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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Transgênicos do Bem

Transgênicos do Bem

Xico Graziano, 02/02/2016

Pernilongo transgênico vira sucesso contra a dengue. A inusitada notícia vem de Piracicaba (SP). Lá, recente experimento, realizado a campo, com machos de Aedes aegypti, modificados geneticamente, conseguiu reduzir em 82% a geração de larvas do inseto. Gol de placa da engenharia genética.

Entenda como funciona a técnica: quem pica o ser humano, e transmite assim o vírus da dengue, é a fêmea do mosquito (ou pernilongo). Ela busca sugar sangue humano, e o armazena em seu abdômen, pois precisa desse alimento, e unicamente dele, para fazer vingar seus incontáveis ovos que nascerão posteriormente nos recipientes com água de chuva deixados por aí. Por sua vez, os machos transgênicos, apelidados de “transmosquitos”, produzem descendentes defeituosos, que portam uma proteína causadora de morte prematura, pouco antes de se tornarem alados. Muito bem.

Acontece que as fêmeas do Aedes somente aceitam ser fertilizadas uma única vez. Então, quando copuladas pelos machos transgênicos, elas terão seu ciclo de vida encerrado sem a geração de filhotinhos, o que provocará uma tendência de redução da população do inseto transmissor de doenças. Melhor que pulverizar inseticidas.

Quem criou esses novos heróis na luta contra a dengue, e agora se percebe também contra o zika e a chikungunya, foi uma empresa britânica, a Oxitec. Seus cientistas denominaram de OX513A a linhagem de pernilongos transgênicos trazidos para o Brasil. E o responsável por realizar a experiência por aqui foi o prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato. Tudo, por enquanto, ainda é preliminar. Mas o resultado exitoso indica um incrível sucesso da ciência na luta contra as enfermidades endêmicas transmitidas por insetos. Zero agrotóxicos.

Seriam os ecologistas radicais, aqueles que se opõem tenazmente à engenharia genética, contrários ao controle da dengue através dos insetos transgênicos? Sei não. Provavelmente permanecerão em silêncio, quiçá estupefatos, talvez meio confusos ao verificarem que os organismos transgênicos, que tanto combatem, podem servir ao bem-estar da humanidade. Não pela primeira vez. Os entendidos sabem que as insulinas produzidas por bactérias geneticamente modificadas auxiliam no combate da doença da diabetes há pelo menos 40 anos. E jamais reclamaram dessa maravilha da medicina.

Técnicas revolucionárias da biotecnologia geraram, especialmente na última década, centenas de drogas ou vacinas que se estima beneficiarem 325 milhões de pessoas no mundo. Alguns exemplos são inimagináveis. Cabras que produzem leite contendo o ativador de plasminogênio (TPA), uma proteína utilizada para dissolver coágulos sanguíneos em vítimas de ataque cardíaco; vacas que produzem lactoferritina, uma proteína do leite humano com poderes antibacterianos, útil no tratamento de pacientes imunossuprimidos; bananas que contém uma vacina para a hepatite B, capaz de auxiliar tremendamente os países em desenvolvimento, onde a doença mata 10 milhões de pessoas anualmente. Nenhum ambientalista reclamou desses organismos geneticamente modificados (OGMs) com funções medicinais.

Da mesma forma, nunca se soube de alguém, ecologista ou naturalista, que reclamasse dos deliciosos queijos europeus, camemberts, gorgonzolas e que tais, cujo leite de onde se originam sofre, há tempos, a fermentação com microrganismos transgênicos. Estes são super-produtivos, capazes de acelerar o processo de fabricação do coalho sem comprometer sua qualidade organoléptica. Em todos esses casos, medicinais ou alimentares, o êxito da biotecnologia é universalmente aceito.

Há dois meses, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA aprovou, após longas análises de biossegurança, a comercialização de um tipo de salmão transgênico. Sua modificação genética, promovida a partir do gene de outra espécie do peixe, quase dobra o potencial de crescimento do animal. A composição nutricional e o sabor continuam o mesmo, a carne mais colorida. Menos tempo na criação, mais proteína e sabor no prato.

Na agropecuária, porém, os produtos transgênicos continuam recebendo forte resistência. Por que? Desconheço a resposta certa. Existe uma discriminação contra o agronegócio, como se a transgenia interessasse apenas aos grandes produtores. Mas, em 2014, as lavouras transgênicas se estendiam por 181,5 milhões de hectares, cultivados em 28 países, por 18 milhões de agricultores. E não se relata na literatura internacional qualquer problema de saúde humana advindo da ingestão desses alimentos.

No início, fazia sentido certo temor. Quando, em 1982, um grupo de cientistas belgas conseguiu, pioneiramente, retirar um pedaço do gene de uma espécie e inserir no cromossomo da outra, parecia perigoso hibridar cargas genéticas, de plantas ou animais, sem cruzamento sexual. Todos pedimos uma “moratória” de 5 anos. Nesse contexto surgiu uma nova disciplina: a “biossegurança”. Suas regras, adotadas nos laboratórios de ponta, foram sendo estabelecidas de forma muito rigorosa. Hoje, passadas três décadas, podem os consumidores ter certeza: os requisitos da biossegurança garantem a qualidade dos alimentos transgênicos. Agora, das salsichas, salgadinhos, bolos de confeitaria e tantas gororobas vendidas por aí, vai saber.

Conclusão: existe, claramente, um problema “ideológico” dentro do ambientalismo, que o coloca contra os transgênicos da agricultura. Os demais, tudo bem. É estranho. Mas a evolução científica é uma força motriz sem marcha-à-ré. Tampouco admite maledicência, nem preconceito. Que os transmosquitos nos ajudem a combater, não apenas a dengue, mas também o pensamento retrógrado.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 02 de fevereiro de 2016





:: terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Aquecimento com termômetro enferrujado


Criança nasce verde-vermelha e berra: 2015 foi o ano mais quente! Quem é o pai do mostrengo?

Posted: 30 Jan 2016 11:30 PM PST

Manipulação de dados para fazer acreditar que 2015 foi o ano mais quente da história
Manipulação de dados para fazer acreditar que 2015 foi o ano mais quente da história
Luis Dufaur





Como virou costumeiro na passagem do ano, a mídia espalhou relatórios anunciando que o ano que findou foi o mais quente “desde que existem registros”. Assim, 2015 teria batido os recordes históricos de calor global.

Para se justificar, a ideologicamente incansável confraria alarmista apela para estudos que ela trombeteia ruidosamente, mostrando dados parciais e ocultando outros verdadeiramente cruciais.

Como o simples leigo não tem tempo nem condições de compulsar os complicados relatórios e análises dos cientistas, acaba sendo enganado por uma informação enviesada.

Um exemplo de manipulação entre muitos outros. Segundo o jornal “El Mundo”, de Madri, “o ano 2015 foi de longe o ano mais quente de todo o registro histórico”.

O jornal menciona que “o dado” foi publicado pelas mundialmente famosas NASA e NOAA (Administração para o Oceano e a Atmosfera dos EUA). Para maior impacto, o jornal sublinha que o novo recorde “acrescenta-se ao anterior recorde de 2014, que já ficou como o ano mais quente na escala global desde que começaram os registros globais em 1880”.

E a lista dos recordes continua: nove dos 10 anos mais quentes da série histórica aconteceram desde o início do século XXI e os primeiros 15 anos do milênio estão entre os 16 mais calorosos da lista, etc., etc.

Após os assustadores recordes, o jornal espanhol cita comentários espalhafatosos, propaladores de calamidades universais, pedindo medidas utópicas drásticas e irrealizáveis.

Entre elas “a descarbonização total no ano 2050”, reclamada pelo diretor do Instituto de Potsdam para a Investigação do Impacto Climático, Hans Joachim Shellnhuber, um militante anti-humanidade posto em relevo durante o lançamento da encíclica “Laudato Si’”.

O “golpe” é, entretanto, assaz velho. Os “registros históricos” que vêm desde 1880, mencionados no artigo para basear o alarmismo, foram colhidos por uma velha rede de termômetros de mercúrio.

As medições satelitais posicionam a temperatura de 2015 na média dos últimos 20 anos. 1998 e 2010 foram mais quentes que  2015. Imagem cortesia de drroyspencer.com.
As medições satelitais posicionam a temperatura de 2015 na média dos últimos 20 anos.
1998 e 2010 foram mais quentes que  2015. Imagem cortesia de drroyspencer.com.
Essa rede, ainda parcialmente em funcionamento, contribuiu muito nos inícios da climatologia. Mas ficou difícil de manter-se e por isso está dessueta, antiquada, imprecisa, fornecendo dados parciais e sendo cada vez menos usada.

Ela vem sendo abandonada após os satélites se revelarem muito mais precisos, abarcadores, confiáveis, modernos e continuamente renovados.

Há 25 anos que a própria NASA defende que “a análise satelital da atmosfera superior é a mais precisa e deveria ser adotada como a via padrão para monitorar as mudanças da temperatura”.

A rede de satélites vem funcionando apenas desde a década de 70 e é aquela que fornece os dados considerados mais objetivos pelos cientistas sérios.

As medidas da temperatura da atmosfera terrestre feitas pelos satélites apontam que 2015 não só não foi o ano mais quente do registro histórico (dos satélites é claro), mas esteve longe de sê-lo.

Os dados estatelais do último ano concluem que a temperatura da atmosfera inferior da Terra – na qual vivemos e respiramos – de 2015 ocupou o terceiro lugar entre os anos mais quentes, num período em que não houve oscilações de temperatura relevantes.

Em outras palavras, a temperatura global está estável. Mas a estabilidade admite subtis oscilações que não indicam tendência para cima ou para abaixo, mas para a continuidade no mesmo patamar, e 2015 foi muito pouco maior.

Os climatologistas da Universidade de Alabama, Huntsville, informaram que a temperatura média global de 2015 ficou 0,44 graus Celsius acima dos recordes dos anos recorde de 1981 e de 2010 por causa da anomalia atribuída a um “El Niño” excepcionalmente intenso, fenômeno que não é relacionado nos exageros alarmistas.

A NASA tem uma frota de satélites em órbita estudando todos os aspectos do sistema terrestre. Mas o alarmismo não quer saber de seus dados quando não servem a seus objetivos ideológicos.
A NASA tem uma frota de satélites em órbita estudando todos os aspectos do sistema terrestre.
Mas o alarmismo não quer saber de seus dados quando não servem a seus objetivos ideológicos.
O Dr. Roy Spencer calculou que o aumento foi de 0,27ºC, o terceiro maior no registro histórico dos satélites, iniciado em 1979.

1998 continua o ano mais quente desde o início das medições satelitais. E a estabilidade é a nota dominante.

A grande interrogação que ficou de pé foi por que os cientistas alarmistas foram puxar seus dados de uma rede desclassificada e que não atende às exigências da ciência moderna.

Por que não usaram os dados satelitais à sua disposição, os quais atendem as necessidades do conhecimento científico atualizado?

Esse estranho seletivo que prefere o impreciso contra o mais preciso é contrário ao método e à filosofia da ciência.

A conduta estranha e contraditória só se explica pelo fato de que o sistema não confiável serve ao alarmismo, e o mais confiável, não!

Então que a ciência vá às favas! Viva o dado inexato e a rede vetusta!

Acresce-se que os registros da rede antiga permitem aos seus atuais incondicionais ir até o século XIX em suas comparações.

Mas existem outros sistemas cientificamente aceitos que permitem estabelecer a temperatura global durante a maioria dos dez mil últimos anos. A medição por meio de amostras de gelo tiradas da Groenlândia, da Antártica ou outras geleiras milenares é um exemplo.

Esses procedimentos mostram que nos últimos milênios houve anos e períodos muito mais quentes que os dois últimos séculos.

Vade retro Satana! Esses tampouco servem para semear pânico ideológico!

As medidas registradas pelos satélites também foram confirmadas de modo independente pelas medições da temperatura feitas com balões.

Resultado: até os balões foram desclassificados como heréticos “céticos” pelos inquisidores que defendem o dogmático aquecimento global.

Então, perguntou James M. Taylor, do Heartland Institute, em Forbes, como é que os ativistas do aquecimento global deram à luz essa criança do alarmismo constante e espalham afirmações escandalosamente falhas como essa de que 2015 foi o ano mais caloroso jamais registrado?

A única resposta, conclui Taylor, é que nós estamos diante de enganosas falsificações cerebrinas, de registros de temperatura manipulados e de uma mídia obsequiosa que só pensa em impulsionar a agenda do ativismo radical verde.  Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Choque de realidade não cura a psicose ambientalista


“Profecias” catastroficamente erradas não desanimam catastrofismo verde! –2

Posted: 24 Jan 2016 11:30 PM PST

Paul Ehrlich profetizava a virtual extinção da humanidade pela fome num planeta sem recursos naturais pelo ano 2000 ou antes
Paul Ehrlich profetizava a virtual extinção da humanidade pela fome
num planeta sem recursos naturais pelo ano 2000 ou antes
Luis Dufaur





continuação do post anterior: “Profecias” catastroficamente erradas não desanimam catastrofismo verde! –1



8. Peter Gunter, professor da North Texas State University, também escreveu em 1970:
“Os demógrafos concordam quase unanimemente na seguinte lista de acontecimentos: por volta de 1975 se produzirão fomes generalizadas na Índia; elas vão se espalhar por toda a Índia, Paquistão, China, Extremo Oriente e África. Pelo ano 2000 ou, como se pode supor, ainda mais cedo, as Américas do Sul e Central lutarão para sobreviver, carentes de víveres. Pelo ano 2000, o mundo inteiro, com exceção da Europa Ocidental, América do Norte e Austrália, terá falta do necessário para comer”.

9. Em janeiro de 1970, a então renomada revista “Life” informava que
“os cientistas têm provas experimentais e teóricas sólidas que abonam as seguintes predições: em uma década os habitantes das cidades terão que usar máscaras anti-gás, para sobreviver à poluição do ar... por volta de 1985 a poluição da atmosfera terá reduzido pela metade a quantidade de luz solar que chega até a superfície da Terra...”

10. O ecologista Kenneth Watt declarava à revista “Time” que “com o crescente aumento do índice de nitrogênio no ar, é apenas uma questão de tempo para que a luz desapareça da atmosfera e que toda parcela da terra fique inaproveitável”.

Os grandes nomes políticos, ontem como hoje fingiam acreditar nos blefes ambientalistas.
Os grandes nomes políticos, ontem como hoje
fingiam acreditar nos blefes ambientalistas.
11. Barry Commoner predizia que a chuva de poluentes orgânicos acabaria com o oxigênio nos rios dos EUA, extinguindo por sufocamento os peixes de água doce.

12. Paul Ehrlich também explorava o tema, vaticinando em 1970 que a “poluição do ar com certeza estará ceifando milhares de vidas dentro de poucos anos”. Ehrlich desenhou um cenário no qual 200.000 americanos morreriam em 1973 por causa de “desastres causados pelo smog” em Nova York e Los Angeles.

13. O incansável vidente Ehrlich, em maio do mesmo ano de 1970, dizia para a revista “Audubon” que o DDT e outros hidrocarbonetos clorados “poderiam ter reduzido substancialmente a expectativa de vida das pessoas nascidas a partir de 1945”. Segundo ele, os americanos que viram a luz a partir de 1946 teriam a expectativa de vida reduzida a apenas 49 anos, índice que cairia a 42 anos por volta de 1980.

Em 2015, a expectativa de vida no nascimento da população total dos EUA era de 79,68 anos; para os homens: 77,32 anos; e para as mulheres: 81,97 anos, segundo o CIA World Factbook. Mas isto é mera ciência – para pior “capitalista”! – diante da qual o alarmismo verde torce o nariz e prossegue com suas fraudes!

14. O ecologista Kenneth Watt antevia: “Pelo ano 2000, se continuarem as tendências atuais, estaremos consumindo tanto petróleo que não haverá mais. Você vai ao posto de gasolina e diz ‘enche’, e o frentista vai responder: ‘desculpe, mas já não há mais nada’”.

Em 2016 há tanto petróleo que seu preço está caindo assustadoramente!

15. Harrison Brown, cientista da reputada Academia Nacional de Ciências dos EUA, publicou um gráfico na também prestigiosa “Scientific American” mostrando que as reservas de cobre conhecidas pela humanidade se esgotariam totalmente pouco após o ano 2000. Mas que as de chumbo, zinco, estanho, ouro e prata se esgotariam antes de 1990.

Se alguém tem notícia da desaparição dessas commodities avise, por favor.


O
O 'Dia da Terra' perdeu embalo, mas as profecias enganosas continuam sendo marteladas.
Foto: o Earth Day 2013 no Canadá.
16. O pai do “Dia da Terra”, senador Gaylord Nelson, escrevia em “Look” que “o Dr. S. Dillon Ripley, secretário do Smithsonian Institute, acredita que dentro de 25 anos, por volta de 75% a 80% de todas as espécies animais terão se extinguido”.

2016: sem palavras.

17. E, para variar, o incansável Paul Ehrlich vaticinava em 1975 que
“posto que mais de 90% das florestas tropicais úmidas originárias teriam sido derrubadas na maioria das regiões dentro de 30 anos mais ou menos, é de se esperar que a metade dos organismos existentes nessas áreas desaparecerá junto com elas”.

18.  Kenneth Watt voltava a apavorar as mentes com uma iminente Era Glacial.
“O mundo se encaminha acentuadamente para um resfriamento”, disse ele em conferência. “Se as tendências atuais continuarem, a temperatura média global do mundo em 1990 será em média cerca de quatro graus mais fria, e onze graus mais fria no ano 2000. Isso é o dobro do necessário para nos imergir numa era glacial”.
2016: então para o que fazer campanhas mundiais contra o aquecimento global e assembleias planetárias como a COP21, assinar tratados universais e propor gastar centenas de bilhões para lutar contra o CO2?

Se desde 1970 algo houve de realmente catastrófico nesta matéria foi o erro das profecias ambientalistas. Mas os arautos do catastrofismo não arredam o pé, apesar de os fatos, a ciência e a razão humana desmentirem suas pregações.

