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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: domingo, 20 de abril de 2014

Ghiotto: Semana Santa em uma Paróquia do Zimbabwe




 




:: domingo, 20 de abril de 2014

Sociedade orgânica

QUASÍMODA

Crônica do Jacinto Flecha

          Depois de quase três horas em torno de uma mesa de cerveja,meus quatro colegas e eu já havíamos percorrido as novidades da nossa área profissional, as fofocas sobre os outros colegas, as últimas piadas sobre o governo ineficiente, as dificuldades reais ou camufladas da economia. Teriam ampliado muito os assuntos, se eu permitisse piadas indecentes, perdesse tempo com futebol, etc. Eu tinha um motivo real para sair, e anunciei minha intenção:

         — Gente, eu preciso passar pelo alfaiate, e já está quase na hora de ele fechar.

         — Alfaiate?! Isso ainda existe? Achei que fosse uma espécie em extinção.

         — Em extinção, é verdade. Mas ainda há alguns espécimes raros. E eles encontram gente de bom gosto como eu, que valoriza essa mão-de-obra.

         O meu uso de flechas não se limita ao papel, e sei que uma cutucada como esta é muito útil para mudar o rumo de uma gozação. Logo um dos colegas comentou:

         — Agora estou entendendo por que você anda sempre bem vestido.

         — Eu achava isso tão evidente, que nunca disse a vocês, mas sempre uso roupa sob medida. Tentei comprar roupa feita, mas minha aparência ficou como a de um aleijado. Acabei dando-a para alguém não tão exigente, e virei freguês de um bom alfaiate. Não me agrada nem um pouco usar roupa tipo “o dono dela era maior”. Ou menor, ou mais gordo, ou mais magro. Ou até mais corcunda, como aquele de Notre Dame... acho que se chamava Quasímodo.

         Um colega mais espirituoso esclareceu:

         — É que a moda virou quase moda — ou quasímoda, se você preferir.

         Um dos amigos, com formação em ciências exatas, ponderou:

         — Não consigo entender essa espécie de milagre que as fábricas de roupa fazem. Cada homem, com seus quatro membros, barriga, pescoço, etc., existe em três dimensões — altura, largura e profundidade — e cada dimensão varia numa faixa muito ampla, gerando inúmeras combinações. No entanto, com poucos números disponíveis as fábricas conseguem atender às medidas de todo mundo.

         — Atender, atendem, mas eu não diria que satisfazem. As pessoas hoje não são exigentes, não se importam se está sobrando na altura, faltando na largura, enrugando na profundidade. Tenho visto fotos de desfiles onde aquelas modelos esquálidas usam roupas lamentáveis, mas elogiadas como requintes da próxima estação.

         E o das ciências exatas completou:

—As fábricas já viciaram os compradores, tornando-os pouco exigentes. Em certas peças, só produzem tamanhos pequeno, médio e grande, insuficientes para corpos tão diferentes. Quanto ao preço, é tanto maior quanto menos tecido usaram. Nem preciso dizer que o tecido se reduz sempre. Gradualmente, Intencionalmente, coletivamente, como quem recebeu uma palavra de ordem...

         — Onde as pessoas não exigem boa qualidade, não é possível progresso autêntico, pois até o conforto e aparência pessoal se tornam bens desprezíveis ou inatingíveis. Elogia-se muito o progresso técnico, mas em muitos aspectos as pessoas eram mais bem servidas antigamente.

         Depois desta minha avaliação, tive dúvida se daria a eles mais um motivo para zombaria. Concluí que valia a pena, e acrescentei:

         — Por exemplo, durante muito tempo eu sofri com diversos tipos de sapatos comprados em loja, que sempre me apertavam em algum lugar, ou então havia sobra no bico e eles se deformavam. Resolvi encomendar uma forma própria, e acabaram-se os meus problemas de dor nos pés.

         — Você então usa sapatos feitos à mão, com forma especial?

         — Exatamente. Veja só este par aqui. Bonito, confortável, e não acaba nunca, pois é feito com o bom e tradicional cromo alemão. Sempre do jeito que eu gosto. É claro que as fábricas de sapatos e roupas não têm nenhum interesse em incentivar bons costumes como os meus. Mas estou muito satisfeito,e ainda dou trabalho a quem merece, gente que procura tornar seus produtos cada vez melhores.

         A conversa se espichou durante uns bons copos de cerveja, e acabei deixando o alfaiate para o dia seguinte. Ele tomou com naturalidade minha falta da véspera, agradecendo-me quando contei como defendi a profissão dele.

 (www.jacintoflecha.blog.br)





:: quarta-feira, 16 de abril de 2014

A conflagração indígena


Questão indígena: conflitos em 285 municípios
No Brasil, as disputas por territórios entre produtores rurais e indígenas crescem juntamente com a ampliação de áreas e aumento do número de reservas étnicas.
De 1988 até hoje, as terras indígenas passaram de 16 milhões de hectares para 111 milhões de hectares, o que representa 13% do território nacional e um crescimento de 593%.
Já os conflitos em propriedades invadidas chegam a 285 municípios em todo o país, segundo estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
Os problemas se concentram no Rio Grande do Sul, no Mato Grosso do Sul e na Bahia, e estão presentes em pelo menos 13 estados.
A polêmica, contudo, gira em torno do processo de demarcação, hoje a cargo exclusivo da Funai. O modelo atual gera suspeitas por parte do setor produtivo, inclusive de atuação política e ideológica a favor dos indígenas.
Para o procurador de Justiça do Rio Grande do Sul e membro do Grupo de Trabalho Indígena do mesmo estado, Rodinei Candeia, os processos obscuros das demarcações em áreas com fazendas são parte de uma estratégia política para ampliar as reservas a qualquer custo.
A Funai, o MPF e as ONGs envolvidas têm um perfil ideológico definido e querem impor suas concepções ao país”, indica o procurador. Deste modo, acrescenta Candeia, “fica claro o desvio de finalidade e a manipulação grosseira dos laudos para caracterizar as áreas como indígenas”.
Veja no mapa abaixo a concentração de conflitos fundiários advindos das demarcações de terras indígenas:
As atuações mais recentes do procurador gaúcho foram nas demarcações das áreas indígenas Sananduva e Mato Preto. Nesta última, a atuação da antropóloga responsável chamou a atenção pelos acontecimentos que antecederam a ocupação da aldeia.
“A narrativa de que a antropóloga participou de sessões com uso do chá do Santo Daime, tão surpreendente quanto absurda, foi feita por ela mesma em sua tese de doutorado, disponível no site da Universidade Federal de Santa Catarina. O importante é que a tese descreve de fato como foi decidida a invasão de uma área em Mato Preto para reivindicação como indígena, diferentemente do que consta no laudo realizado pela mesma antropóloga, que fora nomeada como chefe do Grupo de Trabalho da Funai”, detalha Rodinei Candeia.
Candeia faz parte da grade de palestrantes do CONFINAR 2014, simpósio que trata da intensificação das atividades agropecuárias e que é realizado anualmente em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, estado que contabiliza atualmente 80 fazendas invadidas por indígenas. No evento, o procurador apresentará o tema “Aspectos políticos e jurídicos das demarcações de terras”, que encerrará a programação do evento.
Na palestra, Candeia adianta que irá mostrar de onde vem a orientação política para as ações envolvendo indígenas e quilombolas, além dos aspectos técnico-jurídicos que incidem sobre a matéria e as soluções possíveis para o problema.
“A principal mensagem será de que ele (o produtor rural) deve ter compreensão ampla do problema e se qualificar para o enfrentamento, considerando que o Estado de Direito deve lhe proteger”, revela o procurador.
Fica claro o desvio de finalidade e a manipulação grosseira dos laudos para caracterizar as áreas como indígenas”, aponta procurador do RS, Rodinei Candeia, que será palestrante do CONFINAR 2014. Foto: reprodução / URI.
Demarcação da reserva indígena em Mato Preto
A tese de doutorado à qual se referiu o procurador do RS é da antropóloga Flávia Cristina de Mello, intitulada “Aetchá Nhanderukuery Karai Retarã: Entre deuses e animais: Xamanismo, Parentesco e Transformação entre os Chiripá e Mbyá Guarani”. O relato foi publicado em junho de 2006 e está disponível pelo linkhttps://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/88608/235594.pdf, no site da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 
A antropóloga relata na tese que, durante sua passagem pela aldeia Cacique Doble, no Rio Grande do Sul, presenciou um ritual tradicional denominado opyredjaikeawã e que, daquela vez, o responsável por conduzir o ritual havia ministrado uma medicina especial, que se tratava de uma infusão feita a partir de cinco ervas, entre elas a Aguasca, base da bebida ayahuasca, também conhecida como daime.
O chá de Aguasca, embora seja sabido que altere a consciência de quem o consome, não é mais classificado como uma droga alucinógena pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) desde 2004, sendo atualmente conhecido como enteógeno, ou seja, utilizado apenas em celebrações religiosas específicas.
Em outro ponto da tese, a antropóloga diz que semanas após presenciar o consumo da infusão houve outro ritual tradicional, feito em decorrência da morte de um indígena na aldeia. Nesta ocasião, um xamã conhecido como Eduardo Karai Guaçú Martins disse, segundo a antropóloga, que “ouvia e via em seus sonhos que era hora de partir de Cacique Doble”.
Assim procedeu-se o que o procurador Rodinei Candeia classifica como a invasão de uma área em Mato Preto. “A viagem propriamente dita foi rápida. Um mutirão entre parentes e aliados foi montado para se obter as condições logísticas de tal deslocamento. O cacique da aldeia, Joel Pereira e seu cunhado, Siberiano Moreira, conseguiram apoio do CIMI e AER FUNAI para o deslocamento de Cacique Doble até Mato Preto, a cerca de 180 quilômetros de distância, na divisa entre os municípios de Getúlio Vargas e Erebango”, registra a tese de Flávia Cristina Mello.
Depois da ocupação, uma ação pública movida pelo Ministério Público Federal pedia que o Estado pagasse a conta para que a área pudesse ser de uso da Funai.
“Fiz a defesa do Estado e, quando soube desses fatos, denunciei no processo e para a imprensa. O Estado foi condenado em primeiro grau, mas obtivemos a suspensão da ação no TRF da 4ª Região e, em dezembro, nossa apelação foi provida, excluindo-se o processo da lide”, contextualiza Rodinei Candeia.
Atualmente, o processo continua suspenso e está em grau de recurso.




:: segunda-feira, 14 de abril de 2014

Capivarol sem ambientalistas

Capivarol sem ambientalistas

Posted: 13 Apr 2014 01:30 AM PDT


Quem viveu em cidades grandes na época do bonde deve lembrar-se de algumas propagandas afixadas no interior desses desajeitados veículos, com versos facilmente memorizáveis. Melhor dizendo, obrigatoriamente memorizáveis, pois lidas e relidas diariamente.

Cito de memória esta, de uma loja que vendia bilhetes de loteria em Belo Horizonte:

Cansado de andar “de tanga” / Um dia a gente se zanga / E sai, danado da vida / Mas logo “cava” dinheiro / Comprando um bilhete inteiro / No Campeão da Avenida.

Outra, cujo âmbito de circulação não se limitava à capital mineira, enaltecia as virtudes terapêuticas de um produto para males dos pulmões:

Veja, ilustre passageiro / O belo tipo faceiro / Que o senhor tem a seu lado / Mas, no entanto, acredite / Quase morreu de bronquite / Salvou-o o Rhum Creosotado.

Esses artifícios de propaganda chamavam a atenção de todos. Não sei se ajudavam a vender, pois nunca me convenceram a comprar o artigo do Campeão da Avenida, nem usar o Rhum Creosotado. Mas eram pelo menos divertidos.

Havia outros artifícios cujo resultado comercial deve ter sido bom, pois precisava compensar o custo dos milhões de exemplares de propaganda distribuídos gratuitamente em todo o Brasil sob a forma de almanaques.

O formato era geralmente de brochuras pequenas, contendo muitas informações úteis e instrutivas. Não a ponto de garantir um diploma universitário, nem era essa a sua função.

Há pessoas que ainda hoje guardam com carinho coleções preciosas desses almanaques, e se deliciam em mostrá-las aos amigos.

Calma, leitor! Já estamos perto do meu alvo de hoje. Mas antes de tratar dele, preciso referir-me a um dos almanaques mais famosos – o do Capivarol.

Não me lembro especificamente de informações colhidas nas várias edições que manuseei, mas certamente elas se incorporaram ao meu acervo cultural, enriquecendo-o difusamente com essa “cultura de almanaque”.

O Capivarol deixou de ser fabricado, provavelmente devido à proibição da caça. E assim os ambientalistas radicais privaram a população de um produto presumivelmente terapêutico, e também do seu famoso almanaque. Mas a minha bronca é estar impedido de consumir a carne de capivara.

Apreensão de carne de capivara 13-09-10, Mirante do Paranapanema SP
Foi lavrado ao caçador um Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 22 mil
Chegamos, afinal. E já estou percebendo o focinho torcido de algum ambientalista extraviado, que chegou até aqui atraído pelo título desta crônica.

Para cortar pela raiz qualquer patrulhamento ideológico, deixo claro que há muito tempo não tenho o prazer de caçar capivaras e comer sua carne, da qual tenho irreprimível saudade.

Se não proliferassem atualmente ambientalistas insensatos, capazes de proibir liminarmente a caça de animais predadores como javali, lobo e capivara, eu faria a esses leitores extraviados o convite para uma caçada de capivaras, durante a qual demonstraria também minhas habilidades com arco e flecha. Concluída a caçada, teríamos um banquete com carne de capivara.

Não consigo entender que ambientalistas radicais se empenhem na insensata proibição da caça de animais predadores, sem estabelecer medidas práticas para evitar efeitos indesejáveis. Muitos desses efeitos já são patentes no Brasil e em outros países.

Conheça alguns deles, que menciono apenas como exemplos:

Lobos – Sempre foram animais predadores, prejudiciais e perigosos, a ponto de os contos de fada alertarem as crianças contra o “lobo mau”. Apesar de regularmente caçados, nunca foram eliminados. Agora estão livres para os estragos que costumam fazer, e não são poucos os prejuízos que vêm causando.

Elefantes – A caça desses graciosos e esbeltos bibelôs, cuja alimentação diária atinge 120 quilos, foi proibida para inibir os negociantes de marfim. Os bibelôs se multiplicaram, e hoje sua módica dieta devasta grande parte das savanas africanas.

Maritacas causam principio de incêndio em residênciana Vila Carmem, São Carlos SP
Javalis – Parente próximo do porco, esta espécie selvagem é perigosa e agressiva, inclusive para o homem. Proibida a caça, está livre para dizimar animais de criação.

Lebre europeia – Sua multiplicação rápida inviabiliza o cultivo de hortaliças, maracujá, laranja e café. É predador dos coelhos nativos.

Maritacas – Aves conhecidas como “ratos voadores”, causam danos a diversos cultivos, como sorgo, girassol, frutas e grãos; e destroem a fiação elétrica.

Raposas – Sempre eram caçadas, para proteger os animais de criação, e a proibição da caça está tornando impossível muitas dessas atividades.

Capivaras – Destroem a vegetação e disseminam doenças mortais, mas a lei ambiental tornou-as intocáveis.

Ambientalistas – Predadores de grande porte e curta inteligência, muito protegidos pela mídia. Refugiam-se em malocas dos governos mundiais e se alimentam com voracidade nos incentivos fiscais. Manipulam teorias catastrofistas contra o progresso, impedem pesquisas científicas, retardam e encarecem obras necessárias.

A esta altura da sanha ambientalista contra a caça, não faltam capivaras para fabricar Capivarol e satisfazer minhas preferências gastronômicas. Mas antes será preciso promover uma caçada sistemática a ambientalistas radicais e insensatos...

