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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: domingo, 23 de novembro de 2014

MST comemora apoio do Papa

Entrevista com João Pedro Stedile

‘Nós, marxistas, lutamos junto com o papa para parar o diabo’

João Pedro Stedile - Marxista ligado à história da teologia da libertação, ele foi um dos organizadores do Encontro Mundial de Movimentos Populares que ocorreu no Vaticano na semana passada. Em uma das sessões desse debate, que ocorreu entre as curvas sugestivas da sala do Velho Sínodo, ele sugeriu aos purpurados presentes que canonizem até “Santo Antônio... Gramsci”.

Eis trechos da entrevista.

— O senhor é de formação marxista. Qual a sua opinião sobre o papa e a iniciativa vaticana?

R. O papa deu uma grande contribuição, com um documento irrepreensível, mais à esquerda do que muitos de nós. Porque afirmou questões de princípio importantes como a reforma agrária, que não é só um problema econômico e político, mas também moral. De fato, ele condenou a grande propriedade. O importante é a simbologia: em 2.000 anos, nenhum papa jamais organizou uma reunião desse tipo com movimentos sociais.

— O senhor foi um dos promotores dos Fóruns Sociais nascidos em Porto Alegre. Há uma substituição simbólica por parte do Vaticano em relação à esquerda?

R. Não, acho que Francisco teve a capacidade de se colocar corretamente diante dos grandes problemas do capitalismo atual como a guerra, a ecologia, o trabalho, a alimentação. E ele tem o mérito de ter iniciado um diálogo com os movimentos sociais. Eu não acho que há sobreposição,mas complementaridade. Em todo caso, assumo a autocrítica, como promotor do Fórum Social, do seu esgotamento e da sua incapacidade de criar uma assembleia mundial dos movimentos sociais. Do encontro com Francisco, nascem duas iniciativas: formar um espaço de diálogo permanente com o Vaticano e, independentemente da Igreja, mas aproveitando a reunião de Roma, construir no futuro um espaço internacional dos movimentos do mundo.

— Para fazer o quê?

R. Para combater o capital financeiro, os bancos, as grandes multinacionais. Os “inimigos do povo” são esses. Como diria o papa, esse é o diabo. Mesmo que todos nós vivamos o inferno. Os pontos traçados do encontro de Roma são muito claros: a terra, para que os alimentos não sejam uma mercadoria, mas um direito; o direito de todos os povos de terem um território, seu próprio país, pense-se nos curdos de Kobane ou nos palestinos; um teto digno para todos; o trabalho como direito inalienável.

— Os Sem-Terra organizam cursos de formação sobre Gramsci e Rosa Luxemburgo. Nenhum problema para trabalhar com o Vaticano?

R. Nós vivemos uma crise epocal. As ideologias do segundo pós-guerra se aprofundaram. As pessoas não se sentem mais representadas. No entanto, essa crise também oferece oportunidades de mudança, desde que ninguém se apresente com a solução pronta no bolso. Será preciso um processo, um movimento de participação popular. E qualquer pessoa disposta a participar dele deve ser incluída.

— Qual é a situação do Movimento dos Sem-Terra hoje?

R. A nossa ideia, no início, era a de realizar o sonho de todo agricultor do século XX: a terra para todos, bater o latifúndio. Mas o capitalismo mudou, a concentração da terra também significa concentração das tecnologias, da produção, das sementes. É inútil ocupar as terras se, depois, produzirem transgênicos. Não é mais suficiente repartir a terra, mas é preciso uma alimentação para todos, e uma alimentação sadia e de qualidade. Hoje visamos a uma reforma agrária integral, e a nossa luta diz respeito a todos. Por isso, é preciso uma ampla aliança com os operários, os consumidores e também com a Igreja. Somos aliados de qualquer pessoa que deseje a mudança.

Trechos da reportagem de Salvatore Cannavò, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, 03-11-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Ver Instituto Humanitas Unisinos — Notícias, terça-feira, 4 de novembro de 2014





:: domingo, 23 de novembro de 2014

Gás de xisto

Estudo oficial esvazia chicanas contra o gás de xisto. Mas ‘verdes’ dãode ombros à ciência

Posted:16 Nov 2014 11:28 AM PST

O relatório do Departamento de Energia dos EUA
O relatório do Departamento de Energia dos EUA

O Departamento de Energia dos EUApublicou o relatório final – tido como texto de referência – sobre ofraturamento hidráulico ou fracking.

O estudo intitula-se “AnEvaluation of Fracture Growth and Gas/Fluid Migration as Horizontal MarcellusShale Gas Wells are Hydraulically Fractured in Greene County, Pennsylvania”e foi elaborado pelo National Energy Technology Laboratory (NETL), do referidoministério.

Ele pode ser descarregado na íntegra neste endereço: http://1.usa.gov/1u21vuL

Orelatório não achou provas de que substâncias químicas ou água turva produzidaspelo método de fracking tivessem contaminado camadas superiores de água potávelna Pensilvânia, segundo a agência Associated Press.

É a primeira vez que umaempresa que usa o fracking permite um monitoramento independente de seusmétodos de trabalho, arbitrariamente condenados pelo movimentoambientalista.

Após anos de monitoramento, o NETL constatou que osfluidos químicos usados no fracking ficavam a 5.000 pés (mais de 1.500metros) abaixo dos lençóis de água potável.

Trata-se do relatório maisdetalhado a respeito publicado até agora.

Extração de gás de xisto na Pensilvânia. Foto: Mark Schmerling.
Extração de gás de xisto na Pensilvânia.
Foto: Mark Schmerling.
O ministério deenergia americano reconhece que, dependendo da distribuição das camadasgeológicas, os números podem variar em outras regiões.

Mas essesresultados soam como um gongo de morte para a agitação ambientalista contra aexploração do petróleo e do gás de xisto.

Utilizando métodos diferentes,um outro estudo – conduzido separadamente por diferentes especialistas quemonitoraram locais de exploração na Pensilvânia e no Texas – concluiu que se háalgumas correções a se propor às explorações, essas não são devidas ao método defracking em si mesmo.

Avner Vengosh, cientista da UniversidadeDuke, que participou desse outro estudo publicado na prestigiosa revista“Proceedings of the National Academy of Sciences”, disse em e-mail que osresultados de sua equipe concordam com o relatório do Departamento de Energia arespeito da Pensilvânia.

Dave Spigelmyer, presidente da Marcellus ShaleCoalition, o principal grupo que aplica o fracking na Pensilvânia, disseque o estudo confirma que o faturamento hidráulico “é seguro e uma tecnologiabem controlada”.

Se a ciência e a técnica depõem contra nós, pior para elas parecem dizer
Se a ciência e a técnica depõem contra nós, pior para elas parecem dizer 'verdes'.
Protesto anti-fracking 'Global Frackdown Rally' em White Plains
Eleacrescentou que o relatório do Departamento de Energia reflete “o longo etransparente histórico da indústria que trabalha continuamente para melhorar asregulamentações e as melhores práticas visando proteger o meioambiente”.

Os agitadores ambientalistas anti-fracking ficaram semcara, mas, uma semana depois, estavam participando de passeata para pressionar aONU para que proíba o método aprovado pela ciência e pela tecnologia.

Éque nada disso interessa ao ambientalismo radical, preocupado em levar ahumanidade para um regime comuno-miserabilista utópico, pretenso ideal daintegração homem-natureza.  Fonte Blog Verde a nova cor do comunismo





:: segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Terra verde


A Groenlândia aquece há 19.000 anos e sem culpa do homem

Posted: 08 Nov 2014 11:30 PM PST

Bo Vinther, membro da equipe, prepara um
Bo Vinther, membro da equipe, prepara um 'ice core' para inspeção visual.
Foto de Christian Morel
Era para o aquecimentismo se perguntar se ainda vale a pena seguir com o mesmo ritornelo. Pois mais um estudo da revista americana Science veio tirar pretextos a seus slogans e a sua ideologia. E com dados de desmaiar.

Com procedimentos de medição mais precisos dos usados até agora, a equipe de cientistas constatou que a Groenlândia começou a aquecer há 19.000 anos, informou o jornal de Paris “Le Monde”.

Quer dizer, muitos milênios antes de aparecer a civilização, as cidades, indústrias etc. Porém, segundo o dogma ambientalista, a civilização atual provocou o aquecimento global que vai derreter as geleiras da Groenlândia. E, como resultado final, esquentará o mundo até deixá-lo como um astro morto.

Segundo o mesmo estudo, há 20.000 anos o mundo ainda estava no auge da última idade glacial e vastas camadas de gelo cobriam a América do Norte e o norte da Europa. A média das temperaturas era quatro graus centígrados inferior à da idade pré-industrial.

Modificações ocorridas há 19.000 anos na órbita terrestre aumentaram a energia solar recebida pela Groenlândia, pois o sol é o imenso determinante do frio e do calor.

Grupo de cientistas trabalhando no gelo da Groenlândia.
Grupo de cientistas trabalhando no gelo da Groenlândia.
O benéfico aquecimento favoreceu a liberação de fortes doses de dióxido de carbono (o injustamente famigerado CO2), que ao se espalhar na atmosfera favoreceu a multiplicação dos vegetais, alimento natural dos animais e, por sua vez, fonte de matérias primas para os homens. Esses puderam então desenvolver a civilização num clima mais ameno.

O reaquecimento da Terra e o aumento do CO2 tornaram o planeta muito mais habitável, belo e aconchegante. E esses aumentos não aconteceram por causa das indústrias, dos carros e de outros engenhos humanos.

Pelo contrário, foram inteiramente independentes do homem, como também a era glacial prévia em nada resultou da atividade humana.

A hipótese desproporcionada de o homem estar determinando e até estragando o clima da Terra não tem base na realidade.

É uma suposição forjada que só se entende bem se se focaliza a ideologia de fundo panteísta religioso que anima a revolução verde afim com certas doutrinas que falam de um comunismo utópico vivendo na mata num regime de tribo primitiva.



Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: domingo, 9 de novembro de 2014

Cursos bolivarianos


Trapalhada bolivariana

O ESTADO DE S.PAULO

Quem tem amigos do peito como a Venezuela não precisa de inimigos. Em circunstâncias nebulosas, sem o conhecimento de Brasília, o governo de Caracas firmou com o MST, na cidade paulista de Guararema, convênios pelos quais se compromete a ensinar o povo brasileiro a 'seguir avançando na construção de uma sociedade socialista'. 

Muitos dias depois, na última quarta-feira, o governo brasileiro finalmente protestou junto aos muy amigos. Não necessariamente pelo conteúdo dos tais convênios, mas porque o ex-chanceler e, desde setembro, ministro do Poder Popular para as Comunas e os Movimentos Sociais, Elías Jaua, veio ao Brasil para assiná-los sem informar o Itamaraty. E ainda andou se metendo em confusão policial. Uma típica trapalhada bolivariana.
É de imaginar que os petistas tenham ficado aborrecidos com a falta de consideração dos venezuelanos, que, se tivessem sido menos egoístas e mais solidários, teriam possibilitado a realização de um magnífico evento popular em Guararema, talvez até com a presença de Lula com o boné do MST e falando mal da elite.
Mas, diante de uma desfeita que não se pode ignorar nem quando se trata de amigos fraternos, o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, depois de ouvir a presidente Dilma Rousseff, convocou o encarregado de negócios da Venezuela no Brasil, Reinaldo Segovia (o embaixador está viajando), para comunicar a 'estranheza' do governo brasileiro com o comportamento de Jaua, reclamar que o lamentável episódio pode significar uma 'interferência nos assuntos internos do País' e cobrar explicações do governo de Caracas. Para Figueiredo, 'o fato não se coaduna com o excelente nível das relações entre os dois países'.
Os convênios foram assinados no fim do mês passado, numa escola do MST onde são ministrados cursos de formação política para militantes de movimentos sociais. Segundo a organização, os tais convênios com os venezuelanos objetivam apenas 'a troca de experiências na área da agroecologia'. O governo venezuelano, porém, conta uma história diferente.
No dia 28, antes mesmo do regresso de Jaua a Caracas, o governo bolivariano anunciou aquilo que nem o Palácio do Planalto sabia: 'No marco da visita ao Brasil do vice-presidente de Desenvolvimento do Socialismo Territorial, Elías Jaua, foram assinados (...) vários acordos nas áreas de formação e desenvolvimento da produtividade comunal entre o Governo Bolivariano' e o MST. 
E a nota acrescentava que, segundo Jaua, os convênios têm como objetivo incrementar o intercâmbio de experiências para 'fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista, que é a formação, a consciência e a organização do povo para defender suas conquistas e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista'.
Não bastasse a desfeita ao Itamaraty, a estada de Jaua no Brasil envolveu um constrangedor episódio policial. O ministro viajou acompanhado da mulher, que foi submetida a uma cirurgia de emergência em São Paulo. 
Talvez com a agenda tomada por assuntos mais importantes, Jaua chamou, para fazerem companhia à paciente, a sogra, os filhos e a babá destes. Ao desembarcar em Guarulhos, a babá foi presa em flagrante pela PF e permaneceu detida por quatro dias pelo porte de uma arma que, depois ficou esclarecido, estava numa maleta com documentos que Jaua encomendara à funcionária.
Apurou-se em Brasília que o Itamaraty ficou sabendo da presença de Jaua no Brasil pela PF. E ninguém foi capaz de explicar o que estava acontecendo, até porque o governo brasileiro faz questão de manter 'um excelente nível de relações entre os dois países', mas, de repente, viu-se surpreendido por um episódio que contraria os protocolos diplomáticos.
O fato de o Itamaraty ter demorado pelo menos uma semana para se manifestar sobre uma inadmissível interferência nos assuntos internos do País sugere que o governo petista estendeu até o limite a possibilidade de botar panos quentes na situação.
Era só o que faltava para quem assistiu passivamente ao calote que o finado Hugo Chávez deu no contrato de parceria na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Gente fina.




:: sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Encontro Mundial de Movimentos Populares no Vaticano

 Encontro Mundial de Movimentos Populares no Vaticano

Tentativa de ressuscitar grupos revolucionários?

 

*  Nelson Ramos Barretto

 

Roma ­­– A convite do Pontifício Conselho de Justiça e Paz e da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, com o decidido apoio do Papa Francisco, líderes dos assim chamados Movimentos Populares dos cinco continentes se reuniram nos dias 27 a 29 de outubro, em Roma, para três dias de debates sobre três temas apresentados como fundamentais: terra, moradia e trabalho.