A única coisa que permanece nos pesadelos ambientalistas é uma ideologia, de fundo neotribal comunista, panteísta e anticivilizatória que tivemos oportunidade de denunciar com abundante documentação neste blog.

O
O 'Dia da Terra' já não mobiliza. Encenações teatrais preenchem o vazio.
O Earth Day 2015 na Índia.
Mas os profetas aterrorizadores têm espaço garantido na mídia.
O professor Mark J. Perry, a quem devemos o resumo do exaustivo trabalho investigativo do jornalista Ronald Bailey, parafraseia a mesma pergunta feita por Bailey em 2000:

Se for como eles dizem, como estará a Terra quando se celebre o 60º Dia da Terra, no ano 2030?

Bailey predizia em 2000 um mundo futuro muito mais limpo e muito mais rico, com menos fome e desnutrição, menos pobreza, maior expectativa de vida, minérios e metais mais em conta. Ele hoje seria condenado como um “cético”, embora tenha sido o que mais acertou!

Mas Bailey tinha uma predição conclusiva sobre o “Dia da Terra” no ano de 2030:

“Haverá um grupo desproporcionalmente influente de profetas do fim do mundo augurando que o nosso futuro – em boa medida, o nosso presente – nunca será tão desolador”.

Em outras palavras – conclui Perry – as campanhas midiáticas, a histeria e as previsões apocalípticas espetacularmente erradas continuarão sendo espalhadas pelos “distribuidores de embustes ambientais”.

Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Samarco e psicose ambientalista

Mineração e histeria ecológica
 

Terá ocorrido no Brasil um desastre atômico? O vazamento da barragem da Samarco, 10ª exportadora do Brasil, e seus 4 mil empregos diretos viraram acontecimento megacatastrófico,  sem sê-lo, e gerou histeria jurídica punitiva irracional, que bem pode ter efeitos sociais danosos, piores que a passagem da enxurrada dos rejeitos.
 
A enxurrada jamais foi tóxica nem continha metais pesados perigosos. Para sanar tanta desinformação, é útil explicar que o minério extraído pela Samarco é o itabirito,  cuja composição é, grosso modo, a seguinte: 54% ferro, 34% sílica (areia), 1% alumina (terra), 0,5% manganês, 0,2% calcário, 0,2% magnésio e 0,05% fósforo – elementos encontrados no corpo humano, afora outros nada tóxicos.
 
Para separá-los e concentrar o teor do ferro, é preciso um processo industrial chamado flotação, feito, simplesmente, com amido de milho.

Onde a toxidade e os metais pesados? O ferro resultante da flotação (65% + 1% de sílica) afunda e a borra sobe com a ajuda do amido de milho.

Os rejeitos nas barragens são compostos aquosos de terra e areia (sílica, alumina, calcário), um pouquinho de fósforo, manganês, ferro dissolvido e magnésio, além de resquícios insignificantes de outros elementos.
 
Os rejeitos são mais parecidos com as terras marginais desbarrancadas pelas enchentes dos rios do que os rejeitos químicos de dezenas de indústrias (couro, plástico, borracha), arsênico das garimpagens de ouro, de siderúrgicas e de fornos de gusa, que ficam na beira do Rio Doce e afluentes, inclusive indústrias de celulose de alto teor de toxicidade, sem falar nos esgotos não tratados de dezenas de cidades e lugarejos da bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo.
 
O dramático da enchente foi o volume grande e denso que varreu a superfície dos rios e as margens até o oceano.

 Enquanto passava a massa de rejeitos, diminuiu o oxigênio das águas matando peixes e depositou-se nas margens.

Mas passou uma vez só como tsunami. A cor barrenta posterior sobe do leito e vem da lavagem pelas águas dos barrancos cheios de lama.

Houve mortandade de peixes como na Lagoa Rodrigo de Freitas? Nem de longe. O gado morreu em massa nos bebedouros dos rios? Ninguém relatou tamanha destruição. A água já está potável e os peixes já são vistos em cardumes na água doce. Pescadores, com caniços lançados no rio (a provar que estariam pescando), se queixam da falta do pescado.

No mar, o dano foi mínimo, a mancha, com a cor barrenta de todo rio, não ameaça a vida marinha. Nenhum relatório comprova o desastre. O Rio Amazonas entra no oceano 80 quilômetros adentro com a água barrenta vista a olho nu da estação espacial.

O que precisa acabar são os desatinos jurídicos e o perverso intento de que cabe à Samarco, sozinha, salvar o Rio Doce, que está morrendo há muito tempo.

 Contra a Samarco e, em certos casos, contra a Vale e a BHP Billinton (acionistas), existem 150 ações individuais e 34 coletivas, verdadeira babel. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já foi assinado com o Ministério Público e depositados, aqui e acolá, R$ 1,8 bilhão, afora as inúmeras ações reparadoras da Samarco: reforço das barragens, reconstrução de pontes, recuperação de bacias hidroelétricas, dinheiro, casas, roupas, remédios, água mineral ou caminhões-pipa para as cidades ribeirinhas, indenizações e reparações e mais um rol de providências,  desnecessário enumerá-las, até porque me falta legitimidade para tanto.
 
Falo por minha conta e risco e pelo que me relatam os engenheiros de minas, meus amigos.

Cumpre agora à União e aos estados de Minas e Espírito Santo pensar no emprego das pessoas e conjuntamente ordenar os procedimentos jurídicos indenizatórios, conceder reduções condicionadas de impostos e abrir linhas de crédito para a Vale, a Samarco e outras mineradoras usarem ou venderem os rejeitos como matéria-prima para fazer ecoblocos (construção civil) e camadas de compactação rodoviária.
 
Fazer do limão uma limonada. Os aviões caem de vez em quando e nem por isso as companhias aéreas são fechadas. Minas possui cerca de 600 barragens e os melhores técnicos barragistas do Brasil.

 A impressão que se tem é a de que querem acabar com as mineradoras, preservar a natureza e proibir a mineração. Noutras palavras, parece que se quer acabar com Minas Gerais, cujo nome evoca, desde as bateias de ouro e diamantes, o destino natural:  minas, ferro, aço, indústrias de transformação que utilizam o minério e as derivações como matéria-prima, sem esquecer o nióbio de Araxá.
 
Mineração envolve risco. Os prejuízos devem ser sanados; pessoas morreram e bens produtivos foram destruídos bem como casas. Mas que haja ordem e racionalidade e não o festival desconexo de justiciamentos e multas bilionárias.

Fonte: Correio Braziliense - Página: 11 - Autor: Sacha Calmon
Data: 17/01/2016




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2016

82% do povo acha que o Btasil está no rumo errado

          O Brasil na contramão


Desde o início da era petista, em 2003, nunca tantos brasileiros avaliaram que o Brasil está indo na contramão quanto agora. Segundo pesquisa inédita do Ibope, 82% do povo acha que o País está no rumo errado. 

Só 14% acham que o Brasil vai na direção certa e 4% não sabem dizer. É como se o País seguisse pelo acostamento da mão oposta.


A contrariedade com o rumo nacional é maior entre os jovens (88%), nas grandes cidades (87%), no Sudeste (87%) e entre quem ganha mais (88%). 

Mas também é alta em redutos governistas: 77% no Nordeste e entre os mais pobres. Pior: pela primeira vez, as opiniões dos brasileiros sobre os rumos do País coincidem com o que eles leem e ouvem falar. 

A percepção pessoal costuma ser bem mais otimista do que a coletiva. Não mais: 82% versus 85%. 

(Coluna do José Roberto de Toledo - Estadão)




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sarney Filho quer impedir a produção de arroz

Projeto torna ilegal a produção de arroz 


  
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 350/15, do deputado Sarney Filho (PV-MA), que altera o novo Código Florestal (Lei 12.651/12) ampliando as responsabilidades de recuperação ambiental dos produtores rurais.

O projeto altera o conceito Área de Preservação Permanente (APP), para “as faixas marginais de qualquer curso d’água natural, perene ou intermitente, desde o seu nível mais alto da cheia do rio”.

Hoje o conceito contido no código para APPs é de “faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular”.

Durante a reforma do Código Florestal a mudança na base de cálculo da área de APP do leito cheio para o leito regular foi uma forma de retiras das áreas de proteção as várzeas onde se planta arroz em muitas regiões do sul e norte do país.

Ao contar as APP a partir do leito cheio, as áreas de várzeas passam a ser consideradas leito do rio, onde é ilegal plantar arroz ou qualquer outra cultura.

Conforme destaca Sarney Filho, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) evidencia a necessidade de as margens de cursos d’água voltarem a ser demarcadas a partir do nível mais alto da cheia do rio, como ocorria antes da aprovação do novo código.

“A substituição do leito maior do rio pelo leito regular para a definição de Área de Preservação Ambiental torna vulneráveis amplas áreas úmidas em todo o país, particularmente na Amazônia e no Pantanal”, ressalta Sarney Filho sem fazer referência à produção de arroz.

O projeto ainda altera o conceito de de nascente contido no código para “afloramento natural do lençol freático, ainda que intermitente, que dá início a um curso d’água”. Hoje o conceito é “afloramento natural do lençol freático que apresenta perenidade e dá início a um curso d’água”.

O parecer do relator, deputado Rodrigo Martins (PSB-PI), foi favorável à proposta. “No que concerne ao restabelecimento da delimitação da APP a partir do nível mais alto do leito do curso d’água, consideramos que a alteração, além possibilitar a proteção essencial às áreas úmidas do País, contribuirá para a redução das perdas patrimoniais e de vidas humanas associadas às enchentes e a outros desastres naturais”, complementou o deputado também sem fazer referência ao problema dos cultivos de várzea.

Tramitação

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural já havia rejeitado o projeto, que agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, em seguida, pelo Plenário.
Fonte: http://www.codigoflorestal.com/2016/01/projeto-de-sarney-filho-torna-ilegal.html#more




:: domingo, 24 de janeiro de 2016

Fundamentalismo

             De onde veio este papo de fundamentalismo

 

Trata-se de uma ação coordenada e inteligente para bloquear a resistência religiosa à Nova Ordem Mundial pela via da estigmatização verbal: qualquer tipo de pretensão pública da religião ou das pessoas religiosas deve ser taxada implacavelmente como “fundamentalista”

Memorial cross

Pixabay CC0

 

Quando você expõe um argumento racionalmente, com todo rigor metodológico, apresentando fontes primárias, documentação farta, e o seu interlocutor lhe fixa o rótulo de “fundamentalista”, inicialmente você tolera, mas depois começa a desconfiar que a recorrência da ideia não é casual…

De fato, hoje em dia, quanto mais uma pessoa repete chavões como quem pontifica infalivelmente, respaldado pelo chorum uníssimo da coletividade, mais é necessário averiguarmos qual a origem do bordão, essa sim, quase sempre infalivelmente ignorada pelo acusador.

O termo em questão foi uma invenção de teólogos conservadores presbiterianos e batistas que, por volta de 1910, para se distinguirem de teólogos “liberais”, acabaram por se autodenominarem “fundamentalistas”.

Contudo, a noção de “fundamentalismo” sofreu uma mutação, e esta sua nova acepção foi criada propositalmente para liquidar com a resistência religiosa ao secularismo-laicismo imposto pelos agentes globalistas com sua nova ética relativista.

Numa obra muito conhecida sobre o tema, Karen Armstrong afirma que o “fundamentalismo” é um fenômeno recente, característico do final do século passado.

“Um dos fatos mais alarmantes do século XX foi o surgimento de uma devoção militante, popularmente conhecida como ‘fundamentalismo’, dentro das grandes tradições religiosas. Suas manifestações são às vezes assustadoras. Os fundamentalistas não hesitam em fuzilar devotos no interior de uma mesquita, matar médicos e enfermeiras que trabalham em clínicas de aborto, assassinar seus presidentes e até derrubar um governo forte. Os que cometem tais horrores constituem uma pequena minoria, porém até os fundamentalistas mais pacatos e ordeiros são desconcertantes, pois parecem avessos a muitos dos valores mais positivos da sociedade moderna. Democracia, pluralismo, tolerância religiosa, paz internacional, liberdade de expressão, separação entre Igreja e Estado – nada disso lhe interessa” (Karen Armstrong, Em nome de Deus. O Fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo, Companhia das Letras, São Paulo, 2009, p. 9).

Pouco mais abaixo, a autora explicita ainda mais o motivo pelo qual seria necessário enquadrar os tais “fundamentalistas”: “Em meados do século XX acreditava-se que o secularismo era uma tendência irreversível e que nunca mais a fé desempenharia um papel importante nos acontecimentos mundiais. Acreditava-se que, tornando-se mais racionais, os homens já não teriam necessidade da religião ou a restringiriam ao âmbito pessoal e privado. Contudo, no final da década de 1970, os fundamentalistas começaram a rebelar-se contra essa hegemonia do secularismo e a esforçar-se para tirar a religião de sua posição secundária e recolocá-la no centro do palco” (Ibidem, p. 10).

Em outras palavras, a preocupação fundamental da autora é assegurar aos agentes secularistas que continuem expandindo-se vorazmente, corroendo as raízes religiosas do ocidente, confinando os “religiosos” em sua intimidade até que os mesmos sejam totalmente aniquilados, e o homem pós-moderno possa continuar sendo alvo de um projeto pseudo-civilizatório irreligioso.

“No início de seu monumental Projeto Fundamentalista, em seis volumes, Martin E. Marty e R. Scott Appleby afirmam que todos os ‘fundamentalismos’ obedecem a determinado padrão. São formas de espiritualidade combativas, que surgiram como reação a alguma crise. Enfrentam inimigos cujas políticas e crenças secularistas parecem contrarias à religião. Os fundamentalistas não vêem essa luta como uma batalha política convencional, e sim como uma guerra cósmica entre as forças do bem e do mal. Tentam aniquilá-lo e procuram fortificar sua identidade sitiada através do resgate de certas doutrinas e práticas do passado. Para evitar contaminar-se, geralmente se afastam da sociedade e criam uma contracultura; não são, porém, sonhadores utopistas. Absorveram o Racionalismo pragmático da modernidade e, sob a orientação de seus líderes carismáticos, refinam o ‘fundamental’ a fim de elaborar uma ideologia que fornece aos fiéis um plano de ação. Acabam lutando e tentando ressacralizar um mundo cada vez mais cético” (Ibidem, p. 11).

A obra citada por Karen Armstrong é a maior enciclopédia sobre o  “fundamentalismo”, composta em cinco volumes, escrita ao longo de quatro anos e conduzida sob os auspícios de – nada mais, nada menos que – a Fundação MacArthur, que patrocina centenas de projetos de pesquisa científica.

Trata-se de uma ação coordenada e inteligente para bloquear a resistência religiosa à Nova Ordem Mundial pela via da estigmatização verbal: qualquer tipo de pretensão pública da religião ou das pessoas religiosas deve ser taxada implacavelmente como “fundamentalista”.

Para eles, a religião deve ser aprisionada na vida privada, até desaparecer por completo. Toleram momentaneamente conviver com ela, desde que se restrinja à intimidade de cada indivíduo e não tenha nenhuma incidência na coletividade. E tudo em nome de um secularismo que precisa se impor, a despeito da reação espontânea do povo, que anseia pela transcendência, pela espiritualidade.

O pior é que muitos que se presumem espertos, até mesmo dentro da Igreja, acabam por apregoar justamente este conceito, construído para exterminá-los. Caíram numa armadilha preparada justamente para não ser percebida, e caíram feito patinhos. Sucumbiram à sua própria ausência de fundamentos e, chamando os outros de “fundamentalistas”, não perceberam que foram induzidos a fazê-lo e que o uso indiscriminado do termo “fundamentalismo” favorece unicamente um esquema de poder. Fonte: Agência Zenit 

* Pe. José Eduardo, Doutor em Teologia Moral e pároco da Diocese de Osasco.

 

 






:: sábado, 23 de janeiro de 2016

Padre celebra missa com boné do MST

Padre celebra missa com boné do MST e...


                             ... e faz interpretação ‘comunista’ da Bíblia


Uma Teologia sem Deus e escravizadora. 
Antes a Lei de Deus garantindo o sagrado Direito de Propriedade do que a escravidão comunista




Vídeo em que um padre aparece celebrando uma missa usando um boné do MST, e fazendo interpretações tendenciosas ao comunismo da Bíblia Sagrada tem causado grande repercussão e críticas na web.
O portal católico RAINHA MARIA, trouxe mais informações sobre a gravação. O homem do vídeo é Frei Gilvander Luís Moreira – na foto – promove uma espécie de “celebração” em um acampamento do MST montado em Pirapora, norte de Minas Gerais. 
Porém, no lugar das vestes de um autêntico religioso, ele sustenta os paramentos de um sacerdote da revolução. Em vez de carregar a cruz, ele veste um boné da guerrilha rural comunista. O sermão proferido é mais uma falsificação do texto bíblico produzida através da hermenêutica da Teologia da Libertação.
Confira abaixo:
Ainda segundo o portal RAINHA MARIA, ele é mais um “missionário” da revolução,conhecido por suas “peregrinações” em Minas Gerais. É um agente político que instrumentaliza a fé católica em favor de um projeto de poder: o SOCIALISMO-COMUNISMO latino-americano fomentado pelo Foro de São Paulo – o MST é o seu braço no campo; e o PT o seu representante mais emblemático no plano político.

Vídeo do canal Ficha Social 10




:: sábado, 23 de janeiro de 2016

O inimputável Lula

O inimputável Lula

Ipojuca Pontes

“Não tem viva alma mais honesta do que eu” - Lula da Silva

     Seria cômico se não fosse trágico. Nos últimos meses, numa prática que já se tornou rotina, o ex-presidente Lula da Silva, o Ogro Pilantrópico dono do PT, só aparece na Polícia Federal para depor na qualidade de “informante”. Desde logo, a pergunta que se impõe à nação é a seguinte: por que o Dr. Lula, mentor de um partido reconhecidamente  criminoso, depõe apenas como informante?