(Fonte: Agudas e Crônicas, coluna semanal de Jacinto Flecha, www.jacintoflecha.blog.br)





:: segunda-feira, 14 de abril de 2014

A mídia e o golpe de 1964

A mídia e o golpe de 1964

Paulo André Chenso

O 50º aniversário do golpe militar de 1964 provocou uma onda de opiniões a favor e contra, debates e discussões. A mídia encheu as telas da TV e páginas de jornais com quilométricas reportagens sobre o tema. Porém, todas as críticas foram dirigidas contra os militares, atribuindo às Forças Armadas a culpa por todas as mazelas e todos os crimes e torturas. Nenhum dos crimes horrorosos, praticados pela esquerda (comunistas) contra militares ou civis inocentes foram apresentados. Acaso os crimes dos terroristas não fazem parte da 'verdade' que eles pregam com tanta veemência? Nossa presidente fez ardoroso discurso sobre 'o tempo que não pode ser esquecido'. Que tal a mídia apresentar os crimes cometidos por todos os terroristas hoje no poder? Dilma, Genoíno, Zé Dirceu, Palocci, Carlos Minc, Franklin Martins, Paulo Vanucchi, entre outros? Falta coragem? 

A ação dos militares contra os terroristas só começou em julho de 1966, após o atentado contra a vida do general Arthur da Costa e Silva, no aeroporto de Recife, onde uma bomba matou, na hora, o vice-almirante Nelson Fernandes, o jornalista Regis de Carvalho, e mutilou o coronel Sylvio Ferreira da Silva e Sebastião de Aquino, o 'Paraíba', jogador do Sport, além de mais 13 feridos. Na mídia, nenhuma palavra. Sobre o carro bomba no quartel do 2º Exército, em São Paulo, nada. Silêncio sobre o assassinato do major alemão Edward E. T. M. Von Westerhagen. Bico calado sobre o assassinato do capitão Charles R. Chandler metralhado na frente da esposa e filhos. Nada se fala sobre o assassinato do tenente Alberto Mendes Junior, da PM de São Paulo, por Lamarca. E assim prossegue a lista das vítimas do terror: bancários, operários, policiais civis, oficiais e soldados da PM, militares das três Armas... Enfim, ninguém fala deles. É como se tais crimes nunca tivessem acontecido. Vítimas, só os terroristas. Todos eles foram anistiados e indenizados, enquanto a maioria das vítimas do outro lado foi abandonada, menosprezada e até humilhada. Que anistia é essa? O que é, realmente, essa 'comissão da verdade'? 

O ex-padre comunista Alípio de Freitas, autor do atentado no aeroporto de Recife jamais foi punido. Anistiado, recebe uma pensão do governo brasileiro de R$ 6 mil e vive, tranquilamente, em Lisboa, dando aulas de Sociologia e Política. 

Diógenes do PT - na verdade, Diógenes José de Carvalho, codinomes Leandro, Leonardo, Luiz e Pedro - membro da Vanguarda Popular Revolucionária, participou de grande número de crimes em São Paulo de março de 1968 a março de 1969: bombas contra bibliotecas, jornais, quartéis e lojas; assalto a bancos, hospitais e quartéis; assassinato de militares brasileiros e estrangeiros. Em todas estas ações houve vítimas, fatais ou mutiladas. O número e a violência dos atentados perpetrados por grupos terroristas determinaram o endurecimento do regime e a edição, em 13 de dezembro, do AI-5, decretando, só então, a ditadura. 

Diógenes, e todos os demais remanescentes do terrorismo jamais foram punidos. O 'Leandro' anistiado, recebeu do governo uma indenização de R$ 400 mil, mais uma pensão mensal vitalícia de R$ 1,6 mil, livre do imposto de renda. Hoje é importante membro do partido no Rio Grande do Sul, e se intitula 'Diógenes do PT'. De suas vítimas, no entanto, ninguém sequer sabe os nomes! A maioria nunca foi reconhecida como vítimas pelo 'estado democrático' instalado. 

Por que a mídia em geral se reporta apenas aos crimes cometidos pelos militares? Por que jamais tocam nas vítimas do terrorismo? São 129 vítimas mortas, brasileiras como todas as outras, e que merecem um pouco mais de respeito. 

PAULO ANDRÉCHENSO é médico, professor e historiador em Londrina 

Folha de Londrina, 14-04-2014 - Espaço Aberto http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--1861-20140414




:: terça-feira, 8 de abril de 2014

Lançamento em Belém

 

 

 

 

 

  

 

Convite para lançamento

 

 

 

 

 

  

       A Associação Comercial do Pará e a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará - FAEPA convidam V. Exa. e família para a palestra com a sessão de autógrafos do livro Psicose Ambientalista, de autoria de SAIR o Príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel.

    

 

           PSICOSE AMBIENTALISTA - Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma 'religião' ecológica, igualitária e anticristã      

      
Com base em rica e abundante documentação de especialistas na matéria, a obra desmitifica os embustes de certo ambientalismo radical, fabricante de catástrofes imaginárias e posto a serviço de uma 'religião' ecológico-panteísta divinizadora da Terra. 

Data: 10 de abril, quinta-feira

Horário:  às 19h

 

Local: Salão Nobre do Palácio do Comércio 

Avenida Presidente Vargas, 158, 3º andar

66010-000 - Belém - PA

Fone: (91) 4005 3900

 





:: segunda-feira, 7 de abril de 2014

Relembrando a história

Nota de Esclarecimento (ou Lembrança)

Pontocritico.com - 07.04.2014 - Por Gilberto Simões Pires

Dois temas dominaram a mídia

Ao longo da última semana, os brasileiros foram levados a ver, ler e ouvir, à exaustão, em quase todos os meios de comunicação do país, noticiários e programas sobre dois grandes temas: a Revolução de 1964 e os hediondos negócios feitos pela Petrobrás.

Para encerrar

Como ainda desconheço o real tamanho dos saques e prejuízos promovidos pelos petistas e seus aliados à estatal do petróleo, que deve se constituir no escândalo do século, deixo para mais adiante as minhas conclusões sobre este amargo assunto.

Enquanto isso trato de encerrar as minhas considerações a respeito da REVOLUÇÃO MILITAR DE 1964. Por partes:

Dia da Tortura

Pela forma com que a passagem dos 50 anos do - 31 de Março de 1964 - foi vista, e comentada, pela mídia em geral, a data já está perto de ser conhecida como DIA DA TORTURA. Ou seja, a data que lembrava o - Golpe Militar -, já está em segundo plano.

Causas da Intervenção Militar

Pois, ainda que torturas precisem ser lembradas para que ninguém volte a cometer tamanha estupidez, é de se lamentar que nenhum meio de comunicação se interessou em mencionar as CAUSAS que levaram, em 1964, o povo brasileiro a pedir uma urgente intervenção militar, que resultou no período de exceção

Para não deixar passar em branco os 50 anos da INTERVENÇÃO MILITAR DE 1964, faço questão de lembrar, por exemplo, só os seguintes DECRETOS, assinados pelo GOLPISTA João Goulart, que levaram às Forças Armadas, a pedido do povo, a impor um CONTRA-GOLPE.

Introdução do Socialismo, por Decreto

Vale lembrar que, à revelia do Congresso Nacional, no dia 13 de março de 1964 (no Comício da Central do Brasil), Jango tratava de introduzir o REGIME SOCIALISTA NO BRASIL. E começavaa sua caminhada pela abolição da PROPRIEDADE PRIVADA NO CAMPO E NAS CIDADES. Reforma Agrária e Urbana, para ser bem claro. Eis:

O DECRETO Nº 53.700, de 13 de Março de 1964, tratava de DESAPROPRIAR as áreas rurais (compreendidas em um raio de 10 (dez) quilômetros) que ladeiam os eixos rodoviários federais, os leitos das ferrovias nacionais, e as terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem, atualmente inexploradas ou exploradas contrariamente à função social da propriedade, e dá outras providências.

Segundo o IGRA - Instituto Gaúcho da Reforma Agrária (extinto), a decisão de Jango atingia, nada mais nada menos, do que 42% do território do RS.

O DECRETO Nº 53.701, de 14 de Março de 1964. fala que Jango tratava de encampar (DESAPROPRIAR) as ações ordinárias de Refinarias de petróleo em mãos de particulares. Atenção gaúchos: a IPIRANGA chegou a ser estatal por 15 dias.
No Art. 4º consta: a desapropriação de que trata o presente Decreto é declarada de natureza URGENTE para os efeitos do artigo 15 do Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941, alterado pela Lei nº 2.786, de 21 de maio de 1956.

Já o DECRETO 53.702/64, também assinado no dia 14 de março de 1964, tratava do TABELAMENTO DOS ALUGUÉIS.

O Art. 5º dizia: - O Comissariado da Economia Popular listará em 90 dias os prédios e apartamentos desocupados com vistas à desapropriação por utilidade social-.

O Art. 9º, copiando o que havia sido decretado por Fidel Castro, em Cuba, dizia: - Os cartórios de Registro de Imóveis formarão nos próximos 90 dias listas especiais sobre os proprietários de mais de um imóvel..

Que tal? Pelo visto, se outro CONTRA-GOLPE não se impor, o ano de 1964 está de volta, não?????

50 Anos do Contra-Golpe

Pontocritico.com - 01.04.2014 -

Por Gilberto Simões Pires

Contra-Golpe

Ontem, 31 de março, mais da metade dos noticiários que praticamente todos os meios de comunicação do país colocaram no ar foi reservado para destacar a passagem dos 50 anos da Revolução de 1964.Que, gostem ou não, nada mais foi do que um legítimo CONTRA-GOLPE decidido nas ruas pelo povo brasileiro.

50 anos  

Como se viu, a data de ontem serviu, basicamente, para lembrar os sempre lamentáveis atos de tortura que foram praticados ao longo do período de intervenção militar.

Atos esses, diga-se de passagem, que colaboraram decisivamente para fazer com que o povo passasse a acreditar, equivocadamente, que, no Brasil, a DIREITA é sinônimo de Forças Armadas.

Sem tirar nem por  

Pois, sem tirar nem por o sagrado direito que as vítimas das torturas e seus familiares têm, de lembrar e lamentar aquilo que passaram, também preciso lembrar que se não fosse o Contra-Golpe o país estaria, indiscutivelmente, vivendo uma DITADURA DE ESQUERDA, a exemplo do que se passa em Cuba e Coreia do Norte, por exemplo.

Opinião Pública

Sei, perfeitamente, que este editorial não ganhará muitos adeptos e muito menos grande alcance. Principalmente, porque a opinião pública já foi total e absolutamente convencida de que, em 1964, o que aconteceu no país foi um Golpe. Infelizmente, muitos poucos sabem que, na realidade, a única coisa que aconteceu mesmo foi um Contra-Golpe.

Vitaminados

Pois, passados esses 50 anos, chego à uma clara conclusão: a Revolução de 1964 foi um verdadeiro fiasco. Do jeito que foi feita serviu, lamentavelmente, para proporcionar a volta dos GOLPISTAS com muito mais força e organização.

Além de vitaminados pelo sentimento de vingança trataram de se fortalecer através da formação de um poderoso clube denominado - Foro de São Paulo-, cujo papel tem sido o de promover, com grande êxito, o desenvolvimento do comunismo na América Latina.

Neutralizados

Sei, também, o quanto é inútil ficar explicando para os mais jovens o que levou as Forças Armadas, em 1964, a atender a vontade da maioria do povo brasileiro, que NÃO QUERIA O COMUNISMO NO BRASIL, como defendia, com unhas e dentes, o então presidente João Goulart.

Tais anseios, que se repetem hoje mais ainda do que nunca, são constantemente neutralizados, de forma extremamente estratégica, pelos lamentáveis atos de tortura que jamais deixarão de ser lembrados.

Tiro no pé

Diante da clara associação que os militares têm para com a ditadura e torturas praticadas, não vejo como prudente pedir a volta das Forças Armadas para conter o vigoroso movimento NEO-COMUNISTA que aí está, batendo às portas do nosso pobre país. Vejo tais manifestações como um verdadeiro tiro no pé, uma vez que chamar quem mostrou pouca competência é atitude de incompetência ainda maior.

 Fonte: Pontocritico.com - 07.04.2014 e 01.04.2014 - Por Gilberto Simões Pires





:: segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pânico verde

Pânicos “verdes” com a seca são produto de “aquecimento verbal”

Posted: 06 Apr 2014 01:30 AM PDT

Dr. Evaristo Eduardo de Miranda
O Dr. Evaristo Eduardo de Miranda vem dando a conhecer continuadamente esclarecimentos sobre problemas da agricultura ligados ao clima.

Como cientista objetivo e altamente capacitado ele não despeja sobre o leitor enganadoras frases de sensação nem assustadores chavões apocalípticos.

Em recente artigo publicado no “O Estado de S.Paulo” (24.03.2014) com bom senso e ciência ele focaliza alguns pontos chaves a respeito da seca que vive o Centro e o Sul do País.

Resumimos em pontos algumas afirmações do Dr. Evaristo Eduardo de Miranda que consideramos de especial relevância:

1. Os “modelos” do IPCC – tão exageradamente espalhados pelo ambientalismo militante – não fornecem respostas válidas por causa de sua imprecisão.

2. Nossa agricultura está acostumada e está bastante adaptada a grandes variações e chuva e temperatura. O Brasil sabe lidar com essas flutuações.

3. Nossos agropecuaristas vêm assumindo riscos com investimentos e mudanças tecnológicas acertadas e continuarão nessa estrada de progresso.

4. Novos saltos tecnológicos estão a caminho, e permitirão mais flexibilidade e produtividade ao Brasil, que já é um dos grandes alimentadores da humanidade.

5. E os temores e até pânicos suscitados pelos “verdes” radicais? Não vão muito além de um “aquecimento verbal”, responde o cientista.

Se não houvesse um trabalho sorrateiro das esquerdas disfarçadas de ecologistas/ambientalistas, acrescentamos nós, o Brasil não estaria se desgastando com esta polêmica socialista matreira.

O País não estaria gemendo sob uma pirâmide crescente de leis e regulamentos que pela sua natureza levariam a agropecuária nacional à paralisia como já aconteceu na Rússia de Lenine ou na Cuba dos Castros.

Só que esse resultado sinistro lá foi obtido sem ocultar a verdadeira inspiração: o comunismo!

Eis alguns excertos do artigo do conceituado cientista:

Agricultura e aquecimento verbal

Evaristo Eduardo de Miranda

A dificuldade da agropecuária em dar respostas adequadas às variações climáticas presentes e futuras deve-se às incertezas das informações sobre esse fenômeno.

A imprecisão dos modelos de mudanças climáticas aumenta da escala global para a local. Os 21 modelos usados pelo IPCC deixam clara a sua incapacidade de prever mudanças climáticas em escala local.

Felizmente, a agricultura tropical é bastante adaptada às variações de chuva e temperatura. No Brasil, de um ano para outro essas flutuações são maiores do que os cenários alardeados por porta-vozes de mudanças climáticas!

Neste verão a temperatura andou 6 a 8 graus acima da média, enquanto no início dos anos 1990 foi exatamente o contrário.

Aliás, como a chuva, a temperatura nunca anda na linha... da média.

Variação da temperatura entre dia e noite superior a 15 graus é comum nos trópicos. Valor muitas vezes superior às previsões de mudanças climáticas para altas latitudes.

E a vegetação e a fauna? Vão bem, obrigado!

Sistema da Cantareira. Foto: divulgação Sabesp
Nos últimos cem anos, ecossistemas, florestas plantadas e cultivos tropicais não desapareceram nem fizeram as malas para mudar de latitude.

Resultado de longa evolução, eles têm grande plasticidade e capacidade de conviver com variações de chuva e temperatura, diferentemente do que ocorre nas zonas temperadas, onde a regularidade das estações é a regra.

Uma coisa são as incertezas climáticas, outra é o risco assumido por agropecuaristas ao decidirem investimentos e mudanças tecnológicas.

Eles se comportam como qualquer investidor. Alguns, por temperamento e condição, assumirão riscos maiores, buscarão mais produtividade e adotarão certas tecnologias.

Os mais conservadores, em circunstâncias análogas, adotarão outras tecnologias, perderão em produtividade, mas reduzirão os riscos e os impactos das variações climáticas.

Outros ainda explorarão a redução do ataque de fungos e o ganho de qualidade em seus produtos em anos secos, como na fruticultura e na produção de vinhos.

Alternativas tecnológicas existem para aumentar a sustentabilidade da produção diante das variações climáticas.

A ampliação da irrigação, da eletrificação, da mecanização rural, da armazenagem nas fazendas, da logística e do seguro rural seria um enorme avanço perante as incertezas climáticas.

Com isso nossa agricultura, marcadamente de baixo carbono, ajudaria ainda mais a “salvar o planeta” e alimentar a humanidade.