“O Papa Francisco não se esqueceu de nós”, declarou um dos organizadores do evento, de clara tendência marxista, o argentino Juan Grabois, responsável pela Confederação dos Trabalhadores da Economia Popular. “Jorge Bergoglio nos acompanhou por anos no processo de organização dos recicladores,camponeses, vendedores ambulantes, artesãos e herdeiros da crise provocada pelo capitalismo neoliberal”, acrescentou Grabois.

João Pedro Stedile* encontra Papa Francisco – o líder do MST foi convidado para fazer o discurso de encerramento de encontro de“Movimentos Populares” no Vaticano.

Os temas em debate no dia 27 foram: desigualdade e exclusão social,dignidade humana e meio ambiente. A conclusão dos trabalhos do dia foi feito pelo líder o Movimento dos Sem-Terra (MST), também marxista, João Pedro Stédile.

No dia seguinte, terça-feira, no Vaticano, na antiga Sala do Sínodo, houve o encontro com o Papa Francisco, estando presente o presidente boliviano (e bolivariano) Evo Morales, que participou do evento na qualidade de ex-representante dos movimentos populares.

De passagem por Roma, a Agência Boa Imprensa (ABIM), pediu-me para acompanhar esse importante evento, especialmente o segundo dia dele realizado no Vaticano. O programa da manhã, que contou com a presença do Papa, foi fechado para a imprensa. Com isso, as informações para o grande público foram filtradas pelos comunicados oficiais, o que é aliás, habitual nas reuniões dos movimentos populares, que têm lá seus segredos revolucionários.

 

Longa preparação e estranho silêncio

Segundo a Agência Fides, o Papa Francisco encorajou os presentes a 'construir uma Igreja pobre e para os pobres'. No mesmo despacho, Fides informa que mais de 100 leigos,líderes de grupos sociais, 30 bispos engajados com as realidades e os movimentos sociais em seus países (leia-se bispos de esquerda), e cerca de 50 agentes pastorais, além de alguns membros da Cúria romana, participaram do Encontro Mundial dos Movimentos Populares.

Esse congresso mundial foi preparado em menos de um ano. Em dezembro de2013, quando houve a primeira reunião de alguns líderes como João Pedro Stédile do MST e Juan Grabois no Vaticano, foi anunciada a preparação de um Encontro internacional para outubro de 2014. (vide Catolicismo, março/2014 — Reverente e Filial Mensagem). Depois do Encontro de dezembro de 2013 em Roma, não se publicou mais nada.

 

Movimentos revolucionários

Quando se analisa a lista dos movimentos convidados e representados no Encontro,causa perplexidade a lista de crimes, invasões e depredações imputadas a estes movimentos na sua luta revolucionária para a implantação do socialismo.

O que teria motivado o Vaticano na escolha desses movimentos revolucionários dos mais radicais que manipulam as classes populares para a revolta e a implantação do comunismo? Por que entidades sérias que se dedicam a ajudar os pobres não foram convidadas? Por que esse preconceito contra as entidades classificadas de “assistencialistas”?

 

A pauta do encontro: como eliminar o capitalismo

O segundo dia do Encontro realizado no Vaticano foi o mais importante. Para facilitar a exposição começaremos pela sessão da tarde para depois tratarmos do discurso do Papa proferido no período da manhã.

O local escolhido foi a antiga sala do Sínodo. Pobre, despojada e sem reboco, com os tijolinhos aparentes, ela está localizada na parte mais medieval do Palácio Apostólico, não possuindo por isso o fausto barroco-renascentista dos andares superiores. A primeira parte da sessão foi presidida pela Dra. Margareth Archer, Presidente da Pontifícia Academia de Ciências Sociais, e a segunda pelo cardeal Turkson, Prefeito do Pontifício Conselho de Justiça e Paz.

A palavra de ordem que mais se ouviu entre expositores e debatedores foi “derrubar o capitalismo”, classificado como um regime opressor. Evo Morales, presidente da Bolívia, começou propondo eliminar o capitalismo em que tudo é mercantilizado. Condenou a “invasão” europeia de 520 anos no continente americano. Pediu o fim do bloqueio comercial de Cuba, sem nenhuma palavra de reprovação à férrea ditadura comunista imposta àquela infeliz nação.

Era difícil imaginar que uma reunião de líderes revolucionários comunistas e filocomunistas pudesse se realizar dentro do Vaticano. Todos agradeciam o apoio do Pontífice. Um representante africano chegou a perguntar “se agora não seria o momento ideal de derrubar o capitalismo?”

Depois da Dra. Margaretth Archer e do Pe. Michael Czerny, SJ falou Juan Grabois, soi-disant líder dos recicladores da Argentina. Este, após elogiar as palavras do Papa dirigidas aos presentes, relembrou o pedido de Francisco de que os movimentos superassem seus conflitos de ideias, tivessem uma visão global do movimento e iniciassem sem perda de tempo o processo de luta revolucionária.

 

As palavras do Papa despertam perplexidade

Na antiga sala do Sínodo, o Papa Francisco exortou os presentes: “Continuem com a vossa luta, caros irmãos e irmãs, faz bem a todos nós”. Segundo matéria de Gian Guido Vecchi, do diário italiano “Corriere della Sera”, nunca se tinha visto um Papa diante de 150 pessoas de 80 países representando os “movimentos populares” do mundo inteiro para uma conferência sobre “Terra, teto e trabalho, as últimas chagas do planeta”.

Com efeito, o Papa Francisco serviu-se da linguagem utilizada por socialistas utópicos que apregoam um paraíso nesta terra onde apenas os bens materiais são levados em conta: “Vamos repetir juntos do fundo do coração: nenhuma família sem-teto! Nenhum camponês sem-terra! Nenhum trabalhador sem direitos! Nenhuma pessoa sem a dignidade que dá o trabalho”.

Reconhecendo que suas palavras poderiam causar estranheza pelo seu sentido inequívoco, o Papa tentou defender-se da acusação de comunista: “Terra, teto e trabalho. É estranho, mas se eu falo disso, o Papa é um comunista, afirmou ele. “Não se compreende que o amor pelos pobres é o centro do Evangelho. Terra, casa e trabalho, aquilo para o qual vocês lutam, são direitos sagrados. Exigir tais coisas, de fato, não é algo estranho, é a doutrina social da Igreja”.

A cena sem precedentes de um Papa que repete chavões da luta de classe socialista deixou muitos setores católicos perplexos, como se vê, por exemplo, nos comentários do leitor Alcleir, do site “Frates in unum”: “Ao longo de dois mil anos tudo que a Igreja fez foi dar de comer a quem tem fome,vestir quem está nu e instruir os ignorantes. Os primeiros hospitais e sanatórios do mundo foram criados pela Igreja. As primeiras universidades do mundo foram criadas pela Igreja. De dentro do povo católico nasceram as Santas Casas de Misericórdia'.

E prossegue: 'A Igreja forjou a santidade de homens e mulheres extraordinários como São Francisco de Assis, São Vicente de Paula, São Martinho de Tours, São Bernardo de Claraval. Santos que renunciaram ao mundo para abraçar a causa de Cristo e o serviço aos pobres e doentes. Com o regime de suserania e vassalagem a Igreja amparou e protegeu o camponês que deixou de ser um mero escravo do senhor de terras para ser um servo da gleba que, embora preso a um pacto de vassalagem, era livre para ter seus bens e seus animais. Em todos esses tempos a Igreja nunca pregou o conceito de ‘luta’ como método para fazer ‘justiça social’”.

 

Amor de Cristo pelos pobres

A “Teologia da Libertação” confunde deliberadamente o amor pelos pobres de Nosso Senhor Jesus Cristo e depois praticado pela Igreja e pelos santos durante dois mil anos, com a luta de classes marxista. De um lado, a Igreja segue o preceito evangélico ao dar de comer a quem tem fome, vestir a quem está nu e ao instruir os ignorantes. Do outro lado, o comunismo implantou um regime tirânico, opressor, igualitário e usurpador do direito de propriedade, regime que só gerou fome e miséria.

Outra frase que causa perplexidade é afirmar que o amor aos pobres é o centro do Evangelho. Esta é uma distorção feita pela Teologia da Libertação, para a qual pobres só existem no sentido material e terreno, quando a Redenção operada por Nosso Senhor Jesus Cristo consiste em salvar eternamente os “pobres pecadores”, que somos todos nós, ricos e pobres.

 

Condenação do comunismo

A livre circulação dos erros da “Teologia da Libertação” nos ambientes católicos só foi possível porque as advertências de Nossa Senhora em Fátima contra o comunismo foram esquecidas ou mesmo repudiadas. No livro “Um caminho sob o olhar de Maria” publicado pelo Carmelo de Coimbra em outubro de 2013 com uma biografia da vidente Irmã Lúcia, figura sua exortação sobre a urgência da revelação em 1960, comunicada pela Virgem Santíssima, da terceira parte do segredo. Isso deveria ser feito para frear a expansão do comunismo. Infelizmente, também, o Concílio Vaticano II não atendeu ao apelo de 440 bispos para que se condenasse o comunismo, e não fez qualquer menção ao comunismo. E a infiltração comunista na Igreja foi tremenda e continua na atualidade a sua devastação nos meios católicos.

 

Papa Francisco e a utopia igualitária

Segundo “Corriere della Sera”, no discurso do Papa aparecem os traços de uma nova “Encíclica social”: “Enfrentar o escândalo da pobreza ‘não é uma ideologia’, diz Francisco, tem tudo a ver com a ‘solidariedade’ que, ‘em sentido profundo’ significa ‘fazer história’ e ‘lutar contra as causas estruturais da desigualdade’, fazer frente ‘aos efeitos destrutivos do império do dinheiro’. Os pobres ‘não esperam de braços cruzados a ajuda de ONGs ou planos assistenciais’. E propõe: ‘Ponham os pés na lama e as mãos na carne. Tenham cheiro de bairro, de povo, de luta’.

“Assim o Papa dispara sobre as falhas de ‘um sistema econômico centrado no deus do dinheiro’, da ‘grilagem’, da ‘pilhagem da natureza’, do ‘crime’ da fome, da miséria daqueles que estão nas ruas e são chamados de ‘sem-teto’, o ‘excedente’ da mão de obra. ‘Em geral, por trás de um eufemismo há um delito’”.

Nem uma palavra sobre a trágica situação dos pobres em Cuba, na Coreia do Norte ou na antiga União Soviética!

 

Revitalizar as democracias rumo aos conselhos bolivarianos?

“O Papa Francisco rejeita as ‘estratégias’ para ‘cativar’ os pobres e o assistencialismo. Os Movimentos ‘expressam a necessidade urgente de revitalizar as nossas democracias''. Que novas formas de participação serão estas?

Uma das possibilidades parece ser a criação dos conselhos populares, conforme o decreto 8243 do governo da presidente Dilma Rousseff, um eufemismo para se adotar a ditadura dos soviets. Felizmente, há no Congresso forte reação para derrubar esse decreto.

 

Resultado do encontro

Não só no Brasil, mas também na América Latina, os movimentos inspirados pela Teologia da Libertação carecem de apoio popular. Eles só não desapareceram porque ainda contam com apoio de governos esquerdistas e sobretudo da esquerda católica.

Esse encontroque causou perplexidades pelo fato do Papa apoiar e estimular tais movimentos, parece ser o grito de desespero dos seus líderes em busca de um apoio do Vaticano à falta de sustentação das bases católicas. Estas discernem na pregação da luta de classes a velha e fracassada meta de implantar o regime da igualdade sonhada pelo comunismo.

E-mail para o autor: catolicismo@terra.com.br

*Trecho da Cartilha do MST com o pensamento João Pedro Stedile:

Os dirigentes possuem um sonho revolucionário que é construir sobre osescombros do capitalismo uma sociedade socialista. Muitas vezes as aspiraçõesdos dirigentes não são as mesmas da massa. Nesse caso é preciso desenvolver umtrabalho ideológico para fazer com que as aspirações da massa adquiram caráterpolítico e revolucionário”.

 

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Reflexão a respeito da “Teologia da Libertação”

Em entrevista para a “TV Gazeta”, Plinio Corrêa de Oliveira analisa os diversos matizes da “Teologia da Libertação”, que arrastam para posições cada vez mais radicais

 

TV Gazeta — Aqui no Brasil e na América Latina em geral, a “Teologia da Libertação” está presente. Gostaria de uma reflexão do senhora respeito da “Teologia da Libertação”.

Dr. PlinioA “Teologia da Libertação” é uma corrente ideológica que se compõe de vários filões, como acontece quase sempre com as correntes fortemente revolucionárias, fortemente tendentes ao estabelecimento da igualdade completa entre os homens.

Quer dizer, eles têm uma vanguarda que reivindica tudo quanto há de mais extremo nessa matéria. Depois eles têm uma retaguarda doutrinaria de matizes sucessivos, dos quais cada um é menos categórico do que outro. Não que seja mais moderado, mas é menos claro. De modo que, no extremo oposto do matiz mais categórico, a dosagem revolucionária é tão insensível que não se sabe bem o que é.

Avança primeiro, na opinião pública, o elemento aparentemente mais moderado, mais confuso, e com algumas ideias assim vagas, pelas quais certa parte do público tem alguma simpatia. E depois, por um processo de destilação, os elementos confiscados por essa corrente confusa, aparentemente moderada, vão sendo passados sucessivamente para posições mais radicais, até dar na radical de todo.

Vista na sua corrente mais radical, aquela que especificamente foi objeto de censura da Santa Sé, vista nessa corrente, a “Teologia da Libertação” se reduz ao seguinte: se trata de pessoas que querem estabelecer uma reforma no sentido de implantar a igualdade completa entre todos os homens. Abolição de todas as classes sociais, e um regime totalmente, e utopicamente, igualitário. Essas pessoas apresentam Nosso Senhor Jesus Cristo como tendo sido, não o Homem-Deus — e o Homem-Deus dotado de bondade e sabedoria infinitas, que o Evangelho nos descreve — mas figuram Nosso Senhor Jesus Cristo como tendo sido um revolucionário, um desordeiro, um mazorqueiro, do tempo em que ele viveu. Mazorqueiro e desordeiro contra a dominação romana, que a “Teologia da Libertação” apresenta como aliadadas elites judaicas, para opressão do povo.

