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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: quarta-feira, 27 de maio de 2015

Agro-recorde

Agro-recorde - Celso Ming,

Neste ano, a agricultura brasileira deverá ultrapassar um marco histórico. Produzirá mais de 200 milhões de toneladas de grãos, entendidos como tais cereais, leguminosas e oleaginosas. Há pelo menos 40 anos, o Brasil deixou de ser conhecido apenas pelas suas monoculturas: café e cana. É hoje referência mundial num setor complexo, mais comumente chamado de agronegócio.

Em apenas dez anos, a produção de grãos aumentou 62% e a de cana de açúcar, 66%, com um crescimento de apenas 19,2% da área plantada,o que mostra o enorme incremento de produtividade. Isso aconteceu não somente por meio de incorporação de tecnologias modernas de seleção de sementes, preparo de solo, plantio, armazenamento e processamento. Reflete avanço da mentalidade empresarial no setor, que abrange não apenas empresas, mas também a agricultura familiar.

Crítica recorrente que se faz à política econômica é a de que o Brasil não tirou proveito do último período de bonança, que se estendeu de 2002 a 2012, marcado pelo grande boom das commodities — e não só das agrícolas. Isso não vale para o agronegócio.

No Brasil, o agronegócio não é regado a subsídios, como acontece na maioria dos países ricos. Se conta com boa oferta de crédito é também porque é merecedor. Vem obtendo sucesso num ambiente hostil em que outros setores, especialmente a indústria, vêm quebrando a cara. Avança a despeito da política econômica muitas vezes predatória. Nos últimos dez anos, por exemplo, o governo sangrou o setor do álcool e do açúcar com sua política de represamento dos preços dos combustíveis. Nada menos que 60 usinas foram fechadas desde 2009, cerca de 70 estão em recuperação judicial e sabe-se lá quantas mal conseguem sobreviver.

Centros de decisão importantes do governo trabalharam contra o uso de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) e atrasaram o desenvolvimento da Embrapa nessa área.

O agronegócio se tornou um setor vencedor a despeito da infraestrutura sucateada ou inexistente, que atravanca os corredores de exportação no auge da safra. Enfrenta o alto custo Brasil e segue batendo recordes, apesar do forte período de estiagem que assola várias regiões do País, a mesma que vem servindo de desculpa para lambanças e fiascos da política econômica.

Não se podem ignorar os graves problemas da desigualdade e da fome que ainda persistem no Brasil. Nem os desastres ambientais provocados por manejos irracionais dos recursos naturais, especialmente nas áreas de fronteira agrícola. Mas não dá para ignorar, também, que o sucesso do setor praticamente sepultou os problemas produzidos no passado pelo latifúndio e esvaziou os movimentos de reforma agrária.

Publicado em O Estado de São Paulo, 16 de maio de 2015

 





:: domingo, 17 de maio de 2015

Brasil deve colher mais uma safra recorde de grãos em 2015

Brasil deve colher mais uma safra recorde de grãos em 2015

Viviane Novaes e Luiz Patroni

Produção brasileira deve chegar a 202 milhões e 226 mil toneladas. Número representa um aumento de 0,7% sobre a estimativa



A produção brasileira de grãos deve chegar a 202 milhões, 226 mil toneladas. Isso representa um aumento de 0,7% sobre a estimativa do mês passado e um recorde nacional.

“O clima ajudou, o mercado tem sido favorável de fato, a questão cambial tem sido um estimulo. Uma parte expressiva dos produtos que estão sendo colhidos aí, comercializados. No conjunto, ultrapassar os 200 milhões de toneladas é um número importante pro Brasil”, diz João Marcelo Intini, diretor de Política Agrícola da Conab.

A Conab destacou a região de MATOPIBA, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Os números mostram um crescimento expressivo da produção de grãos nessa região.

Cinco anos atrás, o MATOPIBA produzia 12 milhões e 300 mil toneladas, o equivalente a 8,3% da produção nacional. Para a safra atual, a previsão é de quase 20 milhões de toneladas: 9,7% do total.

'É uma região com alta tecnificação, os produtores já aprenderam a lidar com aqueles solos ali, já aprenderam a lidar com a janela curta de chuva”, explica André Nassar, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

A Conab divulgou também que a safra de trigo, que é colhida no inverno, pode chegar ao recorde de sete milhões de toneladas, um milhão de toneladas a mais do que no levantamento de abril.

'Nós ficamos surpresos com a intenção de plantio, então isso reflete muito na expectativa e na tendência de preço do produto, isso faz com que o produtor invista mais uma vez no trigo como uma cultura de inverno”, explica Rubens Rodrigues, presidente da Conab.
A safra de soja também é a maior já registrada no Brasil: 95 milhões de toneladas, com aumento de quase 800 mil toneladas sobre a estimativa anterior.

O Brasil nunca colheu tanta soja. Crescimento de 10% e novo recorde, resultado do aumento da área plantada e também da produtividade. Que poderia, inclusive, ter sido ainda maior.

'Tínhamos o potencial para produzir ainda mais, mas em função de fatores climáticos, principalmente no início do plantio e também no pleno desenvolvimento das culturas agora no mês de janeiro, o potencial ficou bastante reduzido em algumas áreas”, esclarece Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja/MT.

Contratempos a parte, o saldo foi positivo. De Norte a Sul, todas as regiões produziram mais, destaque para o Nordeste e o Norte, onde proporcionalmente o avanço foi maior.

Em Mato Grosso, responsável por aproximadamente 30% de toda soja produzida no país, a colheita acabou e também foi recorde: quase 28 milhões de toneladas. Os agricultores já venderam 75% deste volume e o restante está guardado em silos.

Na fazenda do agricultor Fernando Ferri, em Campo Verde, no sudeste do estado, 28 mil sacas estão armazenadas. A colheita terminou em março, com rendimento de 57 sacas por hectare. “Teve um incremento de produtividade de três sacas em relação ano passado, mas três sacas abaixo do investimentos. Não alcançamos devido a seca inicial”.

Apesar da produtividade um pouco aquém da desejada, o agricultor está satisfeito. A safra marcou a inauguração do primeiro armazém da fazenda. “É a realização do sonho de todo produtor, que quer ter seu armazém próprio. É um marco que diferencia o antes e o depois da fazenda”.

Fonte: Globo Rural





:: domingo, 17 de maio de 2015

Fachin no STF representa o avanço do projeto de poder do PT

          Fachin no STF representa o avanço do projeto de poder do PT

Prezado Sr.

Diga Não

Atenção: estaé a segunda parte da campanha para pedir que os senadores não aprovem aindicação de Fachin para o STF. Portanto, trata-se de uma campanha diferente,que pode ser assinada por todos aqueles que assinaram aprimeira.

Na última quarta-feira (06/05), o indicado para ocupar a vaga de JoaquimBarbosa no STF, Luiz Edson Fachin, foi sabatinado pela Comissão de Constituiçãoe Justiça do Senado.

Recebeu 7 votos contrários e 20 votos a favor. Mesmo tentosido realmente questionado por alguns dos senadores,principalmente no que diz respeito à sua atuação como advogado durante o períodoem que foi procurador do estado do Paraná, algo que é proibido pela constituiçãodeste estado, o indicado conseguiu preservar o favoritismo para a vaga. 

http://www.citizengo.org/pt-pt/22987-fachin-no-stf-representa-o-avanco-do-projeto-poder-do-pt-diga-nao

Fachin tentou também encobrir suas posições heterodoxas e radicais a respeitoda instituição familiar. Além disso, como disse o jornalista Reinaldo Azevedo,'ele não renegou o artigo que escreveu em 1986 em que defende confisco de terrase expropriação de áreas produtivas'.

Embora tenha recebido maior número de votos favoráveis, quem decidirámesmo sua aprovação será o plenário, que votará no próximo dia 19.Temos pouco tempo para pressionar os senadores e pedir que eles nãoaprovem a indicação de Fachin para o STF pelas seguintes razões:

  • Fachin é mais uma peça importante para o PT e seu projeto de poder, que tem como um dos objetivos o aparelhamento completo do poder judiciário e a intensificação do ativismo judicial.
  • Ele defende teses radicais contrárias à família natural. Por exemplo, defende o absurdo 'direito de pensão para amantes”. O Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), do qual é um dos diretores, apoia a destruição da família por meio do estabelecimento dos mais diversos tipos de 'arranjos familiares”.
  • Ele exerceu a advocacia de forma irregular durante o período que foi procurador do estado do Paraná.

Assine a campanha para enviar um e-mail aos senadores líderes debancada no plenário do senado e pedir que eles que rejeitem aindicação de Fachin para a vaga no STF.

http://www.citizengo.org/pt-pt/22987-fachin-no-stf-representa-o-avanco-do-projeto-poder-do-pt-diga-nao

Sua participação na primeira parte da campanha foi muitoimportante. Os mais de 30.000 e-mails enviados aos principais senadoresda CCJ contribuíram para gerar um ambiente de pressão e motivaram os (poucos)senadores que realmente fazem oposição a fazer questionamentos sérios. 

Portanto, sua participação nesta segunda etapa é ainda mais importante. Asituação é difícil, mas não podemos desistir. 

Obrigado por seu comprometimento!

Um forte abraço.

Guilherme Ferreira e toda a equipe de CitizenGO






:: sexta-feira, 15 de maio de 2015

Só faltou Fachin dizer que é da TFP

A TFP está procurando a carteirinha do Fachin...

Quem está sendo enganado?

SABATINA

A sabatina de Luiz Edson Fachin para a vaga de Joaquim Barbosa - durou 11 horas - no Supremo, revelou um advogado capaz de voltar atrás numa série de posições jurídicas e pessoais para encantar os senadores e conseguir vencer essa etapa. Ele levou respostas prontas para determinadas perguntas e não se arriscou: preferia lê-las. Fachin foi para a sabatina acompanhado da mulher e duas filhas para enaltecer seu lado família. E protagonizou momentos de pieguice: um deles foi lembrar seus tempos de coroinha. No final da sabatina de Luiz Edson Fachin, tinha senadores que acreditaram no que falou, enquanto outros apostavam que sua ladainha ensaiada escondia o que ele realmente sente e no que acredita. Um dos senadores, mais irônico, não resistiu: “Só faltou Fachin dizer que é da TFP”. Como se sabe, Tradição, Família e Propriedade é uma antiga entidade de inspiração católica de direita. Hum, hum! 

Por Alfredo Sartory em 14 de Maio de 2015

http://www.diarionline.com.br/index.php?s=colunas&id=11&&cid=1070






:: quinta-feira, 14 de maio de 2015

Fachin 1 x 0 Brasil.

Fachin 1 x 0 Brasil. Ou: A oposição que não se opõe

A longa sabatina desta terça-feira acabou com a aprovação preliminar do indicado por Dilma para a vaga no STF, o mesmo advogado que a apoiou abertamente na campanha e defende os invasores do MST. Um país que tem uma presidente incapaz de aparecer na televisão sem gerar um panelaço como reação, que possui uma das mais baixas taxas de aprovação da história democrática, deve conseguir colocar seu indicado sem maiores dificuldades na instituição mais importante da República, pois a guardiã da própria Constituição. O que se passa?

O Brasil carece de uma oposição verdadeira, que faça justiça a tal nome. Com raras exceções, nossa “oposição” não sabe se opor. Não estou aqui defendendo uma oposição nos moldes do PT no passado, com postura sempre destrutiva, só pensando no poder e nunca no país. Não! Queremos e precisamos de uma oposição responsável, que saiba separar seus próprios interesses políticos daqueles do país como um todo. Mas pergunto: colocar Fachin no STF atende aos interesses da nação?

Seu passado o condena, e não estamos falando de um passado longínquo, típico da juventude utópica, e sim do passado recente. O problema de Fachin nunca foi a falta do “notório saber jurídico”, como no caso de Toffoli. O problema é a ideologia, como também no caso de Toffoli, que consegue unir o inútil ao desagradável no caso. Como a oposição pode aceitar um ministro no STF com credenciais tão “progressistas”, ou seja, com viés ideológico claramente de esquerda e contra o próprio conceito do STF como guardião da Constituição?

É verdade que o discurso do indicado foi bem diferente na sabatina. Fachin teve que rejeitar seu passado para ser aprovado pela CCJ. Mas, como Merval Pereira bem colocou, foi preciso rasgar tudo que fora escrito antes. Ou seja, ou estamos diante de um ator cínico, ou de alguém que não tem posições convictas. Em ambos os casos não parece alguém adequado para ocupar o cargo no STF. Diz Merval:

De duas, uma. Ou a presidente Dilma está arrependida de ter indicado o jurista Luiz Edson Fachin para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, ou está dando gargalhadas diante das respostas dele na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Por que o Fachin que esteve ontem a responder aos senadores não é o mesmo que escreveu textos que colocavam em dúvida o direito à propriedade ou questionavam a família tradicionalmente formada. 

Fachin ontem nem precisou explicitar o pedido para esquecerem o que escreveu. Ele mesmo tratou de fazer uma releitura de anos e anos de militância jurídica, explicando que todas as ideias polêmicas que defendeu ao longo de sua vida eram apenas questões que estavam sendo “problematizadas” em discussões acadêmicas, e não representam o pensamento que vai guiá-lo se for aprovado pelo Senado para o STF.

Na verdade, o que se viu ontem no Senado foi um jurista quase conservador, defensor da tradição, família e propriedade. Ao jurista que escreveu um prefácio de um livro a favor da bigamia, afirmando que as ideias pertenciam a “mentes generosas e corajosas, preocupadas incessantemente com o que nos define como humanos”, o jurista sabatinado respondeu ontem: “Sempre acreditei que os valores da família, de pátria e de nação são fundamentais para progredir”.

Como acreditar na sinceridade de Fachin? Só alguém muito ingênuo mesmo. E como defender, então, a postura de nossa “oposição”, especialmente a tucana? Enquanto a sabatina acontecia, os principais nomes tucanos estavam em Nova York, curtindo uma festa em homenagem a Fernando Henrique Cardoso. Álvaro Dias, que vinha se destacando pela firmeza contra o PT, parece ter colocado o regionalismo acima de tudo, e se transformou num advogado de defesa de Fachin. Como ter esperanças assim? Só mesmo nas tais raras exceções, que citei antes, como no caso de Ronaldo Caiado:

Se dependermos do PSDB, teremos um STF bolivariano! Como escreveu Ricardo Vélez-Rodriguez, não dá para confiar numa “oposição” dessas, que some no momento crítico de ocupar a vaga do STF com um camarada militante:

Na data marcada para o debate, senadores importantes do PSDB não estarão presentes na Comissão que sabatinará o candidato. Estarão em Nova Iorque, participando de uma comemoração internacional que exalta o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Isso é dar muito mole para a petralhada. O PSDB, aliás, já deu mole quando Fernando Henrique, na época do Mensalão, desistiu de incentivar o processo de impeachment contra Lula, preferindo “deixá-lo sangrar”. Aconteceu o que era de se esperar. O sapo barbudo deu a volta por cima, se reelegeu e elegeu (e reelegeu) o seu poste, com toda a série de desgraças que se abateram sobre o Brasil, deixando-nos prostrados do jeito que todo mundo conhece. [...] A oposição brasileira não propõe porque não se opõe. E não se opõe porque foi cooptada pelo Estado Patrimonial. 

Fachin no STF será mais um duro golpe contra o Brasil, contra nossa democracia republicana, contra aqueles que defendem o Estado de Direito em vez do arbítrio. Pensar que o PT bolivariano avança mesmo nessa crise política e econômica, em meio a mais alta taxa de rejeição da presidente, é um espanto. Um espanto que só é possível pela pusilanimidade e conivência dos tucanos.

Rodrigo Constantino





:: segunda-feira, 11 de maio de 2015

Gás das Florestas

Florestas tropicais crescem mais rápido com aumento de emissões de CO2


Luis Dufaur

 

Florestas tropicais crescem mais com aumento de emissões de CO2. Floresta de Wharanaki Falls, Nova Zelândia

Florestas tropicais crescem mais com aumento de emissões de CO2. Floresta de Wharanaki Falls, Nova Zelândia

 

De acordo com o jornal britânico The Daily Mail, estudo patrocinado pela NASA afirma que as florestas tropicais crescem mais rápido quando aumenta a proporção de CO2 na atmosfera.