A adaptação coordenada da agricultura tropical diante das incertezas climáticas está no começo. Faltam financiamentos específicos para a pesquisa agropecuária.

Mesmo assim, novos saltos tecnológicos estão a caminho, graças a pesquisas inovadoras, como as previstas no planejamento da Embrapa para o horizonte de 2033, em melhoramento genético, mudanças climáticas e gestão territorial, por exemplo.

O cenário climático para a agricultura tropical não é o pior. Mas aponta a necessidade de se adaptar simultaneamente a agricultura e a sociedade.

É a melhor garantia em face das incertezas climáticas e contra o nhenhenhém do aquecimento verbal. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: quinta-feira, 3 de abril de 2014

livrai-nos dos falsos missionários

São José de Anchieta

livrai-nos dos falsos 'missionários' neo-comunistas do CIMI e dos revolucionários da FUNAI que usam os índios para uma malfadada meta socialista e confiscatória.
Anchieta, Apóstolo do Brasil, fundador da cidade de São Paulo e co-fundador do Rio de Janeiro. Pintura de Oscar Pereira da Silva (1865-1939).
Paulo Roberto Campos 


Beatificado por João Paulo II em junho de 1980, Anchieta é agora canonizado pelo Papa Francisco. Mas já nos idos de 1736, Clemente XII fez a proclamação da heroicidade das virtudes do Venerável Apóstolo do Brasil. Podendo-se então, desde aquele longínquo ano, recorrer à intercessão desse prodigioso santo junto a Deus. Assim, particularmente para nós brasileiros, é recomendável pedir tal intercessão em nossas orações. 

Também cognominado Apóstolo do Novo Mundo, José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534 em São Cristóvão de La Laguna, Tenerife (Arquipélago das Canárias). Iniciou seus estudos universitários em Coimbra no ano de 1548, e três anos depois ingressou na Companhia de Jesus. Com apenas 19 anos, embarcou como missionário para o Brasil, aportando na Bahia de Todos os Santos, Salvador, em 13 de julho de 1553. 

Não se trata de narrar aqui a empolgante epopeia desse prodigioso santo missionário, mas dentre os numerosos fatos épicos da sua vida, destacamos um: em 25 de janeiro de 1554, o jovem jesuíta fundou a Vila de Piratininga, no Pátio do Colégio, berço da capital paulista.

Em homenagem a este grande herói da Fé católica, a quem todos os brasileiros tanto devem, reproduzimos a seguir algumas palavras de Plinio Corrêa de Oliveira, publicadas em “O Século”, do Rio de Janeiro, em 4-9-1932. 
“A Fundação de São Paulo”, pintura de Oscar Pereira da Silva (1865-1939).
“Se pudéssemos recorrer a uma comparação profana, para dar a ideia da importância de Anchieta em nossa história, diríamos que ele foi para o Brasil o que Licurgo foi para Esparta e Rômulo para Roma. Isto é, um desses heróis fabulosos que se encontram nas origens de algumas grandes nacionalidades, a levantar os primeiros muros, edificar os primeiros edifícios e organizar as primeiras instituições. 
Sua figura, de uma rutilante beleza moral, se ergue nas nascentes da nação brasileira, a construir seu primeiro hospital e seu primeiro grupo escolar, e a redigir, confiando-os às praias do oceano, os primeiros versos compostos em plagas brasileiras.
O fundador de São Paulo foi, portanto, simultaneamente, nosso primeiro mestre-escola, nosso primeiro fundador de obras pias e o patriarca de nossa literatura, o mais antigo vulto da literatura brasileira, como o chamava Silvio Romero.
E sobre esta tríplice coroa fulgura ainda o diadema de uma virtude que fez reproduzirem-se em selvas brasileiras os milagres do Poverello de Assis, que, com sua simples presença, amansava feras e atraía os passarinhos, nas florestas densas da Umbria”.
Relicário contendo a tíbia de São José de Anchieta





:: terça-feira, 1 de abril de 2014

Reverente e Filial Mensagem

Sem Medo da Verdade
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 238 - 28/03/2014
www.paznocampo.org.br

 

CONVITE



  Temos a grata satisfação de convidá-lo(a), bem como a seus familiares e amigos, para a conferência do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, sobre a Reverente e Filial Mensagem por ele enviada a SS. o Papa Francisco.

 

     O evento realizar-se-á no dia 03 de Abril, quinta-feira, às 19h, no Club Homs, na Avenida Paulista, 735 – São Paulo (SP). (A 100 metros do Metrô Brigadeiro. Estacionamento pago no local).

 

      A participação é gratuita mas a inscrição é obrigatória. Faça já sua inscrição, compareça e concorra, no dia, ao sorteio de alguns livros publicados pelo Instituto Plinio,Corrêa de Oliveira sobre temas relacionados.


     Não perca: quinta-feira, 03 de Abril, às 19:00h, no Club Homs!

    Clique aqui e faça sua inscrição.

 





:: terça-feira, 1 de abril de 2014

Força da agropecuária

Nortão de Mato Grosso

Xico Graziano* - O Estado de S.Paulo - 01 de abril de 2014

Município situado a 400 km ao norte de Cuiabá, Sorriso não carrega apenas a simpatia do curioso nome. Seu território lidera a produção de soja no Brasil e seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é campeão estadual, atingindo 0,824. Quer dizer, a elevada produção agropecuária garante qualidade de vida. Naquelas paradas inexiste passado, brilha o futuro.

O chamado Nortão de Mato Grosso caracteriza um polo de desenvolvimento, formado por vários municípios, todos muito recentes, estabelecidos ao longo da BR-163, rodovia que liga Cuiabá a Belém, no Pará. Destacam-se Lucas do Rio Verde, Sorriso, Alta Floresta e Sinop, esta a capital regional, centro político onde pulsa o progresso limpo do interior brasileiro. Vale conhecer.

O nome, mais uma vez, chama a atenção. Sinop é um acrônimo advindo da Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná, empresa responsável pela abertura inicial daquelas longínquas terras. Seu então proprietário, Ênio Pipino, legendário colonizador, adquiriu a Gleba Celeste, com 645 mil hectares, destinando parte dela às famílias de pioneiros que, na época, demoravam sete dias para vencer a distância do Paraná até as margens do Rio Teles Pires, criando um fluxo migratório cujo auge ocorreu em 1975. Quatro anos depois, o povoado de Sinop seria elevado à categoria de município. Hoje abriga 130 mil habitantes.

Nessa história se compreende a origem dos agricultores situados no Nortão de Mato Grosso. Foram inicialmente os paranaenses, gaúchos e catarinenses que ficaram atraídos por aqueles solos planos ou levemente ondulados, ainda cobertos com mata virgem. Vieram abrir fronteiras e encontraram um exuberante ecossistema cheio de segredos. Por ali se dá a transição entre o bioma do Cerrado e a Floresta Amazônica. Quanto mais ao sul, próximo de Cuiabá, mais se destaca a vegetação baixa e retorcida do Cerrado na paisagem original; quanto mais se caminha para o norte, rumo ao Pará, mais se impõe a selva elevada e úmida. Por cerca de 500 km se percebe tal gradação verde.

A grande maioria dos brasileiros - estrangeiros nem se fala - desconhece que existem no Brasil duas 'Amazônias': a Amazônia Legal, um território geopolítico, e a Amazônia bioma, palco da típica rain forest. A primeira mede 5,2 milhões de km2 e inclui a segunda (4,2 milhões de km2), pois seus limites geográficos foram estabelecidos pelas divisas dos nove Estados que a compõem, incluindo parte de Mato Grosso, do Maranhão e do Tocantins. Isso significa que a Amazônia Legal abarca grandes áreas de vegetação do Cerrado do Centro-Oeste. Já a Amazônia bioma se forma, óbvio, apenas pela densa floresta original. Pouca gente sabe dessa diferença, que confunde muitos analistas desavisados.

Voltando ao Nortão, as características do solo e do clima permitiram amparar com força total o modelo tecnológico, e tropicalizado, de grande escala no campo. Ali a agronomia se excedeu, garantindo excepcionais níveis de produtividade nas lavouras e nas pastagens - 100% dos agricultores tiram duas safras por ano. As fazendas, totalmente mecanizadas, baseiam-se na gestão familiar. Filhos de sitiantes sulinos progrediram na vida.

Tudo reluz na cidade de Sinop. Inexiste velhice, quer de coisas ou de pessoas. A sede da prefeitura, a igreja central, as lojas do comércio, as moradias, as largas e planejadas avenidas, os automóveis, por onde se enxerga se vê modernidade. Nas ruas o povo parece ser mais alto, aloirado, de olhos claros, palavreado cantado, traços próprios de descendentes dos imigrantes europeus.

Assim também se mostra a reluzente Sorriso. Com 80 mil habitantes, a intitulada 'capital do agronegócio' erigiu-se apenas nas últimas duas décadas, transformando a planura dos campos de Cerrado, que cobriam a maioria de seu território natural, em lavouras verdejantes. O brilho dessas cidades impressiona quem está acostumado com o padrão mais antigo da sociedade urbana no País.

É impossível entender a economia de Mato Grosso sem considerar a crescente produção de grãos obtida nessa região. Em consequência desse sucesso agrário, o Estado já responde atualmente por 25% da safra nacional de grãos, ultrapassando o Paraná (19%) e o Rio Grande do Sul (16%) no ranking da safra nacional. O êxito agropecuário, entretanto, não resultou no desmatamento total do território nem gerou depredação ecológica. Nada disso.

Ao contrário das zonas tradicionais de ocupação, que avançaram sobre as matas ciliares e mantiveram poucos remanescentes florestais, ali, nessa região de Mato Grosso, se preservaram 100% das áreas ribeirinhas, mantendo-se sempre as reservas florestais obrigatórias, dentro das propriedades rurais, na razão de 35% onde era Cerrado e 80% na floresta alta. Só vendo para crer.

Viajando pela rodovia, ou observando pelas janelas do avião, veem-se as lavouras contrastando harmoniosamente com as reservas florestais, formando um mosaico de cores e espaços que mais parece um lindo quebra-cabeça da natureza. Há dados objetivos. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imae), nessa região oficialmente denominada 'Centro-Norte', a agropecuária explora apenas 27% da área total. O restante continua preservado.

Eduardo Godoy, jovem economista que trocou as praias de Santos pela agronomia em Mato Grosso me relata, viajando de Sorriso para Sinop, que os norte-americanos se encantam com essa convivência lavoura-floresta. Mas não entendem por que os agricultores brasileiros arcam sozinhos com a reserva ambiental. Lá, nos EUA, áreas subtraídas da produção recebem fortes subsídios do governo.

Ninguém sabe explicar.

*Xico Graziano é agrônomo, foi secretário de Agricultura e secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.





:: segunda-feira, 31 de março de 2014

Há 50 anos...

31 de março de 1964 —
 

O povo brasileiro inconformado com a política criptocomunista do Governo João Goulart.

Do outro lado, no meio do movimento católico surge uma força conservadora. O professor e ex-deputado constituinte de 34, Plinio Corrêa de Oliveira, com o apoio de dois bispos, Dom Geraldo de Proença Sigaud, Arcebispo de Diamantina (MG), e Dom Antônio de Castro Mayer, bispo de Campos(RJ), lançam o livro que se transformou em best-seller 'Reforma Agrária Questão de Consciência', fazendo a defesa do direito de propriedade baseado nos mandamentos da lei de Deus e nos ensinamentos das encíclicas papais em oposição à Reforma Agrária socialista e confiscatória. Dessa reação surge a TFP, Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade.



O ano de 64 se anunciava borrascoso. Um congresso de orientação nitidamente comunista — o da Central Única dos Trabalhadores da América Latina (CUTAL) — fora marcado para janeiro em Belo Horizonte. Universitários ligados à TFP promovem abaixo-assinado de 30 mil assinaturas, o qual é entregue na Capital Federal....



A reação popular contra a realização do congresso é enérgica, e seus promotores veem-se forçados a transferi-lo para Brasília.

Em março de 64 a TFP desce às ruas. Realiza novo abaixo-assinado (207 mil assinaturas) pedindo à Ação Católica de Belo Horizonte que esclareça sua posição pró reforma de base.

No dia 13, Jango faz comício na Central do Brasil (RJ), insultando as massas [foto]. Paira no ar a ameaça de um golpe comunista.


No dia 19, realiza-se em São Paulo a primeira ‘MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE’, reunindo grande multidão inconforme com os rumos que tomava o País. A tempestade se aproxima.


Fonte: Paulo Roberto Campos e Reforma Agrária o Mito e a Realidade, pp. 24.





:: segunda-feira, 24 de março de 2014

O governo, que não planta, não chove e não colhe.

Plantou? Choveu? Colheu?

         Percival Puggina

 

           É normal que os governantes subam ao palco das homenagens quando o PIB do Estado registra expansão significativa. Totalmente anormal seria apresentarem-se para vaias nos anos de crescimento negativo. Quem observa o PIB gaúcho ao longo da série histórica de 2002 a 2013, disponível no site da Fundação de Economia e Estatística, observará que os anos de pior desempenho foram os de 2005, 2009 e 2012, quando o PIB caiu respectivamente 2,8%, 0,4% e 1,4%. Foram três tombos, em direta relação com as estiagens ocorridas nesses mesmíssimos anos. Em compensação - felizmente há alguma compensação - os períodos subsequentes às estiagens são, sempre, de crescimento significativo, pois partem de patamares reduzidos. Os bons números recentemente divulgados a respeito do PIB gaúcho de 2013, que cresceu 5,8%, foram bafejados pela excelente safra do ano passado e pelo fato de se referirem à base negativa determinada pela estiagem de 2012.

            Faz parte do jogo festejar bons resultados como produtos da inspirada e competente gestão pública e atribuir os maus à inclemência da estiagem. No entanto, ante as manifestações oficiais sobre a boa expansão do PIB gaúcho no ano passado, obviamente calcado no agronegócio e nas grandes colheitas de soja, arroz e trigo, indaguei a mim mesmo: quando o partido que nos governa começou a  se interessar pela prosperidade do agronegócio?

            Muitas vezes ouvi de seus parlamentares críticas candentes ao modelo agrícola estadual e suas extensivas monoculturas. As centenas de invasões de propriedades, levando intranquilidade e violência ao ambiente rural, não tiveram e não continuam tendo incondicional apoio do partido? Afinal, em que berçário nasceu e em que úberes o MST buscou leite para se desenvolver?  O Rio Grande do Sul é um Estado sem novas fronteiras agrícolas. Não dispomos de terras virgens, por serem exploradas. Nos últimos anos, nenhum avanço significativo teria ocorrido na produtividade das nossas lavouras sem o uso de defensivos e sementes geneticamente modificadas. E eu lembro bem do fogo cerrado que as tecnologias sofreram por parte do PT. O partido apoiava muito a agricultura familiar (no que ia bem) e métodos arcaicos de produção (no que sempre foi muito mal). Agronegócio era palavrão, coisa de latifundiário neoliberal. Mais, todo produtor rural conhece o jogo pesado da presidente Dilma, junto com sua base no Congresso Nacional, para a aprovação da MP-571 numa versão que danificaria econômica e socialmente o setor, seja por indústria de multas, seja por excesso de ônus à atividade privada, seja por abusiva redução da área de exploração, seja por desrespeito ao pacto federativo e por aí afora. Todos os estabelecimentos rurais passariam a trabalhar para alcançar certas metas do governo, que não planta, não chove e não colhe. Produção e a produtividade não pareciam encontrar lugar entre essas metas.

            Por que tudo isso? Por uma ideologia que conduz as ações do governo e de entidades com ele afinadas num viés avesso ao direito de propriedade. Não preciso explicar, certo? É nesse sentido que trabalham a Funai e o CIMI em sua cobiça por áreas produtivas para entregá-las a reservas indígenas. É nesse mesmo sentido que vão as reivindicações dos quilombolas, sempre apoiadas por movimentos sociais de idêntica motivação e na mesma sintonia. Não possuo um palmo de terra. Mas alerto: sem respeito ao direito de propriedade, numa correta ordem juspolítica, pouco se planta e se colhe. Quer chova, quer não chova.