Uma acusação mais ou menos parecida com a que a “Teologia da Libertação” faz ao sistema sul-americano. Assim se sustenta, na “Teologia da Libertação”, que não tem autenticidade a hierarquia social na América do Sul, e que esta se apoia no capitalismo internacional, dominado pelos norte-americanos.

Para justificar uma aparência de apoio à posição deles, de uma revolução na América do Sul, eles montam este mito, deformando gravemente a realidade. A partir dessa deformação, a “Teologia da Libertação” procura então arrastar a opinião católica, na América do Sul.

Como essa figura de Nosso Senhor Jesus Cristo, que a “Teologia da Libertação” apresenta, é muito flagrantemente contrária ao que a doutrina católica ensina — religião seguida pela grande maioria dos brasileiros — essa gente afirma ora uma parte disso,outros afirmam tudo, outros não afirmam nada disso, mas também não afirmam o contrário disso.

Então essa máquina de sucção para a extrema-esquerda funciona de modo a levar todo mundo para os erros censurados pela Santa Sé.

___________

(Entrevista do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira à “TV Gazeta”, levada ao ar em 14 de dezembro de 1988, reapresentada naquela TV no dia 19 do mesmo mês e ano, e publicada em Catolicismo, edição Nº 457, janeiro/1989).

 





:: quinta-feira, 6 de novembro de 2014

MST-Venezuela

E a revolução socialista no Brasil

DEM questiona acordo MST-Venezuela
Deputado pede no Congresso que ministros sejam convocados para esclarecer convênio entre movimento e governo do país vizinho
O deputado e senador eleito Ronaldo Caiado (DEM-GO) apresentou requerimento na Câmara para convocar os ministros Laudemir André Müller (Desenvolvimento Agrário) e Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) para prestarem esclarecimentos sobre acordo assinado no fim do mês passado entre o Movimento dos Sem Terra e o governo da Venezuela. Segundo o MST, o acordo visa a troca de experiências entre a entidade e o país vizinho na área de agroecologia.
Caiado disse ao Estado que, a julgar pelas declarações feitas por Elias Jaua Milano, ministro das Comunas e Movimentos Sociais da Venezuela, o acordo constitui uma ameaça aos interesses internos do Brasil. 'Pelo que vi, tem mais a ver com formação de milícias. Estão chamando um professor para dar aula de revolução em nosso País', afirmou. A justificativa para a convocação dos ministros é que o governo brasileiro repassa verbas públicas para entidades ligadas ao MST.
O acordo foi assinado durante um encontro entre o ministro venezuelano e lideranças do MST na sede da Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, na Grande São Paulo. A escola, administrada pelos sem-terra, é utilizada principalmente para cursos políticos de formação de lideranças.
O MST não divulgou o encontro e a assinatura do convênio. Mas o governo da Venezuela tratou de veicular informações sobre o fato em seu site oficial e na TV estatal Telesur. Nos dois meios de comunicação foi destacado um trecho do discurso feito por Milano em Guararema, no qual afirma que o intercâmbio de informações visa 'fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista, que é a formação, a consciência e a organização do povo para defender o que já conquistou e continuar avançando na construção de uma sociedade socialista'.
Foi esse trecho da declaração que motivou a ação de Caiado. Ela surgiu logo após o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), ter protocolado no Ministério da Justiça um pedido de abertura de investigações sobre outro episódio envolvendo o venezuelano.
Arma. No dia 24, antevéspera da votação do 2.º turno, a babá do filho do ministro chavista, Jeanette Del Carmen Anza, foi presa no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, logo após ter sido constatado que ela carregava numa maleta um revólver calibre 38. Ela disse à polícia que a arma pertencia a Milano, que já se encontrava no Brasil.
A babá foi liberada após o ministro reconhecer que a arma pertencia a ele e que o seu transporte se deveu a um 'erro involuntário' dela. Mesmo assim Imbassahy quer que o caso seja apurado, alegando a possibilidade de crime contra a segurança nacional e contra a ordem política e social. Ele apresentou o pedido na sexta-feira.
Para Caiado, é preciso analisar a sequência de acontecimentos políticos. 'É sintomático que, logo após o discurso de ódio que a Dilma (Rousseff) fez durante a campanha, dividindo o Brasil entre os que não têm poder aquisitivo e os que têm renda, esse representante do governo venezuelano venha aqui promover um curso de revolução socialista com o MST. Para mim, isso está ligado à formação de milícias, a essa quadro de violência e de agressividade que estamos vendo', afirmou.
Procurada pelo Estado, a coordenação nacional do MST não quis se manifestar oficialmente. Fonte: OESP





:: terça-feira, 28 de outubro de 2014

Companheiros de viagem2

Pontífice e 'excluídos'...




Pontífice debaterá soluções com os 'excluídos' de suas terras


(ANSA) - O papa Francisco participará do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, que ocorre na próxima semana em Roma, para debater sobre os 'excluídos' de suas terras espalhados pelo mundo.

No encontro, que ocorre entre os dias 27 e 29 de outubro, estará presente o boliviano Evo Morales. Porém, ele não estará na convenção como chefe de Estado, mas sim como um dos líderes desses movimentos populares.

Segundo o responsável pela Confederação dos Trabalhadores da Economia Popular, monsenhor Juan Grabois, a ideia do evento é confrontar a ideia de globalização e 'encontrar soluções alternativas para a economia do descarte e da exclusão'.


Em entrevista coletiva, os jornalistas questionaram a abertura de diálogo com os movimentos que têm inspiração em Karl Marx, fundador do comunismo moderno.

'Foi o Papa quem disse que os marxistas roubaram as ideias porque elas estão no Evangelho. E ele sempre falou que não é trotskista, mas que tem amigos trotskistas que são muito bons', declarou o monsenhor Marcelo Sanchez Sorondo, chanceler da Academia Pontifícia das Ciências Sociais.






:: terça-feira, 28 de outubro de 2014

Companheiros de viagem

Vamos mal! Vamos mal!!


Vaticano e os ditos 'Movimentos Populares'


Aysen (Agência Fides) – Encorajados pelo Papa Francisco a “construir uma Igreja pobre e para os pobres”, mais de 100 leigos, líderes de grupos sociais, 30 bispos engajados com as realidades e os movimentos sociais em seus países, e cerca de 50 agentes pastorais, ...

... além de alguns membros da Cúria romana, participarão do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, que se realiza em Roma de 27 a 29 de outubro, organizado e promovido pelo Pontifício Conselho da “Justiça e da Paz”, em colaboração com a Pontifícia Academia das Ciências Sociais.

Do Chile participam o Vigário Apostólico de Aysén, Dom Luis Infanti Della Mora, e Francisca Rodriguez de Santiago, diretora da “Anamuri” (Associação nacional das mulheres rurais e indígenas). 

Dom Infanti sempre foi mediador de grupos sociais, sobretudo na defesa do direito à água. De fato, para ele, a propriedade da água é também uma questão de soberania, como repetiu várias vezes, citando o caso de Aysén (Veja Fides 3/10/2014).

Francisca Rodriguez de Santiago é conhecida pela defesa dos direitos dos camponeses. Por anos, treinou milhares de pessoas por meio da “Vía Campesina”, o movimento camponês internacional, que afirma o direito do povo de definir o próprio sistema alimentar.

Entre as finalidades do encontro, estão: compartilhar o pensamento social de Francisco;
 
discutir as causas da crescente desigualdade e da exclusão social em todo o mundo; 

refletir sobre as experiências de organização de movimentos populares para resolver os problemas do território; 

avaliar o papel dos movimentos no processo de construção da paz e do respeito pelo meio ambiente

ilustrar a relação dos movimentos populares com a Igreja, e como pensar numa colaboração permanente. 
(CE) (Agência Fides, 25/10/2014)




:: segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Verdes mares


Expedição descobre que imensa “ilha de lixo flotante” era ficção ambientalista

Posted: 26 Oct 2014 12:30 AM PDT

 
Carlos Duarte, responsável da expedição Malaspina:
'Essa famosa ilha de plásticos não existe'
Era uma vez uma imensa ilha de lixo boiando no Pacífico.

Apenas uma ilha? Um subcontinente de 700.000 até 15 milhões de quilômetros quadrados, uma ou duas vezes o tamanho dos EUA fala o ativismo ambientalista!!! (cfr. WIKIPEDIA Great Pacific garbage patch).

Só uma? Por que não várias, até muitas, intoxicando o maior oceano do mundo?

A corrida ao exagero nas denúncias de 'catástrofes ecológicas' pede suspeitas e denúncias sempre mais assustadoras.

A incomensurável 'massa plástica' gerada pelo consumismo capitalista - porque afinal só ele poderia ter produzido semelhante monstro - teria seus equivalentes em outros oceanos e mares.

Peixes de variadas espécies morriam intoxicados e beiravam a extinção, os oceanos se acidificavam e perdiam o oxigênio, virando desertos líquidos povoados pela morte lá onde outrora houve simpáticos seres vivos.

Algo tão imenso e grave deveria ter sido visto por alguém em alguma parte, em algum momento e de alguma forma.

Mas, de fato, nunca foi visto, excetuadas imprecisas observações de viajantes ou esportistas. Nem mesmo os satélites conseguiam fotografá-lo. Para nossos incorrigíveis verdes, as características deste lixo colossal e assassino impediam as fotos.

As 'Grande Ilha de Lixo do Pacífico' ou 'Grande Sopa de Lixo do Pacífico' foi imaginada pela primeira vez em fevereiro de 2008 no site da BBC e no jornal britânico The Independent.

Cientista da expedição Malaspina trabalhando
O aterrador espantalho foi glosado pela mídia sensacionalista, empenhada em espalhar cenários ambientalistas apocalípticos.


Mas ninguém nunca o tinha analisado, mesurado, fornecido um parecer científico ponderado. E os 'verdes' nunca fariam uma coisa que esfriaria a fervura anticapitalista.

A espantosa imaginação motivou oConsejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC)da Espanha, a maior instituição pública do país, dedicada à investigação científica, e a terceira maior em importância da Europa.

O CSIC, então, arcou 'o maior projeto interdisciplinar já feito sobre a mudança global', de acordo com informação do jornal 'El País' de Madri.

O orçamento total foi de seis milhões de euros, além das despesas com os navios oceanográficos da Marinha espanhola - o Hespérides e o Sarmiento de Gamboa.

O trabalho implicou a circunavegação do planeta entre 2010 e 2011 - 35.000 milhas náuticas - e foi batizado 'projeto Malaspina', lembrando a histórica expedição no século XVIII do cientista Alejandro Malaspina.

O oceanógrafo Carlos Duarte foi o principal responsável e apresentou os resultados da expedição a 80 cientistas reunidos especialmente em Barcelona no mês de setembro (2014)

'Essa famosa ilha de plásticos, supostamente entre a costa estadunidense de Oregon e o Havaí, não existe', afirmou taxativamente Carlos Duarte.

Ele explicou que há cinco grandes acumulações de resíduos plásticos no oceano aberto, em zonas isoladas onde a circulação oceânica concentra a contaminação, mas que não é uma ilha, nem mesmo cinco ilhotas.
'Não é a tal ilha de que tanto se fala', encerrou Duarte.

O oceanógrafo apresentou um diagnóstico da saúde dos mares de causar profundo desgosto aos apocalípticos verdes e de devolver o sono às pessoas sensatas..

Trata-se, somando e subtraindo, de boas notícias:

'O oceano global está melhor do que se achava, a capacidade de degradação dos contaminantes e plásticos é maior do que acreditávamos; as medusas não estão aumentando globalmente [como se temia em virtude do pânico da mudança climática]; a acidificação da água é menos severa em seus efeitos biológicos do que se pensava, e as reservas de peixes são entre 10 e 30 vezes superiores aos cálculos prévios, e não estão sendo pescadas', disse.

O diagnóstico é francamente positivo, mas não quer dizer que não existam problemas. A ciência está ali para cuidar deles visualizando-os com objetividade e sem se deixar levar por 'bichos-papões' verdes inventados em cômodos laboratórios de boatos políticos, ideológicos ou jornalísticos.

O barco oceanográfico
O barco oceanográfico 'Hespérides' foi posto a disposição pela Marinha espanhola.
Outro dado positivo: a contaminação por resíduos plásticos é velha dos anos entre 50 e 80, e desde aquelas décadas não cresceu mais. Entrementes, o fabrico desses produtos aumentou muito, mas não a área prejudicada.

Duarte apresentou várias hipóteses: degradação intensiva por causa de microrganismos; fragmentação em partículas tão pequenas que fogem da medição, consumo animal, etc. 'Não sabemos', disse Duarte, enquanto explicava que 'na realidade foi encontrado apenas 1% do que se dizia existir'.

Também as sondagens da biomassa de peixes em profundidades entre 400 e 700 metros, onde a luz solar não penetra, trouxeram surpresas positivas. 'Trata-se de peixes de 5 a 20 centímetros de tamanho e muito mais abundantes do que se pensava, entre 10 e 30 vezes mais'.

'Acreditava-se que as águas nessas profundezas eram verdadeiros desertos e não é assim. A vida se esconde nas profundezas durante o dia e por volta de um terço desses peixes sobem à noite para se alimentar', acrescentou.

A expedição Malaspina recolheu entre 4.000 e 5.000 amostras de material. Essas amostras estão agora armazenadas em quatro sedes principais: na Universidade de Cádiz, no Instituto de Ciencias del Mar (CSIC)de Barcelona; no Instituto de Investigaciones Marinas de Vigo e no Instituto de Diagnóstico Ambiental y Estudios del Agua, também do CSIC.

Duarte apresentou razões para o pessimismo ligadas à falta de cientistas habilitados para aproveitar toda a informação obtida.


É claro que os autoproclamados salvadores 'verdes' dos oceanos não vão se apresentar para trabalhar. Aliás, nem se sabe se estão capacitados para fazê-lo.

Suas habilidades estão na agitação dos congressos mundiais ambientalistas e nos folgados escritórios burocráticos de ONGs, partidos de esquerda ou da ONU, além dos facílimos exageros midiáticos.

Há trabalho para muitos anos e faltam cientistas sérios, pois esses não recebem verbas ou ordenados proporcionados para fazer um estudo metódico visando ao bem dos oceanos e ao progresso da atividade humana.

Além do mais cientista sério comete com frequência o pior dos crimes para a Inquisição da religião neocomunista verde: diz coisas objetivas! Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo
 





:: sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Aonde está o MST?