      Segundo a mídia amestrada, a trupe do Supremo Tribunal Federal, nomeada na vigência do arbítrio petista, não admite que o Ogro deponha na condição de investigado ou mesmo que seja arrolado como testemunha (quem sabe para não ferir a reputação de Sua Excia ou talvez para evitar que ele seja levado, mais cedo do que se imagina, às barras dos tribunais).     

     Mas não deixa de ser notável, para não dizer esdrúxulo, que um tipo que “nunca viu nada  nem sabe de nada” seja convocado para dar ciência sobre escândalos nos quais se vê envolvido como eminência parda - embora ele seja considerado por muitos, tal qual o lúbrico cacique Paiakan, uma figura inimputável.

     De relance, são incontáveis as estripulias que envolvem Lula. As mais recentes, questionadas pela Policia Federal, são as seguintes:

     1) Foi mesmo por “gratidão” que o líder carismático indicou Nestor Cerveró diretor da BR Distribuidora, logo depois de o delator ter fechado contrato de R$ 1,300 bilhão com o enrolado Grupo Schahin, dos quais 12 milhões dee reais teriam abastecido o saco sem fundo do PT para financiar a reeleição do honorável Lula?

     2 – Por que Léo Pinheiro, empreiteiro da 0AS condenado pela Justiça Federal a 18 anos de prisão por negócios escusos com o PT, foi instado por Lula para dar apoio a Rosemary Noronha, sua amiga íntima, ex-secretária da Presidência da República-SP, curiosamente indiciada pela Polícia Federal por corrupção passiva, formação de quadrilha e tráfico de influência? Detalhe: numa anotação, o empreiteiro, debochado, comenta, tratando Lula pelo apelido de “Brahma”: “O nosso amigo voltou a se queixar. Segundo ele, o assunto (apoio) não andou nada. Agradeceu e pediu para esquecer. Disse-lhe que encontraríamos uma solução”. Adendo: ainda que indiciada, Rose, amiga intima de Lula, está sendo resguardada por banca de advogados caros.   

    3 - Outro pepino de difícil digestão: os R$ 2 milhões que o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente e portador de passe livre para entrar a qualquer hora no Palácio do Planalto, repassou a uma das noras do ex-presidente. Para o delator Fernando Baiano, o dinheiro era proveniente de negócios escusos da Petrobras. De acordo com a mídia, por conta da amizade com Lula, Bumlai obteve empréstimo de R$ 101 milhões do BNDES para financiamento da problemática Usina São Fernando, hoje em processo de falência. 

     4 – Outro escândalo de clamor nacional: no rescaldo investigativo da Operação Zelotes sobre manipulações de medidas provisórias do  governo, Luiz Cláudio Lula da Silva, o Lulinha II, dono da LFT Marketing Esportivo, é acusado de ter recebido R$ 2,400 milhões de  lobista por consultoria copiada de material de livre circulação na Wikipedia. Em entrevista televisiva, Lula, o pai, disse que o filho é que tem de se explicar (mas o fato recente é que Lulinha II foi expulso de restaurante em Angra dos Reis por clientes que exigiam para ele o uso de tornozeleira eletrônica).

     Lula e seu governo comunista transformaram o País num imenso bordel. Escândalos públicos e privados, fomentados pela prática de atos e projetos criminosos  amparados na tessitura do chamado “Estado Forte” petista, atingiram proporções catastróficas. Nele, onde a Polícia Federal e o Ministério Público apertam, escorre pus em abundância.

     Para completar a obra, e deixar Lula de cabelo em pé, Marcos Valério, operador do esquema do mensalão, propôs acordo de delação premiada aos procuradores da Operação Lava Jato em troca da redução da pena de 37 anos a que foi condenado (“injustamente”, segundo ele). Para Valério, mensalão e petrolão são faces da mesma moeda e, se o procurador-geral da República Rodrigo Janot não impedir, promete fazer novas revelações que vinculam o amigo Bumlai, Lula, Zé Dirceu e Gilberto Carvalho ao rolo do assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André, em 2002.  

     PS -  No caso de Rose Noronha, a informação é de que o Tribunal Regional Federal (3ª Região) negou recurso que pedia o desbloqueio dos bens da hoje considerada ex-Segunda Dama.

       Fonte: Usina de Letras





:: segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Profecias verdes



“Profecias” catastroficamente erradas não desanimam catastrofismo verde! –1

Posted: 16 Jan 2016 11:30 PM PST

O que profetizavam os arautos do catastrofismo no primeiro Earth Day em 1970? Tudo falhou, mas eles prosseguem insensíveis ao fiasco
O que profetizavam os arautos do catastrofismo
no primeiro Earth Day em 1970?
Tudo falhou, mas eles prosseguem insensíveis ao fiasco
Luis Dufaur





Se o caro leitor acredita no “aquecimento global”, no estiolamento iminente do planeta, no derretimento dos polos, na desertificação da Amazônia e outros pânicos ambientalistas, em sã lógica deveria achar que não está lendo este post, pois a vida e a civilização na Terra já teriam acabado, de acordo com as mesmas aterradoras crenças.

Também deveria acreditar que o planeta virou um astro morto inabitado e inabitável, ou, na melhor das hipóteses, que os últimos humanos estariam morrendo de fome e sede a um ritmo de 100 ou 200 milhões por ano, numa atmosfera mortalmente poluída e num deserto coberto de cadáveres insepultos, em meio a uma Era Glacial.

Então, o que o prezado leitor está fazendo diante da tela de seu dispositivo eletrônico, após ter comemorado as festas do fim do ano?

A pergunta pode parecer atrevimento da nossa parte, mas de fato não é.

Isso está escrito, anunciando e profetizado em livros, ensaios, entrevistas de rádio e TV, numa data em que a Internet e as redes sociais eram um sonho utópico.

Sim, em 1970, quando nasceu o primeiro “Dia da Terra”, os infalíveis gurus, adivinhos e profetas do Apocalipse verde, anunciavam a incontornável agonia e extinção da humanidade e de toda civilização num prazo máximo de 30 anos.

Hoje esses mesmos arautos do catastrofismo pouco se importam de ter errado – e quão catastroficamente! Eles estão nos governos, na ONU, nas ONGs, leem encíclicas verdes e repetem incansavelmente o mesmo realejo.

Sim, o realejo que o leitor está desmentindo pelo simples fato de existir. Vejamos.

No dia 22 de abril de 1970, densos magotes de ativistas “pacifistas” – pró-URSS, naturalmente –, de hippies intoxicados, de abortistas frenéticas, de fãs dos Beatles, da maconha, de Charles Manson e de Anton LaVey, saíram às ruas nos EUA clamando pelo fim da ordem civilizada em nome do “flower power”, o “poder das flores”, da droga e da anarquia.

Uma contra-cultura baseada em profecias que jamais se cumpriram. O Earth Day 1970 em Ohio.
Uma contra-cultura baseada em profecias que jamais se cumpriram. O Earth Day 1970 em Ohio.
Eles pronunciavam uma palavra que poucos conheciam direito, mas que hoje está na boca de todos: “environment” ou “meio-ambiente”.

O evento marcou o nascimento do ambientalismo moderno como movimento. Sob o influxo das passeatas foi logo criado a Environmental Protection Agency – EPA, espécie de matriarca dos ministérios de Meio Ambiente no mundo todo. Também foram aprovadas as leis de “Ar Limpo, Água Limpa” e das “Espécies em perigo de extinção”.

“Foi uma passada de perna, mas funcionou”, disse Gaylord Nelson, depois o senador por Wisconsin, tido como pai fundador da ideia do “Dia da Terra”.

Desde então foram comemorados 45 “Dias da Terra” a cada 22 de abril, sendo eles, a partir de 2010, promovidos pela Earth Day Network.

O que levou a se fazer a manifestação fundadora de 1970?

O jornalista Ronald Bailey, premiado pelos seus serviços em matérias científicas, foi procurar o que diziam os pensadores e líderes do movimento ambientalista em 1970. Publicou o resultado do inquérito no “ano fatídico” de 2000, no artigo “Earth Day, Then and Now”, na revista Reason Magazine.

Em 2015, o Dr. Mark J. Perry, professor de Economia e Finanças da Universidade de Michigan, recuperou o trabalho de Bailey e ficou pasmo com “a torrente de predições apocalípticas” inverificáveis e nunca confirmadas, propaladas pelos magotes contestatários verdes em 1970.

Ele preparou uma lista das 18 mais famosas e estrambóticas, pois, segundo Bailey, “os profetas do fim do mundo não só estavam errados, mas espetacularmente errados”. E as publicou na revista do American Enterprise Institute.

Uma nova revolução começou de mãos dadas com o hippismo, a maconha, o amor livre e o pacifismo pro-soviético. Earth Day 1970 em NYC.
Uma nova revolução começou de mãos dadas com o hippismo, a maconha,
o amor livre e o pacifismo pro-soviético. Earth Day 1970 em NYC.
Ei-las:

1. Em 1970, o biólogo de Harvard George Wald achava que “a civilização chegaria a seu fim dentro de 15 ou 30 anos, caso não se aplicassem as ações necessárias diante dos problemas que enfrentava a humanidade”.

2. “Estamos numa crise ambiental que ameaça a sobrevivência da nossa nação e de todo o mundo enquanto lugar habitável pelos humanos” – defendia o biólogo Barry Commoner, da Universidade de Washington, na revista académica Environment.

3. No dia seguinte ao 1º “Dia da Terra”, o jornal “The York Times” alertou em editorial: “O homem deve parar com a poluição e preservar seus recursos (...) para salvar a raça humana de uma deterioração intolerável e sua possível extinção”. (Hoje o bicho papão não é tanto a poluição quanto o CO2, e a referência à “raça humana” é crime verde de “especismo” [segundo o ambientalismo, novo e pior tipo de “racismo” que acredita a espécie humana ser superior às espécies animais ou vegetais]. Trocadas as palavras, o realejo prossegue igual)


4. “De modo inevitável e completo, a população vai crescer mais do que qualquer aumento na produção de alimentos”, profetizava para a revista “Mademoiselle”, em abril de 1970, o endeusado Paul Ehrlich. “A mortalidade de pessoas que morrerão de fome anualmente nos próximos dez anos atingirá pelos menos 100 ou 200 milhões”, acrescentava.

5. “A maioria das pessoas que vai morrer no maior cataclismo da história humana já nasceu”, escreveu Ehrlich em 1969, no ensaio “Eco-Catástrofe!”.

A grande mídia deu cobertura excepcional ao 1º Earth Day com comentários até delirantes.
A grande mídia deu cobertura excepcional ao 1º Earth Day com comentários até delirantes.
E explicava: “Por volta de [1975], alguns especialistas acham que a falta de alimentos no mundo terá atingido tal nível, que teremos fomes de proporções inacreditáveis. Outros especialistas mais otimistas pensam que a extinção da população por falta de comida não acontecerá antes da década de ‘80”.

6. Mas o cenário mais alarmista foi esboçado por Ehrlich na edição especial da revista “The Progressive” consagrada ao Dia da Terra de 1970. Ele garantiu aos leitores que entre 1980 e 1989 morreriam por volta de 4 bilhões de pessoas, inclusive 65 milhões de americanos, no que ele chamava de “Great Die-Off” (algo como “a grande morte final”).

7. “Já é tarde demais para evitar a fome de massa”, declarava por sua vez Denis Hayes, organizador chefe do Dia da Terra, no número da primavera de 1970 da revista “The Living Wilderness”.


Forçados pelo número desbordante de exageros tapeadores e fraudulentos, tivemos que dividir este post em duas partes.

Continuaremos no próximo: “Profecias” catastroficamente erradas não desanimam catastrofismo verde! –2 Fonte Blog Verde a nova cor do comunismo 




:: sábado, 16 de janeiro de 2016

Renda das regiões produtoras agrícolas

               Renda das regiões produtoras agrícolas cresce o dobro da média do país


                 

Os municípios com maior valor da produção agropecuária se situam no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e Nordeste (Bahia)

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios brasileiros com maior valor da produção agropecuária cresceu 72,6% entre 2010 e 2013. Este percentual é mais que o dobro do aumento de 33% do PIB por pessoa do Brasil em igual período. 

A constatação é de estudo da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), baseado em dados das pesquisas Produção Agrícola Municipal de 2014 e PIB Municipal de 2013, divulgadas recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em reais, o resultado da análise mostra que os municípios com maior valor da produção agropecuária têm PIB per capita de R$ 53.228 contra R$ 26.445 da média nacional, destaca o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Gasques.

Os municípios com maior valor da produção agropecuária se situam no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e Nordeste (Bahia). “Esses municípios também são classificados como principais produtores agrícolas. O trabalho da SPA levou em conta aqueles que plantam café, cana-de-açúcar, milho e soja”, diz Gasques.

De acordo com o estudo da SPA, a maioria dos municípios do agronegócio tem PIB superior ao dos seus estados. “O crescimento do PIB per capita dessas localidades”, reforça Gasques, “tem sido superior ao da média estadual”.

Bahia

A análise cita dois exemplos de onde ocorre essa situação. Um deles é o município baiano de São Desidério, cujo PIB per capita cresceu 79,1% entre 2010 e 2013, enquanto a média do estado foi de 23,3%. Correntina, também na Bahia, registrou aumento de 91,3%, quase cinco vezes mais que a média estadual de expansão do PIB.

As menores taxas de crescimento do Produto Interno Bruto entre 2010 e 2013 foram constatadas nos municípios produtores de café e cana-de-açúcar: 22,92% e 41,52%, respectivamente. Essas cidades se situam principalmente em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Tais resultados podem estar refletindo problemas ocorridos em 2014, como quedas de preços na cana-de-açúcar e secas que afetaram áreas produtoras de ambas as culturas.

Ainda segundo a Coordenação-Geral de Estudos e Análises da SPA, estado algum do Sul aparece nessa classificação, embora a região seja a segunda produtora de grãos do país. 

Do Sudeste, apenas Minas Gerais está incluído.  Outra conclusão do estudo: apesar de ter o segundo maior valor da produção agrícola, São Paulo não tem nenhum município nessa relação.

Fonte Original: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento




:: sábado, 16 de janeiro de 2016

O agronegócio salvador

                           Nessa hora, ninguém fala de Reforma Agrária!



O agronegócio salvador

O setor mais eficiente e competitivo da economia brasileira, o agronegócio, mais uma vez compensou as fraquezas da indústria manufatureira e sustentou o comércio exterior do País. 

Apesar dos preços em queda no mercado internacional, os exportadores de produtos agropecuários — in natura e processados — conseguiram acumular em 2015 um superávit comercial de US$ 75,15 bilhões, 6,22% menor que o do ano anterior, mas suficiente para compensar com folga o déficit contabilizado pelos demais segmentos da produção.

Graças ao amplo excedente comercial do agronegócio, foi possível fechar as contas do comércio geral de mercadorias com um superávit de US$ 19,68 bilhões. Um ano antes o resultado tinha sido um buraco de US$ 4,05 bilhões, segundo o balanço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Esse ajuste de mais de US$ 15 bilhões na balança comercial, completado em um ano, é atribuível principalmente à redução do total das importações e ao poder de competição do agronegócio.

Mesmo com os preços em queda e a diminuição do valor das vendas, a participação do agronegócio no total das exportações brasileiras aumentou de 43% em 2014 para 46,2% em 2015. Isso foi possível simplesmente porque a redução do valor vendido pelos demais setores foi maior.


O fato notável é o agronegócio ter sobrevivido e se manter vigoroso depois de 13 anos de incompetência e desmandos de administrações petistas.

O Estado de S. Paulo, 14 de janeiro de 2016 - Notas & Informações




:: quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Dinheiro público para a revolução social

Dinheiro público para a revolução social
Gregorio Vivanco Lopes
É grande a rejeição que o MST vem encontrando por parte dos trabalhadores rurais, quando se trata de doutriná-los para formar o “exército de Stédile” (na expressão de Lula), com vistas a produzir levantes em favor da revolução social marxista.
Nem mesmo os ventos fortemente soprados de Roma em favor do líder do MST foram capazes de arrastar nossos meritórios e sagazes homens do campo. Sempre há os oportunistas, à procura de obter vantagens, mas deixar-se levar por sectarismos anticapitalistas é outra questão bem diferente.
Na procura de alternativas para esse impasse, a esquerda tem lançado com “bombos y platillos” — como dizem pitorescamente nossos vizinhos hispano-americanos — ou seja, com grande estardalhaço, uma espécie de MST urbano, visando criar nas cidades a agitação que não encontra eco no campo.
O novo factoide atende pela sigla MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e, como seu símile interiorano, não quer ter personalidade jurídica. Assim, ele pode mais facilmente receber dos governos, através de associações interpostas, os milhões de reais que enchem suas arcas, sem necessidade de prestar contas a ninguém.
Seu líder máximo, tirado de um dia para outro da cartola e elevado pela propaganda midiática do anonimato aos galarins da publicidade, chama-se Guilherme Boulos.
A respeito desse conjunto artificial, mas perigoso pelos apoios de que goza em altas esferas eclesiásticas e leigas, o diário “O Estado de S. Paulo” apresenta, em editorial de 2 de dezembro último, alguns dados interessantes que vale a pena considerar.
*    *    *
Desde que o PT chegou ao governo federal, o poder público vem financiando “movimentos sociais”, sempre prontos para tumultuar o cotidiano dos brasileiros e o funcionamento das instituições.
Nascido no fim dos anos 1990 a partir das fileiras do MST, o MTST visa “formar militantes e acumular forças no sentido de construir uma nova sociedade”, segundo o site da organização.
Só a Associação de Moradores do Acampamento Esperança de Um Novo Milênio, vinculada ao MTST, recebeu mais de R$ 81 milhões do “Programa Minha Casa, Minha Vida — Entidades” no estado de São Paulo, o equivalente a quase cinco vezes mais que a segunda colocada entre as entidades beneficiadas pelo programa federal. Na lista aparece ainda o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra Leste 1, com repasses de quase R$ 8 milhões.
Trata-se, pois, de um movimento “obviamente financiado pelo Estado para solapar e, se possível, derrubar os alicerces democráticos desse mesmo Estado”, diz o editorial. Ora, não cabe ao Estado, com o dinheiro dos impostos, “financiar movimentos que atuam fora da lei”.
O MTST prega, por exemplo, a “luta contra o capital e o Estado que representa os interesses capitalistas” e diz abertamente que uma de suas formas prediletas de atuação é o bloqueio de rodovias.
O que tem esse bloqueio a ver com proporcionar teto a quem não o possui? Absolutamente nada. Mas tem muito a ver com a revolução marxista mundial. E o MTST não o esconde: “Ao bloquearmos uma via importante estamos gerando um imenso prejuízo aos capitalistas. [...] Imaginem todas as principais vias paradas! E paradas não por horas, mas por dias! Conseguiríamos impor uma grande derrota ao capital e avançar na transformação que queremos. Este é um grande objetivo do MTST”.
O movimento de Boulos acrescentou a suas formas de atuação, também a invasão de escolas, tendo coordenado algumas das invasões de escolas estaduais ocorridas em dezembro último.