O estudo concluiu que as florestas tropicais estão absorvendo 1,5 bilhões de toneladas de CO2 por ano, fato que estimula a fotossíntese e as faz crescerem mais.

As florestas tropicais úmidas, como a amazônica, absorvem o excesso dos gases estufa numa proporção maior do que a imaginada, com benéfico efeito de equilíbrio.

“Esta é uma boa notícia, porque as florestas boreais colhem menos esses gases, enquanto as florestas tropicais podem continuar absorvendo-os durante muitos anos”, disse o Dr. David Schimel, pesquisador do Nasa’s Jet Propulsion Laboratory da Califórnia, que liderou o estudo.

Ele disse que o Brasil desmatou 4.848 quilômetros quadrados entre agosto de 2013 e julho de 2014, uma superfície assaz pequena se comparada com os 6,1 milhões de quilômetros quadrados da floresta amazônica: é menos de sua milésima parte.

A vegetação em geral absorve cerca de 2,7 bilhões de toneladas de CO2, ou 30% do emitido por obra humana.

Renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, Pés velhos não absorvem CO2, mas novos sim.  Floresta amazônica.

Renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, Pés velhos não absorvem CO2, mas novos sim. Floresta amazônica.

 

Porém, a proporção da absorção varia segundo a idade dos pés. As árvores velhas que predominam nas florestas já estão formadas e não precisam de muito mais CO2 para se desenvolverem.

Porém, as árvores novas absorvem muito CO2, pois precisam dele para crescer.

A moral da história é que renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, ainda que se suponha de modo anticientífico que o CO2 faz mal à vida na Terra.

O Dr Schimel e seus colegas publicaram seu estudo nos Proceedings of National Academy of Sciences. Eles usaram modelos computacionais, imagens satelitais, dados de experiências com fotossínteses, além de fazerem um mapa mostrando como as florestas absorvem o CO2 da atmosfera.

Ele explica: “O que nós acabamos construindo neste estudo é uma teoria da fertilização produzida pelo CO2 com base em fenômenos em escala microscópica e observações em escala global que pareciam contradizer esses fenômenos”.

O CO2 equivale a um fertilizante, mas é repudiado por uma seita ambientalista que quer tornar infértil todas as iniciativas da civilização.

 





:: sexta-feira, 8 de maio de 2015

Com Fachin no STF, família e propriedade em risco

                                         Com Fachin no STF, família e propriedade em risco





A Presidente Dilma Rousseff indigitou, há algumas semanas, o advogado e professor Luiz Edson Fachin para ocupar a vaga do Supremo Tribunal Federal aberta com a saída prematura do Ministro Joaquim Barbosa. Para ser aprovado, seu nome precisa ainda passar por sabatina no Senado.

Logo que foi conhecido, o nome de Fachin começou a enfrentar resistências de variadas índoles.

De acordo com opiniões, nos meios jurídico e político, Fachin está envolvido em episódios na sua carreira profissional – supostas irregularidades cometidas enquanto foi procurador do Estado do Paraná – que deitariam sombras sobre uma das exigências para o cargo de Ministro de Supremo Tribunal, a “ilibada reputação” (*). Motivo pelo qual sua sabatina já foi adiada duas vezes.

Além disso, a indicação da Presidente não deixou de chocar amplos setores da sociedade, uma vez que Dilma Rousseff preferiu apostar na radicalização política.

O Brasil vive um clima de crescente e público descontentamento em relação à Presidente, a seu mentor político, Lula, ao Partido dos Trabalhadores e à agenda ideológica que estes tentam impingir ao País. Entretanto, Dilma Rousseff, ao indicar o nome de Luiz Edson Fachin, um advogado das causas do MST, chegado ao sindicalismo da CUT e simpatizante do próprio PT, apostou precisamente no reforço desta agenda de esquerda, aparelhando a Suprema Corte do País.

Inequívoca influência marxista
Quem se debruça um pouco sobre os escritos de Luiz Edson Fachin – disponíveis na Internet para quem os quiser consultar – não tem dificuldade em notar a inspiração marxista de seu pensamento.

A dinâmica social para ele se centra na luta de classes entre oprimidos e opressores, e considera que a presente estrutura jurídica acaba por causar uma exacerbação das desigualdades. Favorável a uma igualdade radical e anti-hierárquica, Luiz Edson Fachin mostra-se, no campo das relações familiares, contrário ao modelo exclusivo da “matrimonialização da família” e considera a propriedade privada uma perversão humana.

Fazendo eco ao slogan de “um outro mundo é possível”, dos Fóruns Sociais Mundiais (que reúnem as esquerdas radicais dos mais diversos países) Luiz Edson Fachin afirma que é necessário “sonhar com outro porvir”. Ou seja, uma ordem socialmente orientada a nivelar os indivíduos (o Homem Coletivo).

Para Fachin, trata-se de “produzir alterações estruturais, reforma econômica e social de tendência nitidamente intervencionista e solidarista”, atingindo de maneira frontal o tratamento jurídico da propriedade e da família.

Propriedade e “função social”
Em seus escritos, Luiz Edson Fachin, investe decididamente contra a propriedade privada no campo, atacando o que qualifica como “modo de produção capitalista” que, segundo ele, causa crescente apropriação dos bens e riquezas por parte de uma minoria, em relação a uma maioria da população explorada em sua força de trabalho.

Por isso, torna-se necessário, para Fachin, o “redimensionamento do direito de propriedade” que o subordine a sua “função social”, um jogo de palavras que considera a função social como antagônica à própria propriedade privada, rumo à extinção desta.

Um adversário da família cristã
Fachin também se mostra um adversário da instituição familiar, concebida segundo a Lei Natural e os princípios cristãos, e tão relacionada com a mentalidade e os costumes do povo brasileiro.

Ele propugna a busca de uma “estrutura familiar justa e inclusiva” com a “superação do estatuto jurídico da família monogâmica”, em que todas as relações possam ser reconhecidas como “familiares”, em nome dos princípios da afetividade e do direito à busca da felicidade e do bem-estar.

Seus escritos, em matéria de família – envoltos em empoladas sentenças – não são desprovidos de certa arrogância de uma esquerda bem-pensante. Por isso Fachin afirma, com despeito, que grassa hoje no Direito de Família, tanto em tratados como nos tribunais, “um coro crédulo e entusiástico da manualística rasteira, uma gosma com verniz de epidérmico conhecimento provinciano e surreal”.

Ativismo judicial no Supremo Tribunal Federal
Ao considerar em breves traços o pensamento jurídico de Luiz Edson Fachin cabe uma dúvida: qual a importância destas opiniões doutrinárias para alguém que, uma vez ministro do Supremo Tribunal Federal, passará a ser um “guardião da Constituição” e, portanto, a julgar segundo o texto desta? É precisamente neste ponto que se encontra o maior perigo.

Adepto de uma profunda reforma da ordem jurídica, Luiz Edson Fachin vê o Direito como tendo um papel dialético de “promover a emancipação”. Defensor de que a constitucionalidade das regras se altere de acordo com as mudanças da sociedade “pela força criadora dos fatos”, ataca o dogmatismo enclausurado dos acomodados. Fachin mostra-se assim um defensor do ativismo judicial, o qual aplicará indubitavelmente em suas decisões no STF.

Misteriosas cumplicidades
É muito estranho que no campo dito “oposicionista” se encontrem defensores do nome de Fachin para o Supremo Tribunal Federal. Ressalta, desde logo, a defesa apaixonada feita pelo Senador Álvaro Dias. E, conforme o noticiário, também José Serra seria favorável ao nome de Fachin.

Esta talvez seja uma das mais estranhas lições da presente e grave crise do Brasil. O projeto autoritário de poder do PT – de conotações ideológicas inequívocas, destruidor das instituições do Estado e mentor de uma tentacular máquina de corrupção – só sobrevive pela moleza, conivência e cumplicidade de uma “oposição” que finge ser aquilo que não é.

Torna-se, pois, necessária, mais do que nunca, uma pressão da sociedade sobre os Senadores para que não aprovem o nome de Luiz Edson Fachin para a vaga do Supremo.

Seu pensamento jurídico constitui uma ameaça à preservação dos institutos da Família e da Propriedade no Brasil.

(*) Este artigo já estava no blog quando a Consultoria Legislativa do Senado lançou uma nota sobre o exercício da advocacia, por parte de Luiz Edson Fachin, depois de ser nomeado procurador do Estado do Paraná, cargo que ocupou entre 1990 e 2006: 'Pode-se concluir que, tendo o Sr. Luiz Edson Fachin tomado posse após janeiro de 1990, quando já se encontravam em vigor as proibições de advogar constantes tanto da Constituição do Paraná quanto da Lei Complementar no 51, de 1990, a atuação no âmbito da advocacia privada, concomitantemente com o exercício do cargo de Procurador do Estado, viola, prima facie, o ordenamento legal'.

 





:: terça-feira, 5 de maio de 2015

Arquipélago de Matopiba

Matopiba: desenvolver a agricultura ou os agricultores?

 Autor: EVARISTO E. DE MIRANDA

 O Matopiba é um arquipélago de ilhas de prosperidade, num mar de pobreza e miséria rural. A expressão Matopiba resulta de acrônimo construído com as iniciais dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. São 31 microrregiões, num total de 73 milhões de hectares, 6 milhões de habitantes e um PIB de R$ 47 bilhões. A criação da região do Matopiba pela Presidência da República reconhece a existência de territórios geoeconômicos diferenciados, sem alteraras fronteiras dos estados, e é o primeiro passo — fundamental — para programas de fomento, crédito, assistência técnica e social.

 A oficialização do território do Matopiba resulta de proposta da Embrapa que considerou, de forma integrada, vários estudos sobre os quadros natural,agrário, agrícola, socioeconômico e de infraestrutura dos quatro Estados envolvidos (www.embrapa.gov.br/gite).

 Entre 1973 e 2011, a produção de grãos do Matopiba saltou de 2,5 milhões de toneladas para mais de 12,5 de milhões toneladas, e essa região hoje representa quase 10% da produção de grãos do Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura, a produção de soja do Matopiba saltará de 18,6 milhões de toneladas da safra 2014 para 22,6 milhões de toneladas em 2024. Na safra 2015 deverão ser produzidas 20,4 milhões de toneladas. Essa mudança se deve, principalmente, à intensificação no uso das terras antes destinadas à pecuária extensiva, sem desmatamentos significativos.

 Os dados sociais e econômicos, contudo, mostram uma região profundamente marcada pela pobreza. O PIB per capita do Brasil é da ordem de R$ 20 mil. Na região Nordeste é de R$ 10 mil. E no Matopiba, apenas R$ 8 mil. Cerca de 80% dos estabelecimentos agrícolas são muito pobres e geram apenas 5% de toda a renda bruta da região. Outros 14% são pobres e geram cerca de 8%. Os restantes 6%geram quase 87% da renda bruta da região! Essa pobreza rural e a concentração da renda estão mais ligadas à questão do acesso e uso de tecnologias do que ao tamanho das propriedades, como demonstrou estudo da Embrapa.

 Para a agricultura moderna, existe razoável acervo tecnológico, produzido, em parte,pelo setor privado. O desafio é atender à demanda dos agricultores não tecnificados e pobres. Segundo o Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, existem mais de 80 projetos de pesquisa no Matopiba, envolvendo 27 centros e 1.100 pesquisadores. Recursos superiores a R$ 124 milhões foram investidos e 40% desses projetos estarão concluídos em 2015, trazendo novas tecnologias em melhoramento genético, sistemas de produção, defesa sanitária vegetal e animal. Mas isso não basta.

 Para aumentar a mobilidade social com base na agropecuária, o desenvolvimento econômico demanda infraestrutura adequada: ampliação da eletrificação rural e da capacidade de armazenagem, melhoria das estradas e terminais portuários. Isso aumentará a competitividade dos grãos para a exportação e para a produção de ração de frangos e suínos, principalmente no Nordeste. A produção local de rações permitirá o surgimento e a expansão da criação de suínos e aves, integrada com a carcinocultura e a piscicultura, no caso do Maranhão e do Tocantins.

 O modelo de desenvolvimento regional do Matopiba deveria ter como prioridade reduzir as desigualdades na área rural, corrigir diversas imperfeições de mercado e promover maior equidade no acesso às tecnologias agrícolas mais eficientes. Sem isso, não haverá ampliação da mobilidade social no campo. Estudos da Embrapa com o Incra indicam o potencial de ampliar a produção agrícola nos quase 900 assentamentos agrários do Matopiba, que ocupam mais de 3,7 milhões de hectares.

 A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, tem promovido reuniões para apresentar e discutir esses estudos com os mais diversos atores e agentes econômicos, sociais e políticos da região. Eles estão definindo, de forma participativa, as agendas prioritárias para os quadros agrário, agrícola, socioeconômico e de infraestrutura. Esse tipo de planejamento e gestão territorial do desenvolvimento agropecuário é inédito no Brasil. Visa equilibrar oportunidades para todos os brasileiros, substituindo a lógica perversa da migração de gaúchos, paranaenses e paulistas para o Matopiba, a fim de desenvolver uma agricultura produtiva e enriquecer, enquanto piauienses, maranhenses e baianos migram para o Sul e o Sudeste, para poder melhorar de vida.

Fonte: Correio Braziliense, 01/05/2015 - Opinião 






:: sexta-feira, 1 de maio de 2015

O problema é o PT

                                                    O argumento de que a liderança petista é totalmente diferente de sua base e que o partido traiu seus ideais não se sustenta após um mínimo de reflexão


O Partido dos Trabalhadores está no olho do furacão, perdendo cada vez mais simpatizantes sob uma avalanche de escândalos de corrupção. Alguns já chegam a falar na possível extinção da sigla, o que parece um tanto prematuro. 

Outros surgem para jogar uma boia salvadora e fazer de tudo para separar a cúpula da base partidária, e com isso inocentar a última e preservar a aura de pureza do partido e seus ideais. Mas será que a liderança do PT realmente traiu seus membros?

Não engulo a tese nem por um segundo. Sou autor de um livro de 2005 chamado “Estrela cadente”, escrito antes do mensalão, e nele já mostro como a bandeira ética do PT era apenas marketing:

“A principal bandeira do PT sempre foi a ética. O partido vendia uma imagem de que era diferente dos demais partidos, envoltos em escândalos de corrupção e acordos espúrios apenas para maior poder político. Pretendo mostrar que essa bandeira era feita de um pano falso, e não está apenas esgarçada, mas totalmente destruída pelas traças do poder”.

A esquerda radical tem uma habilidade incrível de se reinventar após cada desgraça que produz, e assim preservar sua utopia igualitária. Quando o socialismo se impôs em diferentes cantos do mundo, e os liberais já alertavam para a iminente tragédia, as experiências efetivamente trágicas não podiam ser culpa do socialismo.

Era preciso criar o conceito de “socialismo real”, culpar os ditadores em si, os desvios éticos, tudo, menos a própria utopia.

A mesma coisa aconteceu recentemente com a Venezuela. Quantos “intelectuais” não se encantaram com o gorila Chávez e seu “socialismo do século XXI”? Quantos não vibraram com a “justiça social” que estava por vir?

Depois que o resultado inexorável das práticas socialistas ficou evidente, com mais um rastro de miséria e escravidão deixado para trás, o problema não podia ser com o próprio socialismo, mas com os tais desvios das lideranças. O fracasso socialista é sempre órfão, quando a paternidade não é jogada sobre os ombros dos capitalistas, numa inversão que só socialistas teriam a cara de pau de fazer.

O argumento de que a liderança petista é totalmente diferente de sua base e que o PT traiu seus ideais não se sustenta após um mínimo de reflexão. Ora, que ideais seriam esses? O PT não é, por acaso, sócio da ditadura cubana no Foro de São Paulo? Não é aliado dos sequestradores das Farc? Não demonstrou sempre afinidade ideológica com o regime venezuelano? Então, qual ideal foi traído pela cúpula?

Quando José Dirceu e companhia foram condenados e presos, a postura oficial do PT não foi a de tratá-los como vítimas injustiçadas pelo “sistema burguês”? Quem permaneceu no partido após o mensalão não estava, portanto, dando seu aval aos métodos escancarados do partido para se perpetuar no poder? Não eram cúmplices da quadrilha?