 

 

23-10-2014

 

 

 

 

De Jacinto Flecha

 

 

 

ELEIÇÕES SEM A FURIOSA ESQUERDISTA

 

            Não é nenhuma novidade comparar o cenário político a um teatro, em que cada espécime da troupe representa um papel para o qual foi designado e atua de acordo com o script. Alguns que não gostam de palhaços, animais amestrados e malabaristas identificam esse espetáculo com um circo. Outros preferem a imagem de uma orquestra, com o maestro dando as ordens, o spala sinalizando o tom, os instrumentistas no sobe-desce das suas intervenções, o coro traduzindo sons em palavras.

      A sala de concertos prevê todas as condições para evitar protestos e manifestações durante a apresentação, e o respeitável público se limita a caras contrafeitas, grunhidos e movimentos inquietos nas poltronas, quando nota que o espetáculo não convence. Deixa para manifestar no final seu agrado ou desagrado, num plebiscito escrutinado por quota maior ou menor de aplausos.

           Mas acho que a atividade política deste nosso Pindorama parece identificar-se mais com uma furiosa. O leitor certamente sabe o que na linguagem informal se conhece como furiosa: aquela simpática bandinha de música, infelizmente em processo de extinção, que já foi a alegria de quase todas as cidades pequenas e grandes. A retreta por ocasião de festas e solenidades era obrigatória. Entre os instrumentistas havia sempre um vizinho, parente ou conhecido, e o espectador procurava observar como ele se saía, para depois tirar uma “casquinha” ou manifestar sua admiração. O som volumoso da furiosa repercutia ao longe, mexia com todos, ninguém lhe era indiferente.

            Dosadas e distribuídas ao longo das músicas, as intervenções dos diversos instrumentos iam produzindo em conjunto os seus efeitos sonoros e psicológicos. Tristes ou alegres, estridentes ou discretos, agudos ou graves, cada um se manifestando mais intensamente ou menos, ou então se calando, conforme a impressão que a música devia provocar. O som cristalino do clarim, cantando vitória ou convocando para atos heroicos; o vozeirão profundo e conservador do contrabaixo, opondo-se a aventuras radicais; a vibração difusa do tarol, invasiva e persistente como um boato; flautas e flautins para imprimir alegria juvenil; a voz peremptória e autoritária dos pratos, tentando impor disciplina com base no “pare com isso!”. Trompa, oboé, bombardino, saxofone, cada um contribuindo para a charanga com sua mensagem própria. E também a pancada monótona e compassada do bumbo, impondo seu ritmo indiscutível. Tudo ordenado para o gran finale, quando cantam vitória em uníssono.

            O diretor do espetáculo escolhe o que é mais adequado às circunstâncias. Ora lança cantilenas de paz e amor, para disfarçar alguma carranca rubicunda; entoa um hino patriótico, quando em litígio com jornalistas ou rebeldes de várias categorias; ataca de Capitão Caçulo, se quer provocar entusiasmo; descola um passo doble – olé! – quando em vantagem numa disputa; solta o Cisne Branco, se precisa pacificar a galera; apela a Saudades de Matão, se o público não gosta do que seus cupinchas estão fazendo; o Peixe Vivo pode servir, quando as críticas vêm dos próprios camaradas.

            Em busca de aplausos do respeitável público, o coreógrafo pode entoar uma discutível melhora dos índices econômicos. Mas a grande maioria não entende de PIB, balança comercial, cotação do dólar, taxa de crescimento, e quer apenas ouvir harmonias bem mais simples: cadê o meu emprego? Onde eu vou vacinar os meus filhos? E a escola que me prometeram? Quem me protege contra ladrões e assassinos?

A coreografia dos meses recentes fugiu dessas preocupações mesquinhas, pois não tinha resultados para mostrar. E como estão sendo os aplausos? Decepcionantes, ao contrário do que faz crer o malabarismo interpretativo do coreógrafo. Jornalistas que não se limitam a copiar o script do coreógrafo classificam a descida da serra, na economia nacional, como indisfarçável e retumbante catástrofe.

            Interessados em arrancar estrondosos aplausos na próxima exibição, os organizadores do espetáculo devem estar contabilizando as estatísticas, lambendo as feridas e procurando ensaiar melhor. Tarefa difícil, talvez impossível. Como conseguir harmonia onde todos desafinam e chamam os outros de desafinados? Onde instrumentistas querem executar partituras diferentes? E a partitura, se é que ela existe, será aquela que o respeitável público deseja? Não haverá alguns instrumentos atrapalhando o conjunto? Ou serão todos os instrumentos?

            Examinemos o caso do bumbo. Ah, esse pesado marcador de ritmo deveria estar em todo o repertório, porque... bem, porque tem de marcar o ritmo, que inclui Reforma Agrária, ambientalismo radical, justiça social, invasões, igualdade, sustentabilidade – toda a cantilena comunista. Sem falar em greves turbulentas, índios pintados e vestidos a caráter, quilombolas que nem sabem o que é isso. Vozes altissonantes foram silenciadas, obedientes a um comando, pois tudo indica que o efeito delas é indesejável. No fundo, essa cantilena não agrada ao distinto público. As pessoas ouvem, não gostam e se calam. Mas aguardam o momento adequado para manifestar seu desacordo: a hora das eleições.

            O diretor do espetáculo sabe disso, e resolve o problema de modo muito simples: silencia o bumbo na hora das eleições. Por exemplo, o leitor tem ouvido a música – desculpe: a estridência – do MST nos meses que precedem as eleições? Sumiu, evaporou-se, deu uma de morto. Por quê? Porque o som estridente e ameaçador das suas foices, facões e bandeiras vermelhas seria prejudicial em momento mais adequado a uma lânguida valsinha. Se o Brasil profundo gostasse do bumbo e da estridência, o coreógrafo não precisaria escondê-lo, o maestro não teria de apelar para a valsinha.

            Apesar de toda a cautela em esconder o bumbo, apesar de bem ensaiada a valsinha, o resultado das eleições será decepcionante para o diretor do espetáculo. Aprenderá ele a lição? Não creio. Daqui a pouco, toda a pancadaria do bumbo recomeçará, contrariando as advertências do contrabaixo. Deixará no respeitável público a sua lembrança, que de novo pesará negativamente nas eleições seguintes. E poderá conduzir a um decepcionante gran finale, ao qual se seguirão palmas ainda mais minguadas, que de fato significam derrota.

(*) Jacinto Flecha é médico e colaborador da Abim

 

 

 


 

 

 

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

 





:: quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Brasil - terras coletivas?

Mais reformas = Brasil com terras coletivas em quilombos, assentamentos e aldeamentos indígenas...



Voltaremos apenas à economia de subsistência?


O INCRA reconheceu oficialmente ontem (21) o primeiro território quilombola do Paraná. Trata-se da Invernada Paiol de Telha, em Reserva do Iguaçu, na região central do estado. 

Agora, mais de 300 famílias que tiveram que deixar as terras há cerca de 40 anos poderão voltar para o local.

'Nós vamos ter de volta a nossa cultura e a nossa religião. Cada um sabe o pedacinho de terra em que os pais, os avós e outros parentes viviam”, afirmou em entrevista ao portal G1 a integrante da comunidade, Ana Maria Santos da Cruz.

A portaria dá reconhecimento a uma área de 2.959 hectares que havia sido ocupada por produtores de grãos da Cooperativa Agrária Agroindustrial Entre Rios. 

O processo de retomada do território começou em 2005 e o próximo passo, segundo o advogado da comunidade, Fernando Prioste, será a publicação do decreto presidencial de desapropriação do território. 

Em seguida, vem a fase da desintrusão (expulsão dos intrusos) dos ocupantes não quilombolas e, por fim, ocorre a emissão do título de propriedade coletiva à comunidade.





:: quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Segundo turno


 
  15-10-2014
 
 

 

Segundo Turno das Eleições Presidenciais

 
 

A necessidade de um programa autenticamente brasileiro, sem as marcas do totalitarismo de esquerda

 
 

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

 

Diante do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, para muitos inesperado, e do grande número de abstenções e votos em branco e nulos (um terço dos eleitores!), uma pergunta se impõe: o que o Brasil realmente deseja do segundo turno?

 

Tendo percorrido o País de Norte a Sul durante anos a fio, e com a experiência que lhe vem do contato contínuo com o público brasileiro, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira afirma:

 

O debate que o Brasil aguarda dos dois candidatos à eleição do próximo dia 26 de outubro é uma exposição bem fundamentada de programas sérios e completos de governo, que incluam:

 

° A defesa da vida humana inocente desde a fecundação até a morte natural, isto é, o rechaço à legalização do aborto, da eutanásia, e das drogas;

° Defesa e promoção da família como Deus a fez: um homem e uma mulher;

° A não intromissão do Estado no direito dos pais à educação dos filhos;

° Proteção às propriedades rurais e urbanas, alvo crescente de invasões;

° Amparo ao agronegócio, esteio de nossa economia;

° Rejeição à sovietização do Brasil através de “conselhos populares” e “movimentos sociais”.

 

Nos 12 anos em que o PT esteve no poder, um clima de agitação e discórdia social causado pelo seu estilo de governo, despertou em larga faixa da opinião pública o desejo de um plano autenticamente brasileiro, desvencilhado do totalitarismo de esquerda, que tanto e tão mal marcou a história de outros países.

 

Em outros termos, o Brasil espera que os candidatos se disponham a debater seriamente os temas mencionados e tantos outros de interesse da Nação, não para perpetuar um projeto de poder, mas para assegurar o reto progresso no País, baseado no respeito à Lei de Deus e à Lei natural.

 

Se os candidatos trilharem, nesse segundo turno, a via da desinformação, dos ataques pessoais e do marketing político, arriscam separar-se da opinião pública, e governarem apenas para um Brasil de fachada e de superfície, enquanto o Brasil real e profundo viverá à margem do mundo oficial, sem se sentir representado. Que legitimidade terá tal governo?

 

São Paulo, 7 de outubro de 2014

Festa de Nossa Senhora do Rosário

 

INSTITUTO PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA

 

*          *          *

[Acesse o site ipco.org.br e leia o comunicado:

 Eleição Presidencial: o Brasil ante o perigo esquerdista e o vácuo político]

 
 

 
 
 

 

 

 
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:: terça-feira, 7 de outubro de 2014

MST no Vaticano

Apesar do fracasso do comunismo e da Reforma Agrária, a esquerda católica insiste no erro, sem se importar com a Lei de Deus e a miséria dos pobres.

Papa muda interlocutores da Igreja

É a primeira vez na história da Igreja que um papa convoca líderes de movimentos sociais para um encontro de três dias, e não uma simples audiência protocolar, como a que monitorei em 1980, em São Paulo, ao levar um grupo de sindicalistas, entre os quais Lula e Olívio Dutra, para um encontro com João Paulo II, na capela do colégio Santo Américo.

25/09/2014

Por Frei Beto

Líderes de movimentos populares de vários países terão encontro com o papa Francisco nos próximos dias 27, 28 e 29 de outubro, em Roma. Do Brasil estarão presentes João Pedro Stédile, pelo MST e Via Campesina, e representantes da Central de Movimentos Populares, Levante Popular da Juventude, Coordenação Nacional de Entidades Negras,  Central Única dos Trabalhadores, Movimento de Mulheres Camponesas e um indígena do povo Terena.    

A carta convite é assinada por Stédile e por Juan Grabois, que representa o Movimento dos Trabalhadores Excluídos e a Confederação de Trabalhadores da Economia Popular, da Argentina.

O evento é um desdobramento do simpósio As emergências dos excluídos, realizado em dezembro de 2013, no Vaticano, do qual Stédile e Grabois participaram. 

Denominado Encontro Mundial de Movimentos Populares, contará ainda com a participação de 30 bispos, “de distintas regiões, que mantêm fortes vínculos com o trabalho social e os movimentos populares.”

O evento resulta da articulação do Conselho Pontifício de Justiça e Paz, presidido pelo cardeal ganês Peter Turkson, com diversas organizações populares. Tem como objetivos partilhar o pensamento social de Francisco; elaborar uma síntese da visão dos movimentos populares em torno das causas da crescente desigualdade social e do aumento da exclusão no mundo; refletir sobre as práticas organizativas dos movimentos populares; propor alternativas populares para “enfrentar os problemas que o capitalismo financeiro e as transnacionais impõem aos pobres, com a perspectiva de construir uma sociedade global com justiça social, a partir da realidade dos trabalhadores excluídos”, frisa o convite. Enfim, “discutir a relação dos movimentos populares com a Igreja e como avançar nesse sentido.”

Entre painéis e oficinas previstas, destacam-se: “Exclusão social e desigualdade”; “Desigualdade social à luz do documento Alegria do Evangelho”; “Doutrina social da Igreja”; “Meio ambiente e mudanças climáticas”; “Movimentos pela paz”; e “Articulação Igreja e Movimentos populares”.

É a primeira vez na história da Igreja que um papa convoca líderes de movimentos sociais para um encontro de três dias, e não uma simples audiência protocolar, como a que monitorei em 1980, em São Paulo, ao levar um grupo de sindicalistas, entre os quais Lula e Olívio Dutra, para um encontro com João Paulo II, na capela do colégio Santo Américo.

Há, nessa iniciativa, algo inédito: outrora os papas, ao debater a conjuntura mundial, convocavam banqueiros, empresários, homens de negócio. Francisco, coerente com a sua opção pelos pobres, quer ouvir aqueles que os representam, provocando uma mudança significativa na qualidade de interlocutores da Igreja Católica.

Em seu documento Alegria do Evangelho (novembro 2013), Francisco considera o capitalismo intrinsecamente injusto: “Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível erradicar a violência. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é injusto na sua raiz” (59).

http://www.brasildefato.com.br/node/29944






:: sábado, 27 de setembro de 2014

Manifesto IPCO

Eleições 2014: Mentiras e Omissões

Empurrado pelo voto obrigatório,o eleitor salta sem paraquedas ideológico num vácuo político e se estraçalha na esquerda

presente corrida eleitoral traz em seu bojo inúmeras questões ideológicas, muitas vezes afastadas dos debates, mas que são de fundamental importância para a Igreja e a Civilização Cristã no Brasil.

O INSTITUTO PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA, entidade civil, formada por leigos católicos e extrapartidária por natureza, julga ser seu dever traçar algumas linhas de reflexão,tão importantes no meio da caótica disputa que presenciamos.

