícola etc.). A largura desta zona é variável. Em nossas estimativas geo codificadas, seu alcance vai de 10 a 80 milhões de hectares adicionais (1% a 9% do Brasil).

AGROANALYSIS — Além disso, há os assentamentos,reservas extrativistas e quilombos. Qual sua dimensão e alcance?

Evaristo de Miranda — Sob responsabilidade do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), existem 9.128 assentamentos, de diversas naturezas e estágios de implantação. Eles ocupam 88,1 milhões de hectares (10,2% do Brasil ou 14,4% do que resta quando descontadas as UCs e TIs). Pelos dados do Incra e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, as 268 áreas quilombolas existentes ocupam cerca de 2,6 milhão de hectares. Uma das missões da minha equipe é analisar o conjunto das atribuições e demandas territoriais e colocá-las no mapa. Existem milhares de solicitações adicionais de criação e/ou ampliação de UCs, TIs,assentamentos e áreas quilombolas. Esse desafio de governança fundiária envolve conflitos graves, processos judiciais, impactos sociais e vastas porções territoriais, com implicações econômicas e custos significativos. E, em geral, são áreas já ocupadas pela agricultura e até por núcleos urbanos.

AGROANALYSIS — Quanto do Brasil já está atribuído a todos esses grupos e minorias juntos?

Evaristo de Miranda — Os dados de diferentes ministérios, reunidos e estudados pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Embrapa, indicam que mais de 290 milhões de hectares, 34% do território nacional, estão assim atribuídos. O mapa do Brasil com mais de 11.078 áreas legalmente atribuídas mostra um enorme desafio de gestão territorial e fundiária. Cada uma delas pede um tipo de gestão, avaliação e monitoramento. Além das demandas adicionais desses grupos, há, ainda, a necessidade de compatibilizar essa realidade territorial com crescimento das cidades, da geração de energia, da logística, dos transportes, dos sistemas de abastecimento, armazenagem e mineração e da própria agricultura.

 AGROANALYSIS — Apesar de todas as áreas protegidas, os agricultores ainda devem preservar a Reserva Legal (RL) e as Áreas de Preservação Permanente (APPs). Esses conceitos são exclusivos do Brasil?

Evaristo de Miranda — Sim. O país campeão da preservação territorial exige que os agricultores assumam o ônus de preservar porções significativas no interior de seus imóveis rurais, num crescendo que chega a 80% da área da propriedade na Amazônia.

Se, como a jabuticaba, RL e APP são exclusividades nacionais, é preciso distinguir conceito e definição. Aqui, as UCs excluem a presença humana, enquanto, na Europa, Ásia e Estados Unidos, pode haver agricultura, aldeias e diversas atividades nos parques nacionais, sem evocar a ampla visitação turística. Não há bases científicas suficientes na definição de “RL” ou “APP”. Na lei, a APP é justificada,entre outras razões, para garantir a “estabilidade geológica”.

Ou seja, essas faixas protegidas, com ou sem vegetação nativa, impediriam o movimento de placas tectônicas, terremotos ou subducção? Se fosse assim, o Japão deveria estudar o seu uso. A quantificação na RL e APPs é mais distante ainda de qualquer ciência.A dimensão da APP é função da largura do curso d’água, seja arroio no pampa,rio encachoeirado na serra do Espírito Santo, igarapé na Amazônia, corixo no Pantanal ou riacho intermitente no sertão do Ceará. Sempre igual.

Qual a base pedológica, geomorfológica, climatológica ou hidrológica desse critério, que acomodou, ainda, a dimensão do imóvel?

 AGROANALYSIS — Agricultura de baixo carbono para mitigar as mudanças climáticas e salvar o Planeta é ficção ou realidade?

Evaristo de Miranda — Segundo dados do International Energy Statistics, o Brasil é o 12º emissor e contribui com 1,4% das emissões globais de CO2. Somente China e EUA juntos representam mais de 41% das emissões planetárias; os doze maiores emissores mundiais representam mais de 70%. Nas emissões de CO2 por habitante, o Brasil ocupa a 79ª posição, com 2,4 toneladas per capita,enquanto os Estados Unidos estão em 5º lugar, com 17,6 toneladas per capita.Por unidade de PIB, o índice do Brasil é de 0,24 (90ª posição).

Os esforços de redução das emissões brasileiras são louváveis, mas sua capacidade de mitigação é muito pequena. O Brasil tem baixas emissões de CO2 porque 45% de sua energia é renovável, contra uma média mundial de 18,6% e de apenas 7% nos países da OCDE. Esse resultado deve-se à agricultura. Ela garante 31% da matriz energética (68,3 Mde TEP) e consome apenas 4,5% na matriz (9,1 M de TEP em combustíveis fósseis). Somente a cana-de-açúcar (etanol e bioeletricidade) garante mais energia na matriz (18%) do que todas as hidroelétricas juntas (13%).

Diminuição do desmatamento e uso crescente de tecnologias (plantio direto na palha,integração lavoura-pecuária-floresta, OGMs etc.) reduzem ainda mais a emissão de CO2 e ampliam a captura de carbono no solo. China, EUA e Europa é que precisam mitigar. Essa é uma pauta externa, trazida à nossa agricultura, que já é de baixo carbono. Eu gostaria muito de ver a mesma ênfase num programa de “cidadão urbano de baixo carbono”. Vocês conhecem algum em São Paulo?

 AGROANALYSIS — As  incertezas climáticas atuais e futuras implicam adaptar a agricultura e a sociedade?

 Evaristo de Miranda — Não há dúvida. Esse grau de adaptação às flutuações climáticas interanuais, mensais e até diurnas varia entre cultivos anuais, plurianuais ou perenes e depende dos sistemas de produção, da capacidade de investimento e do uso de tecnologias.

Não existe tecnologia que funcione sempre e em qualquer condição, salvo, talvez, a irrigação. Os agricultores são como investidores frente às incertezas climáticas.

Alguns, por temperamento e condição, assumirão riscos maiores, buscarão mais produtividade e adotarão certas tecnologias; os mais conservadores, em circunstâncias análogas, adotarão outras tecnologias, perderão em produtividade, mas reduzirão os riscos e os impactos das variações climáticas. Ampliar a irrigação, a eletrificação, a mecanização, a armazenagem nas fazendas, a logística e o seguro rural seria um enorme avanço face às incertezas climáticas. Alguns querem mudar o clima e salvar o Planeta em cinquenta anos. Os agricultores precisam salvar agora a sua roça de hortaliças, milho, feijão e outras trivialidades. Desenvolvimento rural e inovações tecnológicas são a melhor garantia contra as incertezas climáticas presentes e futuras. Essa é a pauta climática dos produtores rurais brasileiros.

 AGROANALYSIS — O  monitoramento e o emprego de satélites podem ser considerados uma realidade agropecuária brasileira?

Evaristo de Miranda — A questão crítica é a da comunicação. Os satélites estão presentes na previsão meteorológica, nas comunicações, no GPS, na agricultura de precisão, na gestão territorial do agronegócio e em outras aplicações combinadas a drones e aerolevantamentos. Essas informações e serviços não chegam à maioria dos agricultores. O setor rural não está organizado e não se comunica nem consigo mesmo, nem com a sociedade.Em inovação e uso de satélites, isso é ainda mais dramático. Centros de pesquisa voltam-se para pautas acadêmicas como se fossem departamentos de uma faculdade. Aumenta a distância entre os problemas dos agricultores e as prioridades dos pesquisadores. O clima de conflito e patrulhamento anunciado em sua primeira pergunta levou muito pesquisador a não se identificar com o setor rural e suas necessidades.

O agronegócio, apesar de toda a agregação de valor tecnológico nos últimos anos, continua com uma posição passiva/reativa em relação à comunicação e, especialmente, em relação à internet.

Para entrar definitivamente na modernidade, conquistar a simpatia da população urbana e consolidar seu espaço político, o agronegócio – entidades, empresas, lideranças– deveria assumir posição ativa em relação aos seus processos de comunicação com a sociedade, promovendo o monitoramento qualitativo das mídias sociais e tradicionais na internet, bem como o mapeamento e monitoramento de influenciadores. Essas ações são fundamentais para construir estratégias, identificar tendências, orientar e alinhar a comunicação e a gestão de riscos.

 

Indicação das Áreas de Conservação, Terras Indígenas, Assentamentos, Reservas Extrativistas e Quilombos

 1.098 unidades de conservação

584 terras indígenas

9.128 assentamentos

268 áreas quilombolas

11.078 áreas e 291.535.000 hectares a gerenciar

34% do Brasil

Fonte: Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (GITE)– Embrapa





:: quarta-feira, 9 de julho de 2014

As eleições e a agenda do retrocesso

                                             A agenda do retrocesso


Ruy Fabiano

Em 1964, estavam em disputa dois projetos autoritários para o Brasil: de um lado, o projeto socialista, que preparava um golpe de Estado, já devidamente instalado no governo João Goulart; de outro, um projeto tecnocrático-militar, de cunho conservador, que lhe impôs um contragolpe, com apoio popular.
Nenhum contemplava a democracia, embora o contragolpe infundisse a ideia de que o faria. Disso derivou o apoio popular, baseado nos pronunciamentos das lideranças civis e do marechal Castello Branco, que viria a presidir o novo governo, comprometendo-se com as eleições presidenciais previstas para o ano seguinte. Foi frustrado pela ala radical do Exército, que lhe impôs a prorrogação do mandato e a sequência do ciclo militar.
O novo regime, após banir as lideranças da esquerda, voltou-se contra seus próprios aliados civis. Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e Adhemar de Barros, que disputariam as eleições de 1965 – e apoiaram o contragolpe -, foram cassados.
O Congresso tornou-se um poder de fachada, diversas vezes posto em recesso e submetido a constantes cassações de mandato.
A luta armada, que começara antes de 1964, intensificara-se e fornecia argumentos para a continuidade do ciclo militar, que, a esse pretexto, endureceria ainda mais, a partir da edição do ato institucional nº 5, em dezembro de 1969.
A luta armada foi derrotada, mas a ação da esquerda não cessou: voltou-se para as universidades e para o meio cultural, formando as gerações seguintes de intelectuais e artistas, que mantiveram acesa a chama do ideal revolucionário.
O advento do PT ao poder federal, a partir de 2003 – quase 40 anos após a derrota esquerdista de 1964 –, foi (e continua sendo) nova oportunidade histórica de implantar o projeto socialista, hoje em condições logísticas bem mais favoráveis.
Estabeleceu-se, a partir de 1990, com a criação do Foro de São Paulo – entidade fundada por Lula e Fidel Castro – uma vasta aliança entre partidos, governos e movimentos de esquerda do continente. Já não há ações isoladas ou improvisadas. Tudo obedece a um comando central supranacional, que cuida da logística, inclusive militar.
No Brasil, criou-se a Força Nacional e entidades como MST e MTST funcionam como milícias, dispondo ainda, segundo denúncias da revista Época e do senador Jayme Campos DEM-MT), de campo de treinamento para guerrilhas em Mato Grosso. São notórias as ligações com grupos criminosos como as Farc colombianas, o que explica que o Brasil figure hoje como o segundo maior consumidor de cocaína do planeta e o primeiro de crack.
O efeito interno dessa aliança mede-se em números: 50 mil assassinatos por ano, a maioria jovens e pobres, em decorrência das guerras de narcotraficantes. Paralelamente, fala-se em sucateamento das Forças Armadas.
No campo diplomático, toda a ação tem sido voltada para consolidar alianças com países hostis às democracias ocidentais, como Cuba, Coréia do Norte, Irã e ditaduras afro-asiáticas, beneficiárias de perdão de dívidas com o Brasil e de financiamentos do BNDES, sem qualquer consulta ao Congresso Nacional.
Na eventualidade de reeleição de Dilma Roussef, a agenda já anunciada, configura a nova etapa desse projeto socialista. Prevê a regulamentação (eufemismo de censura) da mídia e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva – isto é, dissociada do Congresso -, para, entre outras coisas, promover uma reforma política ajustada ao figurino do PT: voto em listas fechadas, financiamento público de campanha e estabelecimento de mecanismos de democracia direta, nos moldes do bolivarianismo venezuelano.
“Chávez é uma invenção nossa”, jactou-se certa vez Lula, na celebração dos 15 anos do Foro de São Paulo, quando ocupava a Presidência da República. Por aí, dá para se ter uma ideia do que está em pauta nestas eleições. Não se trata apenas de escolher nomes, mas um projeto político que definirá as próximas décadas.
Daí o termo “guerra eleitoral” mencionado por Lula e Rui Falcão, cuja senha parece ter sido dada pelo vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, com a menção dos nomes dos jornalistas que, “entre outros menos votados”, precisam ser silenciados.
Tudo, só para não variar, começa com o silêncio da imprensa. O resto sabemos de cor. Sabemos?