Se tivermos em vista os apoios eclesiásticos e civis em prol da constituição de uma rede de movimentos ditos “sociais” — MTST, MST, Excluídos, CIMI (junto aos índios) etc. — todos empenhados em doutrinar a população pobre, a fim de engajá-la na revolução social anticatólica, compreenderemos melhor para onde querem que rume o Brasil.




:: sábado, 9 de janeiro de 2016

Agricultura dobra exportação, apesar do PT

                       Agricultura dobra exportação, apesar do PT


Agricultura dobra exportação de soja e milho em seis anos

Da Redação

Volume de milho e soja (grão e farelo) embarcado ao exterior se aproxima de 100 milhões de toneladas


As exportações das principais commodities da agricultura brasileira deram novo salto na escalada que vem garantindo lastro ao crescimento contínuo na produção. O volume de milho e soja (grão e farelo) embarcado chegou a 98,07 milhões de toneladas, conforme balanço de 2015 divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Em 2016, o volume embarcado deve ultrapassar a barreira dos 100 milhões de toneladas – seis anos depois de ter rompido a casa de 50 milhões de t. As 98 milhões de toneladas de 2015 representam volume duas vezes maior que as 48,6 milhões de toneladas de 2009, ou seja, o volume dobrou em seis anos.

O balanço de 2015 mostra que houve novo recorde na soja –como vinha sendo cogitado desde o primeiro semestre. O volume embarcado foi 19% maior, alcançando 54,3 milhões de toneladas.

Com o real desvalorizado e as matérias-primas brasileiras mais competitivas, o volume de soja remetido ao mercado externo foi incrementado nos últimos dois meses do ano, em plena entressafra comercial. Em novembro, o Brasil exportou oito vezes mais soja com que no mesmo mês do ano anterior. Em dezembro, o volume foi cinco vezes maior que o do mesmo mês de 2014.

A surpresa ficou por conta do milho (leia abaixo), que teve projeções elevadas nos últimos meses de 2015 e fechou com 28,9 milhões de toneladas, o maior volume já registrado.

O aumento das exportações mostra-se surpreendente mesmo quando comparado ao crescimento da produção. Para dobrar a colheita de grãos, de 100 milhões para 200 milhões de toneladas, o país precisou de 14 anos, ou seja, o dobro do tempo necessário para duplicar as exportações das principais commodities agropecuárias. Isso indica que o crescimento da produção é voltado justamente ao mercado externo.

As exportações devem continuar crescendo neste ano devido justamente ao aumento da produção. A safra de soja se aproxima pela primeira vez de 100 milhões de toneladas na temporada 2015/16 e a produção total de milho (verão e inverno) tende a manter-se sustentada acima de 80 milhões de toneladas.

O ritmo do crescimento, contudo, deve diminuir diante de uma competição mais acirrada com a Argentina, que, devido a políticas internas desfavoráveis, teve sua participação reduzida no mercado de grãos nos últimos anos.

Fonte Original: AgroGP




:: quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A Revolução Cultural do PT

                              A Revolução Cultural do PT                                                                                Marco Antonio Villa

Publicado no Globo

O Ministério da Educação está preparando uma Revolução Cultural que transformará Mao Tsé-Tung em um moderado pedagogo, quase um “reacionário burguês.” Sob o disfarce de “consulta pública”, pretende até junho “aprovar” uma radical mudança nos currículos dos ensinos fundamental e médio — antigos primeiro e segundo graus. Nem a União Soviética teve coragem de fazer uma mudança tão drástica como a “Base Nacional Comum Curricular.”

No caso do ensino de História, é um duro golpe. Mais ainda: é um crime de lesa-pátria. Vou comentar somente o currículo de História do ensino médio. Foi simplesmente suprimida a História Antiga. Seguindo a vontade dos comissários-educadores do PT, não teremos mais nenhuma aula que trata da Mesopotâmia ou do Egito. Da herança greco-latina os nossos alunos nada saberão. A filosofia grega para que serve? E a democracia ateniense? E a cultura grega? E a herança romana? E o nascimento do cristianismo? E o Império Romano? Isto só para lembrar temas que são essenciais à nossa cultura, à nossa história, à nossa tradição.

Mas os comissários-educadores — e sua sanha anticivilizatória — odeiam também a História Medieval. Afinal, são dez séculos inúteis, presumo. Toda a expansão do cristianismo e seus reflexos na cultura ocidental, o mundo islâmico, as Cruzadas, as transformações econômico-políticas, especialmente a partir do século XI, são desprezadas. O Renascimento — em todas as suas variações — foi simplesmente ignorado. Parece mentira, mas, infelizmente, não é. Mas tem mais: a Revolução Industrial não é citada uma vez sequer, assim como a Revolução Francesa ou as revoluções inglesas do século XVII.

O apagamento da História, ao estilo Ministério da Verdade de “1984,” não perdoou a história dos Estados Unidos — neste caso, abriu exceção somente para a região onde esteve presente a escravidão. Do século XIX europeu, tudo foi jogado na lata de lixo: as unificações alemã e italiana, as revoluções — como a de 1848 —, os dilemas político-ideológicos, as mudanças econômicas, entre outros temas clássicos e indispensáveis à nossa História.

Os policiais da verdade não perdoaram também a História do Brasil. Os movimentos pré-independentistas — como as Conjurações Mineira e Baiana — não existiram, ao menos no novo currículo. As transformações do século XIX, a economia cafeeira, a transição para a industrialização foram desconsideradas, assim como a relação entre as diversas constituições e o momento histórico do país, isto só para ficar em alguns exemplos.

Mas, afinal, o que os alunos vão estudar? No primeiro ano, “mundos ameríndio, africanos e afro-brasileiros.” Qual objetivo? “Analisar a pluralidade de concepções históricas e cosmológicas de povos africanos, europeus e indígenas relacionados a memórias, mitologias, tradições orais e a outras formas de conhecimento e de transmissão de conhecimento.” E também: “interpretar os movimentos sociais negros e quilombolas no Brasil contemporâneo, estabelecendo relações entre esses movimentos e as trajetórias históricas dessas populações, do século XIX ao século XXI.” Sem esquecer de “valorizar e promover o respeito às culturas africanas, afro-americanas (povos negros das Américas Central e do Sul) e afro-brasileiras, percebendo os diferentes sentidos, significados e representações de ser africano e ser afrobrasileiro.”

No segundo ano — quase uma repetição do primeiro — o estudo é sobre os “mundos americanos.” Objetivo: “analisar a pluralidade de concepções históricas e cosmológicas das sociedades ameríndias a memórias, mitologias, tradições e outras formas de construção e transmissão de conhecimento, tais como as cosmogonias inca, maia, tupi e jê.” Ao imperialismo americano, claro, é dado um destaque especial. Como contraponto, devem ser estudadas as Revoluções Boliviana e Cubana; sim, são exemplos de democracia. E, no caso das ditaduras, a sugestão é analisar o Chile de Pinochet — de Cuba, nem tchum.

No terceiro ano, chegamos aos “mundos europeus e asiáticos.” Se a Guerra Fria foi ignorada, não foi deixado de lado o estudo da migração japonesa para o Paraguai na primeira metade do século XX (?). O panfletarismo fica escancarado quando pretende “problematizar as juventudes, discutindo massificação cultural, consumo e pertencimentos em diversos espaços no Brasil e nos mundos europeus e asiáticos nos séculos XX e XXI.” Ou quando propõe “relacionar as sociedades civis e os movimentos sociais aos processos de participação política nos mundos europeus e asiáticos, nos séculos XX e XXI, comparando-os com o Brasil contemporâneo.”

Quem assina o documento é o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, um especialista brasileiro em Thomas Hobbes. Porém, Hobbes ou o momento em que viveu (o século XVII inglês) são absolutamente ignorados pelos comissários-educadores. Para eles, de nada vale conhecer Hobbes, Locke, Platão, Montesquieu, Tocqueville, Maquiavel, Rousseau ou Sócrates. São pensadores do mundo europeu. O que importa são as histórias ameríndias, africanas e afro-brasileiras.

O documento está recheado de equívocos, exemplos estapafúrdios, de panfletarismo barato, de desconhecimento da História. Os programas dos cursos universitários de História foram jogados na lata de lixo e há um evidente descompasso com a nossa produção historiográfica. A proposta é um culto à ignorância. Nenhuma democracia no mundo ocidental tem um currículo como esse. Qual foi a inspiração? A Bolívia de Morales? A Venezuela de Chávez? A Cuba de Castro? Ou Lula, aquele que dissertou sobre a passagem de Napoleão Bonaparte pela China?





:: segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Vitória em Roraima

Vitória em Roraima,

mas perseguição a ruralistas continua

 

O Estado de Roraima ainda padecia da tragédia da demarcação do Território Indígena Raposa/Serra do Sol – em decorrência da qual mais de 300 famílias, além de uma dezena de arrozeiros, responsáveis por 8% do PIB estadual, foram cruelmente enxotados de suas casas pela força policial da União –, quando uma nova perseguição começou a se abater sobre pioneiros ruralistas em outra região. Tratava-se desta feita de expulsar da Serra da Lua os seus habitantes tradicionais, para dar lugar ao Parque Nacional do Lavrado.

Contudo, Deus dispôs as coisas de tal maneira que bastaram alguns meses de campanha de Paz no Campo e do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, ao lado da Associação dos Moradores e Produtores Rurais da Serra da Lua, para que se obtivesse uma vitória muito significativa: o governo federal, além de atender outras de nossas exigências, acabou também por revogar aquela absurda pretensão e os produtores não serão mais expulsos de suas terras.

Com efeito, em recente viagem a Roraima, a Presidente da República anunciou ter assinado decreto abdicando da construção da Unidade de Conservação do Lavrado, desobrigando assim esse Estado de criá-lo, como estava previsto no decreto 6.754/2009, que transferira as terras públicas da União para aquele novo Estado. Eis as suas palavras textuais: 'Assino hoje, aqui em Boa Vista, um novo decreto sobre destinação de terras da União abdicando da criação de unidades de conservação'. (http://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2015/12/dilma-anuncia-em-rr-licenca-para-construcao-do-linhao-de-tucurui.html)

Outra vitória foi a liberação da licença do IBAMA que permitirá Roraima ficar integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) através do linhão de Tucuruí. Roraima era o único Estado da Federação que não se achava unificado ao sistema por mero capricho da FUNAI, o que constituía um escândalo a ser divulgado pelos quatro cantos do Brasil.

Tal interligação significava mais que energia abundante e barata, era também uma necessidade para o desenvolvimento do Estado. A partir de agora, não ‘faltará mais luz’ como nos últimos tempos, em que o Estado vinha enfrentando diversas quedas de energia devido a falhas no fornecimento da energia de Guri, Venezuela, que abastece Roraima.

O livro-reportagem Roraima: cobiça internacional com novas perseguições aos produtores rurais, de Nelson Ramos Barretto e Paulo Henrique Chaves, somado à forte resistência do povo roraimense, alcançou assim o seu objetivo maior: a revogação do decreto que impunha a desapropriação de mais uma larga faixa de terras junto à fronteira com a Guiana inglesa e integrar o Estado ao Sistema Interligado Nacional de energia elétrica.

Contudo, não nos iludamos com este passo atrás, pois pareceu-nos muito mais um recuo tático e circunstancial com fins de busca de apoio político do que persuasão de erro anterior ao engessar praticamente 90% do território de Roraima. Por outro lado, a cobiça internacional sobre a Amazônia não deu mostras de arrefecimento.  

A propósito do livro-reportagem, um leitor escreve-nos: “Um trabalho tão corajoso e oportuno como este dá o que pensar, e dificilmente teria saído na mídia nacional. Ele suscita mil considerações sobre o estado de nosso País, vítima da ideologia comunista do PT. O brasileiro, conhecido por sua cordura e caráter bondoso, torna-se irreconhecível sob a impiedosa férula petista. Mudemos de governo antes que o governo mude o nosso modo cristão de ser”.

É nossa tese de que os produtores rurais brasileiros não suportam mais tanto descaso com o seu direito natural à propriedade privada, ao trabalho e ao sustento familiar, direito esse concedido por Deus e anterior ao Estado. Quantas desapropriações injustas de terras foram feitas pelos últimos governos, não apenas em Roraima, mas em todo o País, simplesmente para dar continuidade aos seus planos prenhes de utopia socialista e que conduzem forçosamente à miséria!

Aos interessados, recomendamos que assistam aos depoimentos concedidos por Alceu Thomé, morador de Serra da Lua, bem como por Dorinha Lima Pereira e outros, publicados em nosso site. Tais depoimentos chegaram às mãos das autoridades de Roraima, que, por sua vez, tomaram providências imediatas para impedir a demarcação.

Fiquemos atentos, pois a febre de demarcações do governo não cessa. Para perseguir as propriedades eles são capazes de tudo, ou seja, de 'ressuscitar' tribos de índios, inventar falsos quilombolas, criar assentamentos de Reforma Agrária e, agora, instituir parques ecológicos de conservação ambiental em terras de particulares.

Peça o seu livro no http://paznocampo.org.br/

Depoimentos:

Roraima: Nova perseguição aos produtores rurais#1

https://www.youtube.com/watch?v=HcKv0q3QjaA&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-&index=1

Roraima: Nova perseguição aos produtores rurais#2

https://www.youtube.com/watch?v=y4SnfbBDRx4&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-&index=2

Roraima: Nova perseguição aos produtores rurais#3

https://www.youtube.com/watch?v=ezTQcd36bSg&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-&index=3

Roraima: Nova perseguição aos produtores rurais#4

https://www.youtube.com/watch?v=ZDnXriWH7dA&index=4&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-

Adolpho Lindenberg comenta situação agrária de Roraima

https://www.youtube.com/watch?v=V5SUbfz3mDA&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-&index=5

CPI do CIMI - Denúncia de Nelson Barretto/span>

>https://www.youtube.com/watch?v=fYf_xLTCEok&index=6&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-

 





:: domingo, 27 de dezembro de 2015

Funai: de aparelho do Estado a laboratório do crime

Funai: de aparelho do Estado a laboratório do crime. CPI investiga 16 irregularidades até o momento

CPI da Funai investiga pelo menos 16 crimes entre eles, fraudes em laudos antropológicos, desvio de dinheiro público e descumprimento da lei




:: domingo, 20 de dezembro de 2015

São Pedro uma basílica ultrajada

   

São Pedro: uma basílica ultrajada

No final deste post, o vídeo desse tenebroso 'espetáculo' que profanou a Basílica de São Pedro

Roberto de Mattei
Corrispondenza Romana, 11-12-2015 

A imagem que ficará associada à abertura do Jubileu extraordinário da Misericórdia não é a cerimônia antitriunfalista celebrada pelo Papa Francisco na manhã de 8 de dezembro, mas o retumbante espetáculo Fiat lux: Illuminating Our Common Home, que concluiu a referida jornada, inundando de sons e de luzes a fachada e a cúpula de São Pedro. 

Ao longo do show, patrocinado pelo Grupo do Banco Mundial, imagens de leões, tigres e leopardos de proporções gigantescas se projetavam sobre a fachada de São Pedro, que se eleva precisamente sobre as ruínas do circo de Nero, onde as feras devoravam os cristãos. Graças ao jogo de luzes, a basílica dava a impressão de estar de cabeça para baixo, de dissolver-se e submergir-se. Sobre a fachada apareciam peixes-palhaço e tartarugas marinhas, quase evocando a liquefação das estruturas da Igreja, privada de qualquer elemento de solidez. Uma enorme coruja e estranhos animais voadores sobrevoavam em torno da cúpula, enquanto monges budistas caminhando pareciam indicar uma via de salvação alternativa ao cristianismo. Nenhum símbolo religioso, nenhuma referência ao cristianismo; a Igreja cedia lugar à natureza soberana. 

Andrea Tornielli escreveu que não é preciso escandalizar-se porque, como documenta o historiador da arte Sandro Barbagallo em seu livro Gli animali nell’arte religiosa. La Basilica di San Pietro (Libreria Editrice Vaticana, 2008), foram muitos os artistas que no decurso dos séculos representaram uma luxuriante fauna em torno da sepultura de Pedro. Mas se a Basílica de São Pedro é um “zoo sagrado”, como a define com irreverência o autor dessa obra, não é porque os animais ali representados estejam recluídos num recinto sagrado, mas porque o significado que a arte atribuiu àqueles animais é sagrado, isto é, ordenado a um fim transcendente. 


Com efeito, no cristianismo os animais não são divinizados, mas valorizados em função do fim para o qual foram criados por Deus: o serviço do homem. Diz o Salmista: “Deste-lhe o mando sobre as obras das tuas mãos, sujeitaste todas as coisas debaixo de seus pés: Todas as ovelhas e todos os bois e, além destes, os outros animais do campo” (Ps 8, 7-9). O homem foi posto por Deus como vértice e rei da criação, e tudo deve ser ordenado em função dele, para que, por sua vez, ele ordene tudo a Deus como representante do universo (Gn 1, 26-27). Deus é o fim último do universo, mas o fim imediato do universo físico é o homem. “De certo modo, nós somos o fim de todas as coisas”, afirma Santo Tomás (In II Sent., d. 1, q. 2, a. 4, sed contra), porque“Deus fez todas as coisas para o homem” (Super Symb. Apostolorum, art. 1). 