Com efeito, o caos e a confusão, em meio ao fator emocional resultante da trágica morte de Eduardo Campos,dominam o clima às vésperas do pleito. A psicologia toma o espaço das ideias, o sentimento sobrepuja a razão, a propaganda passa por cima da realidade.

Um sentimento de aversão à política do PT, e ao clima de agitação e discórdia social por ele fomentada nos últimos anos, despertou em larga faixa da opinião pública o desejo de um candidato capaz de representar uma alternativa viável, ordeira, pacata e respeitadora dos princípios da Lei natural.

Entretanto, a desinformação e a falta de conteúdo ideológico dos debates, aliadas ao mencionado fator emocional, deixam livre campo a promessas “messiânicas” e quimeras. Ademais, os programas de diversos candidatos à presidência, sobretudo das duas candidatas que hoje lideram as pesquisas, passam desapercebidos pela maioria, e apesar da diferença de siglas, levariam o Brasil à mesma socialização e ao mesmo caos. Por exemplo:

- Legalização do Aborto;

- Ataques à família como Deus a fez: um homem e uma mulher;

- Intromissão do Estado no direito dos pais à educação dos filhos;

- Ataques ao agronegócio, esteio de nossa economia;

- Invasão de propriedades urbanas.

- Sovietização do Brasil, através dos “conselhos populares” e “movimentos sociais”;

Convidamos, pois, o leitor preocupado com os rumos da Nação, que leia em ipco.org.br o comunicado do INSTITUTO PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA, e emita sua opinião.

Adolpho Lindenberg

Presidente

Acesse ipco.org.br e leia o comunicado sobre o rumo das eleições!

 





:: terça-feira, 23 de setembro de 2014

O fanatismo comunista

Obstinação no erro e no fracasso

Congresso pode reestabelecer decreto de Jango para desapropriação de terras

Faixas rurais às margens de rodovias e ferrovias poderão ser declaradas de 'interesse social' e desapropriadas sob pretexto de reforma agrária

Presidente Dilma Rousseff participa em 18 de dezembro de 2013, em Brasília, de uma sessão parlamentar que reestabeleceu o ex-presidente João Goulart, deposto em 1 de abril de 1964 (Evaristo Sa/AFP/Getty Images)

Presidente Dilma Rousseff participa em 18 de dezembro de 2013, em Brasília, de uma sessão parlamentar que reestabeleceu o ex-presidente João Goulart, deposto em 1 de abril de 1964 (Evaristo Sa/AFP/Getty Images)

BRASÍLIA – As faixas de terras rurais localizadas a até cinco quilômetros dos eixos de rodovias e ferrovias federais poderão passar a ser declaradas de interesse social e desapropriadas para fins de reforma agrária, conforme projeto do senador Roberto Requião (PMDB-PR). O texto resgata medida contida em decreto assinado pelo então presidente João Goulart em março de 1964 e revogado após à intervenção militar.

A apresentação do projeto (PLS 90/2014) 50 anos após a tomada do poder pelos militares, conforme Requião, é “uma forma de homenagem e reparação que o país deve ao presidente João Goulart e a todos os brasileiros que foram vítimas do golpe e dos seus desdobramentos”.

Além das áreas às margens de rodovias e ferrovias, o projeto também determina que sejam destinadas a assentamentos de reforma agrária as terras rurais beneficiadas ou recuperadas por investimentos da União em obras de irrigação e drenagem.

A nova lei, no entanto, não alcançará pequenas e médias propriedades rurais, se o dono não possuir outro imóvel do tipo. Requião propõe ainda que as novas normas não tenham efeito sobre propriedades produtivas.

Conforme o texto, as terras passíveis de desapropriação deverão ser prioritariamente destinadas aos pequenos produtores que morem na região, que tenham famílias mais numerosas e que não sejam proprietários de outro imóvel.

Com a proposta, Requião quer fortalecer o programa de reforma agrária do governo federal, além de incentivar o aproveitamento de terras improdutivas e a produção de alimentos produzidos pela agricultura familiar.

Perderá a terra o beneficiário que abandonar a gleba ou der a ela destinação diversa da estabelecida pelo programa de reforma agrária, sem direito a ressarcimentos por beneficiamentos feitos na área. Apenas em casos excepcionais, por requerimento dos interessados e mediante autorização do órgão competente, poderá ser feita a cessão do contrato.

O autor do projeto estabelece ainda que a União busque entendimentos junto a estados municípios para a execução das medidas previstas na nova lei. Também determina que, após a aprovação pelo Senado e, posteriormente, pela Câmara, a matéria seja submetida a referendo popular.

No referendo, a população é chamada a se manifestar sobre uma matéria já aprovada pelo Congresso Nacional, podendo ratificar a norma, que entrará então em vigor, ou rejeitá-la, evitando sua inclusão na legislação do país.

Exemplo desse tipo de consulta popular ocorreu em 2005, quando os brasileiros rejeitaram a proibição do comércio de armas de fogo, prevista no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003).

O PLS 90/2014 tramita na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), onde aguarda manifestação da relatora, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), e será submetido a votação em caráter terminativo.

Agência Senado





:: sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Os parasitas e os geradores de empregos

Igualitários em busca de privilégios

 De Jacinto Flecha

A notícia da morte de Steve Jobs, fundador da Apple, consumiu toneladas de papel e tinta, impregnados de abundantes lágrimas multicoloridas. Nesse obituário lacrimejante, que ocupava o noticiário juntamente com a crise financeira internacional e o desemprego crescente, um artigo tinha este título: Menos universitários, mais empreendedores. Eu não precisaria ler o artigo para saber o conteúdo, mas li e gostei.

Depois de enfileirar numerosos “gênios” do Vale do Silício, que interromperam o curso universitário para ganhar dinheiro com suas ideias rendosas, o autor conclui que a solução para o desemprego não passa pela conclusão de cursos universitários (isso até contribui para aumentar o número de desempregados qualificados), e sim pelo apoio a empreendedores, tenham eles frequentado ou não a universidade. E a proposta dele para superar a crise resume-se em estimular geradores de empregos, ao invés de formar consumidores de empregos.

        Isso me fez exumar do fundo da memória o que me contaram sobre um encontro de Amador Aguiar (Bradesco) e Moreira Sales (Unibanco). Havia entendimentos para uma eventual fusão, e agendaram o encontro no Rio, onde o semi-analfabeto Aguiar foi cerimoniosamente apresentado a uma equipe de especialistas com PhD nisso e naquilo. Sentaram-se em torno de uma mesa, e o visitante começou nestes termos:

— Já que vocês perderam tempo estudando isso tudo, agora vamos aprender a ganhar dinheiro.

O americano Jobs e o brasileiro Aguiar pertenciam a um pequeno grupo de pessoas qualificáveis como empreendedores, e ganharam muito dinheiro com isso. Estou longe de incentivar o culto ao dinheiro, especialmente quando esse culto prejudica objetivos muito mais importantes para as pessoas e a sociedade. Mas os empreendedores, bem ou mal, fornecem o que a sociedade quer; ou então convencem a sociedade a comprar o que eles querem vender.

Você certamente conhece outros exemplos do mesmo tamanho, ou menores, ou até muito menores. Eu mesmo tenho um tio neste último degrau, que se deu bem ao interromper os estudos no curso primário, passando a trabalhar por conta própria. Vale lembrá-lo também para contar a explicação modesta com que sintetiza o motivo da sua escassa formação escolar:

— Eu até entrei no estudo, mas o estudo não entrô ni mim.

Tanto no Brasil como em outros países, muitas pessoas de pouca cultura foram bem sucedidas em atividades diversas. Isto não quer dizer que o ensino universitário deva ser reduzido, mesmo porque as empresas dos empreendedores precisam de técnicos e cientistas qualificados. Os empreendedores, fazendo o que sabem fazer, geram bons empregos para estes, que podem assim receber boa remuneração e se incluir entre os bem sucedidos. Também geram empregos menos bem remunerados para categorias menos qualificadas. Tanto os empreendedores quanto os estudiosos e os menos dotados são necessários, e seria insensato excluir ou prejudicar uns ou outros por haver essas diferenças naturais e os desníveis sociais delas resultantes.

Aptidões, características e condições individuais variam quase ao infinito. Tão evidente isso é, que podemos dispensar argumentos filosóficos e sociológicos, e ainda assim concluir com segurança que os seres humanos não podem ser avaliados ou compelidos por uma fita métrica igualitária. As pessoas simplesmente não são iguais, formando um campo inóspito ao marxismo. Apesar dessa evidência, comunistas recalcitrantes ainda insistem nos seus dogmas antinaturais, mesmo após os grandes sofrimentos e desastres que movimentos igualitários causaram em todo o mundo.

O interessante neste assunto é um resultado pouco comentado pelos que analisam a trajetória do igualitarismo nos vários países.Os revolucionários, quando estão divulgando e tentando implantar sua ideologia, com o pretexto de igualdade de direitos e favorecer o povo oprimido, matraqueiam slogans contra os privilégios. Porém, se conseguem tomar o poder, um dos primeiros passos é garantir privilégios não igualitários para eles mesmos. Estão nesta linha as recentes revelações sobre o suntuoso padrão devida de Fidel Castro. E não custa lembrar que ele permanece o grande inspirador e exemplo para muitos terroristas enfeitados que conhecemos.

       Comenta-se sobre gente dessa grei: Podem chamá-los de desonestos, de ignorantes, mas burros eles não são. O marxismo e os seus seguidores de maior coturno têm objetivos muito mais profundos do que os simples privilégios pessoais. Mas é o caso de perguntar se essa situação privilegiada, anti-igualitária, não é desde o início um objetivo camuflado da sua mentirosa propaganda igualitária.

(*) Jacinto Flecha é médico e colaborador da Abim





:: quinta-feira, 18 de setembro de 2014

STF suspende demarcação 2

2ª Turma aplica critérios do caso Raposa Serra do Sol e afasta posse de terra indígena em MS

  Por maioria de votos, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu provimento ao Recurso Ordinário em Mandado de Segurança (RMS) 29087, reconhecendo não haver posse indígena em relação a uma fazenda, em Mato Grosso do Sul, que havia sido declarada, pela União, como área de posse imemorial (permanente) da etnia guarani-kaiowá, integrando a Terra Indígena Guyraroká.

A Turma aplicou nesta terça-feira (16) o entendimento firmado pelo Plenário do STF no julgamento do caso Raposa Serra do Sol (PET 3388) e decidiu reformar acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que indeferiu mandado de segurança com o qual o proprietário da fazenda buscava invalidar a declaração da área como terra indígena.

Marco temporal

O julgamento do recurso foi concluído hoje com o voto do ministro Celso de Mello, que se alinhou à divergência aberta em sessões anteriores no sentido de manter o precedente do STF no julgamento da PET 3388, que tratou da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Segundo o ministro, naquela ocasião foi estabelecida a data da promulgação da Constituição Federal como marco temporal para análise de casos envolvendo ocupação indígena. “A proteção constitucional estende-se às terras ocupadas pelos índios considerando-se, para efeitos dessa ocupação, a data em que foi promulgada a vigente Constituição. Vale dizer, terras por eles já ocupadas há algum tempo, desde que existente a posse indígena”, disse.

O relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Guyraroká, disse o ministro, indicou que a população indígena guarani-kaiowá residiu na área, objeto de disputa, até o início da década de 40. Deste modo, “há mais de 70 anos não existe comunidade indígena na área, portanto não há que se discutir o tema da posse indígena”, afirmou o ministro Celso de Mello.

O ministro considerou ainda que o Plenário do STF, no julgamento da PET 3388, estipulou uma série de fundamentos e salvaguardas institucionais relativos às demarcações de terras indígenas. “Trata-se de orientações que não são apenas direcionadas àquele caso, mas a todos os processos sobre o mesmo tema”, consignou.

O decano concluiu afirmando que se há necessidade comprovada de terras para acolher a população indígena, “impõe-se que a União, valendo-se da competência constitucional de que dispõe, formule uma declaração expropriatória”.

Votos

O relator do RMS, ministro Ricardo Lewandowski, votou, no dia 24/6/2014, pelo desprovimento do recurso, por entender que o mandado de segurança não é o instrumento judicial adequado para discutir questão de tal complexidade. Abriu divergência o ministro Gilmar Mendes, que deu provimento ao recurso interposto pelo proprietário rural. A ministra Carmén Lúcia, na sessão do dia 9/9/2014, seguiu a divergência aberta pelo ministro Gilmar Mendes. A Segunda Turma decidiu suspender o julgamento para aguardar voto do ministro Celso de Mello, proferido na sessão de hoje, e o ministro Teori Zavascki se declarou impedido. Fonte: http://www.ambito-juridico.com.br





:: quinta-feira, 18 de setembro de 2014

STF suspende demarcação de pretensos índios

Decisão do STF sobre criação de área indígena em MS 

consolida marco temporal, avalia Famasul

 A decisão do Supremo Tribunal Federal de manter a linha de orientação do caso Raposa Serra do Sol ao julgar ação que pretendia a criação de terra indígena em área particular em Mato Grosso do Sul demonstra o amadurecimento no judiciário brasileiro quanto à validade do marco temporal. A avaliação é da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS em relação ao provimento de recurso proferido pelo STF nesta terça-feira (17), indeferindo o processo de demarcação da Terra Indígena Guyraroká, reivindicada pela etnia guarani-kaiowá, no município de Caarapó (MS). 

 

Com o voto final do ministro Celso de Mello, o julgamento reforma decisão anterior do STJ e dá ganho de causa ao proprietário da área, Avelino Antônio Donatti. Pelo marco temporal não se reconhecem como terras de ocupação tradicional áreas que não contavam com a presença indígena na data da promulgação da Constituição Federal, em outubro de 1988. 

 Em seu julgamento, o ministro considera que o relatório de identificação da pretendida reserva indica presença de indígenas na região até o início da década de 40. Sendo assim, “há mais de 70 anos não existe comunidade indígena na área, portanto não há que se discutir o tema da posse indígena”, validou o magistrado. 

 A ação se refere à fazenda Cana Verde, de 600 hectares, porém incide sobre o processo administrativo e a portaria demarcatória de uma área de 11,4 mil hectares, formada por 26 propriedades pretendidas para a criação da nova área indígena. Segundo o advogado de Donatti, Cícero Alves da Costa, a decisão cria uma nova realidade nos processos demarcatórios que não fica restrita ao marco temporal. “A decisão é muito mais abrangente e incide, entre outros aspectos, também sobre a falta de pressupostos para a demarcação de terras”, acredita. 