Ruy Fabiano é jornalista. Enviadopor Ricardo Noblat 




:: quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mudanças sem futuro

Desastre das mudanças

por Vicente Nunes 

Todas as vezes que Dilma decidiu alterar alguma coisa, o resultado foi desastroso, sobretudo na economia

A presidente Dilma Rousseff aguçou a curiosidade dos investidores ao registrar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sua chapa com o seguinte slogan: “Mais mudança, mais futuro”. A grande pergunta que todos estão se fazendo é o que a candidata do PT à reeleição classifica como mudança. O histórico dos quase quatro anos de seu governo mostra que, todas as vezes que ela decidiu alterar alguma coisa, o resultado foi desastroso. Sobretudo, na economia.

Desde que tomou posse, em janeiro de 2011, Dilma não sossegou enquanto não colocou em prática o que batizou de nova matriz econômica. O projeto consistia em reduzir a taxa básica de juros (Selic) ao menor patamar da história, o que ocorreu em outubro de 2012, quando o indicador chegou a 7,25% ao ano. Ao mesmo tempo, o governo forçou a alta do dólar. E, para completar, abriu os cofres sem critério, combinando gastança com truques contábeis. Tudo com o intuito de estimular o crescimento econômico.

A colheita do país, meses depois, foi uma combinação perversa de pífio desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) com inflação nas alturas. Mas o Palácio do Planalto não se deu por satisfeito. Mesmo com uma onda de desconfiança varrendo a economia, sentiu-se confortável para intervir no setor elétrico e reduzir, unilateralmente, as contas de luz.
 

Realmente, num primeiro momento, os consumidores puderam saborear alguns meses de tarifas mais baratas. Contudo, por ser inconsistente, a medida teve de ser revertida e, hoje, quase a metade dos brasileiros já está pagando energia mais cara do que em 2012. Pior: os consumidores terão de ampliar a fatura em 2015, devido a reajustes represados e ao fato de o país estar recorrendo a termelétricas, que produzem energia mais cara. Atualmente, 25% de toda a carga consumida saem dessas usinas.

Se as mudanças prometidas por Dilma seguirem na mesma direção, certamente o resultado será preocupante. Ao não dar transparência ao programa de governo para além de janeiro de 2015, a candidata poderá estimular o pessimismo que está nocauteando a atividade econômica. Em seu último ano de mandato, quando deveria ter uma coleção de boas notícias para apresentar ao eleitorado, a petista reúne um punhado de indicadores ruins, a começar pelo PIB, que pode encerrar 2014 abaixo de 1%.

No limite da tolerância
Os técnicos do governo fizeram e refizeram as contas e acreditam que há, sim, chances de a inflação estourar o teto da meta, de 6,5%, hoje. Pela manhã, em meio à ansiedade com a partida entre Brasil e Alemanha, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho. No Ministério da Fazenda, a expectativa é de que a taxa fique entre 0,35% e 0,40%. Caso o resultado saia no topo das previsões, a carestia cravará 6,51% no acumulado de 12 meses. Será o 11º mês na gestão Dilma que a inflação superará o limite de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em junho do ano passado, quando o Brasil fervilhava por causadas manifestações de ruas, prefeitos de várias capitais, entre elas São Paulo,cancelaram os reajustes das passagens de ônibus. Isso fez com que o IPCA daquelemês ficasse em apenas 0,03%.

Desunião petista
»Oficialmente, o comando petista da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff prega união. Mas quem acompanhou os últimos dias de movimentação dos escolhidos pelo partido para a empreitada percebeu sinais de forte descontentamento com a candidata Dilma, especialmente entre a turma que defendeu o “volta, Lula”.

Guerra perdida
»Uma ala da campanha petista está defendendo que, para reverter o pessimismo de empresários e investidores, a presidente Dilma revele, o mais rapidamente possível, os principais nomes da equipe econômica do eventual segundo mandato.Mas ela resiste, sob o argumento que não terá esses grupos do seu lado, quaisquer que sejam os anunciados.

Correio Braziliense: 08/07/2014 - Correio Econômico





:: segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ambientalistas mentem sobre mudanças climáticas

Premiê do Canadá: governos ambientalistas mentem sobre mudanças climáticas

Posted:06 Jul 2014 01:30 AM PDT

Tony Abbott e Stephen Harper: governos mentem sobre o 'aquecimento global'.
A declaração foi feita em Ottawa, junho 2014.
Os primeiros-ministros do Canadá e da Austrália culparam os governos que querem priorizar a “luta contra as mudanças climáticas” por cima do progresso econômico e do bem-estar dos povos.

O premiê canadense acusou esses países de mentirem a seus povos, noticiou a UOL.

Por ocasião da visita do premiê australiano ao Canadá no início de junho, os dois chefes de governo defenderam em conferência de imprensa, a preferência pelo progresso e o bem-estar, encolerizando o ambientalismo radical.

Os dois primeiros-ministros são vituperados pela mídia que os critica por não se vergarem aos dogmas ambientalistas sobre o aquecimento global.

Ambos também sofrem crescente pressão do presidente americano. Barack Obama anunciou leis visando especialmente às usinas elétricas para forçar um impossível: a redução significativa das emissões de CO2 nos EUA.

“Não é que não queiramos atacar as mudanças climáticas, mas queremos fazer isso de uma forma que proteja e aumente nossa capacidade de gerar emprego e crescimento, e não o contrário”, declarou o canadense Stephen Harper em conferência de imprensa conjunta com o premiê australiano Tony Abbott.

Stephen Harper, primeiro ministro do Canadá optou pela franqueza
Eles também refutaram mitos. “Francamente, esta é a posição de todos os países do mundo. Nenhum país, independentemente do que diga, quer empreender ações sobre as mudanças climáticas que destruirão postos de trabalho e o crescimento”,acrescentou Harper.

“Nós somos apenas um pouco mais sinceros sobre isso. Não deveríamos socavar a economia”, explicou.

O Canadá desistiu do Protocolo de Kyoto em 2011, por julgar que as metas eram tão utópicas que o tratado ficou impossível de se cumprir. Ele exigia oficialmente que antes de 2020 fosse efetivada uma redução de 17% das emissões de CO2 com base nas emissões de 2005.

Nenhum país que progride está perto de alcançar esse objetivo. Mas nos escritórios ambientalistas se prepara um novo tratado que se anuncia ainda mais radical e miserabilista, com base no bicho papão do aquecimento global. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo





:: domingo, 6 de julho de 2014

Uma Encrenca Federal

Uma Encrenca Federal

EvaristoEduardo de Miranda[1] 


 

Quem ou o quê define o uso e a ocupação das terras no Brasil? Em 25 anos, o Governo federalizou mais de um terço do território nacional destinando-o a unidades de conservação, terras indígenas, comunidades quilombolas, assentamentos de reforma agrária, áreas militares, projetos de infraestrutura etc. A demanda de terras para atividades privadas também prossegue: cidades, agropecuária, silvicultura, complexos industriais, mineradores e energéticos. 

O país está diante de um desafio de gestão territorial, gerador de conflitos cada vez mais agudos. O debate da gestão territorial estratégica é incontornável.

Sem planejamento estratégico adequado, coordenado ou suficiente, esse conjunto de territórios resultou essencialmente da lógica e da pressão de diversos grupos sociais e políticos, nacionais e internacionais. Todos revestidos de suas justificativas e legitimidades. O espaço para atribuição de terras reduziu-se rapidamente, apesar da dimensão do país. O estoque das terras ditas devolutas diminuiu e destinar terras a uma finalidade ou a um grupo implica, cada vez mais, em retirá-las de outra e de outros. E daí, crescem os conflitos.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até outubro de 2013, 1098 unidades de conservação ocupavam 17% do Brasil. Aqui, na maioria dos casos, as unidades de conservação excluem a presença humana, enquanto na Europa, Ásia e Estados Unidos pode haver agricultura, aldeias e diversas atividades nos parques nacionais, sem evocar a ampla visitação turística.

Nas unidades de conservação, a legislação ambiental brasileira ainda define no seu entorno externo uma zona de amortecimento onde as atividades agrícolas (e outras) são limitadas por determinações da gestão da unidade de conservação (proibição de transgênicos, de pulverizar com aviação agrícola etc.). A largura dessa zona é variável. Estimativas avaliam o seu alcance entre 10 a 80 milhões de hectares adicionais (1 a 9% do Brasil).

Segundo a FUNAI, 584 terras indígenas ocupam aproximadamente 14% do território nacional. Reunidas, essas duas categorias de áreas protegidas, eliminando-se as sobreposições, ocupam 247 milhões de hectares ou 29% do país. Segundo a International Union for Conservation of Nature (IUCN), os 11 países com mais de dois milhões de quilômetros quadrados existentes no mundo (China, EUA, Rússia etc.) dedicam 9% em média de seus territórios às áreas protegidas. Com quase 30%, o Brasil é o campeão mundial da preservação.

A atribuição de terras pelo Governo Federal não acaba por aí. Sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) existem 9.128 assentamentos,de diversas naturezas e estágios de implantação. Eles ocupam 88,1 milhões de hectares, ou seja, 10,2% do Brasil ou 14,4% do que resta quando descontado o território já atribuído às áreas protegidas. Essa área equivale a quase o dobro da cultivada atualmente em grãos no Brasil.

Pelos dados do INCRA e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, as 268 áreas quilombolas decretadas ocupam cerca de 2,6 milhões de hectares. No conjunto, mais de 290 milhões de hectares, 34% do território nacional, estão atribuídos por decretos. Sem considerar as áreas militares com uma superfície total maior que a do estado de Sergipe.

O mapa do Brasil com mais de 11.000 áreas atribuídas, essencialmente pelo Governo Federal, permite visualizar a complexidade da situação atual (MAPA 1). Ele ilustra espacialmente o presente desafio da gestão territorial e fundiária. Cada uma dessas unidades ou entidades pede um tipo de gestão, avaliação e monitoramento específicos e transparentes. E implicam em custos e investimentos governamentais.

O Governo Federal continuará atribuindo-se mais e mais extensões de terra que, na maioria dos casos, sairão do controle dos Estados e municípios. Há Estados em que boa parte de seu território já foi “federalizada” por decretos federais de atribuição de áreas que estarão por muito tempo sob o controle de órgãos e instituições federais.

Além das áreas já atribuídas, existem milhares de solicitações adicionais para criar ou ampliar unidades de conservação, terras indígenas, assentamentos agrários e quilombolas. As novas áreas reivindicadas, Cada vez mais, já estão ocupadas pela agricultura, por núcleos urbanos etc. Esse quadro complexo de ocupação e uso territorial representa um enorme desafio de governança fundiária e envolve conflitos graves, processos judiciais, impactos sociais e implicações econômicas significativas.

Essas demandas adicionais de terras por parte de grupos, minorias e movimentos sociais, todos com sua lógica e legitimidade, precisam ser compatibilizadas com o crescimento das cidades e suas demandas sociais e ambientais (áreas verdes, sistemas de abastecimento de água, de tratamento de esgotos etc.), com a destinação de locais para geração de energia, para implantação, passagem e ampliação da logística, dos meios de transportes, dos sistemas de abastecimento, armazenagem e mineração.

No planejamento territorial dessas realidades agrárias e socioeconômicas é necessário considerar, localizar e incluir geograficamente as quase 50.000 obras do PAC. E agregar, em breve, as futuras ações do PAC 3, bem como os investimentos estaduais e privados. Aspectos do quadro natural também são essenciais para contextualizar esses processos e situações territoriais, pois eles ocorrem embacias hidrográficas (gestão da água, hidrovias...), em biomas (biodiversidade, fragilidades...), em contextos geológicos, pedológicos, climáticos (semiárido, trópico úmido...) etc.

As soluções não são simples e o melhor compromisso deve ser buscado. Os sistemas de gestão territorial estratégicos, apoiados em geotecnologias e modelos numéricos e cartográficos, podem ajudar na compreensão do potencial e dos limites da base de recursos naturais e dos processos de uso e ocupação das terras. Eles também podem simular cenários, possíveis impactos decorrentes e reduzir conflitos existentes ou potenciais. E deveriam ser utilizados nas tomadas de decisão nas esferas públicas e privadas para apoiar um debate equilibrado e cordato nessa temática. Mas esse debate anda mais escasso que as terras.

[1]Doutor em ecologia, coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (GITE) da Embrapa.