Os socialistas sempre acharam que seus “nobres fins” justificavam quaisquer meios, por mais nefastos que fossem. Ora, essa espécie de salvo-conduto para o crime está no cerne dos problemas atuais do PT, mergulhado nos maiores escândalos de corrupção que o Brasil já viu.

A concentração de amplo poder arbitrário no Estado, outra velha bandeira do partido, também tem tudo a ver com a situação atual. Como, então, alegar que a base do partido é uma vítima de sua liderança?

Como se não bastasse, e como que para ridicularizar a tese de sociólogos e jornalistas que tentam separar o joio do trigo, a própria base do PT lança um caderno de teses para seu próximo congresso simplesmente enaltecendo o comunismo, culpando a “imprensa golpista” pelo lamaçal em que o partido se encontra hoje.

Imprensa legítima, pela ótica bizarra desses petistas, é aquela formada por blogs bancados por estatais e até dinheiro desviado dos nossos impostos, como mostra a Operação Lava-Jato. Quem aplaude essa mídia chapa-branca pode ser vítima da cúpula petista, por acaso?

Os “salvadores do PT limpo”, ou de seu “passado nobre”, posam como esquerdistas moderados, e acusam de “demônios” a direita “paranoica” que vive presa na Guerra Fria e fala em bolivarianismo. Em que mundo esses “moderados” vivem, que não enxergam o que prega oficialmente o próprio PT?

Não há nobres ideais no PT, tampouco vítimas inocentes. São todos cúmplices de um projeto totalitário de poder, que encara a democracia como uma “farsa” para se manter no poder, que endossa os métodos mais abjetos em nome de um igualitarismo utópico que mascara a inveja dos medíocres.

O problema não está apenas na cúpula do partido, nem houve traição alguma. O problema é o PT.

Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal - Postado por 




:: quinta-feira, 30 de abril de 2015

Advogado do MST no STF?

Fachin será aprovado pelo Senado?

Advogado do MST no Supremo Tribunal Federal?


'Lei é aquilo que o juiz diz ser lei, desde que esteja afinado com os bons propósitos.'

Essa frase é de Luiz Edson Fachin, candidato a uma vaga para Ministro do STF. 

Por meio dela, o advogado deixa claro que o poder judiciário pode, quando julgar que tem 'bons propósitos' (diga-se de passagem, quais seriam eles?), simplesmente atropelar o poder legislativo e elaborar leis. 

Esse modo de pensar é uma grave ameaça à tripartição de poderes e à democracia - ao menos ao que resta dela em nosso país.

Na próxima semana, ele será sabatinado pelos senadores. 

Assine a campanha para pedir a eles que não aceitem a indicação de Fachin para Ministro do STF:


Fachin defende o estabelecimento de um ordenamento jurídico contrário à família formada por homem, mulher e filhos. Ele também endossa a tese de um ex-aluno seu, segundo a qual a monogamia como princípio estruturante da família deve ser superada.

Ele também é conhecido por já ter advogado para o MST, que Lula chamou de 'exército de Stédile' há dois meses durante um evento de 'apoio à Petrobras'.

Se você concorda que a escolha dele para Ministro do STF será mais uma grave afronta ao que nos resta de ordem democrática, por favor, assine e compartilhe a campanha com o maior número possível de pessoas:


Ter no STF mais um Ministro 100% afim ao seu projeto de poder é de suma importância para o PT, pois será mais um a 'fechar fileiras' para fazer avançar, via ativismo jurídico, a agenda bolivariana do partido.

Na Venezuela, um dos elementos mais importantes para o enraizamento do chavismo no poder foi justamente o aparelhamento do poder judiciário. O governo do PT está implementando a mesma estratégia no Brasil.


Sua participação nesta campanha é muito importante. Cada assinatura faz a diferença. Esta é mais uma oportunidade para fazer chegar aos senadores ao menos uma parte do clamor das ruas contra o governo e seu projeto de poder.

Guilherme Ferreira e toda a equipe de CitizenGO

De um leitor:
É preciso que todos reajam antes que seja tarde demais.
Na Venezuela, o Hugo Chavez instalou a ditadura comunista de vez quanto passou a ter a corte suprema daquele país totalmente alinhada com a ideologia do partido dele.
No Brasil, o petismo segue a mesma agenda a todo vapor. Portanto, o resultado será o mesmo..
Se não querem que o Brasil trilhe o mesmo caminho do caos da Venezuela é bom não ignorar essas esses fatos.





:: quinta-feira, 30 de abril de 2015

Ovelhas denunciam o mau pastor

Ovelhas denunciam o mau pastor, representante da CNBB...

A confusão que deu! Que escândalo!!!


Não deixe ver, julgar e agir... Parabéns aos jovens!

https://www.youtube.com/watch?t=100&v=SQGY9-JIuXw
Postado por 




:: terça-feira, 28 de abril de 2015

Carta aberta ao Papa

CARTA ABERTA DE CIENTISTAS AO PAPA FRANCISCO

MATÉRIA TRANSCRITA DO BLOG DE LUIS DUFAUR: VERDE A NOVA COR DO COMUNISMO:

http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/


CARTA ABERTA DE CIENTISTAS AO PAPA FRANCISCO:SANTIDADE NÃO VOS DEIXEIS INFLUENCIAR PELOS ENGANOS AMBIENTALISTAS!


Santidade,

No momento em que os líderes mundiais consideram um acordo sobre o clima, muitos Vos olham em busca de orientação. Louvamos o cuidado que demonstrais para com a Terra e os filhos de Deus, especialmente os pobres.

Nesta carta levantamos algumas questões de interesse geral, que Vos pedimos considerar ao transmitir tal orientação.

Grande parte do debate sobre a gestão ambiental tem sua raiz num confronto entre visões do mundo baseadas em doutrinas opostas a respeito de Deus, da Criação, da humanidade, do pecado e da salvação.

Hotel Columbus, local do encontro do Heartland Institute
Cientistas ao Papa: a crise de aquecimento global não existe!

Uma equipe de cientistas líderes na denúncia dos enganos da propaganda ambientalista radical viajaram a Roma para informar o Papa Francisco sobre a verdade a respeito das mudanças climáticas.

A crise de aquecimento global não existe!, dizem eles.

Eles promovem os seguintes eventos abertos ao público e à imprensa nos dias 27 e 28 de abril:

Segunda-feira, abril 27, 1:00 p.m. GMT +2 (7:00 a.m. ET)
Hotel Columbus
Via della Conciliazione 33
00193 Roma, Itália

Terça-feira, abril 28, 1:00 p.m. - 2:30 p.m. GMT +2 (7:00 a.m. ET)
Palazzo Cardinal Cesi
Via della Conciliazione n. 51 (Piazza S.Pietro)
00193 Roma, Itália

Para mais informação: Jim Lakely, jlakely@heartland.org (preferido) ou 312/731-9364 (em Roma) ou Gene Koprowski gkoprowski@heartland.org ou 312/377-4000 ou 312/852-2517 (em Chicago).

A Pontifícia Academia das Ciências promoverá no dia 28 de abril o encontro “Proteger a Terra, dignificar a humanidade” visando “despertar a consciência e construir consenso” a respeito da suposta atividade humana que estaria causando um catastrófico aquecimento global.

O Heartland Institute – think tank líder na promoção da objetividade científica nessa matéria – levou cientistas sérios a Roma.

Eles desejam que o Papa Francisco não engaje sua autoridade moral com a agenda politizada e anticientífica da ONU.

O encontro promovido pelo Vaticano contará com a presença do secretário geral da ONU Ban Ki-Moon.

E também do economista de Harvard Jeffrey Sachs.

Os dois se destacam pela recusa de tomar conhecimento da abundante documentação científica demostrando que a atividade humana não gera crise climática alguma.
Infelizmente, esse embate afeta com frequência as conclusões da ciência ambiental. Ao invés de um cuidadoso relato exibindo as melhores provas, recebemos conclusões altamente especulativas e teóricas, apresentadas como resultados seguros da ciência.

Nesse processo a própria ciência fica diminuída, e muitos líderes morais e religiosos bem-intencionados correm o risco de oferecer soluções baseadas em ciência enganosa.

Tragicamente, o resultado é que as próprias pessoas que se pretende ajudar podem acabar prejudicadas.

Isto é especialmente trágico, porquanto a própria ciência surgiu na Europa Medieval, numa cultura alimentada durante muitos séculos por uma imagem bíblica da realidade que incentivava empreendimentos científicos.

Esta verdade é comum e corrente para uma ampla e diversificada gama de historiadores e filósofos da ciência. Como explicou Alfred North Whitehead:
A maior contribuição do medievalismo para a formação do movimento científico [foi] a crença inexpugnável de que [...] há um segredo, um segredo que pode ser revelado. Como foi essa convicção tão vividamente implantada na mente européia? [...]


Ela deve provir da insistência medieval sobre a racionalidade de Deus, concebida como a energia pessoal de Jeová, e com a racionalidade de um filósofo grego. Cada detalhe foi supervisionado e ordenado: a busca na natureza só poderia resultar numa confirmação da fé na racionalidade.[...]

Na estimativa de Whitehead, as idéias de outras religiões sobre um deus ou deuses não poderiam sustentar tal entendimento do universo.

Em seus pressupostos, qualquer “ocorrência [como no animismo ou no politeísmo] poderia ser devida ao decreto de um déspota irracional” ou [como acontece com o panteísmo e o materialismo ateu], a “alguma origem impessoal e inescrutável das coisas. Não existe a mesma confiança [como se dá no teísmo bíblico] na racionalidade inteligível de um ser pessoal”. (Alfred North Whitehead, Science and the Modern World (New York: Free Press, [1925] 1967), 13, 12, 13, citado em Rodney Stark, The Victory of Reason: How Christianity Led to Freedom, Capitalism, and Western Success (New York: Random House, 2005), 14–15. Similarmente, Loren Eiseley escreveu que “foi o mundo cristão que finalmente deu à luz de uma maneira clara e articulada, o próprio método da ciência experimental.” (Loren Eiseley, Darwin’s Century [Garden City, NY: Doubleday, 1958; reprinted, Doubleday Anchor Books, 1961], 62, cited in Nancy R. Pearcey and Charles B. Thaxton, The Soul of Science: Christian Faith and Natural Philosophy [Wheaton, IL: Crossway Books, 1994], 18.)

No mesmo sentido, Pierre Duhem observou que “a mecânica e física de que os tempos modernos justificadamente se orgulham, proveem, através de uma série de pequenos melhoramentos quase imperceptíveis, de doutrinas professadas no cerne das escolas medievais.” (Citado em David C. Lindbergh e Robert S. Westman, eds., Reappraisals of the Scientific Revolution [Cambridge: Cambridge University Press, 1990], 14, via Pearcey and Thaxton, Soul of Science, 53.)

Em suma, a cosmovisão bíblica lançou a ciência como um esforço sistemático para entender o mundo real através de um rigoroso processo de teste de hipóteses pela observação do mundo real. O Prêmio Nobel de Física, Richard Feynman, explicou “a chave da ciência” da seguinte maneira:

Em geral, buscamos uma nova lei [científica] pelo seguinte processo: Primeiro nós fazemos uma conjectura.

Depois calculamos as consequências da nossa conjectura, para ver que implicações haveria caso essa lei que conjeturamos fosse verdadeira.

Em seguida comparamos o resultado desse cálculo com a natureza, com experimentos ou experiências, e o confrontamos diretamente com a observação [do mundo real] para ver se funciona. Se a hipótese não concordar com a experiência, ela está errada.

Nesta simples declaração está a chave da ciência. O fato de sua conjectura ser bonita não faz qualquer diferença.

Pouco importa a inteligência de quem a fez ou qual seja o seu nome: se a conjectura divergir da experiência ela está errada. E acabou-se.

(Richard Feynman, The Character of Physical Law (London: British Broadcasting Corporation, 1965), 4, emphasis added)

Esta afirmação simples, porém profunda e absolutamente essencial à prática de uma ciência genuína, é necessária e unicamente derivada da visão bíblica do universo.

Estudiosos cristãos e judeus têm produzido ciência de alta qualidade ao longo dos séculos. Eles estão confiantes de que a ciência genuína leva à verdade sobre Deus e o homem e não entra em conflito com ela.

É por isso que existe, e tem existido por muitos séculos, uma Academia Pontifícia de Ciências e milhares de faculdades e universidades judias e cristãs em todo o mundo.

Assim, como pessoas de fé bíblica, temos um compromisso não só com a verdade, mas também com a prática da ciência como caminho para chegar à verdade.

Hoje, quando cientistas executam modelos climáticos complexos em grandes computadores para simular sistemas naturais incomensuravelmente mais complexos, tais como o clima da Terra, não podemos esquecer nosso compromisso com a verdade ou com aquela “chave da ciência”.

Como disse o cientista social Myanna Lahsen (Myanna Lahsen, “Seductive Simulations? Uncertainty Distribution around Climate Models,” Social Studies of Science 35/6 (December 2005), 895–922.), nossos modelos podem tornar-se “simulações sedutoras” se os modeladores, outros cientistas, o público e os formuladores de políticas se esquecerem de que modelos informáticos não são a realidade, mas devem ser confrontados com ela.

Se o resultado discordar da observação, são os modelos que devem ser corrigidos, e não a natureza.

Ao lado de uma sólida ciência, nossa abordagem da política climática deve conter duas opções preferenciais: pela humanidade e, na humanidade, pelos pobres.

Com isso não visamos lançar a humanidade contra a natureza, menos ainda pobres contra ricos. Pelo contrário, afirmamos que, como somente a humanidade reflete a imago Dei, qualquer esforço para proteger o meio ambiente deve estar centrado no bem-estar do ser humano e particularmente no dos pobres, por serem os mais vulneráveis e menos aptos a se protegerem.

Como escreveu o Rei Davi: “Feliz quem se lembra do necessitado e do pobre, porque no dia da desgraça o Senhor o salvará”(Salmo 40,2). 

Uma boa política climática deve reconhecer a excepcionalidade humana, o chamado de Deus às pessoas para dominarem o mundo natural(Gênesis 1,28), e a necessidade de proteger os pobres do mal e de ações que prejudiquem sua emancipação da pobreza.

Hoje, muitas vozes proeminentes qualificam a humanidade como flagelo do planeta, dizendo que o homem é o problema, e não a solução.

Tais atitudes falseiam com muita frequência a correta avaliação dos efeitos do homem sobre a natureza.

Alegando ingenuamente “ciência estabelecida”, elas exigem medidas urgentes para proteger o planeta de um catastrófico aquecimento global induzido pelo homem.

Ao atribuir o aquecimento dito antinatural ao uso de combustíveis fósseis para obter energia essencial ao desenvolvimento humano, tais vozes exigem que os homens se desfaçam do dominium que Deus lhes concedeu, ainda que isso signifique sua permanência ou recaída na pobreza.
I: Santidade não vos deixeis influenciar pelos enganos ambientalistas!

Vossa preocupação com a genuína ciência e com os pobres requer uma abordagem mais cautelosa, que considere cuidadosamente as provas científicas sobre os efeitos reais (e não apenas teóricos) da ação humana sobre o clima global; e também que tenha precipuamente em vista tecnologias energéticas e econômicas para proteger os pobres.

Por isso, esperamos e confiamos que vossa orientação aos líderes mundiais será fundamentada sobre o seguinte:

imago Dei e o domínio do homem

Pobreza extrema, fome generalizada, doenças galopantes e pouca expectativa de vida eram condições comuns à humanidade até os últimos dois séculos e meio.

Essas tragédias acontecem quando – opção preferida de grande parte do movimento ambientalista – os seres humanos, que são imagem de Deus, vivem e são tratados como meros animais que devem se submeter à natureza ao invés de exercer o domínio que Deus lhes concedeu no início (Gênesis 1,28).

Tal domínio não deve exprimir o regime abusivo de um tirano, mas o reino amoroso e cheio de significado de nosso Rei Celestial.

Assim, ele deveria manifestar-se aumentando a fecundidade, a beleza e a segurança da Terra, para a glória de Deus e o bem do nosso próximo.