Por outro lado, a simbologia cristã atribui aos animais um significado emblemático. Não preocupa ao cristianismo principalmente a extinção dos animais ou o seu bem-estar, mas o significado último e profundo de sua presença. O leão simboliza a força e o cordeiro a benignidade, para nos lembrar a existência de virtudes e perfeições diversas, que só Deus possui por inteiro. Na Terra, uma gama prodigiosa de seres criados, da matéria inorgânica até o homem, possui uma essência e uma perfeição íntima, que se expressa mediante a linguagem dos símbolos. 

O ecologismo apresenta-se como uma visão do mundo que transtorna essa escala hierárquica, eliminando Deus e destronando o homem. Este último é posto em pé de absoluta igualdade com a natureza, numa relação de interdependência não só com os animais, mas também com os componentes inanimados do ambiente que o circunda: montanhas, rios, mares, paisagens, cadeias alimentares, ecossistemas. O pressuposto dessa cosmovisão é a dissolução de toda linha divisória entre o homem e o mundo. A Terra forma com a sua biosfera uma espécie de entidade cósmica geoecológica unitária. Ela se torna algo mais que uma “casa comum”: representa uma divindade. 


Há 50 anos, quando se encerrou o Concílio Vaticano II, o tema dominante naquela quadra histórica era um certo “culto ao homem”, contido na fórmula “humanismo integral” de Jacques Maritain. O livro do filósofo francês, com esse título, é de 1936, mas sua maior influência foi sobretudo quando um leitor entusiasta, Giovanni Battista Montini, eleito Papa com o nome de Paulo VI, quis fazer dele a bússola de seu pontificado. Na homilia da Missa de 7 de dezembro de 1965, Paulo VI recordou que no Vaticano II se produziu o encontro entre “o culto de Deus que quis ser homem” e “a religião — porque o é — que é o culto do homem que quer ser Deus”.

Cinquenta anos depois, assistimos à passagem do humanismo integral à ecologia integral; da Carta internacional dos direitos do homem à dos direitos da natureza. No século XVI, o humanismo havia recusado a civilização cristã medieval em nome do antropocentrismo. A tentativa de construir a Cidade do Homem sobre as ruínas da Cidade de Deus fracassou tragicamente no século XX, e baldas foram as tentativas de cristianizar o antropocentrismo sob o nome de humanismo integral. A religião do homem é substituída pela da Terra: o antropocentrismo, criticado por seus “desvios”, é substituído por uma nova visão ecocêntrica. A Ideologia de Gênero, que dissolve toda identidade e toda essência, insere-se nessa perspectiva panteísta e igualitária.  


É um conceito radicalmente evolucionista, que coincide em grande medida com o de Teilhard de Chardin. Deus é a “autoconsciência” do universo que, evoluindo, torna-se consciente de sua evolução. Não é casual a citação de Teilhard no parágrafo 83 da Laudato sì, encíclica do Papa Francisco na qual filósofos como Enrico Maria Radaelli e Arnaldo Xavier da Silveira salientaram pontos em desacordo com a Tradição Católica. E o espetáculo Fiat Lux foi apresentado como um “manifesto ecologista” que pretende traduzir em imagens a encíclica Laudato sì. 


Antonio Socci o definiu no jornal “Libero” como “uma encenação gnóstica e neopagã com uma inequívoca mensagem ideológica anticristã”, observando que “em São Pedro, na festa da Imaculada Conceição, em vez de celebrar a Mãe de Deus, preferiram a celebração da Mãe Terra, para propagar a ideologia dominante, a da ‘religião do clima e da ecologia’, neopagã e neomalthusiana, apoiada pelas potências do mundo. É uma profanação espiritual (porque aquele lugar — lembremo-nos — é um lugar de martírio cristão)”. 

Por sua vez, escreveu Alessandro Gnochi em “Riscossa Cristiana”: “Portanto, não foi o ISIS que profanou o coração da Cristandade, nem foram os extremistas do credo laico os que danificaram o credo católico, nem os artistas blasfemos e coprolálicos os que contaminaram a fé de tantos cristãos. Não era preciso perquisição ou detectador de metal para impedir o ingresso dos vândalos na cidadela de Deus: eles estavam no interior das muralhas e já tinham acionado a sua bomba multicolor de transmissão satelital no calor da sala de controle.” 

Os fotógrafos, os desenhistas gráficos e os publicitários que realizaram o Fiat Lux sabem o que representa para os católicos a Basílica de São Pedro, imagem material do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja. Os jogos de luz que iluminaram a Basílica tinham uma meta simbólica, antitética àquela expressa por todas as luzes, lâmpadas e fogos que transmitiram ao longo dos séculos o significado da luz divina. Esta luz estava ausente no dia 8 de dezembro. Entre as imagens e luzes projetadas na Basílica, faltavam as de Nosso Senhor e da Imaculada Conceição, cuja festa se celebrava. São Pedro foi imersa na falsa luz trazida pelo anjo rebelde, Lúcifer, príncipe deste mundo e rei das trevas. 

A palavra “luz divina” não é apenas uma metáfora, mas uma realidade, como realidade são as trevas que envolvem hoje o mundo. E nesta vigília de Natal a humanidade aguarda o momento em que a noite se iluminará como o dia, “nox sicut dies illuminabitur”(Salmo 11), quando se cumprirão as promessas feitas pela Imaculada em Fátima.







:: domingo, 6 de dezembro de 2015

Impeachment: a demolição do Brasil em maus lençóis

Impeachment: a demolição do Brasil em maus lençóis

Daniel Martins

 

Protesto contra governo-PT, Av. Paulista, 16 de agosto 2015 [Foto PRC]

É bom ver os demolidores do Brasil em maus lençóis, não? Por certo, desde que caiam junto os fatores da demolição:

erosão da propriedade privada e da livre iniciativa;

favorecimento das invasões de propriedades rurais e urbanas por MSTs, índios doutrinados, “sem-teto”, etc.;

sovietização das instituições (vide PNDH-3, decretado pelo governo Lula em 2009);

destruição da família, Ideologia de Gênero nas escolas, aborto, favorecimento da prostituição (chamadas pelo governo do PT de “profissionais do sexo” – vide PNDH-3);

perseguição religiosa (vide PLC 122/2006 ou “lei da homofobia”);

entre muitos outros;

Se esses fatores continuarem no panorama do próximo governo, teremos trocado seis por meia dúzia, e o impeachment terá servido apenas para arrefecer as sadias reações. Terá saído um dos atores, mas a peça de teatro será a mesma. Se, pelo contrário, o Brasil autêntico que ao longo deste ano saiu tantas vezes às ruas for ouvido em suas aspirações de ordem e pacatez, aí então o impeachment terá sentido profundo.

Diante desse quadro, estranha o estarem certos elementos petistas e filopetistas apoiando o impeachment. Entre eles, um dos juristas que fundamenta o parecer escolhido pelo presidente da Câmara: refiro-me ao Sr. Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT. Tudo indica que, repito, querem tirar um ator sem prejudicar a peça — quem dera fosse só teatro — da socialização do Brasil.

De quem era mesmo aquela frase: façamos o anticomunismo antes que os anticomunistas o façam?

A resposta a essas preocupações virão do pós-impeachment. Isso caso não haja aquele fator amortecedor, tão frequente na política brasileira. Dá vontade, mas não acendamos a vela antes de chegar o bolo! E mesmo depois, é bom experimentá-lo e ver se realmente é comestível…

 





:: domingo, 6 de dezembro de 2015

O Brasil cansou do PT


A  presidente  está  braba



Percival Puggina

 A presidente Dilma veio às falas e se declarou indignada. Ela, indignada. E nós, o quê? Nós, constrangidos a conviver com recessão, inflação e corrupção.  Nós, sentenciados a acatar aumentos de impostos, solução indicada por quem sequer entendeu a natureza do problema. Somos notificados, nós, em cadeia nacional, de que a presidente está braba...
 Ora, leitores, o Brasil cansou de Dilma, do seu partido, das enrolações, das mentiras e das mistificações que mantêm o PT no poder.
Hoje à tarde, quinta-feira (3), assisti a leitura do pedido de impeachment ao plenário da Câmara dos Deputados. Estarrecedora a lista de crimes de responsabilidade fiscal praticados pelo governo! Na origem de cada um deles a mesma motivação: ocultação da realidade, dissimulação dos fatos, enganação. A tais práticas, lembremo-nos, era dado o nome de “contabilidade criativa”. Valha-nos Deus!
A presidente espera enfrentar a crise acusando a oposição de conspirar contra o interesse público. Mas quem agiu prolongada e determinadamente contra a nação, olhos postos apenas no interesse próprio e nas parcerias ideológicas? Quem fez o diabo e todos os diabinhos possíveis para vencer a eleição gerando o caos subsequente, jogando o país em mais uma década perdida?
O Brasil precisa de união nacional para enfrentar a crise. A presidente não perdeu apenas 70% dos votos que fez no ano passado. Por não respeitar o interesse público, por valorizar mais a reeleição do que o bem do país, ela perdeu o respeito do país. E não há, tampouco, como seu partido unificar qualquer coisa politicamente consistente. Enquanto o governo jogava o país na valeta da estrada por onde outros avançam, o partido governante entesourava e tratava de dedicar o Estado, o governo e a administração à tarefa de construir conflitos e impor suas pautas.
A unidade, em torno de Dilma Rousseff, só pode ser na tarefa de nos enganarmos uns aos outros para que, ao final, estejamos todos vivendo o mesmo delírio. E a unidade, em torno do PT, é a guerra de todos contra todos, é a simultaneidade dos ódios provocados e a explosão de todos os conflitos existentes, inventados e ainda por inventar.
O impeachment no qual o país depositou suas esperanças neste ano que chega ao fim foi posto em marcha. Ao longo das próximas décadas estaremos falando destes dias, destas semanas, e saberemos que, em 2015, o povo brasileiro mobilizou-se para que se cumprisse a Constituição e fossem afastados do poder aqueles que se uniram na mentira e nela se abastaram.

Tanto semearam divisão que acabaram unindo o país contra si.





:: quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

NASA: gelo na Antártica não cessa de crescer


NASA: gelo na Antártica não cessa de crescer e faz descer níveis dos oceanos

Posted: 02 Dec 2015 12:45 PM PST

Qualquer exagero vale. Exemplo de alarmismo sobre o Ártico difundido por Greenpeace. Agora que o gelo Ártico cresce fanáticos verdes procuram outro espantalho
Qualquer exagero vale. Exemplo de alarmismo sobre o Ártico difundido por Greenpeace.
Agora que o gelo Ártico cresce fanáticos verdes procuram outro espantalho

Luis Dufaur





Enquanto progredia a fase periódica de derretimento do Ártico, o alarmismo verde, sempre ecoado ruidosamente pela grande mídia, bombardeou a opinião pública com relatórios mais ou menos enviesados, não raro com dados deturpados ou interpretações tendenciosas.

Isso serviu para impulsionar o pânico insensato de um aquecimento global que elevaria o nível dos mares até inundar cidades que somam centenas de milhões de moradores das costas.

Mas agora o ciclo periódico de gelo ártico entrou na fase de aumento. Os poucos crédulos no alarmismo verde, que tentaram atravessá-lo inteiramente derretido, tiveram que ser resgatados.

Então o Ártico deixou de interessar aos zelotes do planeta. Eles foram procurar alhures algum outro pretexto para seu forjado “aquecimento global”.

E o encontraram na Antártica, nomeadamente na sua região ocidental, onde a superfície de gelo está diminuída.

Gritaria! O mundo está aquecendo, a Antártica está derretendo e os mares sepultarão centenas de milhões de seres humanos, especialmente os mais pobres!

E recomeçou a enxurrada de noticiários comprovando a teoria concebida em cômodos escritórios perfeitamente ignaros da realidade. Aliás, quiçá não tão ignaros, mas ideologicamente enviesados.

Talvez pensando em pressionar a COP21, acelerou-se o midiático tapage – como se diz elegantemente em francês, quando o mais adequado ao nível do procedimento verde seria dizer “banzé”, do português.
Aumento da massa de gelo antártico segundo o ICESat entre os anos 2003-2008. Credits Jay Zwally-Journal of Glaciology.
Aumento da massa de gelo antártico segundo o ICESat entre os anos 2003-2008.
Credits Jay Zwally-Journal of Glaciology.
Mas eis que um grande novo estudo da NASA pôs os feitores do “banzé” (“lío”, diria o Papa Francisco I) pelo chão.

Resumidamente, a acumulação de gelo da Antártica está crescendo há 10.000 anos e atualmente sua expansão na Antártica Oriental está superando todas as perdas da Antártica Ocidental.

Os dados de satélites apontam que de 1992 até 2001 o aumento total do gelo antártico foi de 112 bilhões de toneladas por ano. Entre 2003 e 2008 houve uma diminuição do ritmo, que ficou em mais 82 bilhões de toneladas por ano.

O crescimento líquido do gelo em 2015 (200 bilhões de toneladas a mais na Antártida Oriental, descontada a perda da Antártida Ocidental, calculada em 65 bilhões de toneladas) deixou um acréscimo de 135 bilhões de toneladas, calculou “The Daily Express”.

Os cientistas acreditam que o forte fenômeno El Niño, resultado de um aquecimento natural das águas superficiais do Pacífico, influencia a Antártica Ocidental, provocando a disparidade em relação à Antártica Oriental, informou a NASA.

Em termos de superfície, a máxima extensão coberta de gelo neste ano, registrada no dia 6 de outubro, foi de 18,83 milhões de quilômetros quadrados (7,27 milhões de milhas quadradas). Esse gigantesco número se encaixa na média dos recordes de extensão registrados em 37 anos de medições via satélite.

Para comparar: superfície total da América do Sul é de 17,84 milhões de km2.

O máximo de 2015 foi ligeiramente menor que o dos três últimos anos, que foram os de maior tamanho na era dos satélites.

O aumento não é só em superfície, mas também na altura do gelo. A acumulação e a compactação do gelo na Antártica Oriental e no interior da Antártica Ocidental aumentaram em média 1,7 centímetros por ano (0.7 polegadas) nos últimos 10.000 anos.

Mais ainda, esse aumento do gelo antártico está provocando a diminuição do nível dos mares numa média de 0,23 milímetros por ano.

Os resultados obtidos pela NASA contradizem os dados do relatório de 2013 aprontado pelos políticos do Intergovernmental Panel on Climate Change’s (IPCC) e por outros grupos de pressão que afirmaram exatamente o oposto.

O gelo do Árctico no mínimo de 12-09-2013. A linha amarela indica a média dos mínimos
Até aí nada de novo, pois o IPCC já foi pego em incontáveis farsas, golpes políticos e até falcatruas pseudoteológicas que forçaram a renúncia de seu presidente Rajendra Pachauri, galardoado com o Prêmio Nobel!

Jay Zwally, glaciologista do NASA Goddard Space Flight Center, de Greenbelt, Maryland, foi o líder da equipe que elaborou o estudo de que estamos falando, o qual foi publicado no dia 30 de outubro de 2015 no Journal of Glaciology.

Zwally fez malabarismos verbais para tentar explicar que a natureza observada não batia com os “modelos” ambientalistas forjados em laboratórios.

Segundo os altímetros de satélites, há uma oscilação na altura do gelo antártico, sobretudo nas proximidades dos oceanos. Nada de novo, pois a natureza está sempre mudando, e não funciona de modo rijamente matemático como uma projeção de software.

Os altímetros usados foram dois de satélites European Space Agency European Remote Sensing (ERS), que varreram o continente de 1992 até 2001, e um altímetro laser do satélite da NASA Ice, Cloud, and land Elevation (ICESat) de 2003 a 2008.

Zwally obstinou-se em focar com uma visualização pessimista os tranquilizadores dados do estudo. As “más notícias”, segundo ele, consistem em que, “se os 0,27 milímetros que os níveis dos mares estão subindo por ano, segundo o relatório do IPCC, não provêm da Antártica, devem provir de alguma outra fonte que não se conhece”.

Novo estudo da NASA mostra que o gelo está aumentando na Antártica e está tirando água dos oceanos e diminuindo seus níveis
Novo estudo da NASA mostra que o gelo está aumentando na Antártica
e está tirando água dos oceanos e diminuindo seus níveis
Mas, com exceção da Antártica, não existe no planeta uma fonte de água capaz de fazer subir os mares.

O fato é que o IPCC errou mais uma vez. Mas isto o fanatismo verde proíbe reconhecer. Maktub! – acrescentariam os islamitas mais exaltados.

Zwally deplorou que alguns “negacionistas” iriam pular de alegria com as informações.

Mas não se trata de “negacionista” ou não, de alegria ou não; trata-se de ciência, e esta, quanto mais próxima da realidade, mais ciência é.

Mas a verdadeira ciência não interessa aos militantes do catastrofismo anticivilizatório. O artifício ideológico para manipular a ciência e voltá-la contra a civilização é o que importa.

E isso deve ser imposto por meio de uma governança mundial socialista e ditatorial, como se deseja na COP21 de Paris.

A ciência, a natureza e os homens que se danem! Está escrito no Corão verde! Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo

Fonte: Zwally, H. Jay; Li, Jun; Robbins, John W.; Saba, Jack L.; Yi, Donghui; Brenner, Anita C., “Mass gains of the Antarctic ice sheet exceed losses”, Journal of Glaciology doi: 10.3189/2015JoG15J071

O estudo completo em PDF: OPEN SOURCE

Extensão máxima do gelo antártico em 2015





:: terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Por que o PT quer a CPMF de volta?

Por que o PT quer a CPMF de volta?


Por que só raríssimas vozes levantam – e muito, muito timidamente - a possibilidade de privatizar a Petrobrás?

Não seria a saída para essa crise toda, sem traumas e com vantagem para a população?

Dispensaria o Executivo de custear uma empresa falida pela corrupção, daria superávit para o Governo pagar todas as dívidas e ainda por cima baratearia a gasolina...
 