:: domingo, 22 de junho de 2014

Um show de classe e de resistência

Vaias, xingamentos, rainhas

Cora Rónai


O assunto já parecia esgotado, mas não: agora começo a receber pedidos de assinaturas em manifestos de desagravo e de apoio à d. Dilma, como se os xingamentos que recebeu na abertura da Copa fossem algo nunca ouvido. “Não porque ela é a presidente. Nem porque é do PT. Nem precisa gostar dela ou do PT. É porque uma senhora deve ser respeitada. Imagino que todos tenham mãe, irmãs, esposas ou mulheres próximas que não gostariam que fossem xingadas” escreveu uma amiga ao me encaminhar o terceiro pedido que recebi em menos de dois dias.

Ela está enganada. Como tanta gente já observou, não há figuras mais desrespeitadas em estádios do que as mães, e não é de ontem. Mas nunca, jamais, ninguém propôs um manifesto a favor das mães dos juízes, todas, suponho, senhoras de certa idade. Os manifestos estão surgindo exatamente porque Dilma é a presidente, porque é do PT (que sempre foi especialista em agitprop) e, sobretudo, porque estamos em ano eleitoral, e o partido ainda vai fazer o que puder para explorar politicamente o episódio. Como, aliás, faria qualquer outro partido — embora, mais uma vez, os petistas estejam forçando a mão na odiosa divisão de classes e raças que tem sido a sua marca registrada, ricos versus pobres, eles contra nós, cronópios e famas.

A verdade, porém, é que há mais do que uma eventual insatisfação com o governo por trás dos xingamentos dirigidos à presidente: o país vive uma era de boçalidade sem precedentes. Os piores palavrões viraram ponto de exclamação e são usados rotineiramente em alto e bom som nas ruas por homens e mulheres, passando por tudo aquilo a que, antigamente, se chamava de “arco da sociedade”.

A grosseria não é exclusividade de nenhuma classe. Está faltando educação, em todos os sentidos, a todos. Muita educação! As pessoas que xingaram a presidente apenas usaram, no estádio, as maneiras e palavras que usam, ou veem ser usadas, no seu dia a dia. Sejam “elite branca” (expressão que virou modinha sem que seus usuários percebam o quão asquerosamente é racista) ou qualquer outra parcela da população.

Este, infelizmente, é o país que temos.

o O o

E, por falar em rainha, a Copa do Mundo abriu gentilmente um espacinho no noticiário de sábado, na Inglaterra, para as comemorações do aniversário da Rainha Elizabeth II. O que nos velhos tempos parecia conservadorismo anacrônico, assenta-lhe muito bem aos 88 anos. Além de fofa, a véinha é um show de classe e de resistência. E o Duque seu marido, aos 93, não fica atrás: desfilou em carro aberto com um adereço de cabeça imenso, ridículo e ecologicamente incorreto, que deve pesar uma tonelada. Mais tarde, no balcão, fazia bela figura em jaqueta vermelha, alto, desempenado, costas retas, o exato oposto do caquético assassino de elefantes espanhol.

Penso nele e na Rainha como atletas master de uma categoria esportiva exótica e dispendiosa, na essência não muito diferentes da Mamãe e dos seus colegas de natação na galhardia com que enfrentam o passar do tempo. É lógico que reis vivem num mundo de privilégio que sequer concebemos, mas passar por tanta produção e se apresentar com tal esmero nessa avançada idade, chova ou faça sol, sendo filmados e fotografados sem tréguas, não é para amadores; e, no entanto, eles calçam aquelas botas e saltos, vestem aquelas roupas e chapéus incômodos, luvas, jóias e medalhas e seguem em frente, impávidos, saudando os súditos, acenando, eventualmente sorrindo, aguentando discursos e criancinhas.

Aliás, para mim, que não sou inglesa e não preciso pagar pelo espetáculo, nada no mundo se compara à família real britânica em termos de reality show. O elenco é enorme e bizarro, há romance, intrigas palacianas, gente de todas as idades, figurinos incongruentes e deslumbrantes, bandas de música, referências históricas, acrobacia aérea, cavalos aos montes — enfim, de tudo um muito, para agradar a todos.

(O Globo, Segundo Caderno, 19.6.2014)





:: domingo, 22 de junho de 2014

Modelo venezuelano

                                           Importante passo rumo ao modelo venezuelano

O documento que segue foi publicado ontem (21-6-14) no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e aqui o transcrevo para conhecimento de nossos leitores, pois trata-se de assunto de extrema relevância para todas as famílias. Se o malfadado Decreto nº 8.243, assinado pela Presidente Dilma Rousseff no dia 23 de maio, for de fato posto em prática o 'socialismo bolivariano' subjugará nosso País e o levará rapidamente à ruína, assim como ocorreu na infeliz Venezuela.

O País atravessa momentos de turbulência político-social, inéditos e perplexitantes. Tensões, boa parte delas induzidas, marcam o dia a dia do noticiário. A atmosfera psicológica do Brasil está saturada e nem sequer o clima, habitualmente distendido que cerca uma Copa do Mundo, ainda mais realizada em território nacional, escapou a tais deletérias influências.

A população tem assistido, estupefata, à realização de greves em serviços essenciais, muitas delas declaradas abusivas pela própria Justiça, que impõem graves inconvenientes e perturbações aos brasileiros ordeiros, que labutam e produzem nos grandes centros urbanos; tais greves têm gerado insegurança, que se traduz em depredações de bens públicos e privados e até em saques. 

Grupos de chamados “sem-teto”, altamente treinados e organizados, inclusive com a presença de estrangeiros, invadem terrenos e prédios urbanos, sendo recebidos, após seus atos criminosos, por autoridades — até mesmo pela Presidente da República — tornando assim o poder público e a sociedade refém de seus desígnios ideológicos. 


Marchas do MST e de reais ou fictícios indígenas, manipulados por ONGs ou instituições como o Conselho Indigenista Missionário-CIMI ou similares, fazem encenações de enfrentamentos com policiais, registradas em fotografias que percorrem o mundo, transmitindo a falsa ideia de um Brasil que se contorce em estertores sociais e raciais.

Por outro lado, grupos extremistas anti-sistema, estilo “Black Bloc”, promovem atos de protesto — por causas poucos definidas — espalhando a violência urbana, planejada e calculada, de modo a lançar o caos e atacar símbolos do capitalismo, no exercício do que qualificam como “ilegalidade democrática”. 

Por fim, diante do alastrar-se de fatores de incompreensão e de indignação, nas camadas profundas da população, em relação ao governo da Presidente Dilma Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores, vozes como a do ex-Presidente Lula tentam disseminar um clima de luta e de ódio de classes, tão avesso ao sentir do brasileiro comum.


*       *       * 
É neste contexto tumultuado que surge um gravíssimo ataque às instituições e à ordem constitucional vigente, perpetrado através do Decreto presidencial nº 8.243, cuja efetivação poderia ser qualificada com uma tentativa de golpe de Estado incruento. 

Editado pela Presidência da República no dia 23 de maio p.p., e publicado no “Diário Oficial” três dias depois, estabelece ele a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social”. 

Sob o disfarce de tratar da organização e funcionamento da administração pública — invocando para tal até dispositivos constitucionais — e alegando que o sistema representativo contém falhas, o governo do Partido dos Trabalhadores, via decreto, tenta implementar um novo regime de organização do Estado, o qual visa “consolidar a participação social como método de governo”. 

Manejando habilmente sofismas e falácias sobre a “democracia direta”, valendo-se de definições e disposições vagas, o Decreto submete a Administração Pública, em seus diversos níveis, aos “mecanismos de participação social”. 

Os “conflitos sociais”, como, por exemplo, invasões de terras, de
imóveis urbanos, de demarcação de terras indígenas, — tantos deles gerados artificialmente — serão mediados por elementos do governo e setores da sociedade civil, controlados por “coletivos, movimentos sociais, suas redes e suas organizações”.

E a Secretaria-Geral da Presidência da República dirigirá uma burocrática e coletivista estrutura de conselhos, conferências, comissões, ouvidorias, mesas de diálogo, etc.

O Decreto 8.243 — que já chegou a ser comparado a um decreto bolivariano ou bolchevique — torna obsoletas as instituições do Estado de Direito, criando organismos informais (ou quase tanto) que condicionarão o Judiciário, o Legislativo ou o próprio Executivo. 


Como é de conhecimento público, em grande medida tais “movimentos sociais”, “coletivos” ou grupos da dita sociedade civil são influenciados, orientados e financiados pelo Partido dos Trabalhadores, pela “esquerda católica”, bem como pelo próprio governo. 

Fica assim instituído um sistema paralelo de poder, que consagra na prática uma ditadura do Executivo, na pessoa do Secretário-Geral da Presidência da República, atualmente o ex-seminarista Gilberto Carvalho, quem habitualmente faz a ponte entre o governo e a CNBB.


*       *       * 
A Presidente da República tenta desta forma impor ao País metas político-ideológicas do PT — alimentadas nos Fóruns Sociais Mundiais — e sempre repudiadas pela maioria dos brasileiros. 

Desde há muito, certo tipo de esquerda — e sobremaneira a esquerda petista no poder, influenciada em maior ou menor grau pelo progressismo católico — tenta subverter o exercício do regime “democrático”. Fiel a suas velhas convicções socialo-comunistas, eriça-se contra as instituições do que qualifica de “democracia burguesa”, tentando vender a ideia de uma democracia direta e participativa, como mais autêntica e popular. 

Já no primeiro mandato do Presidente Lula, enquanto o País estava embalado pela pseudo-moderação do projeto político de mudança do Brasil, expresso na Carta ao Povo brasileiro, o programa “Fome Zero” fazia uma primeira tentativa de instaurar no Brasil “conselhos populares” que, como alertaram certas vozes na época, mais não eram de que uma reedição dos conselhos da revolução cubanos ou dos coletivos chavistas. 

Mais à frente veio a tentativa de controlar a imprensa pelo mesmo mecanismo de conselhos, manipulados por “movimentos sociais”. 

O PNDH3, baseado numa vaga e abrangente política de Direitos
Humanos, constituiu nova tentativa de impor ao País um controle da sociedade e das instituições do Estado, por conselhos. 

Por ocasião das manifestações de junho de 2013, a Presidente Dilma Rousseff em discurso televisionado a todo o País, voltou a acenar com o tema da democracia direta e a “voz das ruas”. Veio, logo em seguida, a tentativa de impor ao País uma Constituinte específica para a reforma política.


*       *       * 
De todos os quadrantes da sociedade se têm erguido vozes que apontam o grave perigo criado ao futuro político do Brasil pelo Decreto presidencial nº 8.243. No Congresso Nacional há movimentos pronunciados para inviabilizar ou derrubar o referido Decreto. Outros setores ensaiam movimentos para recorrer ao Supremo Tribunal Federal, reclamando da inconstitucionalidade de tal Decreto. 

O governo veio a público defender a medida, sempre baseado em subterfúgios e, segundo informa a imprensa, não está disposto a recuar. Aproveitando-se do período em que as atenções de muitas pessoas estão voltadas para a Copa do Mundo, contando ainda com já tão próxima campanha eleitoral, Dilma Rousseff e seus assessores no Planalto e no PT, parecem decididos a apostar no golpe institucional.


*       *       * 
Quando dos trabalhos da Constituinte de 1988, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicou a obra “Projeto de Constituição angustia o País”. Nele alertava para o fato de que elementos de nossa classe política, divorciados dos verdadeiros anseios do Brasil profundo, iriam arrastando inexoravelmente o Brasil para o esquerdismo radical. 

E admoestava ainda que cada vez mais raros seriam os partícipes da farândola reformista da esquerda, “ganhos gradualmente pelo sentimento de inconformidade e apreensão nascido, a justo título, das camadas mais profundas da população”. 

O Decreto nº 8243 é, por certo, um grave exemplo dessa obstinação ideológica. A inconformidade, ainda que silenciosa, é também uma realidade que cresce, apesar das máquinas de propaganda tentarem menosprezá-la ou distorcer-lhe o sentido. 

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira faz um apelo às forças vivas da Nação para que, num concerto geral dos espíritos clarividentes, alertem para o perigoso rumo ao qual nos encaminha o Decreto 8.243, obstruindo-lhe legalmente o caminho. 

Caso não seja derrubado, o Decreto nº 8.243 terá operado uma transformação radical nas instituições do Estado de Direito, esvaziando o regime de democracia representativa, deixando o País refém de minorias radicais de esquerda e de ativistas, abrindo as portas para a tão almejada fórmula do atropelo e do arbítrio, típica dos regimes bolivarianos. 