Como as sociedades vencem a pobreza

Foi uma combinação de instituições morais, sociais, políticas, científicas e tecnológicas que livrou a maior parte da humanidade de uma absoluta pobreza material.

Tais instituições incluem uma ciência e uma tecnologia fundamentadas na visão do mundo físico como um cosmos ordenado que possa ser entendido e aproveitado pelas criaturas racionais para o melhoramento humano; direito de propriedade privada, empreendedorismo e comércio generalizados, protegidos por um Estado de Direito sob a égide de governos limitados e sensatos; e energia abundante, a preço acessível, confiável, gerada a partir de combustíveis fósseis e nucleares de alta densidade, suportáveis e constantemente acessíveis.

Ao substituírem a tração animal e humana, bem como as fontes de energia de baixa densidade como madeira, esterco e outros bio-combustíveis, e ainda a energia intermitente de baixa intensidade, de vento e solar, os combustíveis fósseis e nucleares livraram a humanidade das tarefas básicas de sobrevivência, permitindo-lhe dedicar tempo e energia em outras ocupações.

Provas empíricas indicam que os combustíveis fósseis não causam aquecimento catastrófico

Muitos temem que o uso de combustíveis fósseis ponha em perigo a humanidade e o meio ambiente, por causar um aquecimento global perigoso e historicamente sem precedentes.

Isso levou muitas pessoas bem-intencionadas a pedir uma redução das emissões de dióxido de carbono e, em consequência, do uso de combustíveis fósseis.

Tal receio se baseia em modelos informáticos relativos ao efeito do aquecimento causado pelo aumento do dióxido de carbono na atmosfera.

No entanto, para que tais modelos possam contribuir de forma válida à tomada de decisões, eles devem estar subordinados aos dados científicos, e tem havido uma crescente divergência entre as medições de temperatura no mundo real e as simulações informáticas.

Em média, os modelos informáticos simulam mais do que o dobro do aquecimento observado durante o período relevante.

Mais de 95% dos modelos simulam aquecimento maior do que tem sido observado, e apenas uma ínfima porcentagem se aproxima de modo tolerável.

Nenhum dos modelos simulou a ausência completa de aquecimento observada aproximadamente durante o período entre os últimos 16 anos (de acordo com dados de satélites do UAH) e 26 anos (conforme dados do RSS troposférico inferior). (C.P. Morice, J.J. Kennedy, N.A. Rayner, and P.D. Jones, “Quantifying uncertainties in global and regional temperature change using an ensemble of observational estimates: The HadCRUT4 dataset,” Journal of Geophysical Research (2012), 117, D08101, doi:10.1029/2011JD017187; Ross R. McKitrick, “HAC-Robust Measurement of the Duration of a Trendless Subsample in a Global Climate Time Series,” Open Journal of Statistics 4 (2014), 527–535, doi: 10.4236/ojs.2014.47050.)

Os dados confirmam a observação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de que experimentamos hoje uma ausência de aquecimento global suficientemente longa, tornando quase impossível conciliá-lo com os modelos informáticos.

Tudo isso torna cada vez mais claro o fato de que os modelos exageram muito o efeito de aquecimento do dióxido de carbono.

Os erros desses modelos não são aleatórios, como sucede com as temperaturas muitas vezes acima ou abaixo, mas claramente tendenciosos, sistematicamente acima das temperaturas observadas.

O método científico exige que as teorias propostas sejam testadas pela observação empírica.

Por esse teste, os modelos estão errados, não fornecendo qualquer base racional para prever um perigoso aquecimento global induzido pelo homem, nem justificando esforços para reduzir o aquecimento, restringindo o uso de combustíveis fósseis ou de quaisquer outros meios.

Num futuro previsível, as energias eólica e solar não poderão substituir efetivamente os combustíveis fósseis e a energia nuclear

Devido aos seus custos mais elevados e à sua menor eficiência, as energias eólica e solar representam apenas uma pequena porcentagem do consumo total de energia.

Com custos menores e maior eficiência, os combustíveis fósseis representam mais de 85% do consumo.

Substituir fontes de energia constantes e de alta densidade como oscombustíveis fósseis, por fontes energéticas intermitentes e de baixa densidade, como a eólica e a solar, seria catastrófico para os pobres deste mundo, pois elevaria simultaneamente os custos e reduziria a confiabilidade e disponibilidade de energia, especialmente a elétrica.

Por sua vez, isso aumentaria o custo de todos os outros bens e serviços, que demandam energia para produzir e transportar.

Causaria uma desaceleração no processo de emancipar os pobres de sua pobreza.Ameaçaria reconduzir milhões de pessoas à pobreza.

E tornaria as redes elétricas instáveis, com cortes intermitentes de energia eblackouts cada vez mais frequentes, generalizados e onerosos – situações que por sorte são raras em países ricos, mas muito conhecidas de milhões de pessoas em países sem redes elétricas vastas e estáveis, alimentadas por combustíveis fósseis ou nucleares.

Os pobres são os que mais sofreriam com as tentativas de restringir o uso de energias economicamente acessíveis

Os pobres de todo o mundo são os que mais sofrerão com tais políticas.

Os mais pobres entre os pobres – que somam 1,3 bilhões nos países em desenvolvimento e que dependem de madeira e esterco seco como combustíveis primários de cozinha e aquecimento, cuja fumaça mata 4 milhões e debilita temporariamente centenas de milhões a cada ano – serão condenados a mais gerações de pobreza, com suas mortais consequências.

Os marginalizados do mundo desenvolvido, que gastam em média duas vezes ou mais com energia proporcionalmente ao seu salário do que a classe média, perderão acesso a digna moradia, educação e serviço de saúde, na medida em que sua conta de eletricidade subir.

Alguns morrerão congelados por não poder pagar sua conta de energia elétrica e comprar comida suficiente.

Em invernos recentes, dezenas de milhares de pessoas morreram no Reino Unido devido à pressa da Grã-Bretanha em substituir o carvão por energia eólica para gerar eletricidade.

Energia economicamente acessível pode ajudar milhões de pobres a saírem da pobreza

Ao mesmo tempo que os modelos climáticos informatizados exageram o efeito de aquecimento causado na atmosfera pelo dióxido de carbono, plausivelmente simulam que um maior desenvolvimento econômico impulsionado pelo uso crescente de combustíveis fósseis adicionará mais dióxido de carbono na atmosfera.

Em consequência, o Grupo de Trabalho 3 do IPCC considera que os cenários de maior aquecimento no futuro se darão em sociedades mais ricas, e especialmente nas que são agora as mais pobres.

Os riscos de pobreza e políticas energéticas equivocadas que a prolongariam superam de longe os riscos da mudança climática.

Uma riqueza adequada habilita os homens a prosperarem em uma grande variedade de climas, quentes ou frios, úmidos ou secos.

A pobreza prejudica o desenvolvimento humano, mesmo no melhor dos climas.

A conclusão é que reduzir o uso de combustíveis fósseis significa reduzir o desenvolvimento econômico, condenando sociedades pobres a continuarem pobres e exigindo que os pobres de hoje se sacrifiquem em prol dos ricos de amanhã – uma evidente injustiça.

O aumento de dióxido de carbono na atmosfera ajuda o crescimento das plantas

Ao mesmo tempo que o aumento do dióxido de carbono na atmosfera provoca muito menos aquecimento do que se pensava, ele exerce um efeito positivo na vida das plantas.

Com mais dióxido de carbono no ar as plantas crescem melhor, tanto nas temperaturas mais quentes quanto nas mais frias, tanto nos solos mais úmidos quanto nos mais secos, com melhor aproveitamento dos nutrientes do solo, resistindo melhor às doenças e pragas, aumentando a produção de frutas, expandindo-se e esverdeando a terra com sua folhagem.

Tudo isso aumenta a quantidade de alimentos disponíveis e acessíveis a todo mundo, especialmente aos pobres, na medida em que favorece e aumenta a produção agrícola.

Portanto,substituir carvão, petróleo e gás natural por energia eólica, solar e outras fontes energéticas de baixa densidade, prejudica os pobres não somente por aumentar o preço da energia (e com ela o de todos os outros produtos), mas também por reduzir a produção de alimentos. Isso prejudica a vida na Terra inteira, privando-a do efeito fertilizante do dióxido de carbono.

“Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” (Salmos, 18,2).

Ao utilizar combustíveis fósseis para gerar energia e tirar da pobreza bilhões de preciosos filhos de Deus, liberamos do túmulo da terra o dióxido de carbono de que dependem as plantas e, portanto, toda a vida do planeta.

Este fato revela esplendidamente a sabedoria e o cuidado do Criador para com toda a criação: pessoas, animais, plantas, e a própria Terra.

À luz destas considerações, cremos ser insensato e injusto adotar políticas que exijam a redução do uso de combustíveis fósseis para fins energéticos. 

Tais políticas condenariam centenas de milhões de nossos irmãos a uma situação de contínua pobreza. 

Apelamos respeitosamente a Vossa Santidade que aconselhe os líderes mundiais a rejeitá-las.




:: terça-feira, 28 de abril de 2015

Democracia cubana

                                   Democracia cubana dentro da Igreja católica no Brasil?





Polibio Braga  84 comentários


Os fiéis católicos que foram ontem à noite, sexta-feira, até a novena pela Festa da Nossa Senhora do Trabalho, que acontecerá no dia 1º de maio na zona norte de Porto Alegre, foram surpreendidos pelo anúncio feito dentro da igreja, a mando do padre Alcides José Viergutz, segundo o qual todos deveriam ir até o altar para assinar proposta de reforma política apresentada pela 'Coalizão pela Reforma Política Democrática' na forma de um projeto de lei do PT.

Isto acontece em todas as igrejas do RS, mas o projeto não é apresentado aos fiéis, que assinam tudo em branco. 

A ordem é da Arquidiocese e vale para todas as igrejas católicas do RS.

A Paróquia Santuário Nossa Senhora do Trabalho fica na avenida Benno Mentz 1560, Vila Ipiranga, zona Norte.

O projeto do PT, apoiado pela CNBB, que nem foi mostrado aos fiéis da novena de ontem a noite, contempla itens absolutamente contestáveis. 

(1) A proibição do financiamento de campanha por empresas, termo que apresenta um componente ideológico escandaloso, excluindo as empresas - representadas por seus proprietários - de se posicionarem em um plano da vida pública que é determinante para o exercício de suas atividades. 
(2) Eleições proporcionais em dois turnos, processo que, ao contrário da economia advogada no projeto, geraria um gasto monstruoso de recursos públicos. 
(3) Paridade de gênero, com o estabelecimento descabido do sexo - e não da competência e qualificação - como critério para pleitear o exercício de um mandato político. 

Mas o elemento que definitivamente compromete o apoio da CNBB à proposta de reforma política é o fortalecimento dos mecanismos de 'democracia direta'. 

Trata-se de uma forma de inserir a 'sociedade civil' nas decisões que envolvem 'questões de grande relevância nacional', colocando-a na elaboração e na condução de plebiscitos e referendos. 

Acontece que a 'sociedade civil' será representada - não pelo cidadão comum -, mas por uma série de organizações e 'movimentos sociais' como MST, CUT, UNE, CTB, UBM, CONTAG, ABONG, ou seja, quase todos aparelhos do PT e seus aliados. 

Estes grupos - que assinam a proposta de reforma política com a CNBB - serão inseridos nas instâncias decisórias da vida pública e eles irão definir quais são as 'questões de grande relevância nacional'. 

Grupos que contrariam frontalmente os princípios e orientações da Igreja Católica: disseminam a luta de classes; promovem atividades criminosas contra o patrimônio público e privado; estão comprometidos com a ideologia de gênero; exigem a legalização das drogas e a implantação definitiva do aborto.

É, claramente, que o projeto maquia um consórcio para administrar as 'questões de grande relevância nacional' e realizá-las.

Já existe forte movimento em Porto Alegre e em várias cidades brasileiras, pelo qual os fiéis da Igreja católica exigem que a CNBB volte atrás na sua aliança com a vanguarda do atraso da esquerda e seus aliados dos movimentos dos ressentidos sociais.




:: terça-feira, 28 de abril de 2015

Manifesto aos Senadores

http://www.midiacapital.com/brasil/manifesto-dos-brasileiros-contra-a-indicacao-de-luiz-fachin-ao-cargo-de-ministro-do-stf





:: terça-feira, 28 de abril de 2015

Medalha a Stédile

                                          Medalha a Stédile causa justa indignação aos mineiros



 Deputados entram com requerimento para tirar a honraria concedida ao líder do MST, João Pedro Stédile. Agraciados de anos anteriores protestam devolvendo a comenda



  Comandante em chefe do 'exército do Stédile'?

A sessão plenária de ontem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais foi marcada por bate-boca. Mozart [à direita na foto acima], foi um dos que receberam a honraria. Ele devolveu a medalha e o diploma que ganhou em 1982.

A insatisfação com a homenagem concedida pelo governo mineiro ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, extrapolou os protestos na cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência. 

Um dia depois da solenidade, a oposição na Assembleia repudiou a iniciativa e apresentou nessa quarta-feira (22) requerimento para tirar dele a honraria. Enquanto isso, indignados com o oferecimento da comenda, agraciados de outras edições resolveram devolver a condecoração.

Com pesar, mas convicto do ato, o juiz aposentado Mozart Hamilton Bueno, de 75 anos, enviou nessa quarta-feira por Sedex um pacote com medalha, passadeira e diploma recebidos em 1982 das mãos do então governador Francelino Pereira. Na época, ele era diretor do Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Barbacena, na Região Central de Minas. 

“Acho que a medalha deveria ser dada a alguém que prestou serviço ao estado, até um gari merece. Não um baderneiro, incentivador da desobediência civil, que invade propriedades produtivas, laboratórios. 

O critério é do mérito, e não político”, afirma. O MST, que luta pela reforma agrária, já esteve no centro de ações controversas. Além da invasão de propriedades, integrantes do movimento invadiram laboratórios de empresas ligadas ao setor agrícola.

Junto com as honrarias, Bueno também enviou uma carta ao governador Fernando Pimentel (PT) contando seus feitos como diretor do colégio. 

“Não sei se tão relevantes foram esses serviços, mas afirmo que durante os sete anos que dirigi o tal referido colégio entreguei-me de corpo e alma à missão e o fiz despontar”, escreve o juiz aposentado, que atualmente mora em Brasília. “Não me julgo superior a esse senhor Stédile, mas minha modesta biografia, a minha devoção ao meu Estado natal recomendam-me não aceitar esse nivelamento, razão pela qual e por imperativo da minha formação cívica, renuncio ao galardão”, completa.

Revoltado com o fato de Stédile ter sido condecorado, o consultor em comunicação Nestor Sant’Anna, de 71, que já foi secretário do Conselho da Medalha da Inconfidência, também vai devolver a homenagem assim que voltar a BH – ele está em viagem ao Rio. 

“Fiquei indignado com a condecoração. Stédile demonstra rebeldia, uma pessoa que prega invasões e destruição de laboratórios e campos de pesquisa não é um benfeitor”, diz. Sant’Anna foi chefe do cerimonial do governo entre 1971 e 1976, período em que recebeu a honraria. Como ex-secretário do conselho, reforça que a homenagem deve ser dada a pessoas com “comprovada atuação para engrandecer o estado e a nação”.

BANDIDO 

Na Assembleia, o clima esquentou. Stédile foi chamado por diversas vezes de bandido em plenário pela oposição. No requerimento pedindo para sustar os efeitos do ato do governador que concedeu a grande medalha, os parlamentares alegam que ele não se enquadra nos requisitos da legislação que define a honraria. 

“A rigor, até se ele, o senhor João Pedro Stédile, possuir alguma notoriedade em seu saber, ela o é criminal”, diz a justificativa. “Pelo que sabemos ele nunca prestou nenhum serviço ao estado. O que esperamos é que o governador reconheça o grande equívoco que cometeu e gerou críticas da imprensa nacional”, completou o líder do bloco oposicionista Gustavo Corrêa (DEM).

