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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: quinta-feira, 2 de julho de 2015

Proposta de implantação da Monarquia Parlamentarista Constitucional

Pró Monarquia

25 de junho às 07:30 · 

VAMOS MONARQUIZAR!

A Pró Monarquia – Secretariado da Casa Imperial do Brasil – divulga a discussão sobre a implantação do Parlamentarismo Monárquico no Brasil disposta no Portal e-Cidadania, um espaço institucional on-line de participação política, disponibilizado pelo Senado Federal para que o cidadão brasileiro possa colaborar de forma mais direta e efetiva com o processo de atuação parlamentar e legislativa do Senado.

Caso a proposta de implantação da Monarquia Parlamentarista Constitucional alcance 20 mil assinaturas, o projeto será remetido à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), e apreciado pelos Senadores da República.

Pedimos o apoio de todos os monarquistas assinando esta proposta legislativa e dando impulso à Causa Monárquica, assim como divulgando e compartilhando este projeto com a família, amigos e conhecidos, angariando o máximo de assinaturas possível para que a proposta seja levada à CDH.

Lembramos que após registrar seu nome e e-mail em suporte a essa ideia, o Senado enviará outro para sua caixa de entrada, para que se confirme o apoio.


Segue o link para a assinatura: 
https://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia…

Senado Federal - Programa e-Cidadania - IdeiasLegislativas

Apoie essa Ideia Legislativa: 'Implantação da Monarquia Parlamentarista no Brasil'

WWW12.SENADO.GOV.BR





:: quinta-feira, 2 de julho de 2015

O pânico das delações premiadas




Quem acompanha regularmente o noticiário percebe que, à medida que avança a Operação Lava Jato, o desconcerto e o desespero tomam conta das hostes petistas, governamentais e adjuntas.

Os protestos contras as alegadas 'arbitrariedades' de Sérgio Moro se avolumam e chegam ao patético, ao atribuírem ao Juiz a violação dos 'direitos humanos' e de fazer o País viver um regime fascista e ditatorial!

Delação de Ricardo Pessoa

A delação de Ricardo Pessoa, com suas revelações de dinheiro sujo na campanha da Presidente, na campanha de Lula, no caixa do PT e de importantes Ministros (para ficar só nisso), acendeu muitos sinais de alarme.

Sob o comando de Lula (sempre ele, o homem que manda em tudo e nunca sabe de nada) começou a campanha organizada do PT e de aliados contra as 'arbitrariedades' na Lava Jato.Ainda segundo a imprensa, Dilma Rousseff 'declarou guerra' ao empreiteiro Ricardo Pessoa; com uma frase, típica de organizações mafiosas, a Presidente disse não respeitar 'delatores'. E o PT cobra o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelo 'descontrole' da PF.

Fermando Pimentel, o petista Governador de Minas, também enroscado em graves denúncias, cujas capilaridades tocam o imenso esquema corrupto montado pelos governos petistas nas instituições do Estado, reclama do 'uso abusivo de instrumentos de investigação'.

Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, preso em Curitiba, desabafa que o País vive um 'regime de exceção'. E o jurista Celso Bandeira de Mello, amigo de Lula, próximo ao PT - e que considera José Dirceu o maior homem público do Brasil - investe contra o Juiz Moro, acusando-o de sujeitar os presos a tortura psicológica e de usar a delação de 'forma equívoca'.

Razões escusas

Afinal, qual o motivo de tanto horror e tanta fúria com a Operação Lava Jato e, sobretudo, com as delações premiadas? Estarão estes defensores da 'legalidade' realmente preocupados com os detidos? Não se entende porque investem contra as delações premiadas, que só beneficiam, em termos penais, quem as faz. O que parece motivar esta orquestração?

Segundo estudiosos do instituto da 'delação premiada', esta é a única forma de quebrar a solidariedade que costuma reger uma organização criminosa, a famosa omertà ou pacto de silêncio entre mafiosos. Tal omertà, que implica nunca colaborar com as autoridades, é o mecanismo que protege os cabecilhas da organização criminosa. 

Na eventualidade de uma investigação que prospere, tal omertà permite que só sejam entregues ao rigor da lei figuras subalternas, as quais esperam, mais cedo ou mais tarde, ser beneficiadas por algum favor corrupto, obtido por seus 'capos'. Lembram-se das promessas feitas a Marcos Valério de 'melar' o julgamento do Mensalão?

A 'delação premiada', ao romper a cumplicidade e solidariedade reinante na organização criminosa, com consideráveis vantagens penais para os delatores, acaba por incentivar a quebra do 'pacto de silêncio' e ajuda a expor os verdadeiros cabecilhas da organização, bem como suas entranhas e mecanismos de funcionamento.

É por este motivo, a meu ver, que a gritaria só aumenta, na proporção da importância das 'delações premiadas'.

Fonte: Radar da mídia




:: terça-feira, 30 de junho de 2015

Boi internacional

Boi internacional





Entre 2000 e 2014 a receita brasileira com a exportação de

 carne bovina saltou 727%, saindo de US$ 779 milhões para 

US$ 6,4 bilhões
Entre 2000 e 2014 a receita brasileira com a exportação de carne bovina saltou 727%, saindo de US$ 779 milhões para US$ 6,4 bilhões. 

Ao todo são 151 clientes internacionais, para o produto in natura e 103 para a produção industrializada. O levantamento foi divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), confirmando que a proteína está entre os principais produtos da pauta exportadora do país. 

O crescimento é sustentado em três fatores chave no mercado internacional: aumento da renda, mudança nos hábitos de consumo e crescimento populacional. 

Com a abertura de novos mercados como Estados Unidos e Japão os pecuaristas brasileiros podem sentir novo aquecimento na demanda. 

A expansão faz do Brasil o segundo maior fornecedor mundial de carne bovina, com 17% de participação nas vendas mundiais. Somente os Estados Unidos tem presença maior, de 19% do volume. 

Estima-se que a oferta global chegará a 59,7 milhões de toneladas neste ano. Só no mercado brasileiro a cadeia produtiva da carne movimenta recursos de R$ 167,5 bilhões ao ano, gerando perto de sete milhões de empregos, aponta a CNA.

Publicado em: Gazeta do Povo, 
29/06/2015




:: sábado, 27 de junho de 2015

O Papa Verde

O Papa Verde

“Vamos ser claros. O planeta não está em perigo. Nós estamos em perigo. Nós não temos o poder de destruir o planeta – ou de salvá-lo. Mas temos o poder de nos salvar”.  Michael Crichton

O Papa Francisco lançou, semana passada, com grande entusiasmo e estardalhaço, sua mais recente Encíclica, voltada, desta vez, para os problemas ambientais.

Redigida provavelmente por seu staff mais à esquerda, a nova Encíclica ‘Laudato Si’ se confunde, em alguns tópicos, com aqueles velhos conhecidos manifestos do Greenpeace ou do Clube de Roma, tal a quantidade de clichês e fetiches ambientalistas. No referido documento, o Papa voltou artilharia contra os combustíveis fósseis, o consumismo desenfreado, assim como defendeu enfaticamente o uso sustentável dos recursos.

A Terra, nosso lar, está começando a parecer mais e mais como uma imensa pilha de sujeira. Em muitas partes do planeta, o lamento de idosos é que, algumas belas paisagens de outrora estão agora cobertas de lixo”, disse o Papa. Num outro trecho, Sua Santidade observa que “Nunca magoamos e maltratamos tanto o nosso lar comum, como nos últimos 200 anos.” No tocante à Sustentabilidade, Francisco foi também enfático: “A ideia de crescimento infinito ou ilimitado, que parece tão atraente para os economistas, financistas e especialistas em tecnologia … é baseada na mentira de que há um suprimento infinito de recursos na Terra, e isso leva à deterioração do planeta, que está sendo sugado e ressecado além de todos os limites.

Em vista da quantidade de incorreções, parece evidente que o Papa está sendo, no mínimo, muito mal assessorado, até porque maldizer o progresso e, principalmente, a utilização dos combustíveis fósseis é o mesmo que legar aos mais necessitados, objetos principais das preocupações papais, a pobreza eterna.

Ao contrário do que diz Francisco, depois da Revolução Industrial a humanidade progrediu de maneira excepcional, aprendeu a explorar os recursos naturais de forma muito mais eficiente, a produzir alimentos e distribuí-los como nunca antes na História. De acordo com dados recentes da FAO, o percentual de subnutridos nos países em desenvolvimento, em relação ao total da população, vem apresentando uma firme tendência declinante, tendo baixado de 33% em 1970 para 16% em 2004.  Tudo isso graças à crescente mecanização do campo e à utilização cada vez maior de fertilizantes químicos modernos, bem como a disseminação das sementes geneticamente modificadas.

Em relação aos recursos naturais não renováveis, diferentemente do que sustentam os próceres da sustentabilidade, mesmo com todo o progresso econômico havido nos últimos duzentos anos – e graças ao extraordinário avanço tecnológico -, as reservas provadas de petróleo, minério de ferro, carvão e muitos outros recursos só fizeram aumentar. Ou seja, não há nenhuma razão para acreditar que estamos “sugando e ressecando” os recursos do planeta “além dos limites”.

Sobre os “malditos” combustíveis fósseis, como bem colocou Roger Pielke, em artigo para o “Financial Times”, “Se quisermos reduzir as emissões sem condenar vastas áreas da humanidade à pobreza eterna, teremos de desenvolver tecnologias de energia de baixo custo e baixo teor de carbono que sejam apropriadas tanto aos EUA quanto à Bulgária, Nigéria ou Paquistão. Mas isto implicará sacrifício; exigirá investimentos de recursos significativos ao longo de muitas décadas. Até que estas tecnologias sejam trazidas à fruição, devemos trabalhar com o que temos. No mundo rico escolhemos crescimento econômico. É cruelmente hipócrita que nós tentemos impedir que os países pobres cresçam também. Se formos realmente forçados a nos adaptar a um planeta com clima menos hospitaleiro, os pobres, no mínimo, devem enfrentar o desafio com as mesmas vantagens de que hoje dispõem os ricos.

Ora, se os seres humanos consomem hidrocarbonetos, é porque eles nos garantem níveis de prosperidade, conforto e mobilidade como nenhum outro combustível.  A energia deles obtida melhora nossa saúde, reduz a pobreza, permite uma vida mais longa, segura e melhor.  Ademais, o petróleo não no fornece somente energia, mas também plásticos, fibras sintéticas, asfalto, lubrificantes, tintas e uma infinidade de outros produtos.

O petróleo talvez seja a mais flexível substância jamais descoberta,” escreveu Robert Bryce em “Power Hungry”, um livro iconoclástico sobre energia. “O petróleo”, diz ele, “mais do que qualquer outra substância, ajudou a encurtar distâncias.  Graças à sua alta densidade energética, ele é o combustível quase perfeito para a utilização em todos os tipos de veículos, de barcos a aviões, de carros a motocicletas.  Não importa se medido por peso ou volume, o petróleo refinado produz mais energia do que praticamente qualquer outra substância comumente disponível na natureza.  Essa energia é, além de tudo, fácil de manusear, relativamente barata e limpa”.  Caso o petróleo não existisse, brinca Bryce, “teríamos que inventá-lo”.

Algum dia, no futuro, certamente haverá fontes de energia tão ou mais abundantes, eficientes, limpas e economicamente viáveis que os hidrocarbonetos. Em termos de rendimento econômico e ambiental, essas novas fontes  deverão produzir o máximo de energia, em escala sustentável e, principalmente, no menor espaço possível, já que uma das maiores carências da humanidade é a terra utilizável.  Quanto mais terras nós ocupamos para produzir energia, menos espaço teremos para as florestas, a agricultura e a pecuária.  Mas esta revolução energética parece ainda distante.  O fato é que as ditas “energias verdes”, meninas dos olhos de ambientalistas – solar, eólica e biocombustíveis -, além de estarem bem longe de uma escala sustentável, precisam de grandes espaços para que sejam minimamente viáveis.

O Papa fala de “belas paisagens”, evocando provavelmente um suposto “Jardim do Éden” que, no entanto, lamento dizer, jamais existiu fora dos Livros Sagrados. O que teria sido esse paraíso maravilhoso do passado mítico?  Um tempo em que quatro crianças em cinco morriam antes dos cinco anos?  Quando uma mulher em seis morria no parto?  Quando a esperança média de vida era de 30 anos?  Ou quando pragas varriam o planeta e ondas de fome dizimavam milhões de uma só vez?

Como nos lembra Alex Epstein, o ambiente natural não é, nem nunca foi, um local seguro e saudável; não é outro o motivo por que os seres humanos historicamente tinham uma expectativa de vida tão baixa. Ao contrário do que dizem por aí os naturalistas, a “Mãe Natureza” nos ameaça permanentemente com microrganismos ansiosos para nos matar, além de forças naturais que podem facilmente nos esmagar.  Se não modificássemos o meio ambiente em nossa volta, se não procurássemos extrair dele os recursos necessários à nossa defesa e bem estar, provavelmente ainda estaríamos vivendo a Idade da Pedra – comparem, por exemplo, as taxas de mortalidade do temível vírus ebola na África Negra e em países desenvolvidos, como Alemanha e Estados Unidos.

Foi somente graças à nossa intervenção não natural e, principalmente, ao uso de energia barata, abundante e confiável (leia-se: hidrocarbonetos) que hoje vivemos em um ambiente onde a água que bebemos e os alimentos que comemos não vão nos fazer mal, e onde podemos lidar com um clima frequentemente hostil sem grandes conseqüências à nossa segurança.  Energia e recursos são essenciais para construir casas resistentes, purificar a água, produzir grandes quantidades de alimentos frescos, gerar calor e refrigeração, construir hospitais e fabricar produtos farmacêuticos, entre muitas outras coisas.

Ao contrário do que diz o Papa e malgrado toda propaganda ambientalóide, é justamente nos países mais ricos e desenvolvidos da Europa e da América do Norte que – apesar da utilização abundante de petróleo e derivados, além de um “consumismo” considerado exacerbado pelos arautos do catastrofismo ecológico – o meio ambiente é hoje menos poluído, graças principalmente ao desenvolvimento tecnológico.  Quem passeia pela Europa Ocidental ou pela América do Norte, não vê esse meio ambiente degradado mencionado pelo Papa, muito pelo contrário.  Já nos países mais pobres, com pouco acesso aos combustíveis fósseis e às novas tecnologias, e onde os mercados são quase inexistentes, a situação é muito diferente…

Com todo respeito que Sua Santidade merece, maldizer o progresso econômico e tecnológico alcançado pelo ser humano nos últimos duzentos anos chega a ser uma heresia.  Nossa expectativa de vida hoje é 2,5 vezes superior ao que era antes do advento da Revolução Industrial.  Não seria exagero dizer que, atualmente, há uma certa abundância de alimentos, remédios e inúmeras outras facilidades derivadas, principalmente, do desenvolvimento tecnológico acelerado havido nos últimos dois séculos.  Há 200 anos, nem mesmo o mais visionário dos ficcionistas poderia conceber que tantos homens estariam convivendo no mundo, em relativa harmonia e muito mais conforto do que era possível imaginar naquele tempo.

Apesar dessas evidências, os ambientalistas ainda insistem em maldizer o progresso humano.  Essa gente vê, por exemplo, na agricultura intensiva e mecanizada – atividade sem a qual, muito provavelmente, seria praticamente impossível alimentar um contingente tão numeroso – apenas uma ameaça ao meio ambiente.  Na sua visão doentia e deturpada da realidade, os automóveis estão destruindo a atmosfera e as indústrias, e irão transformar o planeta num enorme e estéril deserto.  Os idólatras do atraso enxergam cada nova descoberta tecnológica como uma ameaça macabra.