 

CPMF X Funcionários com estrela do PT no peito
 
 
 
Na segunda feira, 19, O Globo publicou nova reportagem da série Cofres Abertos, sobre a realidade do Estado petista. (Ver http://oglobo.globo.com/brasil/cofres-abertos-remuneracao-em-ministerio-vai-ate-152-mil-17811868)
 
O título era Remuneração em ministérios vai até R$ 152 mil
 
Eis alguns dados: Lula acrescentou 18,3 mil funcionários à folha da União em oito anos. Em apenas quatro, Dilma enfiou mais 16,3 mil. Agora são 618 mil só na ativa: 103.313 têm cargo de chefia.
 
Os títulos são qualquer coisa de fascinante. Há um que inclui 38 palavras: 'chefe de divisão de Avaliação e Controle de Programas, da Coordenação dos Programas de Geração de Emprego e Renda...' e vai por aí enfileirando outras 30, com o escárnio de referir um acinte desses à 'geração de emprego e renda'...
 
O 'teto' dos salários é o da presidente, de R$ 24,3 mil. Mas a grande tribo só de caciques constituída não pelos funcionários concursados ou de carreira, mas pelos 'de confiança', com estrela vermelha no peito, ganha R$ 77 mil, somadas as 'gratificações', que podem chegar a 37 diferentes. No fim do ano tem bônus 'por desempenho'. 

A Petrobrás, a empresa mais endividada do mundo, negou dividendos aos acionistas, mas distribuiu R$1 bilhão aos funcionários em pleno 'petrolão'. A Eletronorte distribuiu R$ 2,2 bilhões em 'participação dos lucros', proporcionados pelo aumento médio de 29% nas contas de luz dos pobres do Brasil, entre os seus 3.400 funcionários. Houve um que embolsou R$ 152 ml.
 
A folha de salários da União, sem as estatais, que são 142, passará este ano de R$ 100 bilhões, 58% mais, fora inflação, do que o PT recebeu lá atrás.
 
Essa boa gente emite 520 novos 'regulamentos' (média) todo santo dia. Existem 49.500 e tantas 'áreas administrativas' divididas em 53 mil e não sei quantos 'núcleos responsáveis por politicas publicas'! 

Qualquer decisão sobre água tem de passar pela aprovação de 134 órgãos diferentes. Uma sobre saúde pública pode envolver 1.385 'instâncias de decisão'. Na educação podem ser 1036. Na segurança pública, 2375! E para trabalhar no inferno que isso cria? Quanto vale a venda de indulgências?
 
Essa conversa da CPMF como única alternativa para a salvação da pátria em face da 'incompressibilidade' dos gastos públicos a favor dos pobres não duraria 10 segundos se fatos como esses fossem sistematicamente divulgados pela imprensa, mas ela é em sua grande maioria de esquerda e omite esses dados, a própria matéria do O Globo, apesar do seu próprio 'furo' a primeira página do jornal não trazia qualquer chamada e nem as televisões da casa o repercutiram.
 
Resumo da coluna do jornalista Fernão Lara Mesquita, no jornal O Estado de São Paulo , de 23/10





:: domingo, 29 de novembro de 2015

A água lava, lava tudo, menos...

Tido como morto, rio Doce 'ressuscitará' em cinco meses, diz pesquisador

Jefferson Puff
No Rio

Embora esteja considerado atualmente 'morto', o rio Doce, que recebeu mais de 25 mil piscinas olímpicas de lama proveniente do rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), 'vai ressuscitar' em até cinco meses, no final da época de chuvas, em abril do próximo ano.

A afirmação é de Paulo Rosman, professor de Engenharia Costeira da Coppe/UFRJ e autor de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente para avaliar os impactos e a extensão da chegada da lama ao mar, ocorrida no último domingo (22) e que afeta a costa do Espírito Santo.

Embora especialistas tenham divulgado previsões de danos catastróficos, que incluiriam danos à reserva marinha de Abrolhos, no sul da Bahia, e um espalhamento da lama por até 10 mil m², Rosman afirma que os efeitos no mar serão 'desprezíveis', que o material se espalhará por no máximo 9 km e que em poucos dias a coloração barrenta deve se dissipar.

Para ele, há três diferentes cenários de gravidade do desastre e de velocidade de recuperação. No alto, onde a barragem se rompeu, próximo ao distrito de Bento Rodrigues, deve durar mais de um ano e dependerá de operações de limpeza dos escombros e de um programa de reflorestamento. Para ele, a sociedade e os governos mineiro e federal precisam cobrar de Vale e BHP Hillington, donas da Samarco, o processo de reflorestamento e reconstrução ambiental, de custo 'insignificante' para as empresas.

Ele diz que, na maior parte do percurso do rio Doce, as próprias chuvas devem limpar os estragos e os peixes devem voltar ao rio no período de cinco meses, e, no mar, a diluição dos sedimentos deve ocorrer de forma mais rápida - até janeiro do próximo ano.

Ao mesmo tempo, o especialista considera 'inaceitável' que o governo permita que as pessoas voltem a morar nas regiões afetadas e que seria 'criminoso' não retirar os outros povoados que se encontram nas linhas de avalanche de outras barragens.

Leia os principais trechos da entrevista:

Nos últimos dias, especialistas, ativistas, moradores, pescadores e indígenas têm repetido que o rio Doce 'está morto'. O senhor diz que ele 'vai ressuscitar'. Como isto deve acontecer?
Paulo Rosman - 
Eu vou repetir um chavão muito conhecido: o tempo é o senhor da razão. Há a visão quantitativa e fria do pesquisador, do cientista, e a visão emocional e por vezes desesperada do morador, do pescador e do índio. Os dois estão expressando as suas razões. Nenhum dos dois está certo ou errado.

No caso da ciência as coisas são mais factuais, quantitativas, mais numéricas. No caso do indígena, ele constata e sofre com a 'morte' do rio. A diferença é que o rio está morto neste momento, é verdade, mas ressuscitará muito rapidamente, e eles vão poder comprovar isso.

Há muitos exemplos de acidentes muito mais graves e mais sérios do que este da barragem de Mariana. Veja a erupção vulcânica do monte Santa Helena, nos Estados Unidos (em 1980). Foi tudo devastado e destruído, numa área imensamente maior. Você vai lá hoje e vê que os animais voltaram e a mata voltou.

Para fazer a conta, você tem que pegar o peso da lama e dividir pela massa específica dessa lama. Se neste momento eu tenho 4 kg/m³ de água e for dividir pela massa da lama, dá mais ou menos 1,3 mm. Então isso significa que se esses sedimentos todos se depositassem no fundo do rio formariam um tapete de 1 mm de espessura, o que nem vai acontecer, porque a correnteza vai levar.

As fortes chuvas entre novembro e abril 'lavarão' o rio Doce, num processo natural. Digo isso baseado em quantidades de sedimentos, em conhecimentos de processos sedimentológicos, na dinâmica de transporte desses sedimentos pelas correntes dos rios, dos estuários, das zonas costeiras. Então essas coisas são relativamente rápidas, a natureza se adapta, se reconstrói, se modifica.

Como o senhor avalia a mortandade e o retorno de peixes ao rio, posteriormente? E como responde a especialistas que avaliam que a recuperação da área e do rio pode levar mais de dez anos?
A onda de lama matou os peixes, mas o volume, pelo que eu vi publicado nos jornais, representa uma quantidade muito baixa. A não ser que tenha havido algum erro de cálculo, foi divulgado que morreram 8 mil kg de peixes no rio Doce. Veja, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro: quando há uma baixa mortandade, estamos falando em 70 mil peixes, mas este número pode chegar a 200 mil, e depois sempre há o retorno. A gente sabe que não demora muito para que a Lagoa encha de peixe de novo.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2015/11/28/tido-como-morto-rio-doce-ressuscitara-em-5-meses-diz-pesquisador.htm






:: quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Para que Roma não vá à falência

Balanço da Safrinha — “Oh! Trigo e milho!”

Hélio Brambilla

 

Safrinha

“Que du blé et du maïs! Que du blé et du maïs!” 

“As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver à custa do Estado

Tive o prazer de acompanhar, não faz muito tempo, um ilustre visitante africano residente na Áustria. Católico modelar, fluente em vários idiomas, o Príncipe Bernard Ndouga [foto ao lado]é neto do último rei dos Camarões.  Ele veio conhecer o Brasil e, pelo que pude perceber, ficou deslumbrado. Não com Brasília, mas com o Brasil real.

Príncipe Bernard Ndouga  [Foto PRC]O visitante conhece mais de 50 países, quase sempre viajando de avião. Mas quisemos fazer o nosso percurso de carro, pois de cima das nuvens quase nada se vê. Assim, começamos pela rodovia Santos-Rio. Em seguida, até a divisa do Espírito Santo com a Bahia, a fim de que dessa “janela” ele visse e sentisse um pouco da brasilidade nordestina. Retornamos por Minas, onde o príncipe conheceu as suas riquezas minerais, além da proverbial hospitalidade de seu povo.

Outro itinerário foi rumo ao Sul, passando antes pelos laranjais, canaviais e florestas de São Paulo. A partir do momento em que entramos no Paraná, e dali até Foz do Iguaçu, as exclamações do príncipe foram constantes: “Ô! que du blé et du maïs!” (“Oh! Trigo e milho!”). Mas qual não foi o meu embaraço ao ter de explicar a ele que, na verdade, aqueles trigais e milharais eram da “safrinha”, e não da safra normal, que viria dali a seis meses.  Une petite moisson! Afinal, como descendente de italiano explicando a um intuitivo africano,  os gestos ajudavam a completar as lacunas do meu francês…

Confesso que até para um paranaense do norte como eu, habituado à paisagem dourada dos campos de trigo e de milho maduro, aquilo realmente era empolgante. Mas, se na safrinha de hoje o nosso visitante aqui estivesse, ficaria ainda mais maravilhado, pois ela “explodiu”. Com efeito, podemos contar com a projeção de mais de 210 milhões toneladas de grãos para este ano.

Venho fazendo análises anuais a que chamo de “balanço de safra”. À última delas dei curiosamente o título “Volume morto, a safra agrícola e eleições”. Além da versão virtual, lida por milhares de pessoas, separatas impressas foram distribuídas pelo Brasil afora durante as principais feiras agropecuárias. Na verdade, a expressão “volume morto” simbolizava o mar de lama que havia aflorado da eleição presidencial. Mas o fato é que cheguei a ser perguntado se Lula da Silva tinha lido essa matéria, pois ele declarou que o PT estava “no volume morto”. Isso é problema dele e de seu partido…

Como os produtores rurais costumam dizer, “São Pedro ajudou”. O clima foi favorável e a safrinha está sendo um sucesso. O milho colhido atingiu o recorde estrondoso de mais 54 milhões de toneladas. O trigo, por sua vez, atingiu 7.300 milhões de toneladas, o suficiente para suprir 2/3 do consumo brasileiro.

A cana-de-açúcar também está em alta, devendo ultrapassar 705 milhões de toneladas, ou seja, um total de 30 milhões de toneladas de açúcar e cerca de 30 bilhões de litros de álcool (o equivalente a 500 mil barris de petróleo/dia, quase um quarto da produção de petróleo da Petrobras, de infeliz memória).

Com uma agravante, pois os barris são de petróleo bruto, que passam por refinarias caríssimas (e roubadíssimas), sobrando muita borra asfáltica, ao passo que o etanol já sai pronto para o tanque do veículo; sem contar que do bagaço da cana estão sendo gerados em torno de 20 Giga Watts (“O Estado de S. Paulo, 17-2-15, sobre a produção de 2014). Como referência, quando trabalha com toda a sua potência, Itaipu gera 16 Giga Watts.

Mais uma surpresa: o grupo Cosan de açúcar e álcool, acaba de inaugurar uma mega-usina em Piracicaba para aproveitar o bagaço da cana para a produção de etanol denominado “geração II”. O etanol I é produzido pela destilação do caldo da cana fermentado, ativado pela sacarose. Já o etanol II é gerado pelo bagaço e pela palha da cana, por meio de enzimas que atuam na celulose da planta, que sofre um novo processo de fermentação e uma segunda destilação.

Com isso, um novo incremento no setor sucroalcoleiro está se tornando realidade, pois com esse sistema teremos mais 70% de álcool por hectare, sendo que as fibras restantes são aproveitadas da mesma forma para a geração de energia, queimando e aquecendo as caldeiras.

De todos os ângulos por onde se observa o agronegócio, sempre há soluções novas para superar, a cada instante, sucessos anteriores. Já pensou o leitor se a nossa agropecuária estivesse sendo gerida pelo Estado, exatamente como os assentamentos de Reforma Agrária? Será que ainda existiria Brasil?

Que contraste com as roubalheiras sem paralelo na nossa história, praticadas principalmente por políticos do PT e aliados dele, mas suavizadas e muito diminuídas pelas palavras da presidente Dilma ao qualificá-las apenas de “malfeitos”! Expressão mais própria a alguma chefe de disciplina de estabelecimento escolar para qualificar puxões de cabelo entre meninas.

Bem diferente de quase todos os setores da economia, o agronegócio girou, nos últimos dez anos, mais de 700 bilhões de dólares de superávit, sendo que até agosto no ano em curso, já representou 46% de todas as exportações brasileiras, com superávit acima de 50 bilhões de dólares. São mais de 180 países que recebem a nossa produção, suficiente para alimentar mais de um bilhão de pessoas. Graças a Deus, a exportação para a China caiu para 23% desse total.

Graças a Deus, sim, pois não queremos ficar jugulados pelo dragão vermelho chinês, pois já temos outro dragão representado pelo PT e quejandos, que nos abocanha, a cada dia, mais de 40% de impostos. Neste ano, cada cidadão pagará o equivalente a 10 mil e 500 reais de impostos ao governo (OESP, 22-9-15). Como perguntar não ofende, para que serve tanto imposto?

Para que o Brasil tenha:

I - uma dívida interna bruta que já supera três trilhões de reais;

II - 678 bilhões de dólares de dívidas de empresas estatais e privadas, que com a disparada do “dólar” já alcançam quase outros três trilhões de reais;

III – uma empresa como a Petrobras, que valia em torno de R$ 800 bilhões em 2006 e hoje vale pouco mais de R$ 200 bilhões;

IV – a mesma Petrobras, com uma dívida que no primeiro trimestre de 2013 representava R$ 200 bilhões e hoje ascende a R$ 442 bilhões;

V – o que parece mais trágico, cerca de 8.000.000 de pessoas procurando emprego. (“O Tempo”, 26-8-15).

Diante de panorama tão sombrio, o governo ainda demonstra estranheza pelo fato de o Brasil ter sido rebaixado no seu grau de investimento. Essa somatória de fracassos assustadores faz-nos parafrasear o saudoso Joelmir Betting. Desgraça no governo do PT é como banana, só dá em penca”.

Cabe ressaltar para os menos avisados que todo o sucesso da agropecuária – atividade de alto risco no Brasil – vem sendo alcançado em apenas 8% de sua área (destinada à agricultura), e 16% (à pecuária), de acordo com a Embrapa Monitoramento de Satélite. Em termos comparativos, se a população do Japão fosse colocada no Brasil na mesma densidade em que existe lá, aqui caberiam mais de três bilhões de pessoas.

Como pode um setor tão vital para o Brasil e para o mundo ser tratado como vilão e bandido pelo governo do PT? Acabo de retornar do Mato Grosso do Sul, onde há 98 fazendas invadidas por índios instigados pelo CIMI… Em Roraima, bem mais de uma centena de produtores rurais, estabelecidos há mais de 100 anos na região da Serra da Lua, se veem ameaçados de ser enxotados de suas terras para dar lugar a mais um parque ecológico.

Consta que o propósito da FUNAI é aumentar as reservas indígenas de 14% do território nacional para 25%. Isso equivaleria a dar para 700 ou 800 mil índios o equivalente à metade do território da Índia, cuja população em julho de 2014 era de 1.267.401.849 habitantes.

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, um dos homens mais lúcidos que já conheceu o Brasil, que se dedicou de corpo e alma à defesa dos imorredouros princípios da tradição, da família e da propriedade. Lembro-me de, pouco antes de sua morte, ele ter feito um comentário que me ficou na memória, mais ou menos nestes termos:

“Não sei se terei a desdita de ver instalado no governo o Partido dos Trabalhadores, criado pela esquerda católica e pela teologia da libertação. Mas quem viver nesse período fatídico, comprovará que depois desse governo serão necessários uns 50 anos para conseguir colocar o País em ordem. E não se trata apenas nem principalmente do ponto de vista econômico, mas de restabelecer a criteriologia psicológica do brasileiro, que ficará obliterada pelo pseudo-paternalismo socialista do PT”. Proféticas palavras…

Vêm ainda a propósito as inspiradas palavras de Cícero ao alertar os seus coetâneos para a decadência do Império Romano: “O orçamento deve ser equilibrado, o tesouro público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda aos outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar em vez de viver à custa do Estado.

Que Deus e Nossa Senhora Aparecida salvem o Brasil!





:: sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Cerrados: a Salvação da Lavoura

Evaristo de Miranda examina o território passível de ocupação agrícola na região, reservas legais e características locais para concluir que, mais do que em outras áreas de Cerrado, ali as lavouras cumprem papel relevante na conservação do bioma.

A primeira iniciativa para garantir a preservação do cerrado no Brasil foi a criação de áreas protegidas. Agora, cabe à agricultura assegurar o futuro do bioma e de sua biodiversidade. Essa tendência é especialmente verdadeira no MATOPIBA, região geoeconômica de 73 milhões de hectares, com 91 % de área coberta por vegetação de cerrado, englobando partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Ali, há investimentos privados e recentes políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável.

Nos cerrados brasileiros, as áreas protegidas totalizam 12%. No MATOPIBA, elas representam 17%. Em nenhuma outra região geoeconômica com essa vegetação existem tantas áreas protegidas. Esse valor é 42% superior à média nacional de áreas protegidas nos cerrados. São 42 unidades de conservação e 28 áreas demarcadas como terras indígenas.

