Publicações
Busca
Receba um aviso
a cada nova publicação
.
Cadastre-se
Nome

Email

Perfil
D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Alarmismo climático


Físico do MIT pede fim do “doutrinamento com doidices” do alarmismo climático

Posted: 19 Feb 2017 01:50 PM PST

Richard S. Lindzen: “histerias” ambientalistas obedecem a uma maliciosa “guerra” montada por propagandistas das esquerdas
Richard S. Lindzen: “histerias” ambientalistas obedecem
a uma maliciosa “guerra” montada por propagandistas das esquerdas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O físico da atmosfera Richard S. Lindzen, professor emérito da cátedra Alfred P. Sloan de Meteorologia no famoso Massachusetts Institute of Technology (MIT), voltou a refutar com abundante documentação os mitos catastrofistas contidos no pânico do “aquecimento global”, informou o jornal The Telegram, de Worcester, Massachusetts.

Na sua palestra, intitulada “Aquecimento Global ou Alarmismo Climático?”, ele desfez as demagógicas manchetes midiáticas que anunciam que “o mundo está chegando a seu fim”.

Isso absolutamente não está acontecendo, disse o Prof. Lindzen.

Um “aumento completamente insignificante” da temperatura global num décimo de grau centígrado constatado em 2016 serviu para o banzé midiático aterrorizar o mundo com a afirmação de que foi “o ano mais quente desde que se tem registro”.

Ele mostrou gráficos de oscilações da temperatura global acontecidas ao longo dos séculos e sublinhou que ditas oscilações são perfeitamente normais.

“A relação entre um modesto aquecimento e uma catástrofe que paira sobre nós é algo gritantemente falso”, disse Lindzen.

Ele alertou também contra o “doutrinamento das jovens gerações com doidices dessas”.

Os mares subiram de nível nos últimos 10 mil anos, a mudança climática é cíclica e natural, o aumento de CO2 por causa humana desde o início da Revolução Industrial é contestável.

Essas e outras “histerias” existem por causa de uma maliciosa “guerra pela energia” montada por propagandistas das esquerdas, que promovem “qualquer outra fonte de energia desde que não preste”.

Urso polar não é bicho bonzinho mas feroz. Sobe no gelo para para catar, matar e comer animais marinos.
Urso polar não é bicho bonzinho mas predador feroz.
Sobe no gelo para para catar, matar e comer animais marinos.
Mas propaganda alarmista apresenta como vítima.




:: segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Ordem no campo

Ordem nocampo

O registro eletrônico obrigatório no CAR levou os imóveis rurais à legalidade

Até o final do ano passado, quase 4 milhões de imóveis rurais – uma área total de 399.233.861 hectares – estavam inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico obrigatório para todas as propriedades no campo instituído pela Lei 12.651/12, o chamado Novo Código Florestal. O número representa 76% dos imóveis rurais registrados pelo Censo do IBGE de 2006 (5.175.636 unidades). Uma reportagem publicada pelo Estado no início de fevereiro revelou a adesão majoritária ao CAR, salvo no Nordeste, onde o prazo de registro dos imóveis foi prorrogado para os pequenos produtores.

Os dados do CAR foram integrados ao Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (Site) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A correlação entre as informações técnicas do CAR, como a geocodificação das propriedades por satélite, e os mapas de exploração do Site divididos por tipos de área – preservação permanente, reserva legal, interesse social e utilidade pública, entre outras categorias – revelou a importância da atividade agropecuária para a preservação ambiental, contrariando uma ideia erroneamente difundida de que o agronegócio contribui para a degradação do meio ambiente. Como toda generalização, esta também não haveria de resistir à objetividade dos dados.

Em São Paulo, os imóveis rurais preservam em vegetação nativa uma área correspondente a 15,3% do Estado. A área preservada pelos agricultores é maior do que a soma de todas as unidades de conservação e terras indígenas. Em outros Estados, a contribuição da agropecuária para o meio ambiente é ainda maior. Em Mato Grosso, as áreas de atividade agropecuária garantem duas vezes mais proteção ambiental do que as unidades de conservação em terras indígenas. E a abrangência tende a aumentar, pois embora tenha havido um incremento de 12,5% dos imóveis rurais do Centro-Oeste inscritos no CAR em relação ao número do Censo de 2006, ainda há propriedades sem o registro obrigatório. A participação da agricultura brasileira nos esforços de preservação ambiental foi apresentada nas Conferências do Clima, em Paris e Marrakesh, e da Biodiversidade, em Cancún, como um trunfo do Brasil no cumprimento de suas metas climáticas, tanto pelo governo federal como por organizações não governamentais.

O registro eletrônico obrigatório no CAR levou os imóveis rurais à legalidade. No momento do cadastro, caso haja alguma irregularidade, o produtor assume o compromisso de saná-la com o Programa de Recuperação Ambiental (PRA). Com bom andamento em 17 Estados, o PRA amplia a prestação de serviços ambientais pelos agricultores e lhes oferece segurança jurídica pela exploração regular das áreas.

Fruto de extenso debate em audiências públicas e privadas, além dos ensejados no Congresso Nacional, o projeto do Novo Código Florestal foi aprovado na Câmara por 410 votos e no Senado por 59 votos. Consenso no governo federal, defendido em sua integralidade pela Embrapa, pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama – e sem retrocessos ou ofensas à Constituição –, o diploma legal assegura aos produtores rurais a segurança de suas atividades mediante as respectivas garantias de proteção ambiental. Os avanços trazidos em 2012 pelo Novo Código Florestal, no entanto, estão ameaçados por Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL, que questionam no Supremo Tribunal Federal (STF) a validade de 58 dos 84 artigos da Lei 12.651/12. Em São Paulo, o Tribunal de Justiça (TJ-SP) suspendeu os efeitos da Lei Estadual 15.684/15, que trata do PRA, gerando enorme insegurança jurídica para milhares de produtores rurais impedidos de regularizar seus imóveis e apresentar as devidas ações de recuperação ambiental.

Relator das ADIs no STF, o ministro Luiz Fux negou as liminares solicitadas pela PGR e realizou uma consulta pública, quando declarou que “a lei está valendo e tem sido aplicada, mas também tem havido muito descumprimento sob a invocação de sua inconstitucionalidade, ainda em grau inferior”. É chegado o momento de a Suprema Corte dar a palavra final, ratificando a vigência do Novo Código Florestal, e, assim, assegurar a ordem no campo.

O Estado de S. Paulo, 13 Fevereiro 2017

 





:: sábado, 4 de fevereiro de 2017

Esposa, mãe, católica e marqueteira

                 Esposa, mãe, católica e marqueteira

                                                                                                                             Péricles Capanema

 

Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

Kellyanne Conway foi lançada em 2016 no centro da política norte-americana. Nascida em 1967, católica com títulos universitários prestigiosos, é casada com conhecido advogado e mãe de quatro filhos. Na vida profissional é marqueteira consagrada.

Seu (até agora) grande feito foi ser a primeira mulher a chefiar uma campanha presidencial nos Estados Unidos. A partir de 17 de agosto último, diante de perspectivas nada alentadoras, assumiu o bastão e mudou o rumo delas, conseguindo para Donald Trump consagradora vitória no Colégio Eleitoral. Atualmente é conselheira presidencial, posição de topo. Tem mais: vem sendo apelidada jocosamente de whisperer, para indicar que tem os ouvidos de Donald Trump. Logo estará na lista das mulheres mais poderosas dos Estados Unidos.

*       *       *

Em Washington, no dia 27 de janeiro último, foi realizada a 44ª Marcha pela Vida, em protesto pela aprovação do aborto em 1973 pela Suprema Corte (caso Roe versus Wade). A manifestação recebeu estímulo público de Trump: “A Marcha pela Vida é muito importante. Para todos os que estão se manifestando, meu inteiro apoio”. Nela discursou o vice-presidente Mike Pence, que “em nome do Presidente” deu as boas-vindas aos participantes. Também discursou Kellyanne Conway, começando assim: “Sou uma esposa, uma mãe, uma católica, conselheira do presidente dos Estados Unidos”. [foto acima, durante o evento].

Tais palavras estilhaçam o politicamente correto (entre nós, não entre eles). Não custa lembrar que meses atrás a revista VEJA (18-4-16), em reportagem sobre a atual primeira-dama Marcela Temer, pôs no título: “Bela, recatada e do lar”. Foi um deus nos acuda. Ironias, deboches, ataques, insultos encheram as páginas da imprensa tradicional e das redes sociais. O que respigo abaixo é apenas pequeno exemplo das centenas de milhares de manifestações. Diana Corso, psicanalista e escritora: “Acho que a pobre Marcela acabou carregando o ônus da onda de retrocesso. A existência dessa mulher nos coloca frente àquilo que temos lutado para não mais ter que ser”. Cláudia Tajes, escritora: “Não haveria nada de errado com a descrição se ela estivesse nas páginas de uma revista no início do século passado. Um mundo que só fala de empoderamento feminino e seus derivados só pode debochar ao ver uma guria de 30 anos ser retratada desse jeito. Coitada dela”. Nana Soares, jornalista: “Esta manchete parou no século 19. Estamos no século 21”. E vai por aí afora.

*       *       *

Nos Estados Unidos, comentários desse naipe são anacrônicos. Kellyanne Conway, ao destacar como características que especialmente preza seu papel de esposa e mãe e sua condição de católica, lembrando só a seguir que ocupa um dos mais poderosos cargos na Terra, tem inteira consciência que tal enumeração a faz simpática no país inteiro e a fortalece na Casa Branca.

Por quê? Existiu nos Estados Unidos, décadas a fio, um enorme setor a bem dizer invisível. Oculto, um verdadeiro país conservador, vivendo em torno da família e do trabalho. A imagem dos Estados Unidos era outra, projetada pelos holofotes de Hollywood e pela fanfarronice emproada dos setores liberals (o que lá significa ter pelo menos propensões esquerdistas e libertárias), que gostam de monopolizar microfones. Impostura gigantesca que mandava e desmandava. Até que em certa hora o país majoritário se cansou do cabresto e da asfixia. Organizou-se, buscou participação nas universidades, presença nos meios de comunicação, influência na política. Enfrentou obstáculos sem nome, mas também obteve êxitos retumbantes, um dos quais foi o período Reagan de oito anos. As refregas continuam, polarizam a nação. Em suma, movimentos conservadores fizeram com que o país invisível tomasse consciência de si, opinasse e finalmente se afirmasse como parte influente, com direito a vez, voz e voto.

*       *       *

Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

O acontecimento faz lembrar a lenda bretã da “cathédrale engloutie” (catedral submersa, engolida pelas águas), nas costas da ilha de Ys. Em certas ocasiões, os habitantes da região escutam badalar de sinos e ouvem cantos sagrados. Quando a água está muito transparente, lhe veem os contornos. A ação lúcida de lideranças responsáveis fez emergir das águas a catedral do país conservador nos Estados Unidos.

*       *       *

Temos também entre nós há um Brasil invisível, desprezado, para cuja voz poucos atentam, mas que tem consciência de que pode ditar rumos, caso aflore. É uma catedral cujos sinos bimbalham, clamando por vir à tona. O Brasil foi colocado entre os países emergentes (com Rússia, Índia, China, África do Sul, o grupo BRICS). Antes, temos emergência mais urgente para fazer. Conscientizar, empoderar (já empregando o neologismo) grandes multidões, falar, libertar setores agora sufocados. Quando o Brasil, abaixo da linha da água, hoje invisível, se afirmar na proporção correta, será completamente normal uma mulher de grande expressão, no meio de aplausos, proclamar-se ufana esposa, mãe e católica. Como acontece nos Estados Unidos.

 





:: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Cadastro Ambiental Rural

Cadastro Ambiental Rural – hora dos fatos

No Brasil a salvação do meio ambiente, da biodiversidade e da economia está na lavoura

Evaristo de Miranda
O Estado de São Paulo, 01 Fevereiro 2017

 

A agricultura brasileira conta com um novo e poderoso instrumento de planejamento e análise: o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Seus dados revelam o papel decisivo da agropecuária na preservação ambiental e apontam tendências, até então desconhecidas, na ocupação das terras.

Criado pela Lei 12.651/2012, o CAR é um registro eletrônico, obrigatório para imóveis rurais. Até 31 de dezembro de 2016, mais de 3,92 milhões de imóveis, ocupando um total de 399.233.861 hectares, estavam inseridos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) integrou ao seu Sistema de Inteligência Territorial Estratégica os dados geocodificados do CAR com o perímetro dos imóveis e os mapas das áreas exploradas, consolidadas, de preservação permanente, de reserva legal, de interesse social, de utilidade pública, etc. São 18 categorias de uso e ocupação das terras, geocodificadas em cada imóvel. E para cada categoria há, em geral, mais de um polígono ou mancha demarcada. São centenas de milhões de polígonos, com bancos de dados associados, trabalhados pela equipe do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Embrapa.

O Censo do IBGE de 2006 registrou 5.175.636 estabelecimentos agrícolas no Brasil. O conceito de imóvel rural do CAR e o de estabelecimento agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são bastante próximos. Até o final de 2016, um total de 2.923.689 imóveis rurais estava cadastrado no Sicar, 75,8% do esperado, tendo 2006 como base. As unidades ainda não cadastradas – 1.251.947 – estavam localizadas essencialmente no Nordeste.

No Censo de 2006 havia 3.454.060 estabelecimentos agrícolas no Nordeste, mais da metade dos agricultores do Brasil. Destes, apenas 836.169 estavam cadastrados no Sicar em 2016, algo como 34% do esperado. Como disse o ex-ministro Aldo Rebelo, no semiárido a maioria dos produtores nunca ouviu falar nem de CAR nem de internet.

No restante do Brasil, os imóveis rurais pulularam. No Norte, o número de imóveis cadastrados no CAR é 23,3% maior do que os detectados no Censo de 2006. O aumento também se verificou no Sul (14%), no Centro-Oeste (12,5%) e no Sudeste (8,1%).

O CAR não é um censo, mas é muito preciso para certas variáveis ao trabalhar com declarações expressas em mapas sobre imagens de satélite. A área dos imóveis no CAR, cerca de três quartos do total dos estabelecimentos agrícolas de 2006, já totalizou 399.233.862 hectares.A área apropriada pela agricultura teria crescido 65.553.825 hectares (19,6%) em dez anos.

O dado é paradoxal. De acordo com o IBGE, a área total da agricultura brasileira vinha declinando. Em 1985, era de 374.934.797 hectares;em 1995, 353.611.191 hectares; e em 2006, 333.680.037 hectares.Uma redução constante da área total da ordem de 12% ou a perda de 45 milhões de hectares entre 1985 e 2006. Os dados iniciais do CAR parecem negar essa tendência.

O maior aumento da área declarada com relação ao Censo de 2006 ocorreu no Norte:133,6%! No Centro-Oeste, o crescimento foi de 13,8% e no Sudeste, de 5,9%. Até o Nordeste, tão pouco cadastrado no CAR (34%), já totaliza uma área de 55.788.137 hectares,ou 73% dos 76.074.411 hectares do Censo 2006! Única exceção: a redução de 7,3% na área declarada no Sul, apesar de um número de imóveis cadastrados 14% superior ao do Censo de 2006.

A área apropriada pela agricultura em dez anos passou de 38,7% para 47% do território nacional? Seria uma inversão na tendência declinante da área da agricultura? O tamanho médio dos imóveis teria passado de 64 hectares em 2006 para 102 em 2016? Não é o que parece. Ou, ao menos, as primeiras análises da Embrapa indicam outras realidades.

No Norte, a expansão seria em parte o reflexo de políticas de regularização fundiária e da tentativa de muitos de materializar uma posse precária de terras. Isso causa uma grande sobreposição de áreas. Em todo o País, outros fenômenos se conjugam:imprecisões na delimitação dos imóveis, sobreposições, diversos erros de registro e inconsistências na base de dados. Ainda assim, merecem aplausos os organizadores do CAR e os gestores do Sicar, por obterem o resultado de um extraordinário trabalho coordenado e coletivo junto a quase 4 milhões de produtores rurais.

Área apropriada não significa área explorada. O início do tratamento dos dados do CAR pela Embrapa apresenta fatos incontornáveis sobre o papel da agricultura na preservação de ecossistemas e biodiversidade. Boa parte dessas áreas agrícolas é ocupada por florestas, água e vegetação nativa.

Em São Paulo, de longa história agrícola, áreas de preservação permanente, reserva legal, vegetação excedente, ambientes lacustres e palustres, em 302.337 imóveis rurais já cadastrados, totalizam 3.808.519 hectares, 15,3% do Estado ou 22% da área rural.

Os produtores preservam 21,3% do bioma Cerrado no Estado e 12,4% da Mata Atlântica. A área total preservada pelos agricultores é maior do que todas as unidades de conservação e terras indígenas existentes em São Paulo.

Em Mato Grosso, de agricultura mais recente, as áreas agrícolas preservam quase o dobro do existente em unidades de conservação e terras indígenas! E novas áreas serão ainda agregadas, pois restam imóveis por cadastrar.

A Embrapa divulgará novos resultados agregados do CAR para Estados, municípios e cadeias produtivas. E com análises e mapas detalhados das áreas preservadas e do custo decorrente para o produtor, sem contrapartida da sociedade. Eles revelarão, conforme dados iniciais indicam e ao contrário do que alguns desinformados afirmam,que no Brasil a salvação da biodiversidade, do meio ambiente e da economia está na lavoura.

* Doutor em Ecologia, É Chefe Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite

 





:: terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Paz no Campo no Canal do Boi

Paz no Campo no Canal do Boi

No final do ano foi exibida a tradicional participação de fim de ano de S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, no programa Zebu para o Mundo, apresentado por Luiz Crozara e exibido Canal do Boi, tendo o programa sido gravado na Sede Social da Pró Monarquia – Casa Imperial do Brasil, em São Paulo.

Afeito desde a infância ao ar-livre, o Príncipe Imperial é Coordenador Nacional e Porta-Voz do Movimento Paz no Campo, percorrendo todo o território nacional na defesa do agronegócio, realizando conferências e travando contato com lideranças rurais de todo o País. Sua Alteza é também autor do bem sucedido livro “Psicose Ambientalista – os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã”, já em sua quarta edição, onde denuncia a farsa do “aquecimento global”.