Não se conhece, por exemplo, qualquer forma de energia economicamente viável que os ecologistas aprovem.  Eles se opõem ao petróleo, ao gás, ao carvão, às hidroelétricas e à energia nuclear.  Concordam apenas com as matrizes eólica e solar, que juntas seriam capazes de produzir uma quantidade ínfima do que se consome atualmente no mundo.  Certamente, acreditam que a vida na Idade Média era melhor do que é hoje…

Que o Papa não se iluda: o principal objetivo dos ambientalistas a quem ele tem escutado é muito menos limpar o ar ou as águas do que demolir a civilização industrial.  Eles não visam à melhoria das condições de saúde da humanidade, mas à implantação de um modelo onde a natureza deve ser adorada como uma entidade sagrada, intocável, a exemplo de alguns totens idolatrados por povos primitivos.

A “Mãe Natureza”, segundo os fundamentalistas do meio ambiente, tem um valor “intrínseco” e deve ser venerada acima de qualquer coisa, inclusive do bem estar humano.  Como conseqüência desse dogmatismo, o homem deve abster-se de utilizar a natureza visando ao benefício ou ao conforto próprio.  Como estamos diante de uma entidade supostamente divina, qualquer ação humana que provoque mudanças no ambiente original seria, necessariamente, imoral. 

Fonte: http://www.institutoliberal.org.br/blog/o-papa-verde-2/





:: terça-feira, 23 de junho de 2015

Juventude conservadora

   A CNBB decrépita e a Juventude da Fé Católica.

FratresInUnum.com

Da matéria de Alexandre Trindade, Assessor de Imprensa da Câmara dos Deputados, sobre o encontro de Lula com religiosos, dentre os quais, Dom Pedro Luiz Stringuini, bispo de Mogi das Cruzes e em cujo perfil no facebook encontramos a reportagem:

Entre os debates públicos mais preocupantes, o bispo ressaltou a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, em análise na Câmara dos Deputados. A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil já se manifestou contra a redução da maioridade penal. Dom Pedro relatou debate realizado em Mogi e demonstrou sua preocupação ao notar fortes sinais de conservadorismo numa parcela de nossa juventude, inclusive nos seminarista [sic], que segundo ele “estão inseridos numa juventude mais conservadora, uma juventude mal informada, manipulada pela mídia”.

O blog “Os amigos do presidente Lula” (!) cita o bispo ipsis verbis:

“É importante reconhecer o senhor e os avanços em seus oito anos de governo. Mas, diante da crise atual, esse esforço tem de ser continuado […] Realizamos um grande debate sobre o assunto na Câmara Municipal de Mogi, e, em determinado momento, me surpreendi com a presença de um grupo de jovens que não conhecia. Para nossa surpresa, eram jovens a favor da redução da maioridade penal, e jovens da periferia (…) Comentamos na Igreja como os novos seminaristas estão mais conservadores. Não só eles. Eles estão inseridos numa juventude mais conservadora, uma juventude mal informada, manipulada pela mídia”,

Fratres in Unum pode confirmar que, em reunião à portas fechadas na Assembléia Geral dos Bispos em Aparecida deste ano, nossos ilustres pastores debateram calorosamente sobre a guinada conservadora da juventude católica. Lamentavam, sobretudo, sua militância na internet.

Entre vestes rasgadas e arroubos escandalizados, um importante arcebispo teve de tomar a palavra para dizer o óbvio: “não há como esperar nada de diferente dos jovens, já que nossa casa está uma completa bagunça”.

Domingo, 15 de março de 2015 - Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Domingo, 15 de março de 2015 – Jovens protestam em São Paulo contra a CNBB.

Lamentavelmente, boa fatia de nosso episcopado não enxerga um palmo diante da face, não vê a trave nos próprios olhos e ainda tem coragem de falar em juventude “mal informada, manipulada pela mídia” (!), quando, na verdade, foi justamente o advento da livre informação, o acesso a documentos do Magistério da Igreja e a difusão da Fé pelos blogs e redes sociais que retirou os fiéis da caverna de ignorância em que nossos bispos enfiaram a Igreja nas últimas décadas.

Os tiozões da CNBB acham que para atrair os jovens basta promover liturgias bizarras, com braços pra cima e iê-iê-iê. Crêem que importar o mundanismo para dentro da Igreja é o suficiente, aquele mundanismo que eles, nas décadas de 60 e 70, utopicamente e sem Fé, viam como a salvação da Religião.

Destroem a catequese, banem qualquer reverência na liturgia, aparelham as paróquias e pastorais de militantes esquerdistas, proscrevem qualquer jovem minimamente conservador dos seminários — e para tudo isso, não hesitam em lançar mão de todos os procedimentos, mesmo os mais vis, os mais cruéis, numa verdadeira inquisição progressista! Não são capazes de reconhecer o fracasso de sua geração, que esvaziou igrejas, destruiu altares, extirpou, ou ao menos tentou extirpar, a fé do povo brasileiro.

Seus projetos são um verdadeiro fiasco em todos os sentidos: não conseguem, com toda a estrutura da Igreja no Brasil, colher sequer um terço das assinaturas pretendidas para uma reforma política ridícula e tendenciosa. E ainda abrem a boca para se colocar contra a maioria esmagadora (87%) da população, que quer a redução da maioridade penal.

Ah, façam-nos um favor! Reconheçam a falência de sua geração decrépita, má formada (basta ver o nível intelectual da maior parte de nossos bispos), manipulada pelos inimigos da Igreja. A ideologia senil dos senhores perdeu a batalha para a juventude da Fé verdadeira.

Matéria de http://fratresinunum.com/





:: terça-feira, 23 de junho de 2015

“Tem de desapropriar”, diz líder do MST

Novas Favelas rurais para o exército do MST engordar as verbas

“Tem de desapropriar”, diz líder do MST sobre nova reforma agrária de Dilma

Por Luciana Lima - iG Brasília |

MST calcula que durante o 1º mandato da presidente houve a 'reconcentração' de 100 milhões de hectares em latifúndios e exige compromisso do governo com metas de assentamento

Enquanto o governo prepara um novo plano de reforma agrária para ser apresentado no próximo mês, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem tentado influenciar e conseguir o compromisso do governo da presidente Dilma Rousseff com a desapropriação de terras consideradas improdutivas e com o assentamento de 120 mil famílias só neste ano. Além disso, o MST quer que Dilma adote no novo plano uma meta de assentamentos anual de pelo menos 50 mil famílias.

Um dos coordenadores do movimento, Alexandre Conceição avalia que durante o governo de Dilma houve a criação de uma séria de normas, as quais ele denomina de “entulho agrário” que dificultaram a distribuição fundiária no campo. Pelos cálculos do MST, no primeiro mandato de Dilma, cerca de 100 milhões de hectares acabaram se “reconcentrando” em latifúndios devido a essas regras.

 Entre as normas mais criticadas pelo movimento estão a que impede desapropriações no semiárido nordestino e a que limita em R$ 100 mil o valor da terra para cada família assentada.

O novo plano foi sinalizado pela presidente durante o lançamento do Plano Safra para a Agricultura Familiar, nesta segunda-feira (22), no Planalto, que deverá destinar neste ano e em 2016, R$ 28,9 bilhões em crédito para pequenos agricultores.

Em meio às políticas anunciadas, Dilma apontou eixos da política agrária com o objetivo de estimular o cooperativismo e o desenvolvimento da agroindústria familiar no campo. Esses, entre outros fatores, são apresentados pelo governo como formas de se criar uma classe média rural no país, promessa de campanha da presidente.

“Nada disso adianta se não desapropriar terra. Vou fazer cooperativismo no ar? Vou fazer agroindústria no mar?”, questiona Conceição. “Nós precisamos acabar com os acampados no Brasil e para isso tem que desapropriar terras e não só fazer discurso”, enfatiza.

 O governo, no entanto, ainda não fala em números e só deve apresentá-los em julho, quando o plano deverá ser lançado como mais uma “agenda positiva” do Planalto.

Durante a cerimônia, a presidente disse que pediu ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, a elaboração do plano diário para ser apresentado em 30 dias. “Realmente, o ministro Patrus terá muito o que fazer”, disse Dilma.

De acordo como ministro, a proposta já está sendo conversada com entidades de luta no campo, inclusive com o MST, mas tem também ouvido governadores dos estados e prefeitos para que, em julho, possa ser apresentada pelo governo.

'Estamos construindo uma proposta (de reforma agrária) em sintonia, ouvindo outros parceiros dentro do próprio governo, estamos conversando com governos estaduais e municipais, e estamos também conversando com entidades. Nossa ideia é no começo de julho apresentarmos a proposta à presidente Dilma', disse o ministro, que não deu detalhes da linha a ser seguida pelo governo.

 Patrus só sinalizou que o novo plano focará na melhoria das condições dos atuais assentamentos e em assentar as famílias que hoje já se encontram acampadas.  'O passo seguinte é o desenvolvimento efetivo da agricultura familiar, para que se torne cada vez mais produtiva, eficiente, sustentável', afirmou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-06-23/tem-de-desapropriar-diz-lider-do-mst-sobre-nova-reforma-agraria-de-dilma.html

 





:: segunda-feira, 22 de junho de 2015

Radicalismo verde


Radicalismo verde na encíclica Laudato Si gera aflição Declaração de Voice of the Family

Posted: 21 Jun 2015 09:12 PM PDT

Lançamento da encíclica Laudato Si
Lançamento da encíclica Laudato Si', Vaticano, 18 de junho de 2015



ROMA, 18 de junho de 2015 – A coalizão internacional Voice of the Family está profundamente preocupada pela ausência, na encíclica Laudato Si, de qualquer reafirmação do ensinamento da Igreja contra a concepção e pela procriação como fim primeiro do ato sexual.

A encíclica publicada nesta manhã afirma oportunamente que “a defesa da natureza não é compatível .... com a justificação do aborto” (no 120) e “que o crescimento demográfico é plenamente compatível com um desenvolvimento integral e solidário” (no 50).

Contudo, a omissão de qualquer referência ao ensinamento da Igreja sobre a contracepção deixa os católicos despreparados para resistir ao programa internacional de controle da população.

“Deus ordenou ao homem: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a’ (Gn 1, 28)”, declarou Maria Madise, porta-voz de Voice of Family, “mas o movimento ecológico vê o crescimento da população como uma ameaça”.

“Os países em desenvolvimento se desmoronam com os anticonceptivos e estão submetidos a fortes pressões para legalizar o aborto.

“Dado que a contracepção e a ecologia caminham com tanta frequência de mãos dadas, preocupa profundamente que o ensinamento da Igreja sobre a primazia da procriação não seja reafirmado”, deplorou.

Patrick Buckley, lobista da Sociedade de Proteção aos Nascituros (SPUC) na ONU, notou que:

“a encíclica convida, nos parágrafos 173-175, a reforçar a ação internacional em matéria de ambiente, mas esquece ao mesmo tempo de preparar os católicos para as consequências evidentes dessa ação: um recrudescimento das tentativas de impor ainda mais a contracepção e o aborto aos países em desenvolvimento”.

Hans Schellnhuber promove a ideia de reduzir a humanidade em 80%
O Prof. Hans Schellnhuber foi uma das pessoas escolhidas pela Santa Sé para apresentar a encíclica à imprensa nesta manhã.

Schellnhuber é conhecido por ter declarado que a “‘capacidade de acolhimento’ do planeta” situa-se “abaixo de um bilhão de pessoas”. A população mundial deveria portanto ser reduzida em mais de 80% para alcançar esse objetivo.

John-Henry Westen, cofundador de Voice of the Family e redator-chefe de LifeSiteNews, comentou:

“O professor Schellnhuber é um ativista favorável à criação de um governo mundial dotado de poderes para impor medidas necessárias para resolver a crise do meio ambiente, a qual, segundo ele, exige uma diminuição da população.

“Neste contexto, as referências na encíclica à necessidade de uma ‘verdadeira autoridade política mundial’ com o poder de ‘sancionar’ são profundamente preocupantes.”

Ontem foi anunciado que o professor Schellnhuber acabava de ser nomeado membro da Academia Pontifícia de Ciências pelo Papa Francisco.

Em novembro próximo, a Academia Pontifícia de Ciências acolherá um colóquio para discutir sobre a utilização das crianças como “agentes da mudança”.

Ele prevê, na ordem do dia, refletir sobre as estratégias possíveis para convidar as crianças a se tornarem emissárias do programa ecológico mundial.

Tais ações parecem estar aprovadas pela encíclica nos parágrafos 209-215. Alguns dos implicados nos ateliês do colóquio, como Jeffrey Sachs, estão entre os mais veementes promotores da contracepção e do aborto como meios indispensáveis ao controle da natalidade.

John Smeaton: “Os pais católicos devem resistir a todos os ataques contra as nossas crianças, mesmo quando eles vêm do interior do Vaticano.”
John Smeaton: “Os pais católicos
devem resistir a todos os ataques
contra as nossas crianças, mesmo
quando eles vêm do interior do Vaticano.”
John Smeaton, cofundador de Voice of the Family e diretor do SPUC, declarou:

“O movimento ecológico internacional procura com frequência convencer as crianças de que o mundo está superpovoado e que isso deve ser resolvido pelo controle da natalidade por meio da contracepção e do aborto.

“Há hoje um grave perigo de nossas crianças serem expostas a esse programa, sob a roupagem de sensibilização para as questões ecológicas.

“Os projetos da Academia Pontifícia de Ciências e a ausência na encíclica de um ensinamento claro sobre esses perigos nos deixam em alerta.

“Os pais católicos devem resistir a todos os ataques contra as nossas crianças, mesmo quando eles vêm do interior do Vaticano.”
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo

Quem é Voice of the Family?

Voice of the Family é uma coalizão internacional de organizações pela-vida e pela-família, animadas por leigos engajados, tendo como fim oferecer sua experiência e seus recursos aos responsáveis pela Igreja, à mídia, aos organismos com fim não lucrativo e aos governos, antes, durante a depois do Sínodo dos bispos católicos sobre a família.

Voice of the Family pode ser contatada por e-mail no endereço enquiry@voiceofthefamily.info ou por telefone em +44 (0)20 7820 3148 (linha fixa no Reino Unido).

Voice of the Family reúne 24 organizações nos cinco continentes.





:: domingo, 21 de junho de 2015

Palestra dia 25

Conferência: Aquecimento global – pseudociência e geopolítica

Ricardo Felicio800

Estamos assistindo à novela da seca, em São Paulo e adjacências, na qual muitos consideram a possibilidade dela ser consequência do aquecimento global, do CO2, do efeito estufa etc.

O IPCO – Instituto Plinio Corrêa de Oliveira -, continuando sua luta de esclarecimento da opinião pública sobre temas da atualidade, convidou para nos explicar este complicado tema um grande climatologista da USP, o Prof. e Dr. Ricardo Augusto Felício.

Para ele, o aquecimento global não passa de uma FARSA.

CLIQUE AQUI e faça,  sem perda de tempos, a sua inscrição!

 

Dia 25 de junho

Club Homs

Av. Paulista, 735, às 19,00 hs.

A INSCRIÇÃO É GRATUITA, MAS OBRIGATÓRIA.