Adolpho Lindenberg
Presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira





:: sábado, 21 de junho de 2014

Cacique quer progresso

A ficção indígena desafia o bom senso e é puro artificialismo

Leo Daniele

 

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Megaron Txucarramãe (foto acima) é cacique e um dos mais respeitados atuais líderes caiapós, de Mato Grosso. Falou e disse:

“Nós não vivemos mais como nos meus tempos de infância. A nova geração compreende a vantagem de ter um emprego, uma renda. Ela quer ter roupa de homem branco, celular e essas coisas de gente jovem”. (1)

E acrescentou:

Os governantes precisam aprender que nossos filhos querem ter tudo o que os filhos do homem branco têm. Falar português, ir para a universidade e ser reconhecidos como brasileiros e índios”.1

Entre índios e não índios, as diferenças vão se tornando fictícias. Muitos silvícolas têm uma vida semelhante aos não índios, com televisão, geladeira, fogão a gás e celulares, quando não motosserras. Os rapazes, se podem, vão ser universitários.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), encomendou uma pesquisa à Datafolha, a qual se realizou entre os dias 7 de junho e 11 de julho do corrente. Foram realizadas 1.222 entrevistas, em 32 aldeias com cem habitantes ou mais, em todas as regiões do País. Segundo a pesquisa, 63% dos índios têm televisão, 37% têm aparelho de DVD e 51%, geladeira, 66% usam o próprio fogão a gás e 36% já ligam do próprio celular. Índios estão integrados ao modo de vida urbano, afirma pesquisa.

Mas, quando necessário, alguns se fantasiam de índios com vistosos cocares e arco e flecha.
Vemos que eles geralmente são tratados com artificialismo pelas autoridades. Eles são vistos como eles não são. Karl Marx tem uma explicação para isso!

Os índios brasileiros estão integrados ao modo de vida urbano. Televisão, DVD, geladeira, fogão a gás e celulares são bens de consumo que já foram incorporados à rotina de muitas aldeias. A formação universitária é um sonho da maioria deles.

Mas o artificialismo da questão indígena como é visto pelo CIMI e pela FUNAI não para aí. Antigamente muitos homens comuns faziam–se passar por nobres para obter o prestígio e as benesses desse status, hoje é o contrário: alguns brancos se fazem passar por índios para usufruírem dos benefícios de estarem ligados ao CIMI ou à FUNAI e assim ganharem terras. É forte. Será verdade? Veja a notícia abaixo: “Centenas de moradores são coagidos a fazer cadastro na Funai (Fundação Nacional de Índios) como se fossem índios para engrossar invasões de terra no sul da Bahia. A região vive um conflito permanente por causa da expulsão de agricultores dessas propriedades”.2

Irra! Que é demais! Mas esta é que é a verdade verdadeira. Alguns leitores se recordarão de que o cacique e deputado Juruna (1942 ou 1943-2003) denunciou a presença de brancos fazendo-se de índios na Bahia.

Para que fins? é a pergunta. Não é por mero diletantismo. Mas para obter terras da reservas indígenas, estando no fundo de quadro, deles ou de seus orientadores, engrossar as hostes da esquerda no Brasil. Fonte: site IPCO

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1 – Matheus Leitão (Folha de S. Paulo, 10 de novembro de 2012).





:: quarta-feira, 18 de junho de 2014

Funai derruba Igreja

FUNAI comete crime derrubando Igrejas no Araguaia, por Kalixto Guimarães

Agência da Noticia com Kalixto Gumarães


Agência da Notícia

Forças Policias derrubaram os prédios que ainda existiam no Posto da Mata (Crédito: Agência da Notícia)

Forças Policias derrubaram os prédios que ainda existiam no Posto da Mata


Após destruir violentamente o distrito de Estrela do Araguaia, com guinchos e maquinário pesado transformando em ruínas mais de 600 residências, escolas, estabelecimentos comerciais e praças, deixando um cenário de guerra nesta comunidade e desabrigando centenas de famílias de produtores da ex – fazenda Suiá – Missu, a FUNAI, acaba de cometer mais um crime hediondo e bárbaro contra esta comunidade, destruindo as suas igrejas.

Nesta quinta feira (27/03/2014), em uma operação radical e bárbara um esquadrão de polícia especial, invadiu o distrito de Estrela do Araguaia (Posto da Mata), expulsando os moradores da área, os quais, se encontravam na localidade esperançosos de que ainda possam reconstruir suas casas e reaver suas propriedades de volta. O litígio que ainda não foi julgado no Supremo Tribunal Federal, STF, já perdura há mais de 20 anos e o mesmo ainda poderá ter desfechos imprevisíveis no Judiciário caso seja apreciado com a merecida atenção. A ação que tramitava legalmente na Justiça foi atropelada por interesses difusos e políticos favorecendo a FUNAI , que sob o beneplácito do Ministério Publico Federal, MPF, confiscaram 165 mil há de terras produtivas e legalmente adquiridas para transforma-la em mais um campo do genocídio indígena. A comunidade xavante “maraiwatsede”, posta na área oficialmente em dezembro de 2012, estão vivendo na mais completa miséria. Abandonados pela FUNAI e ONGs que dizem ser seus protetores, a população indígena dessa e da grande maioria das aldeias nativas brasileiras estão morrendo a míngua. Por outro lado o povo brasileiro, que vivem no campo estão se sentido cada vez mais acuados por conta do terrorismo étnico promovido pela militância radical do falso indigenismo, que utiliza o índio apenas como massa de manobra para desestabilizar o setor produtivo nacional e quebrar a unidade racial e cultural dos principais pilares formadores da Nação Brasileira.

As igrejas destruídas são; Quatro evangélicas e uma Católica. Esta ultima foi construída inteiramente com os donativos da comunidade local, a qual, perseguida pelo padre espanhol Pedro Casaldáliga, ex-bispo da Prelazia do Araguaia, nunca tiveram uma missa celebrada por ele e tão pouco o seu apoio para defende-los. Pelo contrario, Casaldáliga, junto com o Conselho Missionário Indigenista, CIMI, foram e ainda são os grandes causadores da tragédia imposta aos produtores e moradores não somente da Suiá-Missu, mas em todo o País. Certamente, esse crime de violação dos direitos humanos, de ofensas moral e religiosa, de destruição de construções e objetos sagrados mais cedo ou mais tarde serão julgados e quando chegar este momento, a FUNAI e toda a sua choldra de apoiadores serão condenados. Caso isto não acontecer com brevidade, a democracia e o estado de direito que rege a nossa República já foram “pro brejo.”

Artigos / Opinião - 29.Mar.14 - http://www.agenciadanoticia.com.br/artigos/exibir.asp?id=10&artigo=FUNAI_comete_crime_derrubando_Igrejas_no_Araguaia_por_Kalixto_Guimaraes






:: quarta-feira, 18 de junho de 2014

Parasitas do capital

Parasitas do capital
Coluna - Rodrigo Constantino

O livro Capital in the Twenty-First Century, do economista francês Thomas Piketty, tem causado verdadeiro alvoroço nos Estados Unidos. É questão de tempo até sua principal proposta virar febre por aqui. Há anos que o PT vem flertando com a ideia.

E qual seria ela? Uma enorme taxação progressiva, chegando a até 80% sobre os mais ricos, além de grande imposto sobre a herança. A tese de que a concentração de renda nunca foi tão grande e que ocorreu perda de mobilidade social, a riqueza sendo basicamente explicada pela posição ao nascimento, cria o arcabouço ideológico perfeito para aqueles que sempre desejaram avançar sobre o patrimônio alheio.

Não há nada novo nisso. Em Manifesto Comunista, de 1848, Marx e Engels colocaram como as três primeiras medidas propostas para a tomada de poder pelos comunistas nos países desenvolvidos: 1) expropriação da propriedade fundiária e utilização da renda resultante para as despesas do Estado; 2) imposto acentuadamente progressivo; 3) supressão do direito de herança.

Historicamente, foi na Alemanha autoritária que os advogados do imposto progressivo derrubaram a resistência e iniciaram sua evolução. Em 1891, a Prúsia introduziu um imposto progressivo chegando a 4% da renda. Foi somente em 1910 e 1913 que a Inglaterra e os Estados Unidos adotaram impostos graduais atingindo o então espetacular montante de 8,25% e 7%, respectivamente. Em 25 anos, no entanto, esses números alcançaram o patamar de até 80%!

Foram os anos do New Deal de Roosevelt, a época mais próxima do fascismo que os Estados Unidos viveram. com ampla intervenção na economia, controle de preços e prisão de pequenos comerciantes por não o acatarem, confisco geral de ouro, tudo isso produzindo um péssimo resultado e postergando a recuperação econômica efetiva por vários anos.

Por que esse tipo de política distributivista não funciona? Roberto Campos resumiu bem a questão: 'Tributar pesadamente, tirando do mais capaz e do mais motivado para dar ao menos capaz ou menos disposto, em geral redunda em punir aqueles, sem corrigir estes'. A riqueza precisa ser criada. Não cai do céu, não é estática. Tampouco é estático o 1% dos mais ricos. O mecanismo de incentivos, portanto, é fundamental. Ninguém trabalha duro para deixar 80% para o Estado.

Mesmo quando a riqueza é fruto de herança, ela só vai permanecer com o herdeiro se ele a investir adequadamente. Se o fizer, estará colocando a própria riqueza para trabalhar e gerar mais riqueza, beneficiando terceiros no processo. Basta pensar no capital investido ou emprestado para novos negócios produtivos. Já se o herdeiro for um playboy gastador ou filantropo, a fortuna logo mudará de mãos. Conhecemos alguns casos.

Há outro problema: na prática, é inviável executar essa redistribuição de renda sonhada pelos igualitários tirando somente daqueles muito ricos. Deixando de lado se seria justo ou não fazer isso, tal medida seria totalmente ineficaz. A classe média acabaria sendo vítima também.

No fundo, quem ganharia seriam os burocratas do Estado, sob um enorme aparato centralizador de arrecadação. Ocorreria uma transferência de riqueza de todos para o governo. Para justificar isso, novas medidas compensatórias seriam adotadas. A consequência seria um enorme avanço do papel estatal na economia, ameaçando as liberdades individuais. Marx sabia disso. Era justamente o que desejava com a taxação acentuadamente progressiva e o confisco da herança.

Curiosamente, a França de Piketty adotou há pouco tempo um imposto de 75% sobre os mais ricos, com os péssimos resultados esperados pelos economistas liberais. Houve debandada de empresários do país, e até o ator Gérard Depardieu, defensor da 'justiça social', decidiu ir embora. Sempre haverá países mais racionais dispostos a atrair os ricos com taxação menos punitiva.

'A verdade, deplorável verdade, é que o gosto pelas funções públicas e o desejo de viver à custa dos impostos não são, entre nós, uma doença particular de um partido: é a grande e permanente enfermidade democrática de nossa sociedade civil e da centralização excessiva de nosso governo; é esse mal secreto que corroeu todos os antigos poderes e corroerá igualmente todos os novos.' Quem escreveu isso foi o francês Alexis de Tocqueville (1805-1859). Profético.

Os verdadeiros parasitas do capital não são os empreendedores nem os herdeiros legítimos, mas sim os burocratas e políticos que vivem para confiscar cada vez mais de quem produz riqueza. E ela precisa ser produzida.

Revista Veja - 05/05/2014





:: segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sem energia

O Brasil super-rico de potencialidade energética tornar-se-á um “sem-energia”?

Posted: 15 Jun 2014 01:30 AM PDT

Manifestação em New York contra Belo Monte. Ambientalismo pode inviabilizar o futuro energético do Brasil
Manifestação em New York contra Belo Monte.
Ambientalismo pode inviabilizar o futuro energético do Brasil
A seca que atinge a região centro-leste do País atraiu a atenção para a eventualidade de apagões e racionamento de energia. Será isso possível?

O Brasil é super-rico em água doce. Nenhum outro país se lhe compara: temos 12% da água doce superficial do planeta!

Além do mais, temos território mais do que suficiente para construir hidroelétricas que garantam o presente e o bem-estar das gerações futuras de brasileiros, nossos descendentes.

Porém, eis que, apesar de todos esses recursos, teme-se seriamente no exterior pela miséria energética em que o País pode cair.

O problema não está na natureza brasileira, escreveu o “Chicago Tribune”, mas na política. E nós acrescentamos: na política que dá asas ao ambientalismo radical, inimigo visceral do progresso e da civilização, em nome de uma utopia anarco-tribalista.

Essa política já está influenciando as perspectivas de investimento internacional e rebaixando a confiança no Brasil.

O “Chicago Tribune” exemplifica com a declaração do governo de que em 2014 serão consumidos R$ 12 bilhões ($5,2 bilhões de dólares) para substituir a energia hidrelétrica, que é barata, por energia mais cara, gerada em plantas de gás natural, carvão e petróleo.

O Brasil é super-rico em água doce:
tem 12% da água doce superficial do planeta!
Confluência dos rios Negro e Solimões na Amazônia
Um efeito dessa despesa seria, segundo o jornal americano, diminuir o crescimento do PIB brasileiro de 1,7% previsto a 1% ou menos. O jornal cita como fonte o banco BTG Pactual SA. Segundo este banco, os altos preços da energia podem estimular o racionamento.