Foi também mais uma oportunidade para que o Príncipe Imperial demonstrasse a inegável superioridade na postura, na intelectualidade e no preparo para servir à Nação de um Príncipe sobre a de qualquer político da República, fazendo com que a mensagem monárquica alcançasse telespectadores do programa e contribuindo para sua formação humana e intelectual.

A participação de Sua Alteza no programa pode ser assistida acessando o link:

https://www.youtube.com/watch?v=nNJE9mrAgEE


Na mesma ocasião, também foi entrevistado o jornalista e monarquista Nelson Barretto, membro do Paz no Campo “exilado” em Brasília, que tratou sobre a ingerência e desmandos de instituições republicanas impregnadas pelo marxismo cultural, e que agem justamente na promoção dos ideais do ecoterrorismo, que vai completamente contra a índole do povo brasileiro e à boa ordem colocada por Deus Nosso Senhor na Criação.

Fonte: Pro Monarquia

A participação do jornalista Nelson Barretto pode ser assistida acessando o link:

https://www.youtube.com/watch?v=k9YaGoCy7_8

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto




:: terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Uma nova religião


Para Prêmio Nobel o “ aquecimento global é uma nova religião”

Posted: 28 Jan 2017 11:30 PM PST

Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973.
Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973 renunciou à famosa American Physical Society (APS) em 13 de setembro de 2011 como forma de condenar a posição oficial da associação em favor do 'aquecimento global'.

Giaever é professor emérito do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York, e da Universidade de Oslo.

Em 2007, a APS adotou uma declaração oficial segundo a qual as atividades humanas estão mudando o clima da Terra.

“As evidências são incontestáveis: O aquecimento global está ocorrendo”, afirmava o documento repelido pelo Prêmio Nobel.

“Se não forem empreendidas ações mitigadoras provavelmente acontecerão rupturas significativas nos sistemas físicos e ecológicos da Terra, nos sistemas sociais, atingindo a segurança e a saúde humana. Precisamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de agora”, martelava o documento.

Giaever enviou na oportunidade um e-mail para Kate Kirby, chefe da APS, explicando que “ele não pode conviver com essa declaração” quando a temperatura global continua “surpreendentemente estável”.

Na APS, explicou o cientista, pode-se discutir todos os temas científicos, menos um que é tratado como tabu intocável: “o aquecimento global deve ser tratado como evidência indiscutível?”

“A alegação de que a temperatura da Terra passou de 288,0 para 288,8 graus Kelvin em cerca de 150 anos, se for verdade significa que a temperatura tem sido surpreendentemente estável, e a saúde humana e a felicidade melhoraram indiscutivelmente neste período de 'aquecimento'”, acrescentou o Prêmio Nobel.

“Aquecimento global”, guerra ao desmatamento, etc.: dogmas de uma nova religião

Para o Prêmio Nobel, “o aquecimento global se tornou uma nova religião”

“Ouvimos muitas advertências semelhantes sobre a chuva ácida, há 30 anos e o buraco de ozônio de 10 anos atrás ou o desmatamento”, defende ele apontando profecias catastrofistas que não se verificaram.

“O aquecimento global tornou-se uma nova religião. Nós frequentemente ouvimos falar do número de cientistas que o apoiam. Mas o número não é importante:... Só importa saber se os cientistas estão corretos. E, realmente nós não sabemos no que é que consiste o efeito real da atividade humana sobre o temperatura global”, acrescentou.

Giaever é um dos cientistas mais proeminentes citados em Relatório hoje histórico da Comissão do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado dos EUA.

Ele figura entre os 400 “cientistas dissidentes” que denunciaram em manifesto o mito do “aquecimento global” e que hoje aumentaram para 700.

Giaever também foi um dos mais de 100 signatários da carta de 30 de março de 2009 ao presidente Barack Obama, criticando sua postura sobre o aquecimento global.

É de se desejar que o novo presidente americano Donald Trump que mostra sensibilidade para posições afastadas do utopismo 'verde' reconheça agora os méritos de cientistas como Giaever.

Ele é figura de destaque numa legião de cientistas objetivos que vêm sendo menosprezados e até punidos pelo radicalismo ambientalista instalado na administração pública americana. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Falta ainda o tridente

Agro Brasil - Empreende, Preserva e Transforma

O Ministério da Agricultura produziu um vídeo mostrando algumas verdades sobre a nossa agricultura. O ministro Blairo Maggi tem apresentado o vídeo em suas viagens internacionais. 
O Brasil agradece à pujança do agronegocio. Ele só existe porque nos livramos em parte do socialismo, mas falta ainda desmontar o tridente: FUNAI, INCRA e IBAMA.
Assista e ajude a divulgar:





:: sábado, 28 de janeiro de 2017

Vegetação nativa preservada ocupa 61%

Vegetação nativa preservada ocupa 61% da área do Brasil, diz Embrapa

Dados foram apresentados em palestra no lançamento da colheita em MS.
Agricultura ocupa apenas 8% do território nacional e pastagens 19,7%.

Anderson ViegasDo G1 MS

Abertura da colheita da soja em Mato Grosso do Sul; área utilizada pela agricultura representa apenas 8% do território nacional (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Área utilizada pela agricultura representa apenas 8% do território
nacional (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

Estudo do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta que a vegetação nativa preservada ocupa 61% de todo o território brasileiro. O número foi apresentado nesta quinta-feira (26), pelo coordenador do grupo, Evaristo Miranda, em palestra na abertura oficial da colheita da soja, promovida na fazenda Jotabasso, em Ponta PorãMato Grosso do Sul.

Miranda explicou que dos 850.280.588 hectares que compõem o território brasileiro, 11% são de áreas de vegetação nativa em propriedades rurais, como as de reserva legal (RL) e de proteção permanente (APPs); 17% são de vegetação nativa em unidades de conservação; 13% são de vegetação nativa em terras indígenas e 20% de vegetação nativa em terras devolutas, relevos, águas interiores, etc, o que totaliza os 61%.

Esses dados, conforme o coordenador do Gite, foram atualizados no fim do ano passado pela Embrapa, com base em informações da própria instituição e de outros órgãos do Poder Público e entidades da iniciativa privada, como: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ministério do Meio Ambiente, Fundação Nacional do Índio (Funai), Agência Nacional das Águas (ANA) e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG).

Os outros 39% do território brasileiro, conforme o levantamento da Embrapa, estão distribuídos entre as áreas ocupadas pelas lavouras e florestas plantadas, com 8%; pastagens 19,7% e cidades, macrologística, infraestrutura, energética, mineradoras e outras, com 11,3%.

“Nestes 8% de áreas cultivadas está toda a cana-de-açúcar, toda o reflorestamento, os grãos, a citricultura, enfim, tudo o que plantamos. Essa agricultura deste tamanho, que preocupa o mundo e que faz um monte de coisa utiliza somente 8% do território brasileiro, imagina se utilizasse 20% , o que também não seria nada, comparando com outros países, imagina o tamanho que poderia ser esse setor”, ressaltou o pesquisador.

Ele comentou que quando somada a área da agricultura e da pecuária e ainda as áreas de vegetação nativa preservadas dentro dos imóveis rurais, as propriedades rurais representam um total de 38,7% do território nacional.

Coordenador do Gite da Embrapa, Evaristo Miranda (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Coordenador do Gite da Embrapa, Evaristo Miranda
(Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

“Esses dados estão sendo apresentados pelo ministro Blairo Maggi [Agricultura, Pecuária e Abastecimento] nos eventos que ele vai no exterior como o 'Green Card' [referência ao cartão que garante a residência permanente de estrangeiros nos Estados Unidos] da agricultura brasileira. Quando se vai discutir sobre agricultura e preservação ambiental em outros países, questionamos como está a situação daquela nação em relação a esses aspectos. Eles têm os dados é só apresentarem para compararmos”, desafiou.

Miranda lembrou ainda que o produtor rural brasileiro trabalha com base em uma das mais rigorosas e restritivas leis ambientais do mundo e citou, como exemplo, a questão das margens de rios, que na legislação brasileira são definidas como APPs, onde é proibido o cultivo.

“Esse é um trabalho que a Embrapa fez quando ainda estava se discutindo o Código Florestal. Em El Salvador, as áreas de margens de rios são totalmente ocupadas por pequenos e grandes produtores. Na Costa Rica tudo é ocupado com culturas e banana. No México, nas margens do rio Papaloapan as áreas são totalmente cultivadas. São depósitos aluviais. O lado do rio é o melhor lugar que tem para plantar. A civilização se desenvolveu cultivando ao lado dos rios. Assim é no Chile, na Argentina, na China, no Senegal e nos países desenvolvidos também, como ao longo do rio Ródano, na França; no rio Reno, na Alemanha; o Vale do Pó, na Itália; o rio Quadalquivir, na Espanha; o Tejo, em Portugal; o Danúbio, na Áustria e o baixo Reno, na Holanda, entre outros. Já o Brasil preserva, e por lei obrigatória, se tem de preservar as margens do rio. Não estou falando contra ou defendendo a legislação brasileira, só estou mostrando como é a lei brasileira e a comparação com outros países”, ressaltou.

O coordenador do Gite destacou ainda que com o novo Código Florestal, o produtor terá de recompor muitas áreas. As estimativas, conforme ele, é que dos 8% do território brasileiro que é utilizado atualmente para a agricultura, entre 35 milhões de hectares e 95 milhões de hectares, vão ser utilizados para a recomposição de APPs e RLs.http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2017/01/vegetacao-nativa-preservada-ocupa-61-da-area-do-brasil-diz-embrapa.html

Assista apresentação completa:http://www.canalrural.com.br/videos/soja-brasil/para-embrapa-produtor-rural-tem-que-orgulhar-profissao-77734






:: segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Clima na Groenlandia


Aquecimento e esfriamento do clima são humanamente imparáveis

Posted: 22 Jan 2017 12:38 PM PST

Atividade na superfície solar
Atividade na superfície solar
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No fim de 2016, o Met Office, instituto de meteorologia do Reino Unido, previu que 2016 desbancará 2015 como o ano mais quente desde o início dos registros, em 1880.

A previsão é de que a temperatura média global será 1,14ºC acima da observada antes da Revolução Industrial.

O jornal “O Globo” carregava a manchete dizendo: “2016 será o ano mais quente da História, diz instituto”. Entre o início dos registros, acontecido quase 140 anos atrás, e o início da História há uma diferencia de não se sabe bem quantos milhares, milhões ou bilhões de anos – os cientistas discutem isso. Por certo, um aluno que confundir esses termos em qualquer escola séria pode levar estrepitosa nota zero.

Mas isso pouco importa na hora de semear pânico com o ritornelo do “aquecimento global”.

Dois cientistas líderes no estudo do clima, os Dres. David Russell Legates, professor de Geografia na Universidade de Delaware e ex-diretor do Centro de Pesquisa Climática dessa universidade e Wei-Hock “Willie” Soon, pesquisador da Divisão de Física Solar e Estelar (SSP) do Centro para Astrofísica do Harvard-Smithsonian, prepararam um vídeo para explicar que a contestada tendência ao aquecimento global, se existe é devida a fenômenos naturais cíclicos alheios ao homem.

Mais concretamente, de ciclos no astro-rei – o Sol – que é de longe o que determina se faz calor ou frio na Terra com sua capacidade de gerar quantidades de energia, na forma de luz, calor e raios diversos, impossíveis de emular com recursos humanos.

Em consequência, dizem os dois especialistas, os fenômenos de aquecimento e arrefecimento da temperatura da Terra são “imparáveis”.

Sendo assim ao pé da letra imparáveis, o homem achar que pode mudar um fenômeno determinado pelo gigante do nosso sistema espacial é mais ridículo do que construir castelos de areia para conter as ondas do mar.

Ilulissat é a terceira maior cidade da Groenlândia, ilha gélida de proporções continentais que chegou a ser coberta de vegetação na Idade Média.
Ilulissat é a terceira maior cidade da Groenlândia, ilha gélida de proporções continentais
que chegou a ser coberta de vegetação na Idade Média.
Os autores do vídeo mostram como esses ciclos de aquecimento e esfriamento são históricos. Em face deles, o que homem pode fazer de mais inteligentes é adaptar-se.

Portanto, não é sério montar um banzé universal, assinar tratados como o Acordo de Paris e impor legislações draconianas, as quais não podem senão revelar a insignificância das forças humanas quando comparadas com o poder do Sol.

Legates e Soon mostram isso com um exemplo paradigmático: o da Groenlândia, ou Greenland, literalmente “terra verde”, hoje quase totalmente coberta pelo gelo.

Eles documentam como essa grande ilha já foi muito mais quente quando o ciclo solar de aquecimento em que vivemos estava em seu auge, e que desde o período quente medieval está em declínio, com alternâncias cíclicas.

Malandramente, o noticiário alarmista – como o gerado pelo Met Office, que citamos no início e que “O Globo” exagerou na manchete até o delírio – silencia a verdadeira dimensão científica dos ciclos solares que regem os períodos de aquecimento e esfriamento da temperatura terrestre.

Mas, se o alarmismo verde, fundamentalmente contrário à civilização, decidisse virar a casaca e pregar que o clima está esfriando pavorosamente e exigisse a adoção de qualquer teoria e/ou tratado louco, esse vídeo poderia vir a calhar perfeitamente.

O Met Office poderá anunciar que o clima de 2016 foi devastadoramente mais frio do que no tempo dos Vikings, quando a Groenlândia era verde, e manchetes delirantes como a citada poderão nos anunciar que o mundo em mais alguns séculos ficará reduzido a um cubo de gelo.

Assim funcionam os pânicos ambientalistas.

Em 2014, “The Economist” noticiou que o aquecimento na última década havia sido de 0,04°C. Mas em Paris o ex-presidente Obama anunciou que 14 dos últimos 15 anos haviam sido os mais quentes desde que há registros. Cientistas clamaram que 2014 foi o mais quente de todos esses, embora reconhecessem que só tinham 38% de chances de estarem certos.

Hoje a Groenlândia está coberta de gelo em imensa parte . A inteligência de seus habitantes consistiu em se adaptar ao atual período climático.
Hoje a Groenlândia está coberta de gelo em imensa parte .
A inteligência de seus habitantes consistiu em se adaptar ao atual período climático.
Em seguida os mesmos alarmistas clamaram que 2015 foi o mais quente, embora os dados não fossem confirmados pelos satélites. Agora o Met Office montou mais uma treta no jogo das comparações para 2016.

Ligado a esse terror do aquecimento global, espalha-se que os oceanos estão subindo. Contudo, o site The Daily Wire noticiou que nos últimos 50 anos o nível dos mares registrou um crescimento de menos de um milímetro, algo normal e até irrelevante estatisticamente.

O vídeo abaixo também fornece provas, depoimentos de cientistas e outros argumentos no sentido de que o CO2 não modifica em nada a temperatura da Terra. A verdade científica é que quando a Terra esquenta por efeito sol, aumenta o CO2 apenas como uma das muitas consequências da atividade solar.

O Dr. Niv Shariv, da Hebrew University, conclui: “Ainda que reduzíssemos a emissão de CO2 pela metade, o efeito sobre a temperatura global será insignificante”.

Se os EUA conseguissem reduzir suas emissões de CO2 num 80% por volta de 2050, como chegaram a prometer o então governador da Califórnia, Jerry Brown, o então presidente Barack Obama e a ex-candidata presidencial Hillary Clinton, entre outras consequências, verificar-se-ia o seguinte:

— A Califórnia teria seu nível de vida rebaixado ao atual da Coreia do Norte, segundo cálculo de Robert Bryce, do Manhattan Institute. Ou seja, um PIB per capita de U$1.800 anuais;

— Os EUA ficariam mais pobres que o México.

Esses e outros dados econômicos apontam que as esquerdas estão usando o bicho papão do aquecimento global para promover uma agenda denominada por seus ideólogos de “decrescimento”.

Seria possível tal irracionalidade? Pode ser possível não por razões da natureza, mas por obra de uma ideologia sectária de esquerda. O “socialismo do século XXI” na Venezuela prova que essa loucura é visada nos laboratórios das esquerdas comuno-progressistas.

Em um país com as maiores reservas de petróleo do mundo faltam neste momento os alimentos e remédios básicos, a metade de sua população perdeu peso pela fome e foge por terra e mar para os países vizinhos.

Se o mundo todo for jogado nessa situação para evitar o “aquecimento global” exagerado até o paroxismo, não teremos país vizinho para onde fugir.



Os imparáveis ciclos solares – O exemplo concreto da Groenlândia







:: domingo, 15 de janeiro de 2017

Fidel ‘paredón’ Castro

Fidel ‘paredón’ Castro

Para os historiadores que virão, a figura do tirano insular será a de líder cruel e sanguinário

 

*Ives Gandra da Silva Martins

Passada a emoção da morte do mais sanguinário ditador das Américas, que provocou as mais varia das manifestações de tristeza dos decadentes movimentos da esquerda mundial, mister se faz uma análise fria sobre os anos de chumbo em que vivia e vive o povo cubano, os quais se vêm prolongando desde fins da década de 1950, quando Fidel Castro assumiu o poder na infeliz ilha caribenha.

O primeiro ponto a destacar é a falta de respeito aos direitos humanos. Brutalmente, foram fuzilados, ao estilo da era do Terror da Revolução Francesa, sem julgamento nem direito de defesa, milhares de cubanos, nos famosos paredóns. De 1792 a 1794, quando Robespierre assumiu o controle do governo francês, dezenas de milhares de pessoas foram guilhotinadas, condenadas por tribunais populares. Fidel substituiu as guilhotinas pelos paredóns e fuzilamentos em massa.

Naquela época, nos meus primeiros anos de advocacia, em que era ainda popular tomar a bebida denominada Cuba Libre, era hábito pedir nos bares “Cuba sem Fidel”, pois a ditadura lá se instalou desde os primeiros momentos.