Não deixe de se inscrever,  no link abaixo.

http://c6332c1.leadlovers.com/ipco–eventos-ricardo-felicio/ipco-eventos





:: segunda-feira, 15 de junho de 2015

Teologia verde

Um “papa verde” abalaria a combalida união dos católicos e da humanidade

Posted:14 Jun 2015 01:30 AM PDT

Card. Turkson: associando a linguagem ambientalista
com a da Teologia da Libertação.
Luis Dufaur





Kate Galbraith, jornalista especializada em energia e clima, escrevendo para ForeignPolicy, ficou estranhada quando ouviu o cardeal Peter Turkson,presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz no Vaticano, falando diante de uma plateia modesta numa universidade católica da Irlanda.

Estranhada naturalmente não porque estivesse falando numa instituição da Igreja, da qual ele é um hierarca, mas pelo teor de suas palavras.

Com efeito, ao acentuar a importância de cuidar do meio ambiente – que obviamente não pode ser descuidado por toda pessoa razoável, e máxime cristã –, a linguagem do prelado aproximou-se rapidamente da Teologia da Libertação (TL).

Ora, até anos recentes a TL não se interessava pela natureza. Foi quando seus apelos à luta de classe perderam eco e aderentes, que ela também passou de vermelho para verde, ainda que só por fora.

A jornalista viu no pronunciamento do cardeal Turkson uma preparação para a ideia de os “ricos” são culpados pela pobreza também porque danificam o o meio ambiente. Afirmações como essa, segundo Kate, estariam semeando as bases de uma era de “guerras climáticas”.

Essas guerras de fato não existem. Há, sim, guerras marxistas de classe, como as tocadas pelas FARC na Colômbia; ou análogas, como as impulsionadas na Europa Central por Vladimir Putin, um saudosista da URSS, e as promovidas pelo Estado Islâmico ou o Boko Haram em nome do Corão, e ainda outras ditadas pela cobiça.

Só uma manipulação das palavras para esconder outros significados explicaria algo que pudesse ser aludido como “guerras climáticas”.

O que são as 'guerras climáticas' envolvendo pobres contra ricos?
O cardeal referiu-se às “ameaças que surgem da desigualdade global e da destruição do meio ambiente que estão inter-relacionadas”.

Para a especialista, começou aparecer que a anunciada “encíclica sobre ecologia é uma dádiva para ambientalistas, e uma dor de cabeça para políticos conservadores que elevam a economia acima da ação climática”.

Kate lembrou que do Vaticano não só chegam apoios à Teologia da Libertação, mas também apoios às teorias ambientalistas.

O tema ambiental é mais científico e político, mas o papa Francisco tenta incluí-lo nas considerações religiosas.

“Não sei se (a atividade humana) é a única causa, mas principalmente, em grande parte, é o homem que esbofeteou o rosto da natureza”, disse o pontífice numa viagem à Ásia, quando conversou sobre mudança climática com o rei de Tonga e manifestou preocupação de que as Filipinas “provavelmente seriam gravemente afetadas por uma mudança climática”.

O cardeal Turkson tentou apoiar o ambientalismo radical no segundo capítulo do Gênesis, em que o homem é posto no Éden para “lavrá-lo e conservá-lo”, texto, aliás,tradicionalmente interpretado num sentido que desmente as elucubrações ambientalistas.

Porém, logo passou a emitir julgamentos contra os proprietários, como se eles não estivessem preservando suficientemente a Criação.

“Requeremos uma ‘conversão ecológica’, uma mudança radical e fundamental de nossas atitudes perante a criação, os pobres e as prioridades da economia global”, disse o prelado, evocando as increpações do ex-frei Boff ao capitalismo, acusado de predador.

Kate observou que o cardeal Turkson, bem como Papa que ele estava representando, poderiam evitar a questão politicamente polarizadora da ciência climática, esquivando-sede um debate que está atolado em deturpações de dados e não estimula ações para ajudar o planeta.

O mesmo religioso citou o Papa Francisco: “O que não é contestado é que nosso planeta está ficando mais quente”.

O Cardeal Turkson vem aproximando os movimentos sociais como o MST com a Santa Sé. Reunião Global de Movimentos Populares outubro 2014.
O Cardeal Turkson vem aproximando os movimentos sociais como o MST
com a Santa Sé. Reunião Global de Movimentos Populares outubro 2014.
Ora, é precisamente isso que está sendo mais do que contestado e o Papa emitiria um julgamento categórico e excludente numa matéria alheia à sua missão, favorecendo a agitação das esquerdas.

Para a jornalista, agindo assim o cardeal Turkson ateia uma discussão danosa que desmoraliza a sociedade baseada na propriedade privada, na livre iniciativa e na poupança ou capital. Portanto, na Lei de Deus.

Se a encíclica ecológica partir desses pressupostos acidentados e nunca demonstrados, provavelmente acabará multiplicando rachaduras entre os fiéis sob o atual pontificado.

Por certo, uma posição do Papa sobre o clima como a anunciada pelo cardeal, será recebida como  um estímulo para as esquerdas abraçarem Francisco, observou Kate.

Elas já comemoramo fim da linha estrita da Igreja quanto aos homossexuais e saúdam como vitória histórica o acordo que a diplomacia vaticana ajudou a forjar com Cuba.

Obviamente as pessoas seriamente engajadas em melhorar as condições da humanidade vão se sentir julgadas e condenadas por essa visualização.

Stephen Moore, economista-chefe da Heritage Foundation, chegou a escrever: “O papa Francisco — e digo isto como católico— é um completo desastre quando se trata de pronunciamentos políticos.”

Manipulação da temática ambientalista para estimular a luta de classes causará inúmeros danos e não resolverá os problemas ambientais.
Manipulação da temática ambientalista para estimular a luta de classes
causará inúmeros danos e não resolverá os problemas ambientais.
E acrescentou: “Sobre a economia, e agora sobre o meio ambiente, o Papa aliou-se à extrema esquerda e adotou uma ideologia que tornará as pessoas mais pobres e menos livres.”

Para que suscitar essas oposições?

Compreende-se, mas não se justifica, que esse desserviço provenha do ambientalismo mais radical, tendente ao tribalismo e ao comuno-indigenismo.

Mas vir logo da Santa Sé, que deveria ser o polo que une e harmoniza?

Kate prevê um auge de tensões quando o Papa visitar osEUA.

Francisco discursará perante as Nações Unidas, que tanto se empenham em promover a cultura da morte. Vai se reunir com Obama na Casa Branca e falará ao Congresso a convite do presidente da Casa, onde predomina a resistência à agenda climática de Obama, que elimina empregos, multiplica o intervencionismo estatal e empobrece os cidadãos.

O “satã” do ambientalismo radical, os EUA, não vai sair incólume dessa viagem. E os extremistas verdes já esfregam as mãos.

E o efeito desse entrechoque será sentido em todo o mundo. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo






:: quarta-feira, 10 de junho de 2015

Agropecuária X estado intervencionista e confiscador

Deputado mineiro enaltece a agropecuária 


Discurso na Câmara dos Deputados -- MISAEL VARELLA  

Sr. Presidente, Sras. e Sr. Deputados, em meio a toda crise que assola o país, nossa agropecuária ainda surpreende. Vejamos o ocorrido na segunda edição da Feira Três Lagoas Florestal e os seus bons resultados, pois surpreenderam até os organizadores do evento: um público de 13 mil pessoas e o volume de negócios acima dos R$ 60 milhões.

O diretor executivo do Painel Florestal, Robson Trevisan, que organizou a feira, disse que esta edição foi marcada pela participação de um público mais técnico e que foi às compras. Antes de a feira começar, a estimativa de que o público visitante atingisse uma média entre 20 e 25 mil pessoas, o que não ocorreu.

Tivemos visitas de muitas famílias, mas o que predominou foi a presença de empresas que queriam comprar e outras que vieram dispostas a vender. Muitas empresas apresentaram descontos de até 15% e fecharam muitos negócios, o que nos mostra que a região de Três Lagoas é um polo florestal, destacou Trevisan.

A grande surpresa foi o volume de negócios gerados, pois as perspectivas mais otimistas eram de que os valores comercializados ficassem no máximo em R$ 50 milhões devido ao cenário econômico adverso — de alta de juros, inflação maior e elevação de preços da energia e combustíveis.

Na Feira, os eventos técnicos — como o Ambienta e o Inova —deram o tom que os participantes queriam. Os dois eventos abordaram as iniciativas de sustentabilidade utilizadas pelas empresas do setor florestal, além de práticas tecnológicas inovadoras, novas técnicas de cultivo, plantio, evolução genética, apresentação de novas máquinas.

Foram mais de 30 palestras e isso permitiu, aos participantes, o fechamento de muitos negócios e o agendamento de visitas técnicas, que resultarão em mais contratos assinados, avaliou Trevisan.

Sr. Presidente, peço o apoio de meus pares aos projetos que garantem e venham garantir nossa agropecuária, propriedade privada e livre iniciativa que – sem o peso do estado intervencionista e confiscatório — vem contribuindo não apenas para nos trazer divisas, mas para colocar alimentos bons e baratos à mesa dos brasileiros.




:: quinta-feira, 4 de junho de 2015

Comunismo aliciando nas federais

UFSC oferece estágio para estudantes 

atuarem no MST










Antonio Pinho

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está oferecendo vagas de estágio na área de saúde para que estudantes atuem em invasões e assentamentos do MST, em Santa Catarina. 

O estágio é oferecido pelo Núcleo de Extensão de Educação em Saúde e por um grupo chamado Brigada Estudantil de Saúde, nome que faz clara referência às Brigadas Vermelhas, grupo terrorista da extrema esquerda italiana, nascido no final dos anos 60 do século passado.

A UFSC tem um longo histórico de colaboração com o que há de mais radical na esquerda. Nos anos 90 premiou Fidel Castro com um título de Doutor Honoris Causa. O ditador cubano chegou até a escrever uma carta de agradecimento à universidade. Agradeceu à distância aos patéticos bajuladores de uma universidade que nunca conheceu e, provavelmente, nunca conhecerá. 

Anualmente ocorrem as Jornadas Bolivarianas e a Semana Paulo Freire no campus de Florianópolis. Em 2014, por exemplo, ao mesmo tempo em que dezenas de estudantes venezuelanos eram mortos nas ruas por apenas exercer seu direito de protestar, na UFSC a esquerda mais radical defendia o modelo totalitário do governo de Maduro, na décima edição das Jornadas Bolivarianas.

A extrema esquerda da UFSC também apoia as invasões de terras do MST, em Santa Catarina. A invasão de terra ocorrida no final de 2013, em Florianópolis, chamada de Ocupação Amarildo, contou com estreita colaboração de vários professores e alunos de diversos cursos da universidade, incluindo membros do bolivariano IELA, instituto da UFSC que sempre apoia iniciativas da esquerda radical não só da UFSC, mas da grande Florianópolis como um todo.

Cabe, obviamente, questionar: qual o propósito de recrutar estagiários entre os estudantes da universidade e enviá-los a invasões do MST? A Brigada Estudantil coloca a coisa não como um simples estágio, mas sim um “estágio de vivência interdisciplinar” no MST. 

Não se trata de um estágio em que o aluno apenas prestará serviços de saúde, atuando como uma espécie de enfermeiro. O próprio nome sugere que o propósito é que o estagiário vivencie a realidade do MST. 

A intenção dos que promovem isso só pode ser uma: não é para formar médicos e enfermeiros, mas militantes políticos radicais, para os quais o direito à propriedade privada será letra morta. 

Assim vão se transformando universitários em militantes em processo de formação, e no futuro médicos e enfermeiros transmutam-se em agentes da revolução.

Os assentamentos e invasões do MST servem como pequenas Cubas para o recrutamento e formação de militantes socialistas. 

Estamos diante de mais uma das tantas formas pelas quais o mal vai se propagando pela sociedade. O uso do adjetivo “popular” (educação popular, saúde popular) é apenas um rótulo, uma máscara a ocultar valores e ideologias que resultam na tirania cruel do totalitarismo. 

A universidade não é algo mal em si, mas converte-se numa máquina multiplicadora do mal quando, infiltrada por agentes subversivos, se presta a dar apoio a grupos com um modus operandi claramente terrorista, como o MST.         


http://www.midiacapital.com/antonio-pinho/ufsc-oferece-estagio-para-estudantes-atuarem-no-mst




:: segunda-feira, 1 de junho de 2015

Os sem terra de propaganda...

PARECE QUE É, MAS NÃO É

Jacinto Flecha

Muitos que assistiram ao filme “Os Dez Mandamentos” devem ter-se perguntado como o diretor Cecil B. de Mille conseguiu mostrar a enorme fenda abrindo-se nas águas do Mar Vermelho, para os hebreus o atravessarem a pé enxuto. O truque foi uma grande gelatina, na qual um possante ventilador abriu uma fenda. Filmada esta cena, o deslocamento dos hebreus amedrontados foi depois acrescentado em estúdio, por superposição de imagens contidas em outro filme. Artifícios assim perderam espaço para a informática, com seus efeitos especiais estupendos.

Imagens forjadas podem ser inocentes, mas podem também camuflar intenções sem nenhuma inocência. Quando manipuladas pela propaganda, podem produzir no público impressões falsas. Ou seja, parece que é, mas não é; ou então é, mas parece que não é. Muito complicado isso? Não se preocupe, pois vamos passar aos exemplos.

Uma grande foto de primeira página na imprensa mostrou um auditório repleto de pessoas assistindo a uma conferência em Brasília. Quase todos usavam chapéu de palha com aba larga, de dar inveja a qualquer mexicano. A impressão era: um operoso grupo de trabalhadores rurais, acostumado à faina do campo, ouvindo atentamente as informações de entendidos, a fim de aprimorar seus conhecimentos agropecuários. Mas alguns detalhes dão o que pensar: Todos os chapéus eram iguais; todos eram zero quilômetro; naquele recinto fechado, provavelmente com ar condicionado, não havia o menor risco de o sol fritar cabeças que estivessem descobertas; e qualquer agricultor autêntico sabe que a boa educação manda não usar chapéu dentro de casa.

Tudo ali parece que é, mas não é – tão falso quanto remendo em roupa de festa junina. A foto mostrava os personagens por trás, não permitindo apreciar os rostos curtidos dos agricultores. E o leitor acredita que ali houvesse algum agricultor de rosto curtido? Só se foi curtido pelo sol da praia. Mas por que usaram aquela fantasia? Ora essa! É claro que alguns agitadores bem remunerados tinham de parecer agricultores diante do respeitável público – uma ilusão de ótica proposital e propagandística.

Vamos a outro caso. O Incra precisava mostrar serviço, e publicou um livreto ufanista intitulado Balanço da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar – O Futuro Nasce da Terra. A foto da capa mostra assentados usando enxadas, e ninguém faz objeção a isso. Mas quem tem alguma vivência de assuntos agrícolas, vê logo que a metade desses sem terra de propaganda empunha a enxada de modo errado, ou seja, não sabe usá-la. Parece que é, mas não é – outra ilusão de ótica encomendada. Para que serve essa pose fotográfica com maus atores? É que a distribuição de terras pelo Incra tem sido um total e rotundo fracasso, resultando nas favelas rurais. Daí uma foto para os marqueteiros transmitirem a impressão de que tudo corre às mil maravilhas.

Recursos como esse já são marca registrada. Uma cena exaustivamente repetida no noticiário mostra bandos do MST empunhando foices e enxadas em manifestações ou invasões. Foice e enxada são instrumentos muito primitivos, mas em pleno uso até hoje. E necessários, pois os pastos precisam ser roçados e o capim precisa ser capinado. Se o agricultor sabe mesmo usá-los, não lhe falta emprego.