O deputado João Leite (PSDB) disse que vai devolver a medalha que ganhou em 1997 do governo Eduardo Azeredo (PSDB) assim que a encontrar. “Ela não tem mais o mesmo valor. Alguém que prega uma guerra dentro do Brasil não deve receber medalha”, afirmou. O deputado Sargento Rodrigues (PDT) aprovou na Comissão de Segurança Pública uma moção de repúdio ao ato de Pimentel.

PT se atraca ao desserviço do Vaticano em defesa de Stédile... 
 
O líder do governo Durval Ângelo (PT) saiu em sua defesa afirmando que Stédile é um brasileiro de reconhecimento e que num recente congresso de movimentos sociais no Vaticano, ele foi aclamado pelo Papa Francisco[infelizmente, foi mesmo!como uma grande liderança social”, afirmou Durval. 

Fonte: Estado de Minas





:: domingo, 19 de abril de 2015

A velha estrada do fracasso

Governo planeja lançar plano nacional de Reforma Agrária

O governo Dilma Rousseff, criticado por ter paralisado a reforma agrária, planeja lançar até o final deste ano um plano nacional da reforma agrária, informaram na quarta (15) o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e a presidente do Incra, Maria Lúcia Falcon.

De acordo com Ananias, o plano terá como meta principal o assentamento das milhares de famílias acampadas que esperam por um pedaço de terra do governo. Segundo a Contag, esse número chega a 120 mil. O plano também envolve o cadastramento dessas famílias e o estabelecimento de mecanismos para tornar os assentamentos mais produtivos.

O programa será negociado de maneira próxima com os movimentos sociais agrários e será resultado e uma série de conferências estaduais, disse Falcon.

As declarações foram feitas ao lado Alberto Broch, da Contag, e depois de um encontro com a presidente Dilma Rosseff no qual ela recebeu a pauta do movimento.

FOLHAPRESS18 de Abril de 2015





:: domingo, 19 de abril de 2015

Exército suspeito do MST

Exército suspeito do MST

Xico Graziano,
  OESP, 13/04/2015

Lula convocou o exército do MST. João Pedro Stédile, general mor dos sem terra, bateu continência: “vamos enfrentar a burguesia”. Semana seguinte, começaram a estripulia. Bloquearam rodovias, ocuparam fazendas, invadiram prédios públicos e agências bancárias. Guerra declarada.

Misturaram a causa agrária com a defesa da Petrobras. Segundo o MST, a estatal está seriamente ameaçada pela pressão do capital internacional, correndo risco de ser privatizada pelos imperialistas. Entendeu? Na reforma agrária, a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas e a Jornada Unitária do Campo mobilizaram cerca de 20 mil pessoas, brandindo foices e facões em 22 estados, mais Brasília. Violentos.

A pergunta é: quem paga a conta dessas manifestações do MST? Vamos comparar. Em São Paulo, naqueles mesmos dias, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) organizou, na Avenida Paulista, um ato para defender o governo Dilma. Também juntaram perto de 20 mil pessoas. Os próprios participantes afirmaram ter recebido uma espécie de “kit protesto”, com petrechos, incluindo o transporte gratuito e um “vale” entre 35 reais a 50 reais. Multiplicado pelo total, a ação da CUT custou, no mínimo, R$ 2 milhões. Onerou o imposto sindical.

Nós, provavelmente, é que estamos pagando a conta das manifestações dos sem terra. O dinheiro dos ônibus, das camisetas, dos lanches, das faixas parece estar saindo dos convênios entre o governo e certas entidades ligadas ao MST. Via esses acordos, se irriga o movimento com recursos do orçamento da União. Vem de longe tal conjectura.

Em dezembro de 2003, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mista de Senadores e Deputados, se formou para analisar a questão. A CPMI da Terra ouviu 125 pessoas, de todos os lados. Colheu vários depoimentos em segredo de justiça. Acionou o Tribunal de Contas da União (TCU). Resultado: descobriu-se grande sujeira debaixo do tapete do MST. Duas organizações, na verdade, apareciam como operadoras, ou controladoras, dos principais convênios daquela época: a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (ANCA) e a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (CONCRAB). O MST, sabe-se, nunca teve personalidade jurídica, nem apresenta balanço contábil.

Chamados a depor na então CPMI da Terra, os responsáveis pelos braços operacionais do MST não abriram a boca. Francisco Dal Chiavon avocou o direito constitucional de permanecer calado por 27 vezes; José Trevisol emudeceu-se na resposta de 25 perguntas; Emerson Rodrigues da Silva também permaneceu horas repetindo o jargão daqueles que temem a verdade. Um vexame. Inidôneas se tornaram a ANCA e a CONCRAB.

Passaram-se os anos. Nenhuma providência concreta foi tomada. Hoje a situação permanece mais nebulosa ainda. Levantamento executado a partir do Portal da Transparência mostra que o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) repassou, entre 2003 a 2014, a enormidade de 2,75 bilhões de Reais – sim, bilhões - para 1424 entidades civis. Muito dinheiro.

Lidera a lista das beneficiadas a Fundação para o Desenvolvimento do Semiárido Nordestino. Fui ao Google procurar conhecer tal ONG. Não localizei sequer seu site. Como teria ela aplicado os 58 milhões de Reais que recebeu, em sete convênios, para investir na reforma agrária? Em segundo lugar aparece a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (CONTAG), que recebeu 48 milhões de reais. Essa entidade, pelo menos, é histórica. Seguindo-a está o Instituto Creatio. Pesquisei na internet. Trata-se de uma ONG, do Mato Grosso, que afirma atuar, repassando recursos públicos, nas áreas de educação, cultura e, principalmente, saúde. Nada consta sobre reforma agrária. Muito estranho. Depois se encontra a surpreendente Associação de Produtores Rurais Boa Esperança. Alguém sabe onde fica tal associação? Há várias, com nomes parecidos: uma em Querência (MT), outra em Primavera (PA), outra em Seringueiras (RO). Todas pequeninas. Alguma delas faturou 36,3 milhões de Reais do MDA. Por aí vai. A lista completa das entidades conveniadas se encontra em www.xicograziano.com.br.

É de arrepiar o cabelo. Mas o grande mistério mora noutro lugar. O MDA também repassa parte de seus recursos orçamentários para a Caixa Econômica Federal (CEF). Daí, a CEF distribui o dinheiro, via convênios, para execução de serviços e obras nos assentamentos agrários. Entre 2003 e 2014, firmaram 8 303 convênios, no valor de 1,98 bilhões de Reais. O Portal da Transparência diz que 84% já foram liberados. Não informa, porém, o destino. Não se divulga a execução prática, nem a respectiva prestação de contas. Funciona assim, terceirizada e oculta, a reforma agrária no Brasil.

Não se deve generalizar. Muitos convênios, por certo, aplicam corretamente o recurso público, ajudando aos menos favorecidos no campo. Existem ONGs sérias e responsáveis. Mas o joio se mistura no trigo. Falta transparência, existe manipulação política. Tudo piorou quando, na partilha do poder efetuada por Lula, em 2003, o MST passou a controlar o INCRA. Escalou seus quadros dentro da instituição. Garantiu o soldo de seu exército.

Pense no Petrolão. Depois da Operação Lava Jato, que aflorou esta podridão, fica difícil botar fé na ética do poder. Ninguém sério acredita que esse assunto nebuloso dos convênios com organizações agrárias tenha mixado. Pelo contrário, com certeza o ralo se aprofundou.

Gato escaldado tem medo de água fria. Chegou a hora de esgoelar. Apertar a fiscalização. Milhões, em nome da causa agrária, se esvaem pelo desconhecido. Desgraçadamente, a reforma agrária parece também não ter escapado da corrupção.

 






:: sábado, 18 de abril de 2015

Invasão do MST no STF?

            Um STF para o PT chamar de seu

 por Percival Puggina em

Você está preocupado com a indicação do advogado e professor Luiz Edson Fachin para o STF? Provavelmente sim, afinal é mais um nome cuja vida está ligada ao Partido dos Trabalhadores e às suas extensões no MST e na CUT. Nada mais é necessário ser dito para se conhecer inclinações, gratidões e reconhecimentos do novo ministro.

 Seu futuro colega e também petista Luís Roberto Barroso, durante a sabatina simbólica a que o Senado submete os indicados para a Corte, afirmou que o julgamento do Mensalão fora 'um ponto fora da curva'. Tão logo sentou-se entre seus pares, cuidou de dar votos necessários para que o julgamento caísse dentro curva. Graças a isso, os réus que agiram na esfera política já estão, todos, desfrutando dos ares da liberdade. Agora, se desenha no Supremo uma nova curva, com outros pontos, que passam por ele, Barroso, pelo novato Fachin, e mais os veteranos Lewandowski, Toffoli, Teori e Weber.

Em breve você verá que tudo que é sólido e encardido se desmancha no ar das dúvidas sem sequer deixar marcas na toalha branca das formalidades. Pergunto: o ministro Toffoli não manifestou 'interesse' (foi a palavra usada por ele) em integrar a 2ª Turma, ou seja, o grupo de ministros. Interessante Sua Excelência.

Mas não creia, leitor, que o dito acima seja o mais alarmante no horizonte do STF. Nossos constituintes de 1988, ao definirem o modo de provimento das vagas naquela corte, não imaginavam o que estava por vir, ou seja, a ascensão ao poder de um partido com o perfil do PT, que chegou para ficar, sem planos para sair, e disposto a se tornar permanentemente hegemônico. Numa situação realmente democrática, com rodízio dos partidos no poder, com eleições limpas e confiáveis, sem compra explícita de votos pelo governo, os membros do STF seriam, teoricamente, indicados por presidentes da República de distintas tendências, estabelecendo-se, assim, um justo pluralismo na composição do poder.

Na situação atual, caso a presidente venha, para desgraça nacional, cumprir todo o presente mandato, ela indicará mais quatro ministros para nossa Suprema Corte. Já há muito advogado petista, por aí, colhendo apoio entre a companheirada. As consequências dessa distorção excedem, em muito, a mais óbvia: os réus da Lava Jato serão julgados, dentro de alguns anos, por um grupo de amigos, parceiros de ideais, compreensivos à necessidade de que os meios sirvam aos 'elevados fins' da causa petista e aos sagrados ideais de hegemonia do Foro de São Paulo. Não, o mal se prolonga muito além de uma mera ação penal. Sua repercussão é bem mais ampla.

Suponha, leitor, que, como é meu desejo, em 2018, na mais remota das hipóteses, o Brasil tome juízo e eleja um governo e um parlamento de maioria liberal e/ou conservadora. Esse governo e esse Congresso serão eficazmente confrontados, não pela oposição política parlamentar minoritária, mas pela unanimidade do STF, transformado em corte judicial petista! Um Supremo 100% assim, valendo-se da elasticidade com que já vêm sendo interpretados os princípios constitucionais, poderá esterilizar toda e qualquer iniciativa governamental ou legislativa que desagrade ideologicamente os companheiros instalados nas suas 11 cadeiras. Que necessidade tem de assentos no parlamento, para fazer oposição, quem compôs, dentro de casa, como que em reunião de diretório, um STF a que pode chamar de seu?

______________
* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.





:: domingo, 12 de abril de 2015

Dom Helder Câmara, santo?

Quem foi realmente Dom Helder Câmara?

Julio Loredo | Corrispondenza Romana (*)

 

Agencia Boa Imprensa

Fonte: TFP Newsletter

Muito se tem falado nestes dias sobre Dom Helder Câmara, cujo processo de beatificação foi recentemente aprovado pelo Vaticano. Para o italiano médio, a figura de Mons. Helder Pessoa Câmara (1909-1999), bispo auxiliar do Rio de Janeiro e, em seguida, arcebispo metropolitano de Olinda-Recife, é quase desconhecida.

Quem foi Dom Helder?

 

Propaganda que beira o limite do ridículo

As únicas notícias sobre Dom Hélder Câmara que passam pelos filtros da nossa imprensa são aquelas provenientes das fábricas de propaganda local, de modo tão desequilibrado que eu não tenho medo de defini-las como beirando o limite do ridículo.

Lembro-me bem, por exemplo, da reação da imprensa na época da morte de Dom Helder, em agosto de 1999. Os meios de comunicação italianos competiam entre si em panegíricos, dando títulos altissonantes como “profeta dos pobres”, “santo das favelas”, voz  do Terceiro Mundo”, “Santo Helder das Américas” e assim por diante. Foi uma espécie de canonização pelos meios de comunicação de massa (1).

Esta mesma máquina de propaganda parece ter sido reativada com a abertura do processo de beatificação, assinado no Vaticano no último 25 de fevereiro. Algumas informações sobre o assunto, de fato, não fariam mal algum.

 

Militante pró-nazista

Talvez poucas pessoas saibam, mas Dom Helder Câmara começou sua vida pública como militante integralista.

Ele foi, de fato, hierarca da Ação Integralista Brasileira (AIB), o movimento filo-nazista fundado por Plínio Salgado. Em 1934, o então Padre Câmara passou a fazer parte do Conselho Supremo da AIB. Dois anos depois, ele se tornou o secretário pessoal de Plínio Salgado e então Secretário Nacional de AIB, participando como protagonista em comícios e passeatas paramilitares que imitavam as dos nazistas na Alemanha. Suas convicções integralistas eram tão profundas, que ao ser ordenado sacerdote fez questão de vestir, sob a batina, a conhecida “camisa verde” que era o uniforme da milícia integralista.

Em 1946, o arcebispo do Rio de Janeiro queria fazê-lo seu bispo auxiliar, mas a Santa Sé recusou por causa de sua precedente militância integralista. A nomeação veio apenas seis anos depois. Enquanto isso, Helder Câmara havia completado sua passagem do integralismo filo-nazista ao progressismo pró-marxista.

Quando, em 1968, o escritor brasileiro Otto Engel escreveu uma biografia de Mons. Câmara, ele recebeu ordens sumárias da Cúria de Olinda-Recife proibindo-o de publicá-la. O arcebispo não queria que seu passado filo-nazista fosse conhecido.

 

Da JUC para o PC. A Ação Católica Brasileira

Em 1947, Padre Câmara foi nomeado Assistente Geral da Ação Católica brasileira, que, sob sua influência, começou a deslizar para a esquerda para abraçar, em alguns casos, o marxismo-leninismo. A migração foi particularmente evidente na JUC (Juventude Universitária Católica), da qual Helder Câmara era particularmente próximo. Assim escreve Luiz Alberto Gomes de Souza, antigo secretário da JUC: “A ação dos militantes da JUC [...] foi convertida em um compromisso que, pouco a pouco, se revelou socialista” (2).

A revolução comunista em Cuba (no ano de 1959) foi recebida com entusiasmo pela JUC. De acordo com Haroldo Lima e Aldo Arantes, líderes da JUC, “o ressurgimento das lutas populares e o triunfo da revolução cubana em 1959 abriu a ideia de uma revolução brasileira à JUC”. O deslize para a esquerda foi muito facilitado pela cooperação da JUC com a UNE (União Nacional de Estudantes), muito próxima ao Partido Comunista. “Como resultado de sua militância no movimento estudantil – prosseguem Arantes e Lima – a JUC foi forçada a estabelecer uma agenda política mais ampla para os cristãos de hoje. Foi assim que, no Congresso de 1960, foi aprovado um documento […] no qual se anunciava a adesão ao socialismo democrático e à ideia de uma revolução brasileira “(3).

Durante o governo de esquerda do presidente João Goulart (1961-1964), foi formada dentro da JUC uma facção radical chamada inicialmente de O Grupão, que mais tarde veio a ser transformado em Ação Popular (AP) que, em 1962, se definiu a si mesmo como socialista . No congresso de 1963, a AP aprovou seus estatutos por meio dos quais “abraçava o socialismo e propunha a socialização dos meios de produção.” Estatutos que continham, entre outras coisas, elogios à revolução soviética e um reconhecimento da  “importância decisiva do marxismo na teoria e na práxis revolucionária “(4).

O desvio, no entanto, não parou por aí. No Congresso Nacional, de 1968, a Ação Popular se proclamou marxista-leninista, mudando o nome para Ação Popular Marxista-Leninista (APML). Visto que nada mais a separava do Partido Comunista, em 1972 foi decidido que ela deveria ser dissolvida e incorporada ao Partido Comunista do Brasil. Através desta migração, muitos militantes da Ação Católica acabaram indo participar da luta armada durante aqueles  anos de chumbo no Brasil.