Igor Gielow, comparando diversos arquivos de várias instituições e adotando o considerado mais conservador, apresenta 7.326 mortos ou desaparecidos nas prisões cubanas (quase 6 mil fuzilados em paredóns), não se incluindo nesse número os afogados nas tentativas de fuga da ilha, ou seja, 65 mortos por grupos de 100 mil habitantes. Pelos mesmos critérios, o Chile assassinou, sob Pinochet, 23,2 para cada 100 mil habitantes; o Paraguai, sob Stroessner,  10,4; o Uruguai, 7,6; a Argentina, 30,9, no regime militar; a Bolívia, 6,2; e o Brasil, 0,3. É de lembrar que no período militar brasileiro foram mencionados pela Comissão da Verdade 434 mortos ou desaparecidos, negando-se aquela comissão a apurar as 129 mortes provocadas pelos guerrilheiros, algumas em atentados terroristas em logradouros públicos. Por isso foi alcunhada de “Comissão da Meia Verdade”. É certo que, sob o domínio de Raúl Castro, a letalidade do governo cubano caiu, havendo registro de 264 vítimas de 2006 para cá (Folha de S.Paulo, 1.º/12/216).

O segundo aspecto a ser estudado é o da liberdade. Em artigo que publiquei, O neoescravagismo cubano (Folha, 17/2/2014), observei que, após ler o contrato dos médicos cubanos com o governo brasileiro, nele encontrei cláusulas de proibição de receberem no Brasil qualquer visita, mesmo de parentes, sem que houvesse antes autorização de autoridades cubanas. Eles também ficavam com apenas um quarto do salário e transferiam para o governo fidelista três quartos. Mantinha a ditadura, por garantia, seus familiares em Cuba, como reféns, para que voltassem à ilha, eliminando assim o eventual desejo de pedirem asilo às autoridades brasileiras. Talvez nenhum símbolo seja tão atentatório à dignidade da pessoa humana como os termos desse contrato, aceito pelo governo da presidente Dilma Rousseff sem discussão. Não sem razão, o ex-presidente Lula disse ter perdido, com a morte de Fidel, “um irmão mais velho”; José Dirceu declarou, no passado, “ser mais cubano que brasileiro”; e Marco Aurélio Garcia chegou a afirmar que havia “mais democracia em Cuba que nos Estados Unidos”, num de seus costumeiros arroubos.

Quanto à economia, conseguiram os Castros levar sua população à miséria, com salários inferiores à Bolsa Família para a esmagadora maioria dela, independentemente da qualificação profissional. No momento em que ruiu o império soviético e a ilha deixou de ser mantida economicamente pela Rússia, assim como quando desmoronou a equivocada economia Venezuelana, com a perda de apoio do regime chavista – talvez Hugo Chávez ainda estivesse vivo se tivesse ido se tratar em hospitais americanos, e não cubanos –, a economia do país, sem tecnologia, indústria de ponta e investimentos de expressão, viu-se e vê-se sem horizontes, implorando aos americanos apoio para sobreviver, num mundo cada vez mais competitivo.

Politicamente, em lugar de adotarem o modelo chinês, de uma esquerda política e uma direita econômica, o que permitiu à China pular de uma economia com PIB inferior ao do Brasil no início dos anos 1990 para a segunda economia do mundo 20 e poucos anos depois, continuaram, num estilo menos estridente que o do tiranete Nicolás Maduro, a defender o fracasso comprovado, em todos os espaços geográficos e períodos históricos, das teses marxistas, com o que o futuro da ilha está dependendo ou da abertura democrática ou do auxílio externo, pouco provável no mundo em que vivemos.

Fidel Castro instalou a mais longeva ditadura das Américas, só possível por ser pequena a população de seu país e rígido o controle das pessoas, sem liberdade para pensar algo diferente do que pensam as classes dominantes. E os saudosistas brasileiros de uma esquerda mergulhada no maior escândalo de corrupção da História do mundo lamentaram a perda do ditador, cujo irmão, no poder, vê seu mais forte aliado,o incompetente Maduro, verdadeiro exterminador do futuro imediato da Venezuela, mantendo-se à frente de seu governo graças às decisões de um Poder Judiciário escolhido por um Parlamento derrotado, às vésperas de ser substituído, e que se tornou capacho do Executivo.

Friamente examinando o período de domínio do tirano insular, há de se convir que sua figura, para os historiadores que virão, será a de líder cruel e sanguinário, cujo carisma oratório empolgou, todavia, toda uma geração de jovens, a qual acreditou que a melhor forma de combater as injustiças sociais não seria criar empregos e progresso, mas apropriar-se dos bens alheios, mesmo à custa da violência e da destruição dos valores democráticos. Felizmente, essa ilusão começa a ser desfeita, em todos os continentes, pois as ideologias, corruptelas das ideias, não produzem desenvolvimento, mas apenas decepção e sofrimento.

*Professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo e Unifmu, do CIEE/O Estado de S. Paulo, da Eceme, da ESG e da Escola da Magistratura do Tribunal Regional Federal - 1ª região

OESP, 06 Janeiro 2017.

 





:: quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Frente Parlamentar da Agropecuária repudia

Frente Parlamentar da Agropecuária repudia crítica ao agro feita por escola de samba

 

Em artigo publicado no site da Frente Parlamentar da Agropecuária, o presidente da entidade, deputado Marcos Montes (PSD-MG), afirmou que a FPA se soma às associações representativas do agronegócio no repúdio a alguns aspectos do tema escolhido pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval de 2017 do Rio de Janeiro. Em meio a uma homenagem ao Parque Nacional do Xingu, que é um tema legítimo, a escola de samba resvala em criticas aos produtores rurais, por supostos abusos ocorridos na aplicação de defensivos agrícolas.

“A Imperatriz Leopoldinense vai na contramão da história, uma vez que, depois de muitos anos, finalmente o cidadão dos grandes centros começa a ter as informações mais claras acerca da produção rural, que é rigorosamente fiscalizada dentro e fora do país. Para começo de conversa, se o uso de agrotóxicos nas lavouras fosse indiscriminado, como dizem, o Brasil não seria o grande exportador que é, pois os países importadores não aceitariam nossos produtos”, salientou Marcos Montes.

Ouça a matéria:


Além disso, lembra o presidente da FPA, ninguém é louco para rasgar dinheiro.“Os produtos utilizados para proteger nossas lavouras custam caro. Ninguém cometeria a insensatez de aplicá-los sem critérios. Mais do que isso, o uso dos produtos segue normas estabelecidas em conjunto pelos ministérios da Agricultura, da Saúde, do Meio Ambiente e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).”

Marcos Montes lamenta que a escola de samba tenha caído em um lugar comum já ultrapassado, que é o de criticar aqueles que diariamente produzem alimentos para o Brasil e o Mundo, geram empregos e impedem que a recessão seja ainda mais profunda. “Lamento que o Brasil ainda viva esse tipo de situação. Sabemos que o Carnaval do Rio custa muito caro. Daí, é de se questionar quem e quais os motivos de alguém estar patrocinando uma escola de samba para que ela critique a agropecuária brasileira”, concluiu.

Com informações de imagem da Frente Parlamentar da Agropecuária

Entidades do setor produtivo também repudiam o enredo da Leopoldinense, confira: Imperatriz Leopoldinense une o agro contra o preconceito. Será que o gigante acordou?

 http://www.codigoflorestal.com/2017/01/frente-parlamentar-da-agropecuaria.html#more





:: sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A falência do sistema carcerário no Brasil

A falência do sistema carcerário no Brasil

             Em brilhante entrevista dada à revista Catolicismo, em abril de 2001, o então Comandante da Academia de Policia da Policia Militar do Estado de São Paulo, Cel. PMESP Jairo Paes de Lira, expõs de maneira lúcida, as principais causas da grave crise do sistema carcerário brasileiro e indicava as medidas para sanar as distorções existentes. Leiam a reportagem:

O público brasileiro já está infelizmente se habituando a um dos importantes fatores do processo de caos que vai se assenhoreando do País: a rápida deterioração do nosso sistema carcerário. Hábito esse perigoso, pois importa numa anestesia da opinião pública.

         Quase diariamente a mídia publica matéria sobre rebeliões em presídios, sentenciados que são mortos por seus próprios companheiros, funcionários e familiares de detentos transformados em reféns, resgates e fugas audaciosas e espetaculares praticadas por criminosos etc., etc. E também a atitude quase sempre leniente e concessiva das autoridades em face de organizações de criminosos, cada vez mais fortes e arrogantes.

         A rebelião simultânea, ocorrida em estabelecimentos penais do Estado de São Paulo no dia 18 de fevereiro último, constituiu um marco importante nessa sinistra escalada. E serviu também de ocasião para solicitarmos a nosso entrevistado – que em agosto de 1999 já havia concedido a Catolicismo substanciosa entrevista sobre o projeto de lei de desarmamento do Governo Federal – uma palavra esclarecedora sobre o candente tema.

         O extenso e qualificado curriculum vitae do atual Comandante da Academia de Polícia Militar de São Paulo, brilhante oficial, credencia-o a abordar com segurança e experiência o assunto. Além dos cursos e simpósios de especialização em temas relacionados com a defesa da ordem pública, de que participou tanto no Brasil quanto no Exterior, o Cel. Paes de Lira exerceu importante papel de comando na operação militar que controlou a grande rebelião do Presídio de Sorocaba, ocorrida em 31 de dezembro de 1997 e 1º de janeiro de 1998.

         Assim sendo, nosso entrevistado não é somente um abalizado conhecedor teórico da temática em questão: ele comprovou na ordem dos fatos a doutrina que expõe.

Catolicismo – Qual é a gênese da rebelião simultânea em estabelecimentos penais do Estado de São Paulo, desencadeada em 18 de fevereiro de 2001?

Cel. Paes de Lira – Não tenho dúvida de que o levante generalizado, que afetou simultaneamente a Casa de Detenção do Carandiru, 24 penitenciárias, duas cadeias públicas e ainda dois xadrezes de delegacias de polícia, ocorreu porque a política penitenciária praticada neste Estado, assim como em outras unidades federativas, nos últimos anos, por sua leniência, aos poucos ofereceu condição favorável à instalação e ao crescimento de facções criminosas relativamente organizadas dentro dos presídios, com ramificações, simpatizantes e braços armados fora deles.

O Congresso Nacional infelizmente tem aprovado, atendendo à pressão da área de direitos humanos do Governo Federal e das notórias organizações não-governamentais que atuam no País, leis que cada vez mais afrouxam o Código Penal, mas principalmente a Lei de Execuções Penais. Por corolário, uma enxurrada de privilégios foi pouco a pouco incorporada ao rol de direitos mínimos que todo recluso tem de ter, a ponto de banir do sistema penitenciário todo resquício de exercício da autoridade pública, subvertida também pelo alto grau de corrupção entranhado no sistema. O excesso de direitos – como o de ócio, o das eufemisticamente chamadas visitas íntimas, o de receber alimentos para estocagem nas celas, o de não usar o indispensável uniforme distintivo dos reclusos,  e outros – eliminou a disciplina presidiária. O sentido retributivo (*) da pena foi completamente abolido, por considerar-se “contrário aos direitos humanos dos internos” e à evolução histórica do Direito Penal.

A par disso, quando a organização interna das facções criminosas começou a prosperar, a Administração Penitenciária, por ocasião das rebeliões que se foram tornando freqüentes, adotou a equívoca conduta de negociar quase a qualquer preço, firmando posição apenas no tocante a não transigir com fugas impostas mediante tomada de reféns. Os líderes dessas facções embrionárias logo se aperceberam da tática correta a adotar, em vista da disposição permanente em negociar: a obtenção de transferências planejadas, a fim de disseminar lideranças por todas as unidades do sistema prisional paulista. De fato, foram muito bem sucedidos nesse propósito, o que fica demonstrado pela notável articulação do movimento maciço a que se refere a pergunta.

Por outro lado, desde a grande rebelião do Presídio de Sorocaba, controlada a duras penas em uma operação policial militar comandada pelo Cel. Rui Cesar Melo, atual Comandante-Geral da Polícia Militar, por mim secundado, em 31 de dezembro de 1997 e 1° de janeiro de 1998, ficou claro, além de toda dúvida razoável, que os detentos decidiram-se a romper uma barreira psicológica crucial, até então verdadeiro tabu: a tomada, se bem que aparente, de reféns entre os seus próprios familiares, aproveitando-se das facilidades proporcionadas pela frouxidão do sistema, em dias de visitação. Esse fato, que constou com todas as letras em relatório encaminhado ao Governo pela Polícia Militar, deveria haver servido de alerta para a radical mudança de posição quanto ao suposto direito de “visita íntima”, de visita de crianças em convívio estreito nos pátios e celas, e de recepção de pacotes vindos do ambiente exterior, com pouco ou nenhum controle. Nada aconteceu e a política penitenciária permaneceu a mesma, em todos os seus itens negativos e perigosos. O que se viu em fevereiro último foi uma “Sorocaba multiplicada por cinqüenta”, em termos de gravidade e de número de reféns-adesistas.

A Lei de Execuções Penais é, por si só, fraca, mas os efeitos da sua prática agravam-se, quando a política concretamente aplicada vai além do próprio texto da lei.

No aspecto dos direitos humanos, cuida-se muito daqueles relativos aos internos, mas esquecem-se os das crianças e adolescentes, filhos deles, submetidos por seus pais e mães, nos dias de visita, à inominável violência de levá-los ao convívio brutal com facínoras dos mais perigosos, no ambiente degradante dos pátios e celas de cadeias. Crianças, desde tenra idade, expostas à visão de bacanais,  de espancamentos e ameaças de morte, de tráfico e consumo de entorpecentes, da exibição do prestígio armado das facções criminosas que mandam nas prisões. Mocinhas de 12, 13 anos, utilizadas pelos próprios pais, nesses dias de visitação que ombreiam com os festivais de Sodoma e Gomorra, como moeda de troca por entorpecentes, cigarros ou telefones celulares. Ou então, para aplacar a sanha de presos mais fortes, que exigem abusar dessas infelizes meninas, das mulheres e irmãs dos mais fracos, sob explícita ameaça de ajuste de contas, caso seja recusada sua maligna demanda. Tudo isso, inacreditavelmente, com o patrocínio do Estado.

Catolicismo – O Governo, a Polícia, dispunham de informações?

Cel Paes de Lira – Sim, havia dados suficientes para demonstrar o crescimento da capacidade de organização das facções criminosas atuantes no sistema prisional. Tais elementos encontravam-se, em especial, em relatórios insistentemente encaminhados pelo juiz aposentado Renato Laércio Talli, durante algum tempo Corregedor da Administração Penitenciária, aos seus superiores.

Catolicismo – O PCC é real? Quais as suas origens?

Cel Paes de Lira – Sim, o autodenominado Primeiro Comando da Capital (PCC) tem existência real, como facção criminosa relativamente organizada. Os estudos do Dr. Talli indicam que ele começou a estruturar-se em 1993, na penitenciária de segurança máxima de Taubaté, em que cumpriam pena os seus fundadores, mas ganhou contornos de organização quando eles foram transferidos para o complexo penal do Carandiru, na capital. O grupo escreveu um “estatuto” e lançou um manifesto lavrado de modo pseudopolítico, sob o lema “Paz, Justiça e Liberdade”. O estatuto impunha aos seus membros rígido comportamento de lealdade, sob pena de morte, e estabelecia bases de ação para a obtenção de privilégios, por meio da pressão permanente contra a Administração Penitenciária. A primeira grande rebelião comandada pela liderança original do PCC foi exatamente a do presídio de Sorocaba, já referida neste texto. Foi o primeiro teste quanto à utilização da massa de visitantes como supostos reféns, a fim de inibir a ação da Força Policial.

Catolicismo – Qual o controle interno que o PCC exerce sobre seus membros? Existe algum processo de iniciação secreta para a admissão deles?

Cel. Paes de Lira – Sempre segundo a investigação do juiz Talli, os membros são admitidos com base no histórico criminal, rejeitando-se aqueles que hajam praticado roubo, extorsão e violência sexual no interior da prisão (frise-se bem, no interior do sistema, não fora da cadeia). Passam por um rito iniciático denominado nada menos do que “batismo”, durante o qual juram lealdade e fidelidade aos princípios do “estatuto” e às lideranças, aceitando sentença de morte, especialmente no caso de deixar de contribuir com os “irmãos”, quando fora da prisão.

Catolicismo – Num manifesto do PCC havia alusão a Che Guevara. Há dados que falem em vinculação do PCC a partidos ou movimentos de esquerda?

Cel. Paes de Lira – Não consta do referido levantamento elemento algum em favor dessa hipótese. Além disso, em minha experiência recente de três anos e meio no trato com rebeliões em estabelecimentos prisionais, em todo o Estado, nunca localizei um só documento que fosse nesse sentido. É bem verdade que o manifesto do PCC utiliza-se de bordões como “liberdade, justiça e paz”“abaixo a opressão”, e define-se como “o braço armado contra o terror dos poderosos, opressores e tiranos”. Mas eles são disparados, sempre, contra a Administração Penitenciária, não contra o regime ou o governo em geral. Minha opinião é que a imagem de Guevara está sendo utilizada mais para conferir à facção contornos, por assim dizer românticos, de um partido ou sindicato que supostamente lute contra um sistema de poder brutal. Trata-se de uma forma de tentar atrair simpatias de certas parcelas da juventude, que têm na lembrança difusa do guerrilheiro comunista um referencial equívoco de luta pela liberdade.

Por outro lado, não tenho dúvida de que o PCC, para organizar-se, bebeu na mesma fonte do chamado Comando Vermelho (CV), facção criminosa atuante no Rio de Janeiro. Portanto, aprendeu na cartilha dos guerrilheiros comunistas das passadas décadas de 60 e 70, que transferiram aos criminosos comuns a sua doutrina de organização e as suas táticas urbanas de roubo a bancos e carros-fortes. Insuspeito autor, Gorender, fundador do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), confirma, na sua obra de suposta autocrítica, Combate nas Trevas, o modo pelo qual os criminosos comuns herdaram, entre os muros do antigo presídio Tiradentes, as técnicas de organização reivindicatória e as táticas de “expropriação”, dos participantes sobreviventes da aventura militarista da esquerda armada.  

Catolicismo – Qual é o papel da corrupção no que toca a essa crise?