Os bandos de sem-terra de manifestação sempre exibem foices e enxadas, parecendo reivindicar com isso um lugarzinho para exercer suas aptidões. Acontece que a prática dos agricultores verdadeiros desenvolveu um modo muito cômodo de transportar a foice ou a enxada de casa para a roça e vice-versa: vai no ombro, em posição mais ou menos horizontal. Alguns até penduram no cabo uma sacola contendo gêneros diversos. Esse conjunto fica nas costas (na cacunda, dizem os lavradores), contrabalançado na frente pela mão que segura a outra ponta do cabo.

Como é que os sem-terra de manifestação seguram foices e enxadas? Em pé, como se fossem lanças, alabardas ou porretes. Atitude claramente agressiva, de quem está pronto para atacar quem lhes atravesse o caminho. Poderiam ser instrumentos de trabalho, mas tornam-se armas ameaçadoras quando usadas por sem-terra de invasão. O respeitável público é induzido a ver a imagem de um lavrador, mas a intenção agressiva é bem clara; e esta os proprietários de terras invadidas conhecem bem.

Bandos de sem-terra de barraca multiplicam-se Brasil afora. Mas o que de fato se multiplica são as barracas pretas, quase sempre desabitadas, que congestionam as estradas e o noticiário. A impressão é de trabalhadores rurais à procura de trabalho, enquanto os proprietários rurais não conseguem contratar trabalhadores de verdade, obrigados assim a adquirir dispendiosas máquinas agrícolas para realizar o serviço. Uma antiga música carnavalesca não deixa por menos: “Enquanto isso, na minha casa, ninguém arranja uma empregada”.

Esses bandos comandados por agitadores fariam boa figura “assentados” em tratores ou colheitadeiras. Mas será que eles são mesmo gente querendo trabalhar? Aí se pode ter muito mais segurança: parece que é, mas não é.





:: segunda-feira, 1 de junho de 2015

Agricultura salva queda maior do PIB



E a produção da Reforma Agrária???



Presidente da CNA destaca desempenho do agronegócio e quer manutenção de estímulos como financiamento e crédito acessíveis ao produtor
Assessoria de Comunicação CNA
A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, no biênio 2014/2015, alcançou 201 milhões de toneladas 


O setor agrícola, com crescimento de 4,7% no primeiro trimestre de 2015, impediu que o Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentasse um desempenho ainda pior do que a queda de 0,2%, conforme divulgou nesta sexta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, é em função desse desempenho que o “agronegócio precisa continuar recebendo crédito e financiamento adequados capazes de garantir mais produção e produtividade, além de manter a contribuição decisiva do agronegócio na manutenção do superávit da balança comercial brasileira”. 


A agropecuária foi o único setor que apresentou variação positiva entre os segmentos que compõem a formação do PIB, indicam os números do IBGE. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2015 e o quarto trimestre de 2014, o PIB agropecuário garantiu crescimento de 4,7% e contribuiu com R$ 79,6 bilhões no produto gerado no país no primeiro trimestre deste ano. Equivalente a 5,65% do total gerado, R$ 1,408 trilhão. 

Agronegócio lidera economia - Mesmo com as medidas adotadas pelo Governo Federal, com o objetivo de reequilibrar as contas públicas, análise técnica da CNA avalia que o PIB do setor agropecuário (da porteira para dentro) poderá crescer 1,8%, em 2015. 

Ao mesmo tempo, estimativas do mercado financeiro e do Banco Central mostram que a economia brasileira como um todo terá desempenho negativo, perto de 1%, este ano. 

A CNA lembra ainda que o agronegócio tem sido fundamental para a diminuição do déficit da balança comercial brasileira em 2015. O setor apresentou saldo positivo de US$ 14,6 bilhões na balança comercial do primeiro trimestre de 2015, enquanto a balança total fechou o período com déficit de US$ 5,6 bilhões. 

Houve retração nos outros setores que compõem o PIB, conforme mostra o IBGE. Na comparação entre o quarto trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2015, o consumo das famílias e os gastos do governo apresentaram retração de 1,5% e 1,3%, respectivamente. Já bom desempenho do setor agropecuário pode ser explicado por diversos fatores. 

Números expressivos - A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, no biênio 2014/2015, alcançou 201 milhões de toneladas, ou seja, 8,1 milhões de toneladas a mais em comparação com as 192,9 milhões de toneladas produzidas entre 2013 e 2014, sendo 4,2% maior, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE). 

As principais commodities produzidas no país, soja e milho, apresentaram expansão da área cultivada, de 4,7% e 0,1%, respectivamente, e de produtividade de 5,5% e 2,19%, respectivamente. A produção de soja expandiu-se expressivos 10,6%. 

A desvalorização do real tem dado fôlego às exportações do agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre de 2015, houve aumento das exportações de produtos florestais, em US$ 1,11 bilhão, café, em US$ 1,12 bilhão, e cerais, farinhas e preparações, em US$ 246,50 milhões. 

Outros produtos agropecuários obtiveram ótimo desempenho no período e contribuíram para o desempenho do setor. Foram os casos dos sucos, fumo e seus produtos, apresentaram vendas adicionais no valor de US$ 210,66 milhões no primeiro trimestre do ano. 




:: quarta-feira, 27 de maio de 2015

Agro-recorde

Agro-recorde - Celso Ming,

Neste ano, a agricultura brasileira deverá ultrapassar um marco histórico. Produzirá mais de 200 milhões de toneladas de grãos, entendidos como tais cereais, leguminosas e oleaginosas. Há pelo menos 40 anos, o Brasil deixou de ser conhecido apenas pelas suas monoculturas: café e cana. É hoje referência mundial num setor complexo, mais comumente chamado de agronegócio.

Em apenas dez anos, a produção de grãos aumentou 62% e a de cana de açúcar, 66%, com um crescimento de apenas 19,2% da área plantada,o que mostra o enorme incremento de produtividade. Isso aconteceu não somente por meio de incorporação de tecnologias modernas de seleção de sementes, preparo de solo, plantio, armazenamento e processamento. Reflete avanço da mentalidade empresarial no setor, que abrange não apenas empresas, mas também a agricultura familiar.

Crítica recorrente que se faz à política econômica é a de que o Brasil não tirou proveito do último período de bonança, que se estendeu de 2002 a 2012, marcado pelo grande boom das commodities — e não só das agrícolas. Isso não vale para o agronegócio.

No Brasil, o agronegócio não é regado a subsídios, como acontece na maioria dos países ricos. Se conta com boa oferta de crédito é também porque é merecedor. Vem obtendo sucesso num ambiente hostil em que outros setores, especialmente a indústria, vêm quebrando a cara. Avança a despeito da política econômica muitas vezes predatória. Nos últimos dez anos, por exemplo, o governo sangrou o setor do álcool e do açúcar com sua política de represamento dos preços dos combustíveis. Nada menos que 60 usinas foram fechadas desde 2009, cerca de 70 estão em recuperação judicial e sabe-se lá quantas mal conseguem sobreviver.

Centros de decisão importantes do governo trabalharam contra o uso de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) e atrasaram o desenvolvimento da Embrapa nessa área.

O agronegócio se tornou um setor vencedor a despeito da infraestrutura sucateada ou inexistente, que atravanca os corredores de exportação no auge da safra. Enfrenta o alto custo Brasil e segue batendo recordes, apesar do forte período de estiagem que assola várias regiões do País, a mesma que vem servindo de desculpa para lambanças e fiascos da política econômica.

Não se podem ignorar os graves problemas da desigualdade e da fome que ainda persistem no Brasil. Nem os desastres ambientais provocados por manejos irracionais dos recursos naturais, especialmente nas áreas de fronteira agrícola. Mas não dá para ignorar, também, que o sucesso do setor praticamente sepultou os problemas produzidos no passado pelo latifúndio e esvaziou os movimentos de reforma agrária.

Publicado em O Estado de São Paulo, 16 de maio de 2015

 





:: domingo, 17 de maio de 2015

Brasil deve colher mais uma safra recorde de grãos em 2015

Brasil deve colher mais uma safra recorde de grãos em 2015

Viviane Novaes e Luiz Patroni

Produção brasileira deve chegar a 202 milhões e 226 mil toneladas. Número representa um aumento de 0,7% sobre a estimativa



A produção brasileira de grãos deve chegar a 202 milhões, 226 mil toneladas. Isso representa um aumento de 0,7% sobre a estimativa do mês passado e um recorde nacional.

“O clima ajudou, o mercado tem sido favorável de fato, a questão cambial tem sido um estimulo. Uma parte expressiva dos produtos que estão sendo colhidos aí, comercializados. No conjunto, ultrapassar os 200 milhões de toneladas é um número importante pro Brasil”, diz João Marcelo Intini, diretor de Política Agrícola da Conab.

A Conab destacou a região de MATOPIBA, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Os números mostram um crescimento expressivo da produção de grãos nessa região.

Cinco anos atrás, o MATOPIBA produzia 12 milhões e 300 mil toneladas, o equivalente a 8,3% da produção nacional. Para a safra atual, a previsão é de quase 20 milhões de toneladas: 9,7% do total.

'É uma região com alta tecnificação, os produtores já aprenderam a lidar com aqueles solos ali, já aprenderam a lidar com a janela curta de chuva”, explica André Nassar, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

A Conab divulgou também que a safra de trigo, que é colhida no inverno, pode chegar ao recorde de sete milhões de toneladas, um milhão de toneladas a mais do que no levantamento de abril.

'Nós ficamos surpresos com a intenção de plantio, então isso reflete muito na expectativa e na tendência de preço do produto, isso faz com que o produtor invista mais uma vez no trigo como uma cultura de inverno”, explica Rubens Rodrigues, presidente da Conab.
A safra de soja também é a maior já registrada no Brasil: 95 milhões de toneladas, com aumento de quase 800 mil toneladas sobre a estimativa anterior.

O Brasil nunca colheu tanta soja. Crescimento de 10% e novo recorde, resultado do aumento da área plantada e também da produtividade. Que poderia, inclusive, ter sido ainda maior.

'Tínhamos o potencial para produzir ainda mais, mas em função de fatores climáticos, principalmente no início do plantio e também no pleno desenvolvimento das culturas agora no mês de janeiro, o potencial ficou bastante reduzido em algumas áreas”, esclarece Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja/MT.

Contratempos a parte, o saldo foi positivo. De Norte a Sul, todas as regiões produziram mais, destaque para o Nordeste e o Norte, onde proporcionalmente o avanço foi maior.

Em Mato Grosso, responsável por aproximadamente 30% de toda soja produzida no país, a colheita acabou e também foi recorde: quase 28 milhões de toneladas. Os agricultores já venderam 75% deste volume e o restante está guardado em silos.

Na fazenda do agricultor Fernando Ferri, em Campo Verde, no sudeste do estado, 28 mil sacas estão armazenadas. A colheita terminou em março, com rendimento de 57 sacas por hectare. “Teve um incremento de produtividade de três sacas em relação ano passado, mas três sacas abaixo do investimentos. Não alcançamos devido a seca inicial”.

Apesar da produtividade um pouco aquém da desejada, o agricultor está satisfeito. A safra marcou a inauguração do primeiro armazém da fazenda. “É a realização do sonho de todo produtor, que quer ter seu armazém próprio. É um marco que diferencia o antes e o depois da fazenda”.

Fonte: Globo Rural





:: domingo, 17 de maio de 2015

Fachin no STF representa o avanço do projeto de poder do PT

          Fachin no STF representa o avanço do projeto de poder do PT

Prezado Sr.

Diga Não

Atenção: estaé a segunda parte da campanha para pedir que os senadores não aprovem aindicação de Fachin para o STF. Portanto, trata-se de uma campanha diferente,que pode ser assinada por todos aqueles que assinaram aprimeira.

Na última quarta-feira (06/05), o indicado para ocupar a vaga de JoaquimBarbosa no STF, Luiz Edson Fachin, foi sabatinado pela Comissão de Constituiçãoe Justiça do Senado.

Recebeu 7 votos contrários e 20 votos a favor. Mesmo tentosido realmente questionado por alguns dos senadores,principalmente no que diz respeito à sua atuação como advogado durante o períodoem que foi procurador do estado do Paraná, algo que é proibido pela constituiçãodeste estado, o indicado conseguiu preservar o favoritismo para a vaga. 

http://www.citizengo.org/pt-pt/22987-fachin-no-stf-representa-o-avanco-do-projeto-poder-do-pt-diga-nao

Fachin tentou também encobrir suas posições heterodoxas e radicais a respeitoda instituição familiar. Além disso, como disse o jornalista Reinaldo Azevedo,'ele não renegou o artigo que escreveu em 1986 em que defende confisco de terrase expropriação de áreas produtivas'.

Embora tenha recebido maior número de votos favoráveis, quem decidirámesmo sua aprovação será o plenário, que votará no próximo dia 19.Temos pouco tempo para pressionar os senadores e pedir que eles nãoaprovem a indicação de Fachin para o STF pelas seguintes razões:

  • Fachin é mais uma peça importante para o PT e seu projeto de poder, que tem como um dos objetivos o aparelhamento completo do poder judiciário e a intensificação do ativismo judicial.
  • Ele defende teses radicais contrárias à família natural. Por exemplo, defende o absurdo 'direito de pensão para amantes”. O Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), do qual é um dos diretores, apoia a destruição da família por meio do estabelecimento dos mais diversos tipos de 'arranjos familiares”.
  • Ele exerceu a advocacia de forma irregular durante o período que foi procurador do estado do Paraná.

Assine a campanha para enviar um e-mail aos senadores líderes debancada no plenário do senado e pedir que eles que rejeitem aindicação de Fachin para a vaga no STF.

http://www.citizengo.org/pt-pt/22987-fachin-no-stf-representa-o-avanco-do-projeto-poder-do-pt-diga-nao

Sua participação na primeira parte da campanha foi muitoimportante. Os mais de 30.000 e-mails enviados aos principais senadoresda CCJ contribuíram para gerar um ambiente de pressão e motivaram os (poucos)senadores que realmente fazem oposição a fazer questionamentos sérios. 

Portanto, sua participação nesta segunda etapa é ainda mais importante. Asituação é difícil, mas não podemos desistir. 

Obrigado por seu comprometimento!

Um forte abraço.

Guilherme Ferreira e toda a equipe de CitizenGO






:: sexta-feira, 15 de maio de 2015

Só faltou Fachin dizer que é da TFP

A TFP está procurando a carteirinha do Fachin...

Quem está sendo enganado?

SABATINA

A sabatina de Luiz Edson Fachin para a vaga de Joaquim Barbosa - durou 11 horas - no Supremo, revelou um advogado capaz de voltar atrás numa série de posições jurídicas e pessoais para encantar os senadores e conseguir vencer essa etapa. Ele levou respostas prontas para determinadas perguntas e não se arriscou: preferia lê-las. Fachin foi para a sabatina acompanhado da mulher e duas filhas para enaltecer seu lado família. E protagonizou momentos de pieguice: um deles foi lembrar seus tempos de coroinha. No final da sabatina de Luiz Edson Fachin, tinha senadores que acreditaram no que falou, enquanto outros apostavam que sua ladainha ensaiada escondia o que ele realmente sente e no que acredita. Um dos senadores, mais irônico, não resistiu: “Só faltou Fachin dizer que é da TFP”. Como se sabe, Tradição, Família e Propriedade é uma antiga entidade de inspiração católica de direita. Hum, hum! 