A culpa não é de São Pedro. “A chuva é um fator, mas não é o único”, disse João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia, empresa de consultoria e gestão de energia de São Paulo, citado pelo jornal. “Também é devida a políticas fracassadas e uma má gestão”.

Em 2001-2002, os apagões forçaram os cidadãos a reduzir por volta de 20% o consumo.

Agora a presidente Dilma Rousseff quer evitar um impopular racionamento em ano eleitoral. Também almeja reduzir em 20% as despesas dos lares, impondo reduções de preços aos operadores de hidroelétricas

Mas, observa o “Chicago Tribune”, desde 2002 não foi inaugurada nenhuma nova geradora importante de energia movida a gás, carvão ou petróleo, e por isso o Brasil deve se preparar para ir apagando as luzes.

De projetos como Belo Monte depende a civilização brasileira.
Mas o ambientalismo semeia perigosos obstáculos
E aqui apalpamos o peso da ideologia verde no rebaixamento induzido do Brasil.

Como pode se chegar a essa perspectiva, com todo esse território e toda essa água prestes a fornecer energia abundante e barata?

O jornalista e consultor legislativo do Senado, Omar Abbud, fornece uma detalhada explicação no artigo “Por que o Brasil está correndo risco de racionamento de energia elétrica?”

O autor aponta como uma das causas da próxima falta de energia a construção de usinas hidrelétricas desprovidas de reservatórios, em descumprimento, inclusive, da legislação vigente.

Confesso que caí de costas lendo isso. Pois sempre achei que não existe hidroelétrica sem um lago artificial criado por ela, previsto em função de períodos de seca normais.

Mas os nossos inefáveis ambientalistas já pensaram nisso!

O jornalista denuncia “uma política pública ‘de fato’, que vem sendo posta em prática há anos, em razão das pressões contra as usinas hidrelétricas.
Belo Monte: andamento das obras é continuamente prejudicado
Belo Monte: andamento das obras é continuamente prejudicado
“Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 42 empreendimentos leiloados de 2000 a 2012, que somam 28.834,74 MW de potência, apenas dez constituem usinas com reservatórios.

“Essas dez usinas agregam somente 1.940,6 MW de potência instalada ao sistema elétrico.

“Os outros 32 empreendimentos, num total de 26.894,14 MW, são de usinas a fio d’água, ou seja, sem qualquer capacidade de guardar água para geração de eletricidade nos períodos secos.

“O resultado é que a capacidade de reservação de água para o período seco nas usinas hidrelétricas brasileiras vem caindo em face do aumento da demanda.

Tentáculos da CNBB e ONGs verdes tentam frustrar o porvir das gerações vindouras de brasileiros
Tentáculos da CNBB e ONGs verdes tentam frustrar
o porvir das gerações vindouras de brasileiros
Essa capacidade, que já foi plurianual, no passado, e era de 5,6 meses, em 2012, cairá para cinco meses, em 2016, e para 3,24 meses, em 2022, de acordo com o Plano Decenal do Ministério de Minas e Energia.

“Além de diminuir a segurança energética do País, a construção de usinas sem reservatórios, segundo a técnica recomendável, tem preço alto para o consumidor.

“Os reservatórios não construídos são necessariamente substituídos por térmicas, mais caras e poluentes, visto ser esta a única modalidade de geração em nossa matriz que compensa a falta de geração hidrelétrica de maneira segura.

“As demais – eólica e solar – são apenas complementares, por dependerem da natureza. A geração nuclear, apesar de bastante segura, sofre as restrições conhecidas, inclusive as que servem apenas a fins demagógicos”.

Abbud exemplifica com a usina de Belo Monte, onde se eliminou o reservatório para reduzir a área de alagamento em virtude de exigências ambientalistas.

Movimento Pare Belo Monte. Sabotagens frequentes, matreiricies juridicas e ideologia neocomunista verde
Movimento Pare Belo Monte. Sabotagens frequentes,
matreiricies juridicas e ideologia neocomunista verde
Perdeu-se assim a geração de 5 mil MW médios, produzidos com um custo de R$ 3,37 bilhões/ano, e que gerados por térmicas a gás custariam R$ 15,3 bilhões/ano, praticamente o triplo.

Entre as causas da insegurança energética, Abbud menciona o atraso na construção de novas usinas e linhas de transmissão, provocado por dificuldades de licenciamento ambiental.

“O licenciamento ambiental de longa data dificulta o cumprimento de prazos de obras de hidrelétricas e de linhas de transmissão.

“As usinas termelétricas a combustível fóssil são facilmente licenciadas. Não há pressões, nem campanhas contra essa modalidade de geração, de característica notoriamente poluente.”

Neste ponto aparece a ideologia anticivilizadora “verde”. Um bom ambientalismo só pode ser contrário à poluição. Mas o ambientalismo imperante, não! Ele é contra a energia barata não poluidora!
“Há, atualmente, na Aneel, algo entre seis e sete mil MW de outorgas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) que não podem ser expedidas pela Agência sem a emissão da Licença Ambiental Prévia. PCHs ... demoram, às vezes, nove anos para obter sua Licença de Instalação, como aconteceu com uma PCH de Mato Grosso, que só recentemente foi licenciada”, concluiu Abbud. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo





:: domingo, 15 de junho de 2014

Declaração de guerra

Índios declaram guerra ao Governo brasileiro pela demarcação de terras

El País

As imagens de índios disparando flechas contra policiais durante um protesto em Brasília, centro do poder do país, causou espanto há duas semanas. Os indígenas pretendiam discutir com o Governo os motivos da demora na demarcação de suas terras e, frustrados, abandonaram uma reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pintaram a bandeira brasileira de vermelho e declararam: “Estamos em guerra”.

“Por culpa dele [ministro da Justiça], muitos fazendeiros vão morrer”, afirmou um dos índios, segundo uma reportagem da Folha de S.Paulo.

A revolta surgiu, segundo eles, após a recusa de Cardozo em assinar 11 portarias de áreas que precisam seguir para a homologação da presidenta Dilma Rousseff (PT) para se tornarem oficialmente indígenas. A justificativa, segundo os índios, seria a tentativa de evitar o acirramento de um confronto entre eles e os fazendeiros, que já deixou muitas vítimas no interior do país.

“Diante de um Governo que tem medo de cumprir a lei, a gente decidiu que vai demarcar por conta própria as nossas terras”, conta Lindomar Terena, uma das 18 lideranças indígenas presentes na reunião.

 

Leia mais em Índios declaram guerra ao Governo brasileiro pela demarcação de terras

Leia também Uma tribo cerca entrada de mineradora Vale e 50 funcionários ficam presos

 

        Policiais entram em confronto com índios em Brasília / J. Alves/ Reuters

 

Fonte: Blog do Noblat





:: sábado, 14 de junho de 2014

FUNAI treina milícias de índios

Até onde chegará essa política indigenista?

FUNAI treina milícias de índios de kaingang e guarani

 Vinte índios Kaingang e Guarani, residentes na Reserva Indígena Mangueirinha, no Paraná, participaram do curso de Vigilância e Proteção de Terras Indígenas, realizado pela Funai entre 27 a 29 de maio. A capacitação abordou dispositivos legais de proteção de terras indígenas, principais ameaças, ações e estratégias de vigilância.


O curso faz parte do Programa de Capacitação em Proteção Territorial da Funai, por meio da Coordenação Geral de Monitoramento Territorial – CGMT. Segundo o cacique Milton Kaingang, 'a atividade foi muito importante para discutir nossos direitos e a situação atual da nossa terra. Espero que as novas gerações também saibam a luta que foi para demarcar isto aqui e a necessidade de cuidar da terra'.

Com ajuda da Funai os índios mapearam vulnerabilidades da Reserva Indígena Mangueirinha e elaboraram um Projeto de Vigilância. Os indígenas demonstraram bastante disposição em atuar na proteção de suas terras e já iniciaram as ações práticas,percorrendo a parte norte da reserva verificando seus limites.

No ano passado, dentro do mesmo Programa de Capacitação em Proteção Territorial, os indígenas já haviam participado do curso de Cartografia Básica e Uso de GPS, ferramentas que dão suporte às atividades de vigilância indígena.

http://www.questaoindigena.org/2014/06/funai-treina-milicias-de-indios-de.html

 





:: terça-feira, 10 de junho de 2014

Má fé de certo ambientalismo

Desconhecimento ou má-fé?

Sen. Kátia Abreu (PSD-TO)


 No começo desta semana, em seminário promovido pela Folha, tive a oportunidade de ouvir, ao vivo, um dirigente de uma ONG ambiental que foi o segundo na hierarquia do Ministério do Meio Ambiente quando Marina Silva era ministra do governo Lula. Ele expôs sua visão – que é também a de seu grupo de fiéis – sobre os males do agronegócio para o nosso país.

Embora todas as pessoas livres para pensar reconheçam que o agronegócio é o maior feito da nossa economia nos últimos 50 anos, experimentei, por alguns segundos, a sensação de que a moderna agropecuária brasileira foi um erro.

Felizmente, essa sensação durou pouco. Quando ele passou a desenvolver seus argumentos, percebi logo o tamanho de seus equívocos e, mais uma vez, perguntei-me, sem ainda encontrar a resposta, por que essas pessoas nos repudiam tanto.

Da longa lista de acusações, só tenho espaço para contradizer algumas. A primeira delas é que a agricultura brasileira é a maior consumidora de agroquímicos do mundo. Dito assim, parece grave. Mas vamos aos fatos.

O Brasil é o terceiro maior produtor agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Mas ocorre que a agricultura americana e grande parte da chinesa situam-se nas latitudes temperadas, e a nossa é a maior agricultura tropical do planeta.

Qualquer leigo percebe que, nos trópicos, o calor, a umidade e a menor diferenciação das estações são muito mais propícias aos insetos e aos diversos agentes patogênicos do que as zonas temperadas.

Assim, se quisermos produzir aqui, temos que conviver com pragas e doenças, combatendo-as com os agentes criados pela tecnologia e certificados pelos órgãos sanitários do mundo e do Brasil.

O caminho mais eficiente para a redução do uso de defensivos químicos é a utilização de sementes geneticamente modificadas que repelem os agentes patogênicos e dispensam os agroquímicos.

Mas o avanço da transgenia entre nós quase foi paralisado na gestão desse dirigente no Ministério do Meio Ambiente. Para ele, o único caminho parece ser não produzir e importar da Europa, matriz dessa espécie de ambientalismo.

A acusação seguinte é a de que a produção rural brasileira é responsável por 62% das emissões dos gases de efeito estufa em nosso país. (Lembrete: Segundo cientistas sérios, o CO2 não é poluição e nem causa aquecimento, mas é o gás da vida)

Se isso fosse verdade, a solução seria simples. Bastaria reconverter os campos de milho, soja, arroz e feijão, bem como as pastagens, novamente em cerrado ou mato. E, mais uma vez, importar alimentos do resto do mundo. Era o que fazíamos nas décadas de 1940 a 1970, e a experiência não foi boa.

Quanto às verdadeiras emissões, as provenientes do uso dominante de combustíveis fósseis em nossa matriz energética, nenhuma palavra. Todos os males vêm do agronegócio. Mas não é o que pensa o mundo atualmente.

O sumário para formulação de políticas públicas do IPCC –o painel científico intergovernamental da ONU sobre mudanças climáticas – diz com todas as letras que, no caminho para mitigação de longo prazo do aquecimento do clima, a alternativa mais eficaz é a descarbonização da energia ou a redução da intensidade de carbono em cada megawatt-hora gerado.

O relatório dos cientistas esclarece que 80% das emissões de gases-estufa provêm da produção de energia, tornando claro que as emissões derivadas da agricultura e da pecuária não têm relevância objetiva. E é nessa direção que vão caminhar os governos, inclusive o brasileiro.

Eu poderia me estender longamente, mas o espaço é breve. Para essas pessoas, tudo o que fazemos está errado. Dizem que usamos fertilizantes demais, esquecendo-se de que, se não adubamos nossos solos pobres do cerrado, não vamos produzir quase nada.

Usamos água demais, quando quase toda a nossa produção usa apenas a água das chuvas, pois apenas 8% da produção brasileira é irrigada com sistemas artificiais.

Isso tudo pode parecer uma mera discussão política. Mas é mais do que isso porque, durante um certo tempo, essas pessoas estiveram no poder. E provocaram todas as formas de insegurança jurídica e prejuízos à imagem da agropecuária brasileira.

Folha de S. Paulo - 07/06/2014





:: segunda-feira, 9 de junho de 2014

Cientista realista

Famoso cientista sueco abandona crença no aquecimento global

Posted:08 Jun 2014 01:30 AM PDT

O meteorologista sueco Lennart Bengtsson

O meteorologista sueco Lennart Bengtssonfoi sempre um ‘cabeça fria’ no debate quente sobre o ‘aquecimento global’, observou Axel Bojanowski, colunista da revista ‘Der Spiegel’ especializado em questões ambientais.