Cel. Paes de Lira – A corrupção no sistema prisional torna possível às facções criminosas obter, para emprego nas rebeliões, armas, material de resistência (barricadas, combustível e suprimento alimentar) e, principalmente, equipamento de telecomunicação. Esse último item foi fundamental para o sucesso do desencadeamento simultâneo da rebelião generalizada de fevereiro, bem como para a coordenação dela, a partir das lideranças espalhadas pelos diversos presídios. O telefone celular entra nas prisões por mãos de familiares dos presos e de advogados corruptos, assalariados em base até semanal do crime organizado: isso só pode ser obtido mediante omissão de fiscalização, a peso de ouro. Às vezes – o que resta também demonstrado nos relatórios do juiz Talli – é o próprio agente penitenciário corrupto o introdutor, a preço maior, certamente, por ser maior o risco a correr o mau funcionário.

Catolicismo – Que linhas, pela sua experiência, podem ser adotadas para solucionar a crise?

Cel. Paes de Lira – A crise no sistema penitenciário deve-se considerar estrutural. Exige-se, portanto, e creio que a sociedade paulista finalmente deixou bem clara essa demanda, uma reforma profunda na própria política para o setor. Emergencialmente, devem-se adotar certas medidas comuns em qualquer país civilizado, ao menos para  retomar o princípio da autoridade e a disciplina prisional:

·   Fiscalização eletrônica, e supervisionada, de pessoas e pacotes, em caráter permanente, para acabar com o ingresso de armas, drogas e celulares;

·   Proibição de visitas de crianças, exceto sem contato algum com os presos;

·   Proibição de “visitas íntimas”;

·   Limitação de visitas, em quantidade de pessoas, em tempo de duração e em periodicidade;

·   Monitoração visual e sonora das visitas, respeitando-se no entanto o sigilo da entrevista com advogado regularmente constituído;

·   Proibição de recepção de alimentos para estocagem nas celas;

·   Uso obrigatório de uniforme prisional;

·   Requalificação profissional dos agentes penitenciários;

·   Extinção das poucas masmorras ainda existentes no sistema;

·   Obrigatoriedade, para os internos, de trabalho para custeio do sistema;

·   Concentração dos líderes identificados em um único estabelecimento de segurança máxima, a fim de conter o processo de disseminação de liderança.

A reformulação que se impõe exige, é claro, mudanças legislativas. Mas o Congresso Nacional está em condições de votá-las rapidamente, atendendo aos reclamos da população, que não mais pode ser submetida à ameaça representada pelo exercício da arrogância de facções criminosas, dentro ou fora dos estabelecimentos prisionais deste Estado.

 (*) Sentido retributivo da pena: abrange o aspecto punitivo, conseqüência do crime. (Punitur quia peccatum est).





:: quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O movimento ambientalista brasileiro é uma fraude

O movimento ambientalista brasileiro é uma fraude

Leio no Canal Rural, o braço de comunicação e marketing do Grupo JBS, que o Brasil não produz hoje nem a metade da borracha natural que consome. Consumimos 412 mil toneladas e produzimos apenas 193 mil toneladas. Menos de 1% da produção nacional vem do extrativismo de seringais nativos. O movimento ambientalista brasileiro é uma fraude. Nos anos 80 os ecólatras fizeram o mundo acreditar que o extrativismo era o futuro da Amazônia. Era mentira.


O ambientalismo brasileiro é uma fraude. Diante da incapacidade de alcançar o desenvolvimento sustentável em todas as duas dimensões, os ecólatras esquecem a dimensão social e econômica. Seu foco é a proteção ambiental. Escudados pelos simbolismo do termo sustentabilidade, os canalhas violentam as pessoas.

Veja a matéria do Canal Rural, o braço de comunicação e marketing do Grupo JBS: Setor de borracha no Brasil busca autossuficiência da produção publicada em 25 de Dezembro de 2016.

Aliás, quem conhece o trabalho do Professor Alfredo Homma, da Embrapa Amazônia Oriental, sabe muito bem que os ambientalistas mentem quando oferecem o extrativismo como alternativa sustentável.

Imagem: Composição do fotor.com com fotos de Valter Campanato e Marcelo Camargo, da Agência Brasil, e Arison Jardim, da Secom Acre.

Veja você mesmo:

HOMMA, A. K. O.. Extrativismo vegetal na Amazônia: limites e oportunidades.. Brasília: EMBRAPA-SPI, 1993. v. 1. 202p.

HOMMA, A. K. O.. Extrativismo vegetal na Amazônia: história, ecologia, economia e domesticação. 1. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2014. v. 1. 468.
 

Fonte: http://www.codigoflorestal.com/2017/01/o-movimento-ambientalista-brasileiro-e.html#more





:: terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A reforma da reforma agrária2

A reforma da reforma agrária

Urge uma integração agrícola moderna para os assentamentos e pequenos produtores

Gustavo Diniz Junqueira*

A histórica política de distribuição de lotes rurais no Brasil não conseguiu reduzir a pobreza. Olhando para a frente e deixando as ideologias para trás, políticas pragmáticas devem incentivar a integração de assentados, agricultores familiares e agronegócio moderno num só programa: o desenvolvimento.

Toda vez que um ciclo de poder se encerra, há que tirar os ensinamentos antes de se iniciar o seguinte. O último, que teve início no País na redemocratização de 1988,incluía entre seus mitos a crença de que uma reforma agrária era necessária para reduzir a pobreza no campo. Ao longo dos anos, por comprovado fracasso, essa bandeira foi sendo gradualmente abandonada e hoje só sobrevive no fisiologismo dos interessados na distribuição de cargos e recursos federais. Sendo o agro um setor estratégico para o Brasil, devemos ter a coragem, a humildade e a iniciativa de rever dogmas, construir alianças e propor novas políticas relacionadas ao uso da terra, que evitem os erros conhecidos e construam um futuro no qual assentados, pequenos, médios e grandes produtores, assim como indústria e serviços, sejam integrados num único agronegócio.

O Brasil tem o maior programa de reforma agrária do mundo, com 88 milhões de hectares já distribuídos em assentamentos rurais, mas não existem dados oficiais sobre a produção agropecuária, o número de pessoas afetadas e cálculos sobre a riqueza produzida nessas áreas. Em geral, os assentados vivem em estado de miséria e degradação.

A vida de um assentado rural produtivo exige dedicação diária ao trabalho e, por ser autônomo, a abdicação de vários benefícios trabalhistas que trabalhadores tanto rurais como urbanos desfrutam. Com total ausência do Estado, desconectados do modelo econômico do agro e sem alcançar uma escala mínima de produção, esses assentados se veem incapazes de gerar renda efetiva e acabam abandonando ou vendendo de forma irregular os lotes recebidos.

Além de não resolver a questão a que se propunha, a entrega de lotes pelo governo trouxe outros problemas. O programa tornou-se uma ferramenta para negociatas com recursos públicos. Muitos dos terrenos foram redistribuídos para políticos,funcionários públicos e apadrinhados. No início de 2016, a Controladoria-Geralda União (CGU) analisou o cadastro dos assentados – cerca de 1 milhão de famílias. Ao cruzar os dados com os da Receita Federal e os da Previdência Social, a CGU descobriu indícios de fraude em cerca de 76 mil lotes concedidos nos últimos 20 anos. Em abril, o Tribunal de Contas da União encontrou ainda mais fraudes e determinou a imediata paralisação do programa de reforma agrária até que as irregularidades possam ser investigadas.

Enquanto tudo isso acontecia, o que comprovadamente melhorou a vida dos brasileiros foi o inovador modelo da agricultura tropical brasileira. Na maioria dos municípios que têm presença relevante da atividade agropecuária se verificam índices de desenvolvimento humano (IDHs) superiores aos das cidades que não têm essa atividade, nas mesmas regiões. Cidades como Primavera do Leste e Sinop, em Mato Grosso, são frequentemente citadas como duas das que apresentam melhor IDH no Brasil. De acordo com um estudo conduzido pela consultoria Kleffmann e publicado em 2014, o IDH dos municípios agrícolas cresceu 69% de 1970 a 2010, em comparação com os não agrícolas, onde o aumento foi de apenas 57%.

A agropecuária expandiu a produção de alimentos em mais de 300% nos últimos 40 anos, dobrou sua ocupação do território com atividade produtiva, atingindo 60 milhões de hectares de área agricultáveis, e transformou um país tropical, historicamente importador de alimentos, numa potência agroexportadora. Esse setor tem sido nas últimas décadas, também, um dos principais motores de inovação e desenvolvimento no País.

A inovação,conciliada à baixa interferência do governo, levou a uma grande transformação da atividade agropecuária nestes últimos decênios, fazendo a terra deixar de ser o fator determinante de sucesso no agro e a gestão tomar o seu lugar. Com a intensiva adoção de tecnologia e gestão, terras que antes eram inviáveis se tornaram propícias para a atividade agropecuária. Dessa forma, o custo de produção, a escala e a logística passaram a ser os principais fatores de competitividade. Todavia a tecnologia necessita de investimento, a escala precisa de capital e o capital demanda gestão eficiente.

Num cenário assim, a continuidade do programa de reforma agrária com base unicamente na distribuição de terras, desconhecendo a dinâmica econômica e social da atividade agropecuária, é uma clara opção pela pobreza, e não pelos pobres.

Se o objetivo é reduzir a desigualdade ainda presente no campo brasileiro, é imperativo reformar o programa de reforma agrária como conceito e política. A solução passa por transformar o atual programa numa ação de integração agrícola e econômica dos assentamentos ao moderno sistema de produção e comercialização agropecuário. O foco deve ser na evolução social, política e de gestão dessas áreas e pessoas por meio de uma parceria público-privada entre os assentados, os governos estaduais e municipais, as cooperativas agrícolas e de crédito e o setor produtivo privado. O sucesso na atividade agropecuária exige aptidões específicas. Portanto, a integração agrícola dos assentamentos deve incluir um robusto programa de qualificação com base em desempenho individual e a transferência de tecnologia de produção, comercialização e gestão por parte do setor produtivo.

A questão, portanto, é muito mais ampla do que a simples distribuição de terras. Essa política já vem sendo empregada no nosso país desde 1940 e não alcançou seu principal objetivo, que é a redução da pobreza. O que o Brasil precisa é de uma integração agrícola moderna para os assentamentos e pequenos produtores.

* Gustavo Diniz Junqueira é Presidente da Sociedade Rural Brasileira

OESP, 03 Janeiro 2017

 





:: sábado, 31 de dezembro de 2016

Reforma da Reforma Agrária

      Reforma da Reforma Agrária

 

Destaque: A medida provisória vai no caminho certo, ao tirar a reforma agrária da órbita de grupelhos e partidos que usam o problema da terra como arma eleitoral. Mas isso não basta. É preciso ter coragem de assumir o fracasso da reforma agrária. O que falta é dar reais condições – jurídicas, técnicas e econômicas – para que os já assentados participem dos avanços do agronegócio, superem a pobreza e possam colaborar ativamente para o crescimento do País.

Segue editorial de O Estado de São Paulo - 31 Dezembro 2016.

Reforma agrária sem'agentes'

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) condenou a medida provisória (MP) por meio da qual o governo de Michel Temer mudará a política de reforma agrária e de regularização fundiária.Só isso basta para concluir que se trata de uma boa iniciativa.

 Na sexta-feira passada, o governo publicou a Medida Provisória 759/2016, que trata da regulamentação fundiária rural e urbana. Em linhas gerais, no que diz respeito à questão rural, o texto se presta a desburocratizar o processo de regularização das terras em assentamentos e também a facilitar as desapropriações para realizar a reforma agrária.

Segundo o governo, a meta é entregar até o final de 2018 cerca de 280 mil títulos de domínio para assentados, além de acelerar a venda de terras da União para os beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária. A prioridade, segundo informou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), será dada aos 9.332 assentamentos já existentes, nos quais está cerca de 1 milhão de famílias.

Nas contas oficiais, esses 280 mil títulos representam 12 vezes mais do que o total emitido nos 13 anos de governo dos petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, que fizeram da reforma agrária uma de suas principais bandeiras políticas e eleitorais. Além disso, segundo o Incra, a MP garante aos proprietários de terras desapropriadas rapidez no ressarcimento, o que pode reduzir as costumeiras disputas judiciais nessa área.

Os assentados só terão direito ao título definitivo de posse se pagarem pela terra. O pagamento poderá ser feito em até dez anos, com desconto de 20% para áreas maiores e de 60% para áreas menores. Se mais tarde o titular quiser vender aterra, terá de esperar dez anos para realizar o negócio.

A MP procura também resolver uma distorção que havia levado o Tribunal de Contas da União (TCU) a suspender o processo de titulação de lotes. O TCU entendeu como irregular a distribuição de terras para funcionários públicos. Agora, os servidores estão expressamente proibidos de receber os títulos. No entanto, a medida permite que o beneficiário preste concurso público depois de ganhar a titulação.

Mas o aspecto mais significativo da MP, que ajuda a dissipar os ares ideológicos da reforma agrária, são os novos critérios de seleção dos beneficiários do programa,exatamente o ponto que mais irritou o MST. A partir de agora, cabe apenas aos municípios – com base em “parâmetros mais objetivos”, como enfatizou o Incra –organizar a distribuição de terras, dispensando a intermediação dos movimentos de sem-terra. O assentado não precisa mais estar acampado para se candidatar a um lote, ou seja, não tem de estar mais vinculado ao MST e congêneres, situação que havia transformado esses grupos sem personalidade jurídica em agentes oficiais da reforma agrária.

A única tarefa dos movimentos como o MST, como se sabe, era servir de apoio ao governo petista, usando os assentados como massa de manobra. Foi assim que o MST transformou a reforma agrária em próspero negócio imobiliário, garantindo o financiamento de invasões e dos protestos violentos Brasil afora. A medida provisória assinada por Temer acaba com essa boquinha, razão pela qual o MST protestou, dizendo que o objetivo do governo é prejudicar o movimento e “jogar o poder da seleção” dos beneficiários “para o coronel local”, além de“facilitar a venda (de terras) para os grandes proprietários nacionais e estrangeiros”.

A medida provisória vai no caminho certo, ao tirar a reforma agrária da órbita de grupelhos e partidos que usam o problema da terra como arma eleitoral. Mas isso não basta. É preciso ter coragem de assumir que, hoje, não há mais por que falar em ampliação da reforma agrária, uma vez que há cada vez menos gente interessada em trabalhar no campo. O que falta é dar reais condições –jurídicas, técnicas e econômicas – para que os já assentados participem dos avanços do agronegócio, superem a pobreza e possam colaborar ativamente para o crescimento do País.





:: sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Pecuária e defensivos são vítimas de ataques e desinformação,

Pecuária e defensivos são vítimas de ataques e desinformação,

 por Marcos Sawaya Jank

Avanços notáveis têm acontecido no tema da sustentabilidade da agricultura brasileira, seja pela aplicação mais rigorosa das leis, seja pelo uso generalizado de técnicas conservacionistas que trazem ganhos econômicos para os produtores.

Melhorou também o diálogo e a parceria entre empresas, associações, ONGs e grupos de pesquisa, como a Coalizão Brasil Clima Agricultura, Florestas e Agricultura e o Grupo Técnico da Pecuária Sustentável (GTPS), que tem desenvolvido parcerias interessantes e inovadoras.

Porém, no debate atual chamam a atenção dois mitos que continuam sendo repetidos ad nauseam, sem a necessária evidência dos fatos. O primeiro é a acusação de um persistente atraso na pecuária de corte brasileira e o outro é um suposto uso excessivo de defensivos agrícolas pela agricultura.

Esses dois pontos foram levantados em eventos ocorridos na Conferência do Clima em Marrakech, em recente evento no Insper e agora em um artigo desnecessariamente espinhoso de Daniela Chiaretti no 'Valor Econômico' de 5/12, intitulado 'As bravatas de Blairo'.

Utilizamos uma frase deste artigo para tratar da questão do uso de defensivos na agricultura tropical brasileira: 'O Brasil é líder inconteste no uso de venenos lançados sobre o campo, colheitas, trabalhadores, índios, donos de terras, animais, solo, água, produtos agrícolas e consumidores'.

Não é de espantar que o Brasil, com uma agricultura situada entre as maiores e mais produtivas do mundo, seja o país que apresenta o maior consumo de defensivos, erroneamente chamados de 'veneno'.

Ocorre, porém, que o correto não é comparar consumo absoluto, mas sim o relativo, por hectare ou por unidade de produto gerada. Nosso consumo médio de defensivos é de 5 kg de ingredientes ativos por hectare, bem abaixo do observado na Holanda (20,8 kg), no Japão (17,5 kg) e na Bélgica (12 kg), países que gostam de apontar o dedo contra o Brasil.

Um estudo da Kleffmann mostra que, enquanto o uso de defensivos por unidade produzida cresce 120% na China e 47% na Argentina desde 2004, no Brasil ele decresce 3%.

E, ao contrário dos países de clima temperado, que contam com o inverno e a neve para quebrar o ciclo das pragas e doenças, aqui se produz o ano todo sob clima quente e úmido, sendo que em muitos lugares fazemos duas ou até três safras na mesma área.

Especialistas afirmam que, se os defensivos não fossem utilizados, a produção agrícola sofreria uma redução da ordem de 50%, que certamente provocaria desmatamentos adicionais, além do risco de forte elevação dos preços dos alimentos.

Já em relação à pecuária de corte, não há dúvida de que existe grande disparidade na produtividade do gado e das pastagens. Mas ainda assim a evolução do campo foi fantástica: entre 1990 e hoje, a área ocupada com pastagens caiu de 188 milhões para 167 milhões de hectares, ao mesmo tempo em que o rebanho aumentou de 147 milhões para 214 milhões de cabeças, o maior do mundo. Em 2015, a produtividade chegou a 60 kg de carne/hectare, ao crescer impressionantes 143% no período.

Se os 10 milhões de toneladas de carcaça de 2015 fossem produzidos com a tecnologia do início da década de 1990, a pecuária estaria usando não 167 milhões, mas sim 400 milhões de hectares, o que acarretaria em muito desmatamento. Isso comprova que os ganhos da pecuária são evidentes, ainda que heterogêneos.

O 'aprimoramento continuo' da sustentabilidade agropecuária brasileira é um fato inconteste. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas não há um único país que tenha avançado em produtividade e conservação ambiental na mesma escala que o Brasil nos últimos 25 anos.

Artigo de Marcos Jank foi publicado originalmente na Folha de São Paulo
 
Fonte Código Floretal




:: quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Neve no Saara! Resfriamento global?