 Zero Hora23 de março de 2014





:: segunda-feira, 24 de março de 2014

Aquecimento verbal

Agricultura e aquecimento verbal

Evaristo Eduardo de Miranda

A solução é uma Agricultura menos sensível às variações climáticas

 

O consumidor conhece a novela: se chove demais ou de menos, o preço das hortaliças, e até da carne, aumenta nos supermercados. Os ganhos desse aumento de preços desaparecem entre o consumidor e o agricultor. Chuva demais ou de menos são sempre sinônimo de perda para os produtores. Não se enfrentam variações de clima com flutuações de preços. A solução é uma Agricultura menos sensível às variações climáticas.

O clima foi apontado como o maior problema enfrentado pelos agricultores, acima do preço de venda dos produtos, do custo de produção e da incidência de pragas e doenças, na recente pesquisa do Índice de Confiança do agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Enquanto alguns querem mudar o clima e salvar o planeta em 50 anos, os agricultores de-sejam salvar a sua roça anual de hortaliças, Milho, feijão e outras trivialidades.

A dificuldade da agropecuária em dar respostas adequadas às variações climáticas presentes e futuras deve-se às incertezas das informações sobre esse fenômeno. A imprecisão dos modelos de mudanças climáticas aumenta da escala global para a local.Os 21 modelos usados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) deixam clara a sua incapacidade de prever mudanças climáticas em escala local.

Em razão da incerteza na previsão do clima futuro na escala para tomar decisões agrícolas, estudos sobre o passado são úteis. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam tendências de mudanças nos padrões das chuvas e temperaturas nos últimos 50 a 100 anos no Brasil. Eles apontam para padrões complexos, com três ou mais situações num mesmo Estado. E para a necessidade de ampliar a rede de coleta de dados!

Para dificultar ainda mais a decisão dos agricultores sobre que variedades ou técnicas de plantio adotar em face das incertezas climáticas, lá onde vivem não existe agrometeorologia de qualidade para orientá-los. Nem redes sociais e de informação sobre o tema. Eles estão sós e desinformados.

Felizmente,a Agricultura tropical é bastante adaptada às variações de chuva e temperatura. No Brasil, de um ano para outro essas flutuações são maiores do que os cenários alardeados por porta-vozes de mudanças climáticas! Neste verão a temperatura andou 6 a 8 graus acima da média, enquanto no início dos anos 1990 foi exatamente o contrário. Aliás, como a chuva, a temperatura nunca anda na linha... da média.

Variação da temperatura entre dia e noite superior a 15 graus é comum nos trópicos. Valor muitas vezes superior às previsões de mudanças climáticas para altas latitudes. E a vegetação e a fauna? Vão bem, obrigado!

Nos últimos cem anos, ecossistemas, florestas plantadas e cultivos tropicais não desapareceram nem fizeram as malas para mudar de latitude. Resultado de longa evolução, eles têm grande plasticidade e capacidade de conviver com variações de chuva e temperatura, diferentemente do que ocorre nas zonas temperadas, onde a regularidade das estações é a regra.

Esse grau de adaptação às flutuações climáticas interanuais, mensais e até diurnas varia entre cultivos anuais, plurianuais ou perenes, e depende de sistemas de produção, capacidade de investimento e uso de tecnologias. Não existe tecnologia que funcione sempre e em qualquer condição, salvo, talvez, a irrigação. Um plantio de café com sombreamento produzirá melhor em anos secos e menos nos chuvosos do que cafezais em pleno sol.O mesmo vale para variedades de ciclo longo e curto, para o adensamento ou espaçamento de plantas, etc.

Uma coisa são as incertezas climáticas, outra é o risco assumido por Agropecuaristas ao decidirem investimentos e mudanças tecnológicas. Eles se comportam como qualquer investidor. Alguns, por temperamento e condição, assumirão riscos maiores, buscarão mais produtividade e adotarão certas tecnologias. Os mais conservadores, em circunstâncias análogas, adotarão outras tecnologias, perderão em produtividade,mas reduzirão os riscos e os impactos das variações climáticas. Outros ainda explorarão a redução do ataque de fungos e o ganho de qualidade em seus produtos em anos secos, como na Fruticultura e na produção de vinhos.

Alternativas tecnológicas existem para aumentar a sustentabilidade da produção diante das variações climáticas. A ampliação da irrigação, da eletrificação, da mecanização rural, da armazenagem nas fazendas, da Logística e do seguro rural seria um enorme avanço perante as incertezas climáticas. Com isso nossa Agricultura,marcadamente debaixo carbono, ajudaria ainda mais a 'salvar o planeta' e alimentar a humanidade.

Para especialistas internacionais presentes no Global Agribusiness Forum, em São Paulo, é do empreendedorismo dos agricultores, das inovações de instituições de Pesquisa Agropecuária e do dinamismo dos países emergentes, como a China, a Índia, a Indonésia e o Brasil, que virão as grandes soluções, graças a novas políticas agrícolas e ambientais.

A adaptação coordenada da Agricultura tropical diante das incertezas climáticas está no começo. Faltam financiamentos específicos para a Pesquisa Agropecuária. Mesmo assim, novos saltos tecnológicos estão a caminho, graças a pesquisas inovadoras, como as previstas no planejamento da Embrapa para o horizonte de 2033,em Melhoramento genético, mudanças climáticas e gestão territorial, por exemplo.

O cenário climático para a Agricultura tropical não é o pior. Mas aponta a necessidade de se adaptar simultaneamente a Agricultura e a sociedade. É a melhor garantia em face das incertezas climáticas e contra o nhenhenhém do aquecimento verbal.

* Doutor em Ecologia, é pesquisador e coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)

 OESP, 24 de março de 2014





:: segunda-feira, 24 de março de 2014

Calor e seca

Calor e seca no Brasil: pânicos verdes e socialismo “vermelho” não abafam a ciência e o bom senso

Posted: 23 Mar 2014 01:30 AM PDT

Calor e seca no Brasil nada têm a ver com  aquecimento global e outros mitos ecologistas
Calor e seca no Brasil nada têm a ver com
aquecimento global e outros mitos ecologistas
O intenso calor e a estiagem dos últimos meses levou o Brasil a quase igualar os recordes de 70 anos atrás quando não havia “aquecimento global antropogênico”, nem preocupação com o CO2, nem ecologistas agitando o ambiente com suas teorias.

O fenômeno serviu também para avaliar a facilidade com que os exageros “verdes” são acolhidos pela mídia simpatizante.

Mas, felizmente, também serviu para ouvir mais uma vez o bom senso de cientistas objetivos.

Pânico e socialismo

Do lado catastrofista, por exemplo, o jornalista Washington Novaes reproduziu velhos chavões:

“Há muitas décadas numerosos estudos científicos vêm alertando para a gravidade e o agravamento progressivo das mudanças, para a necessidade de implantar sem perda de tempo políticas e programas de “mitigação” e “adaptação” a essas transformações.

“Mas têm encontrado pela frente o ceticismo — quando não o descaso. Ou a crença nas avaliações dos chamados “céticos do clima” (O Estado de S.Paulo, 14.02.2014)

Testemunhos em seu favor não faltam e o distinto jornalista não hesitou em apelar aos mais mirabolantes:

Militante ambientalista na Rio+20
Militante ambientalista na Rio+20
“Estudiosos como sir Nicholas Stern dizem que o aumento da temperatura no mundo será de 4 a 5 graus até o fim do século.

“James Lovelock, autor da “teoria Gaia”, chega a prever (Rolling Stone, novembro de 2013) que “a raça humana está condenada” a perder mais de 5 bilhões da população até 2100, com o Saara invadindo a Europa, Berlim tornando-se mais quente do que Bagdá.

“A temperatura subirá 8 graus na América do Norte e na Europa.

“Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, “não haverá pausa no aumento da temperatura”; cada década será mais quente.

“Michael Bloomberg, o bilionário ex-prefeito de Nova York, sugere o fechamento imediato de todas as minas de carvão mineral, a maior fonte de poluição — mas por aqui já pusemos em atividade as nossas termoelétricas a carvão, as mais poluidoras e mais caras.

“Não adianta mais exorcizar os que os “céticos” chamavam de “profetas do Apocalipse”. Nem fechar os olhos à realidade”.

O autor propôs, como é de praxe no alarmismo, metas inatingíveis, como se o homem fosse capaz de domesticar a atmosfera, o sol, os oceanos, os ventos e tudo quanto o supera de modo incalculável.

Após a utopia, ele voltou à proposta “verde”: socialismo, dirigismo estatal, combate à propriedade privada e denúncia do consumo no campo e na cidade.

“Temos de conceber e adotar com muita urgência um plano nacional para o clima. Que inclua regras rigorosas para a ocupação do solo, impeça o desmatamento, promova a recuperação de áreas, proteja os recursos hídricos.

“Obrigue os administradores públicos a tratar com urgência também do solo urbano e que nos imponha repensar nossa matriz energética.

Tecnologias imaturas não trouxeram a solução prometida
Tecnologias imaturas não trouxeram a solução prometida
“É preciso conferir prioridade absoluta às fontes de energia “limpas” e renováveis. Avançar com a energia eólica, já competitiva e ainda desprezada. Estimular os formatos de energia solar, que avançam a toda a velocidade no mundo”.

Qual é a esperança que essa proposta nos traz? As energias alternativas estão apresentando prestações pífias, como temos noticiado largamente em nosso blog.

“Voltar a conferir preferência às energias de biomassas, inclusive ao álcool, em que o Brasil foi pioneiro e agora importa dos Estados Unidos.

“Este é o caminho do futuro: o desenvolvimento local, com microgeração de energia.

“Sem concentrar a propriedade, sem concentrar a renda”.

Em suma, a marcha certa para a frustração, o socialismo e a miséria.

Seca e calor: velhos conhecidos no Brasil

Xico Graziano (O Estado de S.Paulo, 18.02.2014) nos falou de algo bem conhecido e sensato: no Brasil faz calor, acontecem secas, e em certas ocasioes são recorde.

“Anda em busca de explicações o inusitado fenômeno climático. Prato cheio para o catastrofismo ecológico.

“Estrilam sua voz os que apregoam o fim do mundo pela nefasta ação do homem sobre o meio ambiente.

“Na teoria das mudanças climáticas, o efeito antrópico sobrepõe-se às causas naturais.

“No caso brasileiro, por exemplo, supõe-se que até o final deste século a floresta amazônica se transforme numa savana, um bioma árido semelhante ao cerrado do Centro-Oeste. Nesta região, inversamente, passaria a chover mais. Vai saber.

“Pode ser que as mudanças climáticas e a ocupação humana estejam afetando o regime de chuvas. Seca, porém, não é privilégio contemporâneo.

“Na História da humanidade verificam-se terríveis períodos com pronunciada falta d’água. Sua repetida ocorrência é arrolada por Jared Diamond entre as explicações do colapso da civilização maia.

“Falar em seca aqui, no Brasil, lembra o Nordeste. Vem de longe o recorrente problema. O primeiro relato da falta de chuvas na região é de 1583, descrito pelo padre Fernão Cardim, então apiedado pelo sofrimento dos índios do sertão.

“Quase dois séculos depois, entre 1877 e 1879, parte importante dos moradores de Fortaleza pereceu em devastadora seca que afetou especialmente o Ceará.

“De tempos em tempos o nordestino padece no tórrido chão. Há dois anos, metade do gado bovino morreu no semi-árido, durante a maior seca dos últimos 50 anos.

“Os eventos históricos mostram, à farta, que muito antes de os cientistas se preocuparem com o meio ambiente as secas já danificavam economias e arrasavam populações.”



Um metereologista fala

Paulo Etchichury, diretor da Somar
Paulo Etchichury, diretor da Somar
Ponderada e séria explicação do calor e da seca de 2014 devemos a Paulo Etchichury, diretor da Somar, empresa de análise do clima (O Estado de S.Paulo, 02.04.2014).

Em entrevista ao jornal explicou por que o calor e a seca destes meses não tem relação com as mudanças climáticas, mas faz parte de ciclos naturais de altas e de baixas na temperatura do Oceano Pacífico.

“O calor que vimos neste início de ano é um fenômeno eventual ou pode se repetir?

“Estamos no que se chama de Oscilação Decadal do Pacífico — decadal porque envolve décadas, em ciclos de aproximadamente 30 anos.

“De 1975 a 2005, o Pacífico esteve mais tempo quente do que frio. Isso provocou mais chuva no Centro-Sul do Brasil e invernos mais amenos.

“Agora há um consenso na comunidade científica de que voltamos ao padrão registrado entre 1945 e 1975, quando o Pacífico ficou mais tempo frio.

“Não há, então, relação com as mudanças climáticas?

“A Oscilação Decadal do Pacífico é um ciclo natural, que não tem nenhuma relação com o fenômeno conhecido como mudanças climáticas.

“Então teremos de nos preparar para uma nova realidade pelos próximos 25 anos?

“Sim. O mais importante é abandonar o paradigma de que, se tivermos uma seca, a estação chuvosa vai repor os reservatórios de água, os lençóis freáticos e a umidade do solo.

“Não temos mais essa garantia e precisamos nos preparar para isso.”

As afirmações do metereologista não tem a estridência midiática dos exageros apocalípticos “verdes” nem das drásticas “soluções” socialistas e estatistas “vermelhas”.

Suas palavras transmitem a honestidade da ciência não manipulada com viés ideológico e trazem a tranquilidade e o equilíbrio que o Brasil precisa tanto no momento.

Congratulações ao metereologista e ao seu trabalho! Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: segunda-feira, 17 de março de 2014

Nem para os vermelhos de lá, nem para os “verdes” de cá

Cada ano meio milhão de chineses morre pela poluição, mas isso não é tragédia ambiental!

Posted:16 Mar 2014 08:47 AM PDT

Mulher tenta se proteger em Pequim
Mulher tenta se proteger em Pequim
A poluição na China como que é crônica pelo desmedido desejo de hegemonia industrial e econômica do regime socialista. As notícias a respeito parecem repetitivas se não fossem tão trágicas.

A última onda de poluição que se abateu sobre o norte do país “era tão densa que eu não conseguia sequer perceber o imóvel que estava diante de mim. Eu não ouso sequer assomar meu nariz fora de casa porque fico doente”, explicava Gao, jornalista aposentada que vive na periferia de Pequim, ao quotidiano francês “Libération”.

O “Libération” é insuspeito: ele “morre de amores” pela revolução chinesa e pela ecologia!!!

A concentração de micropartículas no ar da capital chinesa atingiu durante uma semana por volta de 400 a 500 microgramas por metro cúbico. Isto é 16 a 20 vezes o máximo definido pela Organização mundial da Saúde — (OMS).

Em Shijiazhuang, cidade industrial próxima de Pequim onde essa concentração supera até 900 microgramas (36 vezes o máximo fixado pela OMS), um habitante ousou se queixar na prefeitura.



Li Guixin acusou as autoridades por não fazerem nada para “controlar a poluição” e “descumprir seu dever”.

Pediu até a devolução do dinheiro que ele gastou comprando máscaras médicas, um purificador do ar e um equipamento para fazer exercícios no interior de sua casa.

Ele corre graves riscos agora: o tribunal não vai aceitar sua queixa porque denuncia as autoridades e pode receber punições extra legais.
O regime "não sabe" ou "tudo até está melhor".  Os cidadãos tratados como escravos sofrem as consequências.  Cena em Pequim.
O regime 'não sabe' ou 'tudo até está melhor'.
Os cidadãos tratados como escravos sofrem as consequências.
Cena em Pequim.

O norte da China está se afogando, mas a imprensa oficial minimiza os danos dos vapores tóxicos que envenenam a saúde dos populares.

O jornal Huanqiu garante que “a causa da poluição é desconhecida” e que “não há explicação científica confiável sobre este problema do ar”.

Um general do exército declarou em transmissão nacional de TV que a “bruma” trazia “certas vantagens” como dissimular os alvos dos mísseis americanos em caso de ataque americano.

A polícia da Internet se encarrega de censurar as reações exasperadas dos chineses com o ar irrespirável.

Um estudo científico que concluiu que Pequim já “não era mais apta a receber vida humana” despareceu da Internet logo depois de publicado.

Idêntica é a sorte dos tweets que criticam a prefeitura de Pequim pela sua passividade.

Pequim recomenda fechar certas fábricas, reduzir o número de carros em ruas e estradas e desencoraja exercícios ao ar livre: todo mundo trancado em casa. Porém que ninguém ouse verificar se a norma é aplicada.