Para o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, o julgamento ratifica o entendimento da Suprema Corte e elimina o descompasso de decisões anteriores no que se refere à demarcação de áreas indígenas. “Mostra que o Judiciário caminha para um entendimento sólido em relação aos litígios de terra no País”, comemora. 

 Para o dirigente, o julgamento do STF reforça também que a invasão é uma estratégia equivocada do ponto de vista da requisição de áreas indígenas. “A decisão do Supremo,inclusive com a indicação de compra de áreas por parte do Governo Federal - quando for o caso - para acomodar as comunidades indígenas muda o eixo das discussões. Porque a maior necessidade dessas etnias é de políticas públicas concretas de apoio e suporte, as quais lhes garantam subsistência e autonomia, preservando suas culturas”, considera. 

A decisão do STF gera expectativas nos proprietários de terras invadidas em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o Estado tem 80 propriedades privadas invadidas por indígenas, sendo que algumas estão em litígio há mais de uma década. Entre as pretensões das comunidades indígenas está a ampliação das aldeias. No julgamento do caso Raposa Serra do Sol, as diretrizes estabelecidas pelo Supremo a partir da interpretação da Constituição Federal também estabelecem a impossibilidade de ampliação de reservas já homologadas. Fonte: FAMASUL





:: segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A histeria do fim do mundo...

A Terra teria consumindo seus últimos recursos? Viagem ao delírio verde

Posted: 14 Sep 2014 01:30 AM PDT

Consumismo acabaria desertificando o mundo?
Pânicos verdes servem para difundir ideologia neocomunista.

Caro leitor, amarre o cinto e segure-se na cadeira. Estamos, você e eu, prestes a decolar da realidade. Contra toda evidência, vamos afundar na galáxia da demagogia ambientalista.

Eu sei que toda semana venho lhe propondo viagens ao estranho mundo comuno-verde. Mas, desta vez, vamos ingressar num meio-ambiente deveras irreal.

A ONG Global Footprint Network – GFN anunciou que no dia 19 de agosto a humanidade acabou de consumir a totalidade dos recursos naturais que o planeta é capaz de produzir por ano.

Mas não é apenas o consumo da produção agropecuária, é a água doce, o peixe, a capacidade de o ecossistema planetário absorver o lixo, as emissões de CO2...

Não é a novela de Kafka dos dois homens que numa terra tornada um imenso Saara aguardam que a última máquina recicle os últimos restos para produzir o último enlatado e devorar o último dos dois.

Não. Tampouco é um anjo do Apocalipse tocando a trompete. A Global Footprint Network é um tanque de pensamento com sede na América do Norte, Europa e Ásia.

A data fatídica tem um nome: “Global Overshoot Day”, ou o “Dia da ultrapassagem”.

Martin Halle, analista político dessa ONG, falou ao jornal de Paris “Le Figaro” sobre o método empregado para calcular essa data fatídica.

Logo del 'Dia de la ultrapassagem'
É um método de virar a cabeça e tirar a sensatez de quem ainda a tem. Basta olhar para a realidade a fim de perceber que se trata do raciocínio de um hiper-técnico há muito tempo fechado dentro de um quarto.

Como é de praxe, o catastrofismo do GFN adiantou novamente o “dia da ultrapassagem” como se o mundo estivesse se devorando cada vez mais a si próprio antes do ano acabar. Em 2000, a famosa ultrapassagem aconteceu em outubro, e agora em 19 de agosto.

Como um homem que tivesse começado a se autodevorar a partir do pé, a humanidade hoje estaria canibalizando um derradeiro resto de suas pernas.

O disparate é demais, mas tem suas arapucas para pôr no ridículo quem não está advertido sobre as artimanhas do ambientalismo.

O velado fundo de luta de classes planetária fornece um dos artifícios verbais: os ricos estão consumindo o que pertence aos despossuídos, às gerações futuras, à Mãe Terra. Por isso, nós, os culpados, não notamos o que aconteceu.

Nós, os incriminados, agindo assim, atacaríamos as reservas de recursos planetários. Seríamos os culpados, em última análise, pelo desmatamento, pelo definhamento dos cardumes do mar e pela superprodução do agronegócio na base de agroquímicos.

Também os responsáveis pela morte de fome dos pobres em locais sem recursos como Sahel. E o drama vai sempre para pior.

Neoreligião comuno-panteísta por trás de uma demagogia anticapitalista e anticonsumista.
Neoreligião comuno-panteísta
por trás de uma demagogia anticapitalista e anticonsumista.
Segundo o analista político daquela ONG, o culpado já está escolhido, julgado e condenado: nosso modo de vida, nossos estilos de consumir. Por exemplo, comer feijoada às quartas-feiras com a família ou os amigos.

Trata-se, explica ele, de um regime alimentar que devora grande quantidade de carne – aqui eu me confesso digno da câmara de gás, devido à minha simpatia pelo churrasco –, cuja marca ecológica é pior que a culinária vegetariana.

Na lógica desse argumento, reproduzido no nosso blog, várias apologias da alimentação com insetos repugnantes.

Mas há outros culpados por esse magnicídio contra o planeta. Em primeiro lugar, os transportes, porque produzem CO2. E não é só ojeriza da prefeitura petista de São Paulo contra os carros particulares.

É contra todos os transportes a motor. Caminha-se, assim, para passar a carregar tudo nas costas, como na China de Mão Tsé Tung ou em assentamentos de reforma agrária!

A inquisição verde não se detém aí. Também as moradias dos cidadãos são culpadas. Nossos sábios inquisidores acham que há excesso de metro quadrado per capita. A solução é apertar todo mundo em casinhas ou apartamentozinhos cada vez menores, como estimula o Plano Diretor!

Mas, nessa lógica increpatória, há pior: as infraestruturas das cidades construídas com liberdade pela iniciativa particular. Fim!

Tudo deve ser rijamente planejado para restringir o consumo de energia e salvar o planeta. Mais uma vez, morar numa latinha de sardinha, como o Plano Diretor petista favorece.

Uma visita ao Mercado Municipal de SP, por exemplo,
ajuda a conservar o bom senso e consumir bem
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.




:: quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O agronegócio salva a pátria este ano

O agronegócio salva a pátria este ano

José Rezende

A economia brasileira passa por um momento delicado segundo a avaliação de analistas do mercado. Respondendo por 22% do PIB e 43% do superávit da balança comercial, o agronegócio desempenha nesse contexto papel fundamental

 

A economia brasileira passa por um momento delicado segundo a avaliação de analistas do mercado. A imprevisibilidade em relação à futura política econômica, própria do período eleitoral, e a economia com números nada animadores contribuem para criar expectativas pouco otimistas sobre investimentos e consumo. O Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação são índices que chamam a atenção dos analistas. O Banco Central já indicou que haverá baixo crescimento econômico em 2014, em torno de 0,79%, e a inflação deve encerrar o ano em 6,25%.

Respondendo por 22% do PIB e 43% do superávit da balança comercial, o agronegócio desempenha nesse contexto papel fundamental e chega a ser apontado por especialistas como o salvador da pátria. No acumulado de janeiro a maio deste ano, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) registrou crescimento de 1,79% do PIB do agronegócio, que inclui atividades antes da porteira (insumos agrícolas), dentro da porteira (Agricultura e pecuária) e depois da porteira (agroindústria).

Se for considerado somente o setor primário, dentro da porteira, o crescimento no período foi de 3,49%. O desempenho do agronegócio ganha ainda mais destaque quando comparado ao do PIB, que nos cinco primeiros meses do ano cresceu apenas 0,58%, segundo estimativas do Banco Central.

Quando se trata de emprego e criação de postos formais de trabalho, o agronegócio se mostra ainda mais relevante. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), esse foi o setor da economia que mais empregou com carteira assinada no primeiro semestre do ano. Cerca de 20% dos empregos gerados tiveram origem no agronegócio. Isso significa que, a cada cinco postos formais criados, um estava relacionado à atividade Agrícola e pecuária.

No comércio internacional, os dados não são muito bons para o Brasil de forma geral, mas, mesmo assim, o agronegócio consegue se sair melhor. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) registrou queda nas exportações, em torno de 3,46%. O agronegócio acompanhou a tendência, mas com recuo um pouco menor, de 2,20%.

Os principais fatores que levaram o setor a ganhar mais destaque na economia e a trazer contribuições positivas para o país neste momento de baixo crescimento foram a alta do dólar, o alto volume de produção e os bons preços de alguns produtos.

Como o Brasil tem alta representatividade nas exportações de muitos dos setores do agronegócio, posicionado nas primeiras colocações do ranking mundial, a alta do dólar elevou o faturamento das exportações. A taxa de câmbio, que começou o ano em R$ 2,38/US$, ficou até agora sempre acima de R$ 2,22/US$ e apresenta tendência de alta.

Alguns produtos alcançaram boas cotações. É o caso da carne bovina, após os patamares recordes registrados no preço do boi, em torno de R$ 127 por arroba; do café arábica, que teve valorização de aproximadamente 50% por causa da quebra de safra; e da Soja, que, apesar de não registrar picos de preços, conseguiu manter bom nível de remuneração em virtude da demanda internacional aquecida.

É evidente que houve desvalorização de algumas culturas ao longo do ano, a exemplo do algodão e o Milho. No geral, porém, como a produção agropecuária continuou elevada, o aumento da venda de produtos minimizou os efeitos da queda dos preços. A produção de grãos, por exemplo, registrou alta de 2,6% e, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, deve chegar a 193 milhões de toneladas na safra 2013/2014. A pecuária (Carne Suína, bovina e frango) também manteve bons níveis de produção.

Os números demonstram que o peso do agronegócio na economia brasileira é indiscutível e que, este ano, a sua importância ficou ainda mais evidente para o crescimento do país. Voltar as atenções para o setor deve estar no plano dos atuais candidatos à presidência. Temas como tributação, legislação, Infraestrutura e crédito precisam fazer parte dos debates políticos e de uma política Agrícola baseada em estratégias de longo prazo. Está claro que fortalecer o agronegócio não beneficia somente uma classe, mas o Brasil inteiro.

É graduado em ciências contábeis, tem mestrado em agroenergia pela FGV/Embrapa/Esalq LARA MORAES Bacharel e mestre em economia pela Unesp/Araraquara, é analista sênior do Centro PwC de Inteligência em agronegócio

Correio Braziliense, 10 de setembro de 2014

 

 





:: quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Reserva legal, condições


Acabou a exigência de 
Reserva Legal?

Evaristo Eduardo de Miranda

Sim. Grande parte dos produtores rurais em todo o Brasil pode proceder à regularização ambiental de seus imóveis mesmo sem possuir áreas destinadas à Reserva Legal, sobretudo nas regiões no Sul, Sudeste, Nordeste e Centro Oeste.

A necessidade efetiva de possuir a Reserva Legal deve ser o primeiro assunto examinado pelo proprietário, antes mesmo de pensar em se inscrever no Cadastro Rural Ambiental, o CAR. Além do tratamento privilegiado para áreas com até quatro módulos fiscais (4,6 milhões de casos e 88% dos imóveis existentes), o novo Código Florestal, a Lei 12.651/2012, eliminou a exigência de recomposição, compensação ou regeneração da Reserva Legal quando o desmatamento ocorreu em conformidade com a lei de seu tempo.

Em seu art. 12, a Lei 12.651 estabelece que todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de Reserva Legal, mas excetua os casos previstos em seu artigo 68. E oart. 68 é claríssimo: “Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais que realizaram supressão de vegetação nativa respeitando os percentuais de Reserva Legal previstos pela legislação em vigor à época em que ocorreu a supressão são dispensados de promover a recomposição, compensação ou regeneração para os percentuais exigidos nesta Lei”.

Quais eram as leis vigentes nas diferentes datas em que ocorreram desmatamentos na agricultura brasileira? O assunto não é tão complexo como parece. Ele deveria compor as explicações das Secretarias Estaduais de Meio Ambiente ao orientarem os produtores quanto à regularização ambiental e ao preenchimento do CAR. Deveria. Não está sendo assim.

O caso mais simples é o dos imóveis em áreas de cerrados. Quem ocupou os cerrados até julho de 1989, mesmo que tenha desmatado integralmente seu imóvel, está desobrigado da exigência da reserva legal. Até essa data só havia exigência de Reserva Legal em formações florestais. A Lei 7.803, de 18.07.1989, ao alterar o Código Florestal, acresceu o parágrafo 3º ao art. 16 do Código Florestal de 1965, como segue: “Aplica-se às áreas de cerrado a reserva legal de 20% para todos os efeitos de lei”. Ou seja: exigência legal nova, que não existia antes.
Ora, grande parte da expansão da cana-de-açúcar em S. Paulo, entre os anos 80 e 90, ocorreu em cerrados. Basta ao produtor documentar sua situação histórica e, pelos termos da própria lei, estará desobrigado de cadastrar no CAR uma área de Reserva Legal em seu imóvel.

Já nas florestas, existem três grandes situações em termos de legislação: antes de 1934, de 1934 a 2000 e de 2000 até o novo Código Florestal.

A primeira legislação efetiva sobre percentuais de preservação florestal data dos anos 30, o chamado Código Florestal de 1934, destinado a regulamentar “florestas existentes no território nacional”. Quem desmatou antes dessa data está “isento” da Reserva Legal. E são muitos casos e regiões de ocupação secular, principalmente ao longo do século XIX.
Na vigência do Decreto 23.793, de 1934 a 1965, permitia-se a derrubada de três quartas partes das terras cobertas de matas; impunha-se a preservação de 25% de tais matas; incluíam-se, nesse percentual a ser resguardado, as áreas de preservação permanente; a base de cálculo para o que se haveria de preservar eram as matas existentes, e não a área total do imóvel.
Em 1965, a situação foi alterada pela Lei 4.771. Seu art. 16 dizia: “nas regiões Leste Meridional, Sul e Centro-Oeste, esta na parte sul, as derrubadas de florestas nativas, primitivas ou regeneradas, só serão permitidas, desde que seja, em qualquer caso, respeitado o limite mínimo de 20% da área de cada propriedade com cobertura arbórea localizada, a critério da autoridade competente”.

Em resumo, de 1965 a 2000 impôs-se a preservação de 20% da área da propriedade com cobertura arbórea localizada; a base de cálculo para incidência do percentual a ser preservado, mais uma vez, era a área da propriedade com cobertura arbórea, e não toda e qualquer área do imóvel.