Após 37 anos, volta a nevar no deserto do Saara
FERNANDO MOREIRA

A 'nevasca' durou meia hora | Reprodução/Facebook(Karim Bouchetata)

Fenômeno raro em aldeia argelina | Reprodução/Facebook(Karim Bouchetata)

Boa parte do Hemisfério Norte fica coberta de neve no fim de ano.
Mas o que dizer de neve no Saara? Pois aconteceu!
Pela primeira vez em 37 anos, nevou no deserto africano.
Na tarde de segunda-feira (19/12), contou o 'Daily Mail', o fotógrafo amador Karim Bouchetata registrou o fenômeno na região de Ain Sefra (Argélia), situada a mil metros do nível do mar.
neve caiu por cerca de meia hora.
A neve havia sido vista pela última vez também em Ain Sefra, conhecida como Portão do Deserto, em fevereiro de 1979.
Farol transformado em 'castelo' pela natureza | Reprodução/Facebook(Joshua Nowicki - Photography)





:: quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Caminho da recuperação

As pistas estão no agronegócio

Sinais de recuperação, ainda escassos em outros setores, aparecem bem mais claramente na atividade do campo

 

O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2016 |

A melhora da economia brasileira em 2017, depois de dois anos de recessão, pode começar pelo campo, com uma safra de grãos de 213,1 milhões de toneladas – se o tempo, como se espera, for favorável. Sinais de recuperação, ainda escassos em outros setores, aparecem bem mais claramente na atividade do campo. Se as previsões se confirmarem, os produtores, com mais dinheiro, poderão dar um bom impulso aos negócios, inicialmente no interior e depois em toda a cadeia de circulação de bens e serviços. Além disso, a maior oferta de alimentos e matérias-primas garantirá preços mais estáveis e previsíveis, mas esse efeito dependerá também do desempenho de outros tipos de lavouras e da pecuária. A colheita prevista para a safra 2016-2017 será 14,2% maior que a da temporada anterior, pelos números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subordinada ao Ministério da Agricultura. Esse aumento compensará com alguma folga o recuo do ano anterior, quando a produção, de 186,6 milhões de toneladas, prejudicada pelas condições do tempo, foi 10,6% menor que a de 2014-2015.

Aumentar a eficiência da economia nacional será um dos principais desafios para os governantes nos próximos anos. Também o agronegócio precisará de mais investimentos, mas o setor já se distingue há muito tempo como o mais competitivo do Brasil. Em 2016, como ocorre há um bom tempo, as exportações de alimentos e outros produtos originários do campo têm sido o pilar mais importante do comércio exterior.

De janeiro a outubro, o agronegócio embarcou mercadorias no valor de US$ 73,1 bilhões. Embora o valor tenha sido 2,2% menor que o de um ano antes, o desempenho foi suficiente para garantir um superávit de US$ 62,1 bilhões. Isso foi mais que suficiente para cobrir o déficit acumulado em outros segmentos e ainda garantir ao País um saldo positivo de US$ 38,5 bilhões. Houve sem dúvida alguma contribuição do setor de manufaturados para a recuperação da balança comercial, mas o agronegócio continuou no papel principal.

Para remontar a política nacional de desenvolvimento, os governantes deveriam refletir mais seriamente sobre o desempenho, no último quarto de século, da agropecuária e da indústria vinculada ao campo. Nesse período a produção aumentou bem mais que a área ocupada pela agropecuária. Ao mesmo tempo, o setor se consolidou como um dos mais competitivos do mundo. No entanto, a agropecuária brasileira é uma das menos subsidiadas, e a diferença se torna muito clara quando a comparação envolve o mundo rico.

Os números têm variado ano a ano, mas, pelos últimos levantamentos, os subsídios agrícolas proporcionam, em média, 17% da renda do produtor, em todo o mundo. As proporções têm estado entre 20% a 25% na União Europeia e na China e em torno de 12% nos Estados Unidos. No Brasil, têm ficado próximos de 5%.

Recursos naturais são parte da explicação, mas a pesquisa e a absorção de tecnologia têm sido os principais fatores de aumento da eficiência no campo brasileiro. É indispensável manter o esforço de modernização, mas o caminho é conhecido. O governo petista chegou a tentar o aparelhamento e a politização da pesquisa, mas houve resistência e pelo menos nessa área a manobra foi de curto alcance.

Mais empenhado em acompanhar os melhores padrões internacionais, o agronegócio tem avançado com limitada ajuda oficial – crédito apenas suficiente, preços mínimos e grande contribuição dos organismos de pesquisa. Na indústria, a interferência governamental, com protecionismo e ampla distribuição de favores, foi insuficiente para produzir inovação e ganhos de competitividade. O governo pode, é claro, fazer mais pelo agronegócio. Uma das tarefas urgentes é promover investimentos em logística. Neste ano, a Confederação Nacional dos Transportes classificou como inadequados 58,2% dos trechos de rodovias examinados em sua pesquisa periódica. Cuidar de problemas como esse rende muito mais que distribuir favores fiscais e financeiros, como fez o PT durante anos.





:: segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Falso consenso

Consenso científico sobre aquecimento global tem pés de barro

Posted: 04 Dec 2016 07:30 AM PST

Pânicos ideologicamente enviesados e não ciência constituem a base do falso "consenso científico" sobre o aquecimento global
Pânicos ideologicamente enviesados e não ciência
constituem a base do falso 'consenso científico' sobre o aquecimento global
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Impor “soluções” drásticas porque 97% dos cientistas diz que virá um cataclismo universal se não são implementadas logo, aqui e agora sem ouvir outra opinião: esse é um dos mais arrogantes sofismas do alarmismo em favor do “aquecimento global”.

Porém, a alegação é patentemente falsa segundo demonstraram no The Wall Street Journal Joseph Bast, presidente do Heartland Institute e o Dr. Roy Spencer, da Universidade de Alabama – Huntsville e pesquisador líder no Advanced Microwave Scanning Radiometer do NASA's Aqua satellite há já alguns anos.

Eles estudaram três fontes principais dessa alegação e concluíram que estavam repletas de erros e tinham origens de escasso valor.

1. Em 2009, a Universidade de Illinois consultou os seus estudantes perguntando se “as temperaturas globais tinham aumentado por uma contribuição significativa do fator humano”.

Ninguém se espantou com o resultado: 97% respondeu “sim”, posta a pressão propagandística e o risco da nota baixa.

Mas só 79 cientistas aceitaram responder à pergunta que tinha um viés tendencioso. Não é fonte para uma informação apresentada como definitiva até em discursos do presidente Obama!

2. Em 2010, um estudante da Universidade de Stanford. Califórnia, escreveu que entre 97% e 98% dos “mais prolíficos postuladores da mudança climática” acreditavam que “os gases estufa de origem humano foram responsáveis pela maior parte do “incontestável” aquecimento”.

Ele, na realidade, só consultou a opinião de 200 especialistas quando esses se contam por milhares. Mais uma fonte de ínfima atendibilidade.

3. Em 2013, o blogueiro John Cook definiu que 97% das ementas (abstracts) dos estudos “peer-reviewed” mostravam acreditar que a “atividade humana é responsável por algum tipo de aquecimento”.

Porém um estudo mais exaustivo do trabalho de Cook mostrava que só 0,3% dos 11.944 trabalhos que ele dizia ter compulsado concluíam que a “atividade humana está causando a maior parte do atual aquecimento”. Nota zero.


Pelo menos 31.072 cientistas americanos pediram por escrito ao governo recusar o falso "consenso"sobre o aquecimento global
Pelo menos 31.072 cientistas americanos pediram por escrito ao governo
recusar o falso 'consenso'sobre o aquecimento global
O fato e que está cheio de cientistas, meteorologistas e investigadores que não acreditam que a atividade humana esteja superaquecendo o planeta.

Só 39,5% dos 1.854 membros da American Meteorological Society que responderam a uma pesquisa análoga em 2012 disseram que o calor gerado pela atividade humana possa ser perigoso.

Finalmente, o famigerado Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da ONU, reclamou falar em nome de 2.500 cientistas embora muitos deles desmentiu ter assinado o documento ou mesmo ter sido consultados.

Mas o IPCC escreveu em relatório de repercussão mundial que todos esses cientistas afirmam que “está acontecendo uma interferência humana no sistema climático e que a mudança climática representa riscos para os sistemas humanos e naturais”.

Em sentido contrario, o Petition Project, grupo de físicos e químicos sediado em La Jolla, Califórnia, recolheu muitas mais assinaturas — mais de 31.,000 (mais de 9.000 deles com título de Ph.D.), num apelo defendendo a posição oposta.

Veja mais: 31.072 cientistas americanos denunciam exageros de Al Gore e do catastrofismo midiático

O abaixo-assinado foi republicado em 2009, e a maioria dos assinantes reafirmou ou mesmo ampliou sua adesão à primeira versão do apelo.

A petição sustenta que “não há provas científicas convincentes de que a liberação pelos humanos de CO2, metano ou algum outro gás estufa esteja causando, ou possa vir a fazê-lo, num futuro previsível, um esquentamento catastrófico na atmosfera da Terra e uma perturbação do clima do planeta”.

Os doutores Joseph Bast e Roy Spencer avaliando todos esses “pro” e “contra” concluíram com uma clareza de entrar pelos olhos que não há “consenso” entre os cientistas a respeito da existência de um aquecimento global de origem humano do qual possa advir alguma catástrofe.

O mais vergonhoso foi que cientistas alarmistas percebendo que não tinham como fundamental na ciência suas pretensões em matéria de aquecimento climático, começaram a falsificar os dados nos laboratórios.

O mais rumoroso e infame escândalo ficou conhecido como “Climate-Gate”. Nele, foram interceptados e-mails de renomados cientistas combinando como esconder a falta de “aquecimento global” porque os dados não batiam com o que eles queriam.

A imensa NASA também teve cientistas infiéis que cozinharam os registros em 2007. Eles diziam que o ano mais quente do século aconteceu em 1934 quando o alarmismo postula que estamos aquecendo mais e mais e nessa data o mais tórrido ano teria sido o de 1998.

Eles então recalcularam os registros para que parecesse que 1998 tinha sido o mais quente em seus livros até essa data.



O Premio Nobel Ivar Giaever esmaga o “aquecimento global” no Council for the Lindau Nobel Laureate Meeting, 1º de julho 2015. 
fonte: Blog Verde nova cor do comunismo


 




:: segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A morte de Fidel Castro e suas “carpideiras”

A morte de Fidel Castro e suas “carpideiras”

Paulo Roberto Campos

 

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

 

A choradeira das esquerdas nacionais e internacionais — tanto do âmbito temporal quanto religioso — chegou ao auge e beira ao ridículo com a morte do “coma-andante” Fidel Castro. Este representava para as esquerdas uma utopia que precisava a todo custo sobreviver, apesar de ser tão velha quanto o próprio tirano da Ilha-presídio. Mas a Providência Divina o chamou para prestar suas contas no Supremo Tribunal de Deus.

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Enquanto rolam as lágrimas das novas “carpideiras” do século XXI — os companheiros de Fidel e a mídia camarada dele —, o autêntico povo cubano comemora [fotos ao lado e abaixo]. Os cubanos celebram a expectativa do início do esperado fim do tirânico regime comunista que torturou de modo tão cruel, física e psicologicamente, lançando-os escravizados na mais negra miséria moral e material.

Sobretudo os cubanos no exílio, longe das garras do regime opressor, comemoraram euforicamente o dia 25 de novembro; celebrações que em Cuba foram evidentemente mais comedidas — aí daqueles que manifestarem grande alegria…. O luto é imposto e obrigatório! “Hay que llorar”

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Para os cubanos autênticos, “No hay que llorar”…

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Da obra intitulada “O Livro Negro do Comunismo — crimes, terror e repressão”(1999) [capa ao lado], muito bem documentada e de autores insuspeitos(*), pois pertencentes à ala esquerdista, no capítulo “Cuba. O interminável totalitarismo tropical” (entre as págs. 769 a 789), copiei para nossos leitores alguns trechinhos que demonstram que não há razão para lamentos e prantos. Marquei em negrito algumas frases.

“[...] Em 8 de janeiro de 1959, Castro, Guevara e os barbudos fazem uma entrada triunfal na capital. Desde a tomada do poder, as prisões de Cabana, em Havana, e de Santa Clara foram palco de execuções em massa. De acordo com a imprensa estrangeira, essa depuração sumária fez 600 vítimas entre os partidários de Batista, em cinco meses. Organizaram-se tribunais de exceção, criados unicamente para pronunciar condenações. ‘As formas dos processos e os princípios sobre os quais o direito foi concebido eram altamente significativos: a natureza totalitária do regime estava ali inscrita desde o início’, comprova Jeannine Verdès-Leroux. Realizaram-se simulacros de julgamentos num ambiente de feira: uma multidão de 18.000 pessoas reunidas no Palácio dos Desportos ‘julga’ o comandante batistiano Jesus Sosa Blanco, acusado de vários assassinatos, apontando os polegares para o chão. ‘É digno da antiga Roma!’, exclamou. Ele foi logo fuzilado.

[...]

“Desde a tomada do poder, surdas lutas viscerais minaram o jovem governo revolucionário. Em 15 de fevereiro de 1959, o primeiro-ministro Miro Cardona demitiu-se. Já comandante-chefe do exército, Castro substituiu-o. Em junho, decidiu anular o projeto de organizar eleições livres, anteriormente prometidas para um prazo de 18 meses. Perante os habitantes de Havana, justificou a sua decisão através desta interpelação: ‘Eleições! Para quê?’ Negava desse modo um dos pontos fundamentais inscritos no programa dos revolucionários anti-Batista. Além disso, suspendeu a Constituição de 1940, que garantia os direitos fundamentais, para governar exclusivamente por decreto — antes de impor, em 1976, uma Constituição inspirada na da URSS. Teve igualmente o cuidado de promulgar dois textos legais, a Lei nº 54 e a Lei nº 53 (texto relativo à lei sobre as associações), que limitavam o direito dos cidadãos a associarem-se livremente.

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

“Castro, que trabalhava então em estreita relação com os seus próximos, tratou de afastar os democratas do governo e, para conseguir esse objetivo, apoiou-se no seu irmão Raul (membro do Partido Socialista Popular, isto é, do PC) e em Guevara, sovietófilo convicto. Em junho de 1959, cristalizava-se a oposição entre liberais e radicais acerca da reforma agrária lançada em 17 de maio. O projeto inicial visava constituir uma média burguesia fundiária através de uma redistribuição de terras. Castro escolheu uma política mais radical, sob a égide do Instituto Nacional de Reforma Agraria (INRA), confiado a marxistas ortodoxos e do qual ele foi o primeiro presidente. Rapidamente, anulou o plano proposto pelo ministro da Agricultura, Humberto Sori Marin. Em junho de 1959, e para acelerar a reforma agrária, ordenou ao exército que tornasse o controle de cem latifúndios na província de Camagiiey.

[...]

“A violência do regime penitenciário atingiu tanto os presos políticos quanto os de direito comum. Começava com os interrogatórios conduzidos pelo Departemento Técnico de Investigaciones, a seção encarregada dos inquéritos. O DTI utilizava o isolamento e explorava as fobias dos detidos: uma mulher que tinha horror a insetos foi encarcerada numa cela infestada de baratas. O DTI usou pressões físicas violentas: havia prisioneiros que eram forçados a subir escadas calçando sapatos recheados com chumbo, e em seguida eram atirados degraus abaixo. À tortura física juntava-se a tortura psíquica, frequentemente com acompanhamento médico; os guardas utilizavam o pentotal e outras drogas, a fim de manter os presos acordados. No hospital de Mazzora, os eletrochoques eram usados com fins repressivos, sem qualquer restrição. Os guardas empregavam cães de guarda, procediam a simulações de execução; as celas disciplinares não tinham água nem eletricidade; o detido que se pretendia despersonalizar era mantido em completo isolamento.

[...]

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

“A prisão mais tristemente célebre foi, durante muito tempo, a de Cabana [foto ao lado], onde foram executados Sori Marin e Carreras. Ainda em 1982, cerca de cem prisioneiros foram ali fuzilados. A ‘especialidade’ de Cabana eram as masmorras de reduzidas dimensões chamadas ratoneras (buracos de rato). Ela foi desativada em 1985. Mas as execuções prosseguem em Columbio, em Boniato, prisão de alta segurança onde reina uma violência sem limites e onde dezenas de políticos são mortos de fome. Para não serem violentados pelos presos de direito comum, alguns se lambuzam com excrementos. Boniato continua a ser ainda hoje a prisão dos condenados à morte, sejam políticos ou de direito comum. É célebre pelas suas celas de rede de arame, as tapiadas. Por falta de assistência médica, dezenas de prisioneiros encontraram a morte nessas celas. Os poetas Jorge Valls, que devia cumprir 7.340 dias de prisão, e Ernesto Diaz Rodriguez, assim como o comandante Eloy Guttierrez Menoyo, testemunharam as condições particularmente duras que ali vigoram. Em agosto de 1995, ocorreu uma greve de fome lançada conjuntamente pelos presos políticos e pelos de direito comum, a fim de denunciar as condições de vida deploráveis: alimentação péssima e doenças infecciosas (tifo, leptospiro-se). A greve durou quase um mês.

“Algumas prisões voltaram a pôr em vigor as jaulas de ferro. No fim dos anos 60, na prisão de Três Macios dei Oriente, as gavetas (celas), destinadas originalmente aos presos de direito comum, foram ocupadas pelos presos políticos. Tratava-se de uma cela de 1 metro de largura por 1,8 metro de altura, e com um comprimento de uma dezena de metros. Nesse universo fechado, em que a promiscuidade é dificilmente suportável, sem água nem higiene, os prisioneiros permaneciam semanas, às vezes vários meses.

[...]

“As visitas dos familiares proporcionavam aos guardas o ensejo de humilhar os detidos. Em Cabana, eles deviam se apresentar nus perante a família. Os maridos encarcerados eram obrigados a assistir à revista íntima das esposas.