Faltam máscaras respiratórias, filtros de ar e outros instrumentos, porque as fábricas não conseguem produzir e as importadoras não conseguem trazer o fabuloso número requerido pelos chineses, acrescentou “Libération”

Até em Singapura, os estoques estão esgotados pela demanda chinesa.

O "grande irmão" Mao Tsé Tung paira sobre dezenas de milhões de intoxicados chineses. O meio-ambiente? Ora o meio-ambiente!
O 'grande irmão' Mao Tsé Tung paira sobre dezenas de milhões de intoxicados.
O meio-ambiente? Ora o meio-ambiente!
O representante da OMS em Pequim, Bernhard Schwartlander alertou que “os altos níveis de poluição podem provocar câncer no pulmão”.

Mas, foi a toa: a mídia oficial fingiu ignorar a grave advertência.

Bai Chunxue, especialista de Shangai em doenças respiratórias, prevê “a multiplicação das doenças respiratórias, do câncer no pulmão, da asma, da pneumonia e doenças cardíacas”.

E o ex-ministro da Saúde, Chen Zhu, confidenciou ao jornal medico britânico “The Lancet” que  a poluição na China está provocando todo ano entre 300.000 e 500.000 mortes prematuras.

Porém, cinicamente, a vida dos cidadãos-escravos não tem importância.

Nem para os vermelhos de lá, nem para os “verdes” de cá. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo






:: domingo, 16 de março de 2014

Parece que é, mas não é


Parece que é, mas não é
Jacinto Flecha

Muitos que assistiram ao filme “Os Dez Mandamentos” devem ter-se perguntado como o diretor Cecil B. de Mille conseguiu mostrar a enorme fenda abrindo-se nas águas do Mar Vermelho, para os hebreus o atravessarem a pé enxuto. O truque foi uma grande gelatina, na qual a fenda foi aberta por um possante ventilador. 

Filmada esta cena, o deslocamento dos hebreus amedrontados foi depois acrescentado em estúdio, por superposição de imagens contidas em outro filme. Artifícios assim perderam espaço para a informática, com seus efeitos especiais estupendos.

Imagens forjadas podem ser inocentes, mas podem também camuflar intenções sem nenhuma inocência. Manipuladas pela propaganda, estas produzem no público impressões falsas. Ou seja, parece que é, mas não é; ou então é, mas parece que não é. Muito complicado isso? Não se preocupe, pois vamos passar aos exemplos.

Uma grande foto de primeira página na imprensa mostrou um auditório repleto de pessoas assistindo a uma conferência em Brasília. Quase todos usavam chapéu de palha com aba larga, de dar inveja a qualquer mexicano. A impressão era: um operoso grupo de trabalhadores rurais, acostumado à faina do campo, ouvindo atentamente as informações de entendidos, a fim de aprimorar seus conhecimentos agropecuários. 

Mas alguns detalhes dão o que pensar: Todos os chapéus eram iguais, e eram zero quilômetro; naquele recinto fechado, provavelmente com ar condicionado, não havia o menor risco de o sol aquecer cabeças que estivessem descobertas; e qualquer agricultor autêntico sabe que a boa educação manda não usar chapéu dentro de casa.
Tudo ali parece que é, mas não é – tão falso quanto remendo em roupa de festa junina. A foto mostrava os personagens por trás, não permitindo apreciar os rostos curtidos dos agricultores. E acaso o leitor acredita que ali houvesse algum agricultor de rosto curtido? Só se foi pelo sol da praia. 

Mas por que usaram aquela fantasia? Ora essa! É claro que alguns agitadores bem remunerados tinham de parecer agricultores diante do respeitável público – uma ilusão de ótica proposital e propagandística.

Vamos a outro caso. O Incra precisava mostrar serviço, e publicou um livreto ufanista intitulado Balanço da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar – O Futuro Nasce da Terra. A foto da capa mostra assentados usando enxadas, e ninguém faz objeção a isso. Mas quem tem alguma vivência de assuntos agrícolas vê logo que a metade dos “trabalhadores” empunha a enxada de modo errado, ou seja, não sabe usá-la. Parece que é, mas não é – outra ilusão de ótica encomendada. 

Para que serve essa pose fotográfica com maus atores? É que a distribuição de terras pelo Incra tem sido um total e rotundo fracasso, resultando nas favelas rurais. Daí os marqueteiros oficiais precisarem dar a impressão de que tudo corre às mil maravilhas.

Recursos como esse já são marca registrada. Uma cena exaustivamente repetida no noticiário mostra bandos do MST empunhando foices e enxadas em manifestações ou invasões. Foice e enxada são instrumentos muito primitivos, mas em pleno uso até hoje. E necessários, pois os pastos precisam ser roçados e o capim precisa ser capinado. Se o agricultor sabe mesmo usá-los, não lhe falta emprego.

Os bandos de sem-terra de passeata sempre exibem foices e enxadas, parecendo reivindicar com isso um lugarzinho para exercer suas aptidões. Acontece que a prática dos agricultores verdadeiros desenvolveu um modo muito cômodo de transportar a foice ou a enxada de casa para a roça e vice-versa: vai no ombro, em posição mais ou menos horizontal. 

Alguns até penduram no cabo uma sacola contendo gêneros diversos. Esse conjunto fica nas costas (na cacunda, como dizem), contrabalançado na frente pela mão que segura a outra ponta do cabo.

Como é que os sem-terra de passeata seguram foices e enxadas? Em pé, como se fossem lanças, alabardas ou porretes. Atitude claramente agressiva, de quem está pronto para atacar quem lhes atravesse o caminho. Poderiam ser instrumentos de trabalho, mas tornam-se armas ameaçadoras quando usadas porsem-terra de invasão. O respeitável público é induzido a crer na primeira hipótese, que de fato oculta a outra intenção; e esta os proprietários de terras invadidas conhecem bem.

Bandos de sem-terra de barraca multiplicam-se Brasil afora. Mas o que de fato se multiplica são só as barracas pretas, quase sempre desabitadas, que congestionam as estradas e o noticiário. A impressão é de trabalhadores rurais à procura de trabalho, mas enquanto isso os proprietários rurais não conseguem contratar trabalhadores, e são obrigados a adquirir dispendiosas máquinas agrícolas para realizar o serviço. Uma antiga música carnavalesca não deixa por menos: “Enquanto isso, na minha casa, ninguém arranja uma empregada”.


Esses bandos comandados por agitadores fariam boa figura “assentados” em tratores ou colheitadeiras. Mas será que querem mesmo trabalhar? Mais uma vez: parece que é, mas não é.
Fonte: ABIM




:: quarta-feira, 12 de março de 2014

Crimes de lesa Pátria

Governo Brasileiro tem prazo até 24 de Julho para revogar a Independência Política e Territorial que aceitou conceder às 'nações' indígenas

Celso Serra

O governo do Brasil tem prazo até 24 de julho para anular um dos maiores crimes de lesa pátria já cometidos em nosso país – a assinatura da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), concedendo independência política, territorial e econômica às nações indígenas, que já detêm mais de 20% do território nacional, se incluirmos as áreas ainda a demarcar.

Pelo disposto no artigo 39, o Brasil tem o direito de denunciar a Convenção ao final de um período de dez anos, contados da data de entrada em vigor, o que ocorreu aqui a 25 de julho de 2003. Ou seja, o prazo terminaria dia 25 de julho de 2013, mas há um período adicional de mais 12 meses para o país dar a decisão final.

O gravíssimo problema surgiu no final do governo FHC, quando o Brasil assinou esta Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, cujo texto contém dispositivos que castram nossa soberania interna. O tratado internacional nos obriga a aceitar passivamente o direito ilimitado de propriedade e posse de terras pelas tribos indígenas (“terras que tradicionalmente ocupam” e, de modo ampliativo e ilimitado, “terras que não estejam exclusivamente ocupadas por eles, mas às quais, tradicionalmente, tenham tido acesso para suas atividades tradicionais e de subsistência”).

 

Um tratado sob medida

Não podemos culpar nenhuma nação pela aprovação e ratificação do Brasil à Convenção 169 da OIT, feita sob medida para atingir países em situação semelhante ao nosso. Aos governos de cada uma dessas nações caberia defender sua soberania. E a comparação com a conduta de outros países prova que foi o Brasil que não soube defender sua soberania sobre o território nacional.

Por exemplo, os Estados Unidos estavam em situação semelhante a do Brasil e seu governo não aprovou a Convenção 169, agiu com zelo, não admitindo qualquer ingerência em seu direito de ser a autoridade suprema no espaço territorial do país e no que diz respeito à situação de seus habitantes.

Apenas 17 países aceitaram

A OIT tem 185 países-membros. Apenas 17 assinaram a Convenção. Os outros 168 não o fizeram,por não admitir qualquer restrição sobre suas soberanias. Além dos Estados Unidos, também a Inglaterra, o Canadá, Nova Zelândia e Austrália, membros da Comunidade Britânica, não aceitaram a Convenção 169 da OIT.  Registre-se que,destes países, apenas a Inglaterra não possui em sua história a ocupação milenar por aborígenes.

Na realidade, para manter a plena soberania em seu espaço territorial, o Brasil estava em situação muito cômoda perante a OIT: bastava acompanhar a posição tomada pela esmagadora maioria dos países-membros e e também não ter assinado o Convênio.  Mas não procedeu assim e criou para si um enorme problema de ordem interna, visto que,na plenitude do espaço territorial brasileiro, teve restringido seu poder de legislar, administrar, elaborar e avaliar planos e programas de desenvolvimento nacional e regional, construir estradas, hidrelétricas e demais obras de infraestrutura, enfim, de decidir soberanamente sobre o que poderia ser mais necessário ao progresso e desenvolvimento do país.

AMANHÃ

As entidades civis, os partidos políticos e as Forças Armadas precisam pressionar
o governo a revogar a Convenção 169

 http://tribunadaimprensa.com.br/?p=81669





:: sexta-feira, 7 de março de 2014

Quantos Saracuras e quantos Samadas não existem hoje no movimento indigenista!?


'Novo-índio': Integrante da Força Revolucionária anti-Brasil
Leo Daniele
Um novo índio de celular e motosserra, além de mais subversivo, faz parte da Frente Única Indígena, Negra e Popular, votada à agitação e ao agravamento da confusão pela qual passa o País. Nada a ver com o índio autêntico.

A charada do “novo índio”


Ele usa jeans, por vezes bermudas, não raro empunha uma motosserra, vende a madeira ao branco e se comunica por telefone celular. Não se distingue muito do habitante da periferia de uma grande cidade ou mesmo de um empresário. Entretenimento: televisão captada por antena parabólica. Mas para a guerra ele se pinta, de acordo com seus costumes ancestrais. Fica tal qual um sem-terra, mas um sem-terra pintado.

O grosso da opinião pública nacional vê com estranheza esses “novos índios com barrigão, camionetas e... garimpos de diamantes, ‘expropriados’ a tiros e porretadas”.(1)

Uma variante. “De ar próspero, obeso e semblante matreiro”, com Toyota, avião, “camisa Lacoste e óculos importados, mantendo firmes investimentos em vários ramos de negócios, entre eles, exportação de madeiras nobres, fazendas de gado e lojas de artesanato especializadas em plumagens e miçangas indígenas”: trata-se do cacique Pio.(2)

Outra variante: em agosto de 1984, o cacique Mario Juruna, então deputado federal, foi visitar a fazenda São Lucas, em Pau Brasil(Bahia). Constava que ela tinha sido invadida por índios. Mas Juruna declarou: “Não existe índio na Fazenda São Lucas. É tudo caboclo de cabelo enrolado. Os caciques pataxós Saracura e Samada não são índios também”.(3)

Quantos Saracuras e quantos Samadas não existem hoje no movimento indigenista!?

Em linhas muito gerais, existem no Brasil de hoje três tipos de índios:
O não aculturado. Vive de acordo com a imagem tradicional de um índio.
O aculturado. Ele fez uma opção: escolheu nossa cultura. Essa opção precisa ser respeitada. Inclusive por ele mesmo. Como afirma Plinio Corrêa de Oliveira, “seria irrefletido, simplista, e até fanático pretender que, em contato com a civilização ocidental, os índios só têm a perder e nada a lucrar”.(5) Acrescenta um jornalista: “Alega-se que é necessário preservar-lhes a cultura, mas essa preservação depende da vontade que eles tenham de conservá-la, e não da nossa conveniência estética ou de remorso histórico”.(6)
O “novo índio”. Ele cedeu à tentação de ser índio e não-índio ao mesmo tempo; um homem de dupla personalidade para tirar proveito das duas situações. Um exemplo dessa duplicidade parece ser o “estudo de mercado” exigido pela Conferência Nacional dos Povos Indígenas, que se reuniu em abril de 2006:(7) silvícolas e empresários ao mesmo tempo? Com facilidade o “novo índio” pode tornar-se um subversivo. Sobretudo sob a influência de algum agitador, talvez eclesiástico.
Há ainda uma quarta categoria: “Índios” do gênero dos “caciques” Saracura Samada (como os acima referidos), que não são índios e se fazem passar por tal. São mais numerosos do que se imagina.

Continua -
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=8C641F56-3048-560B-1C948F0A91D6714B&mes=Junho2006&pag=1





:: quarta-feira, 5 de março de 2014

MST: Da impopularidade ao vandalismo, com altas proteções

MST: Da impopularidade ao vandalismo, com altas proteções

Jackson Santos

 

Agencia Boa Imprensa

MST praticando atos de vandalismo em Brasília. No destaque, um dos policiais agredidos por militantes do MST.

 

Cada vez mais carente de apoio popular e afagado pelo governo petista, o MST se entrega a atos de índole terrorista, como os ocorridos durante seu congresso em Brasília

 

Desta vez não foi em propriedades agrícolas. Foi na Praça dos Três Poderes, em Brasília(1), que o MST se entregou a depredações, arrebentando as grades que defendem o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubando as que protegem o Palácio do Planalto. A confusão levou o STF a suspender uma sessão plenária de julgamentos. [Fotos acima e abaixo]

Não ficou nisso. Agrediram os policiais que defendiam bens públicos, deixando 30 deles feridos, oito dos quais gravemente, atingindo-os com barras de ferro, pedras e cruzes de madeira. “Eles partiram para o vandalismo”, disse o major Marcelo Koboldt, um dos responsáveis pelo policiamento. Apenas um militante foi detido.

Tentaram ainda deixar sua marca em frente à embaixada dos Estados Unidos, depositando ali grande quantidade de lixo, mas foram impedidos pelas forças da ordem. Levavam faixas pedindo mais reforma agrária, além de criticar o julgamento do Mensalão.

A manifestação foi um dos atos do congresso que o MST realizou na capital federal de 10 a 14 de fevereiro, para comemorar seus 30 anos de existência impune e desafiante, com a conivência de poderes constituídos.

Apoio ostensivo do governo petista

 

Durante os distúrbios, Gilberto Carvalho, Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, foi receber um documento do MST e procurou minimizar a caráter altamente agressivo dos manifestantes: “O que acontece é muito comum. Vem uma molecada e empurra a grade”. “Eles têm que fazer pressão mesmo”.

Carvalho, tido por alguns como ex-seminarista frustrado e por outros como um autêntico comunista (as duas apreciações não se excluem), é o encarregado do governo no trato com o MST e congêneres.

Agencia Boa Imprensa

No dia seguinte ao vandalismo emessetista, a presidente Dilma Rousseff recebeu um grupo de representantes da organização no Palácio do Planalto, entre eles o eterno João Pedro Stédile!

Ela prometeu montar um grupo interministerial para analisar a longa lista de reivindicações que recebeu e ver quais delas podem ser atendidas de forma emergencial. Prometeu também assentar 30 a 35 mil famílias até o fim do ano e deu a entender que o novo titular do Ministério do Desenvolvimento Agrário será mais afinado com os sem-terra. A reunião com Dilma foi considerada uma conquista por parte da liderança do MST.

Está em debate no Congresso Nacional uma lei antiterror, que seria aplicável a esta manifestação do MST como luva na mão. Acontece, porém, que o PT foi orientado pelo governo a propor mudanças na lei para que os movimentos ditos “sociais”, como o MST, não possam ser enquadrados na legislação!