Por isso causou arrepio nos ambientes científicos quando ele aderiu ao ‘tanque de pensamento’ britânico Global Warming Policy Foundation (GWPF), do líder conservador Lord Nigel Lawson, empenhado em refutar os exageros aquecimentistas.

Lennart Bengtsson foi diretor do Max Planck Institutefor Meteorology de Hamburgo, um dos centros de pesquisa climática mais respeitados no mundo e mais engajado na suposição do ‘aquecimento global gerado pelo homem’.

Agora professor na Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, Bengtsson já ganhou muitos prêmios prestigiosos, como o Prêmio Alemão Ambientalista, outorgado pela German Federal Environmental Foundation (DBU).

Uma mudança de 180º numa inteligência tão ponderada como a de Bengtsson faz pensar duas vezes.

Entrevistado pelo ‘Der Spiegel online internacional’, ele explicou por que abandonou seu antigo posicionamento e passou direto para um dos institutos decientistas objetivos mais ‘demonizados’.

Eis alguns trechos de suaentrevista:

SPIEGELONLINE: Por que o Sr. escolheu a Global Warming Policy Foundation, conhecida como cética face às mudanças climáticas?

BENGTSSON: Nós temos que explorar vias realistas para resolver os desafios dos problemas energéticos do mundo e as questões ambientais correlatas.

SPIEGELONLINE: O Sr. virou um cético do clima?

BENGTSSON: Eu sempre fui cético e acredito que no fundo a maioria dos cientistas também é.

SPIEGEL ONLINE: Mas o Sr. não era alarmista há 20 anos? O Sr. estava errado?

BENGTSSON: Eu não mudei no essencial. Eu nunca me considerei um alarmista, mas um cientista crítico. Eu consagrei a maioria de minha carreira ao desenvolvimento de modelos de predição do clima.

Mas é essencial validar os resultados do modelo, especialmente quando agente trata com sistemas complexos como o clima. É essencial que isso seja bem feito para que as predições sejam críveis.

SPIEGEL ONLINE: O Sr. acha que algo deve ser feito nesse sentido?

Não intimidado pelo clima. Para Bengtsson acreditar
que nós podemos resolver os problemas futuros do clima não faz sentido
BENGTSSON: É frustrante que a ciência do clima não tenha sido capaz de validar corretamente suas simulações. Desde o fim do século XX, o aquecimento da Terra foi muito mais fraco do que os modelos apontavam.

SPIEGEL ONLINE: Mas o relatório do IPCC discute esses problemas com pormenor.

BENGTSSON: Sim, o relatório faz isso, mas não de um modo suficientemente crítico, segundo meu ponto de vista. Ele não considera a larga defasagem entre os resultados da observação e das simulações dos modelos.

Eu não aprecio a necessidade do consenso. É importante, e eu diria essencial, que a sociedade e a comunidade política percebam que há áreas onde o consenso não existe.

Visar um modo simplista de ação numa área complexa e incompletamente compreendida como o é o sistema do clima, não faz sentido algum,
na minha opinião.

SPIEGEL ONLINE: No passado, o Sr. queixou-se da forte politização na pesquisa do clima. Por que agora o Sr. aderiu a uma organização de natureza política?

BENGTSSON: Ao longo de minha vida, eu sempre fiquei fascinado com a predictibilidade e frustrado com nossa incapacidade de predizer.

Eu não acredito que faça sentido nossa geração acreditar ou pretender que nós podemos resolver os problemas do futuro,uma vez que não entendemos o que serão esses problemas.

Imagine que o Sr. está num dia do mês de maio de 1914 e tenta produzir um plano de ação para os próximos 100 anos! Dificilmente fará qualquer coisa que tenha sentido.


SPIEGEL ONLINE: O Sr.acha que temos de continuar como estamos porque as previsões são complicadas?

BENGTSSON: Não. Eu acho que a melhor e talvez a única política apropriada para o futuro é preparar a sociedade. Temos que adotar a nova ciência e as novas tecnologias de um modo mais positivo do que está sendo feito agora na Europa.

Isso inclui, por exemplo, a energia nuclear e a obtenção de alimentos geneticamente modificados
para produzir o que o mundo precisa com urgência. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.





:: domingo, 8 de junho de 2014

MST continua investindo contra a propriedade alheia

Apre sai em defesa da Araupel contra invasões do MST

A empresa já sofreu três invasões, que

 resultaram numa perda de 50 mil hectares 

para a Reforma Agrária

Por: Painel Florestal - Assessoria

Após ter passado por três grandes invasões pelo MST, resultando em desapropriações para a Reforma Agrária que somaram mais de 50 mil hectares, mais uma vez a empresa enfrenta o fato, que pode comprometer, sobremaneira, o desenvolvimento da região e a preservação de uma área de 18 mil hectares de mata nativa conservada pela empresa, já que dos 33 mil hectares, somente 15 mil possuem floresta plantada.
A atual invasão pode significar um prejuízo para os cidadãos da região, já que a Araupel emprega diretamente 1.050 pessoas e gera aproximadamente outros 1.000 empregos indiretos. 
Foram quase R$ 31 milhões injetados na economia do município de Quedas do Iguaçu somente em salários, além dos investimentos constantes na planta fabril e da cadeia de fornecedores que movimenta na localidade.
Além de a entidade defender a livre iniciativa e o direito à propriedade, a associação apoia o trabalho de extrema relevância econômica, social e ambiental desenvolvido há 42 anos por esta empresa 100% nacional e uma das maiores dos setores de floresta plantada e beneficiamento de produtos de madeira.
A Apre, em nome de todos os seus associados, espera que os poderes públicos, responsáveis por manter a ordem e a lei, estejam conscientes da importância da iniciativa privada para o desenvolvimento deste país e do Estado do Paraná.




:: domingo, 8 de junho de 2014

A tropa de elite das exportações

Agronegócio não para de conquistar espaço


A tropa de elite das exportações avança lá fora
Érica Polo




























Armazém de grãos em Santos: o agronegócio brasileiro exportou 100 bilhões de dólares em 2013 

O ano de 2013 não foi dos melhores para o comércio exterior brasileiro. As exportações somaram 242 bilhões de dólares, com queda de 0,2% em relação ao ano anterior, e o país fechou a balança comercial (diferença entre exportações e importações) com saldo de 2,6 bilhões de dólares, o superávit mais baixo desde 2000. 

Esse grupo de empresas representa apenas 1% das companhias brasileiras que rea­lizaram negócios com o exterior no ano passado, mas foi responsável por 54% das exportações do país. 

Os números da tropa de elite dos exportadores brasileiros poderiam ter sido melhores se não fosse o desempenho ruim da Petrobras. Com a queda na produção de petróleo, a estatal reduziu as vendas externas 27% no ano passado e se distanciou da mineradora Vale, a maior exportadora do país. 

Um destaque positivo foi o avanço das receitas das empresas de agronegócio, as principais responsáveis pelo superávit na balança comercial brasileira. Juntas, elas exportaram 100 bilhões de dólares, ou 41% do total obtido pelo país em 2013. A demanda chinesa, mais uma vez, foi o grande impulso. 

Os preços de produtos agrícolas, como a soja, oscilaram ao longo do ano, mas proporcionaram bons ganhos. “Apesar do recuo da cotação média na bolsa de Chicago, conseguimos aproveitar as janelas de oportunidade para fechar negócios a preços melhores”, diz Martus Tavares, vice-presidente de assuntos corporativos da Bunge Brasil, uma das maiores companhias do agronegócio. As exportações da Bunge cresceram 20%. 

Conquistar clientes lá fora é um trabalho de formiguinha para quem ainda está organizando a estrutura de vendas no exterior. Esse tem sido o maior desafio da mato-grossense Amaggi, que abriu o primeiro escritório na Europa em 2008, na Holanda. No ano seguinte, instalou um posto na Noruega e, em 2013, na Suíça. 

“Estamos formando uma equipe de profissionais familiarizados com a cultura dos mercados que queremos atingir”, diz Judiney Carvalho, diretor-geral da Amaggi Commodities, o braço comercial do grupo. O trabalho tem surtido efeito. 

Em cinco anos, a empresa avançou do 30º para o 11º lugar no ranking das maiores exportadoras. No ano passado, sua receita com exportações foi de 2,9 bilhões de dólares, 38% mais do que no ano anterior. “Até 2015, teremos um escritório na Ásia”, afirma Carvalho. 

Para o analista Bruno Lavieri, da consultoria Tendências, além de tudo, o esforço do governo para criar “campeãs nacionais” nos últimos anos deu um fôlego extra para algumas empresas ampliarem as exportações. “Houve muita concessão de crédito subsidiado”, diz Lavieri, sem citar nomes. 

Entre as que tiraram bom proveito dos empréstimos oficiais está a JBS. As vendas externas do frigorífico, oitavo maior exportador do país, cresceram 36%. O agronegócio brasileiro não para de conquistar espaço no exterior.

Valor, 7 de junho de 2014





:: domingo, 8 de junho de 2014

Ditadura antropológica

E jovem dissidente (inteligente)


Edward Luz é a contramão da antropologia atual sobre indígenas no Brasil.


Em recente passagem pela Capital, o antropólogo veio ao estado a convite da Comissão de Assuntos Agrários da OAB-MS para apresentar suas reflexões sobre a questão indígena no âmbito dos conflitos rurais, tão urgentes em Mato Grosso do Sul


Edward Luz é 'persona non grata' da antropologia tradicional brasileira. Foto: Deivid Correia


Após um ano do episódio conflituoso de reintegração de posse da fazenda Buriti, em Sidrolândia, o impasse entre produtores rurais e indígenas tornou-se uma novela diante da incapacidade do Governo federal em lidar com a questão de forma igualitária para ambas as partes. 

De um lado, comunidades indígenas reivindicam o direito a terras ancestrais por meio da Funai. De outro, estão os produtores que veem suas terras invadidas e alegam que o processo atropelado trava o desenvolvimento do agronegócio na região, além de não receberem indenizações à altura do valor de seus investimentos.

No meio da disputa, estão os antropólogos que periciam e produzem laudos a despeito das demarcações dessas terras. Edward Luz, formado pela Universidade de Brasília, é atualmente a contramão das correntes que defendem a apropriação, superficialmente fundamentada, de terras por indígenas. 

Perseguido dentro do seu próprio campo de atuação, Luz oferece uma visão da engenharia social dessas comunidades sob novo ângulo e defende que interesses políticos e até internacionais estão por trás dessas ocupações. Veja a primeira parte da entrevista:

TopMídia News - Na visão antropológica da situação, a grande questão é como uma pessoa ou grupo pode se autodeclarar indígena diante de tanta miscigenação desde os longínquos anos de 1500? Ou seja, como e o que legitima a pessoa a ser indígena?

Edward Luz - A pergunta é simples, mas a resposta é complexa. Trata-se de um fenômeno que é a construção da identidade pessoal ou coletiva, é um fenômeno psicossocial - identidade é algo que você constrói para si mesmo, mas precisa do respaldo da sociedade que vai confirmar essa identidade.

Vamos falar do meu caso. Mantoanelli é meu sobrenome do meio, ou seja, sou descendente de italianos. O governo italiano juntamente com o brasileiro estabeleceu um pacto de reconhecimento da identidade italiana até a terceira geração, ou seja, se o meu avô tivesse nascido na Itália, eu teria a cidadania do país com todos os direitos que lhe apregoa.

Ora, se todas as pessoas que tenham sobrenome italiano podem requerer a cidadania, será que eu consigo alguma coisa nesse esquema? É possível entender que há benefícios em você ter o reconhecimento de outra nacionalidade. É aí que começa a complexidade da resposta. Você tem uma identidade psicossocial construída, mas também tem estímulos  - positivos ou negativos.

Em 1939, na época da Alemanha Nazista, se você fosse judeu, correria um sério risco de ser preso e enviado a campos de concentração e sofrer, obviamente, algum tipo de discriminação. Portanto, muitas pessoas deixavam de lado a identidade judia ou a escondiam de certa forma.



Para Edward Luz, a afirmação de uma identidade depende das vantagens e desvantagens de se fazê-lo. Campo de concentração judeu durante a Alemanha Nazista (Auschwitz - 1945). Foto: Alliance

A construção da identidade, portanto, varia de acordo com estímulos ou interesses - ou você foge da pena ou vai atrás do benefício. Essa é a hora em que tudo fica mais complicado. A meu ver, essa circunstância começa numa boa vontade.