Por Alfredo Sartory em 14 de Maio de 2015

http://www.diarionline.com.br/index.php?s=colunas&id=11&&cid=1070






:: quinta-feira, 14 de maio de 2015

Fachin 1 x 0 Brasil.

Fachin 1 x 0 Brasil. Ou: A oposição que não se opõe

A longa sabatina desta terça-feira acabou com a aprovação preliminar do indicado por Dilma para a vaga no STF, o mesmo advogado que a apoiou abertamente na campanha e defende os invasores do MST. Um país que tem uma presidente incapaz de aparecer na televisão sem gerar um panelaço como reação, que possui uma das mais baixas taxas de aprovação da história democrática, deve conseguir colocar seu indicado sem maiores dificuldades na instituição mais importante da República, pois a guardiã da própria Constituição. O que se passa?

O Brasil carece de uma oposição verdadeira, que faça justiça a tal nome. Com raras exceções, nossa “oposição” não sabe se opor. Não estou aqui defendendo uma oposição nos moldes do PT no passado, com postura sempre destrutiva, só pensando no poder e nunca no país. Não! Queremos e precisamos de uma oposição responsável, que saiba separar seus próprios interesses políticos daqueles do país como um todo. Mas pergunto: colocar Fachin no STF atende aos interesses da nação?

Seu passado o condena, e não estamos falando de um passado longínquo, típico da juventude utópica, e sim do passado recente. O problema de Fachin nunca foi a falta do “notório saber jurídico”, como no caso de Toffoli. O problema é a ideologia, como também no caso de Toffoli, que consegue unir o inútil ao desagradável no caso. Como a oposição pode aceitar um ministro no STF com credenciais tão “progressistas”, ou seja, com viés ideológico claramente de esquerda e contra o próprio conceito do STF como guardião da Constituição?

É verdade que o discurso do indicado foi bem diferente na sabatina. Fachin teve que rejeitar seu passado para ser aprovado pela CCJ. Mas, como Merval Pereira bem colocou, foi preciso rasgar tudo que fora escrito antes. Ou seja, ou estamos diante de um ator cínico, ou de alguém que não tem posições convictas. Em ambos os casos não parece alguém adequado para ocupar o cargo no STF. Diz Merval:

De duas, uma. Ou a presidente Dilma está arrependida de ter indicado o jurista Luiz Edson Fachin para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, ou está dando gargalhadas diante das respostas dele na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Por que o Fachin que esteve ontem a responder aos senadores não é o mesmo que escreveu textos que colocavam em dúvida o direito à propriedade ou questionavam a família tradicionalmente formada. 

Fachin ontem nem precisou explicitar o pedido para esquecerem o que escreveu. Ele mesmo tratou de fazer uma releitura de anos e anos de militância jurídica, explicando que todas as ideias polêmicas que defendeu ao longo de sua vida eram apenas questões que estavam sendo “problematizadas” em discussões acadêmicas, e não representam o pensamento que vai guiá-lo se for aprovado pelo Senado para o STF.

Na verdade, o que se viu ontem no Senado foi um jurista quase conservador, defensor da tradição, família e propriedade. Ao jurista que escreveu um prefácio de um livro a favor da bigamia, afirmando que as ideias pertenciam a “mentes generosas e corajosas, preocupadas incessantemente com o que nos define como humanos”, o jurista sabatinado respondeu ontem: “Sempre acreditei que os valores da família, de pátria e de nação são fundamentais para progredir”.

Como acreditar na sinceridade de Fachin? Só alguém muito ingênuo mesmo. E como defender, então, a postura de nossa “oposição”, especialmente a tucana? Enquanto a sabatina acontecia, os principais nomes tucanos estavam em Nova York, curtindo uma festa em homenagem a Fernando Henrique Cardoso. Álvaro Dias, que vinha se destacando pela firmeza contra o PT, parece ter colocado o regionalismo acima de tudo, e se transformou num advogado de defesa de Fachin. Como ter esperanças assim? Só mesmo nas tais raras exceções, que citei antes, como no caso de Ronaldo Caiado:

Se dependermos do PSDB, teremos um STF bolivariano! Como escreveu Ricardo Vélez-Rodriguez, não dá para confiar numa “oposição” dessas, que some no momento crítico de ocupar a vaga do STF com um camarada militante:

Na data marcada para o debate, senadores importantes do PSDB não estarão presentes na Comissão que sabatinará o candidato. Estarão em Nova Iorque, participando de uma comemoração internacional que exalta o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Isso é dar muito mole para a petralhada. O PSDB, aliás, já deu mole quando Fernando Henrique, na época do Mensalão, desistiu de incentivar o processo de impeachment contra Lula, preferindo “deixá-lo sangrar”. Aconteceu o que era de se esperar. O sapo barbudo deu a volta por cima, se reelegeu e elegeu (e reelegeu) o seu poste, com toda a série de desgraças que se abateram sobre o Brasil, deixando-nos prostrados do jeito que todo mundo conhece. [...] A oposição brasileira não propõe porque não se opõe. E não se opõe porque foi cooptada pelo Estado Patrimonial. 

Fachin no STF será mais um duro golpe contra o Brasil, contra nossa democracia republicana, contra aqueles que defendem o Estado de Direito em vez do arbítrio. Pensar que o PT bolivariano avança mesmo nessa crise política e econômica, em meio a mais alta taxa de rejeição da presidente, é um espanto. Um espanto que só é possível pela pusilanimidade e conivência dos tucanos.

Rodrigo Constantino





:: segunda-feira, 11 de maio de 2015

Gás das Florestas

Florestas tropicais crescem mais rápido com aumento de emissões de CO2


Luis Dufaur

 

Florestas tropicais crescem mais com aumento de emissões de CO2. Floresta de Wharanaki Falls, Nova Zelândia

Florestas tropicais crescem mais com aumento de emissões de CO2. Floresta de Wharanaki Falls, Nova Zelândia

 

De acordo com o jornal britânico The Daily Mail, estudo patrocinado pela NASA afirma que as florestas tropicais crescem mais rápido quando aumenta a proporção de CO2 na atmosfera.

O estudo concluiu que as florestas tropicais estão absorvendo 1,5 bilhões de toneladas de CO2 por ano, fato que estimula a fotossíntese e as faz crescerem mais.

As florestas tropicais úmidas, como a amazônica, absorvem o excesso dos gases estufa numa proporção maior do que a imaginada, com benéfico efeito de equilíbrio.

“Esta é uma boa notícia, porque as florestas boreais colhem menos esses gases, enquanto as florestas tropicais podem continuar absorvendo-os durante muitos anos”, disse o Dr. David Schimel, pesquisador do Nasa’s Jet Propulsion Laboratory da Califórnia, que liderou o estudo.

Ele disse que o Brasil desmatou 4.848 quilômetros quadrados entre agosto de 2013 e julho de 2014, uma superfície assaz pequena se comparada com os 6,1 milhões de quilômetros quadrados da floresta amazônica: é menos de sua milésima parte.

A vegetação em geral absorve cerca de 2,7 bilhões de toneladas de CO2, ou 30% do emitido por obra humana.

Renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, Pés velhos não absorvem CO2, mas novos sim.  Floresta amazônica.

Renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, Pés velhos não absorvem CO2, mas novos sim. Floresta amazônica.

 

Porém, a proporção da absorção varia segundo a idade dos pés. As árvores velhas que predominam nas florestas já estão formadas e não precisam de muito mais CO2 para se desenvolverem.

Porém, as árvores novas absorvem muito CO2, pois precisam dele para crescer.

A moral da história é que renovar a vegetação não é um mal, mas um bem, ainda que se suponha de modo anticientífico que o CO2 faz mal à vida na Terra.

O Dr Schimel e seus colegas publicaram seu estudo nos Proceedings of National Academy of Sciences. Eles usaram modelos computacionais, imagens satelitais, dados de experiências com fotossínteses, além de fazerem um mapa mostrando como as florestas absorvem o CO2 da atmosfera.

Ele explica: “O que nós acabamos construindo neste estudo é uma teoria da fertilização produzida pelo CO2 com base em fenômenos em escala microscópica e observações em escala global que pareciam contradizer esses fenômenos”.

O CO2 equivale a um fertilizante, mas é repudiado por uma seita ambientalista que quer tornar infértil todas as iniciativas da civilização.

 





:: sexta-feira, 8 de maio de 2015

Com Fachin no STF, família e propriedade em risco

                                         Com Fachin no STF, família e propriedade em risco





A Presidente Dilma Rousseff indigitou, há algumas semanas, o advogado e professor Luiz Edson Fachin para ocupar a vaga do Supremo Tribunal Federal aberta com a saída prematura do Ministro Joaquim Barbosa. Para ser aprovado, seu nome precisa ainda passar por sabatina no Senado.

Logo que foi conhecido, o nome de Fachin começou a enfrentar resistências de variadas índoles.

De acordo com opiniões, nos meios jurídico e político, Fachin está envolvido em episódios na sua carreira profissional – supostas irregularidades cometidas enquanto foi procurador do Estado do Paraná – que deitariam sombras sobre uma das exigências para o cargo de Ministro de Supremo Tribunal, a “ilibada reputação” (*). Motivo pelo qual sua sabatina já foi adiada duas vezes.

Além disso, a indicação da Presidente não deixou de chocar amplos setores da sociedade, uma vez que Dilma Rousseff preferiu apostar na radicalização política.

O Brasil vive um clima de crescente e público descontentamento em relação à Presidente, a seu mentor político, Lula, ao Partido dos Trabalhadores e à agenda ideológica que estes tentam impingir ao País. Entretanto, Dilma Rousseff, ao indicar o nome de Luiz Edson Fachin, um advogado das causas do MST, chegado ao sindicalismo da CUT e simpatizante do próprio PT, apostou precisamente no reforço desta agenda de esquerda, aparelhando a Suprema Corte do País.

Inequívoca influência marxista
Quem se debruça um pouco sobre os escritos de Luiz Edson Fachin – disponíveis na Internet para quem os quiser consultar – não tem dificuldade em notar a inspiração marxista de seu pensamento.

A dinâmica social para ele se centra na luta de classes entre oprimidos e opressores, e considera que a presente estrutura jurídica acaba por causar uma exacerbação das desigualdades. Favorável a uma igualdade radical e anti-hierárquica, Luiz Edson Fachin mostra-se, no campo das relações familiares, contrário ao modelo exclusivo da “matrimonialização da família” e considera a propriedade privada uma perversão humana.

Fazendo eco ao slogan de “um outro mundo é possível”, dos Fóruns Sociais Mundiais (que reúnem as esquerdas radicais dos mais diversos países) Luiz Edson Fachin afirma que é necessário “sonhar com outro porvir”. Ou seja, uma ordem socialmente orientada a nivelar os indivíduos (o Homem Coletivo).

Para Fachin, trata-se de “produzir alterações estruturais, reforma econômica e social de tendência nitidamente intervencionista e solidarista”, atingindo de maneira frontal o tratamento jurídico da propriedade e da família.

Propriedade e “função social”
Em seus escritos, Luiz Edson Fachin, investe decididamente contra a propriedade privada no campo, atacando o que qualifica como “modo de produção capitalista” que, segundo ele, causa crescente apropriação dos bens e riquezas por parte de uma minoria, em relação a uma maioria da população explorada em sua força de trabalho.

Por isso, torna-se necessário, para Fachin, o “redimensionamento do direito de propriedade” que o subordine a sua “função social”, um jogo de palavras que considera a função social como antagônica à própria propriedade privada, rumo à extinção desta.

Um adversário da família cristã
Fachin também se mostra um adversário da instituição familiar, concebida segundo a Lei Natural e os princípios cristãos, e tão relacionada com a mentalidade e os costumes do povo brasileiro.

Ele propugna a busca de uma “estrutura familiar justa e inclusiva” com a “superação do estatuto jurídico da família monogâmica”, em que todas as relações possam ser reconhecidas como “familiares”, em nome dos princípios da afetividade e do direito à busca da felicidade e do bem-estar.

Seus escritos, em matéria de família – envoltos em empoladas sentenças – não são desprovidos de certa arrogância de uma esquerda bem-pensante. Por isso Fachin afirma, com despeito, que grassa hoje no Direito de Família, tanto em tratados como nos tribunais, “um coro crédulo e entusiástico da manualística rasteira, uma gosma com verniz de epidérmico conhecimento provinciano e surreal”.

Ativismo judicial no Supremo Tribunal Federal
Ao considerar em breves traços o pensamento jurídico de Luiz Edson Fachin cabe uma dúvida: qual a importância destas opiniões doutrinárias para alguém que, uma vez ministro do Supremo Tribunal Federal, passará a ser um “guardião da Constituição” e, portanto, a julgar segundo o texto desta? É precisamente neste ponto que se encontra o maior perigo.

Adepto de uma profunda reforma da ordem jurídica, Luiz Edson Fachin vê o Direito como tendo um papel dialético de “promover a emancipação”. Defensor de que a constitucionalidade das regras se altere de acordo com as mudanças da sociedade “pela força criadora dos fatos”, ataca o dogmatismo enclausurado dos acomodados. Fachin mostra-se assim um defensor do ativismo judicial, o qual aplicará indubitavelmente em suas decisões no STF.

Misteriosas cumplicidades
É muito estranho que no campo dito “oposicionista” se encontrem defensores do nome de Fachin para o Supremo Tribunal Federal. Ressalta, desde logo, a defesa apaixonada feita pelo Senador Álvaro Dias. E, conforme o noticiário, também José Serra seria favorável ao nome de Fachin.

Esta talvez seja uma das mais estranhas lições da presente e grave crise do Brasil. O projeto autoritário de poder do PT – de conotações ideológicas inequívocas, destruidor das instituições do Estado e mentor de uma tentacular máquina de corrupção – só sobrevive pela moleza, conivência e cumplicidade de uma “oposição” que finge ser aquilo que não é.

Torna-se, pois, necessária, mais do que nunca, uma pressão da sociedade sobre os Senadores para que não aprovem o nome de Luiz Edson Fachin para a vaga do Supremo.

Seu pensamento jurídico constitui uma ameaça à preservação dos institutos da Família e da Propriedade no Brasil.

(*) Este artigo já estava no blog quando a Consultoria Legislativa do Senado lançou uma nota sobre o exercício da advocacia, por parte de Luiz Edson Fachin, depois de ser nomeado procurador do Estado do Paraná, cargo que ocupou entre 1990 e 2006: 'Pode-se concluir que, tendo o Sr. Luiz Edson Fachin tomado posse após janeiro de 1990, quando já se encontravam em vigor as proibições de advogar constantes tanto da Constituição do Paraná quanto da Lei Complementar no 51, de 1990, a atuação no âmbito da advocacia privada, concomitantemente com o exercício do cargo de Procurador do Estado, viola, prima facie, o ordenamento legal'.

 





:: terça-feira, 5 de maio de 2015

Arquipélago de Matopiba

Matopiba: desenvolver a agricultura ou os agricultores?

 Autor: EVARISTO E. DE MIRANDA

 O Matopiba é um arquipélago de ilhas de prosperidade, num mar de pobreza e miséria rural. A expressão Matopiba resulta de acrônimo construído com as iniciais dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. São 31 microrregiões, num total de 73 milhões de hectares, 6 milhões de habitantes e um PIB de R$ 47 bilhões. A criação da região do Matopiba pela Presidência da República reconhece a existência de territórios geoeconômicos diferenciados, sem alteraras fronteiras dos estados, e é o primeiro passo — fundamental — para programas de fomento, crédito, assistência técnica e social.