A conivência não poderia ir mais longe. Sendo que, por seu lado, o MST se porta com inusitada covardia, pois nem sequer assume a responsabilidade de registrar-se como associação legal. É uma agrupação de fato que faz o que bem entende.

A irrelevância do MST


Por que tanto empenho do governo petista em prestigiar o MST, mesmo depois da prática de atos Agencia Boa Imprensacriminosos de vandalismo e lesões corporais graves? Será pela força que o movimento tem na população? Nada disso. O MST está em fase de decadência aguda.

O próprio Stédile o reconheceu, em palestra reproduzida pela  Agência de Notícias Adista: “O mundo vive um período de refluxo do movimento de massa” que afeta ao próprio MST; “as massas percebem a impossibilidade de uma vitória, e se voltam para trás”.(2) É tal a falta de apoio no campo, que Stédile anunciou que vai transferir as invasões do MST para as cidades.

Comenta um editorial da “Folha de S. Paulo”: “Cada vez menos relevante, o MST encontra nos tumultos um meio de chamar a atenção [...] Talvez por causa desse sinal de irrelevância o MST considerou importante chamar a atenção por outros meios”. Ao reunir-se com o MST, a presidente Dilma “passa a falsa impressão de que eles estão no caminho certo”.

Ou seja, é o governo petista que tudo faz para impedir que o MST se veja reduzido a sua insignificância. Como, aliás, faz o mesmo com a ditadura comunista em Cuba, impedindo assim que ela caia de podre e liberte os pobres cubanos que sofrem sob seu guante de ferro.

 

Ajuda financeira e público diversificado

O esforço para arrebanhar participantes foi grande, pois o pátio do Ginásio Nilson Nelson, onde se realizou o evento, estava abarrotado de ônibus provenientes de vários cantos do Brasil. Grande parte dos presentes recebeu uma pequena “ajuda financeira” para comparecer. Parece ironia, mas o nome original dessa arena era Ginásio de Esportes Presidente Médici, inaugurado durante o regime militar.

Agencia Boa Imprensa

A imprensa referiu-se a 16 mil participantes. Embora o Ginásio comporte 16 mil pessoas sentadas, apresentava grandes partes vazias, como se pode ver pelas imagens. [foto à esquerda]. Muitos dos presentes pareciam hippies, havia cubanos e venezuelanos. Como fator de propaganda, organizaram no local uma feira miserável de produtos agrícolas “produzidos” nos assentamentos, com frutas, verduras, mel e — não podia faltar — cachaça.

 

 

“Pérolas” do congresso

 

O líder máximo do MST, o marxista Stédile, parafraseando o brado comunista “Proletários de todo o mundo, uni-vos”, do Manifesto de Marx-Engels, declarou: “Esperamos que todas as forças políticas no campo de esquerda se unam nessa luta (pela reforma agrária popular) [...] Vamos continuar ocupando latifúndio, vamos continuar lutando contra o capital internacional”. Nem uma palavra sobre o fracasso generalizado dos assentamentos, que disseminaram pelo campo brasileiro as tristemente famosas “favelas rurais”.

A propósito, convém lembrar que, a convite e com passagem paga, Stédile participou em dezembro último de simpósio promovido pela Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, o que causou grande estranheza entre fiéis católicos de todo o Brasil.

 

 

Durante as palestras dos diversos oradores no Ginásio de Esportes Nilson Nelson, ouviram-se Agencia Boa Imprensa

“pérolas” como esta, anotada por um participante: “O nosso movimento está mais vivo do que nunca, é para lutar por todos que acreditam na revolução socialista. E é um recado para os nossos inimigos: nós não queremos Estado, nós não queremos imperialismo, queremos o poder, queremos as riquezas para distribuir para o povo.” Como programa futuro, foi anunciado que cada MST estadual terá a obrigação fazer um “MSTzaço” em seus estados.

Não faltou ao evento o respaldo, embora discreto, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tornou presente seu apoio através de carta assinada pelo presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, D. Guilherme Antonio Werlang, Bispo de Ipameri, GO.

Este é o MST, ao qual falta apoio popular, mas que é prestigiado pelo governo petista brasileiro e teve seu líder convidado para simpósio da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano!

Seria mais objetivo — e mais leal — dizer que a sustentação do MST é feita por razões ideológicas de esquerda, e não queiram nos impor a balela de que ele representa o povo.

 

______________

Notas:

1. Fontes: “Correio Braziliense” (13-2-14); “Folha de S. Paulo” (13 e 14-2-14); “O Estado de S. Paulo” (12 e 13-2-14).

2. http://www.adistaonline.it/?op=articolo&id=53494

(*) Jackson Santos é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM). 





:: quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Onde está a produção orgânica da Reforma Agrária do MST?


26/2/2014
Gilberto Carvalho defende patrocínio ao MST














 Ministro defendeu o MST ao comparar com a ajuda dada a feiras agropecuárias


— A Caixa Econômica, o BNDES e qualquer órgão público financiaram simplesmente o apoio à produção legítima de agricultores que estão contribuindo muito para a melhoria da qualidade do produto que chega à mesa do brasileiro.
— E vamos seguir fazendo. O resto é tentativa de uso ideológico e político de uma ação que, ao nosso juízo, é legítima.
Para o ministro, é um dever do governo financiar ações que estimulem a 'organização da cidadania e da produção' e é próprio de um governo democrático fazê-lo.
— Portanto nós repelimos qualquer tentativa de dizer que estamos financiando a baderna ou a violência.
Gilberto defendeu o MST, afirmando que o governo considera o movimento legítimo e não o vê como um mal e defendeu as ações.
— O MST não é um movimento de baderneiros, é um movimento legítimo e responsável por uma realização importante no País no processo de reforma agrária e, mais do que isso, hoje responsável pela produção de alimentos orgânicos, em cooperativa em todo o País. (sic)
A imprensa revelou que a Petrobras patrocinou o Congresso do MST com R$ 650; a Caixa Econômica Federal e o BNDES colaboraram com R$ 550 e o INCRA aplicou R$ 448,1.




:: quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Acionistas da Petrobrás angustiados

Acionistas da Petrobrás angustiados, contribuintes escorchados e dinheiro para o MST




Petrobras também ajudou a bancar o MST 

com R$ 650.000



Assim como a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Petrobras ajudou a bancar evento realizado durante o 6.º Congresso Nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), realizado há duas semanas em Brasília. 

O congresso dos sem-terra terminou em confronto com a Polícia Militar na Praça dos Três Poderes - no quebra-quebra, 32 pessoas ficaram feridas, sendo trinta policiais. Segundo reportagem publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, a Petrobras fechou contrato de patrocínio, sem licitação, com uma entidade ligada ao MST no valor de 650.000 reais.
   
O congresso foi realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro e reuniu 15.000 pessoas. No dia 12, uma marcha organizada pelo movimento saiu do ginásio e percorreu cerca de cinco quilômetros até a Esplanada dos Ministérios. O objetivo declarado era a entrega de uma carta ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, com compromissos não cumpridos pela presidente Dilma Rousseff na área da reforma agrária. No dia seguinte ao conflito, a presidente recebeu líderes do movimento para debater a pauta de reivindicações. 
A Caixa Econômica Federal e o BNDES colaboraram com um total de 550.000 reais para o evento, por meio de patrocínios para a Associação Brasil Popular (Abrapo).

A Abrapo recebeu os patrocínios para a Mostra Nacional de Cultura Camponesa, atividade que serviu como ponto de encontro para os integrantes do congresso do MST. Ao todo, foi gasto cerca de 1,6 milhão de reais em recursos públicos e de empresas com economia mista.


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desembolsou 448.000 reais para a montagem da estrutura da Feira Nacional da Reforma Agrária, outra atividade ligada ao Congresso. A Abrapo e o MST têm relação próxima. A conta corrente da associação no Banco do Brasil aparece no site do movimento como destino de depósito para quem deseja assinar publicações como o jornal Sem Terra.

A Petrobras diz que os 650.000 reais foram destinados porque a Mostra 'alinha-se ao programa Petrobras Socioambiental na linha dedicada à produção inclusiva e sustentável'.

Além do patrocínio para o evento, a estatal informou ainda que planeja bancar outra iniciativa da Abrapo, 'para a produção e lançamento de CD, DVD e caderno de canções infantis no meio rural, como estímulo à preservação e difusão da cultura tradicional e popular brasileira'. Este contrato tem valor de 199.000 reais.
Ressarcimento - A Frente Parlamentar da Agropecuária pediu ao Ministério Público que investigue os patrocínios e peça ressarcimento aos cofres públicos em caso de irregularidade. A bancada ruralista quer também aprovar um requerimento para convocar o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para depor na Comissão de Agricultura da Câmara.

A Caixa, que patrocinou a Mostra com 200.000 reais, e o BNDES, que destinou 350.000 reais, alegam que havia motivos comerciais para o patrocínio. Os contratos foram assinados sem licitação. O Incra afirma não ter repassado recursos à Abrapo, sendo responsável apenas pela montagem da estrutura física do evento e pela infraestrutura de transporte de mercadorias dos produtores selecionados. 

O MST, como já mostrou VEJA em diversas reportagens, é comandado por agitadores profissionais que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, se valem de uma multidão de desvalidos como massa de manobra para atingir seus objetivos financeiros. 
Sua arma é o terror contra fazendeiros e também contra os próprios assentados que se recusam a cumprir as ordens dos chefões do movimento e a participar de saques e atos de vandalismo. Com os anos, o movimento passou por um processo de mutação. 
Foi-se o tempo em que seus militantes tentavam dissimular as ações criminosas do grupo invocando a causa da reforma agrária. Há muito isso não acontece mais. Como uma praga, o MST ataca, destrói, saqueia – e seus alvos, agora, não são mais apenas os chamados latifúndios improdutivos.
Fonte: Veja




:: quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Alerta para a bioadversidade

Lael Varella (DEM-MG) critica insanidade de leis ambientalistas

Câmara dos Deputados (26/2/2014)

O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG) pronuncia o seguinte discurso: 

 Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados

A insanidade de certas leis ambientalistas vem causando preocupação, doenças e muito prejuízo em Minas e nos outros estados da Federação. Nas áreas rurais, os brasileiros enfrentam uma dura e cotidiana batalha contra a bioadversidade como pragas e doenças que atacam pessoas, animais, cultivos e o meio ambiente. Muitas delas que pareciam extintas vêm galopando de volta sob o silêncio e a omissão dos governantes. Na verdade, a biodiversidade se transforma em bio-adversidade.

O pesquisador da Embrapa, Dr. Evaristo E. de Miranda, publicou no jornal O Estado de São Paulo, 24.01.2014, um esclarecedor artigo contra esta bio-adversidade no qual ele aponta os males absurdos que o ambientalismo dominante vem trazendo para o Brasil e para a própria natureza. Cita o exemplo da proliferação das capivaras em espaços urbanos e áreas agrícolas.

Para o pesquisador, além da destruição da vegetação, as capivaras disseminam a febre maculosa, por meio do carrapato-estrela, responsável pela morte de muita gente, Brasil afora. Mostra que até placas já são colocadas pelas prefeituras com a advertência: 'Capivaras. Afaste-se. Risco de febre maculosa'. Sede um lado não é tarefa fácil eliminá-las, de outro, constitui crime ambiental inafiançável, o que deixa os prefeitos de mãos atadas.

Mas se fossem apenas as capivaras! Problema semelhante ocorre com a proliferação de micos, saguis e até do macaco-prego, capazes de devorar ovos e filhotes, mesmo nos ninhos mais escondidos. Eles causam o declínio e a extinção local de populações de aves, ademais de invadir residências e destruir a vegetação.

Outro exemplo que estudioso cita é o das pombas, chamadas de ratos do céu;o das maritacas que já começam a invadir as cidades, e que não cessam de se multiplicar, causando danos às instalações elétricas. Com a pomba-amargosa e outras pragas aladas, as maritacas chegam a impossibilitar o cultivo de girassol, sorgo e outras plantas. E ainda elas danificam a fruticultura, atacam grãos como o amendoim durante o transporte.

Outro grave problema apontado é multiplicação das lebres e dos javalis provenientes da Argentina e do Uruguai. Para o Dr. Evaristo de Miranda, a superpopulação da lebre europeia virou caso de segurança aeroviária. O grande número desses animais ágeis e de hábito noturno preocupa a operação de aeroportos. Sua reprodução crescente e rápida torna inviável a produção de hortaliças. Elas destroem plantações de maracujá, laranjais e cafezais em formação. 

Não há cerca ou tela capaz de contê-las. Um dos maiores prejudicados é o coelho nativo. O tapiti e seus filhotes são mortos pela lebre, que invade e ocupa suas tocas. Já o javali segue em expansão e ataca as mais diversas lavouras e ambientes naturais. 

Não há defesa contra esse animal agressivo que chega a 200 quilos, atua em bandos e invade até mesmo criações de suínos em busca de fêmeas. Em áreas protegidas, o javali ocupa o hábitat e concorre com a queixada e o cateto.

Insiste o estudioso da Embrapa que sem manejo adequado, a recuperação das áreas de preservação permanente e de reserva legal, determinada pelo novo Código Florestal, criará corredores e novos espaços para ampliar ainda mais essas pragas e as doenças transmitidas.

 Seu contato com a fauna selvagem e doméstica ampliará a proliferação de várias doenças, como febre amarela, aftosa, lepra, raiva e leishmaniose, entre outras. Sem gestão territorial e ambiental, a introdução e a aproximação desses animais de áreas rurais e urbanas tornará inviável a eliminação de diversas doenças e trará novas – e difíceis – realidades ao combate às zoonoses.

E o rol das adversidades continua aumentando com os invertebrados como mosquitos, pernilongos, carapanãs, borrachudos e assimilados. A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, ultrapassou 1,5 milhão de casos em 2013, três vezes mais do que em 2012! Um recorde como nunca antes se viu na História deste país. Foram 500 mortes registradas. E crônicas prosseguem a febre amarela, a malária, a oncocercose.

E não para aí. A bioadversidade provocada por vermes e assimilados também faz o seu caminho: esquistossomose, chagas, toxoplasmose, amebíases, lombrigas e giardíases proliferam. A falta de saneamento e de água tratada afeta criticamente tanto populações amazônicas ao longo de grandes rios como a periferia de cidades e áreas rurais. 

Mais de 88% das mortes por diarreia se devem à falta de saneamento e 84% dessas mortes atingem as crianças. As infecções são contraídas pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Apesar dos progressos (entre 2010 e 2011 houve um aumento de 1,4 milhão de ramais de água e 1,3 milhão na rede de esgotos), não se coleta nem metade do esgoto. E, do coletado, apenas 38% recebe algum tratamento. As inundações de verão, além de deslizamentos, trazem a leptospirose e o perigo do tifo e do tétano.

Se tudo isso não bastasse, Sr. Presidente, o competente pesquisador aponta para os exércitos de carrapatos, percevejos, moscas, mutucas, baratas, escorpiões, aranhas, morcegos hematófagos e transmissores da raiva, caramujos gigantes, serpentes peçonhentas e outras ameaças sempre recebem reforços externos. A recém-chegada lagarta Helicoverpa armigera já trouxe prejuízos de bilhões à agricultura brasileira! Isso não se resolve apenas com reflexões metafísicas. É preciso agir.

E o autor do estudo afirma que explicações simplistas de que o desmatamento ou o 'desequilíbrio ecológico' levam esses animais a se refugiar em cidades não servem nem como piada. No mundo inteiro existem gestão e manejo ambiental, como abate direcionado de animais e uso preventivo do fogo, por exemplo, até em unidades de conservação. 
No Brasil não se pode fazer manejo e gestão ambiental nem sequer em áreas agrícolas. Capacitar técnicos para o manejo seria indução ao crime. A política resume-se a aplicar redomas legais de proteção sobre territórios e espécies, mesmo se invasoras ou em superpopulação. Não existem ações efetivas de controle dessas populações.
Sr. Presidente, a situação sanitária atual e futura precisa ser objeto de uma atenção mais racional e preventiva. Como enfrentar essa bioadversidade quando qualquer tipo de caça é crime e a posse de armas, mesmo em áreas rurais isoladas, é quase impossível?

Atente-se, Sr. Presidente, para a conclusão do Dr. Evaristo de Miranda: 'Maior que o desafio de preservar a natureza é o de geri-la e controlar suas populações animais. Enfrentar a bioadversidade exige, além de financiamento, um cabedal de ciência, inovação e competência, algo raro, quase em extinção, no campo ambiental'.
               Tenho dito.




:: segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Fraudes do IPCC


Prof. Molion aponta renovadas incongruências e até fraudes científicas em recente relatório do IPCC

Posted: 23 Feb 2014 12:30 AM PST

Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion
Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion

Recentemente foi publicado o 5° Relatório/2013 (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Repleto de informações incoerentes, tal relatório é louvado por adeptos da “ideologia verde”, mas severamente criticado por cientistas sérios que não seguem a onda “politicamente correta”.

Um desses cientistas é o Prof. Luiz Carlos Molion. PHD em Meteorologia e professor de Climatologia e Mudanças Climáticas da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió — onde também dirige o Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT).

Formado em Física pela USP, com doutorado em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutorado na Inglaterra. Ex-diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Em entrevista obtida por Nelson Ramos Barretto, correspondente de Catolicismo na capital federal, o ilustre climatólogo e professor da UFAL aponta inconsistências, e até mesmo fraudes científicas, nas teses defendidas sobre o tão propalado “aquecimento global”.

Sem exagero, o Prof. Molion pode ser – e, aliás, vem sendo – considerado a maior autoridade em matéria de meteorologia do Brasil, e até da América Latina.

Eis a entrevista:

Catolicismo — A cada seis anos o IPCC, principal divulgador de “Mudanças Climáticas do Planeta”, publica um Relatório feito por centenas de cientistas, políticos e ambientalistas. O mais recente, o 5º Relatório de 2013, atendeu às expectativas?

Prof. Molion—O 5° Relatório (AR5) do IPCC, lançado em final de setembro, ficou muito abaixo das expectativas.

É confuso, obscuro e continua insistindo em que a temperatura tem aumentado e em que há 95% de certeza de que esse aumento seja provocado por atividades humanas.

Novo relatório do IPCC de 2013
reincide em velhos erros e acrescenta mais incongruências
Os dados observados, porém, mostram que a temperatura média global está estável ou até em ligeiro declínio há 16 anos — o que vem sendo chamado de “hiato do clima” — enquanto a concentração de CO2 aumentou em 10% no mesmo período.

Isso levou o Prof. Richard Lindzen, do Massachussetts Institute of Technology (MIT), EUA — um dos mais respeitados meteorologistas do mundo — a afirmar que “o AR5 desceu ao nível de incoerência hilariante e que é surpreendente as ‘contorções’ que o IPCC tem feito para manter as mudanças climáticas na agenda internacional”.

No AR5, o IPCC faz projeções ainda mais catastróficas para o clima global, como aumento de temperatura média global de até 6 °C e aumento do nível do mar de até 98 cm para o ano 2100.

CatolicismoO que aconteceu com as previsões de aumento da temperatura do Planeta?

Prof. MolionDe acordo com as previsões feitas já no Primeiro Relatório (FAR) do IPCC em 1990, a temperatura global já deveria estar cerca de 1°C acima do que se registra hoje. Os relatórios subsequentes também superestimaram as previsões.

A temperatura tem-se mantido estável e o IPCC tem tentado explicar esse “hiato” com argumentos não comprovados, como o de que o excesso de calor teria sido absorvido pelos oceanos, mudanças no ciclo solar, erupções vulcânicas causando resfriamento, dentre outros.

Chegam até a confessar que “alguns modelos podem estar superestimando a intensificação do efeito-estufa e o aquecimento”.

Modelos de clima não reproduzem a variabilidade natural do clima por não representarem adequadamente os processos físicos que controlam o clima global, se utilizam de cenários futuros que são fictícios.

Ou seja, feitos pela mente humana, e, portanto, seus resultados, suas “previsões”, são meros exercícios acadêmicos que não se prestam para o planejamento das atividades humanas a longo prazo.

Modelos nunca foram validados.

Os resultados publicados no Relatório de Avaliação Nacional n°1 (RAN 1), do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), também são catastróficos e afirmam, por exemplo, que a temperatura dos Cerrados, um dos celeiros do mundo, vai aumentar de 5°C e a precipitação pluviométrica decrescer de 35% no verão a partir de 2041, enquanto na Região Sul a temperatura e a precipitação vão aumentar de 3°C e 35% respectivamente, no inverno, a partir de 2071.

Tal como as “previsões” do IPCC, os resultados publicados pelo PBMC não merecem credibilidade alguma e os produtores rurais podem dormir tranquilos.

CatolicismoEm 2007 foi feita uma previsão de que o Ártico estaria sem gelo em setembro de 2013? O que ocorreu?

Prof. Molion— Em setembro de 2012, o Ártico registrou o maior degelo na era dos satélites — que começaram a coletar dados operacionalmente a partir de 1979 — uma área de 2,8 milhões de km2.

Em setembro de 2013, porém, o degelo foi de apenas 1,2 milhões de km2, ou seja, uma “recuperação” de 1,6 milhões de km2 em um ano, que o IPCC não sabe explicar, como também não explica por que a Antártica registrou um recorde de cobertura de gelo nesse período.

Uma possível explicação está no Ciclo Nodal Lunar, também conhecido como Ciclo Saros, que é um ciclo de 18,6 anos de duração e é caracterizado pela variação do ângulo que o plano da órbita lunar faz com relação ao equador terrestre.

Quando a Lua está no máximo desse ciclo (28,6° de inclinação), como em 2007, ela puxa gravitacionalmente a superfície dos oceanos fora dos trópicos.

Isso cria um desnível hidráulico entre os oceanos subtropicais e os polares, aumenta a velocidade das correntes marinhas que transportam mais calor dos trópicos para os polos.

A água mais aquecida das correntes marinhas entra por debaixo do gelo flutuante, derrete parcialmente a parte submersa que não consegue mais suportar o peso da parte aérea, e esta colapsa, desmorona, como pode ser observado nos clipes que estão na internet.

Portanto, o degelo no Ártico é natural, provocado pelo maior transporte de calor pelas correntes marinhas, e já ocorreu várias vezes no passado, quando as atividades humanas praticamente não lançavam carbono na atmosfera.

O exemplo é a nota publicada na revista científica Monthly Weather Review de novembro de 1922 (note, 1922!), que relata o degelo do Ártico naquela época, incluindo dados de sondagens que mostravam as correntes marinhas mais aquecidas até 3.100 m de profundidade.

CatolicismoE uma subida catastrófica das águas do mar?

Prof. Molion— No AR 5, o IPCC afirma que o nível do mar subiu 19 cm nestes últimos 110 anos e se torna mais aterrorizador ao prever que o nível do mar vá subir de 98 cm até 2100.

O nível do mar vem subindo desde o término da última Era Glacial, há cerca de 15 mil anos, quando se estima que estivesse a 120 metros abaixo do nível atual.

A subida rápida até oito mil anos atrás foi devida ao derretimento das geleiras que cobriam os continentes.

Há evidências históricas de que o nível do mar já esteve mais elevado no passado recente.

Batalha de Óstia, Roma - Palazzi Vaticani
Batalha de Óstia, Roma - Palazzi Vaticani
Durante o período quente Romano, entre 500 a.C. e 300 d.C., a cidade de Éfeso, próxima à moderna Selçuk, Província de Izmir, Turquia, tinha um movimentado porto que hoje se encontra 5 km distante da costa do Mediterrâneo.

Uma pintura da Batalha de Óstia em 849 d.C., atribuída a Rafael, [foto ao lado] mostra que o nível do mar estava suficientemente alto naquele período para os navios de guerra se agruparem na foz do Rio Tibre.

Hoje, as ruínas de Óstia estão a 3 km da foz do Tibre.

O nível do mar é influenciado por ciclos relativamente curtos, como, por exemplo, o Ciclo Nodal Lunar de 18,6 anos, comentado acima.

No máximo desse ciclo, o nível do mar fica, em média, 13 cm mais alto que em seu mínimo.

Como o máximo ocorreu em 2007, essa variação natural pode ter sido interpretada como aumento causado pelo aquecimento global.

Esse ciclo, porém, está se dirigindo para um mínimo em 2026, e o nível do mar deverá baixar nos próximos anos.

Dados de sensores a bordo de plataformas espaciais confirmam que o nível do mar começou a apresentar um ligeiro decréscimo a partir do máximo lunar de 2007.

Em resumo, o nível do mar é impossível de ser medido com precisão de milímetros, como afirma o IPCC, uma vez que, por exemplo, a crosta terrestre é formada por placas tectônicas que possuem movimentos verticais — ora elevando, ora afundando as réguas que o medem — e ondas oceânicas que, muitas vezes, excedem 30 m de altura.

Catolicismo Os eventos extremos mencionados em 2007, como os furacões?

Prof. MolionEventos extremos, como tempestades severas, furacões, tufões, tornados e ondas de calor, sempre ocorreram com o clima quente ou frio.

São eventos de tempo, e não de clima!

O furacão mais violento, categoria F1, que entrou nos EUA, foi em 1900, 114 anos atrás, quando o homem praticamente não emitia carbono para a atmosfera.

De acordo com Dr. Pielke Jr., professor da Universidade do Colorado, Boulder, EUA, a estação de furacões do Oceano Atlântico Norte de 2013, que terminou no dia 30 de novembro, apresentou a menor frequência de furacões dessas últimas três décadas.

E já se passaram mais de três mil dias desde que o último furacão de categoria F3 ocorreu, o Katrina, em 25 de agosto de 2005.

A pior onda de calor que se abateu sobre o Leste do EUA foi em 1896, matando mais de três mil pessoas só em Nova York.

A década com maior frequência de tempestades com totais acima de 30 mm/dia em São Paulo foi a década dos anos 1940, seguida pela dos anos 1950.

A pior seca que ocorreu no Nordeste do Brasil foi em 1877-79, descrita por Euclides da Cunha em Os Sertões, publicado em 1902.

Portanto, eventos extremos já ocorreram no passado, e não se pode confundir intensidade do fenômeno com vulnerabilidade da sociedade.

Nos dias de hoje, devido ao aumento populacional e à ocupação de áreas de risco principalmente pela população mais carente, as tragédias são de maiores proporções com fenômenos da mesma intensidade.

A região serrana do Rio de Janeiro foi palco de uma tragédia em janeiro de 2011, na qual desapareceram cerca de mil pessoas.

Não foi a primeira vez que isso ocorreu. Em janeiro de 1967, evento extremo similar ceifou mais de 1.700 vidas na Serra das Araras.

Deixa-se um alerta às autoridades de que há grande probabilidade de o Rio de Janeiro voltar a sofrer outros eventos semelhantes em magnitude nos próximos 10 a 15 anos.

É imperativo, pois, que a população seja removida de áreas de risco e a ocupação do espaço urbano seja repensada.

CatolicismoAfinal de contas, vai aquecer ou vai esfriar?

Prof. Molion— Embora os modelos de clima prognostiquem um aquecimento global nos próximos 100 anos, não há absolutamente evidência concreta ou mesmo indício algum de que isso ocorrerá.

É inegável que houve um aquecimento entre 1976-1998, mas foi por causas naturais e já terminou!

A mais provável causa desse aquecimento foi a frequência muito alta de eventos El Niño intensos.

Oceano Pacífico desde o espaco. O sol e os oceanos são os grandes reguladores do clima da Terra. Comparado com eles tudo o que podem fazer os humanos é bem pouca coisa
Oceano Pacífico desde o espaco. O sol e os oceanos são os grandes reguladores do clima da Terra.
Comparado com eles tudo o que podem fazer os humanos é bem pouca coisa
Como já foi comprovado, os eventos El Niño — fenômeno caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Tropical — liberam grande quantidade de calor na atmosfera e aquecem o clima global.

O Pacífico tem um ciclo de cerca de 60 anos, em que apresenta alta frequência de El Niño durante 25-30 anos, seguida de alta frequência de La Niña — o oposto do El Niño — nos 25-30 anos subsequentes.

Desde 1999, o Pacífico vem dando mostras de resfriamento que deve durar até cerca de 2030.

Uma comprovação disso é que, desde 1999, a temperatura tem permanecido relativamente estável e com um ligeiro decréscimo nos últimos 10 anos, embora a concentração de CO2 tenha aumentado.

A história mostra que a humanidade sempre floresceu nos períodos quentes, o oposto sendo verdadeiro para os períodos frios.

Lamentavelmente, o clima está se esfriando e já se observam as consequências desse novo resfriamento, decorrentes de invernos rigorosos mais frequentes.

O inverno do Hemisfério Norte (dez-fev) de 1999/2000 foi tão intenso que, na Inglaterra e no País de Gales, houve excesso de mortalidade de pessoas com idade acima de 65 anos, um total superior a 45 mil mortes em excesso quando comparado com o total dos outros nove meses do ano.

No inverno de 2012/2013, estima-se que morreram mais de 31 mil idosos em excesso na mesma região.

Nos EUA, o inverno passado deixou os solos congelados por quatro semanas a mais do normal nos estados produtores de grãos, mais ao Norte.

O plantio foi tardio e parte da produção foi perdida com as geadas ocorridas no período outubro/novembro.

Em julho de 2013, o inverno no Hemisfério Sul (junho-agosto), a entrada de uma massa de ar polar matou mais de 100 mil ovelhas no Uruguai, dizimou 62% do café no Paraná e afetou outros cultivos de inverno, como trigo e cevada.

Mais de uma centena de cidades registraram queda de neve nos estados da Região Sul, para gáudio dos moradores.

Os principais controladores do clima global, a fonte de energia, o Sol, e os oceanos que cobrem 71% da superfície do planeta estão indicando que o clima vai resfriar nos próximos 15-20 anos.

Infelizmente, as autoridades brasileiras estão indo na direção oposta. Fonte Blog Verde a nova cor do comunismo 




:: sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PNDH-3 de novo

Este golpe contra o direito de propriedade faz parte do PNDH-3.

CNA não aceita substituição de juízes por mediadores ideologicamente comprometidos emconflitos agrários

É com perplexidade que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) toma conhecimento, pela imprensa, das manifestações de um ministro de Estado e de um alto funcionário do Ministério da Justiça, desmerecendo o Poder Judiciário brasileiro.

 

Ao participarem da apresentação de pesquisa sobre conflitos de terra, realizada por uma ONG notória opositora do agronegócio do país, o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e o Secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, defenderam a mediação como medida mais eficiente para resolver os problemas fundiários, relegando a um segundo plano o papel da Justiça.

 

Preocupa especialmente a CNA a defesa, por autoridades, da submissão de conflitos de enorme complexidade a mediadores ideologicamente comprometidos, em substituição a magistrados imparciais, protegidos por garantias constitucionais e selecionados com impessoalidade, por meio de rigorosos concursos públicos. O ministro defende a criação de uma escola de mediadores sem esclarecer qual será o currículo e quem serão os professores destes futuros substitutos de juízes.

 

Por outro lado, a afirmação, presa a dogmas ultrapassados, de que “a velha figura do latifúndio contra o pequeno proprietário continua existindo no país” mostra desconhecimento da realidade do campo. Baseia-se na noção do latifúndio improdutivo, quando é sobremaneira sabido que a propriedade rural brasileira é altamente produtiva e a principal responsável pelo crescimento econômico. 

 

Estas declarações  ganham especial relevância neste momento em que o Ministério da Justiça insiste em não dar cumprimento a decisões judiciais de reintegração de posse,  em favor de produtores do sul da Bahia que tiveram suas terras invadidas por índios. As liminares concedidas pela Justiça Federal e confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região garantem o direito de propriedade. Nestes casos, a crítica do ministro Gilberto Carvalho quanto à inexistência “de posição neutra no aparelho do Estado brasileiro” é contrária à efetividade da Justiça e ao Estado de Direito.

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repele firmemente tais aleivosias e contra elas lutará, em defesa da Constituição e da ordem jurídica .

Brasília, 20 de fevereiro de 2014.

Senadora Kátia Abreu

Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

20/02/2014 | Assuntos fundiários

 





:: quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Desta vez não foi em propriedades agrícolas


 O MST e a Mensagem do Príncipe

 

Gregorio Vivanco Lopes

 

 

 

     Desta vez não foi em propriedades agrícolas. Foi na Praça dos Três Poderes, em Brasília, que o MST se entregou a depredações, arrebentando as grades que defendem o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubando as que protegem o Palácio do Planalto. Não ficou nisso. Agrediram os policiais que defendiam os bens públicos, deixando 30 deles feridos, sendo oito com maior gravidade, além de três manifestantes.