Em 2000, com a Medida Provisória 1.956-50, em redação repetida por aquelas que se lhe seguiram até a MP 2.166, modificou-se o teor do art. 16 do Código Florestal de 1965. Além das florestas e das áreas de cerrado anteriormente protegidas, ampliou-se o conceito de reserva florestal legal para abranger também as outras formas de vegetação nativa.

Contudo essas exigências não são retroativas. A obrigação de preservar os cerrados foi instituída pela Lei 7.803 de 1989, e a de resguardar as outras formas de vegetação nativa foi introduzida pela Medida Provisória 2.166 de 2000. O mesmo vale para as florestas com suas legislações pertinentes. A base de cálculo passou a ser um percentual em relação à área do imóvel, apenas com o Código Florestal de 2012. Qualquer das exigências de Reserva Legal deve ser observada apenas e sempre em relação ao futuro. Ninguém pode se comportar no presente prevendo uma legislação futura.

Para fazer retroagir esses dispositivos, o Ministério Público moveu ações judiciais contra produtores rurais em todo o país, acolhidas, em parte, em instâncias do Judiciário. Diante desse questionamento, a Sociedade Rural Brasileira (SRB), apresentou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.495 questionando se o art. 44 do Código Florestal de 1965, trazia a obrigação de recompor, compensar ou regenerar a Reserva Legal a todos os proprietários.

Diante da nova Lei Florestal, o Ministro relator Marco Aurélio de Melo, em 26.08.2013, reconheceu a perda de objeto da ADI 4.495. Não apenas pela revogação da lei questionada, mas também pela assimilação dos argumentos da SRB na ação pelo art. 68 da nova lei: “A Lei nº 4.771, de 1965, com alterações posteriores, foi revogada pela Lei nº 12.651, de 2012, vindo o artigo 68 dela constante a regular a matéria no sentido buscado pela requerente.” Essa manifestação do Ministro relator do STF reiterou aos poderes públicos a necessidade de respeito aos desmatamentos legais ocorridos com a observância da legislação da época da supressão.

A exegese do novo Código, tal como proposta por secretarias de meio ambiente e até por consultores e juristas da área rural, parece ignorar a existência do art. 68 do novo Código Florestal. Na orientação de como preencher o CAR, ele deveria ser o primeiro tópico considerado, mas às vezes nem aparece. Isso vai desorientar os produtores e levá-los a cumprir com ônus e exigências ambientais indevidas. Por que os secretários estaduais de agricultura não atuam nesse tema com a área ambiental?

Em todos os casos, os fatos históricos, os documentos existentes – em particular fotos aéreas, imagens orbitais, mapas etc. – trabalhados com geotecnologias e métodos de gestão territorial, permitem de forma inequívoca atestar o desmatamento em conformidade com a lei do tempo.

Analisar em bases técnicas a situação da Reserva Legal em cada imóvel rural e os vários cenários e possibilidades em cada caso interessa a milhões de produtores. Mais do que apressá-los a se inscreverem no CAR, é urgente orientá-los sobre como avaliar a regularização ambiental de seus imóveis.

BOX – RESERVA LEGAL

Além de reiterar a legalidade da supressão da vegetação natural em conformidade com a legislação do tempo em que ocorreu, o atual Código traz outras determinações relevantes no caso da Reserva Legal:

1 – Dispensa a obrigação de sua averbação no Cartório de Registro de Imóveis, determinando o dever do “registro da Reserva Legal no CAR”;
2 – Considera como Reserva Legal a vegetação nativa porventura existente no imóvel em 22.07.2008, seja qual for esse percentual, nos imóveis rurais com até quatro módulos fiscais;
3 – Define várias formas de recompor a Reserva Legal, admite o plantio associado de espécies exóticas em até 50%, além da regeneração natural;
4 – Admite o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no porcentual de Reserva Legal exigido, em cada bioma;
5 – Aprova a exploração para autoconsumo, sem burocracia, e até o uso comercial da Reserva Legal.


Publicado em:

MIRANDA, Evaristo Eduardo de; COSTA, J. M. Acabou a exigência de reserva legal? Agroanalysis (FGV), v. 34, p. 29-30, 2014.




:: domingo, 31 de agosto de 2014

Malfadada Reforma Agrária

                CNBB (leia-se MST) defende Reforma Agrária em 36% do território brasileiro 

               - Um católico não pode concordar com a Reforma Agrária socialista e confiscatória que transforma o campo em favelas rurais. 

André de Souza

Brasília — Há muita coisa errada na agricultura brasileira na opinião da Igreja Católica, a começar pelo agronegócio, que seria um péssimo modelo de desenvolvimento ao concentrar riquezas e tornar o país um exportador de produtos primários. No documento A Igreja e a questão agrária brasileira no início do século XXI, a CNBB defende, entre outras coisas, as ocupações de terra, a destinação de mais de um terço do território brasileiro para a reforma agrária e uma emenda constitucional que estabeleça um limite para o tamanho da propriedade rural.

Sobram críticas ao governo, que estaria sendo omisso e inerte para resolver os problemas do campo; e ao agronegócio, que estaria indo contra a vontade e o desígnio de Deus, além de ser uma ameaça ao meio ambiente e à segurança alimentar.

O documento da CNBB foi publicado em maio deste ano. Nele, a entidade diz que 310 milhões de hectares, dos 851 milhões que compõem o Brasil, foram aparentemente grilados ou cercados por pessoas que não são donas deles. Ou seja, 36,4% do território brasileiro deveriam ser destinados à reforma agrária. O documento diz ainda que é “necessário fortalecer a resistência contra todas as formas de violência que atingem a vida dos trabalhadores e suas famílias”, entre eles os despejos ilegítimos, “mesmo quando aparentemente legais”, e as arbitrariedades dos órgãos de segurança pública. Segundo a CNBB, as ocupações são uma forma legítima de pressão e a reforma agrária é a única resposta de fato eficaz e possível a isso, sendo “urgente, necessária e inadiável”.

O agronegócio é mencionado 22 vezes no texto, sempre numa abordagem negativa. Segundo a Igreja, houve, no século XXI, “recrudescimento das tendências excludentes da modernização agropecuária”, seguindo os “ditames da concentração do capital e do dinheiro no campo”. Segundo a CNBB, isso é acompanhado pelo aumento do conflito agrário, “alimentado pela omissão tácita ou explícita dos organismos governamentais encarregados da política fundiária (Incra, Ibama, Instituto Chico Mendes e Funai)”. Os quatro órgãos citados fazem parte da esfera federal.

Para a Igreja, o agronegócio seria inclusive contra os desejos de Deus. “Na doutrina social da Igreja, o processo de concentração da terra é julgado um escândalo, porque em nítido contraste com a vontade e o desígnio salvífico de Deus, enquanto nega a grande parte da humanidade o benefício dos frutos da terra. O agronegócio em desenvolvimento no Brasil não só reforça esta dimensão absolutista da propriedade em detrimento da sua função social, mas destrói a possibilidade de se ter um adequado espaço e equilíbrio nas decisões políticas de desenvolvimento, no que se refere aos pequenos produtores rurais e familiares”, diz o documento.

Condenação de transgênicos

Entre os problemas identificados pela CNBB no campo está o uso de sementes transgênicas. Além da preocupação com os riscos à saúde humana, a Igreja diz temer o “cartel das grandes empresas controladoras dos grãos”, que ameaça a soberania e a segurança alimentar do povo e cria uma relação de dependência por parte dos produtores rurais. Outro problema, na opinião da CNBB, são os biocombustíveis que, em vez de avanço, representariam na verdade uma ameaça ao meio ambiente por exigir muitas terras para sua produção. Há ainda críticas ao uso de agrotóxicos pelo agronegócio. A CNBB pede também a atualização, pelo poder Executivo, dos índices de produtividade, que estariam baseados ainda nos dados do censo agropecuário de 1975. Aumentando o índice, mais terras seriam consideradas improdutivas e estariam aptas para a reforma agrária. A igreja defende ainda que os crimes de trabalho escravo e de assassinato em conflitos entre grandes e pequenos agricultores sejam julgados em âmbito federal, “distante das pressões de pessoas e grupos locais e estaduais”.

Procurado,o Ministério da Agricultura informou que “não trata de questões agrícolas”, o que seria uma atribuição do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O ministério, por sua vez, disse apenas que não recebeu oficialmente o documento da CNBB. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), principal entidade do agronegócio, não deu retorno.

 O Globo,  24 de agosto de 2014





:: segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Decreto bolivariano 8243/2014

Vídeo do Prof. Hermes Nery em debate no Senado sobre o decreto bolivariano 8243/2014

IPCO

 

Assista acima ao vídeo do pronunciamento do Prof. Hermes Nery sobre o Decreto Presidencial 8243/2014 – que cria os comitês populares e instaura o comunismo no Brasil -, em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, ocorrido no dia 5 de agosto de 2014. 

http://ipco.org.br/ipco/noticias/video-prof-hermes-nery-em-debate-senado-sobre-o-decreto-bolivariano-82432014#.U_tIn8Z0wdU





:: segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Aquecimento global falsificado


Nova medição aponta que dados do aquecimento global foram falsificados

Posted: 17 Aug 2014 01:30 AM PDT

As futuras gerações terão dificuldade em compreender o pânico irracional que se espalhou no fim do século XX sobre um ilusório aquecimento global, escreveu “The Telegraph”.

Uma das coisas de que mais rirão – para vergonha nossa – é a ausência de dados científicos objetivos que justifiquem esse temor.

Mas a consternação será geral quando virem que esses dados foram falseados por alguns dos mais influentes centros de pesquisa climática da época. O auge da recusa será para o gráfico das temperaturas da superfície planetária conhecido como “hockey stick”, endossado pelo IPCC e por múltiplos centros científicos infiltrados de militantes “verdes”.

Segundo o jornal britânico, o respeitadíssimo NOAA’s US Historical Climatology Network (USHCN) mostrou que o movimento aquecimentista veio “ajustando” os dados nos últimos anos para substituir as temperaturas reais por temperaturas “fabricadas” através de modelos computacionais.

A tarefa de adulteração consistiu em diminuir as temperaturas de décadas anteriores e exagerar as de décadas recentes para dar a impressão de que a Terra estava se aquecendo muito mais do que o previsto.

Quadro objetivo mostra oscilação normal da temperatura.
Quadro falsificado mostra brusca ascensão nas últimas décadas.
Agora, Steven Goddard publicou em seu blog Real Science quadros comparativos dos gráficos com as distorções e gráficos baseados somente em temperaturas registradas fisicamente.

Estes últimos apontam que os EUA estão esfriando desde os anos 30 do século XX, a década mais quente constante no registro.

O gráfico criado com dados “fabricados” aponta exatamente para o contrário, isto é, a tese alarmista de que os EUA foram se aquecendo numa média de mais de 3º centígrados por século.

É o tristemente célebre gráfico “hockey stick” (“taco de hóquei”, por causa de sua forma), um das peças chaves no escândalo do Climategate.

O escândalo estourou quando foi exposto à luz do dia uma combinação entre cientistas ideologicamente comprometidos que pretendiam provar que o mundo começou a esquentar subitamente por culpa do homem.

Com esse intuito, eles deturparam dados científicos de alto valor, abusando de seu renome e de seus cargos, em favor de uma utopia neocomunista contrária à civilização ocidental. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.





:: sexta-feira, 15 de agosto de 2014

MST, STJ e fazenda invadida...


STJ rejeita intervenção no Paraná e mantém ocupação de fazenda pelo MST



A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de intervenção federal no estado do Paraná apresentado pelo Tribunal de Justiça local após pedido dos proprietários de uma área invadida há oito anos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O ministro Gilson Dipp, relator, entendeu que, apesar de a reintegração de posse ter sido determinada pela Justiça, a desocupação forçada da área deve ser evitada em respeito aos “princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da construção de sociedade livre, justa e solidária, com direito à reforma agrária e acesso à terra, com erradicação da pobreza, da marginalização e da desigualdade social”.

Para Gilson Dipp, a intervenção poderia contrariar o objetivo de paz social.

O julgamento se deu no dia 1º de julho, mas a publicação do acórdão está prevista para o próximo dia 5 de agosto. O processo trata de uma área denominada Sítio Garcia, em Barbosa Ferraz, onde vivem 190 pessoas. O imóvel rural foi ocupado por trabalhadores rurais sem terra como forma de forçar a desapropriação para reforma agrária.

A ordem judicial de reintegração de posse, obtida pelos proprietários, não foi cumprida, e as sucessivas requisições de força policial foram igualmente malsucedidas, de tal modo que o imóvel continua ocupado pelos integrantes do MST.

Daí o pedido de intervenção federal encaminhado ao STJ, já que cabe ao tribunal o exame desse tipo de ação em tais circunstâncias. Os proprietários alegam que a recusa do governador do estado em desocupar a área configura desobediência à ordem judicial.

Proporcionalidade

Ao analisar a questão, Dipp observou que a intervenção poderia causar coerção ou sofrimento maior do que a sua justificação institucional. Mesmo presente a finalidade de garantia da autoridade da decisão judicial, o ministro avaliou que a intervenção federal pedida perde a razão constitucional “ao gerar ambiente de insegurança e intranquilidade em contraste com os fins da atividade jurisdicional, que se caracteriza pela formulação de juízos voltados à paz social e à proteção de direitos”.

Por isso, o ministro classificou o quadro como de “inviável atuação judicial”. Para o relator, deve ser aplicado o princípio da proporcionalidade. Ele entende que ao estado resta respeitar a afetação pública do imóvel produzida pela ocupação, não sendo ilícita a sua recusa de atuar contra os sem-terra.

“Trata-se de caso de afetação por interesse público a submeter-se então ao regime próprio dessa modalidade jurisprudencial de perda e aquisição da propriedade mediante justa e prévia indenização em dinheiro, que, no caso, por construção, se resolverá em reparação a ser buscada via de ação de indenização (desapropriação indireta) promovida pelo interessado”, concluiu.
O voto do relator foi acompanhado de forma unânime pela Corte Especial.

Esta notícia se refere ao processo: IF 111





:: sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Atenção produtores rurais...

O fenômeno El Niño de volta ao Brasil!


Os efeitos provocados pelo aquecimento da superfície do Oceano Pacífico, conhecido como fenômeno El Niño, tem historicamente ocasionado chuvas torrenciais ou secas prolongadas em diferentes regiões do Planeta. 