Contra o parecer de não poucos bispos, Mons. Helder Câmara foi um dos defensores mais entusiasmados e convictos da migração da JUC para a esquerda.

 

Contra Paulo VI e outras esquisitices

Em 1968, quando o Papa Paulo VI estava prestes a publicar a encíclica Humanae Vitae, Mons. Helder Câmara tomou partido abertamente contra o Pontífice, qualificando a sua doutrina sobre a contracepção como “um erro destinado a torturar os esposos e perturbar a paz de muitos lares” (6).

Em um poema que realmente provocou celeuma, o arcebispo de Olinda-Recife,  ironizava as mulheres “vítimas” da doutrina da Igreja, forçadas, segundo ele, a gerar “monstros”: “Filhos, filhos, filhos! Se a relação sexual é o que você quer, você tem de procriar! Mesmo que seu filho nasça sem órgãos, as pernas feito palitos, a cabeça grande, feio de morrer!”.

Helder Câmara também defendia o divórcio, endossando a posição das igrejas ortodoxas que “não excluem a possibilidade de um novo casamento religioso para quem foi abandonado  [pelo cônjuge].” Perguntado se isso não iria dar razão para os secularistas, ele respondeu: “Que importa se alguém cante vitória, se ele está certo?”.

O inquieto Arcebispo reivindicava também em alta voz a ordenação de mulheres. Falando a um grupo de bispos durante o Concílio Vaticano II, perguntava insistentemente: “Diga-me, por favor, se encontram algum argumento efetivamente decisivo para impedir o acesso de mulheres ao sacerdócio, ou se trata apenas de um preconceito masculino?” .

E que importa se o Concílio Vaticano II impediu depois essa possibilidade? Segundo Câmara, “temos de ir além dos textos conciliares [cuja] interpretação compete a nós.”

Mas os devaneios não terminam por aí. Em uma conferência realizada na frente dos Padres conciliares, em 1965, ele afirmava: “Eu creio que o homem criará a vida artificialmente, chegará à ressurreição dos mortos, e [...] obterá resultados milagrosos na recuperação de pacientes do sexo masculino através do enxerto de glândulas genitais de macacos”.

 

Defendendo União Soviética, China e Cuba

As tomadas de posições concretas  de Dom Helder Câmara em favor do comunismo (embora às vezes criticava o ateísmo) foram numerosas e consistentes.

Por exemplo, permanece tristemente notório seu discurso de 27 de Janeiro de 1969, em Nova York, durante a sexta conferência anual do Programa Católico de Cooperação Interamericana. Sua intervenção foi assim tão favorável ao comunismo internacional, que lhe valeu o epíteto de “arcebispo vermelho”, um apelido que permaneceria indissoluvelmente ligado ao seu nome.

Depois de ter reprovado duramente a política os EUA e a sua política anti-soviética, Dom Helder propôs um corte drástico nas forças armadas dos EUA, enquanto pedia à URSS para manter suas capacidades bélicas, a fim confrontar o ‘”imperialismo”. Ciente das consequências desta estratégia, ele defendeu-se de antemão: “Não me digam que esta abordagem colocaria o mundo nas mãos do comunismo!”

Do ataque contra os Estados Unidos, Helder Câmara passou a tecer o panegírico da China de Mao Tse-Tung, então no auge da  “revolução cultural”, que causou milhões de mortes. O Arcebispo Vermelho pediu formalmente a admissão da China comunista à ONU, com a consequente expulsão de Taiwan. Ele terminou seu discurso com um apelo a favor do ditador cubano Fidel Castro, que naquela época estava ativamente empenhado em promover a guerrilha sangrenta na América Latina. Ele também exigiu que Cuba fosse readmitida na  OEA (Organização dos Estados Americanos), da qual havia sido expulsa em 1962.

Esta intervenção, tão descaradamente pró-comunista e anti-ocidental, foi denunciado pelo prof. Plinio Corrêa de Oliveira no manifesto “O Arcebispo Vermelho abre as portas da América e do mundo para o comunismo”: “Essas declarações contidas no discurso de D. Helder delineiam toda uma política de entrega do mundo, e mais particularmente da América, ao comunismo. Estamos assim diante desta realidade estarrecedora: um Bispo da Santa Igreja Católica Apostólica Romana empenha o prestígio que lhe vem da excelsa dignidade de sucessor dos Apóstolos para tentar a demolição de bastiões dos mais preciosos da defesa militar e política do mundo livre contra o comunismo. Contra o comunismo, sim, que é o mais radical, o mais implacável, o mais cruel e o mais insidioso dos inimigos que jamais investiram contra a Igreja e a civilização cristã” (7).

 

Um projeto da revolução comunista para a América Latina

Dom Helder com o Pe. Comblin

Dom Helder com o Pe. Comblin

Mas talvez o episódio que causou maior espanto foi o chamado “affaire Comblin”.

Em junho de 1968, um documento bomba preparado sob os auspícios de Dom Helder Câmara pelo padre belga José Comblin, professor do Instituto Teológico (seminário), em Recife, vazou para a imprensa brasileira. O documento propunha, sem véus, um plano subversivo para desmantelar o Estado e estabelecer uma “ditadura popular” de matriz comunista. Aqui estão alguns pontos:

Contra a propriedade. No documento, Comblin defende uma reforma tripla – agrícola, urbana e fiscal – partindo do pressuposto de que a propriedade privada e, portanto, o capital são intrinsecamente injustos. Qualquer uso privado do capital  deve ser proibido por lei.

Total Igualdade. O objetivo, afirma Comblin, é estabelecer a igualdade total. Cada hierarquia, tanto no plano político-social como eclesial, deve ser abolida.

A Revolução política e social. No campo político-social essa revolução igualitária propunha a destruição do Estado por mãos de “grupos de pressão” radicais, os quais uma vez tomado o poder, deverão estabelecer uma férrea “ditadura popular” para amordaçar a maioria, considerada “indolente”.

Revolução na Igreja. Para permitir que essa minoria radical governe sem obstáculos, o documento propõe a anulação virtual da autoridade dos bispos, que estariam submissos  ao poder de um órgão composto apenas por extremistas, uma espécie de “Politburo” eclesiástico.

Abolição das Forças Armadas. As Forças Armadas deveriam ser dissolvidas e suas armas distribuídas ao povo.

A censura na imprensa, rádio e TV. Enquanto o povo não tiver atingido um nível aceitável de “consciência revolucionária”, a imprensa, rádio e TV seriam estritamente controladas. As elites que discordam devem deixar o país.

Tribunais Populares. Acusando o Poder Judiciário de ser “corrompido pela burguesia”, Comblin propõe o estabelecimento de ” tribunais populares extraordinários ” para aplicar o rito sumário contra qualquer um que se oponha a este vento revolucionário.

Violência. No caso, que não fosse possível implementar este plano subversivo por meios normais, o professor do seminário de Recife considerava legítimo recorrer às armas para estabelecer, pela força militar, o regime que ele teorizou (8).

 

O apoio de Helder Câmara

O “Documento Comblin” no Brasil teve o efeito de uma bomba atômica. Em meio a polêmica que se seguiu, o Padre Comblin não negou a autenticidade do documento, mas disse apenas que, se tratava “só de um esboço” (sic!). Por seu lado, a Cúria de Olinda-Recife admitiu que o documento havia saído do seminário diocesano, sim, mas afirmava que “não é um documento oficial” (sic de novo!).

Interpretando a legítima  indignação do povo brasileiro, prof. Plinio Corrêa de Oliveira, então, escreveu uma carta aberta ao Mons. Helder Câmara, publicada em 25 jornais. Lemos na carta: “Estou certo de interpretar os anseios de milhões de brasileiros, pedindo a V. Excia que expulse do Instituto Teológico de Recife, e da ilustre Arquidiocese em que ainda refulge a gloriosa recordação de Dom Vital, o agitador que se aproveita do sacerdócio para apunhalar a Igreja, e abusa da hospitalidade brasileira para pregar o comunismo, a ditadura e a violência no Brasil”.

Helder Câmara respondeu evasivamente: “Todo mundo tem o direito de discordar. Eu simplesmente ouço todas as opiniões”. Mas, ao mesmo tempo, confirmou Padre Comblin no cargo de professor do Seminário, respaldando-o com a sua autoridade episcopal. No final, o governo brasileiro revogou o visto do padre belga, que, em seguida, teve que deixar o país.

 

Teologia da Libertação

Mons. Helder Câmara também é lembrado como um dos paladinos da chamada “Teologia da Libertação”, condenada pelo Vaticano em 1984.

Duas declarações sintetizam essa teologia. A primeira, do compatriota de Dom Helder, Leonardo Boff: “O que propomos é o marxismo, o materialismo histórico, na teologia” (9). A segunda, do peruano Gustavo Gutiérrez, padre fundador da corrente: “aquilo que entendemos como teologia da libertação é o envolvimento no processo político revolucionário” (10). Gutiérrez até explica o sentido dessa participação: “Só indo muito além de uma sociedade dividida em classes. (…) só eliminando a propriedade privada da riqueza criada pelo trabalho humano, nós seremos capazes de estabelecer as bases para uma sociedade mais justa. É por isso que os esforços para se projetar uma nova sociedade na América Latina estão se movendo cada vez mais em direção ao socialismo “(11).

Precisamente sobre este tema recentemente foi publicado na Itália um livro pela editora Cantagalli:  “Teologia da Libertação: um salva-vidas de chumbo para os pobres” (12).

 

Amigo dos pobres e da liberdade?

Mas talvez a maior lorota sobre Helder Câmara é tentar apresentá-lo como um amigo dos pobres e defensor da liberdade.

O título de defensor da liberdade cai muito mal pra quem elogiou algumas das ditaduras mais sangrentas que flagelaram o século XX. Primeiramente o nazismo e depois o comunismo em todas as suas vertentes: soviética, cubana, chinesa…

Acima de tudo, todavia, o título de amigo dos pobres não corresponde exatamente a alguém que apoiou regimes que causaram uma pobreza tão espantosa a ponto de serem qualificados pelo então cardeal Joseph Ratzinger  como a “vergonha de nosso tempo” (13).

Uma análise cuidadosa da América Latina -, país por país – mostra claramente que onde foram aplicadas as políticas propostas por Dom Helder, o resultado foi um aumento significativo da pobreza e do descontentamento popular. Lá onde, ao invés, foram aplicadas políticas opostas, o resultado foi um aumento geral de bem-estar.

Um exemplo para todos: a reforma agrária, da qual Dom Helder foi o principal promotor e que, ao invés disso, mostrou-se “o pior fracasso da política pública em nosso país”, segundo palavras do insuspeito Francisco Graziano Neto, presidente do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que é o departamento responsável pela implementação da reforma agrária no Brasil (14).

O leitor interessado em explorar o tema, com grande quantidade de dados estatísticos relevantes, pode consultar o livro mencionado acima (15).

Indro Montanelli tinha razão quando disse: “a esquerda ama tanto os pobres que toda vez que chega ao poder faz com que seu número aumente”

______________

Notas:

1. Cfr. Julio LOREDO, L’altro volto di Dom Helder, “Tradizione Famiglia Proprietà”, novembre 1999, pp. 4-5.

2. Luiz Alberto GOMES DE SOUZA, A JUC. Os estudantes católicos e a política, Editora Vozes, Petrópolis 1984, p. 156.

3. Haroldo LIMA e Aldo ARANTES, História da Ação Popular. Da JUC ao PC do B, Editora Alfa-Omega, São Paulo 1984, p. 27-28.

4. Ibid., p. 37.

5. Si veda, per esempio, Scott MAINWARING, The Catholic Church and Politics in Brazil, 1916-1985, Stanford University Press, 1986, p. 71.

6. Cfr. Helder PESSOA CÂMARA, Obras Completas, Editora Universitária, Instituto Dom Helder Câmara, Recife, 2004. Cfr. Massimo INTROVIGNE, Una battaglia nella notte, Sugarco Edizioni, Milano 2008.

7. Plinio CORRÊA DE OLIVEIRA, O Arcebispo vermelho abre as portas da América e do mundo para o comunismo, “Catolicismo” Nº 218, febbraio 1969. È interessante confrontare – per rilevarne le numerose somiglianze – il discorso di Dom Helder con quello tenuto da Ernesto “Che” Guevara all’ONU il 12 dicembre 1964.

8. Si veda Plinio CORRÊA DE OLIVEIRA, TFP pede medidas contra padre subversivo, “Catolicismo”, Nº 211, luglio 1968.

9. Leonardo BOFF, Marxismo na Teologia, in “Jornal do Brasil”, 6 aprile 1980.

10. Gustavo GUTIÉRREZ, Praxis de libertação e fé cristã, Appendice a Id., Teologia da libertação, Editora Vozes, Petrópolis 1975, p. 267, p. 268.

11. Gustavo GUTIÉRREZ, Liberation Praxis and Christian Faith, in Lay Ministry Handbook, Diocese of Brownsville, Texas 1984, p. 22.

12. Julio LOREDO, Teologia della liberazione: un salvagente di piombo per i poveri, Cantagalli, Siena 2014.

13. SACRA CONGREGAZIONE PER LA DOTTRINA DELLA FEDE, Istruzione Libertatis Nuntius, XI, 10.

14. Francisco GRAZIANO NETO, Reforma Agraria de qualidade, in “O Estado de S. Paulo”, 17 aprile 2012.

15. Julio LOREDO, Teologia della liberazione: un salvagente di piombo per i poveri, pp. 315-338. Il libro può essere richiesto online a info@atfp.it

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Agencia Boa Imprensa





:: domingo, 5 de abril de 2015

Inimputabilidade dos Menores

Inimputabilidade dos Menores de 18 Anos

por Percival Puggina. Artigo publicado em

Todas as tentativas de reduzir a maioridade penal, mesmo que para o patamar mínimo de 16 anos, esbarram no fato de que a Constituição Federal declara, no parágrafo 4º do artigo 60, que os direitos e garantias individuais nela estabelecidos constituem 'cláusulas pétreas'. Ou seja, não podem ser objeto de emenda tendente a os abolir. E nessa lista, entre quase seis dezenas de garantias, vai, como peixe em cambulhão, a inimputabilidade dos menores de 18 anos.

 Hoje, 31 de março de 2015, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC 171/93, que trata dessa redução. Com a decisão, a matéria volta a tramitar na Casa, embora o PT, que junto com o PCdoB, o PSB, o PSOL e o PPS se posicionaram contra a medida, já tenha anunciado que vai recorrer da decisão ao Poder Judiciário. É outra 'velha senhora': a judicialização da política brasileira, que não serve à Justiça e não serve à Política.

 Foi muito presunçosa a atitude dos constituintes de 1988 quando decidiram listar os dispositivos constitucionais que não poderiam ser objeto de modificação. Ao fazê-lo, pretenderam cristalizar a Sociedade, a Política e a Justiça como se fotografassem um instantâneo das aspirações nacionais e decidissem torná-las imutáveis através dos séculos. Quase nada pode ser assim e a CF de 1988 foi excessiva em fazê-lo.

Cada vez mais, a criminalidade praticada por menores de 18 anos assombra a segurança pública, com os 'de menor' transformados em linha de frente do crime organizado. É imperioso coibir isso.

Sempre que se fala em combater a criminalidade com medidas repressivas aparecem os protetores de bandidos. São os mesmos - exatamente os mesmos - que relegam as vítimas ao mais negligente abandono. Seu argumento é tão surrado quanto paralisante: 'Só isso não resolve!', proclamam. É óbvio que só isso não resolve, mas se nada é feito, tudo fica pior a cada dia, como a experiência e as estatísticas demonstram com clareza.

É um raciocínio absolutamente lógico; de tão lógico acaba sendo absolutamente não ideológico: quanto maior o número de bandidos presos, menor o de bandidos soltos e menor a insegurança na sociedade. E vice-versa.





:: quinta-feira, 2 de abril de 2015

Veterinária felina

Veterinária felina: os gatos têm bom gosto





UOL Noticias

Um estudo de uma revista especializada em veterinária felina descobriu que gatos odeiam heavy metal, são indiferentes à música pop, mas adoram os compositores clássicos.
Doze gatos, anestesiados e usando fones de ouvido, foram expostos aos três gêneros musicais por dois minutos cada. Os gatos ouvindo música clássica aparentaram mais calma – respiração mais lenta e pupilas menos dilatadas.
O pesquisador Miguel Carreira, da Universidade de Lisboa, contou que os gatos são particularmente mais simpáticos à música do alemão George Handel.