     Tentaram ainda deixar sua marca em frente à embaixada dos Estados Unidos, depositando ali grande quantidade de lixo, mas foram impedidos pelas forças da ordem.

     Tratava-se de uma manifestação do MST, aproveitando o congresso que realizavam na Capital Federal para comemorar seus 30 anos de existência.

     Seu líder máximo, o marxista João Pedro Stédile, repetindo o brado comunista “Proletários de todo o mundo, uni-vos”, do Manifesto de Marx-Engels, parafraseou: 'Esperamos que todas as forças políticas no campo de esquerda se unam nessa luta (pela reforma agrária popular)”.

     Nada disso surpreende a quem vem acompanhando a trajetória de invasões e depredações criminosas efetuadas por esse movimento antissocial. O que surpreende, isto sim, é que esse mesmo Stédile, enquanto representante do MST e de sua cúmplice, a Via Campesina, tenha sido convidado para participar de um simpósio na Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, com passagem paga.

     A perplexidade que tal convite causou em grande parte da sociedade brasileira ecoou na “Reverente e Filial Mensagem” que o Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, descendente da Princesa Isabel, enviou ao Papa Francisco.

     A Mensagem diz ainda muito mais. Ela põe em realce os crimes cometidos no Brasil por movimentos ditos “sociais”, e diz não compreender como fautores de desordem no campo possam ter sido acolhidos com destaque em recinto da Santa Sé. Tanto mais que, depois desse simpósio no Vaticano, Stédile e outros têm colocado boa parte de suas esperanças de ação revolucionária no apoio que esperam da Santa Sé.

     Quo Vadis Domine? Para onde vais, Senhor? pergunta o Príncipe ao Papa Francisco, repetindo as lendárias palavras do Apóstolo São Pedro. Tudo num tom respeitoso, mas que, pela documentação apresentada, pela argumentação cristalina e pelo objetivo certeiro, torna a “Mensagem” um verdadeiro monumento de clareza, força e respeito. E também de alívio para os que, atormentados por tanta ambiguidade de linguagem e de pensamento existente nos meios católicos, tanta falta de amor aos princípios, não sabem mais a quem recorrer.

     Em suma, a “Mensagem” do Príncipe segue o conselho evangélico: “Dizei somente: Sim, quando é sim; não, quando é não” (Mt 5,37). Ela pode ser lida na íntegra em: http://www.paznocampo.org.br/.

 (*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

 

 





:: quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Covardia impune e alinhada

MSTzaço na praçaEnquanto o Congresso discutia o projeto de lei que enquadra protesto contra a Copa como ato terrorista, sem-terra alinhados com o Planalto quase linchavam PMs. Medo de invasão fez o STF suspender trabalhoO PT foi orientado pelo governo a propor mudanças na lei antiterror para evitar que movimentos sociais, como o MST %u2014 que ontem entrou em confronto com militares %u2014, possam ser enquadrados pela polêmica legislação. Mas brasileiros sem vínculos com esse tipo de organização correrão o risco de serem condenados como terroristas se saírem às ruas para protestar. Na Praça dos Três Poderes, ontem, só não ocorreu uma tragédia porque um grupo de ativistas fez uma barreira humana e impediu que manifestantes partissem para cima de policiais encurralados no meio da multidão (estimada em 15 mil pessoas). Segundo a PM, 30 policiais e pelo menos três manifestantes ficaram feridos. Hoje, os sem-terra terão um encontro com a presidente Dilma.  (Janine Moraes/CB/D.A Press)



















Enquanto o Congresso discutia o projeto de lei que enquadra protesto contra a Copa como ato terrorista, sem-terra alinhados com o Planalto quase linchavam PMs. Medo de invasão fez o STF suspender trabalho

O PT foi orientado pelo governo a propor mudanças na lei antiterror para evitar que movimentos sociais, como o MST - que ontem entrou em confronto com militares -, possam ser enquadrados pela polêmica legislação. Mas brasileiros sem vínculos com esse tipo de organização correrão o risco de serem condenados como terroristas se saírem às ruas para protestar. Na Praça dos Três Poderes, ontem, só não ocorreu uma tragédia porque um grupo de ativistas fez uma barreira humana e impediu que manifestantes partissem para cima de policiais encurralados no meio da multidão (estimada em 15 mil pessoas). Segundo a PM, 30 policiais e pelo menos três manifestantes ficaram feridos. Hoje, os sem-terra terão um encontro com a presidente Dilma. Fonte: Correio Braziliense, 13 de fevereiro de 2014.

MST agita e agride policiais até com cruzes!

 

Papa Francisco, papa Francisco, 

 

cuidado com esses companheiros de viagem!


Ocupação violenta

Ativistas do MST e policiais entram em confronto na Praça dos Três Poderes. Ato ocorre na semana em que o Congresso debate projeto de lei que abre brecha para enquadrar manifestantes como terroristas

ANDRÉ SHALDERS
DANIELA GARCIA
LUIZ CALCAGNO
KELLY ALMEIDA

Publicação: 13/02/2014 04:00

 (Janine Moraes/CB/D.A Press)
Policiais são alvo de objetos atirados por manifestantes. Acima, PM ferido no protesto. À direita, a Praça dos Três Poderes tomada pelo MST (Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Policiais são alvo de objetos atirados por manifestantes. Acima, PM ferido no protesto. À direita, a Praça dos Três Poderes tomada pelo MST

 

Menos de 24 horas depois de o projeto da chamada lei antiterrosismo ganhar corpo e voltar ao centro do debate no Executivo e no Legislativo, especialmente após a morte do cinegrafista Santiago Andrade durante protesto no Rio de Janeiro, a Praça dos Três Poderes foi palco de confronto entre policiais militares e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na tarde de ontem. Segundo a corporação, 30 PMs e pelo menos três manifestantes ficaram feridos. Até mesmo a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) teve de ser interrompida (leia mais na página 3).

Os problemas ocorreram no dia seguinte à mudança de discurso da bancada do PT no Senado para adiar a análise da lei antiterrorismo — que abre brechas para o endurecimento das punições a manifestantes. Uma das intenções do partido, orientado pelo próprio governo, é evitar que movimentos sociais, como o MST, acabem sendo criminalizados.

Entre os policiais feridos, oito precisaram de cuidados especiais, pois sofreram cortes profundos e tiveram que passar por pequenos procedimentos cirúrgicos, como sutura, em um hospital particular da Asa Norte. Um deles chegou a receber 30 pontos. Segundo o capitão Aguiar, da assessoria de comunicação da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), todos tiveram alta por volta das 21h30.

Gilberto Carvalho:
Gilberto Carvalho: 'O espaço público tem que ser preservado'


A desproporção entre o número de policiais e o de manifestantes pode ter sido uma das causas da violência. Segundo o capitão da PMDF Marcos Henrique, que coordenava a operação, o efetivo no local era de apenas 250 PMs, além de 20 soldados do Batalhão de Choque. Já o número de manifestantes, de acordo com o MST, era de 15 mil pessoas. Em conversa com jornalistas, o secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, se mostrou surpreso com os problemas. “O espaço público tem que ser preservado, eles sabem disso, nós combinamos tudo direitinho. Só houve confusão porque alguns correram na frente e derrubaram o alambrado.”

O tumulto começou por volta das 16h10, quando ativistas derrubaram parte das grades em frente ao STF. Vinte minutos depois, o mesmo problema ocorreu em frente ao Palácio do Planalto. O objetivo do grupo era ocupar a pista e construir barracas de lona, além de colocar cruzes de madeira no asfalto. A PM reagiu com armas de choque e spray de pimenta. O Batalhão de Choque foi acionado e, mesmo assim, outro grupo derrubou o que restava das grades.

Minutos depois, uma discussão entre os sem-terra e policiais foi o estopim para as agressões. O conflito começou quando um ônibus do MST estacionou na Praça dos Três Poderes. Do veículo, integrantes do movimento retiraram cruzes para pôr em frente ao Palácio do Planalto para lembrar assassinatos em conflitos rurais. Policiais militares bloquearam o local em que o material estava sendo descarregado. Segundo o motorista do ônibus, Alairton Vargas, 40 anos, um policial entrou dentro da cabine e puxou com força a chave da ignição. A chave acabou sendo quebrada.

Em volta dos policiais, estavam centenas de manifestantes reclamando que não poderiam utilizar as cruzes. Foi então que começou o confronto, e integrantes do MST começaram a arremessar pedras e cruzes de madeira.

Durante a ação, um PM acertou a cabeça de um jovem, que não teve o nome divulgado. Outro militante, identificado apenas como Daves, levou um tiro de bala de borracha. Médicos do movimento prestaram atendimento ainda no local da confusão. Marcelo Ramires, 20 anos, também ficou ferido. A mãe do jovem, Simone Ramires, 39, se queixou da reação da polícia. “Ele estava na frente, por isso apanhou, mas não estava desafiando ou jogando nada em ninguém. Eu estava por perto e corri. Quando vi, não estávamos mais juntos”, relatou.

A PM negou que o efetivo destacado para acompanhar a marcha tenha sido pequeno. “Tudo havia sido informado à polícia. Sabíamos de onde os manifestantes eram, eles não omitiram informações. Se tivessem conduzido o protesto normalmente, estaria tudo certo, mas eles partiram para o vandalismo”, disse o major Marcelo Koboldt, um dos responsáveis pelo policiamento.

Fonte: Correio Braziliense, 13 de fevereiro de 2014.





:: quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Quo vadis, Domine? Lael Varella pede transcrição aos anais da Câmara


O Deputado LAEL VARELLA 
(DEM-MG) discursou ontem dia 12/02 sobre o documento do Príncipe Dom Bertrand ao Papa Francisco I

 Quo vadis, Domine? (Aonde vais, Senhor?) Reverente e Filial Mensagem Sua Santidade o Papa Francisco I, Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança

Com o título em epígrafe, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, no dia 8 de fevereiro, enviou ao Papa Francisco I uma mensagem revelando respeitosamente as suas perplexidades, bem como às de incontáveis brasileiros.

Perplexidades estas causadas pela acolhida da Santa Sé ao MST e à Via Campesina — movimentos revolucionários que pregam a luta de classes no Brasil e pretendem implantar no País um regime comunista, análogo ao que domina a infeliz e miserável Cuba, num sistema semelhante ao da escravidão.

 Movimentos que combatem obstinadamente a propriedade privada,inclusive por meio de ações violentas, são convidados a participar de reuniões em importantes organismos da Santa Sé e um deles é recebido pelo Pontífice — afirma Dom Bertrand.

 Sr. Presidente, devido a importância do documento, peço a transcrição para os Anais desta Casa da íntegra do importante documento do Príncipe Imperial do Brasil.

 Os que ainda não leram a íntegra do documento poderão fazê-lo no site http://www.paznocampo.org.br/

 





:: segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

MST e Via Campesina no Vaticano

MST e Via Campesina no Vaticano  – Mensagem de D. Bertrand de Orleans e Bragança a Sua Santidade o Papa Francisco I

IPCO

 

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O Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe da Casa Imperial do Brasil e bisneto da Princesa Isabel, enviou no dia 08/02 uma mensagem ao Papa Francisco mostrando a perplexidade de inúmeros brasileiros diante da acolhida que a Santa Sé deu recentemente ao MST e à Via Campesina. Clique aqui e veja a íntegra do documento, publicado no site Paz no Campo.





:: segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ilusões ambientalistas

Investidores em “energias renováveis” veem suas aplicações sumirem com o vento

Posted: 01 Feb 2014 11:30 PM PST

 As tecnologias estão imaturas, e montes de problemas  e consertos as tornaram ainda mais complicadas e caras
 As tecnologias estão imaturas, e montes de problemas
e consertos tornaram-nas ainda mais complicadas e caras
O investimento em “energias renováveis” prometeu lucros pecuniários anuais acima dos 20%.

A promessa foi-se com o vento: os investidores alemães fogem desse sonho assim que podem, escreveu a revista alemã “Der Spiegel”.

Diante de dez equipes de TV e 50 jornalistas, Carsten Rodbertus subiu ao pódio da Prokon para anunciar: falimos!

Rodbertus é o fundador da Prokon, que, por sua vez, era considerada uma das mais experientes na produção dessas energias

Centenas de empregados da Prokon que nos últimos dias chegaram a trabalhar 12 dias consecutivos durante 12 horas por dia para evitar a concordata, concederam seu ultimo aplauso ao fundador do sonho que se foi.

Rodbertus contou que os investidores tinham aplicado na firma €1,4 bilhões, mas que agora diante da falta de resultados muitos deles estão reclamando o dinheiro de volta.

A Prokon teve que pedir concordata e 75.000 acionistas ficaram a ver navios.

Tribunais e varas da Alemanha estão se enchendo de processos de investidores que não estão sendo retribuídos como prometido e que alegam manobras confusas e falta de transparência, informou “Der Spiegel”.

No setor verde, a concordata da Prokon e a redução dos favorecimentos oficiais para as energias alternativas suscitam ainda maiores temores de fuga de aplicadores.




Os mais recentes estudos apontam que os aplicadores podem se achar com sorte se recuperam apenas o dinheiro que investiram há 20 anos.

Werner Daldorf, chefe do Comité de Investimentos da Associação Alemã para Energia Eólica, fez 1.150 relatórios para aconselhar investidores.

Prometiam pagar 270% em vinte anos,  mas apenas chegam a 2,5% anual
Prometiam pagar 270% em vinte anos,
mas apenas chegam a 2,5% anual
Tendo estudado mais de 170 parques eólicos comerciais em mais de 10 anos, Daldorf concluiu que os investidores receberam um retorno de 2,5% em média.

“Em dez anos, isso significa um retorno de 25%, quando a perspectiva era entre 60% e 80%”, diz Daldorf.

Ainda que o momento econômico vier a melhorar, só os parques eólicos em locais muito favoráveis poderão ser lucrativos.

Um quinto daqueles cujos orçamentos são analisáveis, deixaram de pagar pelo menos uma vez dividendos maiores de 2%, acrescenta Daldorf.

É o drama do aposentado Volker Hippe, narrado por “Der Spiegel”. Há treze anos ele aplicou os €35.000 de um seguro de vida obtido pela morte de sua mulher para legá-los para seus filhos então minores de idade.

Hippe investiu num parque eólico da Saxônia-Anhalt que prometia um retorno inicial anual de 5 a 6%, e mais de 20% a partir de 2012. Mas, há já um longo tempo que os pagamentos cessaram.

Uma das maiores causas de desventuras como essas, escreve a revista alemã, são certos bancos. Hippe caiu no UmweltBank (Banco Ambiental), especializado em investimentos “verdes”.

Num caderno informativo de 2001, o UmweltBank promovia aplicações “num campo eólico solidamente calculado” como sendo “um suplemento ideal para a aposentadoria”.

Acontece também, diz ironicamente “Der Spiegel”, que a Mãe Natureza nem sempre cooperou. As previsões climáticas em que se fundavam as aplicações com frequência foram ilusórias.

Um erro para abaixo de 10% na velocidade dos ventos pode abaixar a produção de energia em 30%.

A Breeze Two Energy de Darmstadt lançou ações no mercado por €470 milhões, prometendo ganhos de entre 5,3 e 6,1%.

Janeiro 2014: Carsten Rodbertus, fundador da empresa de energia renovável Prokon, declara-a inademplente
Janeiro 2014: Carsten Rodbertus, fundador da empresa de energia renovável Prokon,
declara-a inademplente
Mas, a empresa teve perdas significativas entre 2008 e 2011. Pelo fim de 2011, o balanço da companhia só contabilizava €205,5 milhões.

Ela evitou a falência pelo auxílio prestado por uma mudança das leis alemãs. Mas muitos sofreram a perda de suas poupanças.

Mesmo drama vivem os pequenos investidores da Prokon. O chefe Rodbertus pretende vender parte de seus parques para devolver o dinheiro. Mas não é claro quando e como os poupadores voltarão a ver seu pecúlio de novo, observa “Der Spiegel”.

Tal vez não só não pague os interesses, mas tampouco possa devolver o capital. Esse poderá ser o caminho previsível do negócio no futuro. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.