“No universo carcerário de Cuba, a situação das mulheres é especialmente dramática, uma vez que elas são entregues sem defesa ao sadismo dos guardas. Mais de 1.100 mulheres foram condenadas por motivos políticos desde 1959. Em 1963 elas eram encarceradas na prisão de Guanajay. Os testemunhos reunidos estabelecem o uso de sessões de espancamento e de humilhações diversas. Um exemplo: antes de passarem pela ducha, as detidas deviam despir-se diante dos guardas, que lhes batiam. No campo de Potosi, na zona de Lãs Victorias de Ias Tunas, contavam-se, em 1986(**), três mil mulheres encarceradas — estando misturadas delinquentes, prostitutas e políticas. Em Havana, a prisão de Nuevo Amenacer continua a ser a mais importante. Amiga de Castro de longa data, representante de Cuba na UNESCO nos anos 70, a doutora Martha Frayde descreveu assim esse centro carcerário, onde as condições de vida eram particularmente duras:

‘A minha cela tinha seis metros por cinco. cinco. Éramos 22 dormindo em catres sobrepostos a dois ou a três. [...] Na nossa cela, chegou a acontecer de sermos 42. [...] As condições de higiene tornavam-se totalmente insuportáveis. As tinas onde devíamos nos lavar estavam cheias de imundícies. Tornara-se absolutamente impossível fazer a nossa toilette. [...] Começou a faltar água. A limpeza dos banheiros tornou-se impossível. Primeiro encheram e depois transbordaram. Formou-se uma camada de excrementos que invadiu as nossas celas. Depois, como uma onda irreprimível, atingiu o corredor e depois a escada, escoando-se até o jardim’.[...]

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

“No decorrer do verão de 1994, Havana foi palco, pela primeira vez desde 1959, de violentos tumultos. Candidatos à partida, não podendo embarcar nas balsas, as jangadas improvisadas [foto ao lado], confrontaram-se com a polícia. Nas ruas do bairro Colomb, a avenida marginal — o Malecón — foi saqueada. O restabelecimento da ordem implicou várias dezenas de detenções, mas, finalmente, Castro autorizou novo êxodo de 25 mil pessoas. Posteriormente, as partidas não cessaram, e as bases americanas de Guantánamo e do Panamá estão saturadas de exilados voluntários. Castro tentou igualmente travar essas fugas em jangadas, enviando helicópteros para bombardear as frágeis embarcações com sacos de areia. Cerca de sete mil pessoas pereceram no mar durante o verão de 1994. Ao todo, estima-se que um terço dos balseros morreu durante a fuga. Em 30 anos, teriam sido entre 25 mil e 35 mil os cubanos que tentaram a fuga pelo mar. No total, os diversos êxodos fazem com que Cuba tenha atualmente 20% dos seus cidadãos no exílio. Numa população global de 11 milhões de habitantes, perto de 2 milhões de cubanos vivem fora da ilha. O exílio desarticulou as famílias, e são incontáveis as que estão dispersas entre Havana, Miami, Espanha ou Porto Rico…

[...]

“Em 1978, havia entre 15.000 e 20.000 prisioneiros de opinião. Muitos vinham do M-26, dos movimentos estudantis antibatistianos, das guerrilhas de Escambray ou dos antigos da baía dos Porcos. Em 1986, estimava-se de 12.000 a 15.000 o número de prisioneiros políticos encarcerados em 50 prisões ‘regionais’ distribuídas por toda a ilha.

“Desde 1959, mais de cem mil cubanos conheceram os campos, as prisões ou as frentes abertas. Entre 15.000 e 17.000 pessoas foram fuziladas. [...]”.

(Stéphane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek, Jean-Louis Margolin, ”O livro negro do comunismo. Crimes, terror e repressão”, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro).

*       *       *

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Como acima mencionei, os autores do “O Livro Negro do Comunismo” são esquerdistas. Assim sendo, as cifras por eles citadas devem ser ampliadas, pois, o número de prisioneiros, torturados, fuzilados no famoso “paredón” está baseado em registros oficiais. Mas quantos infelizes “desapareceram” sem nenhum registro? Há outras informações seguras — por exemplo, as que constam no livro “Cuba comunista: vergonha de nosso tempo e de nosso continente” (1997), de autoria do cubano Sergio F. de Paz — denunciando que quase 500.000 de seus conterrâneos foram encarcerados ou passaram por campos de trabalho forçado. Sem falar de dezenas de milhares de cubanos afogados nas tentativas de fuga pelo mar. Também sem registrar que, devido à ideologia materialista do regime comunista, Cuba conta com altos índices de suicídios e abortos. A respeito, recomendo outro excelente livro “Hasta cuándo las Américas tolerarán al dictador Castro, el implacable stalinista que continua oprimiendo al pueblo cubano, y amenazando a naciones Hermanas?”, publicado em 1990 por iniciativa de “Cubanos Desterrados” (Miami). [Foto acima].

Fidel Castro por ocasião de seu aniversário, quando completou 90 anos em agosto passado. Certamente uma das últimas fotos do tirano em público, ladeado por Raul Castro e Nicolás Maduro.

Fidel Castro — palavras inesquecíveis

Com tal “curriculum” nas costas, acumulado por quase 50 anos de tirania comunista, não causa surpresa a declaração de Fidel Castro ao jornalista Jean-Luc Mano, da revista “Paris Match”, em 29-10-1994:

“Eu irei para o inferno, e sei que o calor ali será insuportável… E lá chegando, encontrarei Marx, Engels, Lenine. E também encontrarei você, porque os capitalistas também vão para o inferno, sobretudo se desejam gozar a vida”.

Não se pode desejar o Inferno para ninguém. Convém, entretanto, lembrar que Fidel sabia perfeitamente da existência do Céu e do Inferno, pois estudou em colégio dos Padres Jesuítas, onde fez o catecismo.

Com o desaparecimento de sua única figura carismática e “legendária”, como a esquerda sobreviverá? Como tentará manter-se viva após a morte do tirano? Surgirá algum líder esquerdista substituto ao qual ela possa agarrar-se para não naufragar? Tal homem será do mundo laico ou do mundo eclesial? Conseguirá esse novo líder manter Cuba num regime castrista sem Castro? Quem viver, verá!

Mas, considerado sob outro aspecto, a choradeira dos companheiros do velho tirano é compreensível. Eles temem que um dia Cuba se veja totalmente livre do regime comunista e, desse modo, a antiga “Pérola do Caribe” volte à prosperidade de que outrora gozava.

Encerro transcrevendo o artigo abaixo, que explica esse temor das esquerdas e aponta o papel que Cuba exerce (exercia?) para o comunismo internacional. Seu autor é Plinio Corrêa de Oliveira — o líder anticomunista que mais se dedicou na defesa do povo cubano — e foi divulgado pela “Agência Boa Imprensa” em julho de 1992, ano em que a URSS desmoronava.

 

Cuba e o submarino

Plinio Corrêa de Oliveira

Se há no mundo atual um reduto revolucionário onde a bandeira comunista parece insultar os raios do sol com sua presença, esse reduto é Cuba.

Um pouco por toda parte, os comunistas ficaram estarrecidos e desconcertados com a espetacular degringolada do bloco soviético. Ora, o constatar que a Rússia soviética de repente se pulveriza, representou um baque psicológico espantoso para os comunistas no mundo inteiro.

Entretanto, é um fator de alento para todos eles ver que, na pequenina Cuba, ainda arde uma Tróia comunista, irradiando para as três Américas os seus malfazejos eflúvios eletro-políticos.

A Ilha-Prisão das Antilhas, porém, está imersa no caos. Castro parece estar com ‘falta de ar’, e a única saída possível para a sua delicada situação é o apoio propagandístico que lhe venha do exterior. Nesse sentido, caravanas faceiras de forâneos não têm faltado para lhe dar o indispensável respaldo.

[na foto ao lado, à esq. de Fidel Castro]

Alegres próceres da esquerda católica brasileira, como Frei Betto [na foto ao lado, à esq. de Fidel Castro], Frei Boff e quejandos, lá estiveram. Fazendo coro com ecologistas e tribalistas, esses homens-show da teologia da libertação entregaram-se à mesma lenga-lenga de sempre, cujos termos são mais ou menos os seguintes: Em Cuba, vive-se feliz. Lá há miséria, é verdade. Mas qual é a diferença entre miséria e pobreza? E, no total, uma suportável pobreza não será melhor do que o consumismo?

Não podendo fazer outra defesa da ilha-cárcere, seus propugnadores entregam-se a essas desajeitadas defesas do miserabilismo. E pouco se incomodam de, por essa forma, concorrerem para que ali se perpetuem as brutalidades, as inclemências e os crimes do comunismo staliniano, fracassado no Leste europeu.

[na foto ao lado, à esq. de Fidel Castro]

Tudo isso não obstante, o melhor proveito da presente situação cubana para os interesses do comunismo internacional, ainda acaba sendo aquele de porta-bandeira.

Só para comparar, afigure-se o leitor um submarino no qual o periscópio, ademais de sua função ótica, exercesse também outra, à maneira de escafandro, sendo responsável pela introdução do ar no interior da nave.

Pois bem, Cuba, de momento, representa o papel desse periscópio hipotético. Em meio à tripulação comunista sub-aquática, imersa nas águas da miséria, minguada, desanimada e asfixiada à vista do naufrágio do comunismo russo, ela introduz o ar nesses pulmões. De maneira que, se eles ainda respiram, é porque Cuba respira. E isso é de muito grande alcance.





:: quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Acordo do Clima vai custar US$ 40 bilhões

Acordo do Clima vai custar US$ 40 bilhões ao Brasil, diz Maggi

'Quem vai pagar esta conta?', questiona o ministro da Agricultura em Marrakech
POR BRUNO BLECHER



Maggi lembra que o Brasil tem 61% do seu território coberto por matas e é responsável por 14% da água doce do Planeta (Foto: Agência Brasil)

'Os agricultores e pecuaristas brasileiros são os atores que podem ajudar o meio ambiente, mas devem ser compensados por isto', disse hoje à GLOBO RURAL por telefone o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que está em Marrakech, Marrocos, onde participa da COP 22, a Conferência Mundial do Clima.
Maggi lembra que o Brasil tem 61% do seu território coberto por matas e é responsável por 14% da água doce do Planeta, mas mesmo assim o governo se comprometeu a reduzir os gases efeito estufa.
'Aos produtores rurais cabe a tarefa de reflorestar 12 milhões de hectares e recuperar 15 milhões de pastagens degradadas para melhorar a eficiência da pecuária e evitar novos desmatamentos. Também cabe ampliar a área de plantio direto, a redução uso de nitrogênio nos adubos usando inoculação de rizobiuns nas gramíneas', disse o ministro, que calcula o custo das intenções previstas no Acordo de Paris em cerca de US$ 40 bilhões.

'Quem vai pagar esta conta?', questiona o ministro, acrescentando que os agricultores do Brasil fornecem alimentos a bilhões de pessoas usando 8% do território nacional para plantio e 19,7% para pecuária e ainda preservam às suas custas 11% do território brasileiro em suas propriedades.

'Os produtores de outros países não carregam estes custos nas costas', disse Maggi.

O ministro vai pedir durante a COP 22, em Marrakech, que os produtos agrícolas brasileiros tenham preferência no mercado global, em função de cumprirem regras ambientais rigorosas. Ele falará no painel 'O papel do Brasil, da agricultura e da silvicultura no Acordo de Paris' na próxima quinta-feira (17/11).

'O clima é um fator importante na produção agropecuária do país, o que motiva os agricultores a preservar o equilíbrio ambiental”, disse Maggi.





:: quinta-feira, 17 de novembro de 2016

COP 22: Ministro joga as cartas

Blairo Maggi põe a Reserva Legal na mesa das negociações climáticas COP 22


Como havia prometido, nosso Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, cobrou hoje na Conferência do Clima, em Marrakech, um tratamento diferenciado à agricultura brasileira em função das nossas restrições ambientais. 

Ao final da palestra do Professor Marcos Jank, Maggi fez uma explanação clara sobre o custo privado da nossa Reserva Legal ressaltando o peso desse custo na competitividade da nossa produção em relação aos nossos concorrentes. Veja o vídeo.

O Ministro colocou o custo privado do Código Florestal Brasileiro na mesa das negociações climáticas. 'Imputar sobre o produtor brasileiro o custo de reflorestamento mais o custo do Código Florestal sem que haja uma contrapartida financeira ou de preferência de mercado dos países ricos, nós não vamos conseguir avançar', disse Blairo.

'Aos produtores rurais brasileiros cabe a tarefa de reflorestar 12 milhões de hectares e recuperar 15 milhões de pastagens degradadas para melhorar a eficiência da pecuária e evitar novos desmatamentos. Também cabe ampliar a área de plantio direto', disse o ministro, que calcula o custo das intenções previstas no Acordo de Paris em cerca de US$ 40 bilhões.

Este blogger, que tem clareza sobre essa nuance da nossa lei florestal há vinte anos, riu muito da cara do Fernando Sampaio nesse vídeo. Além de Marcos Jank e Fernando Sampaio, no vídeo também estão o Presidente da Embrapa, Maurício Lopes, o Diretor Técnico da CNA, Assuero Veronez e o Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).

Imagem: Ministério da Agricultura e video publicado originalmente na página do Ministro Blairo Maggi no Facebook.



Donald Trump brasileiro?: Blairo Maggi pedirá, na COP 22, compensação à agropecuária brasileira por cuidados ambientais



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) adotará uma posição firme na COP 22, a Conferência da ONU sobre o clima que se realiza até a próxima sexta-feira (18) em Marrakech, no Marrocos. O ministro Blairo Maggi, que integra a comitiva de governo, defenderá que os produtos agropecuários brasileiros tenham preferência no mercado global, em função de cumprirem regras ambientais rigorosas.

O ministro vai reforçar que o Brasil tem 61% de sua vegetação nativa preservada e de adotar práticas protecionistas no cultivo, como o plantio direto, por exemplo. Blairo Maggi, que falará na próxima quinta-feira (17) no painel O papel do Brasil, da agricultura e da silvicultura no Acordo de Paris, tem defendido que ministros da área participem cada vez mais das discussões internacionais sobre meio ambiente, ”colocando a realidade do produtor nas grandes decisões”.

O assessor especial do Mapa para Desenvolvimento e Sustentabilidade, o ambientalista João Campari, que integra a comitiva do Ministro, lembra que Blairo Maggi cobrará compensações pelas práticas e regras ambientais seguidas por agricultores brasileiros. “Queremos ser compensados por todos esses cuidados que são compartilhados com o bem-estar da população dos demais povos”, destaca. “Temos aqui leis muito severas para o uso da terra, mais do que em qualquer outro país”, acrescenta.

Veja o que este blogger escreveu quanto Blairo Maggi anunciou a contratação de João Campari para o Mapa: Ambientalista assume assessoria especial do Ministro da Agricultura

O ministro vai defender ainda a pecuária, em contraponto a opiniões de que a produção de gado contribui para poluir a atmosfera. Artigo publicado na conceituada revista Nature, assinala Campari, revelou que os gases dos animais são compensados pelas pastagens plantada para alimentá-los.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Kleffman Group mostra que os produtores brasileiros já cumpriram as metas estabelecidas no Acordo do Clima com 14 anos de antecedência. O estudo sobre a Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é o destaque da edição de novembro da revista Globo Rural que está nas bancas. O estudo, objeto da reportagem de capa,

O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Silva, e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, também viajam a Marrakech.

Com informações e imagem do Mapa





:: quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Vereador indígena pede investigação

Vereador indígena defende que Polícia Federal investigue indústria da invasão de propriedades


Vereador defende que Polícia Federal investigue quem está por trás das ocupações de áreas nas imediações da Reserva Indígena e alerta as autoridades sobre estranhos. (Foto: Marcos Ribeiro)

O vereador indígena Aguilera de Souza (PSDC) classificou ontem como 'muito importante' as denúncias feitas pelo cacique guarani Renato Machado, uma das principais lideranças da Reserva Indígena de Dourados, sobre uma manipulação nas invasões de propriedades vizinhas às aldeias. 'Li a matéria antes de sair de casa e posso afirmar que essa situação preocupa muito as famílias da Reserva Indígena de Dourados, mesmo porque não concordamos com essas ocupações', enfatizou Aguilera de Souza em entrevista por telefone. Ele passou o dia ontem em Ponta Porã e retornaria para Dourados somente no período da noite.

Um dia antes, durante a sessão da Câmara Municipal de Dourados, o vereador ocupou a tribuna para cobrar uma investigação séria da Polícia Federal (PF) sobre a presença de famílias indígenas de outros municípios e até de outras etnias nas ocupações de áreas particulares em Dourados. 'A Polícia Federal precisa investigar isso, porque essas pessoas vem de outras localidades e acaba passando para a sociedade a impressão que as ocupações estão partido das famílias indígenas de Dourados', ressaltou o vereador.


Vereador Aguilera de Souza afirma que índios de outras etnias e de outras cidades estão inflando invasões de propriedades. (Foto: Divulgação)

Na visão do parlamentar douradense, está em curso uma 'indústria de invasão' que não resolverá a falta de terras para as famílias que queiram produzir para viver do próprio sustento. 'Também precisamos destacar que a violência é muito elevada entre as comunidades indígenas e que o sangue dos povos está nas mãos de toda sociedade a partir do momento em que o Estado não se preocupa em desenvolver políticas públicas voltadas para nossa gente', desabafou Aguilera de Souza.

Na tarde de ontem, a deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), presidente da CPI do Cimi na Assembleia Legislativa, classificou como graves as denúncias feitas pelo cacique guarani Renato Machado em entrevista exclusiva ao O PROGRESSO. A liderança afirmou que as invasões de 14 áreas ur banas às margens da Perimetral Norte, não representam a vontade das lideranças das Aldeias Bororó e Jaguapirú. 'Ali tem professores de Amambai, diretora de escola, professores e servidores de universidade e até funcionário público que estão querendo apenas um terreno', denunciou Renato. 'Minha preocupação é que essas invasões acabem provocando discriminação da sociedade douradense com os povos indígenas, mesmo porque convivemos pacificamente com a população e nunca invadimos terra de ninguém', completou o líder indígena.

O deputado Zé Teixeira classificou como muito grave a denúncia que as invasões de sítios e pequenos lotes às margens da Perimetral Norte não partiram da comunidade e estão sendo orquestradas por pessoas de outras aldeias e funcionários de ONGs que incentivaram a invasão. 'Fiquei estarrecido ao ler que os líderes das invasões chegaram a procurar as lideranças das aldeias Jaguapirú e Bororó em busca de apoio para as ocupações', ressaltou Zé Teixeira.