A sociedade brasileira também é formada por indígenas. O Brasil ainda têm sociedades indígenas, como os ianomâmis, xavantes e outros grupos da Amazônia brasileira. No total, são 215, mas pelo menos 15 milhões de brasileiros ou até mais, sobretudo no Norte, no Nordeste e até aqui no Centro-Oeste fazem parte de uma população miscigenada. 

Essa população poderia construir para si uma identidade de mestiço, mas não o faz por quê? Há algum benefício em se dizer mestiço? Alguém ganha algum centavo? Mas e quando se autodeclara indígena? A situação muda bastante.

TopMídia News - Na prática, há vantagens em ser indígena no Brasil?

Edward Luz - O estado brasileiro concedeu alguns benefícios e reconheceu alguns direitos diferenciados, como à terra, educação especial e assistência exclusiva. Só que o caboco, que aqui é chamado de bugre, mas no Amazonas é conhecido por caboco -  que vem da palavra tupi kaabok (aquele que mora na mata) - é fruto da miscigenação, ele sabe que é miscigenado e não existe benefício especial a ele. Mas quando a pessoa se diz indígena, ela tem uma série de benefícios que despertam interesse.

Por isso diversas organizações, como ONGs nacionais e internacionais, existem para promover essa luta a fim de conseguir o reconhecimento do miscigenado como indígena e se aproveitam da situação. O próprio indivíduo muitas vezes descobre tais vantagens por si só. Para se ter uma ideia, já me perguntaram como é que faz para se tornar índio.

TopMídia News - Na esfera social, qual é a descrição correta da identidade indígena?

Edward Luz - Acompanhe o raciocínio: índio é um indivíduo que se reconhece e é reconhecido por uma comunidade que também se reconhece como indígena e que é reconhecida pela sociedade nacional não sendo uma comunidade indígena.

Vamos supor que eu queira dizer que sou zulu - uma comunidade africana. Os zulus vão olhar para mim e dizer “olha Edward, você não possui os pré-requisitos para ser considerado zulu. Além do mais, você não fala a língua zulu e não tem nenhum elemento da cultura zulu”. Então, a própria comunidade vai me dizer: você não é zulu.

Esse fato aconteceu recentemente no Brasil. Um grupo que se dizia pataxó - composto por afrodescendentes misturados com brancos e orientais - queria ser dizer parte da etnia e a própria comunidade disse que não se tratava de pataxó. Inventaram uma nova designação e recriaram um grupo tupinambá [dados como extintos desde o século XVII, mas tiveram o seu reconhecimento oficial pelo FUNAI, em maio de 2002] que foi aceito pelo Estado e não pela sociedade.

Nesse caso, o Estado contratou uma antropóloga portuguesa que fez estudos e diversas teses durante três anos para fundamentar uma demanda política que é o reconhecimento desse grupo como se fosse indígena, mas não é. 

Com qual autoridade eu digo isso? Digo isso porque eu avaliei o corpo social do grupo, pois parentes de primeiro, segundo e terceiro grau daqueles que se autodeclararam pataxó não reconheceram essa identidade. No caso, primos, tios e avós não eram e pataxós e como a pessoa então pode dizer que faz parte dessa comunidade no momento?

Eu luto para que o Estado Brasileiro reconheça o direito da sociedade envolvente naquela região e não o abusivo daqueles que querem se dizer indígenas não sendo.


TopMídia News - O Sr. diz que muitos desses laudos antropológicos se tratam de factoides?

Edward Luz - Exatamente e eu não os aceito, pois isso, a meu ver, é uma tentativa de manipulação da identidade étnica com vistas à obtenção de benefícios exclusivos de populações indígenas e isso perverte o processo e os direitos tradicionais que a sociedade reconheceu.






Conflito após reintegração de posse da fazenda Buriti em Sidrolândia completa um ano. Foto: Deivid Correia

O povo brasileiro já se posicionou e decidiu que não quer que o índio seja mais explorado. Queremos que ele se desenvolva e encontre seu próprio caminho para esse desenvolvimento.

Mas tem gente pegando carona no processo. Se achar indígena não é critério suficiente, ser reconhecido por uma comunidade que não é reconhecida por ser indígena também não é suficiente. Não dá para chegar e inventar nomes e criar aldeias - não adianta, se a minha comunidade ao redor não nos reconhece.

TopMídia News - O Sr. apresenta grande divergência de opinião da antropologia do mainstream (corrente atual mais forte). A que se deve isso?

Edward Luz - Sim e explico a razão disso. A crítica que estou fazendo agora bate de frente com a antropologia tradicional, pois está muito pautada e se fiando no valor do lado antropológico. Se o cara se diz indígena e os familiares dizem que ele é indígena, o antropólogo vem e assina o laudo - é indígena e fim de discussão.

A meu ver não, é preciso a chancela da comunidade indígena e da sociedade ao redor. Não a da sociedade distante, como acontece com os defensores do Rio de Janeiro e de São Paulo. 

Tem uma regra muito interessante sobre os indígenas no Brasil: quanto mais próxima a sociedade regional vive do indígena, maior é o sentimento de distanciamento daquela comunidade, ou seja, quanto mais distante é sociedade não indígena da indígena, maior é o amor, o interesse e o carinho. 

O carioca mesmo, defende de modo ferrenho, mas nunca morou com índios. Eu morei durante três anos e meio numa comunidade indígena e sei que é muito difícil, pois eu tentei ajudar cotidianamente e via alguns índios bebendo e caindo na praça todos os dias.

Contudo, há de se tomar um cuidado muito grande diante dessa questão, pois nem todo índio é alcoólatra e muitos querem se desenvolver dentro da sua comunidade, mas de fato existe uma grande armação política com respaldo da antropologia tradicional ou para fazer adquirir mais terras ou fazer um movimento político ganhar força indevidamente. Enquanto isso, o índio vive em condições complicadas à espera pelas terras prometidas.





:: terça-feira, 3 de junho de 2014

Populares começam a perder a paciência....

Indigenóide suspeito de envolvimento em assassinato de agricultor é

espancado por populares na Bahia



Josivaldo de Jesus Souza foi espancado por populares na manhã da ultima sexta-feira (30), em um ponto de ônibus da cidade de Buerarema, no sul da Bahia. Pessoas acusaram Josivaldo de participação no assassinato do agricultor Juraci Santana, que lutava contra a demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença.

Segundo informações da delegacia do município, Josivaldo descia de um ônibus quando foi abordado e agredido pelas pessoas por volta de 10h30 da manhã de sexta. A polícia chegou a tempo de evitar o linchamento. Depois de receber atendimento médico, o índio foi encaminhado à Delegacia de Ilhéus e liberado após prestar depoimento.

O conflito entre agricultores e índios na região da Serra do Padeiro se intensificou depois que os índios organizaram milícias e começaram a invadir propriedades e expulsar os produtores rurais como forma de forçar o Governo a demarcar a terra. 

Em fevereiro agricultor Juraci Santana foi assassinado. Juraci era assentado da reforma agrária e liderava a resistência contra a demarcação uma vez que o assentamento onde morava havia sido incluído pela Funai na área demarcada.

Depois do assassinato de Juraci, moradores de Buerarema realizaram um protesto que durou cerca de 10 horas na BR-101. Os manifestantes destruíram parte da pista que corta a cidade e ameaçaram explodir uma ponte com dinamites. 

A Funai e os índios exigem uma área de 47,3 mil hectares na região ocupado por centenas de agricultores. A área foi delimitada pela Funai em 2009. 

Desde então, os índios cobram que o Ministério da Justiça expeça a portaria declaratória, reconhecendo-a como território tradicional indígena. Feito isso, ainda será preciso aguardar que a Presidência da República homologue a área e expulse os agricultores.

Mais de cem propriedades já foram invadidas pelos índios em Buerarema, Una, São José da Vitória, e Ilhéus. O movimento de invasão de propriedade é confirmado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Eis que a antropologia está logrando inventar uma guerra étnica no Brasil.





:: terça-feira, 3 de junho de 2014

O mundo está esfriando...

Homem não controla o clima, diz professor


Esqueça tudo o que falaram sobre efeito estufa e aquecimento global, para o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e pesquisador do Inpe, Luis Carlos Baldicero Molion, nada disso existe.

'Não existem mudanças climáticas atualmente, o homem não controla, absolutamente o clima global. Na verdade, vai haver um ligeiro esfriamento global nos próximos 15 anos', declarou Molion na manhã desta terça-feira (3), no segundo e último dia do Fórum de Sustentabilidade, promovido pela Folha.

Polêmico, o professor prega que os modelos climáticos usados pela maioria dos ambientalistas e climatologistas estão errados. Com isso, todas as projeções de aumento de temperatura 'são fictícias', segundo Molion.

O professor usa o exemplo do gás carbônico, cuja emissão é criticada pela maioria dos ambientalistas. De acordo com Molion, o mundo natural – plantas, animais, o mar – jogam, por ano, 200 bilhões de toneladas de CO2 no ar; a ação humana, no entanto, é responsável por 'apenas 7 bilhões' de toneladas.

'O gás carbônico não controla o clima global, não faz sentido essa discussão toda em cima da emissão de gás carbônico. Ele não é um vilão, não é tóxico, é o gás da vida. Se acabasse o gás carbônico, acabariam as plantas', fala Molion.

O professor mostrou que, apesar da emissão do gás ter aumentado, a temperatura tem se mantido nos continentes. Segundo dados de satélite, a temperatura dos trópicos tem oscilado entre 1,5 grau positivo e 1,5 negativo desde 1979; os números desta medição mostram, inclusive, que desde 2007 a temperatura média dos trópicos vem caindo, mesmo com o aumento da emissão dos gases.

Molion vai ainda mais além desta tese. 'Quanto mais CO2 na atmosfera melhor. Alguns estudos mostram que se dobrar o gás carbônico, as plantas aumentarão de produtividade. Reduzir as emissões é gerar menos energia elétrica é aumentar miséria e desigualdade no planeta', diz o professor.

Para ele, o efeito estufa não existe e 'é uma forma de neocolonialismo' dos países mais ricos, uma vez que há uma pressão para que os países em desenvolvimento diminuam a emissão do CO2. 'O efeito estufa nunca foi provado cientificamente. 

O protocolo de Kyoto indica que os países precisam reduzir 5,8% das emissões de gases, o que significa 0,3 bilhão de toneladas, um número pequeno demais'.

TERRA FRIA

Na contramão da opinião científica, o professor afirma que o planeta está esfriando e não esquentando. Segundo Molion, a Terra já passou por quatro períodos quentes, alternados com outros mais frios. 'O mundo está resfriando, o sol tem ciclo de 100 anos, ele já está 'no mínimo' desde 2008, o que leva os oceanos a esfriar.'

Dados apresentados pelo professor indicam que a temperatura do Pacífico oscila entre quente e fria e, desde 2010, passa por um esfriamento. Para ele, os cientistas não conseguem observar tais dados pois falta a eles modelos corretos de análise dos mares.

'A lua influencia as correntes marinhas, as placas tectônicas também, os modelos não levam isso em conta. Medir a maré é quase impossível'.

Molion afirma que esse 'esfriamento global' já aconteceu no século 20, entre 1943 e 1978, quando a temperatura do Pacífico esfriou como ele vê acontecendo agora. 'Foi uma época ruim para São Paulo, as chuvas no Estado, e também onde fica o sistema Cantareira, foram reduzidas.' 

Os números, no entanto, não batem com outros dados mostrados por Molion nesta mesma apresentação, quando mostrou que, entre 1941 e 1950, década que teve 78 'tempestades severas' notadas em São Paulo.

'Catástrofes sempre existiram, esteja o clima quente ou frio', sentencia. 'O clima varia por causas naturais. Afinal, se soubéssemos com certeza para onde o clima vai, para que existem os climatologistas?', brinca Molion. Para ele, a teoria do aquecimento global já é tão enraizada entre os cientistas que é bem difícil um pesquisador procurar algo diferente.

De fato, Molion tem posições extremamente diferentes da comunidade científica. Segundo o professor, o degelo do Ártico e do Antártico 'não está acontecendo'. O Ártico, mostra Molion a partir de dados de satélite, tem uma variação na cobertura de gelo desde 1979. 

'Desde 1979 o gelo começou a cair, em 1995 atingiu o mínimo, se recuperou um pouco, em 2007 voltou a cair, mas atingiu a sua mínima em 2012. Os dados mostram que o gelo já está voltando a subir desde então'.

Na Antártica a situação é mais otimista. De 1979 para cá, o gelo só tem aumentado. 'A Antártica vem ganhando 60 bilhões de toneladas de massas de gelo por ano'. Assim, a maré não está aumentando.


Mesmo com posições díspares do discurso ambientalista estabelecido, Molion não se diz contra a preservação do ambiente. 'Não é porque acho que o homem não impacta na temperatura da terra que eu não defenda a conservação ambiental. Eu defendo a conservação, porque é de extrema importância para a humanidade.' 