A ocupação do MATOPIBA é antiga: começou no século 17, intensificou-se com a criação pombalina da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e culminou com o desenvolvimento agroindustrial de São Luiz, no século 19. Boa parte dos babaçuais resulta dessa antropização secular, marcada pelo uso do fogo. Ela prosseguiu no século 20 com cidades, estradas, infraestruturas logísticas, atividades energético mineradoras, barragens etc. Ganhou impulso com a construção da Belém-Brasília, da Transamazônica e da ferrovia Carajás - São Luiz.

Até 2002, 20% dos cerrados do MATOPIBA estavam antropizados, ou seja transformados pelo homem. Em 2009, chegou-se a 26%, segundo o Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite do Ministério do Meio Ambiente. Os dados apontam crescimento anual da ordem de 1%  das áreas antropizadas desde 2002. A taxa está bem abaixo do crescimento anual da população e da economia regional. Entre 2008 a 2009, por exemplo, o bioma perdeu 0,37% de sua cobertura vegetal remanescente (7..637 km2).

A agricultura é parte da antropização. A expansão da produção de grãos no MATOPIBA cresceu nas últimas décadas. Pela primeira vez, desde o século 19, em 2015, o Nordeste produziu mais alimentos do que o Sudeste: 18,6 milhões de toneladas de grão (arroz, feijão, milho, soja...), segundo a Conab e o IBGE. O MATOPIBA é o responsável por tal desempenho. Ali a ocupação agrícola mais intensiva não é sinônimo de desmatamento. Estudos de sensoriamento remoto realizados entre 2002 e 2010, mostraram que 'grande parte da expansão da agricultura ocorreu em locais previamente desmatados, indicando a utilização de áreas já antropizada ', sobretudo pela pecuária, na produção de alimentos.

Nas áreas de expansão da agricultura, o Código Florestal determina uma reserva legal de vegetação de 20% nas regiões de cerrados. Tal percentual aumenta para 35% quando esse tipo de vegetação se encontra na Amazônia Legal. É o caso de 60% da área do MATOPIBA. Essa exigência, além dos 19% já preservados de forma absoluta nas áreas protegidas, estende potencialmente essa proteção para mais de 11 milhões de hectares ou 28% da área total. Se toda a cobertura de cerrados do MATOPIBA na Amazônia Legal (32 milhões de hectares) fosse, um dia, ocupada apenas pela agricultura, o que está muito longe de ser o caso, mais de 11 milhões de hectares seriam preservados nas áreas de reserva legal (28%). No restante, os 20% de preservação dos cerrados em imóveis rurais potencialmente representam 4,6 milhões de hectares e 17 da área total.

Existem potencialmente mais cerrados a serem preservados como reserva legal das propriedades rurais do que em todas as áreas protegidas existentes no MATOPIBA. Assim, legalmente, apenas 59% da cobertura de cerrados do MATOPIBA são passíveis de ocupação. Dos 41% restantes, 17% já são áreas protegidas. E a exigência de manter a vegetação em áreas de reserva legal representa mais 24% do total. Isso, caso um dia tudo fosse ocupado pela agricultura. Graças ao Código Florestal, qualquer que seja o cenário futuro, áreas agrícolas no MATOPIBA cumprem e cumprirão o mais relevante papel na preservação. Isso se deve à extensão de cerrados preservados no interior dos imóveis, à ampla repartição espacial e à conexão ecológica viabilizada entre os blocos isolados de áreas protegidas pelas fazendas. No MATOPIBA , como em outras regiões, a salvação dos cerrados está na lavoura.

Fonte: Correio Braziliense, 10/11/2015

Clique aqui para mais informações sobre o estudo





:: sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Governança mundial

COP21: projeto de governança mundial multiplicará a pobreza

Posted: 12 Nov 2015 05:30 PM PST

Com os carros demonizados, os ciclistas em Pequim ficam mais perto do ideal do miserabilismo ambientalista e do velho marxismo maoista também!
Com os carros demonizados, os ciclistas em Pequim
ficam mais perto do ideal do miserabilismo ambientalista
e do velho marxismo maoista também!
Luis Dufaur





continuação do post anterior: raiz ateia, anticristã e anticientífica da proposta ambientalista


Catolicismo - Dizem que o aquecimento global provocado pelo homem prejudica o Brasil, a América Latina e o mundo em desenvolvimento.

Calvin Beisner - Nenhuma sociedade jamais se elevou da pobreza sem o acesso a energia abundante, barata e confiável.

Se há ainda povos que estão vivendo na pobreza, presos a ela, em boa medida é porque não têm acesso à energia abundante, acessível e confiável, essencial para a sua ascensão e saída dessa pobreza.

Há quem diga que a única maneira de reduzir a suposta influencia humana sobre a temperatura média global - pela da emissão de dióxido de carbono - é reduzindo o uso de combustíveis fósseis.

Esse é o primeiro modo de como essa visão exerce consequências negativas para os povos da América Latina e de outras partes mais pobres do mundo.

É para forçar as pessoas a se afastarem dos combustíveis fósseis rumo ao combustível solar e outros chamados 'renováveis' (que são muito mais caros), propõem aumentar o controle do Estado sobre a vida das pessoas.

Na realidade a condição fundamental de superação da pobreza tem sido a liberdade econômica.

Ou seja, respeito ao direito de propriedade privada (que é um verdadeiro direito apenas se você controlar a sua propriedade), o empreendedorismo, o livre comércio dentro dos limites da lei moral (livre comércio não significa que você pode estabelecer uma Companhia de Assassinatos, ou associação de prostituição, ou coisas assim…), um governo dentro de legítimos limites e a vigência da lei, e não um gigantismo governamental e o domínio dos burocratas.

A velha liturgia das ONGs ambientalistas se repetirá na COP21. Bem paga, é claro.
A velha liturgia das ONGs ambientalistas
se repetirá na COP21. Bem paga, é claro.
Catolicismo - No Brasil especificamente, os ambientalistas apresentam a vida dos índios como sendo o ideal a ser imitado pelo homem ocidental.

Calvin Beisner - Se você gosta da ideia de que 50% de suas crianças morrerão antes dos cinco anos e de que sua perspectiva de vida será de cerca de 27-28 anos, então você nasceu há três séculos. Porque há três séculos atrás era assim o comum da vida, ou a morte, em toda a raça humana..

Foi apenas nos últimos três séculos que parte da humanidade vem deixando isso para trás. A pobreza traz sofrimento. A pobreza traz a morte.

Se você quiser reduzir o sofrimento humano, se desejar reduzir a morte e prolongar a vida, se você acredita que os seres humanos são algo que deve ser exaltado como nos ensina o Salmo 8; que somos criados à imagem de Deus, que somos 'coroados de glória e honra', então você não desejará tal pobreza.

Mas os ambientalistas alarmistas querem a pobreza, porque é como eles veem os seres humanos 'vivendo em harmonia com a natureza'. Na raiz disso está a falsa ideia de que os seres humanos não são diferentes dos animais irracionais.

Eles não compreendem em absoluto a excepcionalidade humana. E por isso, eles desejam estender os direitos humanos aos animais, às plantas e aos ecossistemas inteiros.

Catolicismo - Por quê?

Calvin Beisner - Uma ética humana para animais irracionais transforma-se muito facilmente em ética bestial para seres humanos.

Se não houver uma diferença moral entre um ser humano e uma cobaia, então você começará a tratar os seres humanos como trata às cobaias, e não começará a tratar as cobaias como trata aos seres humanos.

DECLARAÇÃO DO ENTREVISTADO A RESPEITO DA ENCÍCLICA LAUDATO SI' DO PAPA FRANCISCO


A mudança climática, embora tratada de modo muito proeminente pela maioria dos meios de comunicação que se ocuparam da Encíclica, na verdade, aproveita apenas um ou dois por cento do texto, as seções 23 a 26, que especificamente tratam do clima.

É interessante notar que, a cada seção numerada, encontramos uma média de 1,4 notas, mas não traz nenhuma nota nas seções que versam sobre o clima. E nem apresenta as fontes para as afirmações, alertando sobre um aquecimento causado por emissões humanas de CO².

Julgo quase inevitável a Encíclica fornecer combustível para o movimento alarmistaquanto ao aquecimento global, apesar de não haver sustentação em dados empíricos. Portanto, creio que esse movimento faria um uso 'criativo' da Encíclica.

COP21 os atrativos de Paris mascaram o drama que pode vir acontecer.
Grande parte do movimento ambientalista é fortemente esquerdista em suas perspectivas políticas e econômicas e há muitos resquícios da velha 'teologia da libertação' na Encíclica.

Minha objeção fundamental a todas as recomendações para se tentar reduzir o chamado aquecimento global pela redução do uso de combustíveis fósseis (e, portanto, das emissões de CO²), é de que isso prejudicará os pobres em todo o mundo muito mais do que qualquer mudança climática.

Do ponto de vista econômico, aumentará o preço da energia, o que fará subir o preço de tudo, prejudicando especialmente os pobres e retardando o seu desenvolvimento econômico.

Muitas pessoas serão lançadas fora do mercado do trabalho, os salários dos que trabalham diminuirão e os preços dos bens que eles precisam comprar irão aumentar.

Isso significa que você estará empurrando para baixo da linha de pobreza muitos dos que estão um pouco acima dela, e lançando as que estão bem acima para baixo, em direção a ela.

Não existe virtude moral nisso.

As alegações de que o perigoso aquecimento global seja provocado pelo homem são falsas. A evidência empírica mostra que os modelos [nos quais tal asserção se baseia] estão errados.

As recomendações da Encíclica poderão ter um efeito precisamente oposto para os quais o Pontífice indica. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo





:: sábado, 7 de novembro de 2015

Agroterrorismo - 20 Anos após ataque ao Cacau

Agroterrorismo - 20 Anos após ataque ao Cacau - Brasil retoma exportação

Brasil volta a exportar amêndoas de cacau depois de 20 anos. Amêndoas de cacau são a matéria-prima principal do chocolate. Produto passou por crise que quase destruiu as lavouras.
Print da matéria do Jornal Nacional tratando da retomada da exportação de amêndoa de Cacau após 20 anos. A mais importante ação de Agroterrorismo feita no Brasil.

 

Agroterrorismo

 
A edição do Jornal Nacional do dia 02 Novembro 2015, em busca de boas notícias para o atual momento brasileiro, aprese,ntou a matéria “Após 20 anos Brasil Exporta Amêndoas de Cacau”.(Texto transcrito abaixo e link para a matéria no Portal G1 incluindo vídeo).

Para compor a matéria do Jornal Nacional recuperamos as  ações de Agroterrorismo que as plantações de cacau sofreram nos anos 80.

As ações foram tratadas na matéria especial de Policarpo Junior, de Veja, em 2006. Link para íntegra da matéria de VEJA abaixo:

Agroterrorismo - Petistas são acusados de disseminar a praga
que destruiu a lavoura de cacau no sul da Bahia– Veja.

21 de Junho, 2006 - 12:00 ( Brasília )

AGROTERRORISMO - Petistas Acusados de propagar praga do Cacau

Petistas são acusados de disseminar a praga que destruiu a lavoura de cacau no sul da Bahia

Franco Timóteo, que confessa o crime: o plano era minar a influência política dos barões do cacau Foto Revista VEJA


 

Policarpo Junior
Revista VEJA


No dia 22 de maio de 1989, durante uma inspeção de rotina, um grupo de técnicos descobriu o primeiro foco de uma infecção devastadora conhecida como vassoura-de-bruxa numa plantação de cacau no sul da Bahia. A praga é mortal para os cacaueiros. Os técnicos, porém, se tranqüilizaram com a suposição de que se tratava apenas de um foco isolado. Engano. Em menos de três anos, de forma espantosamente veloz e estranhamente linear, a vassoura-de-bruxa destruiu as lavouras de cacau na região – e fez surgir um punhado de explicações para o fenômeno, inclusive a de que o Brasil poderia ter sido vítima de uma sabotagem agrícola por parte de países produtores de cacau da África, como Costa do Marfim e Gana.

Reforçando, então, as suspeitas de sabotagem, técnicos encontraram ramos infectados com vassoura-de-bruxa amarrados em pés de cacau – algo que só poderia acontecer pela mão do homem, e nunca por ação da própria natureza. A Polícia Federal investigou a hipótese de sabotagem, mas, pouco depois, encerrou o trabalho sem chegar a uma conclusão. Agora, dezessete anos depois, surge a primeira testemunha ocular do caso. Ele conta que houve, sim, sabotagem, só que realizada por brasileiros.

Em quatro entrevistas a VEJA, o técnico em administração Luiz Henrique Franco Timóteo, baiano, 54 anos, contou detalhes de como ele próprio, então ardoroso militante esquerdista do PDT, se juntou a outros cinco militantes do PT para conceber e executar a sabotagem. O grupo, que já atuava em greves e protestos organizados na década de 80 em Itabuna, a principal cidade da região cacaueira da Bahia, pretendia aplicar um golpe mortal nos barões do cacau, cujo vasto poder econômico se desdobrava numa incontrastável influência política na região.

O grupo entendeu que a melhor forma de minar o domínio político da elite local seria por meio de um ataque à base de seu poder econômico – as fazendas de cacau. 'O imperialismo dos coronéis era muito grande. Só se candidatava a vereador e prefeito quem eles queriam', diz Franco Timóteo. A idéia, diz ele, partiu de Geraldo Simões, figura de proa no PT em Itabuna que trabalhava como técnico da Ceplac, órgão do Ministério da Agricultura que cuida do cacau. Os outros quatro membros do grupo – Everaldo Anunciação, Wellington Duarte, Eliezer Correia e Jonas Nascimento – tinham perfil idêntico: eram todos membros do PT e todos trabalhavam na Ceplac.
 
Franco Timóteo conta que, bem ao estilo festivo da esquerda, a primeira reunião em que o assunto foi discutido aconteceu num bar em Itabuna – o Caçuá, que não existe mais. Jonas Nascimento explicou que a idéia era atingir o poder econômico dos barões do cacau. Geraldo Simões sugeriu que a vassoura-de-bruxa fosse trazida do Norte do país, onde a praga era – e ainda é – endêmica. Franco Timóteo, que já morara no Pará em 1976, foi escolhido para transportar os ramos infectados. 'Então eu disse: 'Olha, eu conheço, sei como pegar a praga, mas tem um controle grande nas divisas dos estados'.' Era fim de 1987, início de 1988.

Apesar do risco de ser descoberto no caminho, Franco Timóteo foi escalado para fazer uma primeira viagem até Porto Velho, em Rondônia. Foi de ônibus, a partir de Ilhéus. 'Em Rondônia, qualquer fazenda tem vassoura-de-bruxa. Nessa primeira viagem, peguei uns quarenta, cinqüenta ramos. Coloquei num saco plástico e botei no bagageiro do ônibus. Se alguém pegasse, eu abandonava tudo.' Nos quatro anos seguintes, repetiria a viagem sete ou oito vezes, com intervalos de quatro a seis meses entre uma e outra. 'Mas nas outras viagens trouxe os ramos infectados num saco de arroz umedecido. Era melhor. Nunca me pegaram.'

Franco Timóteo conta que, quando voltava para Itabuna, entregava o material ao pessoal encarregado de distribuir a praga pelas plantações. A primeira fazenda escolhida para a operação criminosa chamava-se Conjunto Santana, ficava em Uruçuca e pertencia a Francisco Lima Filho, então presidente local da União Democrática Ruralista (UDR) e partidário da candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. Membro de uma tradicional família cacaueira, Chico Lima, como é conhecido, tinha o perfil ideal para os sabotadores: era grande produtor e adversário político.

'Chico Lima era questão de honra para nós', diz Franco Timóteo. Foi justamente na fazenda de Chico Lima que foi encontrado o primeiro foco de vassoura-de-bruxa, em 22 de maio de 1989 – e a imagem dos técnicos, no exato momento em que detectam a praga, ficou registrada numa fita de vídeo à qual VEJA teve acesso. Como medida profilática os técnicos decidiram incinerar todos os pés de cacau da fazenda. Chico Lima ficou arruinado. Hoje, arrenda as terras que lhe restam e vive dos lucros de uma distribuidora de bebidas. Informado por VEJA da confissão de Franco Timóteo, ele lembrou que sempre se falou de sabotagem – mas de estrangeiros – e mostrou-se chocado. 'Isso é um crime muito grande, rapaz. Os responsáveis têm de pagar', disse.

Os ataques às fazendas, todas situadas ao longo da BR-101, aconteciam sempre nos fins de semana, quando diminui o número de funcionários. O grupo tinha o cuidado de usar um carro com logotipo da Ceplac para criar um álibi: se eles fossem descobertos por alguém, diriam que estavam fazendo um trabalho de campo.

'A gente chegava, entrava, amarrava o ramo infectado no pé de cacau e ia embora. O vento se encarregava do resto', conta Franco Timóteo. Para dar mais verossimilhança a uma suposta disseminação natural da vassoura-de-bruxa, o grupo tentou infectar pés de cacau numa lavoura mantida pela própria Ceplac. Não deu certo, devido à presença de um vigia, e o grupo acabou esquecendo, no atropelo da fuga, um saco com ramos infectados sobre a mesa do escritório da Ceplac. A operação criminosa, por eles apelidada de 'Cruzeiro do Sul', desenrolou-se por menos de quatro anos – de 1989 a 1992. 'No início de 1992, parou. Geraldo Simões disse que a praga estava se propagando de forma assustadora. Não precisava mais.'

Os sabotadores nunca foram pegos, mas deixaram muitas pistas. 'Encontramos provas de que houve sabotagem em várias fazendas', conta Carlos Viana, que trabalhava como diretor da Ceplac quando a praga começou a se disseminar. Ele se lembra do saco plástico esquecido sobre a mesa do escritório da Ceplac numa das lavouras – e isso o levou, inclusive, a acionar a Polícia Federal para investigar a hipótese de sabotagem. 'Uma coisa eu posso garantir: os focos não foram acidentais', diz Viana, que deixou o órgão e tem hoje uma indústria de óleo vegetal.