Mara Caseiro, 3ª vice-presidente da Assembleia Legislativa, também comentou a denúncia. 'O cacique Renato Machado afirmou que se fosse identificada cada pessoa responsável pelas ocupações, as autoridades saberiam quem é da reserva indígena e quem veio de fora', alertou a deputada.

A deputada defende que a Assembleia Legislativa colha o depoimento de lideranças como Renato Machado para esclarecer as invasões. 'Temos que ouvir essas vozes de indígenas indignados com a essa situação instalada não apenas em Dourados, mas em todo o Mato Grosso do Sul', completou. 'Devemos chamar esse cacique para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pois contribuirá muito para nossa investigação imparcial e responsável', destacou Mara Caseiro.



 
Peça já seu exemplar,&nbsp ;clique aqui.


Sem Medo da Verdade 
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 308 - 16/11/2016 
www.paznocampo.org.br





:: segunda-feira, 14 de novembro de 2016

COP22 em suspense

Ambientalismo radical sem rumo na COP22 Promessas de Trump trazem esperança

Posted: 13 Nov 2016 03:58 PM PST

COP22 01, feita para impor medidas ditatorialistas caiu na confusão com a eleição de Trump
COP22 01, feita para impor medidas ditatorialistas caiu na confusão com a eleição de Trump
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A Cúpula do Clima COP22 (Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática 2016) iniciou em Marrakesh suas sessões pouco antes da eleição presidencial nos EUA.

O objetivo era específico: transformar em normas concretas os utópicos objetivos fixados na COP21, em dezembro de 2015, em Paris.

O obstáculo máximo era – e continua sendo – a ratificação do acordo parisiense pelos EUA. Embora o presidente Obama e o Secretário de Estado John Kerry tenham assinado esse cerebrino acordo, a lei americana exige a ratificação dos acordos internacionais pelo Senado em Washington.


Porém, antes da eleição do novo presidente, já esse Senado tinha maioria republicana que tudo levava a crer que recusaria dita ratificação.

Nesse caso, o acordo de Paris, ficaria tão oco e ineficiente para os utopistas verdes como o protocolo de Kyoto.

Mas os representantes da confraria universal ambientalista reunidos e bem pagos pela ONU e pelos respectivos ministérios e secretarias do Meio Ambiente do mundo todo pareciam ter acreditado na imensa mentira de uma vitória da democrata Hillary Clinton.

Então seria a grande festa: os EUA capitularam!

A maior potência industrial e maior impulsionador da prosperidade como meta da civilização, da propriedade privada e do agronegócio, aceitaria as drásticas imposições miserabilizantes que se cozinhariam no COP22.

Da China, maior poluidor universal ninguém protestaria. Assinou tudo, prometeu tudo, mas deixou claro que acataria os compromissos segundo lhe desse na telha. Em poucas palavras, desrespeitaria tudo. E a confraria verde-vermelha não teria nada a dizer.

A COP21 fixou objetivos assustadores, a COP22 devia consumar opções escorchantes
A COP21 fixou objetivos assustadores, a COP22 devia consumar opções escorchantes
Mas eis que a realidade bateu na porta da magna assembleia dos utopistas e Marrakesh.

Como escreveu o correspondente do jornal “El Mundo” de Madri, “todos os esforços coroados de sucesso nos últimos anos para criar um mínimo de consenso podem voar pelos ares da noite para a manhã após a eleição para presidente dos EUA de um cético recalcitrante que chegou a qualificar a mudança climática de ‘conto da carochinha’. Literalmente”. 

Nós também achamos que é um ‘conto da carochinha’ e discernimos que por trás dele há uma manobra de metamorfose do comunismo, falido com a URSS, e que tenta voltar travestido de verde.

O jornal espanhol lembrou outras afirmações muito verdadeiras de Donald Trump como “as turbinas eólicas, ou aerogeradores, são a pior ameaça contras as águias... Isso que fala a mídia sobre o aquecimento global é uma ficção”.

O recém-eleito anunciou que poria na direção de sua equipe de transição na poderosa Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA) ao “cético mor” Myron Ebell, que condenou a ratificação do acordo de Paris por parte de Obama de “clara usurpação inconstitucional da autoridade do Senado”.

Essa “usurpação” visa impedir que o Senado pudesse recusar o acordo de Paris.

O jornal reconhece que se os EUA dão marcha ré, será impossível evitar que tirem o corpo os países emergentes responsabilizados pelas maiores emissões de CO2.

Até a própria União Europeia, uma das maiores fanáticas das miragens aceitas no acordo, hoje debilitada pelo Brexit, poderia reformular seus objetivos.

Nesse caso, o acordo de Paris – pomposamente apresentado como “legalmente vinculante”—viraria “papel molhado”.

Um pânico discreto correu por Marrakesh que se assemelhou a um formigueiro que recebeu um pisão, para usar uma imagem da natureza.

Os militantes das ONGs verdes ali presentes fizeram censuras radicais à decisão do povo americano, que revelaram antes de tudo seu ditatorialismo e impotência.

Em outubro, Trump externou a intenção de “eliminar entre 70% e 80% das regulações do EPA”, equivalente a nosso Ministério de Meio Ambiente.

“Faz frio em Nova Iorque e estamos em julho, onde diabos está a mudança climática?”, escreveu Trump em sua conta de Twitter.

O ministro de relações exteriores do Marrocos Salaheddine Mezouar, tentou tranquilizar a torcida internacional verde, anunciando que tentará um diálogo com a nova administração americana.

Mas a verdadeira tranquilidade virá com a aplicação séria das promessas do novo eleito que afastem o pesadelo das legislações e controles que afogam o progresso dos países livres.

O blog “Código Florestal” sublinhou muito a propósito que a “vitória de Donald Trump mostra a força oculta do mundo rural”.

“O povo da roça surpreendeu indo em massa às urnas e consagrando a vitória de Trump.

“A professora de Ciências Políticas da Universidade de Wisconsin-Madison, Kathy Cramer, passou a última década no interior do estado de Wisconsin conversando com a população rural sobre política e oferece uma boa explicação para a eleição do Republicano:

“As pessoas do campo se sentiam maltratadas, como se não estivessem recebendo sua parte.

“’Esse sentimento é composto principalmente de três coisas’, explica Cramer.

‘Primeiro, as pessoas sentiam que não estavam recebendo uma parte justa das decisões políticas. Por exemplo, as pessoas diziam: Todas as decisões são tomadas em Madison e Milwaukee (grandes cidades) e ninguém está nos ouvindo.

‘Ninguém está prestando atenção, ninguém está vindo aqui e nos perguntando o que pensamos. As decisões são tomadas nas cidades, e temos de cumpri-las.

Acordos prévios garantiram que a COP22 incluiria as teorias da
Acordos prévios garantiram que a COP22
incluiria as teorias da 'Laudato Si' impregnadas de Teologia da Libertação
‘Segundo, as pessoas reclamavam que não estavam recebendo uma parte justa de serviços públicos. Havia no campo uma sensação de que toda a atenção pública e o dinheiro era sugado por Madison (capital), mas nunca gasto em lugares como o deles’, diz ela.

“E em terceiro lugar, as pessoas sentiam que não estavam sendo respeitadas. ‘Elas diziam: A verdade é que as pessoas na cidade não nos entendem. Eles não entendem o que é a vida rural, o que é importante para nós e quais os desafios que enfrentamos. Eles pensam que somos um monte de roceiros racistas’, disse Cramer ao The Washington Post.

“Quando falamos de população rural – acrescenta Código Florestal – aqui não estamos falando apenas de quem vive na roça. Mas de quem vive em comunidades, mesmo em cidades, ligadas ao campo e longe dos centros de poder que sugam os recursos e atenção pública e desdenham do mundo rural.

“Esse ressentimento acumulado no campo por décadas deu a vitória a Donald Trump e está também presente aqui no Brasil. Que fique a lição para nossos políticos.

“Este blog não enxerga ninguém, nenhum líder, no Brasil capaz de dar vazão a esse sentimento do mundo rural”, concluiu “Código Florestal” .

Nosso blog “Verde: a cor nova do comunismo” tampouco enxerga esse líder de que Brasil tem tanta necessidade e que até clama em altas vozes por ele quando censura a corrupção e má conduta da classe política.

Aguardamos com esperança que a administração de Donald Trump ponha em prática suas promessas, sem renunciar entretanto a uma atitude saudável de crítica construtiva e desconfiança positiva .

Agindo segundo prometeu, o novo presidente transmitirá uma mensagem altamente benéfica para o mundo todo, com destaque para o nosso Brasil, tão maltratado pela seita verde-anarquista. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.






:: sábado, 12 de novembro de 2016

Francisco, movimentos “populares” e cheque em branco

Francisco, movimentos “populares” e cheque em branco

5 de novembro 2016: Papa Francisco, no Auditório Paulo VI (Vaticano), no III Encontro Mundial dos Movimentos Populares

Ao tentar revitalizar as combalidas esquerdas latino-americanas, desacreditadas por fragorosas e sucessivas derrotas, o Papa Francisco reafirma a cada dia o caminho esquerdista de seu Pontificado e parece querer assumir o papel de líder revolucionário. Com essa postura, que compromete seriamente o seu prestígio e decepciona um número cada vez maior de católicos, não se sabe realmente aonde ele deseja chegar, pois, ao mesmo tempo, parece esquecer-se do drama do povo cubano, escravizado por 50 longos anos de ditadura comunista.

Gonzalo Guimaraens – Destaque Internacional (*) 

Com um discurso empolgado para 170 agitadores sociais de mais de 65 países dos cinco continentes, o Papa Francisco concluiu no dia 5 de novembro, no Auditório Paulo VI, no Vaticano, o III Encontro Mundial dos Movimentos Populares [foto acima] (no final, o link para a íntegra de tal discurso).


No Encontro, o líder marxista do MST, Stédile, 
cumprimenta o Papa
Ele se referiu aos agitadores comuno-católicos João Pedro Stédile, chefe do MST e promotor da violência no Brasil, e Juan Grabois, do “movimento de trabalhadores excluídos” e incentivador da violência nas periferias de Buenos Aires, na Argentina, chamando-os de “poetas sociais” e “seguidores de Jesus”.

Em seguida, deu-lhes um “cheque em branco” para promoverem a revolução social: “Faço meu o grito de vocês”, disse textualmente o Pontífice. 
Participou do Encontro o ex-presidente e ex-guerrilheiro José Mujica, do movimento terrorista Tupamaros, que assolou o Uruguai nas décadas de 60 e 70.
Após sussurrar uma discreta ressalva — “talvez não estejamos de acordo com tudo” —, sugeriu-lhes deixar de lado “certos nominalismos declaratórios, que são belas frases, mas que não conseguem sustentar a vida de nossas comunidades”, e partir para a agitação contra os atuais sistemas socioeconômicos, que qualificou de “terroristas”. Em seguida, convocou os “movimentos populares” a não aceitarem e não se deixarem “desmobilizar” por “implantes cosméticos” ou “planos assistenciais”, a não se deixarem “conduzir como gado” e a rechaçarem a “tentação da canga”, que reduziria os agitadores a um papel de “atores secundários”. 
Delegação do Brasil no Encontro no Vaticano com os dizeres 'Fora Temer'

De modo difícil de entender, o Papa Francisco reafirma o caminho esquerdista de seu Pontificado, em momentos em que as esquerdas latino-americanas estão sofrendo fragorosas derrotas. O Papa parece desejar assumir um papel de líder revolucionário, tentando revitalizar as esquerdas latino-americanas que estão caindo no maior descrédito. Realmente, não se sabe aonde ele pretende chegar com essa insistência em apoiar as esquerdas, comprometendo seriamente o prestígio de seu Pontificado e causando decepção em inúmeras pessoas. Ao mesmo tempo, ele parece se esquecer do drama do povo cubano, escravizado por 50 longos anos de ditadura comunista.

______________ 

(*) Notas de “Destaque Internacional”. Documento de trabalho, em 6 de novembro de 2016. Este texto, traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser reproduzido em qualquer mídia impressa ou eletrônica. 
______________ 

Editoriais Relacionados: 
Francisco, 'beatificação' publicitaria de revolucionários e 'vendaval' social 
(sobre o I Encontro Munidal de Movimientos Populares, realizado en Roma en 2014) 
http://www.cubdest.org/1406/c1411franciscomst.htm

Bolívia: Francisco, a foice e o matelo”
(sobre o II Encontro Mundial de Movimentos Populares, realizado em Santa Cruz de la Sierra, Bolivia en 2015). 
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscoboec.htm

Francisco, consumismo, miserabilismo e Boff
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscomiser.htm

Francisco, aventura ecológica e “lacuna” científica 
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscoeco.htm 

Francisco, os comunistas e os pobres
http://www.cubdest.org/1506/c1506pobresfran.htm

Francisco, ecoterrorismo e miséria
http://www.cubdest.org/1506/c1505eco.htm 

Texto completo do discurso de Francisco
http://movimientospopulares.org/el-discurso-completo-de-papa-francisco-a-los-movimientos-populares/ 





:: segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A máfia do clima

Alarmistas 'formam uma máfia que se apossou da questão clima', dizcientista dinamarquês

Posted:06 Nov 2016 01:30 PM PST

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Nesta semana entrou em vigência o acordo de Paris, assinado na COP21 em dezembro de 2015.

Ainda falta muito para saber se vai ser posto em prática pelas maiores economias responsabilizadas do 'aquecimento global'.

Nas circunstâncias atuais, continuam válidas as posições expostas por Bjorn Lomborg, cientista político dinamarquês, em entrevista a VEJA na sede da COP15, em Copenhague.

As suas declarações giraram em volta do escândalo do “Climagate” um caso de corrupção científica-ideológica que tinha no fulcro grandes ativistas do 'aquecimento global'.

Chama a atenção o quanto a situação atual de deturpação de dados continua vigente, e acrescida, nos ambientes aquecimentistas. Por isso reproduzimos a continuação 

Qual foi o estrago do 'climagate'?

O que está claro é que havia uma inclinação evidente para não compartilhar dados com pesquisadores cujos trabalhos não reforçariam a teoria do aquecimento global. Possivelmente, os dados foram mascarados, o que não significa exatamente uma falsificação.

O escândalo não pode ser considerado apenas uma tempestade em copo d’água. O que eles fizeram é muito sério e perturbador. Tem implicações muito maiores.

Esses cientistas formam uma máfia que se apossou da questão do clima.

Tive muitos problemas com essa máfia do clima. Quando estava escrevendo meu livro, tentei me corresponder com alguns daqueles pesquisadores que detinham dados pelos quais eu tinha interesse.

Recebi de volta algumas mensagens em cujo campo de destinatário eu fui incluído por engano. Foram mensagens reveladoras. Elas diziam: 'Esse homem é perigoso. Não forneçam nenhum dado a ele. Devemos ter cuidado em não deixar que nossas informações apareçam em pesquisas públicas'.

Por que o senhor é cético em relação ao aquecimento global?

Discordo da forma como as discussões sobre esse tema são colocadas. Existe a tendência de considerar sempre o pior cenário – o que aconteceria nos próximos 100 anos se o nível dos mares se elevar e ninguém fizer nada.

Isso é irreal, porque é óbvio que as pessoas vão mudar, vão construir defesas contra a elevação dos mares.

No entanto, isso é só uma parte do que tenho dito. Sou cético em relação a algumas previsões, sim. Mas sou cético principalmente em relação às políticas de combate ao aquecimento global.

O problema principal não é a ciência. Precisamos dos cientistas. A questão é que tipo de política seguir. E isso é um aspecto econômico, porque implica uma decisão de gastar bilhões de dólares de fundos sociais.

Em outras palavras, não sou um cético da ciência do clima, mas um cético da política do clima. Basicamente, digo que não estamos adotando as melhores políticas porque não estamos pensando onde gastar o dinheiro para produzir os maiores benefícios.

Com que cenários é razoável trabalhar quando se fala da elevação do nível dos oceanos?

Quando perguntamos aos cientistas do IPCC qual seria o resultado mais provável do aquecimento sobre o mar, eles disseram que o nível das águas subiria entre 18 e 59 centímetros. Esse é o parâmetro mais aceitável. Não faz sentido trabalhar com cenários de até 6 metros, como quer o Al Gore, ex-vice-presidente americano. Porque é tão improvável que isso aconteça quanto que não haja elevação alguma.

Análises e argumentos baseados no pior dos piores cenários induzem ao pânico, e o pânico não é a melhor forma de fazer um bom julgamento.

Quais são esses impactos?

Costumamos esquecer que a maioria dos lugares ricos no mundo conseguirá lidar com o aquecimento global.

A Holanda tem 60% de sua população vivendo abaixo do nível do mar. O principal aeroporto de Amsterdã fica 3 metros e meio abaixo do nível do mar. É simplesmente uma questão de tecnologia. Ninguém que vai à Holanda fica pensando: 'Ai, meu Deus, estou abaixo do nível do mar'.

Não que isso não seja problemático ou custoso. Mas é um custo que chega a 0,5% ou no máximo 1% do PIB.

Então, é bom enfatizar, o Rio de Janeiro nunca vai submergir, tampouco Nova York. Nos últimos 150 anos, o nível do mar subiu 30 centímetros.

Fala-se muito do impacto causado pela forma como as pessoas desperdiçam produtos e energia. Como o senhor faz no seu dia a dia?

Há muita confusão em torno desse debate sobre consumo ético, como se a questão toda se resumisse ao que a pessoa faz. Acho que reduzir tudo à idéia de que você deve fazer algo sobre seu consumo não é o melhor caminho.

Ambientalismo radical quer mudar a natureza humana, para escravizá-la num estilo de vida tribal gnóstico.
Ambientalismo radical quer mudar a natureza humana,
para escravizá-la num estilo de vida tribal gnóstico.
Se todos no mundo ocidental trocassem suas lâmpadas atuais por um modelo mais econômico, ao final de um ano as emissões se reduziriam apenas o equivalente à quantidade de CO2 que a China joga na atmosfera em um dia.

Resumindo: organizações verdes querem mudar a natureza humana, dizendo que não se deve querer ter ou gastar mais. É muito difícil mudar a natureza humana. Prefiro mudar a tecnologia. Assim,poderemos fazer o que quisermos, mesmo emitindo CO2.