 A oficialização do território do Matopiba resulta de proposta da Embrapa que considerou, de forma integrada, vários estudos sobre os quadros natural,agrário, agrícola, socioeconômico e de infraestrutura dos quatro Estados envolvidos (www.embrapa.gov.br/gite).

 Entre 1973 e 2011, a produção de grãos do Matopiba saltou de 2,5 milhões de toneladas para mais de 12,5 de milhões toneladas, e essa região hoje representa quase 10% da produção de grãos do Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura, a produção de soja do Matopiba saltará de 18,6 milhões de toneladas da safra 2014 para 22,6 milhões de toneladas em 2024. Na safra 2015 deverão ser produzidas 20,4 milhões de toneladas. Essa mudança se deve, principalmente, à intensificação no uso das terras antes destinadas à pecuária extensiva, sem desmatamentos significativos.

 Os dados sociais e econômicos, contudo, mostram uma região profundamente marcada pela pobreza. O PIB per capita do Brasil é da ordem de R$ 20 mil. Na região Nordeste é de R$ 10 mil. E no Matopiba, apenas R$ 8 mil. Cerca de 80% dos estabelecimentos agrícolas são muito pobres e geram apenas 5% de toda a renda bruta da região. Outros 14% são pobres e geram cerca de 8%. Os restantes 6%geram quase 87% da renda bruta da região! Essa pobreza rural e a concentração da renda estão mais ligadas à questão do acesso e uso de tecnologias do que ao tamanho das propriedades, como demonstrou estudo da Embrapa.

 Para a agricultura moderna, existe razoável acervo tecnológico, produzido, em parte,pelo setor privado. O desafio é atender à demanda dos agricultores não tecnificados e pobres. Segundo o Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, existem mais de 80 projetos de pesquisa no Matopiba, envolvendo 27 centros e 1.100 pesquisadores. Recursos superiores a R$ 124 milhões foram investidos e 40% desses projetos estarão concluídos em 2015, trazendo novas tecnologias em melhoramento genético, sistemas de produção, defesa sanitária vegetal e animal. Mas isso não basta.

 Para aumentar a mobilidade social com base na agropecuária, o desenvolvimento econômico demanda infraestrutura adequada: ampliação da eletrificação rural e da capacidade de armazenagem, melhoria das estradas e terminais portuários. Isso aumentará a competitividade dos grãos para a exportação e para a produção de ração de frangos e suínos, principalmente no Nordeste. A produção local de rações permitirá o surgimento e a expansão da criação de suínos e aves, integrada com a carcinocultura e a piscicultura, no caso do Maranhão e do Tocantins.

 O modelo de desenvolvimento regional do Matopiba deveria ter como prioridade reduzir as desigualdades na área rural, corrigir diversas imperfeições de mercado e promover maior equidade no acesso às tecnologias agrícolas mais eficientes. Sem isso, não haverá ampliação da mobilidade social no campo. Estudos da Embrapa com o Incra indicam o potencial de ampliar a produção agrícola nos quase 900 assentamentos agrários do Matopiba, que ocupam mais de 3,7 milhões de hectares.

 A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, tem promovido reuniões para apresentar e discutir esses estudos com os mais diversos atores e agentes econômicos, sociais e políticos da região. Eles estão definindo, de forma participativa, as agendas prioritárias para os quadros agrário, agrícola, socioeconômico e de infraestrutura. Esse tipo de planejamento e gestão territorial do desenvolvimento agropecuário é inédito no Brasil. Visa equilibrar oportunidades para todos os brasileiros, substituindo a lógica perversa da migração de gaúchos, paranaenses e paulistas para o Matopiba, a fim de desenvolver uma agricultura produtiva e enriquecer, enquanto piauienses, maranhenses e baianos migram para o Sul e o Sudeste, para poder melhorar de vida.

Fonte: Correio Braziliense, 01/05/2015 - Opinião 






:: sexta-feira, 1 de maio de 2015

O problema é o PT

                                                    O argumento de que a liderança petista é totalmente diferente de sua base e que o partido traiu seus ideais não se sustenta após um mínimo de reflexão


O Partido dos Trabalhadores está no olho do furacão, perdendo cada vez mais simpatizantes sob uma avalanche de escândalos de corrupção. Alguns já chegam a falar na possível extinção da sigla, o que parece um tanto prematuro. 

Outros surgem para jogar uma boia salvadora e fazer de tudo para separar a cúpula da base partidária, e com isso inocentar a última e preservar a aura de pureza do partido e seus ideais. Mas será que a liderança do PT realmente traiu seus membros?

Não engulo a tese nem por um segundo. Sou autor de um livro de 2005 chamado “Estrela cadente”, escrito antes do mensalão, e nele já mostro como a bandeira ética do PT era apenas marketing:

“A principal bandeira do PT sempre foi a ética. O partido vendia uma imagem de que era diferente dos demais partidos, envoltos em escândalos de corrupção e acordos espúrios apenas para maior poder político. Pretendo mostrar que essa bandeira era feita de um pano falso, e não está apenas esgarçada, mas totalmente destruída pelas traças do poder”.

A esquerda radical tem uma habilidade incrível de se reinventar após cada desgraça que produz, e assim preservar sua utopia igualitária. Quando o socialismo se impôs em diferentes cantos do mundo, e os liberais já alertavam para a iminente tragédia, as experiências efetivamente trágicas não podiam ser culpa do socialismo.

Era preciso criar o conceito de “socialismo real”, culpar os ditadores em si, os desvios éticos, tudo, menos a própria utopia.

A mesma coisa aconteceu recentemente com a Venezuela. Quantos “intelectuais” não se encantaram com o gorila Chávez e seu “socialismo do século XXI”? Quantos não vibraram com a “justiça social” que estava por vir?

Depois que o resultado inexorável das práticas socialistas ficou evidente, com mais um rastro de miséria e escravidão deixado para trás, o problema não podia ser com o próprio socialismo, mas com os tais desvios das lideranças. O fracasso socialista é sempre órfão, quando a paternidade não é jogada sobre os ombros dos capitalistas, numa inversão que só socialistas teriam a cara de pau de fazer.

O argumento de que a liderança petista é totalmente diferente de sua base e que o PT traiu seus ideais não se sustenta após um mínimo de reflexão. Ora, que ideais seriam esses? O PT não é, por acaso, sócio da ditadura cubana no Foro de São Paulo? Não é aliado dos sequestradores das Farc? Não demonstrou sempre afinidade ideológica com o regime venezuelano? Então, qual ideal foi traído pela cúpula?

Quando José Dirceu e companhia foram condenados e presos, a postura oficial do PT não foi a de tratá-los como vítimas injustiçadas pelo “sistema burguês”? Quem permaneceu no partido após o mensalão não estava, portanto, dando seu aval aos métodos escancarados do partido para se perpetuar no poder? Não eram cúmplices da quadrilha?

Os socialistas sempre acharam que seus “nobres fins” justificavam quaisquer meios, por mais nefastos que fossem. Ora, essa espécie de salvo-conduto para o crime está no cerne dos problemas atuais do PT, mergulhado nos maiores escândalos de corrupção que o Brasil já viu.

A concentração de amplo poder arbitrário no Estado, outra velha bandeira do partido, também tem tudo a ver com a situação atual. Como, então, alegar que a base do partido é uma vítima de sua liderança?

Como se não bastasse, e como que para ridicularizar a tese de sociólogos e jornalistas que tentam separar o joio do trigo, a própria base do PT lança um caderno de teses para seu próximo congresso simplesmente enaltecendo o comunismo, culpando a “imprensa golpista” pelo lamaçal em que o partido se encontra hoje.

Imprensa legítima, pela ótica bizarra desses petistas, é aquela formada por blogs bancados por estatais e até dinheiro desviado dos nossos impostos, como mostra a Operação Lava-Jato. Quem aplaude essa mídia chapa-branca pode ser vítima da cúpula petista, por acaso?

Os “salvadores do PT limpo”, ou de seu “passado nobre”, posam como esquerdistas moderados, e acusam de “demônios” a direita “paranoica” que vive presa na Guerra Fria e fala em bolivarianismo. Em que mundo esses “moderados” vivem, que não enxergam o que prega oficialmente o próprio PT?

Não há nobres ideais no PT, tampouco vítimas inocentes. São todos cúmplices de um projeto totalitário de poder, que encara a democracia como uma “farsa” para se manter no poder, que endossa os métodos mais abjetos em nome de um igualitarismo utópico que mascara a inveja dos medíocres.

O problema não está apenas na cúpula do partido, nem houve traição alguma. O problema é o PT.

Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal - Postado por 




:: quinta-feira, 30 de abril de 2015

Advogado do MST no STF?

Fachin será aprovado pelo Senado?

Advogado do MST no Supremo Tribunal Federal?


'Lei é aquilo que o juiz diz ser lei, desde que esteja afinado com os bons propósitos.'

Essa frase é de Luiz Edson Fachin, candidato a uma vaga para Ministro do STF. 

Por meio dela, o advogado deixa claro que o poder judiciário pode, quando julgar que tem 'bons propósitos' (diga-se de passagem, quais seriam eles?), simplesmente atropelar o poder legislativo e elaborar leis. 

Esse modo de pensar é uma grave ameaça à tripartição de poderes e à democracia - ao menos ao que resta dela em nosso país.

Na próxima semana, ele será sabatinado pelos senadores. 

Assine a campanha para pedir a eles que não aceitem a indicação de Fachin para Ministro do STF:


Fachin defende o estabelecimento de um ordenamento jurídico contrário à família formada por homem, mulher e filhos. Ele também endossa a tese de um ex-aluno seu, segundo a qual a monogamia como princípio estruturante da família deve ser superada.

Ele também é conhecido por já ter advogado para o MST, que Lula chamou de 'exército de Stédile' há dois meses durante um evento de 'apoio à Petrobras'.

Se você concorda que a escolha dele para Ministro do STF será mais uma grave afronta ao que nos resta de ordem democrática, por favor, assine e compartilhe a campanha com o maior número possível de pessoas:


Ter no STF mais um Ministro 100% afim ao seu projeto de poder é de suma importância para o PT, pois será mais um a 'fechar fileiras' para fazer avançar, via ativismo jurídico, a agenda bolivariana do partido.

Na Venezuela, um dos elementos mais importantes para o enraizamento do chavismo no poder foi justamente o aparelhamento do poder judiciário. O governo do PT está implementando a mesma estratégia no Brasil.


Sua participação nesta campanha é muito importante. Cada assinatura faz a diferença. Esta é mais uma oportunidade para fazer chegar aos senadores ao menos uma parte do clamor das ruas contra o governo e seu projeto de poder.

Guilherme Ferreira e toda a equipe de CitizenGO

De um leitor:
É preciso que todos reajam antes que seja tarde demais.
Na Venezuela, o Hugo Chavez instalou a ditadura comunista de vez quanto passou a ter a corte suprema daquele país totalmente alinhada com a ideologia do partido dele.
No Brasil, o petismo segue a mesma agenda a todo vapor. Portanto, o resultado será o mesmo..
Se não querem que o Brasil trilhe o mesmo caminho do caos da Venezuela é bom não ignorar essas esses fatos.





:: quinta-feira, 30 de abril de 2015

Ovelhas denunciam o mau pastor

Ovelhas denunciam o mau pastor, representante da CNBB...

A confusão que deu! Que escândalo!!!


Não deixe ver, julgar e agir... Parabéns aos jovens!

https://www.youtube.com/watch?t=100&v=SQGY9-JIuXw
Postado por 




:: terça-feira, 28 de abril de 2015

Carta aberta ao Papa

CARTA ABERTA DE CIENTISTAS AO PAPA FRANCISCO

MATÉRIA TRANSCRITA DO BLOG DE LUIS DUFAUR: VERDE A NOVA COR DO COMUNISMO:

http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/


CARTA ABERTA DE CIENTISTAS AO PAPA FRANCISCO:SANTIDADE NÃO VOS DEIXEIS INFLUENCIAR PELOS ENGANOS AMBIENTALISTAS!


Santidade,

No momento em que os líderes mundiais consideram um acordo sobre o clima, muitos Vos olham em busca de orientação. Louvamos o cuidado que demonstrais para com a Terra e os filhos de Deus, especialmente os pobres.

Nesta carta levantamos algumas questões de interesse geral, que Vos pedimos considerar ao transmitir tal orientação.

Grande parte do debate sobre a gestão ambiental tem sua raiz num confronto entre visões do mundo baseadas em doutrinas opostas a respeito de Deus, da Criação, da humanidade, do pecado e da salvação.

Hotel Columbus, local do encontro do Heartland Institute
Cientistas ao Papa: a crise de aquecimento global não existe!

Uma equipe de cientistas líderes na denúncia dos enganos da propaganda ambientalista radical viajaram a Roma para informar o Papa Francisco sobre a verdade a respeito das mudanças climáticas.

A crise de aquecimento global não existe!, dizem eles.

Eles promovem os seguintes eventos abertos ao público e à imprensa nos dias 27 e 28 de abril:

Segunda-feira, abril 27, 1:00 p.m. GMT +2 (7:00 a.m. ET)
Hotel Columbus
Via della Conciliazione 33
00193 Roma, Itália

Terça-feira, abril 28, 1:00 p.m. - 2:30 p.m. GMT +2 (7:00 a.m. ET)
Palazzo Cardinal Cesi
Via della Conciliazione n. 51 (Piazza S.Pietro)
00193 Roma, Itália

Para mais informação: Jim Lakely, jlakely@heartland.org (preferido) ou 312/731-9364 (em Roma) ou Gene Koprowski gkoprowski@heartland.org ou 312/377-4000 ou 312/852-2517 (em Chicago).

A Pontifícia Academia das Ciências promoverá no dia 28 de abril o encontro “Proteger a Terra, dignificar a humanidade” visando “despertar a consciência e construir consenso” a respeito da suposta atividade humana que estaria causando um catastrófico aquecimento global.

O Heartland Institute – think tank líder na promoção da objetividade científica nessa matéria – levou cientistas sérios a Roma.

Eles desejam que o Papa Francisco não engaje sua autoridade moral com a agenda politizada e anticientífica da ONU.

O encontro promovido pelo Vaticano contará com a presença do secretário geral da ONU Ban Ki-Moon.

E também do economista de Harvard Jeffrey Sachs.

Os dois se destacam pela recusa de tomar conhecimento da abundante documentação científica demostrando que a atividade humana não gera crise climática alguma.
Infelizmente, esse embate afeta com frequência as conclusões da ciência ambiental. Ao invés de um cuidadoso relato exibindo as melhores provas, recebemos conclusões altamente especulativas e teóricas, apresentadas como resultados seguros da ciência.

Nesse processo a própria ciência fica diminuída, e muitos líderes morais e religiosos bem-intencionados correm o risco de oferecer soluções baseadas em ciência enganosa.

Tragicamente, o resultado é que as próprias pessoas que se pretende ajudar podem acabar prejudicadas.

Isto é especialmente trágico, porquanto a própria ciência surgiu na Europa Medieval, numa cultura alimentada durante muitos séculos por uma imagem bíblica da realidade que incentivava empreendimentos científicos.

Esta verdade é comum e corrente para uma ampla e diversificada gama de historiadores e filósofos da ciência. Como explicou Alfred North Whitehead:
A maior contribuição do medievalismo para a formação do movimento científico [foi] a crença inexpugnável de que [...] há um segredo, um segredo que pode ser revelado. Como foi essa convicção tão vividamente implantada na mente européia? [...]