:: quinta-feira, 26 de março de 2015

Manifestações de março

O que eu vi nas manifestações de março

 

O aspecto ideológico, pouco ressaltado pela mídia, esteve no âmago das manifestações

15 de março manifestações

“Pela primeira vez em 30 anos de normalidade democrática, articula-se um movimento de massa que não teme defender ideias conservadoras”. Assim se referiu em editorial a Folha de S. Paulo (18-3-2015), ao analisar a manifestação tsunâmica que percorreu as ruas deste nosso querido Brasil em 15 de março último.

Esse caráter ideológico dos protestos foi pouco salientado pela mídia em geral, mas ele constituiu a espinha dorsal da manifestação.

Os gritos e os cartazes “fora Dilma”, “fora Lula”, “fora PT”, “impeachment já”, “comunismo, não”, “o Brasil jamais será vermelho”, “abaixo o foro de São Paulo”, “lugar de corrupto é na cadeia” – e tantos outros que pude ouvir e ver na manifestação em São Paulo e que se repetiram pelo Brasil afora –, tinham um fundo comum.

Esse denominador comum nem sempre estava explícito nas mentes dos manifestantes, e nem precisava estar, mas era ele que esclarecia as inteligências, determinava as vontades e dava firmeza aos passos.

Havia uma ideia difusa, mas poderosa e vivaz, de que o atual partido hegemônico no Brasil se afastou profundamente do sentir da Nação por ter-se tornado caudatário de utopias comuno-socialistas como o bolivarianismo venezuelano, o ecologismo indigenista de Evo Morales ou o kirchenerianismo corrupto argentino. Para não falar de um anti-americanismo odiento.

O desagrado profundo em relação ao escandaloso apoio que o governo dá aos movimentos de invasão de terras ou de casas, passando por cima da lei e da ordem, aí se manifestava. Na mesma linha, a política petista de dificultar ao máximo a integração cultural de nossos irmãos indígenas, confinando-os numa espécie de guetos chamados “reservas”, modelo de sociedade para a qual deve convergir a humanidade no futuro. Ademais de uma absurda luta de classes e de raças subjacente a uma política de cotas que há muito ultrapassou todo o bom senso.

Notava-se ainda a repulsa ao favorecimento indireto, mas efetivo, da corrupção, das drogas e do banditismo em geral, instrumentos auxiliares da ideologia petista para o desmantelamento da atual ordem de coisas, considerada “capitalista” e “elitista”, com o consequente mau humor em relação às polícias militares e mesmo ao Exército nacional, nos moldes do que ocorreu na revolução russa de 1917.

Como fica nisso a CNBB? Para alguns, ela seria uma espécie de departamento religioso do PT, enquanto o PT seria o braço político da CNBB. Seja como for, o apoio da CNBB ao programa ideológico do PT não pareceu surtir muito efeito. Desde que deixou de ter uma presença católica no panorama nacional, a CNBB teve seu prestígio muito minguado. Não parece que ela será de grande valia para manter em cena e atuante a ideologia socialo-petista.

Todos esses fatores estavam desigualmente presentes nos manifestantes de março, mais fortes em uns, menos em outros, mais explícitos nestes, mais difusos naqueles, porém atuando poderosamente no conjunto para a rejeição de um partido e de uma corrente ideológica que se apossou das rédeas da Nação e que a obriga a caminhar num rumo que ela não quer.

A presença na Avenida Paulista da Ação Jovem do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, com suas becas e seu estandarte dourado, marcou um ponto expressivo no conjunto.

No total, notava-se uma euforia calma, uma alegria de estar juntos, de sentir-se verdadeiramente brasileiros, com uma esperança que beirava a certeza de que aquele movimento era apenas o primeiro passo num caminho que não tinha mais volta atrás. O Brasil sentia a alegria de poder sacudir os grilhões, o antegosto de um corpo que percebia ser capaz de livrar-se do urso vermelho que o abraça e estrangula.

E tudo isso de modo bem brasileiro: sem violência, sem arroubos exagerados, sem artificialismos demagógicos. É o Brasil como ele é, na sua autenticidade, na sua bonomia, mas também na sua força avassaladora.

 





:: quinta-feira, 26 de março de 2015

Falsos Quilombolas no STF

Quem vai garantir a Lei? E o direito de propriedade?

No STF,quilombolas têm voto favorável de ministra Rosa Weber

ROLDÃO ARRUDA

25 Março 2015 | 21:46

Ministra disse que o decreto assinado em 2003 pelo presidente Lula está de acordo com a Constituição. Ela também lembrou a Convenção 169, da OIT, segundo a qual nenhum Estado tem o direito de negar identidade a um povo indígena ou tribal que se reconheça como tal

No Supremo Tribunal Federal (STF),a ministra Rosa Weber deu voto contrário à Ação Direta de Inconstitucionalidade 3239, que objetiva derrubar o decreto que regulamenta a demarcação de terras ocupadas por quilombolas. Proposta pelo DEM, a ação havia recebido em 2012 o voto favorável do relator, ministro Cezar Peluso, já aposentado.

Com a declaração de voto da ministra, que julgou a ADI improcedente, o julgamento está empatado. Não terá prosseguimento agora, porém, porque o ministro Dias Toffoli apresentou um novo pedido de vista.

Na sessão do STF desta quarta-feira, 25, a ministra Rosa Weber também rejeitou os argumentos do DEM contrários ao critério de auto-atribuição definido pelo decreto, o que permite a qualquer comunidade declarar-se remanescente de quilombo.

“Além de consistir em método autorizado pela antropologia contemporânea, estampa uma opção de politica pública legitimada pela Carta da República, na medida em que visa a interrupção do processo denegação sistemática da própria identidade aos grupos marginalizados”, afirmou aministra.

Na ação que ajuizou contra o Decreto nº4.887, assinado em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o DEM alega que ele  invade esfera reservada ao Legislativo e disciplina procedimentos que implicarão aumento de despesa.

A ação também sustenta a inconstitucionalidade do critério de auto-atribuição fixado no decreto para identificar os remanescentes dos quilombos e na caracterização das terras a serem reconhecidas a essas comunidades.

“INEQUÍVOCO”

Para entender o assunto, é bom lembrar que a demarcação das terras ocupadas por quilombolas está prevista na Constituição de 1988, no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Até aposse de Lula, em 2003, porém, não havia sido regulamentada ainda a forma delevar adiante tais processos.

Para a ministra Rosa Weber, o decreto presidencial é constitucional. Ela disse que o artigo 68, que reconhece aos remanescentes dos quilombos que estejam ocupando suas terras a propriedade definitiva, é autoaplicável. Não necessita de lei que o regulamente.

Não houve, portanto, segundo a ministra,invasão da esfera de competência do Legislativo. Para ela, o decreto presidencial apenas trouxe as regras administrativas para dar efetividade a direito que já estava assegurado no momento da promulgação da Constituição de 1988.

“O objeto do artigo 68 do ADCT é o direito dos remanescentes das comunidades dos quilombos de ver reconhecida pelo Estado a sua propriedade sobre as terras por eles histórica e tradicionalmente ocupadas. Tenho por inequívoco tratar-se de norma definidora de direito fundamental de grupo étnico-racial minoritário, dotada, portanto, de eficácia plena e aplicação imediata e, assim, exercitável o direito subjetivo nela assegurado, independentemente de qualquer integração legislativa”, afirmou.

Quanto ao questionamento do critério de auto-atribuição para caracterizar os remanescentes das comunidades dos quilombos, ela recordou que a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que foi incorporada no ordenamento jurídico brasileiro. De acordo com a Convenção, nenhum Estado tem o direito de negar a identidade de um povo indígena ou tribal que se reconheça como tal.

A ministra salientou que a auto atribuição não afasta a satisfação de critérios objetivos exigidos para o reconhecimento um elemento objetivo: a reprodução da unidade social que se afirma originada de um quilombo há de estar atrelada a uma ocupação continuada do espaço ainda existente, em sua organicidade, em 5 de outubro de 1988”, concluiu.

A ministra esclareceu que a demora entre o seu pedido de vista, feito em 18 de abril 2012, e a apresentação do voto, não se deveu a ela. Disse que seu voto estava pronto cinco dias após seu pedido de vista. Só ontem, porém, o assunto voltou ao plenário do STF.

Em 2012, o relator votou pela procedência da ação e, portanto, pela inconstitucionalidade do decreto questionado.

 http://politica.estadao.com.br/blogs/roldao-arruda/no-stf-quilombolas-tem-voto-favoravel-de-ministra-rosa-weber/





:: quarta-feira, 25 de março de 2015

Cuidado com os pacatos!

O Deputado MISAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) 
- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. o Congresso Nacional não pode se distanciar das aspirações populares. Causa espanto o pequeno debate sobre as manifestações do dia 15 de março, que foram as maiores manifestações populares de nossa história.

Milhares de cartazes cheios de criatividade, muitos escritos à mão, revelavam a insatisfação de um país que sente que sua vida piora a cada dia. Que nos devolvam o Brasil, rezava um cartaz. Outros destacavam: Não somos a elite. Não somos de direita. Somos o Brasil.
Conforme o correspondente Juan Arias do jornal El País: 'Convocado pelo novo poder das redes sociais, o Brasil foi em massa – surpreendendo a muitos – para as ruas em todo país. A variedade das manifestações, em todas as cidades, desmentiu as aves de mau agouro da véspera. O Brasil os desmentiu redondamente. Diziam que era o país do caviar, o dos ricos, o que sairia à rua para exigir a cabeça de Dilma. Não foi. Foi o Brasil plural, foi o Brasil mestiço, o que saiu à rua sem ideologias nem classes. Desfilaram juntas famílias inteiras com seus filhos; casais de namorados de mãos dadas, idosos, muitos jovens e até grávidas felizes. Trabalhadores lado a lado com empresários'.

As manifestações foram ordeiras e pacíficas. 'Cuidado com os pacatos!' Já alertava Plinio Corrêa de Oliveira, pois não se pode ignorar o feitio conservador do povo brasileiro, que é cordato e avesso à carranca. Quem fizer tábula rasa ficará descolado da opinião pública.
E o Brasil de hoje quer absolutamente pacatez. 
'Quem ganhará: a direita? o centro? a esquerda? 
— Ganhará quem conhecer as verdadeiras fibras da alma brasileira e souber entrar em diálogo pacato com essas fibras. Seja governo, seja oposição, pouco importa. A influência será de quem saiba fazer isto.
Tenho dito.




:: domingo, 15 de março de 2015

Deputado manifesta repúdio ao MST

Deputado manifesta repúdio ao MST

O SR. MISAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero manifestar o meu repúdio para a cena que foi o ataque do MST invadindo e destruindo mudas de eucalipto de um viveiro de 15 anos de pesquisas no interior de SP.

O agronegócio brasileiro é uma referência para o mundo, pela capacidade de inovação e pela produtividade. No ramo da celulose, as Florestas brasileiras de eucalipto e pinus conseguem produzir mais matéria-prima por hectare do que espécies semelhantes em países desenvolvidos, como o Canadá e a Finlândia.

Essa liderança só se tornou possível graças ao investimento e ao empenho de pesquisadores em desenvolver espécies mais produtivas e resistentes às pragas. Conforme a revista Veja essa pesquisa foi arrasada pela agressão de mais de 1000 mulheres ligadas ao MST ao invadirem uma fazenda da empresa de pesquisas FuturaGene e destruírem estufas com milhares de mudas de uma nova variedade de eucalipto que está em desenvolvimento desde 2006.

A espécie transgênica (geneticamente modificada), que poderá aumentar a produção em 20%, seria avaliada por autoridades e especialistas na quinta-feira passada, para eventual liberação do plantio. A sessão foi adiada para abril, por pressão de manifestantes. O caso lembra outro ocorrido em 2006, quando uma fazenda da Aracruz no Rio Grande do Sul foi invadida por integrantes da Via Campesina.

A FuturaGene pertence à Suzano Papel e Celulose, companhia brasileira que emprega 7000 pessoas, faturou no ano passado 4,2 bilhões de reais em vendas para o mercado externo e investiu 1,8 bilhão de reais em pesquisas e na expansão dos negócios. Para os vândalos do MST, nada disso importa.

Sr. Presidente, além do crime o MST divulga vídeo de invasão e destruição da empresa. Eles contam com a impunidade e o financiamento do governo sustentado por nossos impostos. As mulheres, de várias cidades paulistas e de Minas Gerais, chegaram à multinacional divididas em 15 ônibus.

As invasoras estavam encapuzadas e armadas com machados, facões, pedaços de pau. Elas destruíram milhares de mudas de eucalipto transgênicos criadas por meio de pesquisas feitas desde 2001. As mulheres quebraram e picharam a empresa que fazia pesquisas.

Segundo a polícia, ninguém foi detido. São os contrastes da nossa situação em que o trabalho e a propriedade são desprezados por uma ideologia criminosa e impune. Tenho dito.





:: sábado, 14 de março de 2015

Logo e claramente



 

 

O direito de propriedade individual é um direito fundamental da pessoa humana e um dos sustentáculos da vida em sociedade.

Os regimes comunistas que o negaram, acabaram por implantar uma situação de escravização dos cidadãos, além de impossibilitar qualquer desenvolvimento cultural ou moral da nação, inclusive atingindo profundamente a instituição da família.

Quis Deus Nosso Senhor amparar esse direito em dois Mandamentos de sua Lei: “Não roubarás” e “Não cobiçarás as coisas alheias”.

Pode haver abusos do direito de propriedade? Claro, como de todos os direitos. Por exemplo, alguém pode abusar da própria vida ou da vida de outros, mas nem por isso deixa de haver um direito à vida. Ao Estado cabe, mediante leis sábias, coibir os abusos, mas tomando o cuidado de não golpear o direito em si mesmo.

*       *       *

Diante dessas verdades, resumidamente expostas, fica-se pasmo e contrafeito ao tomar conhecimento das declarações do ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, por ocasião de sua posse em 6 de janeiro último.

“O ministro diz que pretende promover um ‘amplo debate’ no país sobre ‘o conceito de propriedade’, que ele considera ‘selvagem, retrógrado e pré-capitalista’ no Brasil [...] O MST mantém bom relacionamento com Patrus Ananias” (“Folha de S. Paulo”, coluna de Mônica Bérgamo, 6-1-15).

Numa linguagem que ganharia em ser clara, mas que insinua o pior, Ananias afirma que “trata-se de adequar o direito de propriedade aos outros direitos fundamentais, ao interesse público e ao desenvolvimento integral, integrado e sustentável do Brasil, o nosso bem maior” (cfr. site do Ministério do Desenvolvimento Agrário).

De que “adequação” se trata? Como fazê-la? O tema é sério demais para ser lançado com tanta ligeireza.

“O direito de propriedade não pode ser, em nosso tempo, um direito incontrastável, inquestionável, que prevalece sobre todos os demais direitos”.

O que significa “não ser inquestionável”? Ficamos sem saber. De outro lado, o que quer dizer que “em nosso tempo” o direito de propriedade não pode prevalecer sobre os demais direitos? Em nenhum tempo houve uma prevalência absoluta. Cada direito tem na sociedade seu papel e deve conjugar-se harmonicamente com os demais direitos. Em caso de haver conflitos, para isso estão os Tribunais.

'Sabemos que é um tema que ainda desperta polêmicas e encontra resistências. Por isso sua tradução na realidade brasileira e na solução dos conflitos [...] passa, sobretudo, pela sociedade, pelos meios de comunicação, pelas organizações sociais”.

A propriedade é aqui apresentada não como um direito natural, mas como um tema polêmico que precisa de “tradução para a realidade brasileira”! Então tudo o que sobre a propriedade ensinaram os jurisconsultos da Antiguidade e da Idade Moderna, tudo quanto se encontra no Magistério da Igreja, tudo quanto as legislações dos povos dispuseram, tudo isso, para o Sr. Ananias, se reduz a uma situação cambiante em busca de uma “tradução” para cada realidade!