 

Propagação da vassoura-de-bruxa na Bahia. Arte VEJA


Um relatório técnico e oficial, elaborado pela Ceplac logo no início das investigações, chegou a considerar a hipótese de que produtores do Norte do país teriam levado a vassoura-de-bruxa para as plantações da Bahia – mas movidos por 'curiosidade ou ignorância'. O relatório afirma que a chegada à Bahia da Crinipellis perniciosa, nome científico do fungo causador da vassoura-de-bruxa, 'não pode ser atribuída a agentes naturais de disseminação'. VEJA consultou Lucília Marcelino, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília, para saber se a história contada por Franco Timóteo seria viável. 'Sob o ponto de vista técnico, sim', diz ela.

A sabotagem produziu um desastre econômico. Derrubou a produção nacional para menos da metade, desempregou cerca de 200.000 trabalhadores e fez com que o Brasil, então o segundo maior produtor mundial de cacau, virasse importador da fruta. Um estudo da Universidade Estadual de Campinas, elaborado em 2002, estima que a devastação do cacau na Bahia provocou, nos últimos quinze anos, um prejuízo que pode chegar à astronômica cifra de 10 bilhões de dólares.

Mas, na mesquinharia política dos sabotadores, o plano foi um sucesso.Em 1992, no primeiro pleito depois da devastação, Geraldo Simões elegeu-se prefeito de Itabuna pelo PT – e presenteou os quatro companheiros de sabotagem com cargos em sua gestão. Everaldo Anunciação foi nomeado secretário da Agricultura – cargo que deixaria dois anos depois, sendo substituído por Jonas Nascimento, o outro petista sabotador. Wellington Duarte, também membro do grupo da sabotagem, ficou como chefe-de-gabinete do prefeito.
 
E Eliezer Correia ganhou o cargo de secretário de Administração e Finanças. Como não pertencia ao PT, Franco Timóteo não ganhou cargo algum na prefeitura. Em 1994, com o recrudescimento de suspeitas de que a vassoura-de-bruxa fora uma sabotagem, ele resolveu deixar Itabuna e mudar-se para Rondônia. O prefeito lhe deu um cheque de 250.000 cruzeiros reais (o equivalente a 800 reais hoje) para ajudar nas despesas da viagem – paga, para variar, com dinheiro público.

A operação consta da contabilidade da prefeitura, em que está registrada sob o número 2 467, e informa que o beneficiário era mesmo Franco Timóteo, mas, providencialmente, não há processo descrevendo o motivo do pagamento. 'É estranho. Se havia algum processo, sumiu', diz o atual prefeito, Fernando Gomes, do PFL.

Nos últimos anos, Franco Timóteo tem sido assaltado pelo remorso do crime que cometeu. Um dos atingidos era seu parente. Silvano Franco Pinheiro, seu primo, tinha uma empresa de exportação de semente de cacau que chegou a faturar 30 milhões de dólares por ano. 'Perdi tudo', conta Pinheiro, que, há seis anos, ouviu a confissão de Franco Timóteo.

'Falei para ele sumir da cidade porque seria morto', conta o primo. Para expiar sua culpa, Franco Timóteo também fez sua confissão para outro fazendeiro, Ozéas Gomes, que chegou a produzir 80.000 arrobas de cacau e empregar 1.400 funcionários – e hoje mantém ainda um padrão confortável de vida, mas emprega apenas 100 funcionários, A produção caiu para 15.000 arrobas.

'Quando ouvi a história, fiquei com muita raiva. Mas, depois, ele explicou que não tinha idéia da dimensão do que fazia…' No fim do ano passado, Franco Timóteo confessou-se ao senador César Borges, do PFL baiano e plantador de cacau. 'A história dele tem muitos pontos de veracidade diante do que a gente sempre suspeitou ter acontecido', diz o senador. O governador Paulo Souto, cujos familiares perderam tudo devido à vassoura-de-bruxa, também ouviu uma confissão de Franco Timóteo. O senador e o governador, porém, decidiram ficar em silêncio, segundo eles para evitar a acusação de exploração política.

Os acusados desmentem categoricamente qualquer envolvimento na sabotagem e dizem até que nem sequer conhecem Franco Timóteo. 'Nunca vi esse louco', diz Geraldo Simões, que, no governo Lula, ganhou a presidência da Companhia das Docas da Bahia, da qual se afastou agora para concorrer a deputado federal pelo PT. 'Essa história toda é fantasiosa', diz Eliezer Correia, que continua cuidando de cacau e hoje é chefe de planejamento da Ceplac, em Itabuna.

'É um absurdo', diz Wellington Duarte, que, no atual governo, foi promovido a um dos chefões da Ceplac em Brasília. Everaldo Anunciação, que foi nomeado para o cargo de vice-diretor da Ceplac, diz que não liga o nome à pessoa. Jonas Nascimento – demitido a bem do serviço público na década de 90, voltou numa função comissionada, em 2003, no Centro de Extensão da Ceplac em Itabuna – é o único que admite conhecer Franco Timóteo, mas nega a história.

Talvez seja o único a contar um pedaço da verdade. Ouvido por VEJA, o publicitário Ithamar Reis Duarte, ex-secretário de Meio Ambiente na gestão do petista Geraldo Simões, conta que essa turma toda – Franco Timóteo e os petistas – é de velhos conhecidos. 'Era um grupo que se reunia sempre para planejar ações', diz ele, que participou de alguns encontros. 'Fazíamos reuniões até no meu escritório. Se alguém negar isso, estará mentindo'.

http://www.defesanet.com.br/dqbrn/noticia/20725/






:: sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Funai e Incra serão investigadas em CPI

Funai e Incra serão investigadas em CPI

Brasília,29 de outubro de 2015 - Depois de muitas idas e vindas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes na FUNAI e no INCRA foi oficializada na noite dessa quarta-feira, em plenário, pela presidência da Câmara Federal. Subscrita pelo deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) - a comissão deve investigar as fraudes em demarcações de áreas indígenas e quilombolas em todo o país.

O CPI iniciará os trabalhos nos próximos dias, investigando a fundo os critérios utilizados pelos dois órgãos a uma série casos de fraudes em processos demarcatórios de áreas indígenas e quilombolas.

Para o deputado Valdir Colatto, que será membro da CPI,  diferente do que foi tratado durante os debates levantados pela PEC 215/2000, a CPI da Funai e do Incra vai tratar dos recursos públicos e possíveis desmandos daquelas entidades. “Vamos investigar os atos, as aplicações do dinheiro público, como é feita a atenção à saúde e à educação dos indígenas, quilombolas e assentados, que estão na miséria, buscando auxílio para sobreviver”, destacou.

O parlamentar catarinense destacou ainda que as investigações não se limitarão ao atual governo, mas sim a história do Incra e da Funai que precisa ser colocada transparentemente para a população brasileira.

A CPI será composta por 34 membros e terá prazo de duração de cento e vinte dias, prorrogável pela metade, a contar da data de instalação.

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Assessoria de Imprensa –Deputado Federal Valdir Colatto (PMDB/SC)

Demarcação de área indígena do Morro dos Cavalos, em Palhoça, será investigada por CPI

Possíveis fraudes em processos na Funai e no Incra serão apuradas pela Câmara dos Deputados

Por: Victor Pereira
29/10/2015 - 17h51min

Demarcação de área indígena do Morro dos Cavalos, em Palhoça, será investigada por CPI Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Morro dos Cavalos foi tema de matéria especial do Diário CatarinenseFoto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

Morro dos Cavalos, em Palhoça, e outros casos polêmicos envolvendo terrasindígenas, serão investigados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara dos Deputados na quarta-feira. A CPI, oficializada um dia após a aprovação em Comissão Especial da PEC 215, que propõe mudançasnessas áreas, vai apurar possíveis fraudes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) nas demarcações dos territórios.

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Saiba o que muda com a PEC das demarcações de terras indígenas

Proposta pelo deputado Alceu Moreira (PMDB/RS), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária, a CPI deve iniciar os trabalhos na próxima semana, com a indicação dos membros por parte dos partidos. O objetivo é detalhar os critérios usados pelos dois órgãos em uma série de episódios emblemáticos de fraudes em processos demarcatórios de áreas indígenas e quilombolas.

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Em Mapa, confira a distribuição dos indígenas por SC e pelo país

Entre as situações previamente denunciadas na justificativa da CPI está a do Morro dos Cavalos. A localidade foi tema de reportagem especial do Diário Catarinense em 2014, que expôs como organizações que atuaram na região agiam para obter benefícios particulares em torno das comunidades indígenas. A publicação denunciou casos de migração manipulada de índios que viviam em terras tradicionais e já regularizadas para áreas de conflito. Também são citados como casos a serem apurados pela CPI as demarcações indígenas e quilombolas Mato Preto, Sananduva e Morro Alto, no Rio Grande do Sul.

Leia o especial Terra Contestada

Manifestações contra a PEC

Quinta-feira, Funai e governo federal divulgaram notas contra da PEC 215. A Secretaria de Governo da Presidência da República e o Ministério da Justiça afirmam entender que a aprovação do texto 'ofende o princípio da separação dos poderes e não se alinha com o direito originário consagrado na constituição acerca das terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas, na conformidade do já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF)'.

Protesto de indígenas bloqueia BR-101 no Morro dos Cavalos, em Palhoça

A Funai disse que a proposta representa uma grave ameaça aos diretos indígenas e à sociedade em geral, uma vez que ela seria inconstitucional. 'A PEC propõe a transferência de responsabilidades sobre a demarcação de terras indígenas do Poder Executivo para o Legislativo (...). Na prática, essa transferência significa que a definição sobre as terras onde os indígenas poderão exercer seu direito à permanência física e cultural está sujeita às maiorias políticas de ocasião. Sabemos que hoje esta maioria representa interesses pessoais e financeiros e atua para que não seja demarcada nenhuma terra indígena', diz a nota, que também repudia a forma 'autoritária, ofensiva e desrespeitosa' como foi conduzido o processo de votação da PEC 215 pela Comissão Especial da Câmara. http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/10/demarcacao-de-area-indigena-do-morro-dos-cavalos-em-palhoca-sera-investigada-por-cpi-4889867.html





:: sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Deputado alerta sobre novo tipo de desapropriação de terras

Comissão aprova PDC que susta 

IN 83/2015 do INCRA



A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 184/2015, de autoria do deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) que susta a aplicação da Instrução Normativa (IN) nº 83/2015, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A IN 83 do Incra estabeleceu diretrizes para os procedimentos administrativos e técnicos das ações de obtenção de imóveis para assentamento de trabalhadores rurais. Para o deputado Colatto, a norma busca criar um novo tipo de desapropriação. 

“A finalidade institucional dos Ministérios envolvidos, de promover a Reforma Agrária, não pode se sobrepor à soberania da Constituição Federal na atribuição de competências e na exigência de lei formal para disciplinar determinadas matérias. Os ministros estão tomando para si uma atribuição que é do Congresso Nacional”, pontuou Colatto.

Em sua justificativa, o parlamentar catarinense destaca que a IN 83/2015 do Incra não tem previsão legislativa, isso porque, estabeleceu em seu artigo 3º que “os imóveis constantes no cadastro de empregadores que tenham mantido trabalhadores em condições análogas à de escravo de que trata a Portara Interministerial MTE/SEDH nº 2º, de 31 março de 2015”, conhecida como lista suja do trabalho escravo, serão incorporados ao programa de reforma agrária, ou seja, serão instaurados processos de expropriação para fins de reforma agrária, mediante notificação de fiscais e sem direito a indenização.

Contudo, a preocupação não fica apenas aí, já que a IN 83/2015, determina, em seu artigo 11 e seguintes, que a Diretoria de Obtenção de Terras do Incra oficiará o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para fornecer, periodicamente, cópia de todos autos de infração identificando os produtores rurais que tenham sido flagrados com trabalhadores enquadrados pelos fiscais em condições análogas a de escravo.

Suspensão

No início de setembro, após pressão feita pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), encabeçada pelo deputado Colatto, a Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu despacho assinado pelo advogado-geral, Luis Inácio Lucena Adams que determinou a suspensão da IN nº 83/2015. “A suspensão foi uma medida paliativa. Queremos garantir que a IN seja revogada”, frisou Colatto.




:: sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Cimi financia invasões de terras em MS

Delegado da Polícia Federal atesta que Cimi financia invasões de terras em MS

Alcídio de Souza Araújo confirmou, na Comissão de Inquérito, que os índios se movimentavam de forma organizada durante a tentativa de reintegração de posse, com técnicas de guerrilha

Willams Araújo

Alcídio Araújo foi categórico ao garantir a interferência do Cimi no processo de invasão de terras. (Foto: Patrícia Mendes)Alcídio Araújo foi categórico ao garantir a interferência do Cimi no processo de invasão de terras. (Foto: Patrícia Mendes)

O delegado da Polícia Federal, Alcídio de Souza Araújo, atestou na última terça-feira que o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) financia invasões de terras produtivas em Mato Grosso do Sul.

O delegado foi um dos que prestaram depoimento durante a CPI do Cimi, criada pela Assembleia Legislativa para apurar se realmente o órgão é culpado pelas invasões de áreas na região sul do Estado, conforme acusações de produtores rurais.

Alcídio Araújo, que liderou o processo de reintegração de posse, foi categórico ao garantir a interferência do Cimi no processo de invasão de terras tituladas em Mato Grosso do Sul.

“Digo que sim. Há uma logística muito pesada para a ocupação, e para conseguir essas invasões precisa-se de dinheiro, ônibus. Tudo isso vem do Cimi”, declarou.

Disse que antes do confronto na Buriti, os indígenas assinaram um documento garantindo a saída pacífica do local, o que não ocorreu posteriormente. Para ele, o Cimi instigou os indígenas a resistir e partir para a guerra com a polícia.

De acordo com o delegado, o vereador Cledinaldo Cotócio afirmou, na presença de 19 policiais federais e do superintendente da PF, que a resistência dos indígenas em não deixar a fazenda era culpa do Cimi. O fato aconteceu em um posto de gasolina de Aquidauana, antes da chegada da Polícia Federal à fazenda Buriti.

O mesmo fato foi confirmado por um funcionário da Funai (Fundação Nacional do Índio), chamado Jorge, que tentou convencer os indígenas a sair pacificamente do local, mas teve que “sair corrido” da fazenda, sob ameaça de membros do Conselho Indigenista Missionário.

Alcídio Araújo contou que, ao chegar à propriedade, se deparou com o jornalista Ruy Sposati, do Cimi, e decidiu apreender a máquina fotográfica e o computador para averiguar as informações que havia recebido anteriormente. O coordenador regional do Cimi, Flávio Machado, também estava no local.

No equipamento, de acordo com o depoimento do delegado, havia um Manual dos Anarquistas, com 360 páginas, que ensinava, entre outras coisas, a fazer bombas caseiras. Esses e outros detalhes constam do inquérito 215/2013.

Alcídio confirmou ainda que os índios se movimentavam de forma organizada durante a tentativa de reintegração de posse, com técnicas de guerrilha. Os indígenas, segundo o delegado, empunhavam armas artesanais, de calibre 22.

O indígena Dionédison foi orientado o tempo todo por seu advogado, Ilmar Renato Granja. (Foto: Wagner Guimarães)O indígena Dionédison foi orientado o tempo todo por seu advogado, Ilmar Renato Granja. (Foto: Wagner Guimarães)

DIVERGÊNCIAS

Também como depoente do dia, o índio terena Dionédison Cândido, da Aldeia Bananal (Aquidauana), divergiu da fala do delegado sobre a atuação do Cimi nas invasões de terras particulares em Mato Grosso do Sul. Enquanto o delegado afirma categoricamente que o órgão não apenas incita, mas coordena e financia as invasões, o indígena alega que membros do Cimi apenas participam das Grandes Assembleias do Povo Terena, mas que não colaboram com o processo de invasão de terras.

Dionédison, que diz ser artesão e assessor parlamentar do deputado federal Zeca do PT, foi o primeiro depoente a ser ouvido na tarde de terça. Ele participou do processo violento de reintegração de posse ocorrido em maio de 2013 na fazenda Buriti.

O indígena declarou que o Cimi, assim como outros órgãos, são convidados a participar dos processos de reintegração para evitar truculência por parte da Polícia Federal. Entretanto, nega que o Conselho Indigenista Missionário participe das decisões tomadas pelos indígenas de invadir propriedades ou financie essas invasões. Dionédison citou que o Cimi não foi a única instituição presente no momento do confronto na fazenda Buriti, de propriedade dos produtores rurais Ricardo e Jucymara Bacha.

De acordo com ele, também estiveram no local membros do CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Cedampo (Centro de Documentação e Apoio aos Movimentos Populares) e Coletivo Terra Vermelha.

O indígena foi orientado o tempo todo por seu advogado, Ilmar Renato Granja Fonseca, que é militante do Partido dos Trabalhadores. A presidente da CPI, deputada Mara Caseiro (PTdoB), repreendeu o advogado diversas vezes para não interferir no depoimento.

Dionédison se mostrou confuso em seu depoimento e em vários momentos recorreu a um caderno de anotações para respaldar suas declarações. Ele inclusive se contradisse ao ser questionado sobre sua participação na Grande Assembleia do Povo Terena dias antes do processo de reintegração de posse na fazenda Buriti.

Em um primeiro momento, afirmou ter participado dois dias da reunião, entre 8 e 11 de maio. Depois, alegou que só chegou na Buriti dia 18 de e que não esteve na Assembleia.

Outros três indígenas prestaram depoimento no mesmo dia: Inocêncio Pereira, Abélcio Fernandes e Cacilda Pereira. Entretanto, as perguntas dos membros da comissão foram respondidas a portas fechadas, sem transmissão da TV Oficial da Assembleia Legislativa, uma vez que os indígenas estão se sentindo ameaçados.

Eles são da aldeia Kurussu Ambá, de Coronel Sapucaia, e o teor de suas declarações segue sob sigilo. Ao todo, os depoimentos de terça-feira duraram mais de 6 horas.

http://www.progresso.com.br/caderno-a/delegado-da-pf-atesta-que-cimi-financia-invasoes-de-terras-em-ms