As empresas estão fazendo sua parte?

A maioria das coisas que se veem por aí é marketing. É o chamado banho verde. Estão fazendo economia de energia como sempre fizeram, desde o início do século XIX, de quando datam as estatísticas.

Todas as empresas, em todos os lugares, inclusive nos Estados Unidos e na Europa, vêm reduzindo o desperdício de energia. Mas é óbvio que o que estão economizando são dólares. Não há nada de errado nisso. Só não devemos achar que elas estão salvando o planeta.

Por que o crescimento populacional não é levado em consideração nas discussões sobre clima?

Se fosse possível limitar substancialmente o crescimento da população mundial, provavelmente as emissões não aumentariam tanto. Mas você só consegue alterar essa variável dramaticamente num regime autoritário como o da China, onde o governo determina que os casais só podem ter um filho. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.





:: domingo, 6 de novembro de 2016

INCRA, nova fase

INCRA, nova fase

A realidade mudou completamente, abre-se o caminho para a pacificação nacional
Fim da Terrabrás? Precisa punir os invasores e entregar os títulos de propriedade aos assentados para estimular aqueles que querem produzir.

Denis Lerrer Rosenfield

O noticiário político está tão voltado para questões urgentes - como a aprovação da PEC 241, do teto do gastos públicos, e a reforma da Previdência - que iniciativas importantes terminam por ser relegadas a segundo plano. Nesse caso se encontram mudanças importantes no Plano Nacional de Reforma Agrária que estão sendo implementadas, mostrando outra face do governo Temer. A reforma fiscal tem, aqui, uma contraparte essencialmente social.

O presidente tem dado orientações explícitas a esse aspecto social de sua atuação, enfatizando todo um novo processo de aprimoramento dos instrumentos de obtenção de terras, de titulação dos assentamentos, de novo processo de seleção dos beneficiários e de regularização de terras cultivadas, sem a anuência do INCRA. No dizer do presidente desse órgão estatal, Leonardo Góes, 'o governo federal busca dar maior segurança jurídica àqueles que têm terra e produzem, além de promover o acesso à terra a quem quer produzir alimentos'.

Em pouco tempo será publicada uma medida provisória (MP) voltada para o equacionamento dessas questões. Ela se caracteriza por seu perfil eminentemente técnico, avesso a problemas de ordem ideológica. Só esse ponto já seria suficiente para definir a nova gestão do INCRA.

Em vários momentos das administrações anteriores, com a ressalva da gestão Guedes, esse importante órgão deixou de ser propriamente um órgão de Estado para se tornar um instrumento dos movimentos sociais. Agora a orientação técnica é predominante com um sentido de Estado.

A questão da titulação é, certamente, uma das mais importantes em pauta. Uma particularidade dos assentamentos da reforma agrária, até aqui, consistia no fato de serem tutelados pelos movimentos sociais, que ali fincaram um dos pilares de sua militância e de recrutamento de membros para invasões.

Um assentado é, assim, não só tutelado pelo Estado, mas, principalmente, pelo MST. Não são produtores autônomos, mas objeto de uma política assistencialista, voltada para a criação de uma clientela política.Também não são propriamente agricultores familiares, por não deterem a propriedade de suas terras.

Com a titulação abre-se a possibilidade de se tornarem verdadeiramente agricultores familiares, com melhores condições de obtenção de crédito, de compra de maquinário e de assistência técnica. Um agricultor familiar entra numa relação de mercado, tem melhores condições de trabalho e de educação para seus filhos, vislumbrando-se um futuro melhor.

Contraste-se, por exemplo, a condição dos agricultores familiares no sistema integrado de produção no Sul do País, envolvendo as cadeias produtivas do tabaco (pioneira), de aves e de suínos e se estendendo a outros setores produtivos, com dos assentados. Uns são prósperos, outros vivem em favelas rurais.

Muitos assentamentos têm agricultores produtivos, que almejam tornar-se familiares, mas se veem impedidos por não poderem adquirir terras de seus vizinhos que não produzem e vivem da assistência estatal. Pelos critérios atuais, ao cultivarem as terras desses seus vizinhos, que podem tê-las cedido mediante um contrato informal de arrendamento ou de compra e venda, eles se encontram em situação irregular. Aliás, ambos estão, por não serem proprietários de suas respectivas terras. São tutelados, não têm liberdade de escolha.

Pela nova MP, porém, poderão regularizar sua situação, aumentando a produção de alimentos, e a terra pode ser cultivada por quem quer realmente produzir. É urgente este novo reordenamento fundiário, corrigindo aquelas anomalias, ainda defendidas por movimentos sociais ideologicamente obtusos.

A nova seleção de beneficiários almeja ser técnica e transparente, deixando de ser um instrumento do MST, que tinha a função de escolher os beneficiários, aumentando assim a sua militância. Várias denúncias,aliás, têm aparecido envolvendo pessoas que já são proprietárias, funcionários públicos, militantes, etc.

Incra. Chegou a impedir novos assentamentos para que essas anomalias fossem devidamente corrigidas. O descalabro era enorme, produzido, principalmente, pelo viés ideológico e político-partidário que presidia o processo seletivo. Haverá, agora, um papel mais importante das prefeituras e, sobretudo, maior divulgação de todo esse processo.

Outro ponto diz respeito à obtenção de terras para a regularização fundiária, por exemplo, na Amazônia Legal, ou para os assentamentos da reforma agrária. Há a necessidade de acelerar os trâmites administrativos, para tudo se resolver o mais rapidamente possível.

Imagine-se a situação de um proprietário que tem a sua terra invadida enquanto decisões judiciais de reintegração de posse não são cumpridas. O Pará é um Estado que vive enorme crise, numa situação que poderíamos designar como terra sem lei.

Um tal mecanismo de obtenção de terras, a preços vigentes e com pagamento em dinheiro - e não necessariamente mediante Títulos da Dívida Agrária -, seria um instrumento que poderia facilitar o equacionamento de tais conflitos, além, evidentemente, de maior respeito à lei, não seguida em vários Estados do País. Seriam compras nas condições de uma economia de mercado.

O campo brasileiro foi, nos governos petistas, um terreno privilegiado de conflitos, como se tivéssemos aqui uma 'luta de classes' que terminaria com a vitória 'revolucionária' dos ditos 'movimentos sociais'. O setor rural, a despeito dos ideólogos esquerdistas, foi, porém, objeto de uma verdadeira reforma, que tornou o Brasil um dos maiores produtores mundiais de alimentos.

A realidade mudou completamente nas últimas décadas. Cabe, agora, uma nova legislação e uma nova política que reflitam e deem conta desta nova situação. O caminho abre-se à pacificação nacional.

Fonte - O Estado de S.Paulo


 

CLIQUEAQUI

Sem medo daverdade
O Boletim 'Sem medo daverdade” é enviado a pessoas cadastradas ou indicadas. Se não deseja recebe-lo,ou considera que foi cadastrado indevidamente, por favor,
clique aqui para remover




:: quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Trapaça ambientalista


Como podem mídia, chefes de Estado e religião enganar tanto sobre questões ambientais?

Posted: 31 Oct 2016 04:53 PM PDT

Para fazer rir: Obama e Xi Jinping presidem os países que mais produzem CO2. Mas a enganação é apresentar esse gás incolor como fumaça!
Para fazer rir: Obama e Xi Jinping presidem os países que mais produzem CO2.
Mas a enganação é apresentar esse gás incolor como fumaça!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Nicolas Loris, um economista especializado em questões energéticas e ambientais da The Heritage Foundation, levantou uma questão que soa engraçada.

A grande mídia está sempre ecoando boatos, trabalhos pseudocientíficos ou científicos enviesados sobre o aquecimento global. Até aqui, nada de novo.

Porém, esses supostamente bem informados ou até eruditos órgãos, na hora de informar sobre o demonizado CO2, ilustram suas matérias com torres de fábricas soltando colunas de fumaça ou centrais nucleares emitindo vapor de água.

Mas o CO2 é um gás incolor! Será que esses zelotes do meio ambiente não têm notícia desse dado elementar?

O CO2, além de incolor, é inodoro e não tóxico. Os homens saudáveis exalam CO2 quando respiram e não sai fumaça. Acresce que o CO2 é o alimento indispensável para o crescimento dinâmico das plantas.

Quando o presidente Obama assinou juntamente com a China o acordo obtido na COP21 de Paris, o jornal oficial chinês “The South China Morning Post” foi o primeiro a transmitir a informação.

E ilustrou a matéria com imagens de fábricas emitindo repelentes e assustadoras colunas de fumaça preta. No pé da foto, a reputada agência Reuters explicava: “Colunas de fumaça saem das chaminés de uma fábrica química em Hefei, na província de Anhui”.

Toda a matéria do artigo era sobre a redução das emissões de CO2 que estariam esquentando o planeta por culpa da civilização humana!

Com esta foto, site ambientalista sublinha a importância de reduzir logo as emissões de CO2.
A foto impressiona mas não tem nada a ver com o tema. E trapaça jornalística.
O que aconteceu com esses sábios do ambientalismo? Não lhes ocorre encontrar ilustrações que não patenteiem perfeita ignorância sobre o que é o CO2? Seria mais responsável e de causar menos vergonha!

É claro que os leitores comuns tampouco sabem da ausência total de cor do CO2. Os ambientalistas desejosos de impor suas leis ao mundo podem, assim, enganá-los à vontade.

Mas isso é idoneidade científica? Deontologia jornalística? Ilustração séria?

A mentirada já foi impressa em massa, no papel ou em bytes, em jornais e revistas de papel ou em páginas virtuais, e aos bilhões de exemplares.

Para maior injúria à razão, o próprio “The South China Morning Post” ilustrava o problema das mudanças climáticas com fotos de cidadãos chineses pedalando em meio de nuvens, essas sim tóxicas, de poluição em Pequim.

Jornais desde a Austrália até o Brasil reproduzem cenas análogas com idênticos dizeres. Nada a ver com nada. A poluição chinesa não é fruto do CO2 e ninguém lhe diz para mudar o clima. Nem os mais descabelados ambientalistas!

Como pode essa mentira deslavada encher as páginas da mídia? Não haverá um cientista pela “mudança climática” que avise aos jornalistas seus amigos sobre o absurdo em que incorrem em larga escala? Ou não há?

Nada!

É como se esses famosos cientistas ambientalistas, ganhadores de Prêmios Nobel e comendas nacionais, além de substanciosos prêmios econômicos e até cadeiras de ministérios, não soubessem o elementar.

E o que dizer dos jornalistas que caíram nessa? Rir? Chorar? Rasgar as vestes? Faltam palavras...

Personalidades como o presidente dos EUA, Barack Obama, enchem a boca com expressões como “mudança climática”. Mas não sabem que o clima está sempre mudando e que a expressão é uma mera redundância etimológica que não diz nada?

Num site ambientalista esta foto 'prova' o mal que faz o CO2.
Em outro serve para 'provar' o aquecimento climático.
Num outro, os perigos do câncer.
Serve para 'provar' tudo menos que seja maléfico o CO2 inodoro, incolor e benéfico !
Trombetear a “mudança climática” como sendo uma realidade é o mesmo que alertar contra a “luz iluminante”, a “água molhante”, o “frio esfriante”, e assim infinitamente, pronunciando muitas palavras e não dizendo nada.

Os problemas da China, com seu ar e água poluídos, são verdadeiramente sérios. Obama poderia ter falado disso quando esteve nesse país para assinar o acordo de Paris, mas sua preocupação foi com o inexistente!

Não havia um assessor, dos muitos que por ofício tem o presidente americano, que lhe sugerisse não falar coisas em sentido, nem que lhe soprasse alguma outra fórmula, ainda que meramente verbal?

Mas a mídia mundial levou muito a sério os sem-sentidos, os vácuos verbais, as ausências de pensamento, o desconhecimento da ciência, a falta de percepção da natureza, patenteados por Obama na hora de assinar o Tratado de Paris. Aliás, é a de tantos outros “responsáveis pelo planeta”.

O presidente Xi Jinping disse outras tantas, mas já avisou que não vai cumprir qualquer coisa que disser ou assinar a respeito. E ninguém vai lhe cobrar os incumprimentos.

Entretanto, há verdadeiros problemas ambientais. Basta ver as fotos de rapazes estudando com lanternas na Índia, por não terem acesso à eletricidade. Ou as da Coreia do Norte sumida na escuridão por falta de energia. Ou ainda as obsoletas fábricas da era soviética envenenando o ar, os assentados na miséria em terras de reforma agrária em Cuba, ou até mesmo no Brasil, em via de degradação.

Mas, para a mídia e os oráculos da sabedoria ambientalista, nada disso importa. Nem sequer existe. Só há uma realidade (aliás, um dogma); só há uma Inquisição santa: é a verde anarquista.

Não adianta serem pegos em flagrante, pois continuam a enganar desinibidamente a humanidade. E tanto mais agora, quando dispõem de uma encíclica igualmente libertada da verdade científica e do respeito objetivo da natureza: a “Laudato Si’”! Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.





:: terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sarney Filho abre o Governo para ONGs e pretende frear expansão da soja

Sem Medo da Verdade 
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 304 - 31/10/2016 
www.paznocampo.org.br
Caso não esteja visualizando o texto deste boletim, acesse através do endereço 
http://www.paznocampo.org.br/boletim
Sarney Filho abre o Governo para ONGs e pretende frear expansão da soja



As organizações NÃO governamentais, ou ONGs, estão de volta ao Governo. A porta lhes foi aberta pelo atual Ministro do ½ Ambiente, José Sarney Filho, ou Sarneyzinho. Depois de expulsar a economia convencional da Amazônia sem deixar nada no lugar, o movimento ambientalista radical agora quer expulsar a economia convencional do restante do país e provavelmente só deixará musgo sobre pedra.

O movimento ambientalista radical agora se volta para o Cerrado brasileiro e usará como arma seu braço dentro do Governo Temer: Sarneyzinho. 'A moratória da soja precisa ser estendida ao Cerrado', disse ele no evento de comemoração da dez do pacto firmado pela industria da soja e o Greenpeace na Amazônia. 'E, para isso, iremos publicar a partir de março dados em tempo real sobre o desmatamento do bioma', completou Sarneyzinho causand o uma saia justa na plateia onde estavam representantes de tradings como Bunge, JBS e ADM, ambientalistas e empresas como Mc Donald's e Carrefour.

A moratória da soja na Amazônia completou dez anos em vigor forçando produtores de soja na região a expandir a produção sobre áreas de pastagens. Dessa forma, o pecuarista ficou com a culpa e o agricultor ficou com o mercado. Agora, as ONGs pretendem forçar a tolerância zero para a abertura de novas áreas no Cerrado, última fronteira agrícola brasileira. Mais que isso: As ONGs pretendem aproveitar o movimento e a presença de Sarneyzinho no Governo continuar admoestando a cadeia da carne.

Em nome do congelamento da Amazônia as ONGs e os ambientalistas radicais aceitaram entregar o Cerrado: a Amazônia seria preservada e, em contrapartida, o plantio de soja avançaria no Cerrado onde o boi já estava. Foi mais ou menos esse o acordo tácito feito pelas ONGs. Esse blog sempre alertou que era questão tempo até as ONGs romperem o acordo. Agora que as coisas parecem sob controle na Amazônia e as ONGs estão de volta ao Governo, o movimento ambientalista se volta para o irmão feio da Amazônia, o Cerrado.

Frederico Machado, do WWF, disse ao jornal Valor Econômico que é de extrema importância levar o pacto de desmatamento zero para o Cerrado. 'Esperamos ansiosamente discutir potenciais expansões do pacto para além do bioma amazônico', diz de Keith Kenny, vicepresidente global de sustentabilidade do McDonald's, em nome do European Soy Customer Group, o grupo mais influente de compradores de soja da Europa. Kenny enviou cartas pressionando a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Foi fácil para a indústria da soja e da carme abandonar a pecuária diante dos ambientalistas radicais há dez anos ao assinarem a tal moratória da soja na Amazônia. Eles estavam de olho no Cerrado. Vejamos como o agro e o neg ócio vão de portar desta vez. Será que juntos, como agronegócio? Ou será que o negócio vai deixar o agro isolado novamente.

O diretor de sustentabilidade do JBS, Márcio Nappo, anda dando pistas. Nappo disse no evento que é preciso 'esticar a regra'. Ou seja, todos os frigoríficos devem operar com a mesma política de preservação. O JBS foi um dos primeiros a sentar no colo do Greenpeace.

Com informações do Valor Econômico e foto de Elza Fiuza/Agência Brasil
  






:: sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Brasil preserva mais de 50% de vegetação nativa

Brasil preserva mais de 50% de vegetação nativa

0

Em entrevista à TV Gessulli, Evaristo de Miranda, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, enfatizou que no Brasil preserva até 61% de vegetação nativa. A análise foi feita através das pesquisas desenvolvidas pela empresa brasileira e é vislumbrada a partir da expectativa do resultado final do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

No Brasil existe uma atribuição das terras e, frequentemente, corresponde ao uso. Hoje, de acordo com Miranda, 17% território nacional é atribuído para conservação ambiental;  13% para terras indígenas. “Essas duas juntas somam 30% do Brasil. Temos depois, aproximadamente, 20% do território de vegetação nativa, mas em locais muito isolados”, conta. “Então, metade do país hoje é de vegetação preservada. Além disso, os agricultores em suas propriedades preservam, isso representa 11% território nacional.”

O pesquisador enfatiza que, provavelmente esse número será até mais, “porque o registro do CAR mostra que, talvez chegue entre 14% até 17%. Se chegar a isso vai significar que os agricultores preservam mais florestas que todas as unidades de preservação juntas, olha o papel que tem a agricultura na preservação. Um país que preserva até 61% do seu território e utiliza para a produção de grãos, energia , floresta plantada 8% apenas da sua superfície”, destaca.

Miranda enfatiza que é calunioso dizer que o Brasil não preserva. “Fiz um estudo dos 12 maiores países do mundo, eles preservam em media 8 a 9% do território e o Brasil 30%. Criticar o Brasil por isso é um erro”, aponta.

Assista a entrevista na íntegra:

Redação Avicultura Industrial
http://www.aviculturaindustrial.com.br/imprensa/brasil-preserva-mais-de-50-de-vegetacao-nativa/20160707-170605-P643