Segundo ele, “não basta continuar derrubando as cercas do latifúndio”. Se não basta essa derrubada, quer dizer que ela é um ingrediente legítimo, embora não suficiente, das medidas que se devem tomar. Ora, todo mundo sabe que a derrubada das cercas pelo MST, Via Campesina e congêneres, é ação contrária à lei, em geral levada a cabo com grande violência, por vezes contra pessoas, matando animais, destruindo plantações etc.

Insiste ele na Reforma Agrária, sem se referir ao fracasso dos assentamentos, transformados em verdadeiras “favelas rurais”. Pelo contrário, diz que “na perspectiva do projeto nacional brasileiro, um tema da maior relevância é a aplicação efetiva do princípio da função social da propriedade”.

O que significa essa “aplicação efetiva”? Será algo à maneira da coletivização dos bens, como nos países comunistas?

Se não é isso, o que significam essas generalizações? Se é isso, por que não o diz logo e claramente?

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

  

 


 

 

 

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)





:: segunda-feira, 9 de março de 2015

Os polos não derretem

Os polos não derretem, os ursos passam bem, 

os mares não sobem e não morremos assados 

comemora veterano comentarista do tempo

John Coleman: 'não existe a crise do clima'
Luis Dufaur



A administração Obama e seu poderoso secretário de Estado, John Kerry, martelam incessantemente que combater a mudança climática provocada pela civilização é um dos grandes desafios da humanidade.

Mas, como se ainda necessário fosse, John Coleman, co-fundador do Weather Channel, órgão que conquistou a reputação da mídia como o mais confiável na previsão do tempo, voltou a mostrar que o martelado prego da mudança climática não só está torto: ele não existe.

O bem-humorado Coleman participou do programa “The Kelly File”, de Megyn Kelly, para discutir o “mito” da suposta “crise climática”, até cair na risada com as pessimistas contradições de Al Gore.

“Para qualquer um é muito difícil ser contra [o mito da ‘crise climática’], porque a mídia disse ao país, dia após outro durante 20 anos, que os oceanos estão subindo, que os ursos polares estão morrendo, que o gelo está derretendo, que as tormentas vão varrer a Terra e que todos nós vamos a morrer numa onda de calor”, explicou Coleman, que durante 60 anos comunicou ao país as mais respeitadas previsões sobre o tempo.



Mas ele sublinhou que não está duvidando sozinho da “ciência” que está por trás da mudança climática antropogênica.

Mais de 9.000 especialistas que ganharam seu PhD e 31 outros cientistas assinaram uma petição afirmando que o CO2 não é um gás estufa significativo e que muita pesquisa por trás da ‘mudança climática’ é uma ‘ciência ruim ruim’.

Mais ainda, contrariando as assertivas do ativista climático Al Gore em seu filme “Uma verdade inconveniente”, o gelo que cobre os dois polos atingiu seus mais altos níveis, inclusive com recordes na Antártida, sublinhou Coleman.

“Não só o gelo não está derretendo: os ursos polares estão vivendo mais numerosos e felizes hoje do que há 100 anos”, disse Coleman com convicção.

“A vida é boa, Srta. Kelly. Eu queria dizer isso para você: a vida é boa”, concluiu o renomado especialista face aos cenários catastróficos e pessimistas do ambientalismo radical e anti-humano.
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: quarta-feira, 4 de março de 2015

Fraude climática

Acusado de assédio sexual, Rajendra Pachauri deixa IPCC

Genebra, Agência Estado em 25/02/2015 - Acusado de assédio sexual, o indiano Rajendra Pachauri abandonou a presidência do Painel Intergovernamental da ONU para Mudanças Climáticas (IPCC) em um momento crítico nas negociações para um acordo sobre emissões de CO2. Em comunicado emitido na terça-feira, 24, a ONU aceitou sua renúncia.

Pachauri, que ocupava o cargo desde 2002 e foi o vencedor em nome do IPCC do Prêmio Nobel da Paz de 2007,rejeita as acusações de assédio feitas contra ele por uma funcionária de seu escritório de 29 anos.

Mas a polícia de Nova Délhi iniciou uma investigação formal contra o cientista de 74 anos. Como indícios estão e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp endereçados à suposta vítima.

Seu mandato iria terminar em outubro deste ano. Mas em uma carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, Pachauri alegou que não teria como realizar as frequentes viagens que o cargo exige nem ir ao Quênia e a Genebra, onde o IPCC tem suas principais sedes. Na carta, Pachauri indica que não poderia garantir 'forte liderança e dedicação de seu tempo'.

Nesta semana, por exemplo, o IPCC se reúne em Nairobi, e Pachauri não poderia deixar a Índia. Em nenhum momento da carta, porém, ele cita o caso nos tribunais que existe contra ele. 'Para mim, a proteção do planeta Terra, a sobrevivência de todas as espécies e o caráter durável dos ecossistemas são mais que uma missão', afirmou. 'Essa é minha religião. 'Há poucas semanas, ele já havia abandonado a direção do Instituto de Energia e Recursos.

No início da semana, uma corte indiana garantiu proteção a Pachauri contra eventual prisão preventiva até que o caso seja analisado pelo tribunal, amanhã. Seus advogados alegaram que o cientista sofre de problemas cardíacos. Sua defesa ainda insiste que os e-mails e mensagens enviados à funcionária não são de Pachauri e que um hacker invadiu seus computadores e passou a agir. 'Sr. Pachauri está prestando toda assistência à Justiça', declarou sua defesa.

Mas o caso abre uma crise a mais dentro do mundo científico. Em seu lugar no IPCC assume Ismail El Gizouli, de forma interina. A entidade foi quem liderou as pesquisas nos últimos anos, mostrando como a ação humana está promovendo o aquecimento do planeta. (principal fraude, dogma ambientalista)

Diplomatas consultados pelo jornal

O Estado de S. Paulo temem que a falta de uma liderança forte nesse momento signifique um problema extra para as negociações do clima, que precisam estar concluídas até o final do ano.

Repercussão

Para alguns cientistas, os ataques contra Pachauri poderão ser usados como pretexto por aqueles que querem minar o acordo. 'Céticos das mudanças climáticas vão tentar usar o fato como uma oportunidade para atacar a avaliação do IPCC sobre as consequências das mudanças climáticas', alertou Bob Ward, diretor do Instituto de Pesquisas Grantham, da London School of Economics. 'Essas conclusões do IPCC continuam a ser verdade (sic), com ou sem Pachauri.'





:: quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ambientalismo de Ponta

Ambientalismo de Ponta
 
Jacinto Flecha        

         De tanto deblaterar contra o irritante catastrofismo ambientalista, estou caminhando para convencer-me de que ele merece nossa atenção. A natureza precisa mesmo ser preservada, e as recomendações ambientalistas serão recompensadas com florestas respirantes cheias de índios viciados em trabalho, vorazes manadas de espécies salvas da extinção, resfriamento global de entusiasmar criadores de carneiros e produtores de lã, máquinas eficientes movidas a pedal, e tantas coisas inventáveis.

         Isso mesmo! Cheguei à conclusão de que a preocupação ecológica é uma necessidade, e vou batucar no meu computador verde em favor do ambientalismo de ponta. A auspiciosa novidade é que meu ambientalismo de última geração está em regime matrimonial indissolúvel com atecnologia de ponta. Admira novidades tecnológicas preservacionistas, mas fica bem longe da ecologia proibidora que todo mundo conhece e detesta. Elogia avanços tecnológicos para nenhum ambientalista botar defeito, como farei hoje.

         Você já calculou quanta madeira, lenha, gás, eletricidade se consumiriam em fogões, se não houvesse o forno de microondas? Eu também não, mas não preciso de cálculos, estatísticas e outros argumentos numéricos para aplaudir quem o inventou. Consta-me que a façanha se deve a um engenheiro da Nasa. Ele gostava da tecnologia de ponta, mais ainda do chocolate de ponta, mas as barras que ele punha no bolso do jaleco começaram a derreter inexplicavelmente. Logo percebeu que havia uma fonte de calor por perto, e ela foi identificada como uma microonda. Muitos anos se passaram em testes, estudos e gasto de energia mental não poluente, e finalmente o forno f oi lançado no mercado. Mas até hoje os ambientalistas não se lembraram de homenagear nem sequer o chocolate ecológico desse engenheiro...

         Desde que Edison usou a energia elétrica para ganhar dinheiro com iluminação, muitas fontes de luz poluentes e pouco eficientes foram substituídas pelas lâmpadas elétricas dele. Há estatísticas para tudo, e provavelmente já foi calculado quanto gás estufante se economizou, substituindo os métodos antigos por iluminação elétrica; mesmo considerando que ela desperdiça cerca de 90% da energia produzindo calor, em vez de luz. Nas novas lâmpadas de LED, toda a energia se transforma em luz, portanto é uma luz 'verde'. Mas não conte com o aplauso dos ambientalistas para o LED, o que pode acontecer é eles protestarem em defesa dos cupins (aleluias), que precisam perder as asas junto ao calor e luz. Afinal, os cupins têm os seus direitos.. .

         Uma biblioteca doméstica geralmente não ultrapassa mil livros. Considerando o peso médio de 500 gramas, ela pesaria cerca de 500 quilos, dos quais a maior parte representada por papel. Hoje você pode transportar esses mil livros no bolso e lê-los onde quiser, usando um computador menor que um livro. Já foram poupadas tantas árvores dessa forma, que se justifica um selo degreen books para esses livros ecologicamente corretos. Pessoalmente eu prefiro o livro de papel, mas não entendo a falta de um monumento ambientalista para os inventores dessa tecnologia.

         As televisões e monitores de computador antigos eram trambolhos que usavam a tecnologia de raios catódicos. Você já imaginou o que seria um aparelho desses para obter imagens de 50 polegadas ou m ais? Quanto condicionador de ar, matéria prima, energia, espaço físico? Falta um aplauso improvável dos ambientalistas para a tecnologia de ponta embutida nos raquíticos telões de LCD, LED, plasma.

         Quando se evidenciou a crise energética, muitas fontes alternativas conhecidas eram inviáveis, devido ao alto custo. Intensificando-se as pesquisas, aos poucos essas fontes foram barateadas. A energia solar para uso residencial, por exemplo, custava cerca de doze vezes mais que a energia elétrica convencional, e atualmente o custo de ambas é quase igual. Na Alemanha, grande parte da energia doméstica já se produz no local, sem poluição e sem custo mensal depois de instalada. Pode até dar lucro, usando-se um medidor de energia para entrada e saída.

         O s ambientalistas obteriam resultados muito melhores e mais condizentes com os seus objetivos oficiais se resolvessem incentivar inventores de tecnologias e coisas ecologicamente corretas. Ao invés desse ambientalismo de protestos e proibições, por que não conceder algum espaço ao progresso verde? Poderiam até organizar uma nova cantilena ecológica, e os autorizo a denominá-la como sugere o título desta crônica: Ambientalismo de ponta. E o slogan:Queremos as pontas do Jacinto!

         Pelo que conheço da mentalidade esquerdista, sou muito cético sobre a possibilidade de eles caírem na realidade e passarem a elogiar tecnologias limpas como essas. Se o fizerem, comprometo-me a participar do desfile num carnaval ecológico. Vou até encomendar um terno verde abacate, para usar no sambódromo. Ao que parece, devo agendá-lo com meu alfaiate para odia de são nunca...

Fonte: ABIM





:: segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

- - - Os mitos da seca - - -

Alarmismo ambientalista engana sobre a causa da seca, diz climatologista Luiz Carlos Molion

Posted: 07 Feb 2015 11:30 PM PST

Climatologista desfaz mitos "verdes" sobre a seca e aponta as verdadeiras causas. Professor Luiz Carlos Molion
Climatologista desfaz mitos 'verdes' sobre a seca
e aponta as verdadeiras causas. Professor Luiz Carlos Molion
Luis Dufaur


O professor Luiz Carlos Molion, dispensa apresentação. Ele representa a América Latina na Organização Meteorológica Mundial, é pós-doutor em meteorologia, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim, e leciona na Universidade Federal de Alagoas. 


Em palestra que ministrou no dia 19 de dezembro aos produtores da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), o climatologista fez uma previsão de chuvas para os próximos anos.

E mais uma vez refutou a hipótese de as mudanças climáticas e o aquecimento global serem frutos da ação agrícola e industrial, segundo divulgou Correpar.

O renomeado climatologista utilizou dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), e mostrou 2014 choveu cerca de 70% da média prevista de 1.400 mm.

Molion defende que a atribuição da seca à ação humana sobre o meio ambiente, especialmente o desmatamento na Amazônia é um mito.

“Coisa de ‘ambientalista extremista’”, afirmou.

O climatologista desmistificou a importância do desmatamento da Amazônia discorrendo sobre a linha do tempo da metade do século XX até agora, onde foram registrados volumes baixíssimos de chuvas nas décadas de 50 e 60.

Segundo Molion, as mesmas tendências se repetem de décadas em décadas.

Exemplo de exagero ambientalista: estudo tenta provar que comer carne é uma causa da seca!
Exemplo de exagero 'verde':
estudo tenta provar que comer carne é uma causa da seca!
Em São Paulo, há registros de seca no final do século XIX e no início do século XX, nos anos 30.

Por esse motivo, é possível afirmar que não é o homem com suas atividades agrícolas e industriais o responsável pelas grandes mudanças climáticas no planeta.

Até mesmo pelo fato de a porção de terra, onde habitamos, representar apenas 29% da massa no planeta, enquanto os oceanos representam 71%.

A diminuição das chuvas coincide com o período em que o oceano Pacífico esfria ou fica 'neutro'.

Os pluviômetros localizados apontam que há um ciclo de chuvas que dura de 50 a 60 anos.

A cada 25/30 anos chove bem, e nos próximos 25/30 anos chove pouco.

Algumas regiões do país estão passando por um período semelhante ao que houve entre os anos de 1948 e 1976, com menos dias de chuva no ano, e dias mais frios.

Entre os anos de 2015 a 2020, as chuvas estarão abaixo da média de longo prazo, ou seja, a média dos últimos 60 anos.

O que determina as variações climáticas da Terra é justamente a variação cíclica dos oceanos.

Esses representam a maior parte da massa do planeta, absorvem bastante luz solar e controlam as chuvas.

Quando a temperatura dos oceanos esfria, a atmosfera também esfria, porque é aquecida ou esfriada por baixo.

Os oceanos esfriando, evaporam menos água e chove menos.

Os grandes fenômenos atmosféricos ligados aos oceanos são verdadeiros determinantes das chuvas e das secas. Foto: entardecer sobre o Atlântico desde satélite.
Os grandes fenômenos atmosféricos ligados aos oceanos
são verdadeiros determinantes das chuvas e das secas.
Foto: entardecer sobre o Atlântico desde satélite.
O processo contrário, o aquecimento dos oceanos e em consequência da atmosfera, provoca mais chuvas.

O Pacífico ocupa 33% da superfície da Terra, e por isso exerce grande influência climática nos continentes lindeiros.

Quando ele aquece, surge o fenômeno chamado de “El Niño” que traz muitas chuvas para o sul e o sudeste do Brasil.

“La Niña” é o processo oposto.

Mas, quando o oceano está neutro, não se tem previsão do que pode acontecer. E isso é o que está acontecendo: o Pacífico está neutro desde 2012.

Para analisar as variações climáticas, cerca de 70 boias estão espalhadas pelos mares no mundo todo, e medem as temperaturas das águas em até 1.000 metros de profundidade.

Além disso, avançados softwares e computadores também estão dedicados às medições climáticas.

Segundo Molion, o período de chuvas ficará um pouco abaixo da média, e será vantajoso para o café, que não necessita de muita umidade.

Porém, é necessário tomar cuidado com os dias mais secos e frios que estão por vir no meio deste ano.

Tudo isso é bom senso e nada tem a ver com os exageros do aquecimentismo radical, que não pensa na natureza e nos homens, mas tem objetivos ideológicos contrários ao progresso do Brasil e da civilização, observamos nós.
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo
Confira a palestra completa do professor Luiz Carlos Molion:
https://www.youtube.com/watch?v=eSmohpIUr2c