Portal Folha de São Paulo





:: sábado, 31 de maio de 2014

Índios: "Morte aos produtores rurais!"

 O Brasil vai morrendo aos poucos...

Terminou tensa a reunião dos indigenistas com o ministro da Justiça, José Cardozo, no início de noite de ontem. 

Os índios deixaram o Ministério da Justiça declarando 'guerra' ao ministro e morte aos produtores rurais que atrapalham as demarcações de terras indígenas. 

Os índios que fizeram baderna em Brasília dias atrás exigiam a demarcação de 47 terras indígenas que cobrem uma área de 3,2 milhões de hectares, maior do que o Estado de Alagoas, boa parte ocupada por pequenos agricultores.

O ministro disse aos caciques que assinar portarias de demarcação pode acirrar o conflito ao contrário do que dizem os indigenistas. 'Foi uma portaria declaratória que matou Oziel Terena', disse Cardozo se referindo ao índio morto pela Polícia Federal ao resistir a uma reintegração de posse no Mato Grosso do Sul. 

Os índios haviam invadido a propriedade depois da assinatura da portaria declaratória.

O cacique Uilton Tuxá, um dos 18 integrantes da comissão que esteve com o ministro, afirmou que foi a 'pior' reunião com o governo federal da qual eles já participaram. 'Ele [Cardozo] disse que não vai assinar nada. Eu nunca esperei que um governo do PT pudesse agir com tanta arbitrariedade', completou o Tuxá.

Blog: É preciso dizer para o Tuxá que o PT está mansinho em razão das eleições...

'Muitos fazendeiros vão morrer', disse um dos indígenas que participou da manifestação. Os índios deixaram o ministério declarando 'guerra' ao governo e aos produtores rurais.

Entre as terras indígenas exigidas pelo grupo estão ampliações de áreas como a Manoki-Irantxé e Kanela Memortunré. A ampliação é vedada pelo STF e advogados da União não podem atuar nesses processos por força da Portaria 303 da Advocacia Geral da União.

Os índios também exigem a demarcação da Babaulândia, a chamada Terra Indígena Tupinambá de Olivença, do cacique Babau, cujo laudo demarcatório tem graves denúncias de fraude.

Blog: Babau foi cacique escolhido pela CNBB para visitar Francisco I...

Outra área exigida pelos índios é a terra Votouro-Kandoia, motivo do assassinato recente de dois pequenos agricultores familiares no Rio Grande do Sul.


Após o encontro, o ministro divulgou uma nota oficial na qual afirma que a pasta está empenhada em encontrar soluções para as questões apresentadas por meio da mediação.
Fonte: Blog Questão indígena.




:: sábado, 31 de maio de 2014

Agropecuária ainda segura o PIB ...

Apesar da perseguição!

Fonte: OESP




:: sábado, 31 de maio de 2014

Os peles-verdes, os peles-vermelhas e os caras de pau....



Por Reinaldo Azevedo

Pois é, pois é… José Eduardo Cardozo recebeu as lideranças indígenas um dia depois de um policial militar ter sido ferido por uma flechada num dos infindáveis protestos dos silvícolas que tomam conta da Esplanada dos Ministérios.
Pois é… Daqui a pouco, nesse processo regressivo que toma conta do Brasil, sob o comando da presidente Dilma Rousseff, os caetés ainda pedirão um novo bispo para deglutir, reavivando o sabor da carne certamente já tenra do bispo Sardinha.
Não lhe bastou um naufrágio na costa de Alagoas em 1556, ainda teve de topar com 'os verdadeiros donos do Brasil' cheios de fome… Desta feita, sugiro Gilberto Carvalho com batatas coradas.
Sim, senhores! Cardozo, aquele que garantiu que o Brasil é um país seguro para os estrangeiros - os 56 mil brasileiros assassinados em 2012 que se danem! - seguiu o padrão deste governo: bata, faça escarcéu, arranque sangue, mande a lei às favas e seja recebido pelo governo, com o tapete vermelho estendido.
O ministro recebeu uma comissão de 18 indígenas, entre eles, informa a Folha, o cacique Uilton Tuxá, da Bahia, que classificou o encontro como 'o pior' de que já participou. 'Ele [Cardozo] disse que não vai assinar nada. Que vai insistir na tentativa de construir mesas de diálogo'.
Um dos silvícolas ameaçou: 'Por culpa dele, muitos fazendeiros vão morrer'. Índios amarrados ao mastro da bandeira se soltaram e tingiram 'o símbolo augusto da paz' de vermelho, o que significa, no simbolismo dos povos primitivos da floresta, uma 'declaração de guerra'. Então vou de outro índio: 'Ai, que preguiça!'.
Números
Querem números? Eu dou. Há 359 territórios indígenas completamente definidos no país, e outros 45 já foram homologados pela Presidência.
Estão em discussão mais 212 áreas. Paramos por aí? Não! Há mais 339 pedidos de demarcação. Veja bem, leitor amigo: aquelas 359 áreas já resolvidas correspondem a 13% do território brasileiro.
Caso se façam todas as vontades, a elas se acrescentariam, por enquanto, outras… 596!!! Depois falta resolver o problema dos quilombolas… 
De novo: o Brasil já destina hoje aos pouco mais de 500 mil índios que moram em reservas (de um total de pouco mais de 800 mil) uma área correspondente a 26,6 Holandas, 11 Portugais ou duas Franças. 
O governo do PT reencruou a questão indígena, especialmente na gestão Dilma Rousseff. O encarregado da área é Gilberto Carvalho, o secretário-geral da Presidência. Seu braço-direito é um tal Paulo Maldos.
Eles é que incendeiam as aldeias com a sua 'política'. Esses dois respondem pela destruição de uma vila chamada Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso. A turma de Carvalho e Maldos destruiu um povoado de quatro mil pessoas.
É que ficou decidido que ela estava no meio da reserva Suaiá-Missú, dos xavantes. Nada ficou de pé. Nem a escola. Só restou uma igrejinha em meio a escombros. Se vocês querem saber do que é capaz a política humanista de Carvalho, vejam este filme.
 Refaço o convite
Refaço um convite que já fiz aqui há quase um ano, no dia 1º de junho de 2013, relembrando, antes, mais um número. 
Descontadas as áreas de preservação permanente - sim, também será preciso contemplar a fúria demarcatória dos ambientalistas -, toda a pecuária e toda a agricultura brasileira são produzidas em 27,5% do território brasileiro - pouco mais do dobro do que se destina hoje às reservas indígenas, onde não se produz um pé de mandioca.
Quem frequenta praias do Litoral Norte, em São Paulo, passa à beira de uma reserva indígena, às margens da rodovia Rio-Santos. Os guerreiros estão com suas barraquinhas armadas à beira da estrada, vendendo palmito, ilegalmente extraído, e bromélias… É o que a Funai entende por preservação dos povos tradicionais…
Vamos fechar Banânia! Os brancos voltamos para a Europa; os amarelos, para a Ásia, os negros, para a África. Os mestiços podem tentar negociar - talvez servir de mão de obra escrava aos 'racialmente puros', sei lá…
Vamos devolver o Brasil aos índios, deixando as vastas solidões para os 800 mil indígenas e para os sapos, as pererecas e os bagres da Marina Silva. A propósito: por que os ambientalistas fazem questão de ignorar a óbvia degradação do meio ambiente nas reservas indígenas?
Já sei: ambientalista bom é aquele que briga com o agronegócio - ou não aparece nenhuma ONG estrangeira, geralmente ligada a produtores rurais americanos ou europeus, para financiá-los, né?
Como, em regra, os índios não produzem nada e não precisam competir com ninguém - vivem de cesta básica, Bolsa Família e extração ilegal de madeira e minérios -, por que mexer com eles?
Chega de Banânia! Vamos embora deste lugar, gente! Não é que não haja por aqui um povo empreendedor. Mas é chato esse negócio de tentar produzir comida tendo de enfrentar os peles-verdes, os peles-vermelhas e os caras de pau.




:: sexta-feira, 30 de maio de 2014

Os comunistas comemoram enquanto os proprietários são vergonhosamente enganados e desprotegidos!

PEC que trata do trabalho escravo é aprovada com apoio da CNA

Assessoria de Comunicação da CNA

Senadora Kátia Abreu defende aplicação da Convenção 29, da OIT, em que os países signatários se comprometem a suprimir todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório

E as falsas acusações feita contra os produtores? Nenhum país persegue a propriedade com a expropriação. Os comunistas comemoram enquanto os proprietários são vergonhosamente enganados e desprotegidos!




O Congresso Nacional vai promulgar, na próxima semana, a Emenda Constitucional que ficou conhecida como PEC do Trabalho Escravo e que prevê a expropriação de propriedade rural ou urbana onde for identificada prática deste crime. Para evitar injustiças e garantir a rigorosa punição de criminosos, a CNA propõe que haja uma definição clara e detalhada do conceito de trabalho escravo.

Ao declarar seu voto favorável à PEC 57-A, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou na noite de terça-feira (27), que os produtores agrícolas do país sempre condenaram qualquer tipo de cerceamento à liberdade do trabalhador. Segundo ela, casos de submissão ao trabalho forçado, de restrição ao uso dos meios de transporte ou, ainda, de privação de locomoção por causa de dívidas contraídas não podem ser aceitos pela sociedade. No seu entender, os verdadeiros produtores agrícolas jamais fizeram uso de tais práticas.

“Como Senadora e presidente da CNA, e acima de tudo como cidadã brasileira, declaro que as pessoas que praticam o trabalho escravo não representam o setor produtivo, pois não há como concordar com tais práticas abusivas contra o trabalhador em qualquer parte do mundo”, destacou a Kátia Abreu em sua intervenção durante a votação da PEC. Ela defendeu que a proteção ao trabalhador deve ser aquela caracterizada pela Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A PEC, que foi aprovada no plenário do Senado Federal por unanimidade, em dois turnos de votação, modifica o artigo 243 da Constituição Federal. É neste artigo que está prevista a regulamentação, objeto do projeto de lei 432/2013, que já foi aprovado em Comissão Especial e emendado no plenário do Senado. Agora, os senadores irão analisar as mudanças propostas. É este projeto que detalhará os conceitos para que irregularidades trabalhistas não sejam confundidas com a prática de trabalho escravo.





:: sexta-feira, 30 de maio de 2014

Rumo ao comunismo

'Trabalho escravo' -- Por que não foi conceituado antes?

E o direito de propriedade vai sendo pouco a pouco relativizado em nossa Constituição. 

No caso concreto desta questão de “trabalho escravo ou análogo ao de escravo” o proprietário terá a sua propriedade simplesmente confiscada. 

Com a aprovação desta emenda constitucional fica armada a arapuca para capturar proprietários do campo e da cidade, pois as expropriações ficarão ao sabor da lei ordinária e do governo de plantão...

Leia com atenção a notícia abaixo


PEC que trata do trabalho escravo é aprovada com apoio da CNA

Assessoria de Comunicação da CNA


O Congresso Nacional vai promulgar, na próxima semana, a Emenda Constitucional que ficou conhecida como PEC do Trabalho Escravo e que prevê a expropriação de propriedade rural ou urbana onde for identificada prática deste crime. 

Para evitar injustiças e garantir a rigorosa punição de criminosos, a CNA propõe que haja uma definição clara e detalhada do conceito de trabalho escravo. 

Ao declarar seu voto favorável à PEC 57-A, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou na noite de terça-feira (27), que os produtores agrícolas do país sempre condenaram qualquer tipo de cerceamento à liberdade do trabalhador. 

Segundo ela, casos de submissão ao trabalho forçado, de restrição ao uso dos meios de transporte ou, ainda, de privação de locomoção por causa de dívidas contraídas não podem ser aceitos pela sociedade. No seu entender, os verdadeiros produtores agrícolas jamais fizeram uso de tais práticas. 

“Como Senadora e presidente da CNA, e acima de tudo como cidadã brasileira, declaro que as pessoas que praticam o trabalho escravo não representam o setor produtivo, pois não há como concordar com tais práticas abusivas contra o trabalhador em qualquer parte do mundo”, destacou a Kátia Abreu em sua intervenção durante a votação da PEC. Ela defendeu que a proteção ao trabalhador deve ser aquela caracterizada pela Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

A PEC, que foi aprovada no plenário do Senado Federal por unanimidade, em dois turnos de votação, modifica o artigo 243 da Constituição Federal. É neste artigo que está prevista a regulamentação, objeto do projeto de lei 432/2013, que já foi aprovado em Comissão Especial e emendado no plenário do Senado. 

Agora, os senadores irão analisar as mudanças propostas. É este projeto que detalhará os conceitos para que irregularidades trabalhistas não sejam confundidas com a prática de trabalho escravo.