Uma nova pesquisa, realizada por cientistas japoneses, norte-americanos, dinamarquês, ingleses e australianos, faz o primeiro levantamento global relacionando diretamente as culturas agrícolas com o fenômeno El Niño e mostra os efeitos desse fenômeno na produção de alimentos mundo afora. 

Mostra também a expansão de algumas culturas anuais nas regiões tropicais. No Brasil, esse fenômeno climático tem provocado seca no Nordeste e chuva abundante nas regiões Sul e Centro-Oeste. Estas duas últimas regiões são consideradas as maiores produtoras de grãos do País. 

A pesquisa aponta de maneira global e também localizada como o fenômeno El Niño poderá prejudicar a produtividade mundial de arroz e trigo em outras regiões do mundo.

Com dados concretos coletados em diferentes ecossistemas mundiais, a pesquisa afirma que em anos de ocorrências do fenômeno La Niña – oposto a El Niño, pois que faz resfriar as águas do Oceano Pacífico – cai substancialmente a produtividade de grãos.


Segundo Romildo Gonçalves, biólogo, mestre e doutorando em Agricultura Tropical, a Organização Meteorológica Mundial, ligada à ONU, prevê que o fenômeno El Niño ocorrerá no Brasil a partir de meados de 2014. O alerta foi dado. 

Governantes, gestores públicos e produtores rurais devem ficar atentos. 

Fonte: (A Gazeta, 18 de junho de 2014).




:: sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FUNAI: Nem farinha, nem beiju...

 ... do que a demagogia esquerdista é capaz de fazer com os pobres índios!

Não é estranho que índios Yanomamis com uma terra demarcada de mais de 9 milhões de hectares vivam migrando para cidades de Roraima, chegando até a capital Boa Vista? O que justificaria isso? 

Os indígenas alegam que estão passando fome nessas terras, pois não há comida: 'nem farinha nem beiju'...


Sem comida em aldeia, indígenas buscam apoio nas ruas de Boa Vista

Família Yanomami de 19 pessoas estaria passando fome na comunidade.

Conforme a coordenadora do Dsei-Y, 62 indígenas vieram 
para a capital.

Valéria Oliveira Do G1 RR


Um família de 19 indígenas da etnia Yanomani, entre eles nove crianças, alegam que estão passando fome na comunidade de Maimase, na Missão Catrimani, localizada no município de Caracaraí, região Sul de Roraima. 

No grupo, apenas um adolescente de 15 anos fala português, os demais se comunicam pela língua materna. Segundo ele, ao traduzir os relatos dos mais velhos do grupo, a situação na aldeia onde vivem está bastante precária. 

Além de comida, faltam medicamentos e ferramentas para trabalhar. Eles vieram para Boa Vista em busca de ajuda.

'Estamos passando fome e precisamos de alimentos. As crianças estão doentes. Viemos para Boa Vista procurar ajuda, pois não temos como ficar na comunidade se não temos comida. Faltam também farinha e beiju', relatou um dos indígenas. Para vir até a capital, os indígenas afirmaram que pegaram carona em um caminhão.

O G1 flagrou o grupo seguindo a pé pela avenida Carlos Pereira de Melo, no bairro Jardim Floresta, zona Oeste da cidade, em direção à Feira do Produtor, na zona Sul. 

As crianças estavam descalças e com feridas nos pés de tanto andar.


No grupo de indígenas estavam nove crianças
(Foto: Valéria Oliveira/G1)


De acordo com o integrante da Hutukara Associação Yanomami, Dário Kopenawa, os indígenas não comunicaram que viriam a Boa Vista. 

Sobre a falta de alimentação na comunidade, ele disse que a informação não procede. 'Posso garantir que não falta comida na Terra Yanomami. Vamos fazer o possível para resgatar os indígenas e devolvê-los para as comunidades', destacou Kopenawa.

Por telefone, a coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y), Maria de Jesus do Nascimento, disse que equipes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) estavam na Feira do Produtor para resgatar as famílias e levá-las às comunidades.

Os pobres silvícolas não tem a liberdade de ir e vir...

'Eles estão bastante resistentes. Mas só vamos sair daqui quando levarmos todos eles. E, a partir de agora, vamos monitorar com a Funai essas famílias para evitar que isso ocorra novamente', disse ela, acrescentando que eram cerca de 62 indígenas que estavam acampados na feira.

'No domingo (30), eles estavam no município de Mucajaí. Nós os buscamos, levamos à Casai [Casa de Saúde Indígena] em Boa Vista e eles foram medicados. Mas, a maioria fugiu. 

Conseguimos encontrar 20 pessoas, ainda faltam 42 que ainda hoje [terça-feira] vamos 'pegar' na Feira e levar para a Missão', disse a coordenadora, afirmando ainda que a maior reclamação dos índios é a falta de comida na região de onde eles vieram.


Nesta terça-feira (5), indígenas estavam na Feira do Produtor, em Boa Vista (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)





:: domingo, 10 de agosto de 2014

Dia 12 de agosto de 2014, às 19hs

Conferência: 10 anos do Estatuto do Desarmamento – Fracasso total, por quê?

IPCO

Paes de Lira (1)

Conferência: 10 anos do Estatuto do Desarmamento – Fracasso total, por quê?

Dois grandes especialistas na matéria estão sendo convidados para nos mostrar em que e por que fracassou o Estatuto do Desarmamento.

12 de agosto de 2014, às 19hs

Club Homs, Avenida Paulista, 735, São paulo – SP

(a 100 metros da estação de metrô Brigadeiro,
estacionamento pago no local.

Clique aqui e faça já sua inscrição

Conferencistas: Cel. Jairo Paes de Lira e Prof. Dr. Adilson Dallari.

Pedimos a todos que nos ajudem financeiramente para a continuação de nossa luta. Por favor, clique aqui, preencha e imprima o boleto e faça sua mais generosa colaboração. De antemão agradecemos.





:: segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O clima esfriou...

Rede ultra precisa de estações confirma: clima esfriou

Posted: 03 Aug 2014 01:30 AM PDT

O mais afiado e atualizado cálculo da temperatura agora publicado pela National Oceanic and Atmospheric Administration – NOAA, confirmou que os EUA estão esfriando há pelo menos uma década. O estudo da NOAA deixou os alarmistas com o coração na mão, noticiou “Forbes”.

Visando responder ao generalizado sentimento de que a manipulação aquecimentista tinha corrompido os dados relativos à temperatura, a NOAA criou uma rede de 114 estações uniformemente espalhadas em locais ideais dos EUA para o estudo.

Essa rede ficou conhecida como a U.S. Climate Reference Network (USCRN) e está instalada em locais tão bem escolhidos que seus dados não necessitam de qualquer ajuste para fornecer um registro preciso.

A USCRN começou a compilar dados em janeiro de 2005. Agora a NOAA disponibilizou os registros da USCRN.

E os resultados confirmaram o que os “excomungados” e maltratados “céticos” vinham dizendo: a temperatura não cresceu nada, pelo menos desde que a USCRN se tornou operacional há uma década.

Pelo contrário, o clima dos EUA arrefeceu por volta de 0,4ºC no período.

Esses dez anos de esfriamento recente vieram desmontar mitos apocalípticos.

O primeiro é simples: o aquecimento global não é a coisa dramática de que falam os aquecimentistas.

Por exemplo, o proeminente alarmista James Hansen clamava em 2010: “O aquecimento global em escalas de décadas continuou sem cessar”.

Segundo: os dados da USCRN são inteiramente coerentes com a estagnação do aquecimento verificada por outras vias nos últimos 17 anos.

Terceiro: a USCRN desmente as teorias de que o aumento do aquecimento provocou incêndios florestais, secas, furacões e outros eventos climáticos extremos aduzidos como “provas” pelo ambientalismo radical.

Por último e o mais importante: a rede USCRN fornece um instrumento confiável para calcular a temperatura nos anos vindouros. Os alarmistas de plantão não poderão ignorar esta rede para justificar seus “modelos” catastrofistas.


Por sua vez, segundo Meteo France, a Antártida continua a ofender o realejo do aquecimento global: o mês de junho (verão) foi o mais frio jamais registrado nesse continente, na base francesa Dumont d’Urville.

A temperatura média foi de –22,41C (-8,3F), quer dizer 6,6ºC (11,9F) menos do normal. Só setembro de 1953 foi mais frio, com uma média de –23,5ºC (-10,3F). Junho de 2014 também bateu o recorde de frio para um dia do mês: –34,9ºC (-30,8F).

E o estado de Brisbane, na Austrália, atingiu as temperaturas mais frias desde o 28 de julho de 1911, com 2,6ºC às 6.41AM.

O meteorologista Matt Bass explicou que o recorde de frio foi excepcional para a cidade, cuja média nesse mês é de 12ºC, noticiou “The Australian”.  Fonte Blog Verde a nova cor do comunismo.




:: sábado, 2 de agosto de 2014

Terrabras

O BRASIL ACABOU?

Posted: 10 Aug 2014 01:30 AM PDT



Paulistano, agrônomo, tem mestrado e doutorado em ecologia pela Universidade de Montpellier (França). Com centenas de trabalhos publicados no Brasil e exterior, é autor de 35 livros. Pesquisador da Embrapa, ele já implantou e dirigiu três centros nacionais de pesquisa. Atualmente, é o coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica – GITE da EMBRAPA.

Em 25 anos, o Governo federalizou quase 35% do território nacional destinando-o a unidades de conservação, terras indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos de reforma agrária.

Sem planejamento estratégico adequado, esse conjunto de territórios resultou essencialmente da lógica e da pressão de diversos grupos sociais e políticos, nacionais e internacionais.

Agora, o país está diante de um desafio de gestão territorial, gerador de conflitos cada vez mais agudos, conforme mostram os dados reunidos pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica – GITE da EMBRAPA (FIG. 1).


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Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até outubro de 2013, 1098 unidades de conservação ocupavam 17% do Brasil.

Aqui, na maioria dos casos, as unidades de conservação excluem a presença humana, enquanto na Europa, Ásia e Estados Unidos pode haver agricultura, aldeias e diversas atividades nos parques nacionais, sem evocar a ampla visitação turística (FIG. 2).

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Nas unidades de conservação, a legislação ambiental brasileira ainda define no seu entorno externo uma zona de amortecimento onde as atividades agrícolas (e outras) são limitadas por determinações da gestão da unidade de conservação (proibição de transgênicos, de pulverizar com aviação agrícola etc.).

A largura dessa zona é variável. Estimativas por geoprocessamento avaliam o seu alcance territorial entre 10 a 80 milhões de hectares adicionais (1 a 9% do Brasil), dependendo da largura dessa faixa que pode variar entre as unidades de conservação e mesmo ao longo do perímetro de uma única unidade (FIG. 3).

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Segundo a FUNAI, 584 terras indígenas ocupam aproximadamente 14% do território nacional. Reunidas, essas duas categorias de áreas protegidas, eliminando-se as sobreposições, ocupam 247 milhões de hectares ou 29% do país (FIG. 4).

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Com quase 30% de áreas protegidas (unidades de conservação e terras indígenas), o Brasil é o campeão mundial da preservação (FIG. 5).

Segundo a International Union for Conservation of Nature (IUCN), os 11 países com mais de dois milhões de quilômetros quadrados existentes no mundo (China, EUA, Rússia etc.) dedicam 9% em média de seus territórios às áreas protegidas (FIG. 6).

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A atribuição de terras pelo Governo Federal não acaba por aí.

Sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) existem 9.128 assentamentos, de diversas naturezas e estágios de implantação (FIG. 7).

Eles ocupam 88,1 milhões de hectares, ou seja, 10,2% do Brasil ou 14,4% do que resta quando descontado o território já atribuído às áreas protegidas.

Essa área equivale a quase o dobro da cultivada atualmente em grãos no Brasil, responsável por cerca de 190 milhões de toneladas na última safra.

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Pelos dados do INCRA e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, as 268 áreas quilombolas decretadas ocupam cerca de 2,6 milhões de hectares (FIG. 7). No conjunto mais de 290 milhões de hectares, 34% do território nacional, estão atribuídos.
O mapa do Brasil com mais de 11.000 áreas atribuídas, essencialmente pelo Governo Federal, impressiona e permite visualizar a complexidade da situação atual (FIG. 8).

Esse mapa ilustra o tamanho do desafio de gestão territorial e fundiária. Cada uma dessas unidades pede um tipo de gestão, avaliação e monitoramento específicos e transparentes.

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O Governo Federal continuará atribuindo-se mais e mais extensões de terra que, na maioria dos casos, sairão do controle dos estados e municípios.

Há Estados em que boa parte de seu território já foi “federalizada” por decretos federais de atribuição de áreas que estarão por muito tempo sob o controle de órgãos e instituições federais.
Além das áreas já atribuídas, existem milhares de solicitações adicionais para criar ou ampliar mais unidades de conservação, terras indígenas, assentamentos agrários e quilombolas. Cada vez mais, as novas áreas reivindicadas já estão ocupadas pela agricultura e até por núcleos urbanos.

Esse quadro complexo de ocupação e uso territorial representa um enorme desafio de governança fundiária e envolve conflitos graves, processos judiciais, impactos sociais e implicações econômicas significativas.
Além das demandas adicionais desses grupos, minorias e movimentos sociais, todos com sua lógica e legitimidade, há ainda a necessidade de compatibilizar essa realidade territorial com crescimento das cidades, com a destinação de locais para geração de energia, para implantação, passagem e ampliação da logística, dos meios de transportes, dos sistemas de abastecimento, armazenagem e mineração.

O país campeão da preservação territorial exige que os agricultores assumam o ônus de preservar porções significativas no interior de seus imóveis rurais, como reserva legal ou áreas de preservação permanente, num crescendo que pode começar com 20% e chegar a 80% da área da propriedade na Amazônia.

A repercussão do crescimento do preço da terra no custo dos alimentos é apenas um dos reflexos dessa situação.
Como disse Maurício Lopes, presidente da Embrapa, em artigo no Correio Brasiliense (8/6/2014), os pesquisadores brasileiros estão cientes de que somente sistemas de gestão territorial estratégicos poderão garantir a compreensão do potencial e dos limites da base de recursos naturais e dos processos de uso e ocupação das terras.

E ajudar a superar esse grande e inédito desafio de inteligência territorial. Mas, só pesquisador não basta.