Ela deve provir da insistência medieval sobre a racionalidade de Deus, concebida como a energia pessoal de Jeová, e com a racionalidade de um filósofo grego. Cada detalhe foi supervisionado e ordenado: a busca na natureza só poderia resultar numa confirmação da fé na racionalidade.[...]

Na estimativa de Whitehead, as idéias de outras religiões sobre um deus ou deuses não poderiam sustentar tal entendimento do universo.

Em seus pressupostos, qualquer “ocorrência [como no animismo ou no politeísmo] poderia ser devida ao decreto de um déspota irracional” ou [como acontece com o panteísmo e o materialismo ateu], a “alguma origem impessoal e inescrutável das coisas. Não existe a mesma confiança [como se dá no teísmo bíblico] na racionalidade inteligível de um ser pessoal”. (Alfred North Whitehead, Science and the Modern World (New York: Free Press, [1925] 1967), 13, 12, 13, citado em Rodney Stark, The Victory of Reason: How Christianity Led to Freedom, Capitalism, and Western Success (New York: Random House, 2005), 14–15. Similarmente, Loren Eiseley escreveu que “foi o mundo cristão que finalmente deu à luz de uma maneira clara e articulada, o próprio método da ciência experimental.” (Loren Eiseley, Darwin’s Century [Garden City, NY: Doubleday, 1958; reprinted, Doubleday Anchor Books, 1961], 62, cited in Nancy R. Pearcey and Charles B. Thaxton, The Soul of Science: Christian Faith and Natural Philosophy [Wheaton, IL: Crossway Books, 1994], 18.)

No mesmo sentido, Pierre Duhem observou que “a mecânica e física de que os tempos modernos justificadamente se orgulham, proveem, através de uma série de pequenos melhoramentos quase imperceptíveis, de doutrinas professadas no cerne das escolas medievais.” (Citado em David C. Lindbergh e Robert S. Westman, eds., Reappraisals of the Scientific Revolution [Cambridge: Cambridge University Press, 1990], 14, via Pearcey and Thaxton, Soul of Science, 53.)

Em suma, a cosmovisão bíblica lançou a ciência como um esforço sistemático para entender o mundo real através de um rigoroso processo de teste de hipóteses pela observação do mundo real. O Prêmio Nobel de Física, Richard Feynman, explicou “a chave da ciência” da seguinte maneira:

Em geral, buscamos uma nova lei [científica] pelo seguinte processo: Primeiro nós fazemos uma conjectura.

Depois calculamos as consequências da nossa conjectura, para ver que implicações haveria caso essa lei que conjeturamos fosse verdadeira.

Em seguida comparamos o resultado desse cálculo com a natureza, com experimentos ou experiências, e o confrontamos diretamente com a observação [do mundo real] para ver se funciona. Se a hipótese não concordar com a experiência, ela está errada.

Nesta simples declaração está a chave da ciência. O fato de sua conjectura ser bonita não faz qualquer diferença.

Pouco importa a inteligência de quem a fez ou qual seja o seu nome: se a conjectura divergir da experiência ela está errada. E acabou-se.

(Richard Feynman, The Character of Physical Law (London: British Broadcasting Corporation, 1965), 4, emphasis added)

Esta afirmação simples, porém profunda e absolutamente essencial à prática de uma ciência genuína, é necessária e unicamente derivada da visão bíblica do universo.

Estudiosos cristãos e judeus têm produzido ciência de alta qualidade ao longo dos séculos. Eles estão confiantes de que a ciência genuína leva à verdade sobre Deus e o homem e não entra em conflito com ela.

É por isso que existe, e tem existido por muitos séculos, uma Academia Pontifícia de Ciências e milhares de faculdades e universidades judias e cristãs em todo o mundo.

Assim, como pessoas de fé bíblica, temos um compromisso não só com a verdade, mas também com a prática da ciência como caminho para chegar à verdade.

Hoje, quando cientistas executam modelos climáticos complexos em grandes computadores para simular sistemas naturais incomensuravelmente mais complexos, tais como o clima da Terra, não podemos esquecer nosso compromisso com a verdade ou com aquela “chave da ciência”.

Como disse o cientista social Myanna Lahsen (Myanna Lahsen, “Seductive Simulations? Uncertainty Distribution around Climate Models,” Social Studies of Science 35/6 (December 2005), 895–922.), nossos modelos podem tornar-se “simulações sedutoras” se os modeladores, outros cientistas, o público e os formuladores de políticas se esquecerem de que modelos informáticos não são a realidade, mas devem ser confrontados com ela.

Se o resultado discordar da observação, são os modelos que devem ser corrigidos, e não a natureza.

Ao lado de uma sólida ciência, nossa abordagem da política climática deve conter duas opções preferenciais: pela humanidade e, na humanidade, pelos pobres.

Com isso não visamos lançar a humanidade contra a natureza, menos ainda pobres contra ricos. Pelo contrário, afirmamos que, como somente a humanidade reflete a imago Dei, qualquer esforço para proteger o meio ambiente deve estar centrado no bem-estar do ser humano e particularmente no dos pobres, por serem os mais vulneráveis e menos aptos a se protegerem.

Como escreveu o Rei Davi: “Feliz quem se lembra do necessitado e do pobre, porque no dia da desgraça o Senhor o salvará”(Salmo 40,2). 

Uma boa política climática deve reconhecer a excepcionalidade humana, o chamado de Deus às pessoas para dominarem o mundo natural(Gênesis 1,28), e a necessidade de proteger os pobres do mal e de ações que prejudiquem sua emancipação da pobreza.

Hoje, muitas vozes proeminentes qualificam a humanidade como flagelo do planeta, dizendo que o homem é o problema, e não a solução.

Tais atitudes falseiam com muita frequência a correta avaliação dos efeitos do homem sobre a natureza.

Alegando ingenuamente “ciência estabelecida”, elas exigem medidas urgentes para proteger o planeta de um catastrófico aquecimento global induzido pelo homem.

Ao atribuir o aquecimento dito antinatural ao uso de combustíveis fósseis para obter energia essencial ao desenvolvimento humano, tais vozes exigem que os homens se desfaçam do dominium que Deus lhes concedeu, ainda que isso signifique sua permanência ou recaída na pobreza.
I: Santidade não vos deixeis influenciar pelos enganos ambientalistas!

Vossa preocupação com a genuína ciência e com os pobres requer uma abordagem mais cautelosa, que considere cuidadosamente as provas científicas sobre os efeitos reais (e não apenas teóricos) da ação humana sobre o clima global; e também que tenha precipuamente em vista tecnologias energéticas e econômicas para proteger os pobres.

Por isso, esperamos e confiamos que vossa orientação aos líderes mundiais será fundamentada sobre o seguinte:

imago Dei e o domínio do homem

Pobreza extrema, fome generalizada, doenças galopantes e pouca expectativa de vida eram condições comuns à humanidade até os últimos dois séculos e meio.

Essas tragédias acontecem quando – opção preferida de grande parte do movimento ambientalista – os seres humanos, que são imagem de Deus, vivem e são tratados como meros animais que devem se submeter à natureza ao invés de exercer o domínio que Deus lhes concedeu no início (Gênesis 1,28).

Tal domínio não deve exprimir o regime abusivo de um tirano, mas o reino amoroso e cheio de significado de nosso Rei Celestial.

Assim, ele deveria manifestar-se aumentando a fecundidade, a beleza e a segurança da Terra, para a glória de Deus e o bem do nosso próximo.

Como as sociedades vencem a pobreza

Foi uma combinação de instituições morais, sociais, políticas, científicas e tecnológicas que livrou a maior parte da humanidade de uma absoluta pobreza material.

Tais instituições incluem uma ciência e uma tecnologia fundamentadas na visão do mundo físico como um cosmos ordenado que possa ser entendido e aproveitado pelas criaturas racionais para o melhoramento humano; direito de propriedade privada, empreendedorismo e comércio generalizados, protegidos por um Estado de Direito sob a égide de governos limitados e sensatos; e energia abundante, a preço acessível, confiável, gerada a partir de combustíveis fósseis e nucleares de alta densidade, suportáveis e constantemente acessíveis.

Ao substituírem a tração animal e humana, bem como as fontes de energia de baixa densidade como madeira, esterco e outros bio-combustíveis, e ainda a energia intermitente de baixa intensidade, de vento e solar, os combustíveis fósseis e nucleares livraram a humanidade das tarefas básicas de sobrevivência, permitindo-lhe dedicar tempo e energia em outras ocupações.

Provas empíricas indicam que os combustíveis fósseis não causam aquecimento catastrófico

Muitos temem que o uso de combustíveis fósseis ponha em perigo a humanidade e o meio ambiente, por causar um aquecimento global perigoso e historicamente sem precedentes.

Isso levou muitas pessoas bem-intencionadas a pedir uma redução das emissões de dióxido de carbono e, em consequência, do uso de combustíveis fósseis.

Tal receio se baseia em modelos informáticos relativos ao efeito do aquecimento causado pelo aumento do dióxido de carbono na atmosfera.

No entanto, para que tais modelos possam contribuir de forma válida à tomada de decisões, eles devem estar subordinados aos dados científicos, e tem havido uma crescente divergência entre as medições de temperatura no mundo real e as simulações informáticas.

Em média, os modelos informáticos simulam mais do que o dobro do aquecimento observado durante o período relevante.

Mais de 95% dos modelos simulam aquecimento maior do que tem sido observado, e apenas uma ínfima porcentagem se aproxima de modo tolerável.

Nenhum dos modelos simulou a ausência completa de aquecimento observada aproximadamente durante o período entre os últimos 16 anos (de acordo com dados de satélites do UAH) e 26 anos (conforme dados do RSS troposférico inferior). (C.P. Morice, J.J. Kennedy, N.A. Rayner, and P.D. Jones, “Quantifying uncertainties in global and regional temperature change using an ensemble of observational estimates: The HadCRUT4 dataset,” Journal of Geophysical Research (2012), 117, D08101, doi:10.1029/2011JD017187; Ross R. McKitrick, “HAC-Robust Measurement of the Duration of a Trendless Subsample in a Global Climate Time Series,” Open Journal of Statistics 4 (2014), 527–535, doi: 10.4236/ojs.2014.47050.)

Os dados confirmam a observação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de que experimentamos hoje uma ausência de aquecimento global suficientemente longa, tornando quase impossível conciliá-lo com os modelos informáticos.

Tudo isso torna cada vez mais claro o fato de que os modelos exageram muito o efeito de aquecimento do dióxido de carbono.

Os erros desses modelos não são aleatórios, como sucede com as temperaturas muitas vezes acima ou abaixo, mas claramente tendenciosos, sistematicamente acima das temperaturas observadas.

O método científico exige que as teorias propostas sejam testadas pela observação empírica.

Por esse teste, os modelos estão errados, não fornecendo qualquer base racional para prever um perigoso aquecimento global induzido pelo homem, nem justificando esforços para reduzir o aquecimento, restringindo o uso de combustíveis fósseis ou de quaisquer outros meios.

Num futuro previsível, as energias eólica e solar não poderão substituir efetivamente os combustíveis fósseis e a energia nuclear

Devido aos seus custos mais elevados e à sua menor eficiência, as energias eólica e solar representam apenas uma pequena porcentagem do consumo total de energia.

Com custos menores e maior eficiência, os combustíveis fósseis representam mais de 85% do consumo.

Substituir fontes de energia constantes e de alta densidade como oscombustíveis fósseis, por fontes energéticas intermitentes e de baixa densidade, como a eólica e a solar, seria catastrófico para os pobres deste mundo, pois elevaria simultaneamente os custos e reduziria a confiabilidade e disponibilidade de energia, especialmente a elétrica.

Por sua vez, isso aumentaria o custo de todos os outros bens e serviços, que demandam energia para produzir e transportar.

Causaria uma desaceleração no processo de emancipar os pobres de sua pobreza.Ameaçaria reconduzir milhões de pessoas à pobreza.

E tornaria as redes elétricas instáveis, com cortes intermitentes de energia eblackouts cada vez mais frequentes, generalizados e onerosos – situações que por sorte são raras em países ricos, mas muito conhecidas de milhões de pessoas em países sem redes elétricas vastas e estáveis, alimentadas por combustíveis fósseis ou nucleares.

Os pobres são os que mais sofreriam com as tentativas de restringir o uso de energias economicamente acessíveis

Os pobres de todo o mundo são os que mais sofrerão com tais políticas.

Os mais pobres entre os pobres – que somam 1,3 bilhões nos países em desenvolvimento e que dependem de madeira e esterco seco como combustíveis primários de cozinha e aquecimento, cuja fumaça mata 4 milhões e debilita temporariamente centenas de milhões a cada ano – serão condenados a mais gerações de pobreza, com suas mortais consequências.

Os marginalizados do mundo desenvolvido, que gastam em média duas vezes ou mais com energia proporcionalmente ao seu salário do que a classe média, perderão acesso a digna moradia, educação e serviço de saúde, na medida em que sua conta de eletricidade subir.

Alguns morrerão congelados por não poder pagar sua conta de energia elétrica e comprar comida suficiente.

Em invernos recentes, dezenas de milhares de pessoas morreram no Reino Unido devido à pressa da Grã-Bretanha em substituir o carvão por energia eólica para gerar eletricidade.

Energia economicamente acessível pode ajudar milhões de pobres a saírem da pobreza

Ao mesmo tempo que os modelos climáticos informatizados exageram o efeito de aquecimento causado na atmosfera pelo dióxido de carbono, plausivelmente simulam que um maior desenvolvimento econômico impulsionado pelo uso crescente de combustíveis fósseis adicionará mais dióxido de carbono na atmosfera.

Em consequência, o Grupo de Trabalho 3 do IPCC considera que os cenários de maior aquecimento no futuro se darão em sociedades mais ricas, e especialmente nas que são agora as mais pobres.

Os riscos de pobreza e políticas energéticas equivocadas que a prolongariam superam de longe os riscos da mudança climática.

Uma riqueza adequada habilita os homens a prosperarem em uma grande variedade de climas, quentes ou frios, úmidos ou secos.

A pobreza prejudica o desenvolvimento humano, mesmo no melhor dos climas.

A conclusão é que reduzir o uso de combustíveis fósseis significa reduzir o desenvolvimento econômico, condenando sociedades pobres a continuarem pobres e exigindo que os pobres de hoje se sacrifiquem em prol dos ricos de amanhã – uma evidente injustiça.

O aumento de dióxido de carbono na atmosfera ajuda o crescimento das plantas

Ao mesmo tempo que o aumento do dióxido de carbono na atmosfera provoca muito menos aquecimento do que se pensava, ele exerce um efeito positivo na vida das plantas.

Com mais dióxido de carbono no ar as plantas crescem melhor, tanto nas temperaturas mais quentes quanto nas mais frias, tanto nos solos mais úmidos quanto nos mais secos, com melhor aproveitamento dos nutrientes do solo, resistindo melhor às doenças e pragas, aumentando a produção de frutas, expandindo-se e esverdeando a terra com sua folhagem.

Tudo isso aumenta a quantidade de alimentos disponíveis e acessíveis a todo mundo, especialmente aos pobres, na medida em que favorece e aumenta a produção agrícola.

Portanto,substituir carvão, petróleo e gás natural por energia eólica, solar e outras fontes energéticas de baixa densidade, prejudica os pobres não somente por aumentar o preço da energia (e com ela o de todos os outros produtos), mas também por reduzir a produção de alimentos. Isso prejudica a vida na Terra inteira, privando-a do efeito fertilizante do dióxido de carbono.

“Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” (Salmos, 18,2).

Ao utilizar combustíveis fósseis para gerar energia e tirar da pobreza bilhões de preciosos filhos de Deus, liberamos do túmulo da terra o dióxido de carbono de que dependem as plantas e, portanto, toda a vida do planeta.

Este fato revela esplendidamente a sabedoria e o cuidado do Criador para com toda a criação: pessoas, animais, plantas, e a própria Terra.

À luz destas considerações, cremos ser insensato e injusto adotar políticas que exijam a redução do uso de combustíveis fósseis para fins energéticos. 

Tais políticas condenariam centenas de milhões de nossos irmãos a uma situação de contínua pobreza. 

Apelamos respeitosamente a Vossa Santidade que aconselhe os líderes mundiais a rejeitá-las.




:: terça-feira, 28 de abril de 2015

Democracia cubana

                                   Democracia cubana dentro da Igreja católica no Brasil?





Polibio Braga  84 comentários


Os fiéis católicos que foram ontem à noite, sexta-feira, até a novena pela Festa da Nossa Senhora do Trabalho, que acontecerá no dia 1º de maio na zona norte de Porto Alegre, foram surpreendidos pelo anúncio feito dentro da igreja, a mando do padre Alcides José Viergutz, segundo o qual todos deveriam ir até o altar para assinar proposta de reforma política apresentada pela 'Coalizão pela Reforma Política Democrática' na forma de um projeto de lei do PT.

Isto acontece em todas as igrejas do RS, mas o projeto não é apresentado aos fiéis, que assinam tudo em branco. 

A ordem é da Arquidiocese e vale para todas as igrejas católicas do RS.

A Paróquia Santuário Nossa Senhora do Trabalho fica na avenida Benno Mentz 1560, Vila Ipiranga, zona Norte.

O projeto do PT, apoiado pela CNBB, que nem foi mostrado aos fiéis da novena de ontem a noite, contempla itens absolutamente contestáveis. 

(1) A proibição do financiamento de campanha por empresas, termo que apresenta um componente ideológico escandaloso, excluindo as empresas - representadas por seus proprietários - de se posicionarem em um plano da vida pública que é determinante para o exercício de suas atividades. 
(2) Eleições proporcionais em dois turnos, processo que, ao contrário da economia advogada no projeto, geraria um gasto monstruoso de recursos públicos. 
(3) Paridade de gênero, com o estabelecimento descabido do sexo - e não da competência e qualificação - como critério para pleitear o exercício de um mandato político. 

Mas o elemento que definitivamente compromete o apoio da CNBB à proposta de reforma política é o fortalecimento dos mecanismos de 'democracia direta'. 

Trata-se de uma forma de inserir a 'sociedade civil' nas decisões que envolvem 'questões de grande relevância nacional', colocando-a na elaboração e na condução de plebiscitos e referendos. 

Acontece que a 'sociedade civil' será representada - não pelo cidadão comum -, mas por uma série de organizações e 'movimentos sociais' como MST, CUT, UNE, CTB, UBM, CONTAG, ABONG, ou seja, quase todos aparelhos do PT e seus aliados. 

Estes grupos - que assinam a proposta de reforma política com a CNBB - serão inseridos nas instâncias decisórias da vida pública e eles irão definir quais são as 'questões de grande relevância nacional'. 

Grupos que contrariam frontalmente os princípios e orientações da Igreja Católica: disseminam a luta de classes; promovem atividades criminosas contra o patrimônio público e privado; estão comprometidos com a ideologia de gênero; exigem a legalização das drogas e a implantação definitiva do aborto.

É, claramente, que o projeto maquia um consórcio para administrar as 'questões de grande relevância nacional' e realizá-las.

Já existe forte movimento em Porto Alegre e em várias cidades brasileiras, pelo qual os fiéis da Igreja católica exigem que a CNBB volte atrás na sua aliança com a vanguarda do atraso da esquerda e seus aliados dos movimentos dos ressentidos sociais.




:: terça-feira, 28 de abril de 2015

Manifesto aos Senadores

http://www.midiacapital.com/brasil/manifesto-dos-brasileiros-contra-a-indicacao-de-luiz-fachin-ao-cargo-de-ministro-do-stf





:: terça-feira, 28 de abril de 2015

Medalha a Stédile

                                          Medalha a Stédile causa justa indignação aos mineiros



 Deputados entram com requerimento para tirar a honraria concedida ao líder do MST, João Pedro Stédile. Agraciados de anos anteriores protestam devolvendo a comenda



  Comandante em chefe do 'exército do Stédile'?

A sessão plenária de ontem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais foi marcada por bate-boca. Mozart [à direita na foto acima], foi um dos que receberam a honraria. Ele devolveu a medalha e o diploma que ganhou em 1982.

A insatisfação com a homenagem concedida pelo governo mineiro ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, extrapolou os protestos na cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência. 

Um dia depois da solenidade, a oposição na Assembleia repudiou a iniciativa e apresentou nessa quarta-feira (22) requerimento para tirar dele a honraria. Enquanto isso, indignados com o oferecimento da comenda, agraciados de outras edições resolveram devolver a condecoração.

Com pesar, mas convicto do ato, o juiz aposentado Mozart Hamilton Bueno, de 75 anos, enviou nessa quarta-feira por Sedex um pacote com medalha, passadeira e diploma recebidos em 1982 das mãos do então governador Francelino Pereira. Na época, ele era diretor do Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Barbacena, na Região Central de Minas. 

“Acho que a medalha deveria ser dada a alguém que prestou serviço ao estado, até um gari merece. Não um baderneiro, incentivador da desobediência civil, que invade propriedades produtivas, laboratórios. 

O critério é do mérito, e não político”, afirma. O MST, que luta pela reforma agrária, já esteve no centro de ações controversas. Além da invasão de propriedades, integrantes do movimento invadiram laboratórios de empresas ligadas ao setor agrícola.

Junto com as honrarias, Bueno também enviou uma carta ao governador Fernando Pimentel (PT) contando seus feitos como diretor do colégio. 

“Não sei se tão relevantes foram esses serviços, mas afirmo que durante os sete anos que dirigi o tal referido colégio entreguei-me de corpo e alma à missão e o fiz despontar”, escreve o juiz aposentado, que atualmente mora em Brasília. “Não me julgo superior a esse senhor Stédile, mas minha modesta biografia, a minha devoção ao meu Estado natal recomendam-me não aceitar esse nivelamento, razão pela qual e por imperativo da minha formação cívica, renuncio ao galardão”, completa.

Revoltado com o fato de Stédile ter sido condecorado, o consultor em comunicação Nestor Sant’Anna, de 71, que já foi secretário do Conselho da Medalha da Inconfidência, também vai devolver a homenagem assim que voltar a BH – ele está em viagem ao Rio. 

“Fiquei indignado com a condecoração. Stédile demonstra rebeldia, uma pessoa que prega invasões e destruição de laboratórios e campos de pesquisa não é um benfeitor”, diz. Sant’Anna foi chefe do cerimonial do governo entre 1971 e 1976, período em que recebeu a honraria. Como ex-secretário do conselho, reforça que a homenagem deve ser dada a pessoas com “comprovada atuação para engrandecer o estado e a nação”.

BANDIDO 

Na Assembleia, o clima esquentou. Stédile foi chamado por diversas vezes de bandido em plenário pela oposição. No requerimento pedindo para sustar os efeitos do ato do governador que concedeu a grande medalha, os parlamentares alegam que ele não se enquadra nos requisitos da legislação que define a honraria. 

“A rigor, até se ele, o senhor João Pedro Stédile, possuir alguma notoriedade em seu saber, ela o é criminal”, diz a justificativa. “Pelo que sabemos ele nunca prestou nenhum serviço ao estado. O que esperamos é que o governador reconheça o grande equívoco que cometeu e gerou críticas da imprensa nacional”, completou o líder do bloco oposicionista Gustavo Corrêa (DEM).

O deputado João Leite (PSDB) disse que vai devolver a medalha que ganhou em 1997 do governo Eduardo Azeredo (PSDB) assim que a encontrar. “Ela não tem mais o mesmo valor. Alguém que prega uma guerra dentro do Brasil não deve receber medalha”, afirmou. O deputado Sargento Rodrigues (PDT) aprovou na Comissão de Segurança Pública uma moção de repúdio ao ato de Pimentel.

PT se atraca ao desserviço do Vaticano em defesa de Stédile... 
 
O líder do governo Durval Ângelo (PT) saiu em sua defesa afirmando que Stédile é um brasileiro de reconhecimento e que num recente congresso de movimentos sociais no Vaticano, ele foi aclamado pelo Papa Francisco[infelizmente, foi mesmo!como uma grande liderança social”, afirmou Durval. 

Fonte: Estado de Minas





:: domingo, 19 de abril de 2015

A velha estrada do fracasso

Governo planeja lançar plano nacional de Reforma Agrária

O governo Dilma Rousseff, criticado por ter paralisado a reforma agrária, planeja lançar até o final deste ano um plano nacional da reforma agrária, informaram na quarta (15) o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e a presidente do Incra, Maria Lúcia Falcon.

De acordo com Ananias, o plano terá como meta principal o assentamento das milhares de famílias acampadas que esperam por um pedaço de terra do governo. Segundo a Contag, esse número chega a 120 mil. O plano também envolve o cadastramento dessas famílias e o estabelecimento de mecanismos para tornar os assentamentos mais produtivos.

O programa será negociado de maneira próxima com os movimentos sociais agrários e será resultado e uma série de conferências estaduais, disse Falcon.

As declarações foram feitas ao lado Alberto Broch, da Contag, e depois de um encontro com a presidente Dilma Rosseff no qual ela recebeu a pauta do movimento.

FOLHAPRESS18 de Abril de 2015





:: domingo, 19 de abril de 2015

Exército suspeito do MST

Exército suspeito do MST

Xico Graziano,
  OESP, 13/04/2015

Lula convocou o exército do MST. João Pedro Stédile, general mor dos sem terra, bateu continência: “vamos enfrentar a burguesia”. Semana seguinte, começaram a estripulia. Bloquearam rodovias, ocuparam fazendas, invadiram prédios públicos e agências bancárias. Guerra declarada.

Misturaram a causa agrária com a defesa da Petrobras. Segundo o MST, a estatal está seriamente ameaçada pela pressão do capital internacional, correndo risco de ser privatizada pelos imperialistas. Entendeu? Na reforma agrária, a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas e a Jornada Unitária do Campo mobilizaram cerca de 20 mil pessoas, brandindo foices e facões em 22 estados, mais Brasília. Violentos.

A pergunta é: quem paga a conta dessas manifestações do MST? Vamos comparar. Em São Paulo, naqueles mesmos dias, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) organizou, na Avenida Paulista, um ato para defender o governo Dilma. Também juntaram perto de 20 mil pessoas. Os próprios participantes afirmaram ter recebido uma espécie de “kit protesto”, com petrechos, incluindo o transporte gratuito e um “vale” entre 35 reais a 50 reais. Multiplicado pelo total, a ação da CUT custou, no mínimo, R$ 2 milhões. Onerou o imposto sindical.

Nós, provavelmente, é que estamos pagando a conta das manifestações dos sem terra. O dinheiro dos ônibus, das camisetas, dos lanches, das faixas parece estar saindo dos convênios entre o governo e certas entidades ligadas ao MST. Via esses acordos, se irriga o movimento com recursos do orçamento da União. Vem de longe tal conjectura.

Em dezembro de 2003, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mista de Senadores e Deputados, se formou para analisar a questão. A CPMI da Terra ouviu 125 pessoas, de todos os lados. Colheu vários depoimentos em segredo de justiça. Acionou o Tribunal de Contas da União (TCU). Resultado: descobriu-se grande sujeira debaixo do tapete do MST. Duas organizações, na verdade, apareciam como operadoras, ou controladoras, dos principais convênios daquela época: a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (ANCA) e a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (CONCRAB). O MST, sabe-se, nunca teve personalidade jurídica, nem apresenta balanço contábil.

Chamados a depor na então CPMI da Terra, os responsáveis pelos braços operacionais do MST não abriram a boca. Francisco Dal Chiavon avocou o direito constitucional de permanecer calado por 27 vezes; José Trevisol emudeceu-se na resposta de 25 perguntas; Emerson Rodrigues da Silva também permaneceu horas repetindo o jargão daqueles que temem a verdade. Um vexame. Inidôneas se tornaram a ANCA e a CONCRAB.

Passaram-se os anos. Nenhuma providência concreta foi tomada. Hoje a situação permanece mais nebulosa ainda. Levantamento executado a partir do Portal da Transparência mostra que o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) repassou, entre 2003 a 2014, a enormidade de 2,75 bilhões de Reais – sim, bilhões - para 1424 entidades civis. Muito dinheiro.

Lidera a lista das beneficiadas a Fundação para o Desenvolvimento do Semiárido Nordestino. Fui ao Google procurar conhecer tal ONG. Não localizei sequer seu site. Como teria ela aplicado os 58 milhões de Reais que recebeu, em sete convênios, para investir na reforma agrária? Em segundo lugar aparece a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (CONTAG), que recebeu 48 milhões de reais. Essa entidade, pelo menos, é histórica. Seguindo-a está o Instituto Creatio. Pesquisei na internet. Trata-se de uma ONG, do Mato Grosso, que afirma atuar, repassando recursos públicos, nas áreas de educação, cultura e, principalmente, saúde. Nada consta sobre reforma agrária. Muito estranho. Depois se encontra a surpreendente Associação de Produtores Rurais Boa Esperança. Alguém sabe onde fica tal associação? Há várias, com nomes parecidos: uma em Querência (MT), outra em Primavera (PA), outra em Seringueiras (RO). Todas pequeninas. Alguma delas faturou 36,3 milhões de Reais do MDA. Por aí vai. A lista completa das entidades conveniadas se encontra em www.xicograziano.com.br.

É de arrepiar o cabelo. Mas o grande mistério mora noutro lugar. O MDA também repassa parte de seus recursos orçamentários para a Caixa Econômica Federal (CEF). Daí, a CEF distribui o dinheiro, via convênios, para execução de serviços e obras nos assentamentos agrários. Entre 2003 e 2014, firmaram 8 303 convênios, no valor de 1,98 bilhões de Reais. O Portal da Transparência diz que 84% já foram liberados. Não informa, porém, o destino. Não se divulga a execução prática, nem a respectiva prestação de contas. Funciona assim, terceirizada e oculta, a reforma agrária no Brasil.

Não se deve generalizar. Muitos convênios, por certo, aplicam corretamente o recurso público, ajudando aos menos favorecidos no campo. Existem ONGs sérias e responsáveis. Mas o joio se mistura no trigo. Falta transparência, existe manipulação política. Tudo piorou quando, na partilha do poder efetuada por Lula, em 2003, o MST passou a controlar o INCRA. Escalou seus quadros dentro da instituição. Garantiu o soldo de seu exército.

Pense no Petrolão. Depois da Operação Lava Jato, que aflorou esta podridão, fica difícil botar fé na ética do poder. Ninguém sério acredita que esse assunto nebuloso dos convênios com organizações agrárias tenha mixado. Pelo contrário, com certeza o ralo se aprofundou.

Gato escaldado tem medo de água fria. Chegou a hora de esgoelar. Apertar a fiscalização. Milhões, em nome da causa agrária, se esvaem pelo desconhecido. Desgraçadamente, a reforma agrária parece também não ter escapado da corrupção.